CAPÍTULO XXII
Depois disso, vejo Remus correndo na minha direção como um louco. Ele está muito pálido.
- Lily - ele sibila. - Amus está aqui.
- Eu sei - respondo bruscamente -, consigo vê-lo.
James se levanta.
- A reserva da mesa está no nome de quem, Remus? - Ele inclina a cabeça sobre a prancheta de Remus.
A mesa está reservada para a tal da Maida Insurance.
- Devem ser eles - digo, olhando as pessoas tomando seus lugares.
- Eu reconheço algumas - sussurra Remus.
- São todos os membros da diretoria da Diggory - James diz, carrancudo.
- Estão tentando me intimidar. Sou o único representante da minha empresa aqui. Droga.
- Eles devem ter comprado ingressos - digo atordoada. - Devem ter planejado tudo isso.
Enquanto conversamos, Amus olha ao seu redor. Assim que nos localiza faz um aceno charmoso, como se fôssemos os melhores amigos dele, e se levanta.
- Jesus! Ele está vindo até nós! - Remus comenta, incrédulo.
Olho para James. Ele parece calmo, mas vejo um pequeno músculo no seu pescoço tremer. Isso é dar uma de esperto. Pegar James quando ele está mais vulnerável, na sua casa, sem ninguém da empresa para o ajudar e justo quando ele deveria estar relaxando e se divertindo.
- James, Lily e Remus - Amus nos cumprimenta suavemente. - Que bom ver todos vocês! - Ele estende a mão para James, que a aperta, carrancudo.
- Posso chamar você de James?
- Por que você está aqui?
- Achei que seria uma noite agradável para todos nós. Afinal de contas, as últimas semanas foram um pouco cansativas. Achei que deveríamos comemorar o fracasso da sua negociação, James. Você disse que posso te chamar de James, não?
Tento ficar mais perto de James. Posso sentir que todos os músculos dele estão ficando tensos e por um terrível momento achei que ele fosse bater em Amus.
- Afinal de contas - Amus continua, embora um pouco menos confiante -, só quando Lily nos disse que poderia arrumar ingressos para nós foi que consideramos a ideia de usar a festa como uma espécia de despedida a toda essa ideia ridícula.
- O que você disse? - consigo gaguejar. - Nunca fiz essa sugestão.
- Sabe, nunca vi você representar antes, Lily. - Ele dá uma risadinha. - Pelo menos não em público, meu amor. Mas devo dizer que estou muito impressionado. - Ele olha ao redor da tenda. - Você tem sido um tesouro nestas últimas semanas. Sabe, James, não acho que teríamos vencido esta negociação se não fosse esta pequena pérola aqui.
- Não há vencedores nisso - James diz com voz fria.
- Vamos ver - Amus diz suavemente -, vamos ver. - E ele volta para seu lugar.
Viro-me para olhar para James.
- James, não vi nem falei com Amus Diggory desde aquele nosso último encontro, eu juro. Ele está simplesmente... - O resto das minhas palavras desaparece, pois a família toda circunda James querendo saber quem é Amus e o que significou tudo aquilo. E é nesse momento que um dos chefs bate no meu ombro para informar que há um problema na cozinha.
O resto da noite é uma confusão em ritmo alucinante. Luto contra o impulso de ir dar um belo chute nos testículos de Amus, mas meu sexto sentindo me diz que qualquer exibição deste tipo não vai ajudar James a ganhar na negociação. Faço o melhor que posso para ignorar Amus, embora ele tenha o atrevimento de erguer seu copo para mim todas as vezes que passo pela mesa dele. Por outro lado, James não me olha mais nos olhos. As coisas na mesa dos Potter estão visivelmente tensas, mas todos estão mantendo desconfortavelmente as aparências. Quando tenho finalmente cinco minutos livres, caminho ansiosa até a mesa deles.
- James, posso falar com você?
- Sobre?
- A história com Amus Diggory, claro.
- Lily, eu estou exausto e não quero dar a Amus Diggory a satisfação de nos ver brigando. Podemos conversar sobre isto amanhã?
Eu quero muito esclarecer as coisas entre nós, mas James está certo. Amus já nos viu conversando e nos observa com interesse. Concordo com um sinal e volto ao trabalho. Mais tarde, Amus consegue me apanhar. Ele dá um passo para o lado, quando passo perto dele, e impede meu caminho.
- Lily, você nunca telefonou - ele diz muito sério e com um ar chateado.
- Amus, seu monte de merda. Não acredito...
- Ora, ora Lily. As pessoas vão começar a comentar - ele diz, colocando a mão no meu braço.
Olho para o lado e vejo Rose e Mary me observando. Faço um grande esforço e sorrio para elas. Elas relaxam um pouco, sorriem de volta e olham para o outro lado.
- Então, como vão as coisas entre você e James Potter?
- Por quê? Quer ligar para o jornal e passar a informação?
- Não seja tão amarga, Lily. Eu fiz o que precisava fazer. Você teria feito o mesmo se estivesse no meu lugar.
- Duvido muito, Amus. Nunca conseguiria dormir novamente com você fosse pelo que fosse.
- Não diga isso. A propósito, seu amante está nos observando.
Olho pelo ombro e vejo James olhando fixamente para nós. Não há como disfarçar o olhar de desgosto no rosto dele.
São quase quatro da manhã quando termino de supervisionar a operação de limpeza, mas apesar do cansaço não consigo dormir. Remus já está roncando de leve quando entro no quarto. Repasso mentalmente várias vezes a cena com Amus, ensaiando o que quero dizer a James e o que ele pode dizer de volta. Ele realmente acredita que estive passando informações para Amus todo esse tempo? O sol já havia nascido quando caio em um sono agitado.
Na manhã seguinte, entro vagarosamente na cozinha para tomar o café-da-manhã e sou recebida pela visão de tia Flo com uma forte ressaca e tia Winnie e Monty assustadoramente felizes. Tento, sem sucesso, evitar contato visual com todos eles.
- Olá, Lily. Que festa maravilhosa! Parabéns! - tia Winnie me cumprimenta. Ela está maluca? Ela esteve na mesma festa que eu! - Tirando toda aquela coisa com Amus. Aquilo foi, sem dúvida, horrível. Pobre James. Eu teria ido até lá e dado um soco nele.
- Gostaria que tivesse feito isso - respondo tristonha.
- James não falou nada a respeito. Simplesmente nos disse para ignorá-los.
- Ele não disse nada sobre mim? - pergunto esperançosa. Isso não parece muito ruim.
- Não. Mas o que foi que você viu naquele Amus? Um jovem com ar horroroso.
Desabo na cadeira. Isso é tudo de que preciso, uma meia hora animada me lembrando de como ande errada em minha vida amorosa.
- Você está bem, Lily? - tia Winnie pergunta preocupada.
- Sim, estou bem.
- Você não parece bem - diz Monty. - Está doente? Qual das meninas ficava sempre doente, Winnie?
- Estou bem.
- Era a Lily quem só podia entrar no assento dianteiro do carro porque ficava enjoada?
- Eu não fico enjoada no carro.
- Eu não sei por que comigo as duas sempre tinham de sentar no banco traseiro.
- Eu não fico enjoada no carro.
- Sempre um pouco hipocondríaca, como a Flo. Tão bonitinha.
- Mas eu não fico enjoada no carro.
- Na verdade, acho que era a Dora, Monty querido. Mas você tem razão, Lily não parece nada bem. Você andou de carro esta amanhã, Lily?
- EU NÃO FICO ENJOADA NO CARRO PORCARIA NENHUMA! - Estou muito ansiosa em esclarecer o assunto a única razão pela qual não pareço estar bem é porque eles estão conseguindo me estressar. Os dois me olham surpresos.
- Quer voltar para a cama?
- Tia Winnie, apesar de querer muito voltar para a cama e ficar lá por tempo indeterminado, tenho que ajudar na limpeza - tento dizer isso com o máximo de dignidade possível. Não é suficiente.
- Estou fazendo ovos mexidos para a equipe de James, Lily. Quer um pouco? - pergunta a Sra. Jones no fogão.
- Estão todos na sala de estar - diz Monty. - Acho que estão se preparando para a coletiva de imprensa amanhã. A propósito, foi uma festa maravilhosa a de ontem. Há anos não me divertia tanto! - Todos concordaram de modo barulhento.
Faço uma careta quando a Sra. Jones aparece enérgica e me dá um prato de ovos mexidos com torradas. Estou desesperada para ver James novamente, nem que seja por um minuto, mas sabe Deus quando eles vão sair do escritório.
A manhã passa rapidamente. Preciso supervisionar a operação de limpeza da tenda, bem como a remoção de várias peças de equipamento. Moody também telefona exigindo um relatório. Passo pelo menos dez vezes na frente da sólida porta de madeira da sala de estar, cheia de esperanças de que James saia e eu possa ter a chance de falar com ele. Minha oportunidade aparece na metade da manhã, quando o vejo desaparecer na cozinha. Acelero o passo e chamo:
- James!
A figura à minha frente hesita e depois vira. A linguagem corporal não é boa. É grosseira e agressiva.
- Lilian. Bom-dia.
- Hã, bom-dia. - Paro na frente dele. - James, preciso conversar sobre a noite passada.
Ele suspira.
- Acho que vamos ter que falar a respeito alguma hora dessas. Então, vamos lá. - Ele pega resignadamente o meu cotovelo e me leva até a cozinha deserta. Ela nunca fica vazia tempo suficiente, principalmente com Remus por perto. Começo primeiro:
- James, você não acreditou em nada que Amus Diggory disse na noite passada, não é?
- Os olhos de James permanecem fixos no piso. Ele olha, sem ver uma lajota.
- Não sei - ele diz finalmente. - Me diga você. - E, por fim, me olha.
- Claro que não! Depois de tudo o que passamos nestas últimas semanas você acha mesmo que eu ainda mantinha contato com ele? Ele estava inventando coisas!
- Lilian, deixe que eu faça uma pergunta. Antes de voltar a Hogsmeade, como é que você se sentia a meu respeito? Seus sentimentos verdadeiros sobre mim?
- Bem, eu, hã, acho que... - Os olhos dele estão colados no meu rosto. - Eu não gostava muito de você - termino com uma vozinha.
- Jura, Lily? Só "não gostava"? Isso é um pouco suave para alguém de personalidade tão forte. Tem certeza de que não me odiava? Não se esqueça de que eu estava aqui quando éramos crianças. Eu me lembro muito bem de tudo.
Respiro bem fundo. Esta é a primeira vez que falamos abertamente sobre os maus-tratos que ele me impôs.
- Está bem, eu odiava você. Isso me torna culpada de fornecer informações a Amus Diggory?
- Foi esse o plano?
- O que você quer dizer com isso?
- Você voltou a Hogsmeade para conseguir algum tipo de vingança melodramática? Afinal de contas, tem que admitir que estar namorando o diretor da empresa que estou tentando comprar é uma enorme coincidência.
- Nós havíamos terminado quando eu vim para cá e, sim, foi uma coincidência. Você tem que entender isso. Você também acha que eu providenciei um baile para quinhentas pessoas aqui ao mesmo tempo?
- Estou dizendo que você e Amus podem ter visto a oportunidade. Algo onde os dois iriam lucrar alguma coisa. E sabe, Lily, não culpo você. Não a culpo mesmo.
- O que está tentando dizer? Que meu comportamento foi falso? - Ouço o meu coração disparar, não gosto do rumo que a conversa toma, pois parece terrivelmente perigoso.
- Talvez não. Talvez tudo tenha sido verdade. Talvez você e Amus não tenham planejado nada.
- Nós não planejamos nada!
- Mas o ponto, Lily, é que bem lá no fundo eu não confio em você.
- Você não confia em mim? - digo sem acreditar.
- Sim, e isso faz com que eu me sinta terrivelmente culpado. Por causa de nosso passado. Por causa do que aconteceu há quinze anos. Eu fiz tudo aquilo a você e, mesmo assim, não confio em você.
- Eu não acredito que você acha mesmo que eu faria algo para magoar você ou a sua família.
- Sinto muito, não posso evitar.
- É você quem tem um lado ruim, não sou eu - retruco violentamente.
Ele se retrai ao ouvir isso e eu olho para a mesa, com vergonha de mim mesma.
- Tudo o que aconteceu não vai desaparecer, vai? - ele diz devagar. - Você vai ficar esperando o tempo todo por uma falha no meu caráter. Alguma ação ou pensamento mesquinho que poderá significar um retorno ao passado.
Eu hesito por um milésimo de segundo, ele tocou em um ponto delicado.
- Eu faria isso se estivesse no seu lugar - ele acrescenta.
- Então me diga o porquê, James. Diga-me o porquê de tudo aquilo quando éramos crianças.
Ele me olha por muito tempo e toca meu rosto com a mão. Eu sorrio esperançosa.
- Não há nada a dizer, Lily - ele fala e sai da cozinha.
Levo alguns segundos antes de conseguir me concentrar e sair correndo para o quarto, com Meg trotando atrás de mim. Paro na frente do espelho e olho para mim mesma. Uma Lily muito pálida e com ar assustado me olha de volta. Não chore, ameaço a mim mesma, não se atreva a chorar. Penso em procurar Remus ou tia Winnie, mas percebo que se fizer isso precisarei contar a conversa tudo e que isso vai fazer a represa arrebentar.
Antes, minha mente não duvidava de que James e eu compartilhávamos algum tipo de intimidade. Era a mesma intimidade que tínhamos há quinze anos, até que os maus-tratos começaram - e eu não tenho explicações para eles. Portanto, talvez eu não conheça mesmo este homem. Tavez eu tenha imaginado coisas que simplesmente não existem. Talvez os paus que nascem tortos morram tortos. Que diabos vou fazer? Vá para casa, diz uma vozinha dentro de mim. Vá para casa, onde você pode morrer de tanto chorar e comer quantos Cornettos quiser.
Fecho os olhos e apoio a testa contra o espelho frio. Há um pequeno problema aqui. O probleminha é que eu acho que o amo. Quase tanto quanto na minha infância, mas agora é um amor diferente. Mais intenso, mais feroz. Mas minha razão diz que eu o amava há quinze anos e, bem, veja o que aconteceu naquela época. Sou tão idiota a ponto de correr novamente o risco?
E, embora seja muito difícil lidar com isso, acho que me apaixonei pela família dele. Eu não quero somente a ele, quero que a família dele seja minha também. Mas como isso vai funcionar, Lily? Tia Winnie e Monty parecem estar formando algum tipo de ligação, e você será obrigada a voltar a esta casa e ver James no centro dela. Vê-lo casando, ver os filhos dele crescerem, bater papo com tia Flo, desejando ardentemente que fosse você ali no meio de tudo. Contraio as mãos. É quase insuportável.
Vou para a cama e deito. Meg sobe na cama e se aninha na curva das minhas pernas com um suspiro de contentamento. Na meia hora seguinte fico exatamente assim, olhando paralisada para o teto, sentindo-me um pouco reconfortada com a companhia peluda ao meu lado. Por fim, puxo o edredom por cima da minha cabeça e fecho os olhos em um esforço de bloquear a dor. Acho que devo ter adormecido, Deus sabe como dormi pouco nos últimos dias, porque só me lembro de uma batida forte na porta. Acordo sobressaltada.
- Lily? É Remus. Posso entrar? - ele pergunta.
- Claro! - respondo.
A cabeça dele aparece por trás da porta.
- Aí está você! Procurei você por todo lado! O que aconteceu? - ele pergunta assustado, vendo meu rosto em petição de miséria.
- James - murmuro.
- O que ele fez?
- Sinto lágrimas aflorarem novamente. Remus vem até a cama, senta e me dá um grande abraço. Este pequeno gesto de carinho é demais para mim e eu desabo. Quando meus soluços finalmente diminuem, Remus faz com que eu conte tudo.
- Deixa ver se eu entendi. James não quer ficar com você por causa da infância de vocês...
- Ele nem disse que queria ficar comigo - eu o interrompo.
- Oh. Mas mesmo que quisesse não poderia, por causa do passado de vocês.
- Acho que sim.
- O que você acha?
- Eu não sei.
- Você seria capaz de confiar nele novamente?
- Ele me magoou muito. Acho que ele partiu meu coração. Penso que ele está certo. Não podemos ficar juntos. - Lágrimas voltam a encher meus olhos. - Nossa infância sempre vai estar entre nós, não vai?
- O que você vai fazer?
- Vou para casa, eu acho.
- Esta seria a coisa mais sensata e inteligente a ser feita.
- Você acha mesmo?
- Quando voltarmos para Londres, eu compro um Cornetto para você.
Ele dá uma palmadinha no meu joelho e finalmente diz:
- Quer que eu vá buscar um chocolate?
- Está vendo? Agora você entende por que pensei que você fosse gay.
- Estou simplesmente em contato com o meu lado feminino - ele diz com o máximo de dignidade possível e sai, pois seu lado feminino já disse que ele não precisa de resposta para a pergunta sobre o chocolate.
Não acho que tenha me sentido tão miserável alguma vez na minha vida.
Ah, sim, que tola. Já me senti assim.
ME DESCULPEM TANTO PELO ATRASO. Sério, eu sinto que eu fiquei décadas sem atualizar. Mas foi o amontado formado pelo carnaval, meu aniversário (pois é, parabéns para mim) e a escola que me deixou empacada e sem tempo para escrever. Mas agora eu pretendo voltar a publicar normalmente os próximos poucos capítulos que faltam para a fanfic acabar (chora). Oh, e uma pequena observação para o capítulo: se vocês tiverem a impressão de que o Will sumiu da história, não é só impressão. Não é como se ele pudesse competir com o James pelo coração da Lily, de qualquer maneira.
nathalia-potter: Ahh, eu sei! Monty e tia Winnie Eu também gostaria que Amus levasse um soco hahaha.
LaahB: Estou aqui! Me desculpe mesmo pelo atraso, mas agora eu voltei! E com a continuação da festa, como você queria. Oh, e a fanfic tem ao todo 25 capítulos, ou seja, faltam mais três para acabar :c
Lally Sads: Depois de tanto tempo, aqui mais um capítulo para você. Espero que aprecie este aqui tanto quanto o último, hahah. Até a próxima, amor.
Svelis: Não tenho a menor ideia do que pode estar acontecendo, mas espero que tenha recebido esta atualização, porque esse capítulo é um dos meus favoritos. Sempre que eu releio acabo chorando com o diálogo entre James e Lily. Sobre Remus e Tonks (quer dizer, Dora Evans), eu demorei muito tempo para bolar, hehe, que bom que tenha gostado. Sempre fico feliz com os seus comentários, e espero que continue enviando-os! Estarei te esperando na próxima atualização e, sim, você está autorizada a utilizar o código secreto entre James e Lily! Beijinhos c:
Até a próxima,
Joules
