CAPÍTULO XXIII
Segue-se uma noite terrível, na qual James se recusa a me olhar os olhos, mesmo quando tia Flo inicia uma animada discussão sobre a atratividade de cabelos longos ou curtos nos homens. Depois de um tempo, deixo todos discutindo e vou para a cama. Fico acordada até às quatro da manhã, esperando ouvir o carrilhão do grande relógio do hall quando lembro, muito tempo depois, que os oficiais de justiça o levaram embora. Fico em tal estado de nervos que acendo a luz, verifico que horas são e Meg e eu começamos a andar para cima e para baixo enquanto tento me convencer de que os acontecimentos dos últimos dias não justificam começar a fumar. Embora não consiga acordar Remus, que consegue dormir sempre, acordo o desgraçado de um gafanhoto que começa a crocitar, feliz da vida. Sinto-me como se tudo fosse parte de um gigantesco quebra-cabeça para o qual não tenho todas as peça. Se eu pudesse saber o que falta talvez as coisas ficassem no lugar.
Devo ter dormido em algum momento, porque, quando acordo, a cama de Remus está vazia, sem nenhuma coberta, e as malas dele estão em uma pilha arrumada no pé da cama.
Alguém bate na porta e Meg entra correndo. Remus vem atrás dela com uma xícara de chá.
- Sabe - diz ele -, acho que vou sentir falta deste lugar. Nosso apartamento vai parecer bastante vazio depois daqui.
- O que você vai fazer agora? - pergunto, lembrando a sua atual condição de desempregado.
- Acho que vou escrever meu romance e viver um tempo do dinheiro que este trabalho rendeu.
- Então você vai estar em casa o tempo todo? - bebo um golinho do chá.
- Será que podemos perguntar se podemos levar Meg conosco?
- Era o que eu estava pensando. - Sorrio, tremendamente reconfortada pelo fato de que poderemos adotá-la. - Caso contrário, será outra perda.
- Eu vou perguntar a respeito agora mesmo. Acabe de se vestir e de fazer as malas e vejo você lá embaixo.
- Quem está lá embaixo? - pergunto. Não estou segura se quero encontrar com James.
- Toda a família, menos James. Ele está se preparando para a coletiva de imprensa desta manhã. E estamos ajudando a arrumar a mobília para tia Winnie fazer a devolução. Depois disso, acho que é o escritório para você e o apartamento para mim.
Ele sorri e sai do quarto. Depois de se vestir, começo a guardar as coisas na mala e fico uns bons dez minutos olhando através da janela. Você vai se sentir melhor quando for embora, digo para mim mesma com firmeza, e depois passo outros dez minutos olhando através da janela. Alguém bate novamente na porta.
- Estou indo - grito para Remus e começo a enfiar freneticamente as roupas nas minhas malas.
- Não, sou eu, Lily, tia Winnie. Posso entrar?
Vou até a porta e a abro. Tia Winnie e Snuffles praticamente desabam para dentro do quarto.
- Olá, querida! Vim ver se está tudo bem com você! Estou preocupada.
Franzo as sobrancelhas.
- Estou bem, estou fazendo as malas.
Meg tenta brincar com Snuffles, mas ele, sendo mais velho e mais sábio, não está ligando a mínima para ela. Ele se enrola em um canto do quarto com ar digno. Tia Winnie fecha a porta atrás de si. Faço uma grande cena e começo a dobrar minhas roupas antes de colocá-las na mala, em vez de fazer como sempre faço, enfiá-las de qualquer modo lá dentro.
Estou bem, até que ela finalmente fala:
- Então você está indo embora?
Sinto as lágrimas aflorarem.
- O que mais posso fazer? - pergunto, praticamente engasgando com o esforço de manter as emoções sob controle.
Tia Winnie acha que estou engasgando e dá algumas palmadas fortes nas minhas costas. Fico meio de olho para ver se ela não decide usar a manobra de Heimlich.
Ela senta-se na cama.
- Você poderia ficar. Ficar e ver o que acontece.
- James e eu conversamos a respeito. Não achamos que seja uma decisão muito inteligente.
- Inteligente? - bufa tia Winnie. - Acho que você é muitas coisas, Lily, mas inteligente não está na minha lista. - Olho para ela intensamente. É isso mesmo o que ela quer dizer? - Veja, Lily. Depois que você foi dormir ontem à noite, Remus me contou o que aconteceu. - O que e quando aconteceu? Este é o problema em ter tanta história presa a um só lugar. Ela percebe que estou olhando em dúvida e acrescenta: - Quando você e James eram crianças.
- Oh.
- Acho que Remus estava preocupado com você e precisava ouvir uma segunda opinião. Eu imaginava que algo havia acontecido. Quero dizer, você sempre tinha uma reação estranha quando o nome de James era mencionado, e nunca quis voltar aqui para uma visita depois que se mudaram.
- Qual a sua segunda opinião?
- A história é uma coisa engraçada, Lily. Se você tivesse encontrado James Potter pela primeira vez há somente algumas semanas, estaria nesta situação? Quero dizer, a de querer ficar com ele? Ou teria formado uma impressão completamente diferente dele?
- Hã, eu não sei. Vamos chegar a algum lugar com esta conversa, tia Winnie? Algum ponto específico? Eu realmente posso ficar sem uma aula de filosofia.
- Pense em antigos amigos da escola. - Penso nos poucos amigos que fiz quando Dora e eu vivíamos com tia Winnie. - Se os encontrasse pela primeira vez agora, seria amiga deles? Ou o elo que a liga a eles é simplesmente o compartilhamento de recordações em comum?
- Você está questionando como eu me sinto a respeito de James? - pergunto hesitante, tentando descobrir quando ela vai chegar ao ponto.
Ela parece aliviada e acena com a cabeça. Sento-me ao lado dela na cama.
- Tia Winnie, eu o amo porque o conheço tão bem. Não porque compartilhamos memórias em comum. Na verdade, são as memórias em comum que estão nos mantendo afastados.
Tia Winnie dá umas palmadinhas na minha mão por um segundo e olha para o chão.
- Lily, já que estamos falando sobre histórias compartilhadas, acho que há algo que preciso contar.
Olho para ela, insegura. Será que ela vai falar dos fatos que eu não entendo? Das informações que farão com que tudo se encaixe?
- Há anos que eu queria falar a respeito.
- O quê? - A frase sai um pouco mais bruscamente do que eu pretendia.
- Bom, Monty e eu éramos... como dizer? Éramos namorados.
Todas as datas se confundem na minha mente e eu digo, horrorizada:
- Ele teve um caso?
- Oh, não! Não, foi antes dele se casar. - Relaxo um pouco. - Foi por causa disso que conhecemos os Potter.
- Então, o que aconteceu?
- Ah, foi tudo muito bobo. Nós dois éramos muito jovens. Tínhamos somente vinte anos. Não, Lily, não foi durante a guerra - ela diz quando abro minha boca, e a fecho novamente. - De qualquer modo, nossas famílias eram brutalmente contra o namoro, o que complicou muito a nossa vida. Um dia tivemos uma grande briga, nem lembro o motivo, mas na época parecia o fim do mundo e eu saí dizendo que não queria vê-lo nunca mais. Eu estava prestes a partir para os Estados Unidos, para passar algumas semanas com alguns parentes, e fui embora sem dizer adeus de tão zangada que estava com ele; ele podia ser absolutamente irritante, sabe? Mas eu também o era. Foi o maior erro que cometi na minha vida. Voltei para cá e o encontrei noivo de Elizabeth. - Ela olha para longe, perdida em um mundo particular. - Eu me lembro muito bem, era verão. Eu usava um lindo de blusa e cardigã, com meu colar de pérolas, e valsei na direção da fazenda, morrendo de saudades dele, achando que nossa briga boba já estaria esquecida. E lá estava ela. Sentada no gramado, no centro de uma manta de piquenique, bebendo champanhe com o resto da família. Só descobri mais tarde que estavam noivos. A família dele não gostava muito de mim. Achavam que eu era uma influência perturbadora. - Ela se inclina e sussurra de modo conspiratório: - Eu era uma jovem um pouco doida naquela época. Andava a cavalo sem sela e nadava nua na piscina.
- Eles tinham uma piscina?
- A primeira que Elizabeth fez foi aterrar a piscina e colocar o jardim de rosas sobre ela. E claro que meu comportamento não iria significar muito nos dias de hoje, seria considerado espirituoso ou coisa parecida, mas naquela época era muito inadequado para uma potencial Senhora de Mansão. Os Potter queriam alguém com mais dignidade. Alguém que iria tratar os serviçais como serviçais, não como pessoas com quem se pode fofocar no jardim dos fundos. Elizabeth era perfeita para o papel. A família a adorava e aparentemente jogaram Monty em cima dela tão abruptamente que ele estava noivo sem mesmo saber. Pobre querido, quando olho para trás percebo que ele parecia um pouco atordoado naquele dia.
- Então, o que aconteceu quando ele viu você?
- Ele não me viu. Eu me aproximei, vindo da lateral da casa, e vi todos sentados no gramado. Monty estava segurando a mão de Elizabeth de costas para mim, de modo que me virei e saí correndo. Não podia ter ido falar com toda a família presente, teria sido muito embaraçoso. Nunca soube se ele ficou sabendo que eu estive lá. A mãe dele me viu, mas duvido que ela tenha mencionado o fato. Às vezes penso se as coisas teriam sido diferentes se ele tivesse me visto.
- Você não tentou falar com ele?
- O orgulho, Lily, minha querida! A causa da ruína de vários relacionamentos. Estava furiosa com ele e não acreditava que iriam mesmo se casar. Acho que se tivesse levado o assunto mais a sério teria ficado e lutado por ele. Quando você é tão jovem não percebe como decisões como essas podem mudar vidas.
- Você acha que ele a amou?
Ela olha pensativa para o nada, por cima do meu ombro, e responde baixinho:
- Sim, acho que amou. Os meninos nasceram, e depois você e Dora nasceram, os dias mais felizes da minha vida. - Eu me inclino e aperto a mão dela, agradecida. - Comecei a ouvir falar cada vez menos deles. Comecei a me afastar das pessoas que me contavam coisas sobre eles. O tempo passou para todos nós.
- Mas você nunca se casou, tia Winnie. - E, subitamente, percebo que este é o caso de amor infeliz de que minha mãe falou. Era Monty. Winnie olha para a mesa por um segundo e respondo suavemente:
- Não. Mas não tenho certeza de que teríamos sido felizes juntos. Nós dois nos suavizamos muito agora, mas, antigamente, nós éramos uma dupla muito passional e tínhamos brigas horrorosas. Elizabeth teve uma grande influência tranquilizadora sobre ele. Um relacionamento sempre presa de uma rocha sólida.
- Você está sendo muito pragmática, tia Winnie.
- Bom, você não pode passar a vida se lamentando. Precisa seguir em frente e tirar dela o que pode, quando pode. - Ela bate na minha mão com certa força.
- Como meus pais vieram morar em Hogsmeade? - pergunto.
- Um pouco de masoquismo da minha parte. Quando seu pai estava trabalhando aqui e sua mãe decidiu que queria manter os cavalos, sugeri a fazenda dos Potter antes mesmo dela terminar a frase. Queria uma desculpa para vir até aqui e ver como eles se davam. Depois disso, seus pais resolveram ficar por alguns anos e, naturalmente, os Potter davam-se muito bem sem mim. Seja como for, estou feliz em ter finalmente contado tudo. Há anos venho querendo contar, mas nunca encontrei o momento certo.
Ficamos sentadas em silêncio por um segundo e eu lamento um pouco que nada nesta história é a resposta sobre o que procuro sobre James. Contudo, explica um pouco do estranho comportamento que me cerca.
- Engraçado como duas famílias podem estar tão inextricavelmente ligadas, não? - digo suavemente. - Você e Monty, eu e James - Tia Winnie dá uma nova palmadinha na minha mão. - Nenhuma das histórias terminou bem, não é?
- Essa não é a história toda, Lily.
- O que quer dizer com isso?
- Você fica até que a coletiva de imprensa termine? - Concordo com a cabeça e ela sai para que eu acabe de fazer as malas.
Nosso último café-da-manhã é muito tristonho. Todo mundo está demasiadamente preocupado com as negociações da aquisição hostil e todos pulamos para atender o telefone sempre que ele toca, esperando que seja uma decisão dos investidores antes do prazo estabelecido. Mas ou é um colega escoteiro querendo falar com Harry ou um jornalista querendo um comentário de James, ou uma voz feminina sensual querendo falar com Will (não imaginava que ele fosse um tremendo conquistador). Estou muito grata pela atmosfera pesada, porque posso me moldar a ela sem muitos comentários. Tia Flo volta do passeio com Poppet e eu faço uma anotação mental para verificar minha bagagem e ter certeza de que Poppet não se enfiou nela quando eu não estava olhando. Fazemos Harry correr para todo lado em uma série de trabalhos de última hora, porque ele está deixando todos malucos com seu discurso de que ele, só conseguiu arrecadar quarenta e seis libras e trinta centavos, enquanto o corado Draco Malfoy, que parece inacreditavelmente precoce e precisando de uma surra com um bastão bem grande, arrecadou muito mais.
Depois das revelações de tia Winnie, olho para Monty com outros olhos. Tento imaginá-los mais jovens, mas só consigo vê-los como são agora, não somente pelo visual atual mas em suas responsabilidades e comportamentos. Não consigo imaginá-los jovens e despreocupados. Olho para tia Winnie. Neca, não funciona. Não consigo.
A coletiva de imprensa está marcada para as onze da manhã. A empresa de RP de James achou que seria uma boa ideia realizá-la aqui na casa, para enterrar de vez os boatos sobre os oficiais de justiça. Remus e eu não temos absolutamente nada para fazer, já que a empresa de RP é responsável pela organização. Uma garota eficiente chamada Victoria entra e sai da cozinha enquanto ficamos sentados, bebendo café, e esperamos por alguma novidade. A Sra. Delaney está assando alguns biscoitos para a imprensa, o que é absolutamente desnecessário, mas ela parece estar feliz em fazê-lo.
Olho cuidadosamente ao meu redor. Remus conversa com tia Winnie, a Sra. Delaney e Harry, e tia Flo desapareceu com Will. Monty e eu somos os únicos sentados à mesa.
- Tive uma conversinha com tia Winnie esta manhã - digo suavemente.
- Eu sei, ela me contou - ele diz. - É engraçado, mas depois de tanto tempo ela não mudou nada. Está apenas mais suave.
- Ela disse que costumava ser um bocado intensa e passional.
- Um pouco! Brigávamos a cada dois dias. Pelo menos agora vamos brigar uma vez por semana.
Ergo as sobrancelhas.
- Agora? - pergunto.
- Bom, vamos ver o que acontece.
- Então vocês vão namorar? - Ele me olha.
- Na semana que vem vou levá-la para jantar fora. Isto é, se não estivermos ocupados mudando de casa! Você se importa?
- Claro que não! Estou extremamente feliz! - Olho para ele radiante. São as melhores notícias que ouço em muito tempo. Com o que tenho passado, isso não é difícil.
- Remus me perguntou se vocês podem adotar a Meg. Respondi que é claro que sim, ela parece ter se afeiçoado muito a vocês dois. Mas eu esperava, todos nós esperávamos, na verdade, que veríamos mais vocês depois que isso tudo terminasse. - Ele ergue as sobrancelhas de modo sugestivo.
Eu me inclino e dou uma palmadinha na mão dele, balançando levemente a cabeça.
- Obrigada por nos dar a Meg, Monty. - E, com isso, saio em direção ao jardim murado e ligo para o escritório.
- Oi, Emmeline - digo desanimada.
Eu a ouço soltar a fumaça do cigarro. Ou ela talvez só estivesse prendendo a respiração.
- Acho que você quer falar com Moody, certo?
- Hã, sim. Se ele estiver aí.
Depois de um tempo, Moody atende.
- Você vai voltar para o escritório em algum momento hoje ou decidiu declarar feriado?
- Tive que arrumar alguns detalhes, volto mais tarde. Você precisa de mim?
- Não tenho certeza se nossa seguradora pode cobrir você. A menos que possamos encaixar você na cláusula de forças maiores, junto com desastres naturais.
- Vamos, vamos, Moody, não seja assim.
- Como vai Remus?
- Namorando com Dora.
- Ele contou então?
- Você também sabia?
- Edgar me contou.
- Eu achei que Remus estava tentando me dizer que era gay.
- Remus? Gay? Você ficou maluca, Lily?
- Acho que sim. Edgar não é heterossexual, é?
- Não, ele é definitivamente gay.
- A propósito, não tenho nenhuma festa programada para este final de semana, tenho?
- Não, não. Achei que você poderia precisar de um fim de semana livre.
- Obrigada, Alastor.
- Agora desapareça. E não me ligue se precisar de alguma coisa, será mais fácil ligar para o Exército da Salvação.
Sorrio comigo mesma e desligo.
- Alguma novidade? - pergunto a Monty quando volto para a cozinha.
- Sim, Sam acaba de passar por aqui. Disse que os americanos querem prorrogar o prazo para terem mais tempo para decidir.
- Isso é um problema?
- Não sei direito, mas Sam não parecia muito feliz. Mesmo assim, eles vão continuar com a coletiva de imprensa. Os jornalistas já começaram a chegar. Vamos espiar pelos fundos?
Por volta das quinze para as onze perambulamos pela sala de estar, onde a empresa de RP montou uma grande mesa, cercada por quinze cadeiras e várias fileiras de cadeiras na frente dela. A sala está completamente agitada, as pessoas estão reunidas tomando chá e comendo os biscoitos da Sra. Delaney. Há uma grande mesa de bufê e eu e Remus vamos comer alguma coisa. O número de pessoas aumenta a cada minuto e nós temos que conversar aos gritos acima do burburinho. Flo e Will juntam-se a nós, os dois parecendo inesperadamente pensativos.
- Você está bem? - pergunto para tia Flo, preocupada.
- Sim, querida. Só um pouco preocupada com James.
- Tenho certeza de que ele já enfrentou coisas piores do que esta - digo, tentando reconfortá-la.
- Sim, mas eu não. Eles podem tirar a nossa casa, Lily. - Ela sussurra esta última informação em meu ouvido como se acabasse de entender a gravidade da situação.
- Ele vai achar uma saída - digo, sabendo muito bem que não vai conseguir desta vez.
Nosso pequeno grupo fica de pé nervosamente no fundo da sala até que a porta se abre e James marcha sala adentro, cabeça erguida e orgulhosa. Eu sufoco uma pequena exclamação. Ele está absolutamente lindo. Com um corte de cabelo bem curto.
- Oh, meu Deus! - geme Flo. - Ele é como Sansão. Vai perder toda a sua força.
- Ele deve ter cortado o cabelo esta manhã - murmura Remus. Sou invadida por um desejo súbito por ele, forte como um tapa no rosto. Daria tudo para poder passar por cima de todas estas pessoas e me atirar nos braços dele. Sinto um frio no estômago enquanto o observo sentando-se atrás da mesa e inclinando-se para murmurar algo para um de seus colegas. Estou tão concentrada nele que não vejo mais ninguém entrando na sala.
Victoria, a relações-públicas, fica dando olhadelas insinuantes na direção de James. Ela rebola pela sala no alto dos seus saltos dez, vestida em um lindo terninho estilo Jackie Onassis. Olho para a minha própria roupa. Uma saia de crochê preto, botas salto dez de camurça ameixa e uma malha ameixa com bordados.
- Oh, meu Deus - resmunga Remus.
- Eu sei - sussurro de volta. - Onde você acha que ela comprou aquele conjunto?
Dou uma olhadela para ele e, de repente, vejo que ele não está olhando para Victoria. Está olhando para outra pessoa. Instintivamente já sei quem é e meus olhos confirmam os fatos.
- Ah, mas que droga - suspiro.
Acho que pedir mil desculpas pelos séculos que eu não postei nada nem adianta, não é? Bem, eu não morri, nem desisti da fanfic, e espero ansiosamente que vocês também não o tenham feito. Passaram-se alguns meses, mas cá estou eu, com mais um capítulo! E a história se aproxima do fim...
Gemeas Potter: Olá! Acho que ainda vai ter que esperar só mais um pouquinho para o romance entre o James e a Lily explodir, mas eu juro que falta pouco... o problema é que o livro é lerdo mesmo c:
Leitora Anonima: Ohh, mais uma ghost reader! Seja bem-vinda, amorzinho, e divirta-se, mesmo que a fanfic já esteja perto de acabar c:
Lally Sads: VOLTEI! Senti muitas saudades de você, e eu juro que não queria ter sumido e deixado você e mais tantos (ou nem tantos) leitores na mão. Eu sei que nada justifica, mas teve uns bilhões de feriados no caminho e, quando eu finalmente escrevi o capítulo, a internet caiu bem na hora que fui salvar o documento e acabei perdendo tudo. Bem, também houve o pequeno fato de que eu comecei a ler Fúria de Reis e não parei até acabar, e como o livro é um pouco grandinho, levou um bocado de tempo. Enfim, espero ter notícias suas em breve!
Svelis: Ahhh, como eu senti falta de tu, tatu, e de suas reviews gigantes também!Sério, elas são a coisa mais bonitinha e cuti cuti, não deixe de escrevê-las, adoro quando você se empolga e xinga o Diggory. Anyways, o que achou deste capítulo recém saído do forno? Espero que goste e estou aguardando mais uma review sua, beijinhos!
Laah B: Cheguei, queridinha! Como tem estado? Por favor, não me mate pela demora! Espero que goste do novo capítulo! Beijocas, e venha aqui mais vezes mandar reviews, sim?
Beijos e, novamente, mil desculpas,
Julia
