CAPÍTULO XXV
Olho para eles, surpresa. Infelizmente, meu pé escorrega na embreagem, o carro dá um pulo para a frente e eu quase atropelo os dois. Ambos saltam para trás com o susto. Eu saio do carro.
- Meu Deus, desculpem - digo enquanto vejo que minha mãe tem a mão no pescoço e está ofegante. - O que vocês estão fazendo aqui?
Os dois me dão um beijo e um abraço, cumprindo solenemente suas obrigações.
- O que estão fazendo aqui? - repito.
- Lily, tia Winnie telefonou - diz minha mãe. - Pegamos o primeiro avião que encontramos.
Franzo as sobrancelhas. Caramba, tia Winnie está levando minha vida amorosa muito a sério.
- Eu vou ficar bem - respondo automaticamente.
- Não, não é isso - diz meu pai. - Podemos ir conversar em algum lugar?
O único lugar de que me lembro onde conseguiremos um pouco de privacidade é o jardim de muros avermelhados. Meg e eu vamos à frente, seguindo pelo caminho bastante gasto. O que eles estão fazendo aqui? Alguém da família morreu ou coisa parecida? Felizmente o jardim murado está deserto e meus pais sentam-se no velho e empenado banco do jardim. Sento no chão, com Meg ao meu lado.
Olho para eles em expectativa.
- Tia Winnie telefonou? - pergunto.
Eles olham um para o outro, e então minha mãe respira bem fundo.
- Sim. Ela disse que você e James Potter estavam ficando muito próximos.
- Não estamos mais - respondo seca. Meu pai se empertiga.
- Mesmo? - ele diz e olha para minha mãe.
- O que está acontecendo? - insisto, olhando para um e depois para o outro.
- Bem, talvez agora não esteja acontecendo nada - diz meu pai devagar, olhando para minha mãe enquanto algum tipo de mensagem não-verbal está sendo transmitida.
- Isto tem alguma coisa a ver com James? - pergunto de repente. - Porque se tem eu gostaria muito de saber o que está acontecendo.
- Vocês estão juntos?
- Estivemos. Tinha esperanças de que pudéssemos ficar juntos novamente - confesso. - Mas agora acho que não.
Meus pais olham um para o outro pelo que parece ser uma eternidade.
- O que é? - pergunto. - Vocês não podem de deixar de me contar agora.
- Ela já é suficientemente adulta - minha mãe diz para meu pai. - Ela vai entender.
Meu pai acena com a cabeça como se tivesse decidido algo e vira para mim.
- Lily, o que tenho a dizer é muito difícil para mim. Eu tinha esperanças de que você nunca precisasse saber, pois é algo de que me envergonho muito.
- O que é? - sussurro, sentindo-me bastante fraca.
- Só estou contando isto porque, levando em consideração seu relacionamento passado ou presente com James Potter, seria injusto que você não soubesse. Não queremos que fique sabendo por ele.
Ele respira e continua:
- Quando moramos na propriedade e você tinha cerca de onze anos de idade, tive um caso com Elizabeth Potter. - Ele me olha bem dentro dos meus olhos e espera que as palavras façam sentido para mim.
- Um caso? - digo finalmente.
- Sim.
- Que tipo de caso?
Ele parece levemente confuso com a pergunta e olha para minha mãe.
- Hã, o tipo normal, Lily.
Eu tremo um pouco e mudo de posição. Aliso o pelo de Meg e espero que as palavras façam efeito. Fico surpresa em ver que minha mão está tremendo.
- Um caso longo? - pergunto finalmente.
- Não - ele responde rápido -, um caso muito curto. Umas poucas semanas. Sua mãe e eu estávamos atravessando uma fase ruim, Lily. - Ele segura a mão de minha mãe. Ela sorri para ele e acena com a cabeça, como se o encorajasse a continuar. - O que não é absolutamente uma desculpa para o que fiz. Eu só queria que você soubesse que não existem desculpas. - Isto deve ser muito difícil para o meu quase sempre obsessivamente correto pai.
- Mas o que você fez? - insisto.
- Lembra-se de quando sua mãe esteve fora cuidando de sua avó quando ela caiu?
- Vagamente. - Lembro-me de comer vários jantares congelados.
- Bem, eu achava muito difícil cuidar do trabalho e de vocês duas ao mesmo tempo. Tia Winnie estava com a sua mãe e não podia vir ajudar.
Eu não entendia por que vovó precisava das duas com ela.
Aceno com a cabeça, imaginando quando é que ele vai chegar ao ponto.
- Foi então que Elizabeth Potter veio me ajudar com o jantar todas as noites e ficamos íntimos.
- Certo - digo devagar, sentindo que ele espera algum tipo de reação de minha parte.
- Um dia estava na casa principal, entregando algo, e Elizabeth e eu ficamos conversando na sala de estar por alguns minutos. Não sei como aconteceu, mas de repente estávamos, hã... bem, nos beijando.
Estremeço levemente. Espero sinceramente que não vá ouvir uma descrição passo a passo de todo o caso. Posso precisar de outro cigarro. Fico pensando se eles compraram algo no free shop e se seria muito rude de minha parte perguntar.
- Onde é que James entra nessa história? - pergunto subitamente, assustando com o pensamento de que ele possa estar ligado a tudo. A minha noção de tempo começa a ficar muito confusa e eu começo a imaginar se, de repente, somos meio-irmãos.
- Bom, um dia James nos viu juntos.
- Viu?
- Sim. Ele nos viu.
- O que ele fez?
- Simplesmente olhou para nós e saiu da sala. Ficamos muito perturbados. Elizabeth foi atrás dele, mas não acho que algum dia ela tenha conseguido fazê-lo falar a respeito.
- O que aconteceu, então?
- Contei tudo para sua mãe quando ela voltou para casa e concordamos que o melhor para todos seria sairmos daqui. Eu aceitei o primeiro emprego que surgiu, que foi na Itália, e vocês foram viver com sua tia Winnie durante o ano letivo.
- E isso foi tudo? Tudo, tudinho?
- Sim. Isso foi tudo.
- Tia Winnie sabia dessa história?
- Sim. Contamos para ela porque ela estava tentando nos convencer a ficar na Inglaterra. Estava preocupada com o fato de vocês terem que mudar de escola.
- O que James achou? O que ele disse?
Meu pai balança a cabeça.
- Nunca soubemos. Como disse, não acho que algum dia Elizabeth tenha conseguido fazê-lo falar a respeito. Foi pouco antes dele ir para o internato. Nós pensamos que se você vai ficar íntima de James deveria saber a respeito.
Concordamos com a cabeça, tentando colocar uma confusão de pensamentos em algum tipo de ordem.
- Deve ter sido no final das férias de verão. Lembro-me da Sra. Potter me ajudando com meu cartão de aniversário para você. Mas vocês não mudaram para a Itália até o ano seguinte.
- Que foi quando apareceu o novo emprego.
- Mas foi naquele outono que...
Minha mãe inclina-se para a frente.
- O quê, querida?
Olho fixamente para ela, me esforçando para pensar mais claramente. Foi naquele outono que James começou a ser tão horrível comigo. Os maus-tratos começaram devagar, mas foram aumentando até chegarem ao auge no Natal.
- James foi muito desagradável comigo por uns tempos. Foi durante aquele outono. Não pode ter sido uma coincidência - digo devagar.
Todos franzimos a testa. Minha mãe diz:
- Mas por que ele seria desagradável com você? Ele era desagradável com Dora também?
Balanço a cabeça.
- Não, só comigo.
Subitamente, meu pai parece sobrecarregado com a culpa.
- Por que não nos contou? Poderíamos tê-lo impedido - ele diz ferozmente.
- Talvez ele simplesmente estivesse descontando em Lily - minha mãe diz para meu pai. Meu pai concorda com a cabeça, mas posso ver que ele está tremendamente aborrecido com o fato.
- Mas por que ele iria descontar em mim? - pergunto.
- Talvez você deva perguntar para ele - diz minha mãe, gentilmente. - Afinal de contas, vocês são adultos agora.
Toco meu pai com a mão. Ele parece absolutamente devastado com o desenrolar das coisas. Ele me olha.
- Que confusão, Lily. Sinto muito. Não fazia ideia - ele diz suavemente e pega minha mão, ato que provavelmente é o contato mais físico que eu e meu pai tivemos em vinte e seis anos. É irônico que seja o resultado de algo como isto.
Levanto de repente. Preciso encontrar James e falar com ele.
- Hã, Lily? - diz minha mãe, um pouco preocupada. - Você está bem?
- Hum?
- Lily? Você não vai ter um treco, vai?
- Vocês acham...? Quero dizer, James achou...? - Minhas palavras desaparecem enquanto meu cérebro confuso está tentando entender tudo o que está acontecendo. - Que horas são? - pergunto de repente.
- Hora de você ir descansar um pouco? Meio-dia e meia - diz meu pai, inseguro. - Você está se sentindo bem?
- Preciso ir! - digo e saio depressa do jardim.
- Lily, sentimos muito ter contado as coisas desse modo - minha mãe grita atrás de mim.
Ando de costas por um segundo.
- Acho que foram as melhores notícias que eu já ouvi! - grito de volta. - Vou mandar tia Winnie aqui!
Meg e eu saímos correndo para casa, entramos na cozinha e percorremos o longo corredor.
- Meus pais estão no jardim murado! - grito para tia Winnie, que parece surpresa. Vou até o hall de entrada e vejo Victoria. - Victoria! - grito. - Onde está James?
- Na sala de estar. Mas eu realmente não acho que você deva... - As palavras dela somem atrás de mim enquanto invisto em direção à porta e entro com tudo.
Uma multidão de rostos me olha. Vejo James enquanto ele se levanta.
- Lily? - ele diz, surpreso.
- James, posso ter uma palavrinha rápida com você? Em particular?
Ele parece assustado com a mulher de aparência levemente ensandecida à sua frente, mas consegue se recuperar bem. Que profissional!
- Hã, claro que pode. Sam, você assume? Com licença, pessoal, volto logo.
Ele me acompanha para fora da sala e tenta a porta da biblioteca. Trancada. Segundo as instruções.
Ele tenta outra porta. Trancada novamente. Segundo as instruções.
Frustrado, ele me arrasta na frente de Victoria em direção ao armário debaixo da escada e me empurra para dentro, parando somente para acender a luz antes de entrar atrás de mim e fechar a porta.
- É o nosso velho esconderijo! - digo surpresa.
- Hã, sim. Lily, eu odeio fazer com que você vá direto ao ponto, mas poderia me dizer do que se trata? É um pouco estranho conversar assim. Dois adultos não conseguem ficar de pé direito aqui e nossas cabeças estão inclinadas em ângulos incômodos.
- Eles me contaram, James.
- Contaram o quê?
- Tudo.
- Quem contou? Lily, meu pescoço está começando a doer.
- Meus pais. Eles pegaram um avião que saía de Hong Kong ontem à noite. Eles me contaram sobre sua mãe e meu pai. - Tento diminuir a minha animação. - Você não quis me contar que eles estavam tendo um caso, não foi? Por que não me contou?
- Quase contei, mas não consegui. Você iria me odiar por ter contado tudo.
Nós nos entreolhamos por um momento. Acho que ele está sorrindo, mas é muito difícil saber por causa do ângulo da cabeça. Com um movimento rápido ele se inclina e puxa dois caixotes de madeira de um canto. Devem ser os que usávamos para nos sentar. O problema é que, com a idade, fiquei um pouco mais melindrosa e tenho medo de aranhas, em especial de Poppet. Não consigo dizer que prefiro ficar de pé porque James me puxa para baixo e me faz sentar em um. Felizmente, ele me distrai, pegando na minha mão.
- É engraçado, eu esperava que você nunca descobrisse - ele diz devagar. - Mas graças a Deus eles contaram para você.
- Foi por isso que você foi tão desagradável comigo?
- Caramba, Lily, eu não sei o que dizer. Eu só tinha treze anos, mas tinha idade suficiente para saber sobre sexo e entender o que estava acontecendo quando vi os dois juntos.
- O caso deles não durou muito, você sabe. Umas poucas semanas.
- Eu sei disso agora, minha mãe conseguiu falar comigo a esse respeito quando fiquei mais velho. Muito depois de você e Dora terem ido embora. Se ela soubesse o que eu estava fazendo com você, teria conversado comigo mais cedo.
- Por que você descontou tudo em mim?
Acho que pensei que a culpa era sua. Quer dizer, naquela idade é muito difícil culpar os adultos por alguma coisa. Nessa época eles ainda são essas criaturas divinas que sempre estão certas sobre tudo, de modo que saí procurando alguém para levar a culpa. Foi então que me lembrei de que a sua família veio morar na propriedade por sua causa, algo a ver com você querer andar a cavalo. E eu culpei você pelo caso, pela minha infelicidade. Na época tudo pareceu completamente racional. Na minha cabeça, eles tiveram um caso porque nossa amizade os colocou juntos. Sempre pensei em encontrar um meio de pedir desculpas a você, mas não tinha como, a não ser que lhe contasse a razão do meu comportamento. E durante estas últimas semanas, à medida que começamos a nos conhecer novamente, descobri que o tema da nossa infância era muito difícil de ser abordado. Não sabia como explicar minhas maldades e não poderia nunca contar que seu pai pai e minha mãe tiveram um caso. Lily, eu sinto muito.
- Não se preocupe, Lily. Agora eu sei de tudo e isso é o que importa. Mas eu julguei você tão mal todos estes anos.
Ele encolhe os ombros.
- Achei que era melhor assim, melhor que você pensasse mal de mim do que do seu pai. Eu me sentia culpado de ter tratado tão mal minha primeira amiga, mas não sabia o que fazer. De uma certa forma foi um castigo.
É quase doloroso ver este homem orgulhoso e honrado tão angustiado.
- Se não tivesse sido assim, teríamos continuado amigos, sem nunca darmos um passo a mais no relacionamento - tento confortá-lo.
- Não tinha analisado a situação por este ângulo. E imagino que este seja um modo infinitamente mais agradável?
- Infinitamente. Eu viveria aquele outono horroroso mais duas vezes se com isso pudesse ficar com você no final.
- Eu vou compensar você, prometo. - Gosto do som desta frase. O sorriso dele aumenta de tamanho e ele chega mais perto. É óbvio que este é o nosso momento, esta é a parte onde tudo acaba bem. Estou dolorosamente consciente da presença dele, do calor de suas mãos, desses olhos maravilhosos olhando bem dentro dos meus. Ele chega um pouco mais perto, inclinando lentamente o rosto na minha direção, até que...
Uma voz alta nos interrompe, vinda do lado de fora:
- Você disse no armário? Com os diabos, sobre o que é que você está falando? O que quer dizer com no armário? Nenhum filho meu poderia... - E neste momento a porta é escancarada. - Oh, oi, Lily, oi, James - diz Monty. - O que diabos vocês estão fazendo no armário?
- O que parece que estamos fazendo, papai?
- Bom, realmente não sei. Vocês dois parecem passar muito tempo em espaços pequenos e restritos. Não acham que deveriam falar com alguém sobre isso? - O rosto de tia Flo aparece ao lado do dele. Ela puxa o braço do irmão.
- Vamos embora, querido. Acho que eles estão tendo um momento particular.
Monty deixa-se ser levado embora, e Flo fecha gentilmente a porta. Podemos ouvi-lo trovejar:
- Um momento particular? Que diabos você quer dizer com isso?
Esta pausa permite que eu ponha meus pensamentos em ordem.
- James, o que aconteceu com a tomada hostil? - Estou horrorizada comigo mesma por nem ter pensado em perguntar antes. Pego depressa na mão dele. - Você perdeu a casa? Não faz mal, tudo vai ficar bem. Vamos dar um jeito e...
- O que você fez na coletiva de imprensa foi surpreendente - ele diz, brincando com a minha mão.
- O quê? Fazer papel de tola? Eu sou perita nisso.
- A única pessoa com cara de bobo era Amus Diggory. Ao meio-dia, a diretoria da Wings perdeu o controle da empresa.
- Você quer dizer que tudo deu certo? - pergunto sem fôlego.
- Isso quer dizer que o banco americano finalmente aceitou nossa oferta e nos vendeu suas ações. Não acho que a Wings conseguiria convencê-los a não fazer isso depois de seu ataque de artilharia pesada.
- Então você não vai perder a casa? - pergunto.
Ele balança a cabeça devagar.
- Espero que não. Acho que serei capaz de convencer o banco a esperar até que tenhamos vendido algumas partes da Wings e consolidado o resto da empresa. Talvez até possamos transformá-la na empresa altamente rentável que já foi um dia. Os americanos têm a primeira opção para comprar de volta as ações.
- Quanto tempo vai levar?
- Com sorte, um ano, no máximo um ano e meio. Nada está garantido, mas vamos ter algum dinheiro entrando na empresa agora, vindo de investidores. Não muito, mas o suficiente para viver e retomar a mobília.
- Você vai demitir muita gente?
- Lily, algumas pessoas vão ter que perder o emprego porque a empresa não está gerando nenhum lucro. Mas não tantas quanto a diretoria atual teria demitido.
- Mas Amus disse que eles não iriam demitir ninguém.
- Ele mentiu. Convenhamos, ele não é uma pessoa famosa pela honestidade, é? Eu lamento ter pensado que você estava passando informações para ele. Estava começando a ficar paranoico. Esta tomada hostil representava tanto para tantas pessoas. Eu soube, assim que você abriu a boca lá, que nada daquilo poderia ser verdade.
Ele sorri para mim e meu coração dispara loucamente.
- Será que Alastor Moody vai deixar você trabalhar aqui na fazenda?
- Se eu ainda tiver um emprego.
- Tenho certeza de que terá quando ele ouvir o mundo de coisas que precisam ser feitas. Estou pensando em abrir a casa ao público, abrir um salão de chá, fazer concertos ao ar livre, esse tipo de coisa. Seria perfeito para você. As empresas vão fazer fila para realizar eventos aqui depois desse baile. E eu poderia me aposentar permanentemente das tomadas hostis. Passar uma parte das terras para Will.
- Isso seria fantástico. Eu fico um pouco triste por Will.
- Temos que conversar sobre ele?
Desta vez ele me beija mesmo. O beijo é interminável e mudamos desajeitadamente de posição em nossos caixotes de madeira. Ele desce uma das mãos para o meio das minhas costas e me aperta contra ele. Por fim, nos separamos e nos olhamos por um momento. Acho que nunca vi ninguém tão sexy.
- James, e as histórias que andei ouvindo sobre uma advogada? Você está namorando alguém? - pergunto de repente.
- Não estou exatamente namorando. - Eu o fulmino com os olhos. - Ah, Lily, deixa disso, eu não sou um monge. Posso dizer com segurança que desde que você entrou em cena novamente não falei com ela, muito menos me encontrei com ela. Deixa disso - ele diz me levantando.
- Aonde vamos?
- Você eu não sei, mas preciso finalizar uma aquisição bastante grande.
Saímos do armário e tropeçamos na Sra. Jones. Ficamos por um minuto temporariamente cegos com a luz.
- Sra. J.? O que está fazendo? - pergunta James enquanto nos equilibramos.
- Montando guarda - ela responde ferozmente. - Monty e Flo disseram que vocês estavam aqui, e ele... - ela aponta acusadoramente para Sam, que parece petrificado -... queria perturbar vocês.
- Oh, hã, obrigado, Sra. Jones.
- De nada. - Ela funga e marcha de volta para a cozinha.
- James, você vem? - pergunta Sam.
- Vou, em um segundo.
Sam sai correndo na nossa frente, vermelho que nem um pimentão.
- Sabia que eu cortei o cabelo por sua causa? - Diz James enquanto andamos devagar, de mãos dadas, em direção à sala de estar.
- Foi?
- Sim, lembrei que você disse que achava homens com cabelo curto muito atraentes.
- Você está lindo.
- Você acha que consegue aturar a minha família? Eu sei que eles são um pé no saco, mas fazem parte do pacote.
- Eu adoro a sua família - protesto.
- Ainda bem, porque eles vão se meter em tudo. Vamos estar procurando constantemente por aranhas, dividir a cama com pelo menos sete cães e Harry vai aparecer no meio da noite pedindo contribuições para a arrecadação de fundos dos escoteiros. - Dou uma risadinha. - Dei cinquenta libras para Harry grudar um pedaço de peixe defumado debaixo do capô do Porsche de Amus Diggory.
- Não!
- Pelo menos agora ele vai vencer o concurso. Se não fosse assim, nunca iríamos parar de ouvir falar disso.
- Estava um pouco chato ouvir o nome de Draco Malfoy.
- Esta foi provavelmente uma má hora para deixar de fumar, não?
- Na verdade, eu não fumo.
- Jura? Quer um cigarro?
- Você tem um?
- Ahá! Peguei você!
- Não, eu não fumo mesmo. Nunca fumei. Remus é quem fuma.
E, falando no diabo, Remus aparece, o celular na mão.
- Lily, eu sinto muito, mas há alguém que insiste em falar com você.
- Quem é? - pergunto.
- Lady Boswell.
James para na porta da sala de estar.
- Lady Boswell? - ele repete. - Da Festa Nórdica do Gelo?
Nossos olhos se encontram. Eu sempre disse que ele podia ler minha mente, porque ele pega o celular da mão de Remus.
- Lady Boswell? Aqui é James Potter... - ele diz suavemente. James aperta minha mão e a porta se fecha silenciosamente atrás dele.
Fim.
E, por fim, termina-se a fanfic. É agora que eu choro, certo? Foram meses adaptando e escrevendo (está mais para copiando, porém tive um esforço do mesmo jeito), e eu realmente não teria conseguido se não fosse por vocês, todos os leitores que comentaram tantas vezes e esperaram pacientemente (haja paciência) pelas atualizações. Por isso, eu agradeço imensamente a Marianafreitas, Svelis, Lally Sads, LaahB, Leitora Anonima, nathalia-potter, Gemeas Potter, bitemealienboy, CarolineSilva087, sassah potter, Larissa Nunes, LilyL. , morgenstern13, IBlackI, Anne Marie Le Clair, AlineGomes, Monkey D. Emi e Mila Pink por todo o carinho e força de vocês. Obrigadíssima, e até a próxima ;) Responderei as próximas reviews de modo privado, porque amo muito vocês e quero lhes dar respostas, hihihi.
Julia
