Parte 9 – O que se Perdeu
Parecia fazer uma eternidade desde que Usagi havia se desentendido com Mamoru e os dois chegaram a quase um divórcio. A verdade era que nem fazia um mês e já parecia haver outro problema, um que ela não conseguia entender. Desde a véspera para irem a Quioto, seu marido vinha se comportando como se sua mente estivesse em outro lugar. Até mesmo sua mãe havia brigado com ele no domingo enquanto almoçavam na casa dos Chiba e falavam sobre a iminente festa de casamento.
Alguém devia tê-la avisado que dava azar casar antes da festa. Nem mesmo enquanto ela passava mal de botar todo o estômago com intestinos e tudo para fora, Mamoru parecia presente. Claro, ele ficara preocupado de início, fizera uma piada às suas custas envolvendo uma lista de coisas que havia comido no dia anterior, mas nem se importara mais depois. Quando eles se encontraram na estação após saírem cedo do serviço, sequer parecia haver lhe passado pela cabeça comentar sobre o sundae que ela comprara no caminho.
Lembrando-se disso, Usagi curvou-se para se despedir do homem que acabara de lhe apresentar um apartamento e teve que dar um tapa nas costas de Mamoru para que este reagisse.
- Seu amigo nos apresentou a essa imobiliária com toda boa vontade. Você devia ao menos ver o que estamos querendo alugar – disse ela, cruzando os braços. – Aliás, posso não ser lá muito inteligente, mas qual o sentido em se mudar de uma casa própria pra uma alugada? É um pouco triste também deixar seu apartamento... Você não acha?
Com um rápido olhar para ele, restava óbvio que Mamoru não estava mais ouvindo nada. De novo.
- AI – gritou ele em resposta ao pontapé que recebera na canela. – Não precisava disso!
- Fala sério, Mamoru! Era para a noiva ter toda a atenção. Mas no lugar você fica olhando o nada, a Makoto fica olhando o nada. Se bem que ela eu até entendo, só que esta semana tá pior. E agora até meu chefe não parece nem aí. Hoje falei com ele que tinha que sair um pouco mais cedo por causa da imobiliária e tô até agora em dúvida se o Shin notou que eu cheguei ao serviço.
- Desculpa, Usagi. Eu sinto muito.
- E olha, desta vez um parfait não me compra de volta! – Tentando ignorar o pedido do outro, ela passou a andar mais rápido.
- E um crepe?
- Não mesmo.
- Os dois e ainda cubro com um millefeuille.
Usagi balançou a cabeça tonta só com todos aqueles nomes. Então, pediu:
- Pare de falar de comida, já disse que não quero.
- Isso é medo de eu te convencer. – E Mamoru sorriu, puxando-lhe gentilmente pelo braço até que ela voltasse a lhe olhar.
Droga, aquilo era golpe baixo. A forma como ele a encarava era como se todo estivesse focado ali, somente ali. Cretino, estava noutro lugar havia tão pouco tempo. O sorriso dele cresceu, devia ter lido seus pensamentos.
- Baumkuchen, então?
- Ai, desiste, Mamo.
- Ao menos, não está mais me chamando pelo nome. – Ele suspirou parecendo honestamente aliviado. – Desculpa por andar assim. – E envolveu seu rosto com uma das mãos. Era tão quente e confortável. Usagi deixou-se descansar ali por um momento e sorriu de volta.
Mas um canto de sua mente não se deixou enfeitiçar desta vez; digladiava-se em busca de uma solução para o problema de que seu marido não queria lhe falar.
Com um suspiro, Minako voltou a acariciar o gato branco que mais ficava em frente à sua casa. Nos últimos dias, ela sequer vira o preto por ali. Mas olhar para seu pulso também lhe trazia lembranças.
Fazia já alguns dias que ela faltava ao serviço, pois tremia só de pensar no homem que aparecera lá no sábado.
- Eles vão acabar me demitindo se continuar assim – concluiu, deitando a cabeça sobre o corpo quentinho do gato. Era reconfortante ficar assim.
E ninguém entenderia aquilo. A forma como o tal homem de cabelos a ruivo a havia chamado e tudo o que lhe havia dito. Sobre um reino da lua, demônios, sobre ela ser parte de tudo isso também. E que um dia ela iria persegui-los junto com a moça que se sentava àquela mesa.
Se Minako descrevesse a conversa a qualquer um, achariam que ela apenas ouvira uma piada ou um delírio. Quantos doidos ela já não atendera? De manhã, ainda apareciam alguns bêbados que queriam esconder o cheiro de álcool com café antes de voltarem para casa ou até para o trabalho. À noite, vinham alguns engravatados querendo comprá-la como se ela fosse alguma hostess.
A razão para a história contada pelo homem ruivo fazê-la tremer tanto, mesmo dias depois, era simplesmente que podia ser verdade. Seu corpo dizia que o era. Seria algo de outra vida? Um dever mágico, como acontecia nos mangás?
- Eu teria que matar alguém? – perguntou para o gato, quem apenas lhe respondeu com um miado confuso. É, até um animal irracional achava que aquilo era loucura.
Essas coisas de mangá sempre lhe pareceram tão legais. Ela também queria poderes mágicos. Mas não daquela forma.
O homem dissera bem claramente quando a exibira para o loiro – aquele era um amigo de Shin, não era? – e para a moça chamada Makoto. Elas teriam que matá-los um dia. Algo havia acontecido e tão logo elas lembrassem, iriam matá-los.
Algo... Mas o que era esse algo? Pensando bem, Minako não queria saber. Matar? Ela não queria matar. Muito menos ter que matar.
"Por que está dizendo isso?", Makoto havia perguntado, antes que ela própria recuperasse a capacidade de respirar. "Essa sua brincadeira está indo longe demais, Masato."
Sem soltar o pulso de Minako, o homem, Masato apenas devolveu um sorriso. Ele parecia triste nesse momento. Mas quem não ficaria, sabendo que seria morto e até por quem?
"Apenas estou dizendo desde logo que eu já sei. E que é melhor que o Jadeite aqui também saiba. Parece ser o nosso destino." E começou a contar com os dedos: "Uma, duas..." Quando levantou o dedo anelar, ele olhou para as duas em silêncio e sorriu novamente sem terminar a contagem.
Com o coração batendo arritmicamente, Minako pediu desculpas e saiu como que usando o piloto automático. Em vez de se esconder na cozinha, suas pernas a guiaram até a saída do café.
Pouco depois, Makoto viera procurá-la ali, aparentemente depois de dar um soco no acompanhante, e pedira que não levasse nada a sério. Mas como? Ela realmente conseguia ouvir algo assim e fingir que não sabia de nada?
- Ah... – Minako se aconchegou mais uma vez entre os pelos do gato. – Deve ser melhor eu procurar outro emprego. Não vou conseguir ir para lá e não pensar naqueles homens. Mas aí eu nunca veria mais o Shin, né? Não é como se ele quisesse saber de mim nos últimos tempos. Fui agressiva demais? Se bem que a técnica da Ami também não deu muito certo, aquele músico nunca mais veio aqui. Mesmo depois de eu contar meu plano perfeito da deusa do amor!
- Miau... – o gato reclamou, e ela percebeu que estava apertando seu pescoço e balançando o felino.
- Ih, desculpa. – E gargalhou um pouco.
Antes que pudesse voltar à sessão improvisada de terapia, porém, ouviu o toque do celular vir de seu bolso.
- Ah, não... – saiu de sua boca ao ver o nome na tela. Minako a exibiu para o gato antes de perceber que ele não poderia ler. – O que ela quer comigo? Não podemos só deixar nossos empregos e namorados? – Ainda assim, atendeu.
Ami achava que o único susto do dia consistiria em encontrar Minako no templo Hikawa.
Quando havia sido chamada por Rei Hino no domingo, sabia já que o assunto não seria relacionado a seu trabalho, mas que ainda assim era importante. Teria sido curiosidade apenas o que a havia guiado até ali? Quantas pessoas levariam a sério uma reunião dessas quase de noite se não poderia haver um só assunto em comum entre ela e aquela mulher que fosse importante?
Por essa razão, encontrar Minako e uma quarta pessoa na entrada do templo a fizera ficar levemente sobressaltada. O que Rei estaria planejando reunindo aquelas pessoas? O que elas tinham em comum? Sim, Minako e ela moravam juntas. E Minako parecia conhecer a outra, Makoto, de algum lugar. E havia a própria Rei, a quem Ami conhecia apenas em sua vida profissional.
- Ah, é a menina daquele dia... – ouviu Minako comentar enquanto observava Rei, sem dar detalhes de a que se referia.
- Então, você se lembra de mim? – Rei mostrou um sorriso de satisfação e chamou que todas fossem até seu quarto.
Era estranho como cada uma escolheu, sem pestanejar, um lugar ao redor da pequena mesa no centro do quarto, mesmo nunca que nunca houvessem estado naquele cômodo antes. Ou já haviam? Todo o templo era familiar para Ami desde a primeira vez em que o visitara. Por vezes, havia se convencido de que já o havia visitado em algum momento de sua vida, talvez na infância. De toda forma, havia se esquecido de como era reconfortante estar ali, quase a ponto de dissolver a ânsia que a situação causava.
- Pois bem, aqui estamos todas, né? – disse Makoto com a expressão pesada.
A verdade era que Ami devia ser a única totalmente confusa com sua posição ali. Com olhar rápido, podia perceber algo como determinação no rosto de todas.
- Falta eu explicar um pouco melhor para a Ami – respondeu Rei. – Não que eu saiba muito mais. Mas, como você já sabe, eu sou uma sacerdotisa e isso me dá uma sensibilidade maior ao mundo espiritual.
E a moça continuou uma narração fantástica de visões e monstros e uma princesa. De forma tão séria que fazia Ami pensa ainda mais que pudesse ser uma brincadeira. Talvez, Minako estivesse lhe retribuindo por não lhe dar ouvidos sobre Zoisite? Mas não, sua amiga vinha andando pela casa quase como um zumbi. O que tivesse acontecido, não a deixara com humor para pegadinhas.
Sem contar que o maior susto que Ami levava naquele dia se devia ao fato de ela mesma já saber tudo o que Rei falava. Fazia sentido. Era aquilo mesmo. Ouvia-a narrar sobre generais controlados por um ser maligno tal como se estivesse revisando alguma lição que aprendera muitos anos atrás na escola. Era algo que ela já conhecia, mas de que havia se esquecido.
- Espera... – interrompeu-a quando Rei começou a descrever o que cada general estaria fazendo na vida presente. – E-está dizendo que devemos matar q-quatro pessoas?
A resposta foi rápida:
- Eu mesma não sei bem do que estou falando, exceto que eles já tentaram nos matar mais de uma vez.
Ami queria protestar que aquilo era o que Rei achava, mas conseguiu e apenas suspirou exausta. Foi quando Minako interrompeu:
- Mas o Shin não fez nada de mal! – E voltou-se para Makoto antes de continuar: - Não acredito que esse era o grande plano...
- Shin não é o rapaz que você...? – Ami cobriu a boca ao concluir algo. – Não me diga que todas conhecemos esses generais.
- Exatamente – foi Makoto quem respondeu. – Todos acharam uma forma de entrar nas nossas vidas. Pode ser uma coincidência, como o que fez nós quatro nos conhecermos de alguma forma. Mas...
- Eu conto a ela. O que aconteceu no sábado.
- Sábado?
Aquele era o dia em que Minako havia retornado de seu turno extra daquela forma tão estranha, pálida e tremendo, mas sem dar uma palavra. Ami percebeu que agora era ela quem tremia antes mesmo de ouvir sobre o incidente.
Quando a companheira de apartamento terminou o relato sobre o tal dia, Ami olhou imediatamente para Rei. Então, perguntou sem hesitar:
- No meu caso, é o Zoisite, não é? – dizia-o friamente, mas a cada palavra um gosto acre lhe tomava a boca. – Que se aproximou de mim...
- Sim... – Ela baixou a cabeça. – E os quatro definitivamente se conhecem. Eu os vi no domingo, todos juntos dentro de um apartamento.
- Pelo seu fogo sagrado?
- Na minha frente, quando fui visitar meu até então namorado, Jadeite. Kunzite agora assumiu o nome de Shin Saitou e trabalha na mesma empresa que Jadeite. E, como você ouviu sua amiga descrever, Masato Sanjouin é o quarto general; mas nós o conhecíamos por Nephrite.
- O Zoisite...
Mas Rei a interrompeu:
- Não precisamos matá-los no momento. Nem poderíamos sem nossas memórias. O fato é que ao menos um deles recuperou suas memórias e eles com certeza irão atrás do Cristal. Precisamos nos adiantar.
- Cristal? – Ami franziu a testa. Havia muito ali que interrogar, mas preferiu ater-se ao que fosse mais importante.
- O Cristal de Prata – Assim que Minako o disse, ela tampou a boca com as mãos e olhou assustada ao redor. – Como eu sei disso?
- Porque todas nós sabemos de algumas coisas, de alguma forma – explicou Rei. – Pensem bem sobre a primeira vez em que se viram, se aquela realmente havia sido a primeira. Eu não sei o que é que tem bloqueado nossa mente, mas isso tá se enfraquecendo.
- Mas o que é esse cristal? – Makoto perguntou.
Rei suspirou como que adiantando sua resposta, mas a disse mesmo assim:
- Confesso que não sei ao certo. Venho procurado na internet e em livros, mas não acho nada. Só não vou permitir que esses sujeitos o encontrem.
- E pra isso, nós o pegaríamos? Seria exatamente chamá-los a nos atacar, não? – Balançando a cabeça repetidamente, Makoto se levantou da cadeira e começou a olhar pela janela.
- O Cristal é supostamente muito poderoso. Estaríamos mais seguras com ele, do que expostas ao que eles decidirem fazer primeiro: ir atrás de nós ou dele.
- Mas como pegaríamos o que nem sabemos que é?
Um sorriso enfim se delineava nos lábios da anfitriã, quando ela apontou à mais alta do grupo e disse:
- Sua amiga é a chave. Sempre que pergunto aos deuses sobre o Cristal, a imagem de Usagi Tsukino me aparece.
- Chiba – corrigiu Makoto como que automaticamente.
- O quê!? – Minako foi a primeira a reagir. A loirinha que trabalha com você e com o Shin?
Mas Ami logo a seguiu, reconhecendo o nome:
- A moça que está se casando?
- Ué, não me diga que ela contratou a empresa!? – Minako ergueu as sobrancelhas com um sorriso animado.
Ao menos, falar sobre casamentos ainda era capaz de fazer a companheira de quarto se esquecer do choque que recebera no sábado anterior, concluiu Ami com alívio. Assentindo, acrescentou:
- Sua mãe é a responsável.
- Uau, a amiga da Makoto está trabalhando contigo e eu totalmente a conheço! Que coincidência... – Minako estalou a língua e sorriu.
Rei interrompeu a conversa ao se levantar e pôr uma perna sobre a mesinha do quarto em uma pose decidida:
- Não há coincidência alguma. E o nome dela é Serenity.
Era difícil não se preocupar sempre que Minako saía de casa. Ainda mais com tantos dias de autorreclusão. Arthemis se deixou deitar no muro mais uma vez e descansou o lado da cabeça sobre as patas, enquanto se lembrava do que vira no sábado quando fora com Luna ao café. Nephrite. O único general que faltava localizar não estava sozinho, mas junto de Jadeite, Makoto e até de Minako.
Desde quando Minako conhecia Makoto? Era verdade que uma trabalhava perto da outra, mas não possuíam qualquer relação em comum. E as coincidências continuavam a acontecer... Sobre o que os quatro teriam conversado? Até mesmo ele que só podia ver a vida externa de Minako sabia que a antiga dona vinha se comportado diferente desde aquele dia. Ele até considerara que ela pudesse haver se lembrado, mas seu tratamento ao gato não havia sido alterado.
Ainda que soubesse disso, Arthemis entendia um pouco melhor o medo de Luna. Como Minako se sentiria quando lembrasse? De como suas amigas haviam morrido, de como elas quase falharam, de como quase tudo parecia perdido... Todo aquele tempo dedicado a ser uma sailor lhe havia roubado bastante do entusiasmo, Arthemis viera a perceber logo que a reencontrara de volta a ser a mesma de antes de se conhecerem.
Teria doído? Muito? Ainda que houvesse passado, morrer não podia ser uma experiência simples. Na primeira vez em que as meninas recuperaram suas lembranças, seus semblantes tornaram-se tão pesados que pareciam dez anos mais velha. Ou mais.
Definitivamente, sentia-se tal como Luna. Não queria que elas se lembrassem... mas e o Cristal de Prata? Como poderiam recuperá-lo sem despertar os poderes da princesa Serenity? Todo o processo era tão misterioso que podia até trazer de volta a lembrança de todas, não apenas de Usagi.
- Arthemis, não é?
O gato pulou com os pelos eriçados e os dentes apenas para fora para se deparar com Jadeite de pé na parte de baixo do condomínio, olhando-o fixamente com um sorriso.
- Seu nome. Era Arthemis, certo? Faz alguns bons anos, perdoe-me a memória.
Estava pronto a responder em alto e bom som quando percebeu que não poderia sem atrair atenção de toda a vizinhança para um gato falante. O general exibiu um sorriso afetado, mostrando que sabia muito bem disso.
Maldito, pensou o felino enquanto descia até onde era aguardado.
- O que você quer, Jadeite? Cansou de se fingir de inocente?
- Ah sim, nós já havíamos nos encontrado antes, né? – Ele encostou o corpo contra a parede mais próxima e se agachou. – Então, não faz tanto tempo assim. Devo pedir desculpas, mas naquele momento eu realmente não fazia ideia de quem vocês dois eram.
O que ele ganhava com a mentira? Perguntando-se isso, Arthemis percebeu que também não perdia nada por acreditar, mas ainda preferiu confirmar:
- Vocês perderam a memória também?
- Exato. Apenas surgimos neste mundo sem nem saber nossa origem. Só com um emprego e uma historinha que não sei como os outros acreditavam. Como eu ser estrangeiro... eu tenho até um cartão de alienígena, sabia? – Jadeite deu uma gargalhada e, por um momento, pareceu pronto a exibir o mesmo.
- Considere a social feita. Agora, pode responder minha primeira pergunta.
- Eu mesmo não tenho certeza, mas aqui vai nada. Gostaria de propor uma aliança.
- Não somos tão bobos assim, General.
- Onde está a outrinha? Aquela Luna. Prefiro não ficar me repetindo, e Zoisite me garantiu que vocês dois sempre ficam por aqui.
- Podia disfarçar um pouco sua amizade com os outros pelo menos. – Arthemis passou a lamber as costas, tentando parecer entediado.
- Amizade... Não sei nem se, nos tempos em que defendíamos o senhor Endymion, podíamos ser chamados de amigos.
O gato considerou por um longo momento. Não havia muito ali, mas procurar Luna não seria difícil, nem realmente arriscado.
- Ainda não vejo qual seu interesse na aliança. – Afinal, decidiu tentar mais uma vez.
- É bastante óbvio: garantir a segurança de meu senhor Endymion. – Com voz um pouco mais baixa e tom menos cerimonioso, ele acrescentou um sussurro que Arthemis quase não pôde ouvir: – E da Rei.
Continuará...
Notas da Autora:
Ai... Mereço ser crucificada! Milhões de desculpas a todos! Realmente este atraso foi imperdoável. Mas o último mês foi de arrancar os cabelos. E quando achei que tava acalmando fui ficando com doença em cima de doença. A última foi uma gripe repentina, um dia tava bem, o outro só não tava de cama porque tinha apresentação pra fazer. Tô quase boa agora, então, vamos seguindo com a vida! Pra compensar, este capítulo ficou bem longuinho. Com isso, ficamos a uns três capítulos do final. Muitos agradecimentos a todos que resistiram aos meus lançamentos tão inconstantes. :D E sempre me cobrem quando quiserem! Isso me faz tomar vergonha na cara.
