#Legenda: Pensamentos deles. (Só pra vocês não ficarem confusos hahaha)


Capítulo 4 – Surpresas!

Remus foi o primeiro a acordar naquela manhã, como sempre. Abriu os olhos e ficou deita de barriga pra cima fitando o teto de seu quarto, pensativo. Queria contar pra Anna tudo que sentia por ela desde o quarto ano, mas não tinha coragem. No início porque ficara em dúvida do que sentia e depois por não saber como ela se sentia a seu respeito.

Ela sempre o tratara bem, mas não de forma diferenciada de como tratava os outros, ele vira ela corar algumas vezes em sua presença, mas isso não queria dizer lá muita coisa. Mas já estava cansado de ter de esconder isso de todos, queria estar com ela como nunca quis estar com nenhuma outra. Ao mesmo tempo, tinha medo de ter algo com ela, medo de machuca-la ou dela não entender o seu "Problema Lunar", sabia que podia confiar nela pra contar sobre isso, mas não tinha a menor ideia de qual seria a reação da menina. Suspirou resignado.

Sentou na cama apoiado na cabeceira, olhou pela janela e viu o lindo dia que estava fazendo. Deu um novo suspiro e levantou da cama de maneira decidida. Chega de se esconder, Remus. Você é um Grifinório ou não?! Caminhou até o banhei e tomou um longo banho, se arrumou e abriu a porta pra sair do quarto, dando de cara com Anna saindo do quarto de Anabel. Respirou fundo, só podia ser um sinal. Sorriu de lado, um pouco corado.

- Er... Bom dia, Anna. – Falou meio nervoso, olhando pra ela um pouco constrangido, por estar vendo a menina de pijama.

- Bom... dia, Remus. – Estava extremamente corada, mas sorriu pra ele, voltando a caminhar em direção ao seu quarto. Mas Remus segurou sei pulso levemente a fazendo parar e voltar a olhar pra ele.

- Anna... Será que... que... – Começou nervoso, olhando pro chão. – Que eu posso conversar com você? – Disse rapidamente voltando a olhar pra ela.

- Claro que sim, Remus. – Disse ainda envergonhada, fitando os olhos castanhos claros do garoto.

- Podemos nos encontrar nos jardins? Daqui a pouco? – Abriu um sorriso, e perguntou animadamente.

- Sim, vou só... – Começou corando fortemente e olhando pra baixo. – Vestir algo mais... apropriado.

- Ah, sim. – Remus também corou e riu levemente. – Desculpa. – Completou soltando o pulso da garota e a fitando. – Nos encontramos naquela árvore que tem a vista para a vila trouxa, pode ser?

- Claro! – Sorriu e o observou. – E... Não precisa se desculpar. Tudo bem.

Sorrindo ele começou a caminhar pelo corredor em direção a escada. Agora mais pálido e nervoso do que antes. Ouviu quando Anna abriu e fechou a porta de seu quarto lentamente. Não pode conter o sorriso bobo. Finalmente iria fazer algo. E naquele momento se proibiu de pensar em nada que não fosse em como falaria pra ela tudo o que passara sentindo e escondendo durante esses dois longos anos.

Caminhou até a cozinha e rapidamente tomou um copo de suco. Deu um "Bom dia" para a mãe de James que estava preparando o café da manhã deles e se desculpou por não comer nada e disse que esperaria os outros dando uma volta nos jardins. Saiu da cozinha e se dirigiu a árvore que havia combinado com Anna. Sentou de costas pra casa e de frente para o vilarejo. Olhou a paisagem a sua frente e sorriu, não poderia ter escolhido lugar melhor, a vista era linda, não podia negar.

Ficou ali sozinho e pensando em como falaria tudo, como começaria. Em como ela reagiria, em como as coisas ficariam. Se ela gostava dele também, se entenderia. Suspirou longamente. Agora que começara, iria até o fim. Falaria tudo. "Coragem, Remus. Você não tem mais como fugir!" Riu fracamente. E depois de poucos minutos sentiu alguém sentando ao seu lado. Olhou pra ela e sorriu fracamente. Anna corou, mas também sorriu.

Observou quando ela se ajeitou ao seu lado e observou a paisagem a frente delas, abrindo um sorriso magnífico que o deixou levemente sem ar. Sorriu também. Ela tinha um sorriso contagiante. Suspirou tirando a atenção dela da paisagem e a fazendo observa-lo, com o que ele achava ser apreensão. Continuou a observa-la. Seus cabelos castanhos claros ondulavam levemente caindo em cascata até seus ombros, os olhos azul claros da menina brilhavam lentamente, e, mostrando seu nervosismo, ele viu quando ela mordeu o lábio inferior levemente.

Fechou seus olhos lentamente, respirou fundo e se aproximou dele, fechando o espaço entre eles. Anna o acompanhou e também fechou seus olhos, seu coração acelerando consideravelmente. Sentiu seu nariz encostar no dela, sorriu levemente e acariciou o nariz dela com o seu, arrancando um meio sorriso dela. Então roçou seus lábios ao dela, pedindo permissão para beija-la, sentiu quando a garota entreabriu os lábios deixando o caminho livre pra ele. Então a beijou lenta e apaixonadamente.

Depois de algum tempo se separaram em busca de ar, ele manteve sua testa encostada na dele. Respirou fundo e sorriu, abrindo os olhos e vendo o mesmo sorriso contagiante que dava a minutos atrás.

Colocou sua mão no rosto dela e a acariciou lentamente. Se afastou um pouco, fazendo com que ela abrisse os olhos e o observasse curiosamente. Ele riu levemente. Tirou a mão de se rosto e pegou sua mão carinhosamente, a colocando entre suas duas. Viu quando ela corou e ficou olhando as suas mãos.

Com a outra mão levantou o rosto dela e a fez olhar pra si. Uma onda de coragem tomando conta de si.

- Anna... eu... – pigarreou levemente. – Tenho muito a te falar. E te agradeço por você estar aqui pra me ouvir. – Sorriu levemente observando a cara risonha dela. – O que foi, Anna? – Corou a observando com a sobrancelha arqueada.

- Nunca achei que você fosse fazer isso... bem... que acabou de fazer. – Disse corada e risonha. Abaixou a cabeça ao ouvi-la falando isso. Riu levemente. – Levando em conta o tempo que eu passei desejando que... que você fizesse. Achei que não gostava de mim. – Levantou a cabeça rapidamente e a observou sustentando seu olhar de forma intensa.

- Eu sou apaixonado por você desde o quarto ano, quando te vi azarando o Ranhoso no corredor da biblioteca. – Disse rindo ao se lembrar do fato. – Nunca vi uma risada fazer tanto estrago em uma pessoa quanto a sua fez em mim naquele dia. – Corou levemente ao dizer isso. – Nunca tinha pensado em me relacionar com ninguém, e tenho motivos pra isso, e motivos fortes. Mas não aguento mais fingir que não sinto nada por você. – Suspira levemente e volta a pôr a mão no rosto dela e a olha nos olhos. – Eu não gosto de você, Anna. – Ele vê ela abaixar levemente a cabeça e suspirar tristemente, ele sorri levemente fazendo ela levantar a cabeça novamente para olha-la nos olhos azuis que estão um pouco marejados. – Eu te amo. – Completa sorrindo e recebendo um sorriso radiante em meio as lagrimas da garota. Limpa as lágrimas dele levemente com os polegares e captura seus lábios de forma intensa e apaixonada.

- R. L. –

Se afastam minutos depois em busca de ar e ela dá um tapa levemente no braço dele rindo. E Olhando a cara falsamente indignada dele olhando pra si e tentando segurar o riso.

- Nossa, acabo de dizer que te amo e você me bate? – Coloca as mãos nas cinturas fingindo irritação e olhando o bico enorme que ele fazia. Volta a dar um tapa no braço dele e os dois caem na risada.

- Você quase me mata do coração, eu achei que você realmente não gostava de mim. – Disse abaixando a cabeça novamente e olhando pra grama aos seus pés. Sentiu quando ele levantou sua cabeça, pela milésima vez, carinhosamente e a puxou pra mais perto de si.

- Ei... Não fique assim. Eu não acabei de dizer que te amo? – A fazendo olha-lo nos olhos. E sorrindo abertamente. – Tudo bem que eu demorei dois anos pra dizer isso, mas é a verdade. – Continuou rindo e arrancando risadas dela também.

- Eu também te amo, Remus. – Ela respondeu e puxou ela pela camisa fechando o espaço que separava eles e selando os lábios e um beijo entre sorrisos.

Depois que se afastaram em busca de ar, ele a observou cautelosamente, ela podia sentir o nervosismo dele, era quase palpável. Olhou nos olhos, e acariciou seu rosto levemente.

- O que você tem medo de me contar? – Ela perguntou, sabendo que ele queria lhe contar algo que pra ele era difícil fala. Ele suspirou levemente, tomando coragem.

- O que eu preciso de contar, é algo que poucas pessoas sabem, mas que você precisa saber antes de... bem... de pensar em ter algo comigo. – Ele disse seriamente a deixando preocupada.

- Então diga. – Ela encorajou.

- Eu... Eu... – Ele fechou os olhos e se afastou dela um pouco, olhando pro horizonte a sua frente. Ela ficou o observando quieta. – Eu sou um lobisomem. – Disse de uma vez só fechando os olhos.

Ela aproximou-se dele, e pela primeira vez foi ela quem fez com que ele levantasse a cabeça. O observou carinhosamente e sentiu toda a dor que ele carregava com esse segredo. Entendeu seu medo e nervosismo e o motivo dele ter passado tanto tempo tentando esconder o que sentia.

- Remus, abre os olhos, olha pra mim. – Ela disse docemente ainda com as mãos no rosto dele. Encarou os olhos castanhos claros dele. Deu um leve sorriso. – Nada mudaria o que eu sinto por você. Nada me faria achar que você é um monstro ou algo do tipo. Você é uma das melhores pessoas que já conheci na minha vida. Nada vai me tirar de perto de você. Nada. – Disse de forma intensa e firme. Sem em nenhum momento desviar os olhos dos dele.

Foi surpreendida pelo abraço que ele lhe deu, a puxando pro colo dele. Sorriu abertamente. Sentiu o medo dele se esvaindo e a felicidade que ele sentia. Não poderia estar mais feliz. Finalmente estava com ele. Finalmente estava nos braços de quem amava.

- Eu te amo, lobinho, aceite isso. Cheguei pra ficar! – Disse rindo e dando um selinho nele que também ria.

- Espero que fique mesmo! Não vou te deixar ir a lugar nenhum. – Disse rindo deitando ela na grama e começando a fazer cosquinhas nela.

- Para Remus... – Disse entre risos. Vendo que ele não pararia, puxou ele pela camiseta e o beijou apaixonadamente.

Ficaram assim por muito tempo, conversando e se beijando. Aproveitando o tempo perdido. E estavam tão distraídos um com o outro que nem notavam que dois pares de olhos o observavam de longe e riam juntos.

- A. B. –

Desceu do quarto junto com Anabel e foram pra cozinha, estavam procurando Remus e Anna, que já haviam levantado mas não estavam em lugar algum da casa. Quando chegaram na cozinha sua mãe disse que eles estavam no jardim.

Se olharam significativamente e foram pra fora a procura dos dois, quando chegaram a uma certa distância da casa riam os duas perto da sua árvore, rindo e se beijando. Se olharam com as bocas levemente abertas. Quem diria? Remus e Anna. Nunca havia imaginado isso.

Remus nunca tinha contado nada a ele e nem a nenhum dos marotos, como ele podia esconder isso deles? E pela cara de Anabel, ela também não sabia de muita coisa por parte de Anna.

- Quem diria... Remus e Anna. – Disse ainda meio abobalhado voltando a olhar pra eles.

- Eu sabia que a Anna sentia algo pelo Remus. Mas ela nunca falou nada pra gente. Estou chocada! Anna danadinha! – Disse Anabel rindo e observando o casal feliz que se encontrava não muito distante deles.

- Lobo de uma figa! Nem pra contar nada pra gente! – Disse em tão fingidamente indignado mas ainda rindo. Suspirou lentamente parando de rir. – Pelo menos alguém parece feliz e tem sorte no amor né? – Voltou a observar a prima e deu um sorriso triste.

- Fico feliz por eles. Anna merece alguém legal igual ao Remus. – Deu de ombros sorrindo e olhando o primo. – Pois é... mas tudo vai se ajeitar priminho. Uma hora tudo se ajeita. – Disse seriamente, meio distraída.

- Bel, posso te perguntar uma coisa? – Disse intrigado pelo ar distraído da garota. – Quer dizer, mais uma. – Completou vendo o sorriso da garota.

- Pergunta logo, priminho. – Disse risonha.

- Você não está gostando do Sirius não né? – Disse a olhando atentamente e vendo as bochechas dela ganharem um tom levemente rosado. Arqueou as sobrancelhas.

- Claro que não. O Sirius é um idiota, egocêntrico, cafajeste e cachorro. Nunca gostaria de alguém assim. – Disse decididamente puxando seu braço pra ficarem de frente pra casa. – Agora vamos voltar que eu tô morrendo de fome.

- Não vamos chamar eles? – Perguntou apontando pros amigos atrás de si.

- Ah, verdade. – Disse rindo, e sorrindo novamente ao olhar pro casal que se encontrava alheio a tudo. – Você vai lá chama-los e eu vou chamar a Lily e o Sirius, ok? – Sugeriu olhando pra ele que fez uma careta. Rindo completou – Prefere ir acordar a Lily? – Arqueou a sobrancelha, sugestivamente.

- Não seria má ideia, mas acho que ela não ia gostar disso e já cansei de ouvir os gritos dela. – Suspirou cansadamente e escondeu um sorriso triste. Já virando pra ir em direção ao casal.

- Nos vemos na cozinha. – Disse a prima piscando pra ele ainda risonha. Ele apenas acenou positivamente com a cabeça voltando a caminhar.

Foi a passos lentos, pensando em como queria estar no lugar do amigo com a ruiva. Queria poder ter a ruiva em seus braços e poder beija-la e ama-la como sempre sonhou e desejou. Suspirou pesadamente e passou as mãos pelos cabelos exasperadamente. Já estava chegando perto dos amigos, sorriu marotamente. Ficando bem perto dos dois, pigarreou levemente, chamando a atenção deles para si.

- Não queria atrapalhar o casal do momento... – Começou rindo e observando os dois atentamente. Os dois o olhavam com sorrisos bobos no rosto, ele não resistiu, abaixou levemente e apertou uma bochecha de cada. – Que fofos vocês dois. – Zombou rindo e deixando os dois vermelhos. Riu mais inda.

- Não começa, Pontas! – Protestou Remus o olhando de cara feia e afastando a mão dele de sua bochecha e da de Anna.

- Não começar? – Disse arqueando a sobrancelha pro amigo. – Você acha o que? Estou dois anos atrasado! Lobo de uma figa! Você podia ter contado! – Falou em tom de fingida magoa e irritação, cruzando os braços e olhando pra ele.

- Tá ai o motivo de não falado nada. – Respondeu Remus levantando e estendendo a mão pra Anna se levantar também. – Para de drama, James! – Completou rindo e arrancando risadas de Anna.

- Potter não fazer dramas? – Anna se manifestou tentando segurar o riso e arqueando a sobrancelha pra Remus. – Meio impossível isso, não amor? – Completou rindo marotamente.

- Até você, Anna? Por Merlin, eu não sou dramático! – Disse ficando emburrado. Depois rindo e olhando pros dois. – Estou feliz por vocês! Parabéns! – Disse piscando e sorrindo abertamente.

- Obrigada, Pontas! – Remus e Anna responderam ao mesmo tempo meio envergonhados. James riu mais ainda.

- Estou orgulhoso de você, lobinho... – Disse abraçando Remus pelos ombros e bagunçando deus cabelos, rindo. – Quem diria! – Completou piscando pra Anna e arrancando risos dela por deixar Remus mais uma vez envergonhado.

- Para com isso James! – Falou seriamente emburrando James e ajeitando os cabelos. – Vamos logo tomar café. - Estendeu a mão pra que Anna segurasse, mas assim que Anna a segurou James se pôs no meio dos dois, os abraçando pelos ombros e com um sorriso maroto nos lábios.

- Preparado pra enfrentar o Sirius, Reminho?

- Ai, por Merlin, até ele já sabe? – Perguntou Anna meio desesperadamente. – E as meninas? – Arregalou os olhos levemente e parou olhando pra James que agora ria mais que antes.

- Bem, eu e a Bel estávamos procurando vocês quando vimos vocês aos agarros lá na árvore, então resolvemos que eu ia chamar vocês e ela a Evans e o Sirius, então eu acredito que a essa altura eles já saibam de tudo. – Disse sugestivamente e rindo.

- Vai ser um longo café da manhã. – Disseram juntos Remus e Anna e logo depois rindo e voltando a andar em direção a casa.

Quando entraram abraçados na cozinha, os outros três já estavam sentados na mesa e olharam imediatamente pra eles. Pode ver Sirius com uma cara emburrada olhando pra Anabel de braços cruzados e a mesma sorrindo marotamente, com aquela cara de que tinha aprontado algo. Resolveu ignorar e emburrou o casal que abraçava para a sua frente e disse teatralmente.

- Lhes apresento o mais novo casal de Hogwarts. – Dando a volta e se sentando ao lado de Anabel. Que acabara de puxar palmas exageradas sendo seguida pelos outros e um Sirius que além de aplaudir assobiava.

James observou a ruiva a sua frente sorrir verdadeiramente para o casal a sua frente. Depois ela olhou pra Anna e disse animadamente – Essa é a minha amiga, Parabéns amiga! – Se levantou e foi abraçar a amiga.

Sirius também levantou e repetiu o que James tinha feito com o amigo a minutos antes, o abraçou pelo ombro e bagunçou seus cabelos rindo e dizendo que esse era o seu garoto. Olhou pra Anabel e riu. Gesticulou sem imitir som algum – Nós só temos amigos malucos. – Ela riu e foi abraçar e parabenizar os dois e logo todos estavam sentados ao redor da mesa.

- J. P. –

(Em quanto James chamava Remus e Anna)

Anabel entrou em casa e subiu as escadas com ideias maliciosas na cabeça. Se Sirius queria brincar, ela brincaria. Iria mostrar pra ele que ela não era igual aquelas garotinhas de Hogwarts que ele estava acostumado. Sorriu marotamente ao pensar no que faria.

Entrou no quarto da ruiva e encontrou a cama vazia e logo percebeu o barulho do chuveiro, sentou na cama e não demorou muito pra Lily sair do banheiro secando levemente os cabelos com a toalha.

- Finalmente! – Disse rindo pra amiga.

- Nem demorei, Belzinha. – A ruiva falou risonha, jogando a toalha na amiga e dando língua pra mesma.

- Não sabe quem está aos beijos lá fora. – Falou em tom confidente pra amiga. Que a olhou interrogativamente. – Anna e Remus. – Informou a amiga que abriu a boca levemente sem acreditar no que ouvia. Riu. – Pois é, eu também fiquei com essa cara. Eu sabia que ela sentia algo por ele. Mas ela nem disse nada pra gente. – Completou com um biquinho de magoa fingida.

A ruiva chegou perto dela e a consolou fingidamente.

- Não se fazem mais amigas como antigamente. – Falou em tom choroso e as duas caíram na risada.

- Estou feliz por ela. Finalmente alguém me acertou no amor não? – A ruiva falou sorrindo.

- Alguém me disse exatamente a mesma coisa a poucos minutos. – Anabel falou sugestivamente olhando pra ruiva que a olhava com a sobrancelha arqueada. – James. – Respondeu à pergunta implícita da ruiva rindo. A mesma fez uma careta pra ela, que a fez rir mais ainda.

- Nem começa... – A ruiva revirou os olhos pra ela que deu língua pra mesma. – Vamos descer?

- Vai indo, que eu vou acordar o Black. – Respondeu abrindo um sorriso maroto e fazendo uma cara que a amiga conhecia muito bem. Ia aprontar algo. Viu Lílian revirar os olhos e sair do quarto.

- Nos vemos lá embaixo então... – Disse rindo e indo pro corredor.

- Uhum. – Respondeu caminhando para seu quarto.

Tomou um banho rápido e secou os cabelos lentamente. Vestiu um vestido leve e preto que era um pouco curto. Se olhou no espelho e sorriu marotamente.

- É, vai servir. Você vai comer na minha mão, Sirius Black. – Falou consigo mesma. Logo após penteou os cabelos que ainda estavam bem molhados e saiu do quarto indo para o do maroto.

Abriu a porta lentamente e entrou sem fazer nenhum barulho. Foi até onde o garoto dormia displicentemente e o observou por alguns minutos. Ele dormia todo espalhado na cama, de bruços e agarrava um travesseiro. Estava coberto até a cintura e suas costas largas e bem torneada a mostra. Mordeu o lábio inferior levemente e suspirou. Ele era divino, não podia negar.

Subiu na cama lentamente, ele se mexeu e ela parou ainda na beirada da cama e fechou os olhos rapidamente rezando a Merlin pra ele não acordar. Voltou a abrir os olhos e viu que agora ele estava virado de barriga pra cima, mas ainda dormia. Os cabelos negros espalhados levemente sobre o rosto e uma das mãos sobre o peitoral definido. Suspirou levemente.

Voltou a engatinhar na cama lentamente até chegar bem próxima do garoto. Sorriu marotamente o olhando dormir angelicalmente a sua frente. Passou a mãos levemente pelo rosto dele tirando os cabelos do mesmo. Ele se mexei lentamente. Ela tirou a mão rapidamente.

Mordeu o lábio e chegou seu rosto perto do abdômen do garoto, deixou um beijo ali. O garoto não pareceu notar. Então foi dando beijos pelo abdômen, depois subindo pelo peitoral, e agora ele se mexia a cada beijo dado, ela deu um beijo no seu pescoço, então colocou seu rosto próximo ao dele, podia sentir o habito quente dele na sua boca, desviou a cabeça e deu um beijo no rosto dele logo depois mordendo o lóbulo da orelha dele de maneira torturante.

- Ora de acordar, Sr. Black. – Sussurrou no ouvido dele com uma voz provocante em quanto passava a mão pelo peitoral e abdômen dele lentamente.

Sorriu marotamente quando sentiu o garoto segurar sua mão quando ela chegava no meio do abdômen. Voltou a pôr seu rosto de frente pro dele, que agora exibia uma expressão confusa e respirava ofegantemente.

- O que está... fazendo? – Perguntou ele roco, com a voz falhando miseravelmente, olhando para os olhos castanhos a sua frente e pro sorriso maroto no rosto da garota.

- Eu só vim te acordar. – Disse displicentemente, como se não tivesse feito nada. – Agora que já fiz o que queria, vou indo. – Completou se afastando ainda com um sorriso maroto no rosto. E já estava quase saindo da cama quando ele a segurou pelo ombro.

Quando virou pra olhar pra ele com um olhar questionador, arqueou as sobrancelhas e viu que ele estava sentado na cama com uma cara maliciosa. O sorriso que faziam todas as garotos se derreterem por ela. E ela não pode deixar de entender o motivo disso. Mas não mudou nem um milímetro a sua expressão, por mais que sentisse sua respiração acelerada.

- O que foi, Black?

- Você acha que vai entrar aqui, fazer tudo isso, me deixar assim, e vai embora? – Disse olhando pra ela e chegando mais perto da garota. Que o olhava ainda com a sobrancelha erguida.

- E o que você quer? – Perguntou de maneira provocante. Passou uma das mãos pelo cabelo dele o puxando pra mais perto pela nuca lentamente. O maroto ficou sem palavras e só observava a menina cada vez mais perto.

Quando seus narizes se tocaram ela aproximou seus lábios e mordeu o lábio inferior dele lentamente. Ele fechou os olhos e ela viu a respiração dele acelerada e simplesmente e afastou, virou as costas e saiu do quarto com um sorriso maroto nos lábios. Deixando um Sirius extremamente mal humorado lá dentro.

Andou cantarolando pelo corredor e desceu para a cozinha ao encontro da amiga. Chegando lá, contou a Lily o que tinha acabado de fazer e as duas começaram a rir no exato momento em que Sirius entrava no local, ficando mais emburrado ainda vendo as duas rindo dele.

- Bom dia, Black. – Cumprimentou uma Lílian ainda risonha.

- Não vejo nada de Bom, Evans. – Resmungou ele.

- Não acha que é bom o Remus ter, finalmente, ficado com a Anna? – Perguntou ela olhando pra ele e sorrindo.

- O que? Quando isso aconteceu? Por que ele não me falou nada? Por que sou sempre o último a saber? – Perguntou indignado.

- Aconteceu a pouco. Só foi o último porque dorme demais, Black. – Disse em um tom maroto. Recebendo um olhar mortal de Sirius. Riu.

Logo após foram interrompidos pela entrada do casal com James. E depois dos cumprimentos todos foram tomar se café da manhã.

- A. P. –

Após o café Anabel, Sirius e James foram jogar quadribol, Anna e Remus resolveram observá-los jogando em quanto namoravam um pouco, então Lílian foi pra seu quarto para terminar suas tarefas das férias. Não demorou muito pra terminar porque já tinha começado antes, então resolveu ler um pouco, mas acabou dormindo.

Foi acordada por Anna que batera na porta pra ela almoçar junto com os outros, então resolveu tomar um banho pra espantar o sono e desceu vestindo um vestido leve e azul escuro e ainda com os cabelos molhados porque Sirius já tinha ido chama-la dizendo que estavam morrendo de fome.

Quando abriu a porta do quarto distraidamente, tentando ajeitar os cabelos molhados, bateu em algo que percebeu ser outro corpo. Olhou pra cima pra saber quem era e seus olhos encontraram com os castanhos-esverdeados de James. Ela enrubesceu levemente e mordeu o lábio inferior levemente sentindo o aroma inebriante que exalava dele e o seu corpo quente tão perto de si.

Percebeu que ele fechou os olhos e suspirou levemente. Abaixou a cabeça levemente, não deixou de notar que ele estava sem camisa, segurava a mesma na mão esquerda, e que ele tinha um corpo de tirar o fôlego. Com esse pensamento ficou da cor de seus cabelos. E voltando a olhar pra ele, viu ele abrindo os olhos e a encarando.

- É... desculpa, Potter. – Disse envergonhada e dando um passo pra trás para se afastar do garoto.

Viu quando ele mordeu o lábio inferior. E quando deu um novo passo pra trás e já ia se virar pra sair da frente dele, sentiu ser puxada rapidamente pela cintura pelas mãos fortes do garoto, como por reflexo passou suas mãos pelo pescoço dele pra te equilibrar, agora estava mais perto do que estivera dele antes. Seus lábios estavam próximos, podia sentir o peito dele subindo e descendo rapidamente assim como o seu. Entreabriu a boca pra respirar melhor e o garoto automaticamente olhou pra sua boca e suspirou. Fechou os olhos ao mesmo tempo que ele. Sentiu quando a camisa que ele segurava encostou nos seus pés e quando a mão que a segurava segurou sua nuca delicadamente e acariciou.

Ele se aproximou mais inda sua boca da dela e roçou as duas levemente. Ela prendeu a respiração. Não estava mais aguentando isso. O que ele estava fazendo afinal? Queria enlouquece-la? Era um jogo? Oh, meu Merlin, porque ele está fazendo isso comigo? Não sabia, mas não deixaria ele agir como se a tivesse nas mãos. Mas, antes que pudesse fazer algo, ele a apertou mais ainda contra si e a beijou intensamente. Ela correspondeu ao beijo mais do que desejava, mas simplesmente não conseguiu se controlar, passou as mãos pelo peitoral do garoto e agarrou seus cabelos levemente. Enquanto ele A segurava pela nuca a acariciando carinhosamente e segurava firmemente pela cintura.

- O que... está fazendo... Potter? – Falou, assim que se separaram em busca de ar, com um tom irritado e vermelha de raiva e vergonha, ainda um pouco sem ar. Olhando pra um James também ofegante e com um sorriso maroto o rosto.

- O que pareceu, Evans? – Perguntou marotamente pegando sua camisa no chão e encostando na parede ainda de frente pra ela.

- O que você acha que eu sou? Uma boneca que você pega e brinca quando quiser? – Começou em um tom mais alto e mais irritado, com os braços cruzados e ficando mais vermelha de raiva a cada frase dita. – Não me olhou desde o dia que cheguei, nem se quer me dirigiu a palavra e agora sai me agarrando?

- Sentiu falta do meu olhar e das minhas cantadas, Evans? Achei que o que você queria era que eu te deixasse em paz. – Disse arqueando a sobrancelha e a olhando com um sorriso maroto nos lábios. – E não finja que não gostou.

- Não, eu NÃO gostei. E muito menos senti falta de algo que venha de você! – Lílian parecia que ia explodir a qualquer momento de tão vermelha que estava, e já começava a gritar. – POTTER, NÃO SE ATREVA A ME ENCOSTAR NOVAMENTE! E FAÇA O FAVOR DE CONTINUAR FINGINDO QUE EU NÃO EXISTO PRA VOCÊ! POIS EU VOU FAZER O MESMO!

Entrou novamente em seu quarto e bateu a porta fortemente. Se jogou em sua cama e começou a chorar de raiva. Quem ele pensava que era pra fazer isso? Achava que ela era uma boneca que ele pegava quando queria? Por Merlin, porque ele tinha que beijar tão bem? Porque tinha que despertar todas aquelas sensações nela? Porque tinha que ser tão idiota, cafajeste, galinha, convencido. Sua cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento. Não sabia mais o que fazer e o que pensar. Odiava ele. Ele despertava o melhor e o pior dela ao mesmo tempo. E por mais que ela quisesse negar, já não conseguia se convencer de que só odiava James, ela também gostava dele. Mas não conseguia entender como uma pessoa conseguia odiar e gostar da mesma pessoa.

Não se passou muito tempo e Anna entrou no quarto com Anabel carregando uma bandeja com seu almoço. Suspirou ao ver as duas e se sentou na cama resignadamente. As duas amigas também se sentaram. Vendo o rosto marcado de lagrimas dela as amigas olharam-na consternadas.

Anabel deixou a bandeja na sua frente e a olhou com uma cara de "Nem me diga que não vai comer". Então ela nada disse. Apenas começou a comer pequenas porções e quando terminou Anna retirou a bandeja e colocou em cima da cômoda, voltando e se sentando perto da amiga novamente.

- O que houve? – Começou Anna com uma voz preocupada.

- O que o James fez dessa vez? – Perguntou Anabel pegando a mão da amiga e a olhando preocupada.

Lílian contou tudo que tinha acontecido. E também como estava se sentindo. Deixando as duas com caras de incrédulas. Anabel foi a primeira a se recuperar perante as notícias que a ruiva dava a elas. A ruiva a olhou esperando que ela falasse algo, mas a menina abriu e fechou a boca várias vezes e nada disse.

- Parece que hoje foi um dia que despertou coragem nos meninos não? – Disse Anna tentando prender um riso, e olhando de uma pra outra. – E pra Anabel também.

- Que dia, por Merlin. – Falou, sorrindo tristemente para as amigas.

- Lily, eu não sei se deveria, ou se você vai acreditar no que eu vou te dizer, mas... – Começou Anabel seriamente olhando pra ruiva. – Eu acho que o James gosta mesmo de você.

- Você acha? Então me explica... – Começou a ruiva em tom irritado – Por que ele estava me ignorando por completo? Isso é gostar?

- Lílian, me desculpa pelo que eu vou falar, não estou defendendo ele. – Começou Anna meio receosa, olhando pra amiga. – Ele tem motivos. Você sempre tratou ele pior do que a um cachorro e ele sempre ignorou e continuou insistindo. Mas chega uma hora que você não consegue aguentar mais ser pisado e mal tratado. Ele simplesmente cansou.

- Mas eu tinha motivos pra fazer isso! Além de ter um idiota completo, um exibido, um galinha egocêntrico, cafajeste, babaca, infantil, mulherengo, aproveitador, covarde, dentre muitos outros adjetivos, ele sempre me perseguiu e me azucrinou!

- Lílian, ele não desistia justamente por gostar de você. – Explicou Anabel calmamente. – E, Lílian Evans, o James tem muitos defeitos, mas ele não é covarde e você é a prova viva disso. Você já azarou ele, já berrou, já fez mil coisas com ele e ele nunca se intimidou. Se tem uma coisa que James Thiago Potter tem é coragem. – Disse olhando seriamente pra ruiva.

- E ele era sim mulherengo, cafajeste e galinha, mas desde quando começou a te pedir pra sair com ele, nunca mais o vi com mais ninguém. – Completou Anna.

- Vocês estão do lado dele? É isso? – Indagou irritada, cruzando os braços e olhando para as amigas, que riram da expressão dela.

- Não, Lily, nós só queremos ajudar. – Disseram juntas em uníssono.

- Não parece. – Respondeu ela ainda emburrada.

- Lílian, você só consegue ver os defeitos do James. – Começou Anna – Eu acho que você tinha que se dar uma chance de conhece-lo melhor.

- Eu concordo com a Anna, ruivinha. – Apoiou Anabel.

- Eu não vou deixar as coisas fáceis pra ele. Não vou rastejar aos pés dele e fazer tudo que ele quer. Não vou! – Falou a ruiva decidida.

- Não estou falando isso. Longe de mim. – Se explicou Anna. – Só estou te falando pra observar o Thiago sem esses pré conceitos que você tem dele.

- A final, agora que você não o odeia como antes... – Arriscou Anabel. – Tem que tentar dar um voto de confiança a ele. Porque ele nunca fez nada que te mostrasse que não pode confiar nele.

- Fora todas as garotas que já vi chorando por ele? Todas as coisas que ele apronta? O que me garante que não sou a próxima brincadeira dele? – Disse enraivecida olhando pras duas amigas a sua frente.

- Se você continuar se fechando e se agarrando assim nunca vai saber e pode perder a chance de viver um amor de verdade, Lily. – Anabel falou carinhosamente.

- Todas nós temos incertezas e inseguranças, somos tomadas por nossos medos... – Colocou Anna de forma serena. – Mas não podemos deixar que o medo de sofrer nos impeça de viver. E além do mais, nós estamos aqui e sempre vamos estar. – Sorriu sinceramente para a amiga.

- Seja pra consolar ou pra matar o James. – Completou Anabel rindo e piscando pra ela. – Sério, nos momentos felizes e tristes. Nós estamos aqui.

Lílian não tinha mais o que falar. Apenas puxou as duas amigas pra um abraçou e falou que ia seguir o conselho de Anna. A final, achava que não tinha o que perder em segui-lo. Depois pediu as amigas que a deixasse pensar um pouco sozinha e elas concordaram falando que voltariam pra busca-la pra o jantar. Ela concordou e as duas saíram levando a bandeja do almoço e fechando a porta.

Observaria James de longe, e descobriria o que realmente sente por ele. Passou a tarde pensando nisso. E no final chegou à conclusão de que era um conselho bom. Que era isso que ela precisava. Suspirou pesadamente e foi se recostar na janela para observar as estralas um pouco. Com os pensamentos longe.

- Continua... –


N/A: Primeiro quero pedir desculpas pela demora em postar o capítulo, mas a minha vida estava muito corrida com a faculdade e o estágio e ainda por cima meu pc quebrou e eu perdi o capítulo que estava escrito e tive que esperar o novo chegar pra reescrever. Então, não me matem por favor. Mas, pra compensar a demora eu fiz um capítulo grandinho (15 páginas) e já estou com o próximo pronto (e ele é beem grande), devo postar daqui a uns dias, prometo não demorar. ;)

Obrigada a todo mundo que favoritou e que deixou reviews, vocês são um máximo! *-*
Espero que gostem do capítulo e que me deixem mais reviews! :D

Beijos,

Annie B. Malfoy