Aviso Importante: Para muitas pessoas, pode parecer que eu acompanho os mangás de Naruto, ou a história original, mas sinto decepcionar-lhes, mas não. Eu não acompanho o mangá, assim como minha fic não está vinculada ao mesmo. Então se algo não estiver de acordo com ele, espero que estejam cientes de minha firme decisão de não me vincular ao mangá.
Nota da autora: Bom, para aqueles que conheciam a fanfic de antes, vocês vão notar a completa diferença entre esse capítulo e o antigo. Eu recriei muito do que eu havia escrito, mas ainda assim há algumas similaridades mais sutis entre esse e o original. Eu espero que vocês gostem.
Disclaimer: Para a minha infelicidade, Naruto não me pertence... Fazer o que né?
Summary: Gomenasai fora o que ela disse a todos... Apenas Gomenasai por que sabia que o que estava prestes a fazer não teria desculpas mais tarde...
Boa Leitura!
Gomenasai
Por Neko Sombria
Sakura engoliu o bolo que se formou em sua garganta com dificuldade, antes de responder:
- Eu quero me juntar a vocês.
Capítulo 1:
A reação dos dois membros a sua frente não foi o que consideraria como o esperado. Ela esperou que eles lhe ignorassem ou sequer quisessem ouvi-la. Nunca esperou o que veio a seguir:
- E o que a fazer pensar que nós queremos você? - Perguntou o homem. Eles ainda estavam ocultos por seus chapéus de palha, não dando nenhum vislumbre de seus rostos para a rosada. Isso não queria dizer, entretanto, que ela não conseguisse sentir seus olhares sobre si. E isso era bastante assustador.
- O que você tem a nos oferecer, kunoichi? - Perguntou a voz feminina. Sakura mordeu o lábio inferior instintivamente.
- Como você mesmo disse, eu sou a aprendiz da grande Princesa das Lesmas. Vocês sabem o suficiente sobre mim para saber o que posso oferecer. - Falou Sakura com cuidado. Ela não sabia como seriam as reações as suas palavras, mas esperava não sofrer por sua insolência.
- Você não está em posição de ser desrespeitosa, garota - Falou a voz feminina novamente, e Sakura detectou um tom mais agressivo em sua voz.
- Eu sei que não. E sei também que se quisessem, já poderiam ter me matado sem fazer alarde algum - Falou Sakura, recostando-se em sua cadeira, sentindo suor escorrer pelas costas. - Mas mesmo assim, eu estou sendo ouvida.
Eles ficaram em silêncio por um tempo e Sakura sabia que estava sendo analisada.
- Você brinca com fogo, garota. Por que você quer se juntar a nós?
- Por que não? - Sakura rebateu - Konoha não tem mais nada a me oferecer. Eu não tenho mais nada que me prenda lá. Eu quero um novo objetivo. Ter me equiparado a Tsunade já não é mais o suficiente para mim.
- E por que você acha que pode encontrar seu objetivo conosco?
- Por que eu quero poder. E o meio mais rápido de conseguir é através de vocês.
- Nós não admitimos membros fracos.
- Então vocês podem me tornar forte.
- E o que você nos oferece em troca?
- Todo o meu poder estará a sua disposição. Minha lealdade pertencerá a vocês.
- Assim como um dia pertenceu a Konoha?
- Enquanto vocês tiverem o que me oferecer, vocês terão minha lealdade.
O silêncio reinou durante algum tempo. Vendo que eles pareciam debater sobre a questão, Sakura passou a comer para dar-lhes tempo de decidir. Ela não iria ficar esperando a reação deles enquanto estava faminta.
- E se nós não a quisermos? - Falou a mulher novamente.
Sakura desviou os olhos de sua comida para a figura ainda escondida sob o chapéu de palha e balançou os ombros.
- Então eu vou fingir que essa conversa nunca existiu e continuar procurando o que eu quero.
- Você não vai reportar nossa posição?
- O que eu ganho com isso? A gratidão de algum kage e uma provável morte por parte de vocês? Não, obrigada. Eu gosto de manter meu pescoço intacto.
- Você é uma ninja de Konoha. Tem um dever para com uma nação.
Sakura revirou os olhos - O fato de eu não usar uma bandana quer dizer que eu não devo minha lealdade a lugar algum, a não ser a mim mesma.
- E entrando para nossa organização, você estará sendo leal a você mesma?
- Enquanto nossos ideias estiverem alinhados, não há motivo para eu me preocupar com isso.
O silencio perdurou por mais algum tempo, fazendo com que Sakura se voltasse para sua comida. Ela bebericou seu sake enquanto comia e seu estômago pareceu satisfeito com a refeição. A rosada estava displicentemente recostada, como se estivesse conversando com velhos amigos e não com dois criminosos.
- Você tem consciência de que ao se juntar a nós, será caçada, rejeitada e possivelmente morta por conta não só de seus futuros crimes, mas também pelos nossos? - Perguntou a voz masculina.
Sakura levou os olhos para dono da voz e suspirou.
- Eu já fui rejeitada por meus companheiros. Já sou caçada por ser discípula de quem eu sou. Ser morta faz parte do caminho de um ninja. Não é como se algo fosse mudar, de fato.
Houve um momento de silêncio, antes da sentença final.
- Então que assim seja. Você se tornará minha discípula. Meu nome é Pain. E se você nos trair, eu, como líder dessa organização, farei com que você se arrependa da sua decisão.
Sakura assentiu e curvou seu corpo respeitosamente, tanto quanto pode, para o homem que se chamava Pein.
- Como desejar, Pein-sama.
Sakura terminou de comer sendo observada pelo casal.
- Nós temos assuntos para tratar na vila antes de partirmos. Nos encontre aqui novamente em dois dias para que possamos seguir viagem.
Sakura novamente assentiu respeitosamente enquanto repetia suas palavras.
- Como desejar, Pein-sama.
Ao levar os olhos para os dois ninjas, Sakura percebeu que eles não se encontravam mais ali. Ela não demonstrou surpresa. Eles faziam parte de uma organização com ninjas rank-S. Nada mais normal que eles fossem capazes de desaparecer sem deixar vestígios.
Sakura se apressou em sair da taverna também e, depois de pagar por sua refeição, ela voltou para seu acampamento, apenas voltando para a vila para reencontrar seus novos tutores.
A viagem que se seguiu pelo trio durou poucos dias e foi de ritmo intenso. Sakura teve dificuldade de acompanhar os dois, mas após o primeiro dia ela aprendeu a balancear seu chakra para conseguir conciliar o ritmo que seria fora de seu normal.
O esconderijo, ou base como Konan chamava, estava aparentemente vazio. Konan era a ninja que fazia dupla com Pein e se encarregou de expor como o treino da garota se desdobraria.
Para que a rosada pudesse servir fielmente a organização e fosse uma arma sem falhas nas mãos da mesma, ela iria treinar com membros diferentes em ordem de aperfeiçoar tudo o que pudesse. Em especial aquilo que fosse sua melhor área.
A primeira fase de treinos de Sakura seria onde Pain e Konan iriam procurar pelas habilidades da mesma. Iriam olhar seu potencial e ver o que faltava, o que deveria ser melhorado e quais os pontos fortes da rosada.
As semanas que se sucederam foram incrivelmente extenuantes para a rosada. Pain queria que ela começasse mostrando o básico de suas habilidades para o ele. Ele começou pelo taijutsu, defesa e velocidade.
Embora Sakura tivesse seu taijutsu incrivelmente melhorado pelos anos de experiência com Tsunade, Pain e Konan haviam apontado falhas em seu estilo de luta e se mostraram bastante ávidos por começar por ali.
Naquele exato momento, Pein e Konan estavam melhorando a estamina da rosada, fazendo com que ela completasse vários circuitos de corrida e saltos com pesos no corpo para que fosse apta a melhorar sua velocidade também.
Observando-a ao longe, os dois pares de olhos apontavam eventuais falhas para a rosada que rapidamente atendia a ordem implícita de corrigir o problema.
- Ela tem fibra - Comentou quietamente Konan. A azulada, durante os dias que sucederam o novo encontro com a garota de Konoha, fizera pesquisas sobre a rosada. Mesmo não tendo recebido nenhum motivo para confiar na garota, após o relatório de espionagem de Zetsu, confirmou o que tanto ela quanto Pein achavam: a garota não era uma desertora.
Ela meramente havia se afastado da vila com o consentimento da mesma.
E isso podia implicar em coisas muito úteis para a própria organização. O fato de que o jinchuuriki da nove caudas fosse da mesma vila da rosada e antigo colega de equipe ajudava e muito a organização. Faria com que ela eventualmente se tornasse um bode expiatório para eles.
- Verdade - Falou Pain.
- Não lhe incomoda o fato dela ter virado as costas para tudo em um piscar de olhos?
- A lealdade dela será posta a prova com o tempo. Por hora, ela deve ser tornar uma de nós. Se ela agir de acordo com as próprias palavras, não teremos com o que nos preocupar.
- Você não confia nela.
- Nossa profissão não nos permite confiança.
Konan não comentou nada, mas ela concordava com ele. Ser um Shinobi implicava que eles não poderiam se dar ao luxo de confiar em ninguém.
...
Era tarde da noite quando a reunião da Akatsuki começou. Depois da captura do Sanbi, a organização estava pronta para retraçar os planos de captura que necessitassem. Pein ouvia os relatórios de cada dupla conforme as tarefas que foram designadas com atenção.
Após o último relatório, Pain resolveu falar sobre o novo membro.
- Eu estou criando um novo membro para nós. Uma kunoichi que voluntariamente se disponibilizou para a Akatsuki. Ela é habilidosa, mas ficará em treinamento por algum tempo. Eu e Konan estaremos averiguando o que fazer com ela. Mas alguns de vocês podem vir a ser chamados para treiná-la. E quando estiverem machucados, voltem a esta base que ela disponibilizará suas técnicas a vocês.
Os membros assentiram com descaso antes de uma voz perguntar:
- Será a base de Ame que utilizaremos, Pain-sama?
- Sim. Por hora, sintam-se a vontade para voltar. Os próximos passos para adquirirmos as bijuus precisam ser mais cuidadosos. E não podemos desperdiçar recursos.
Todos assentiram as ordens e reportaram quando seriam suas chegadas, dadas as próximas missões que todos teriam. Quando tudo pareceu ser dito, os membros foram dispensados e a reunião dada como encerrada.
Após aquela decisão, os outros membros passaram a chegar gradativamente a sede da organização. A primeira dupla a voltar foi Sasori e Deidara. O ruivo e o loiro, de personalidades opostas e visões opostas sobre arte, logo se adaptaram a outra presença feminina dentro da sede.
Eles interagiam com Sakura com bastante frequência e eventualmente passaram a observar os treinamentos de Sakura. Quase uma semana após eles terem chegado, Sasori acabou por achar um pergaminho que Sakura estudava sobre venenos largado na cozinha. Ao então lembrar que Sakura era uma médica, se disponibilizou para ajudá-la na área, recebendo uma respeitosa reverência da rosada como forma de agradecimento. Sasori não sabia como reagir aquilo e simplesmente se dispôs a ajudá-la como se não fosse nada. No fundo, ela havia conquistado o respeito dele com sua disposição a aprender a delicada arte de venenos. E isso havia lhe impressionado.
Deidara não precisara de muito para se sentir cativado pela jovem. Ele era naturalmente agitado e explosivo, e logo achou alguém para demonstrar sua arte. Sakura, naturalmente curiosa, ficara interessada nas bocas que saíam das mãos do loiro e queria estudar sua fisiologia para entender como a genética dele funcionava. Aquilo fora mais que o suficiente para que o loiro fosse fisgado pelos olhos verdes da jovem.
Algum tempo depois, foram Kakuzu e Hidan que voltaram. Eles traziam boas notícias por terem alcançado uma quantia relativamente exorbitante pela cabeça de um ninja. Quando acharam Pein, ele estava treinando Sakura. Ela estava desviando com dificuldade das investidas do ruivo, o que fez com que Hidan comentasse, sentado ao lado de Konan, que ela parecia fraca.
Konan apenas desviou os olhos para o platinado e comentou:
- Ela está treinando com pesos de 50 quilos no corpo.
Naquele momento, ao verem ela desviar de um golpe particularmente preciso pela parte de Pain, eles acabaram por respeitá-la. Mesmo sendo imortais, ambos sabiam que havia um limite do quanto você poderia atingir com seu corpo. Ainda mais sendo uma mulher. O fato de Sakura usar cinco pesos no corpo de um peso relativamente alto e ainda treinar com eles fazia com que ela merecesse algum crédito.
Nos dias seguintes, Hidan acabou por ficar um pouco curioso em relação a nova "cadelinha" da Akatsuki, fazendo com que ele orbitasse a distância em volta dela durante algumas horas do dia. Kakuzu, com sua natureza naturalmente reclusa, achou melhor avisar Hidan de que ele poderia acabar se dando mal com o que estava fazendo. Hidan o ignorou.
O que fez com que ele se arrependesse amargamente um semana mais tarde.
Sakura acabou se incomodando com ele em um dia particularmente difícil de treinamento e o estopim fora quando ele a chamara de "cadelinha sem talento". Hidan se acostumara a ver Sakura com a velocidade com os pesos. Além de sempre ter visto a rosada esquivar, nunca bater.
A sorte de Hidan era que ele era imortal.
A força e chakra que Sakura impregnara o soco teria feito o crânio de qualquer outro ninja quebrar. Além de que provavelmente teria atravessado os ossos do maxilar. Na verdade, um audível crack ressoou quando o punho enluvado da rosada se conectou ao rosto do platinado. A surpresa dele por ela ter conseguido lhe acertar fora o que fez com que Hidan refreasse, ao menos um pouco, seu temperamento e a respeitasse um pouco mais.
Mas claro, ele nunca admitiria aquilo em voz alta.
Sakura havia feito com que Kakuzu ganhasse uma aposta contra Deidara. E ganancioso do jeito que era, ele não pode deixar de gostar da garota ao menos um pouco.
Fora em uma manhã que apenas Sakura e Konan estavam fora, para que a rosada treinasse sob supervisão da azulada, que Konan comentou:
- Você conseguiu alguns aliados aqui.
Sakura não desviou os olhos do que estava fazendo, mas mesmo assim sua voz confusa expôs seus pensamentos:
- Do que está falando?
- Os membros parecem ter se acostumado a você.
Sakura deu de ombros e voltou a completar a série de saltos específicos que Konan havia lhe imposto.
- Eu apenas estou fazendo parte disso. Foi para isso que vim.
Konan assentiu, sorrindo de lado para o comportamento da jovem. Ao analisar ela pelas últimas semanas, Konan pudera ver tudo o que havia para ver na jovem. Psicologicamente falando, Sakura era afetada. Fácil de ser lida, como um livro aberto. Suas emoções estavam sempre estampadas em seus olhos, mas ela não dava vazão sempre.
Pelo contrário, ela passara a usar suas emoções como combustível para os treinos. Ela também não desobedecia nem Pain nem a Konan. E apesar da insolência inicial que ela mostrara na primeira conversa, Sakura dificilmente voltara a falar daquele jeito. Ao menos não com o casal.
Com os outros membros, Konan já havia visto ela soltar um ou outra frase revoltada, mas nada muito preocupante. Tendo membros como Hidan e Deidara sob o mesmo teto, indo e vindo ocasionalmente, era natural que ela acabasse tendo seu gênio visivelmente tempestuoso em embate com o dos outros dois.
Sasori e Kakuzu, sendo duas figuras introspectivas como eram, não eram envolvidos pelos modos da jovem. Ela era educada e respeitosa com ambos. Ainda mais com Sasori, que a auxiliava com venenos uma vez ou outra. A jovem sempre demonstrava interesse pelo conhecimento. Era fácil vê-la fascinada pelas técnicas que qualquer um deles mostrava. Todas elas eram diferentes do que a jovem já tinha visto na vida. Então não era difícil encantá-la com o que eles faziam.
Sakura também era relativamente cuidadosa com os membros. Procurava não ser intrusiva sobre a vida deles. Perguntava eventualmente sobre suas técnicas e pedia conselhos sobre seu treinamento, mas raramente fazia perguntas pessoais. E como forma de respeito mútuo, eles também não o faziam.
Konan ainda não havia decidido se gostava dela ou não. Mas poderia dizer que o potencial da jovem era incrível. E não entendia como Konoha poderia ter permitido uma ninja com tanto a oferecer em termos de trabalho duro e dedicação escapar. Apenas não fazia sentido. Por parte de Pain, Konan tinha plena certeza de que ele estava satisfeito com os resultados da rosada. "E não há como não ficar" ela pensou consigo mesma quando observou a rosada completar com sucesso a série que fazia.
Sakura era uma discípula muito dedicada. Não havia como negar.
Continua...
Eu nem vou me dar ao trabalho de falar sobre os comentários. Eu tenho muita sorte de nunca ter escrito para outras pessoas e sim como forma de diversão pessoal. Porque como sempre, é muito fácil para que as pessoas peçam mais capítulos. O problema é que, como sempre, ninguém leva em conta o que eu faço da vida. Como vocês não se importam em perguntar, me aproveitarei para ignorar qualquer tipo de review que não tiver nada que eu ache relevante.
O capítulo me tomou um tempo bem tranquilo e eu fiquei satisfeita como eu desenvolvi o relacionamento da Sakura com seis dos membros. Eu acho que foi muito melhor do que estava antes e me deixa muito satisfeita. Propositalmente Kisame e Itachi ficaram de fora e eu não deixei que matassem o Sasori. Eu vou explicar mais tarde como eu desenrolei o episódio sobre o Shukaku. Por hora, é isso.
Vejo vocês no próximo capítulo.
Neko Sombria
