N/A: Olá, e desculpem pela demora! Faculdade, outra fic pra escrever... Mas aqui está o sétimo capítulo. Um pouco curtinho, mas garanto maior interação DG no próximo capítulo ;)


07- Alucinação

Era fim de tarde, quando uma doninha encharcada pela neve entrou na mansão dos Malfoy. Sacudiu seu pelo e quando o sol acabou de se pôr, se transformou em um belo homem loiro, igualmente molhado.

- Coisa! – O homem chamou, e logo depois a elfa surgiu. – Arrume meu banho. E mande Trapo preparar o jantar. A Weasley está no quarto?

- Mestre... O senhor sumiu.

- Sim, precisava passear um pouco. Porque continua aqui, criatura? – Ele se virou para subir as escadas até o seu escritório, mas parou ao ouvir a criada continuar a falar.

- É que... O senhor deixou a porta aberta e a senhorita... Fugiu. Eu tentei impedi-la, mas...

- Fugiu? Como assim fugiu?! – Draco se virou e encarou a elfa, com raiva. Não acreditava que tinham a deixado escapar. Mas como?

- Era tarde demais... O senhor deixou a porta aberta ao sair, Coisa não teve culpa. Coisa... Mestre?

Ele não podia perdê-la. Era sua ultima chance de acabar com a maldição. Sem ouvir o que a elfa terminava de dizer, ele saiu da mansão correndo pensando se teria tempo de encontra-la. Ela não poderia ter ido muito longe, certo? Ele azarou a sua varinha para que não pudesse deixar a casa... Não, era tarde. A essa hora ela provavelmente já estava na segurança dos Weasley, e provavelmente o acusaria de sequestro, e dessa forma não teria jeito de ele escapar de Azkaban, ainda mais depois que revirassem o seu porão...

Draco parou. No meio da tempestade de neve, viu uma garota ruiva de pijamas andando em sua direção. Ele ficou com raiva, que logo passou, ao ver que ela caíra no chão. Ele correu até ela e a segurou, apoiando a cabeça da garota em seu joelho.

- Ginevra? – Ela estava tremendo e com o rosto pálido. Abria os olhos aos poucos, até reconhecê-lo.

- M... Malfoy? Eu... Eu não encontrei ele. Estou com tanto frio... – Ela começou a tremer, ainda fraca. Não conseguia se mexer direito.

- Ele quem? Quem você estava procurando?

- M- minha doninha... – Draco ficou surpreso. Ela não estava tentando fugir? Estava procurando... Por ele? – Eu não... Eu vi ele saindo, mas...

- Não se preocupe. Eu vou encontrar sua doninha. Agora vamos pra casa. – Draco colocou os braços da ruiva em volta do seu pescoço e a carregou. Não estavam muito distantes de casa e a rua estava incrivelmente deserta.

- O- obrigada. – Disse a garota, num suspiro de voz, pouco antes de adormecer.


- Mestre... Mestre, ela está acordando!

Ginny acordou com dois olhos enormes a encarando. Não se lembrava muito de quando estava acordada, só que saiu da casa descalça e sem roupa de frio para procurar seu bichinho, que fugiu naquela manhã.

- Demi-

- Seu bicho está bem. Depois de toda a neve de ontem tive que manda-lo para um banho. Quando amanhecer trarei ele de volta. – Respondeu Draco, que estava de pé, ao lado da cama. Tinha olheiras profundas e parecia muito cansado. Coisa, que a estava encarando, deu um leve sorriso que a ruiva não notou e desaparatou.

- Quanto tempo eu...

- Desde ontem.

Malfoy se aproximou dela e ela tentou se afastar, mas não conseguiu se mexer. Percebeu que estava muito fraca. Ela fechou os olhos com medo da sua situação de fragilidade e Draco apoiou a mão na sua testa.

- Ainda com febre. Tente descansar um pouco, Coisa vai te trazer uma poção mais tarde. – Gina teria corado, se já não o estivesse devido a sua condição. Draco se afastou em direção à porta, interrompido pela voz fraca da mulher.

- Obrigada... Por cuidar de mim. – O loiro congelou, com a mão já perto da maçaneta. Ficou em silêncio por alguns segundos.

- Só um idiota sai descalço no meio de uma nevasca. – Disse, pouco antes de sair do quarto sem olhar para trás.

Gina porém, não ouviu o que ele disse por ter caído novamente no sono. Dormiu por cerca de três horas quando voltou a abrir os olhos. Sentia suas bochechas quentes, apesar de estar morrendo de frio. Estava com a mesma roupa da noite anterior, que tinha secado com magia, e estava coberta com uma manta enfeitiçada, que esquentava o suficiente.

A ruiva se virou de lado e viu um rabo verde sair por debaixo da porta. Ela piscou e não viu mais o rabo, mas tinha certeza que tinha visto. Gina se levantou aos poucos da cama e se assustou com a temperatura do piso, que estava incrivelmente gelado. Enrolou-se melhor na manta e começou a andar em direção à porta, o que era um pouco difícil já que o chão não parava de balançar.

A Weasley mais nova abriu a porta e olhou em volta. No canto direito do corredor, próximo à parede estava um pequeno dragãozinho verde, a encarando. Ela tentou se aproximar, quase tropeçando e ele saiu correndo, sumindo da sua vista. Gina voltou a se mover para onde o dragão tinha ido, e começou a descer as escadas. Olhou em volta e não conseguia encontra-lo, já que tudo estava girando. Voltou a descer outro lance de escadas, quando começou a ver fogo. Só podia estar perto do dragão.

- O que você faz aqui?! Saia daqui! – Gritou Trapo. O elfo estava segurando uma vela, que tinha o fogo que Gina enxergou na sua alucinação. Trapo a empurrou para longe e ela caiu em cima dos degraus da escada que tinha acabado de descer.

- Senhorita Gina! Estava te procurando por toda a parte! – Disse Coisa, surgindo no topo da escada. – O que faz aqui embaixo? Trapo!

O elfo rabugento desaparatou depois de bufar com raiva. Coisa desceu as escadas e ofereceu a uma Gina atordoada um líquido pouco atraente para beber. Gina aceitou, e pouco depois sentiu o corpo mais quente, e as coisas à sua volta pararam de girar.

- Coisa... O que é isso?

- A poção que o mestre Malfoy preparou. Ele é muito talentoso com poções. O que faz aqui embaixo, senhorita Gina? É proibido!

- Porque é proibido? É só um porão... – Coisa a ajudou a levantar, e a guiou até o andar de cima.

- Muitas coisas na mansão Malfoy são proibidas. Muitos segredos que Coisa não pode contar, ou teria que se punir novamente... – Disse a elfa, escondendo suas mãos feridas.

- O que foi isso, Coisa? – Perguntou Gina, parando de andar.

- Coisa teve que se punir, depois da senhorita Gina quase ter fugido.

Fugido.

Como podia ter sido tão estúpida? Podia ter procurado Demétrio depois de ter encontrado seus irmãos e dizer que estava bem, e quem sabe voltar para azarar quem a prendeu entre quatro paredes. Ela era uma refém, por Merlin. Porque estava trocando confissões e palavras gentis com seu sequestrador na noite anterior do incidente? Só faltava ela se apaixonar por Draco Malfoy, como aquelas histórias de síndrome de Estocolmo. Só de pensar na ideia lhe veio à mente o sorriso irritante e metido do loiro. Ela deixou Coisa para trás e correu de volta para seu "quarto", trancando a porta logo em seguida.

Tomou um banho enquanto pensava em como sairia dali. Não conseguia aparatar, a rede de flu estava lacrada, não havia nenhuma chave de portal à vista e só conseguiu sair porque alguém tinha sido idiota o suficiente de deixar a porta aberta.

Talvez não tão idiota quando a ideia que ela acabava de ter.


Draco ouviu a campainha tocar. Achou estranho, pois não havia nem amanhecido ainda. O loiro saiu do escritório e desceu para checar quem estava na porta. Não pôde evitar um leve riso ao ver a garota ruiva escondida perto da porta.

- O que pensa que está fazendo? – A garota deu um pulo de susto. – Por acaso não está tentando fugir, está?

- Claro que não. Só estou curiosa para saber quem está na porta. – Disse, irônica, com raiva contida.

- Enfeitiçar a campainha para tentar fugir quando alguém abrir a porta? Esperava mais de você, Ginevra.

- Escuta aqui Malfoy, cansei de ser seu brinquedinho! – Gritou a ruiva, se aproximando do homem. – Por quanto tempo você acha que vai me manter presa aqui?

Apesar da ira intensa nos olhos de Gina, Draco se esforçava muito para não dar risada. Porque era tão divertido vê-la com raiva? O riso não durou muito tempo, ao notar uma leve luz começando a entrar pela janela.

- Não pense que nada mudou entre nós, eu ainda te odeio e não vou continuar sendo sua refém!

- Ótimo Weasley, conversamos sobre isso amanhã. – Disse o loiro, se virando de costas.

- Não dê as costas pra mim! – Ele ignorou, e apressou o passo em direção à escada. – Incarcerous!

O feitiço lançado por Gina liberou cordas que amarraram o corpo de Draco, derrubando-o no chão.

- Weasley! Me solte, agora.

- Eu não acabei de falar, é melhor você escutar!

- Você não entende. Eu preciso sair.

Gina estava pronta para voltar a falar, quando uma fumaça cinzenta se formou em volta de Draco Malfoy, cobrindo-o por completo. Foi em poucos segundos que a misteriosa fumaça se dissipou, deixando para trás apenas uma pilha de roupas e algumas cordas, que pouco depois também evaporaram.

- Draco! – Gritou Gina, assustada. Seu corpo congelou ao ver a pilha de roupas se mexer, e de dentro da calça sair...

Uma doninha.

-D-Demétrio?!


N/A: Obrigada Ritha P.W.B.Z.M. Potter, Obludakieranemasvejmeno, Insightfulilyevans e pessoa sem conta no fanfiction, pelos comentários! Espero que gostem do rumo da história. Se não, críticas são aceitas :)