N/A: Depois da minha demora astronômica, não vou enrolar mais.

I hope you enjoy it!


Chapter Three

Let it Blow!

A explosão foi imensa.

Havia muita poeira no ar e eu não podia respirar.

Tudo o que pude ouvir ou sentir depois disso foi a voz esganiçada de muitas mulheres, e a mão da Weasley que me puxara para baixo.

Lancei dois feitiços na direção em que Nott estava, mas não podia vê-lo, então não tinha como mirar ou me certificar de que o havia acertado. Weasley, abaixada ao chão, tentou se locomover para os fundos da loja, e eu a puxei, rápida e desastradamente, antes que um dos feitiços a acertasse. Imediatamente, uma chuva multicolorida começou a ser despejada sobre nós.

A Weasley recuou para mais perto de mim, atrás de um sofá amarelo desbotado que havia ali. Tentei lançar mais alguns feitiços, mas a poeira me impedia de ver se eu estava acertando ou não, se atingia apenas trouxas.

Me mantive ocupado durante alguns segundos, tentando encontrar uma forma de acertar Nott, quando notei que a Weasley não estava mais ali.

-Merde!

Praguejei mais algumas vezes contra a weasley, mas não havia mais o que fazer. Eu estava encurralado, não enxergava nada e não podia prever a qual distância estava Nott. Me levantei e comecei a caminhar na direção dos fundos da loja, ou onde eu imaginava que fosse os fundos, quando algo roçou em mim. Me virei imediatamente, com a varinha fincada fortemente no queixo pálido.

Coisas continuavam explodindo à minha volta. Weasley fez sinal para que eu ficasse quieto. Baixei a varinha, notando a marca avermelhada que ficou no local onde eu estivera pressionando . Ela me segurou pela mão e me puxou até um local onde havia uma janela. Entendi sua intenção e estava pronto para tentar pular quando um feitiço passou raspando em minha cabeça e acertou o vidro, arremessando estilhaços para todos os lados. Sem hesitar, subi em uma cadeira por ali e me joguei para o outro lado, checando imediatamente os arredores à procura de outros comensais. Weasley me lançou uma sacola, e depois pulou.

Segurei- a pela mão e nos lançamos em uma corrida desabalada. Weasley ofegava muito, e parecia estar tendo dificuldade para correr, então comecei a puxá-la com força.

-Porque não estão vindo atrás de nós?

-Deixei um chamariz na loja.

Atravessamos uma rua e entramos em uma viela estreita e malcuidada. As pessoas olhavam, mas eu nem mesmo as notava. Depois de uns poucos passos, entretanto, jatos coloridos recomeçaram a incidir sobre nós e, sem olhar para trás, corri ainda mais rápido. Corremos no máximo do nosso fôlego, e a vantagem que tínhamos sobre Nott era pequena. Até que entramos em uma rua, e percebi que era uma rua sem saída.

Não tive tempo de pensar na desesperança que se abatia sobre mim quando a mão da Weasley me puxou novamente, agora no sentido de uma pequena porta, que parecia dar acesso a uma casa simples. Mal adentramos, e ela começou a revirar tudo, visivelmente procurando por algo.

-O que esta fazendo? – perguntei

-Essa é uma casa bruxa.

Entendi imediatamente o que ela fazia e me lancei à caça também. Estava revirando a cozinha quando a ouvi gritar que havia encontrado. Nesse momento, alguém começou a forçar a porta, provavelmente Nott, e corri até ela.

-Não esqueça a sacola.

Segurei a maldita sacola com uma mão, e com a outra puxei a Weasley. Desaparecemos assim que Nott entrou na casa e o alarme anticomensal disparou.


Ginny´s POV

A dor era lancinante. Malfoy havia nos levado a uma casa pequena, rústica mas muito elegante; e logo que chegamos ele lacrou a lareira e ateou fogo. Abri a sacola sobre o tapete, enquanto Malfoy se aproximava para ver, e joguei algumas peças de roupa para ele.

-Estas devem te servir. – disse.

Separei as roupas que havia pego para mim, e juntei as notas de dinheiro trouxa que estavam soltas no fundo, e entreguei-as também ao Malfoy. Ele cuidaria melhor daquilo. Depois disso me sentei no sofá que havia ali, e tentei encontrar duas pequenas argolas douradas que eu sabia ter trazido. Coloquei a menor em meu dedo anular e serviu perfeitamente; a segunda entreguei a Malfoy, mas ficou apertada e precisei alargá-las com magia.

Malfoy, bastante corado e já com sua aparência costumeira, sentou-se com uma garrafa de firewhisky e começou a bebericar em grandes goles. Eu tentei me levantar, havia ainda muito que eu precisava fazer, mas a dor voltou e, dessa vez, por muito pouco, não perdi os sentidos. Malfoy se levantou e veio sentar ao meu lado, olhando com curiosidade para o ferimento. Eu não me lembrava de ter sentido tanta dor antes, em minha vida toda. Mas os últimos tempos vinham sendo de recordes em dor e desespero. Notei, com bastante dificuldade que ele estava fazendo algo.

-Tome.

Ele me estendeu o copo de firewhisky. Se continuasse assim, eu me tornaria uma alcoólatra rápido. Ele me olhou, enquanto tentei engolir tudo de um só gole - e fracassei miseravelmente, tossindo e engasgando. Malfoy me esperou engolir tudo, observando atentamente minha careta de dor, e depois me mandou deitar.

Obedeci, sem hesitação, mas tampouco sem entender. Embora parecesse que ele fosse cuidar do meu ferimento, era racionalmente impossível que ele fizesse isso. A situação toda era tão abstrata que eu não podia conceber que estivesse vivenciando a mesma realidade de outros tempos. Eu parecia ter sido misteriosamente transportada para algum tipo de realidade alternativa e alucinada.

Minha cabeça estava bastante pesada, e eu não sabia se isso se devia a bebida ou a dor que aumentava progressivamente a cada segundo. Reparei, estranhamente, como se não estivesse dentro de meu próprio corpo, que Malfoy abria mais o rasgo do vestido e vi sua mão pálida virando a garrafa sobre mim.

O grito lancinante não parecia ter saído de minha boca. Pareceu um mau agouro. E então acabou.

Draco´s POV


Senti pena dela. Foi estranho, depois de ter aprendido a não sentir nada, nunca, a me proteger... Mas durante alguns segundos apenas encarei seu corpo inanimado e coberto de sangue, e algo em sua expressão despertou em mim o sentimento quase esquecido pelo desuso.

Eu não sabia muito bem se deveria cuidar dela como fazia, ou porque eu o fazia. A verdade absoluta era que, enquanto não conseguisse me libertar de todo esse terror da fuga e a tensão constante, eu não poderia mais dizer quem eu era, em quem havia me tornado, ou mesmo justificar quaisquer de minhas ações.

A Weasley me surpreendia. Ela era uma excelente estrategista, mais inteligente e precavida do que eu poderia jamais supor. Mas o fato de ela, por assim dizer, zelar por mim não me surpreendia por todos os anos em que eu havia observado seu pendor para a defesa dos oprimidos de Hogwarts.

Só que eu não era um oprimido. Eu era alguém que deixara bem claro que a mataria à menor contrariedade.

Eu cria que aquilo que ela fazia, isso de tentar proteger e cuidar das pessoas, era um traço de sua personalidade. Um traço que eu não tinha, e não tencionava ter. Gostava de pensar que fazia aquilo tudo simplesmente pelo seu valor a meu lado. Ela havia separado roupas e dinheiro trouxa na loja, provando que tinha sangue frio, e havia preparado um papel que seguiríamos, pelo que eu havia entendido das alianças e dos papeis trouxas estranhos que ela carregara até ali. E era por isso que eu cuidaria de seu ferimento.

Depois de esterilizar com firewhisky, fechei magicamente o corte, pressionando a pele para que criasse aderência, e o limpei e fiz um curativo improvisado. Ela havia perdido muito sangue, e estaria fraca quando acordasse, mas eu não sabia cozinhar, então teria de ela mesma providenciar o que comer.

A coloquei no quarto, sobre a cama, e deixei que descansasse. Havia pequenos cortes no rosto, restos do estilhaço de vidro, e seus braços estavam cobertos de sangue seco e poeira. Ela estava deplorável, mas eu não deveria parecer melhor. Me lembrei de quando a via em Hogwarts, quando a provocava pelos corredores, e aquilo me pareceu toda uma vida atrás, uma vida de realizações formidáveis que já não me seria possível alcançar. E, olhando-a agora, parecia toda uma vida para ela também.

Embora jamais fosse admitir a quem quer fosse, eu a achava linda. Havia algo sensual e fascinante no modo como ela andava, com os cabelos formando uma cortina de chamas ondulantes atrás de si. Uma manipuladora do fogo. Ela tinha curvas invejáveis, e sempre que me via seus olhos cintilavam de ódio, um ódio que lhe congestionava o rosto e se transformava em uma onda vermelha, deixando suas bochechas coradas e seus lábios cor de cereja. Ela era de uma vivacidade que parecia contagiar as pessoas.

Agora, ensangüentada e desacordada, deitada um pouco torta na cama, ela parecia apenas um rascunho sombrio e esvaecido da garota que eu via pelos corredores. Sua pele grudava nos ossos de uma forma constrangedora, e suas curvas haviam praticamente desaparecido. Ela estava pálida, de uma palidez mortal que eu só encontrara nos fantasmas, e sua tez parecia sempre franzida numa preocupação constante que eu conhecia bem. E pensei que, neste ponto, estávamos bem próximos, pois passávamos pelas mesmas situações.

Decidi deixá-la ali, pois percebi que encará-la como eu fazia me levava a reflexões indesejáveis. Tomei um banho quente, e me vesti com o que ela trouxera. Ela tinha uma boa noção, pois as roupas serviram bem. Terminei a garrafa de firewhisky – o que havia sobrado dela, e resolvi me deitar. Mas o sofá estava coberto de sangue seco, então me deitei na única cama, ao lado da weasley, e adormeci imediatamente.


Ginny´s POV

Eu acordei exausta, dolorida, e com a certeza de que a cada vez que amanhecia descobria que havia, sim, como me sentir pior do que o dia anterior.

Mas o que me surpreendeu foi ver que Draco Malfoy havia dormido do meu lado. Eu não dormi muito, entretanto, no máximo quatro horas, mas quando me virei ele estava ali, deitado e de olhos abertos, encarando o teto.

Me levantei devagar. Me lembrei da dor lancinante da noite anterior e levei a mão ao lado do tronco, notando que havia um emplasto ali. Discretamente baixei a mão, e comecei a procurar pelas roupas. Tomei um banho, desta vez reparando cuidadosamente no curativo que Draco havia feito, e depois de me vestir fui procurar o que fazer para comermos.

Eu não me sentia como se estivesse disposta a fazer tudo isso, mas tinha consciência de que não deveríamos permanecer naquele lugar por tanto tempo. Eu sabia exatamente o que fazer, depois de conversar com a velhinha no parque, e queria partir dali o mais rapidamente, ainda de madrugada se possível.

Fiz algumas panquecas com chá, que comi avidamente, e preparei uma porção para o Malfoy. Ele estava ainda deitado na cama, então deixei silenciosamente o prato ao lado da cama e me retirei.

Fui à sala e comecei a procurar os tais dos documentos que havia dera algum trabalho encontrá-los, e eles seriam extremamente necessários. Passei cerca de meia hora trabalhando ininterruptamente nos dois, sendo tão meticulosa quanto possível e usando de magia quando não era capaz de executar manualmente o trabalho. Quando terminei, notei que Malfoy estava parado à porta, provavelmente ha algum tempo, e me assustei.

Ele me interrogou com os olhos sobre o trabalho pronto que eu tinha em mãos.

-São documentos.

-E para que servem?

-Para identificar as pessoas, pelo que entendi. Todo trouxa tem um, então acredito que precisamos ter também.

-Isso vai permitir que saiamos do país?

-Sem eles com certeza não conseguiremos.

Entreguei os documentos nas mãos dele. Ele analisou cada um dos dois, mas notei que seus olhos se detiveram nos nomes: Ginevra e Draco Cherbátsky.

-Nomes russos?

-Será mais fácil se pensarem que somos turistas voltando para casa.

-Então somos casados?

-Não temos nenhum traço comum para parecermos parentes.

-Certo -Ele assentiu. Notei que estava apenas me testando, provavelmente tentando entender o que eu pretendia com tudo aquilo.

Ele começou a recolher e queimar os vestígios de nossa passagem por aquele lugar, inclusive o sofá ensangüentado, e então estava na hora de partir.


Maria´s POV

Tentei não demonstrar a pena que eu sentia daquela pobre moça que, em poucos segundos, me contara toda a trágica história de sua vida.

Em todos os anos que eu tinha de experiência trabalhando em empresas aéreas, e todas as estórias que eu havia ouvido, desde as terríveis até as cômicas, jamais havia ouvido algo assim. Enquanto imprimia a passagem daquele casal tive de me conter para não derramar as lágrimas que acorriam aos meus olhos.

O rapaz parecia terrivelmente atormentado, embora tentasse parecer frio, e notei que estava tenso com relação à saúde da jovem esposa. Ela, entretanto, tão simpática e sorridente, tentando parecer otimista, mantinha um ar sombrio e fatal nos olhos. E via-se que, apesar de estarem tão bem vestidos, ambos estavam desgastados e tensos.

Eu não podia me sensibilizar mais com eles. Ambos tão belos: ela morena e vivaz, ele loiro e com olhos duros; pareciam recém saídos de um dos meus livros de romance. E, de fato, alguém deveria pensar em escrever a história deles. Se Shakespeare vendia livros até hoje, quanto não ganhariam os editores por uma história de um jovem casal criado junto, amando-se em silencio e posteriormente proibidos de viverem este amor por suas famílias, até que a tragédia destruísse tudo. E agora, quando finalmente poderiam viver seu "felizes para sempre", a doença que extinguia a vida da bela e jovem senhora Cherbátsky...

Sim, muito melhor do que Shakespeare!

Quando tudo estava pronto sorri amavelmente e indiquei ao casal duas senhoras bem engraçadas sentadas lado a lado a uns cinco metros do balcão. Ela iriam fazer uma escala na Espanha, assim como eles, e talvez pudessem fazer companhia uns aos outros.

A senhora Cherbátsky pareceu radiante com a notícia, e ambos partiram na direção que eu havia indicado. Prestei atenção neles ainda alguns minutos após, enquanto atendia ao próximo passageiro, e só então me lembrei de que havia esquecido de checar os documentos dos dois. Uma falha terrível do regulamento. Estava prestes a me levantar quando me lembrei do aspecto mortalmente pálido da jovem, e pensei que não deveria importuná-la com um detalhe tão insignificante.

Afinal, o que poderia haver de errado?


Draco´s POV

Sentei ao lado das duas senhoras e permaneci em silencio, enquanto Ginevra Weasley nos apresentava.

Depois disso, ela passou a narrar novamente a mesma história ridícula que contara segundos atrás para a senhora gorda que nos atendera no balcão. Permaneci mudo, atento a qualquer sinal de Comensal ou bruxo conhecido nos arredores do aeroporto, e ouvindo a narração da Weasley, que continha um pouco da nossa história real.

E, por algum motivo, as mulheres trouxas gostavam muito da Weasley e sua história.

Notei que, após Ginevra Weasley ter terminado, as mulheres me olhavam com pena, o que me irritava, mas com certeza era essa a intenção da garota ao meu lado, e isso me permitia ficar ausente da conversa sem parecer mal-educado.

Depois de algum tempo, notei que as senhoras estavam fazendo planos para que nos encontrássemos na Espanha pois, pelo que tinha entendido, permaneceríamos todos na capital. Assustado pela possibilidade de ter de agüentar as velhas além da meia hora que faltava para o tal de avião chegar, e tendo em mente que tanto Weasley quanto eu não tínhamos o que vestir e nem sequer uma bagagem, resolvi que era tempo de nos preocuparmos com isso.

-Ginevra?

Ela se voltou para mim de olhos arregalados, provavelmente pela informalidade do tratamento, esquecendo-se, talvez, que fingíamos ser marido e mulher. As duas senhoras, entretanto, se voltaram com os olhos brilhando, esperando, eu cria, por algum tipo de demonstração de amor da minha parte.

-Está na hora de tomar sua poção medicinal. Vamos até a lanchonete?

-Ah... – ela hesitou.

-São só alguns minutos. Voltamos logo.

-Claro.

Ela se levantou e lhe estendi meu braço. As duas senhoras pareceram radiantes com aquela cena tão medíocre, e eu caminhei com a Weasley na direção da entrada, onde eu havia notado algumas lojas pequenas.

-Não pode parecer tão surpresa quando eu a chamar pelo nome! – repreendi.

-Eu sei. Desculpe. É que...é só...

-Que...?

-Não estou acostumada a me chamarem assim.

-Mas esse é seu nome, não?

-Sim. Mas ninguém nunca me chamou assim.

Pensei um pouco. Eu sabia que não a chamavam assim. Ela parecia constrangida, e achei aquilo estranho.

-Como a chamavam, então? – Perguntei, mesmo conhecendo a resposta.

-Ginny. Embora não me lembre quando foi a última vez que alguém me chamou pelo apelido.

-Não vou chamá-la assim. Ginevra combina melhor com você.

Ela pareceu refletir antes de mudar o assunto da conversa.

-Onde vamos?

-Precisamos de um malão. Notou que todos aqui estão com pequenos malões? E não temos roupas.

-Temos dinheiro para isso?

-Acho que sim. Se não tivermos, lanço uma maldição no vendedor.

Entramos em uma das lojinhas, mas não havia nada que se pudesse usar ali. Tudo era horrível. Entreguei, então, algum dinheiro para a Weasley e disse a ela que procurasse por roupas decentes, uma vez que ela tinha acertado meu número, e eu fui procurar os malões.

Quando voltei, dez minutos depois, com duas versões estranhas de malão que eles chamavam "mala", assustado por ter pensado que um garoto gordo comendo um sanduíche de aspecto duvidoso fosse Goyle, Ginevra já me esperava com duas sacolas cheias. Não havia dado a ela dinheiro suficiente para aquilo e, uma vez que ela não era comensal, não podia ter lançado uma Maldição Imperdoável em um trouxa sem colocar todo o Ministério em nosso encalço, então corri até onde ela estava e a segurei pelo braço.

-Você almadiçoou o vendedor!

-Não. – Ela respondeu. Parei, incerto. A verdade é que estava exasperado por não ter visto nenhum comensal até agora. Eu sabia que estavam por ali, mas tentava reprimir este pensamento.

-Tem certeza?

-Claro. Eu sou menor de idade. Se fizesse isso, todos os comensais já estariam aqui.

Respirei aliviado, pensando agora que ela era esperta demais para agir daquela forma, mas ainda assim incerto de sua atitude.

-Como foi que conseguiu comprar tanto com tão pouco dinheiro?

-Reproduzi magicamente as notas. Quando o vendedor abrir a gaveta, vai ver que está faltando dinheiro.

-É bom sairmos logo daqui, então.

-Vamos encontrar as irmãs Lefroy. Estaremos mais seguros com elas.

Caminhamos de volta até o local onde havíamos deixados as tais irmãs Lefroy. Eu estava profundamente ansioso e tenso, pois a falta de comensais no aeroporto não significava que eles não estivessem ali, e sim que eu não os havia visto, e isso era perigoso.

Pegamos as bagagens e começamos a seguir as duas velhas em direção, como eu acreditava, do que seria o avião. Weasley conversava animadamente, e parecia naturalmente à vontade. Eu, ao contrario, não conseguia descansar sabendo que faltava tão pouco e que eu não via nenhum comensal por ali, e não conseguia esconder minha crescente angústia.

Até que, ao passarmos por uma porta imensa de vidro e adentrarmos uma pequena sala, notei uma presença escura e familiar sentada solitariamente em um canto da sala. Quando seus olhos se encontraram com os meus, senti toda a angústia se dissolvendo.

Em vez disso, o terror tomou seu lugar.


N/A: Eu disse que não iria sumir mais... e sumi!

Queria poder apenas escrever, assim manteria minha palavra. Mas acho que todos entendem que não é tão simples.

Do I deserve reviews? Hope so.

kisses,

Angel.