CAPÍTULO QUATRO – UM SUSTO NA MADRUGADA

Snape foi para seus aposentos pensando na demonstração de carinho dos seus alunos. Foi realmente surpreendente o que eles fizeram, chamando seu nome e o aplaudindo daquela forma.

Ele não conseguia dormir pensando nisso, então lá pelas 2 da manhã resolveu sair do castelo e sentar sob uma grande árvore em frente ao Lago Negro e ficar observando suas águas tranquilas enquanto pensava em tudo que havia acontecido em tão pouco tempo.

Ele era querido pelos alunos, até pelos professores, seu tempo de Comensal da Morte, temido por todos, havia acabado.

Severo ficou pensando em seu passado, onde tinha q se sujeitar a tanta dor para poder proteger Harry e Dumbledore. Essa tarefa não existia mais em sua vida. Agora ele poderia ser um simples professor, um homem comum, com uma vida comum. Será que era isso q ele queria? Por enquanto estava tudo bem, mas e se ficasse entediado com isso tudo? O que iria fazer?

Durante um bom tempo, ele ficou ali, sentado, pensando, meditando nisso, quando ouviu um barulho vindo dos portões de Hogwarts.

Havia alguém ali, do lado de fora, parecia uma pessoa que queria entrar na escola. Mas havia os feitiços que impediam que qualquer pessoa entrasse ali a menos que fosse recebida por um dos professores e fosse permitida sua entrada. Mas aquela hora? Quem poderia ser?

Snape ficou olhando as atitudes da pessoa. Ele não conseguiu distinguir se era homem ou mulher, parecia estar usando um chapéu ou algo assim na cabeça. De repente, para surpresa de Severo, a pessoa simplesmente transpõe os portões, como se não existissem e entra nos limites de Hogwarts.

Severo fica alerta, sua varinha bem segura na mão.

A pessoa se aproxima devagar, tira o chapéu e Snape percebe que é uma mulher, pelo menos tem longos cabelos que ficam esvoaçando pelo vento forte da madrugada.

Ele continua olhando para aquela misteriosa figura e se perguntando quem poderia ser e porque não fazia algo para saber.

De repente a lua, que estava escondida pelas nuvens, aparece e ele pode ver seu rosto.

Ele fica petrificado.

"Não pode ser. É ela, mas não pode ser ela".

Aquele rosto pálido, emoldurado por longos cabelos cacheados e ... cor de fogo, ruivos, lindos.

Era ela, mas ela estava morta. Não estava?

Quanto mais perto dele ela chega mais ele a vê e tem a certeza que é ela que vem a seu encontro.

"Meu Deus, os mesmos olhos verdes, que olham diretamente para os meus olhos". Mas há algo mais ali. Ela parece irradiar uma luz, um brilho que ele nunca havia visto antes. Ela é uma estrela, um sol em sua vida.

Mas quem é ela? Será sua amada Lilian que voltou para fazê-lo feliz e completar sua vida?

Quem é essa luz que agora passou a iluminar seus olhos?