NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela,Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez,Sexo
Aviso legal: Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Sinopse: Draco não aturava o castanho, sua vida era Harry.
Neville não aturava o loiro, sua vida era Harry.
Harry tinha dois melhores amigos: Draco e Neville, ele era apaixonado por Draco.
"Por quê minha vida sem você não faz sentido? É como se houvesse um animal dentro de
mim te querendo cada vez mais e mais e no fim eu sei que é verdade, nós dois sabemos"
O que pode acontecer? Ou melhor, o que Neville pode fazer?
Não se preocupe! Never mind! Não tem importância! Never mind! Não faz mal! Never mind!
Never Mind- Capítulo 4
Escrita por LadyChess
O menor problema dos garotos na verdade era a reprovação de Lucius, o patriarca Malfoy amava sua família acima de tudo, inclusive do Lord já derrotado. O loiro não sentiu nada mais que desprezo pelo jovem Longbotton, quando este veio lhe importunar.
-Saia de minha casa, ainda conheço dúzias de feitiços que os idiotas do ministério sequer notariam garoto. Importune meu filho e seu conjugue novamente e vai perceber que sua maldiçãozinha era brincadeira de criança comparado ao que sentirá. -o loiro não esperou resposta, deu as costas ao jovem agora não tão rechonchudo, indo refugiar-se nos braços que o acalmavam tanto, no que dependesse de Lucius ele já teria ido àquela escola e trazido seu filho amarrado se necessário, seus instintos ainda mais aguçados ao sentir de longe as ondas de dor emanando de seu filhote durante o mês que se passou.
-Lupin! Onde você esta? Será preciso eu ter uma síncope para receber sua atenção? -indagou o loiro tão dramático quanto o filho, ou o filho era tão dramático quanto o pai? Nosso loiro patriarca andava pelo quarto esperando a aparição de seu parceiro e conferindo os últimos ajustes da chegada de seu precioso Draco e o garoto da cicatriz. Bufava exasperado e já descia em direção à sala com a intenção de usar a rede floo, chegou a pegar o pó verde e a erguer seu braço, mas foi segurado por um par de braços fortes que o desarmaram.
-Onde pretendia ir a essa hora, Lucy? -a voz rouca de um lobisomem, acabando de passar pelo período da lua e ainda afetado por esse, soou extremamente sensual em seu ouvido, e como brinde algumas mordidas ali. Lucius revirou os olhos, exasperado, mas não evitando empinar e roçar sua bunda no membro semiereto do parceiro por sobre a roupa.
-Mas não era bem visível, Lupin? Pretendia usar o floo e trazer meu filhote para casa de vez! Aquela escola é um antro! E aquele garoto estupidamente dentuço veio me contar que meu filho esta nada mais, nada menos que com Harry Potter! Eu sabia que eles eram amigos, mas um relacionamento com aquela cabeça partida não fará bem para Draco, agora ele corre o dobro de perigo, com um pai 'traidor' e um namorado que é o indesejável número um nas fileiras comensais. Como posso ficar em paz se tudo o que quero é trazê-lo para casa? -Remus revirou os olhos ante o show do tão respeitado e temido Lucius Malfoy.
-Adoro quando se torna superprotetor. -murmurou o castanho insinuando sua cintura para o loiro -Me deixa excitado, sente? -falou curvando o chefe da família sob a lareira encostando-se e se esfregando nele -Mas as vezes você se preocupa em excesso, Lucy. Draco é um garoto esperto, posso afirmar que já deve ter se vingado, e além do mais, há outras coisas a se fazer. -ditou acercando mais seu corpo excitado ao do loiro, logo se completando -Coisas bem mais proveitosas, Lucy.
O castanho não esperou resposta, aproveitou enquanto o patriarca não tinha fala, arrancou-lhes as roupas em um movimento de varinha (n/a: não essa varinha suas pervertidas, hue a de madeira) e começou a se insinuar para o outro.
Após sua primeira noite Harry e Draco, estavam por demais ocupados e sempre que surgia a chance de estarem juntos, algo os interrompia ou atrapalhava, não haviam tido sequer a oportunidade de apenas estarem juntos, os poucos segundos que se viam, trocavam curtos beijos, sempre iniciados por Draco que sentia uma falta imensurável de contato com seu parceiro.
Estavam agora ambos os protagonistas se pegando atrás de uma tapeçaria, os corpos totalmente colados e as bocas se buscando, era uma cena digna de plateia: as mãos de Draco infiltradas nos cabelos de Harry, puxando-o para si, e uma das mãos do moreno segurando a cintura, enquanto outra guiava seu caminho para as calças do loiro. O loiro deixou seus lábios se separarem, sua boca estava aberta em um gemido mudo, sua cintura se movia incontrolavelmente contra a mão habilidosa, já fazia tempo que não chegavam nesse estágio, ambos os garotos sentiam seus corpos esquentarem facilmente.
Com um impulso Harry fez com que Draco rodeasse as pernas em sua cintura, o erguendo contra a parede, o moreno gemia baixo ao ter seu membro prensado pelo peso de Draco, e o loiro não facilitava, ele rebolava descaradamente no colo de Harry adorando a sensação do membro firme e grosso batendo contra sua bunda. Os garotos ofegavam e tentavam segurar os gemidos muito altos, estavam em um corredor abandonado, mas ainda temiam que alguém os ouvisse.
Mas como foi dito, nossos meninos não conseguiam ficar tanto tempo sozinhos, algo ou alguém sempre os atrapalhava, e dessa vez não era diferente. Os oitavanistas estavam tão distraídos que não ouviram o som dos passos de Filch se aproximando e quando o funcionário puxou a tapeçaria de supetão Draco quase caiu.
-O que temos aqui? -o homem acompanhado por uma gata perguntou retoricamente. -Dois espertinhos achando que poderiam se esconder de nós, Madame Nora. Mas eles não pensam, nós trabalhamos aqui há anos, conhecemos todos os esconderijos. -o funcionário de olho meio torto e manco conversava com seu animal enquanto os dois adolescentes tentavam se recompor ou ao menos parecer mais decentes.
Filch era alguém horripilante, se tinha algo sobre ele que era de conhecimento geral era sua paixão obcecada pela gata Madame Nora, e quase se comparando a essa paixão vinha a enorme disposição em deixar alunos encrencados com uma possível detenção, e também pegá-los interrompendo suas relações.
Talvez o homem houvesse sofrido uma decepção amorosa e por isso sempre atrapalhava aos outros? Talvez ele foi uma pessoa sem amor? Talvez ele sofreu bullying quando criança? Bem, nunca saberemos. O funcionário gingava pelos corredores arrastando o loiro e o moreno consigo, ele estava exultante, em uma única tacada havia pego Harry Potter e Draco Malfoy, ambos provavelmente receberiam uma detenção, Filch realmente se sentia realizado.
-Balas de limão. -o velho disse vendo a escada espiral se mover, estavam os três parados em frente à gárgula da diretoria, Filch continuava a conversar insanamente com sua gata, nem se importando em olhar para os dois jovens. Se ele olhasse perceberia o perigo que se aproximava, os olhos grises de Draco, agora se encontravam cor de âmbar, seu rosto estava vermelho e ele apertava os punhos, suas unhas levemente mais pontudas e os caninos afiados.
-Olá meus rapazes. -a voz profunda de Dumbledore foi ouvida. -O que dois jovens tão ocupados com os estudos fazem aqui? -ele indagou ao que Finch tomou a dianteira respondendo.
-Esses dois pervertidos estavam quase fazendo sexo em um corredor, Diretor. -ele disse muito rapidamente sentindo seu rosto corar
-Não poderíamos esperar outra coisa, não é Sr. Malfoy? -o diretor disse com seus pequenos olhinhos brilhando. -Deixe os jovens comigo Argus, você fez um ótimo trabalho os trazendo para mim, agora resolvo o assunto.
Assim que Filch saiu da sala Dumbledore começou a falar, mas antes entendendo um pequeno pote cheio de balas para o casal. -Balas de limão, meninos? -ele ofereceu vendo-os negar. -Não? É uma pena, eu realmente gosto dessas balas, elas são deliciosas. Sentem-se, não se cansem ficando de pé. -ele disse esperando-os se sentarem.
O moreno tinha em face agora um pequeno sorrisinho malicioso, e olhava para Draco como se ele fosse um pedaço de chocolate, o loiro nem percebia isso, ele somente se concentrava em não matar alguém, todos seus instintos em alta e seu coração acelerado, ele custava a se controlar. Harry tinha seu coração acelerado, estava nervoso devido à forma como foram pegos, ele olhava a todo o momento para seu namorado em busca de apoio, o loiro segurava sua mão e passava uma sensação reconfortante... E até mesmo sexy, dando a Harry uma enorme vontade de possuí-lo ali mesmo, distraídos ouviram um leve pigarro seguido da voz reverberante.
-Vejo que já firmaram seu elo, mas imaginava que em um mês ele se acalmaria, o desejo sexual já devia ter voltado ao normal. -o ancião falava tranquilamente, não se importando com o som esquisito que saiu da garganta de Harry.
-Não sabemos do que está falando. -Draco disse categórico, não haviam contado para quase ninguém sobre seu relacionamento, e não confiavam suas vidas a Dumbledore.
-Ora! meus rapazes não precisam ter vergonha, ter relações sexuais com seu parceiro é algo normal, eu mesmo sou adepto ao 'uma vez por semana'... -ele disse meio pensativo ao que os dois garotos arregalaram os olhos com a péssima imagem mental. -Digam-me senhores, vocês têm tido relações? -perguntou logo continuando. -O senhor Malfoy, tem indícios de que não. Vejam bem olhos com cor diferente, unhas afiadas e dentes pontudos... Sabiam que é perigoso quando um veela se mantém distante de seu parceiro após a conclusão do vinculo, ele pode até morrer?
A expressão de Draco mudou brevemente, por seus olhos era possível ver um lampejo de medo, o que o loiro mais temia era a morte, tudo o que ele conquistara se perdendo consigo. Harry apertou levemente sua mão, nenhum deles diria uma palavra sequer em relação a esse assunto para o diretor, era algo que eles não confiariam ao velho. Vendo que não teria conversa o diretor ancião foi direto ao assunto. -Tudo bem se não quiserem falar agora, mas saibam que sempre estarei aqui jovens... O que tenho a dizer é que arrumem suas malas, seu pai senhor Malfoy, solicitou que ambos fossem enviados de volta, essa noite vocês irão para casa, por agora podem sair. -
Finalmente Dumbledore finalizou suas falas com um pouco de má vontade e liberou os meninos, que chegaram calados e saíram mudos.
Cada um voltou a seu dormitório e arrumou suas coisas, ainda sentiam uma enorme necessidade de estarem juntos, mas desistiram de tentar com a promessa de que em casa teriam tempo para ficar juntos. Quando anoiteceu os jovens foram para o aposento de poções onde Severus os aguardava, Snape era padrinho de Draco e agia como se fosse um segundo pai, sua lareira era a única em toda Hogwarts que se conectava a mansão Malfoy.
O moreno de nariz adunco e cabelos macios, (não oleosos e impregnados como todos acham que seja), na altura do ombro já os esperava. Severus era padrinho de Draco, mas agia como se fosse um pai. Ele também iria para a mansão Malfoy, onde passaria à noite, fariam na realidade uma reunião naquela casa.
