N/A : Demorou mais chegou! \o/ O pior que dessa vez foi puro esquecimento u.u Eu esqueci que tinha que postar essa fic; Se eu sou a Dory, sim ou claro? Espero que gostem. Beijoooos!

If you just walked away

What could I really say?

It wouldn't matter anyway.

It wouldn't change how you feel

Everything Changes (Staind)


Capítulo 3 – Everything Changes

Assim que a mãe saiu para trabalhar, Bella correu para o banheiro -já não conseguindo mais controlar o enjoo que sentia. A semana já estava pela metade, mas o mal estar do sábado ainda persistia. Durante os dois primeiros dias, Bella achava se tratar realmente de uma intoxicação alimentar e decidiu que, se o sintoma persistisse, ela iria ao médico na manhã seguinte. O enjoo não durava o dia todo, e aquilo devia ser um sinal de que não era uma intoxicação, mas algo estava errado com ela e ela precisava descobrir o quê era.

No entanto, foi somente no dia anterior, ao sentir enjoo com o perfume de sua mãe, que outra ideia cruzou a mente da garota. E era uma ideia muito mais assustadora do que um simples problema estomacal.

Bella recusava-se a pensar naquela possibilidade. Tinha medo que se pensasse tal possibilidade se tornaria real.

Assim que os enjoos cessaram, ela decidiu que iria ao médico. Após mandar uma breve mensagem para Edward dizendo que não iria para a aula, Bella seguiu para a pequena e única rodoviária que Forks possuía, a fim de pegar um ônibus para Port Angeles.

Consultar-se no hospital em Forks seria muito mais prático, mas o fator Dr. Carlisle Cullen a impedia de ir até lá. Assim que colocasse os pés dentro do hospital, ela sabia que seu quase sogro iria ao seu encontro, e se seus maiores temores fossem confirmados não conseguiria olhá-lo de tão envergonhada que estaria. Além do mais, Carlisle não era seu único problema. Numa cidade pequena as histórias corriam mais rápido que um maratonista. Sem dúvidas a história chegaria ao ouvido dos seus pais antes mesmo de que ela pudesse contar.

Enquanto olhava para a paisagem da estrada, Bella ponderava sobre sua recente suspeita. Não havia razão para se alarmar, ela insistia. Ela e Edward usaram proteção em todas as vezes que tiveram alguma relação, seu ciclo menstrual estava regular e não havia ocorrido nenhuma alteração em seu corpo que indicasse que uma nova vida habitava dentro dela.

Os enjoos tinham de ser outra coisa! Ela constatou.

O hospital ficava estrategicamente a cinco quadras da galeria em que Renée trabalhava e umas sete quadra de onde ela costumava almoçar. As chances de encontrar sua mãe ali pareciam bem remotas.

A emergência não estava muito cheia. Além dela, apenas duas senhoras idosas, um homem de meia idade e uma mulher segurando um bebê no colo que não parava de chorar. Por um instante, Bella se transportou para um futuro talvez não distante, mas logo voltou ao presente.

"Em que posso ajudá-la?" A moça que estava no balcão perguntou nada amigável. As olheiras e o rosto cansado denunciavam que ela já devia estar trabalhando muitas horas sem dormir.

"Eu não estou me sentindo muito bem."

"Preencha esse formulário que o médico já irá vê-la." A atendente disse rispidamente.

"Está bem." Bella pegou os papéis que lhe foram entregues e logo os preencheu.

"Você é menor de idade?" A mulher perguntou olhando a ficha.

"Sou." Bella admitiu, com o cenho franzido.

"Eu preciso da autorização de um responsável." A mulher informou pedantemente.

"Meu pai trabalha em Forks e minha mãe em Seattle e nenhum dos dois conseguiram despensa para vir comigo." Uma pequena mentira não faria mal a ninguém.

"Você fará dezoito em alguns meses. Que seja!" A atendente encolheu os ombros e Bella suspirou aliviada. Chamar qualquer responsável naquele momento estava fora de cogitação.

Após entregar o formulário, Bella sentou-se em uma das cadeiras verdes que tinham no local, e ficou encarando as paredes brancas e impecavelmente limpas. Por que até as paredes em um hospital tinham de ser tão impessoais? Elas pareciam não guardar nenhuma história, nada que indicasse que inúmeras pessoas passavam por ali todos os dias.

A vida era assim, ela analisou. Milhares de pessoas passavam pelo mundo sem deixarem suas marcas, sendo despercebidas pelas pessoas que os rodeavam. Será que com ela também seria assim? Bella não queria ganhar o mundo e nem mudá-lo. Apenas queria poder fazer a diferença na vida de algumas pessoas. Por isso escolhera fazer Escrita Criativa quando fosse a faculdade. Não havia melhor maneira de mudar a vida da pessoa, ou de marcar sua vida, do que as palavras. Até hoje não haviam inventado recurso melhor. Palavras curavam, feriam, instigavam, consolavam... A pena ainda era a melhor arma, pensou.

"Isabella Swan."

Bella seguiu a enfermeira, que realizou todo o procedimento habitual. Checou seu peso, altura, pressão sanguínea, histórico de doenças e, por fim, os sintomas que se apresentavam no momento. A enfermeira saiu da sala, deixando Bella sozinha. Cinco minutos se passaram até que o médico finalmente aparecesse.

"Srta. Swan, sou o Dr. Philip." O médico sorriu. Ele era moreno, alto e bem bonito. Por um momento, Bella se perguntou se beleza era um pré-requisito para ser estudante de medicina, por que sem dúvidas havia muitos homens bonitos nessa profissão.

"Muito prazer." Ela sorriu de volta.

"A que devo o motivo de sua visita?" Ele perguntou amistoso, enquanto sentava-se em sua cadeira.

"Eu não ando me sentindo muito bem." Bella respondeu, fazendo uma careta.

"Enjoos?" Ele concluiu.

"Sim."

"Comeu alguma coisa que poderia estar estragada?"

"Não sei. A última vez que comi fora de casa foi no sábado." Renée poderia não ser uma excelente cozinheira, mas Bella tinha certeza da qualidade de tudo que sua mãe comprava. Nada escapava daqueles olhos treinados.

"Certo." O médico assentiu enquanto anotava em sua ficha. "Ingestão de álcool?"

"Também no sábado." Não haveria para quê mentir. A ingestão de bebida alcoólica por menores era uma realidade que a sociedade preferia pensar que não existia. Era muito mais fácil manter uma lei de aparência hipócrita do que aceitar o fato de que os adolescentes faziam amplo uso do álcool.

"OK." Bella sentiu-se aliviada por não ter que ouvir nenhum sermão. "Teve relações sexuais nos últimos meses?"

"Sim." Ela corou instantaneamente. Ela sabia que ele tinha de fazer aquelas perguntas mas nem por isso eram menos invasivas ou constrangedoras.

"Usou algum tipo de contraceptivo?"

"Pílulas."

"Mais nenhum outro tipo?"

"Não."

"Vou passar uns exames de rotina para descartarmos algumas coisas, está bem?"

"Claro."

Bella foi levada até a sala de exames onde sua urina e sangue seriam colhidos. Desde pequena, odiara agulhas, mas desta vez não havia ninguém para segurar sua mão ou lhe dizer bobagens para lhe distrair. Quando a enfermeira se aproximou com a agulha, Bella fechou os olhos e tentou dominar seus medos.

A espera pelo resultado parecia não ter fim. A enfermeira disse que poderia ir para casa e ligar no dia seguinte para saber do exame, mas a ansiedade não a deixaria dormir naquela noite. Bella só sairia dali com o exame em mãos. Felizmente, o hospital possuía uma cantina razoável.

Quando Bella estava cansada demais de esperar, uma enfermeira veio lhe chamar, levando-a de volta para o consultório médico.

"Então?" Bella perguntou ao avistar o Dr. Philip.

"Acho melhor a senhorita se sentar." Ele disse seriamente. Por um momento Bella achou que ele estivesse brincando, mas logo entendeu que ele falara sério.

"Tem alguma coisa de errado?" Perguntou preocupada. Ela sabia que não possuía os hábitos mais saudáveis do mundo, mas nunca tinha sentido nada além de uma dor de cabeça.

"A senhorita está grávida." O médico respondeu direto.

"O quê?...Mas...como?" Por um momento ela não conseguiu formular uma frase. Embora estivesse desconfiada da gravidez, ouvir as palavras em alto e bom som a deixou em estado de choque. Entre imaginar uma possibilidade e vê-la concretizada havia um abismo emocional muito grande.

"Como a senhorita deve saber, nenhum contraceptivo é infalível. A sua ginecologista não explicou?"

"Ela falou." Bella disse com um suspiro. Mesmo com tanta tecnologia nada era cem por cento seguro.

"Seria bom a senhorita procurar um obstetra para o acompanhamento da gravidez." Dr. Philip sugeriu.

"Obrigada." Bella forçou um sorrio e saiu do consultório, rumo à uma vida que lhe era totalmente desconhecida.

Isabella andava de um lado para outro em seu quarto, sem saber o que fazer. Os cabelos longos estavam desgrenhados de tanto que ela mexia neles. Um hábito que sempre aparecia quando ela estava nervosa.

Pensou em ligar para a melhor amiga, mas sabia que aquilo seria impossível. Alice que agora morava em Nova York estaria ocupada demais para atendê-la naquele horário.

Seus pais, eventualmente, seriam informados da situação. Mas ela precisava desabafar com alguém, antes de ter que ouvir o sermão deles.

Olhou novamente o papel que estava em sua mão.

Positivo.O resultado parecia gritar para ela.

Grávida aos dezessete anos, ela pensou pesarosa. Todos os seus sonhos e planos tinham sido desfeitos por uma única palavra, e não havia nada que ela pudesse fazer. Na verdade, havia. Mas para Bella - como gostava de ser chamada- aborto nunca seria uma opção. Ela só esperava que o pai da criança compartilhasse a mesma idéia.

Os minutos passavam lentamente, e as horas se arrastavam enquanto ela esperava. Conhecendo o namorado com ela conhecia, ela tinha certeza que ele passaria em sua casa já que ela não havia ido à escola.

Quando o relógio marcava dez minutos para as quatro horas, ela ouviu a campainha tocar. Seu coração acelerado, os olhos embaçados e as pernas trêmulas fizeram do caminho do seu quarto até a porta no térreo, um verdadeiro sacrifício.

Assim que abriu a porta, se deparou com o rosto sorridente de Edward. Os cabelos acobreados, meticulosamente bagunçados, emolduravam com perfeição o rosto bonito do rapaz. Os olhos verdes esmeralda davam um charme ainda mais especial a sua aparência. Edward era o garoto mais bonito que Bella já havia visto. E mesmo conhecendo-o desde criança, ele sempre a deslumbrava.

"Oi." Ele cumprimentou, sorridente. Mas o sorriso desapareceu, assim que ele percebeu o estado em que ela estava. "O que aconteceu?"

"Entra." Ela respondeu mordendo o lábio. Outro hábito que denunciava seu nervosismo. "Como foi o seu dia?" Ela perguntou, ignorando a pergunta feita por ele, como também o olhar preocupado que ele lhe lançava.

"Bom." Ele respondeu, ainda analisando seu comportamento. "Recebi minha carta do Instituto de Artes da Califórnia. Eles me aceitaram no programa de verão."

"E quando você começa?" Ela perguntou, sem encará-lo.

"Na próxima semana." Bella não conseguiu conter um soluço ao ouvir a resposta.

Ela já estava conformada com a eminente partida de Edward. Ela tinha certeza que ele conseguiria entrar no programa. Ela por outro lado, teria que esperar três meses para se juntar a ele no Instituto. Mas agora tudo era incerto.

"Bella." Edward sussurrou antes de abraçá-la. Ela que estava contendo as lágrimas até aquele momento, deixou-as cair livremente. "O que aconteceu?"

"Estou grávida." Ela disse num sussurro. Os braços que a circundavam, logo desprenderam-se dela.

"O quê?" Edward perguntou, afastando-se.

"Eu estou grávida." Ela se esforçou para falar de maneira mais firme.

"Você tem certeza?" Ele perguntou, atônito.

"Fui ao hospital hoje pela manhã." Respondeu, não conseguindo olhar diretamente para ele.

"Você desconfiava de uma gravidez e não me falou nada?" Ele elevou a voz.

"Eu não tinha certeza, e não queria te preocupar por nada."Ela se desculpou.

"Preocupar-me por nada? Isso é um bebê, Isabella." Ela estremeceu ao ouvi-lo usar seu nome.

"Eu sei disso. Eu já pedi desculpas."

"Como isso foi acontecer?" Ele passou as mãos no cabelo, agitado.

"Eu não acredito que você está me fazendo essa pergunta."

"Mas nós nos protegemos todas às vezes."

"Nenhum método é cem por cento seguro." Ela falou devagar, como se estivesse explicando para uma criança.

"O que você vai fazer agora?" Edward perguntou, encarando-a.

"Eu? E quanto a você?" Bella sentiu um arrepio percorrendo a sua coluna. Um pressentimento de que aquilo não acabaria bem.

"O que você quer que eu faça? Abandone tudo o que eu planejei, assim, de uma hora para outra?"

"Não é nada diferente do que eu terei de fazer." Ela devolveu.

"Sempre há outra possibilidade." Ele sugeriu, desconfortável.

"Nem ouse mencionar isso." Ela disse com o dedo em riste. Bella já não conseguia conter os tremores que lhe atingiam.

"Acho melhor conversarmos em outra oportunidade." Edward disse se afastando. "Eu preciso pensar no assunto."

"Se você sair por aquela porta, não precisa mais voltar." Ela ameaçou.

Sem hesitar, nem mesmo por um segundo, Edward foi embora. De todos as reações que ela imaginara serem possíveis, aquela nunca havia sido cogitada. Isabella nunca pensou que seu namorado, seu melhor amigo desde a infância, lhe daria as costas com tamanha facilidade.

No fundo ela sempre soube que Edward nunca deixaria nada nem ninguém atrapalhar seus planos futuros. Desde bem pequeno, ele sempre foi muito seguro de si e sempre soube que profissão seguiria quando estivesse mais velho. Durante esse percurso nada o distraía. O seu futuro era a coisa mais importante de sua vida. O único desvio que ele se permitiu foi desistir de Julliard para que Bella o pudesse acompanhar e juntos irem a CalArts. No entanto, os desvios pareciam ter acabado.

Com passos lentos e arrastados, Bella voltou para seu quarto. Sentou-se no chão, deixando as lágrimas caírem incontrolavelmente. Ela estava sozinha, constatou. Pela primeira vez desde que pegara o exame, sentiu medo. O que faria da vida? Como contaria aos pais? Como cuidaria de um bebê sozinha, quando ela mal sabia cuidar de si mesma? O que faria sem o Edward?

Durante anos, Edward esteve ao seu lado. Na verdade, o companheirismo sempre foi recíproco. Ele estava com ela na primeira vez que ela tinha ido ao trem fantasma. Bella ainda conseguia sentir ele segurando sua mão, dando-lhe coragem. Já ela fora a única pessoa que o vira chorar durante o funeral da avó. Ela ainda conseguia sentir as lágrimas dele que molharam sua blusa.

Como apagar todos esses anos? Como deixar tudo isso para trás? Edward sempre fora seu porto seguro, e agora tudo parecia sem sentido. A vida sem ele era um mundo estranho. Diferente. Assustador.

Em dezessete anos, Edward havia sido a pessoa mais constante e presente em sua vida. E agora, de uma hora para outra, ele estava fora.

Como conseguir suportar a crescente dor no peito, que parecia roubar-lhe o ar, impedindo-a de respirar?

As lágrimas tentavam lavar um pouco da dor sentida, mas nada parecia amenizá-la. Bella estava tão absorta, que sequer ouviu quando sua mãe entrou em seu quarto.

"Filha o que aconteceu?" Renée perguntou preocupada. Bella encarou a mãe mas não conseguiu responder. "Bella?" Ela tentou mais uma vez, porém foi em vão.

Renée sentou-se ao lado da filha e a abraçou. Ao lado da filha ela pode encontrar o motivo do choro. Mesmo sem pegar o papel, ela conseguiu ler o que estava escrito: HCG Positivo.

"Vai ficar tudo bem, meu amor." Ela puxou Bella para mais perto, enquanto suas próprias lágrimas começavam a cair.

Reviews

MrSouzaCullen:Oie! Como você está? Espero que melhor :) A gravidez tem tantos sintomas que fica difícil no início desconfiar. Eu acho que essa possessividade que ele tem é devido ao fato deles se conhecerem a vida toda. Ele tem ciúmes da Bella, mas ele também tem todo um cuidado com ela por ter crescido junto com ela. Com relação aos ingressos, se eu não conseguir falar com você mais tarde, eu te mando por email :D

MelCullenMalfoy: Eu não diria exatamente um papel de idiota, mas eu sou suspeita para falar pois eu sempre defendo os meus personagens (Exceto o James nas minhas outras fics!)

HMSanches:Hey, gêmea. Relaxa! Você sabe que eu não me importo com o tempo (se até eu demoro para postar que dirá vocês para ler hehehehhe) Que bom que gostou! :) E caso eu não consiga falar com você até sábado: Uma ótima prova para você! :D

gby00:Concordo com tudo o que você falou. Na verdade, até mesmo certos livros (aqueles de bancas de jornais) quando ele tem essa questão de gravidez, o homem pressiona para casar e a mulher "pelo bem do filho" aceita. Eu sou completamente contra esse pensamento. Edward ganhar a confiança e o amor da Cathy é uma coisa, reconquistar Bella é outra bem diferente.

Amy:LOL Mas você gosta de um barracon, hein? :D Olha, eu sempre disse que nunca faria Tanya boazinha e que nunca colocaria Jake e Bella como um casal. Nessa fic eu estou pagando a minha língua em todos os sentidos .

Lorena: Owwwn que fofa hehehehe :) Espero que tenha matado as saudades já.

Janice:Eu não sei como a minha ansiedade em escrever suporta esperar tanto tempo. Eu não sei se já cheguei a mencionar, mas ano passado eu trabalhava em um local que me tomava o tempo todo, eu só trabalhava e dormia. Literalmente! Um belo dia, eu fui parar no hospital com uma enxaqueca ferrada. Motivo? Estresse/ansiedade. E tudo isso pq eu queria acabar o capítulo de uma fic e não conseguia de jeito nenhum, aí eu ficava nervosa com aquilo. Bizarro, eu sei.

BruxinhaPotterWeasley:Hello! Você se chama Renata? Que legal! Você tem um lindo nome (nem sou suspeita para falar...) Fico imensamente feliz que esteja gostando da história.

JanaMi:Só digo uma coisa: Imagina Alice e Edward frente a frente daqui a uns anos LOL