A Segunda Parte
02 de maio de 1818
"Eu sei, Isabella, querida, que você não está acostumada a esses horários, mas você tinha que bocejar com tanta frequência?"
Ela o olhou nos olhos e bocejou novamente. "Pai. Eu acredito que detectei um raio do horizonte. Indicando o nascer do sol." Seu pai riu e Isabella sabia que ela tinha atingido o humor adequado para ele. Eles saíram da sua carruagem e subiram os degraus para a sua casa alugada. "Talvez, quando eu já estiver acostumada com as formas e maneiras da Cidade, eu não o envergonharei".
"Você não fez nada do tipo, minha querida." Ele cobriu a mão dela com a sua própria quando eles pararam no hall de entrada da moradia.
Piso de mármore sob seus pés deslizantes. Flores murchas em pequenas urnas. As velas nas arandelas estavam queimando baixas, e os servos pareciam abatidos sobre os olhos. Interiormente, Isabella fez uma careta de pena por eles. "Bem, eu vou bocejar sozinha agora, pai. Mallory está esperando, eu tenho certeza, para me colocar rapidamente fora do alcance de novas perturbações faciais".
"Por Deus, mas você será uma bela captura para um homem, Isabella." Seu pai disse com um tipo explosivo de risadas. "Eu sei que não tem sido fácil, tendo que assistir suas irmãs irem para a Cidade ano após ano, mas você certamente melhorou-se esplendidamente enquanto esteve no campo".
Isabella bocejou novamente. Imensamente. "Por que eu deveria casar, pai? Depois de tantos anos sendo solteira, eu aprendi a gostar disso. Eu não acho que jamais devo casar".
Ela se virou então, e caminhou cautelosamente até as escadas, deixando seu pai cuspindo um protesto atrás dela. "Eu preciso descansar, pai. Nós não podemos falar sobre isso amanhã?"
~ O ~
05 de maio de 1818
Mickey, o tigre, acenou com a cabeça na direção da casa Swan. "Estive observando para você, Sr. Cullen. Muitas carruagens tem entrado e saído. Algumas delas até mesmo com crista. Pérolas, talvez".
Edward atirou para o menino um xelim e subiu em sua carruagem. Mickey jogou as rédeas do seu alazão para ele e subiu na parte de trás. Era início da tarde, com uma brisa refrescante e muitos londrinos fora e prestes a tomar um ar ao sol. Deliberadamente, Edward dirigiu ao lado da casa Swan. Ele diminuiu a velocidade para ver um senhor sair, batendo com o chapéu alegremente em cima de uma cabeça de cachos loiros inquietos. Era Newton, do White?
Ridículo.
A aposta de fato tinha sido colocada no Livro White, e essa era provavelmente uma das razões para que tantas visitas estivessem sendo feitas neste endereço. Conduzindo, Edward concluiu que era sua própria culpa. Se ele não tivesse se sentido obrigado a ir para o White na outra noite, não haveria uma horda de pré-candidatos zumbindo sobre esse lugar agora.
Por que isso importa, afinal? Ele se perguntou. Além da sua curiosidade em saber como o dinheiro do seu amigo estava sendo gasto, ele não tinha possível ligação com a família. Nenhuma. Ainda assim, ele permitia que sua mente se distraísse com muita frequência...
"Sr. Cullen? Queira prestar atenção à estrada, senhor! Você não está dirigindo de forma regular".
O humor alarmado na voz do rapaz chamou Edward de volta para o negócio em mãos e ele tomou seus cavalos com firmeza na mão por todo o caminho até o banco. Ele tinha uma reunião a respeito de suas próprias finanças, então ele foi. Ponderar sobre as finanças de uma jovem mulher a quem ele mal havia sido apresentado era um desperdício de tempo e recursos. Marc lhe ensinara melhor do que isso.
~ O ~
"Não, eu não ficarei. Eles vão embora, eu estou indo." Isabella insistiu para sua criada. Ela apontou para uma luva de pelica e Mallory escolheu o chapéu que a acompanhava. Forrado em algodão prímula bem tecido, era frio, mas daria à sua patroa sombra suficiente para impedir que o nariz ficasse muito bronzeado. A cor combinava com o vestido de caminhada da Senhorita Swan perfeitamente. Na verdade, ela parecia uma flor de primavera. Não que Mallory diria isso; isso perturbaria sua patroa. Ela se contentou com sorrir alegremente para a imagem criada por suas próprias mãos.
"Venha, então, Mallory. Você está pronta, não é?" Uma vez em segurança para fora da casa e na carruagem a caminho do Hyde Park, Isabella relaxou. "Eu sinto muito, Mallory. Eu não deveria ter sido tão abrupta. Mas eu tinha que sair de lá." Ela respirou fundo e observou as pessoas enquanto seu cocheiro manobrava através de Mayfair para Hyde Park. O ar fresco não era tão fresco como seria em casa, mas era muito preferível ao cheiro de casacos de lã e graxa de bota que havia permeado sua sala de estar a tarde toda. Em vez disso, havia algum cheiro do verde para o ar, a dica, também, de folhas sopradas pela brisa. Pequenos cachorros e crianças pequenas adicionavam sua presença à cena aberta e agradável enquanto a carruagem parava devagar perto de um portão.
"Bem, senhorita? Para onde você gostaria de dirigir?"
"Para nenhum lugar." Isabella decidiu. "Eu vou a pé".
Era ótimo decidir fazer alguma coisa e simplesmente fazer isso. Nem Greene, às rédeas, nem Mallory, tinham autoridade para negar a ela. "Eu estarei de volta dentro de meia hora." Ela disse à sua criada. "Então você pode dirigir por aí, se desejar. Eu só quero ficar sozinha por um tempo".
"Senhorita! Nós não estamos no campo." Mallory sussurrou asperamente. "Você não está na mansão e-"
"E o quê? Eu serei abordada sobre os caminhos a pé, rodeada por uma centena de londrinos?"
O rubor de Mallory era visível mesmo sob a luz brilhante da tarde. Isabella balançou a cabeça. "Eu aprecio sua preocupação. Mas, realmente, eu ficarei bem".
Sozinha! Ela estava sozinha e andando e não obrigada a falar com ninguém... exceto as pessoas a quem ela tinha sido previamente apresentada. Sra. Stanley, por exemplo. A Honorável Senhorita Higgenbotham, por outro. Os irmãos Mark se aproximaram, curvando-se junto como os gêmeos que eram. "Venha, Senhorita Swan, nós insistimos que você ande conosco." Eles estavam dizendo quando-
"Não, eu receio que a Senhorita Swan estará andando comigo." Disse uma voz familiar da qual Isabella não sabia que se lembraria.
"Sr. Cullen." Isabella ofegou, surpresa e sem razão satisfeita de vê-lo. "Eu não esperava que você... tão cedo." Ela disse, tentando recuperar seu equilíbrio sobre o salto inexplicável do seu batimento cardíaco. Que extraordinário que ela ficasse encantada de ver o cavalheiro que tinha fofocado sobre suas irmãs. Ainda assim, ela viu o humor nos olhos verdes, a qualidade amarrotada do cabelo sob o chapéu marrom brilhante, e a mão acenando e ela deu-lhe a sua, sem questionar. "Obrigada".
"Senhorita Swan." Os irmãos Mark protestaram em uníssono.
Sr. Cullen lançou a ela uma pergunta; ela balançou a cabeça. Ele assentiu e, para os irmãos Mark, disse, "O Livro ainda está aberto no White, vocês sabem. Talvez vocês possam ajustar suas apostas?"
Tal declaração aparente pegou Isabella completamente de surpresa enquanto o Sr. Cullen batia as rédeas contra os seus cavalos. Não havia tempo para perguntar, no entanto, sobre a retirada barulhenta que se seguiu à sua despedida e o ajuste ao andar em bairros próximos com o único homem que ela não tinha achado complicado desde a sua chegada na Cidade. Ela apenas olhou para ele, à espera de uma explicação.
Ele não forneceu uma. Em vez disso, ele disse, "Senhorita Swan! Eu não me atrevi a sonhar que eu teria a honra de conduzi-la pelo Hyde Park. Obrigado por me permitir salvá-la." Seu tom era brincalhão, e o olhar que ele deslizou para ela foi aceso com diversão também.
O sorriso dela foi involuntário. "Eu não tinha me considerado em necessidade de ser resgatada, mas eu agradeço".
Escovando uma folha levada pelo vento do tecido marrom superfino do seu casaco, ele apertou seus lábios. "Oh, você precisava ser resgatada, Senhorita Swan. Confie em mim, um habitante de White. Você precisava ser resgatada".
Ele estava prestes a passar por uma carruagem familiar, mas ambos ouviram, "Senhorita Swan"
"Pare, por favor." Isabella pediu. "É a minha criada." Ela sentiu sua pele esquentar com algum embaraço por estar nesta situação.
Ele bateu-lhe suavemente no braço. "Por favor, Senhorita Swan, não me abandone tão cedo".
Depois de um olhar interrogativo, ela apenas se virou para Mallory. "Este é o Sr. Cullen, nosso vizinho. Talvez você se lembre de vê-lo no casamento?"
Os olhos de Mallory estreitaram um pouco. "Sim, senhorita. Você o apresentou ao seu pai".
"Por favor, permita-me levar a Senhorita Swan para casa, se você permitir?" O Sr. Cullen interrompeu. "A multidão em sua porta tem sido bastante intimidante e eu tinha a intenção de passar tempo para conhecer sua patroa melhor".
"Sr. Cullen!" Isabella não sabia se ficava divertida ou ultrajada com a sua presunção pura.
Mallory lançou ao homem um olhar, mas não se dignou a responder-lhe. Isabella levantou uma mão. "De verdade, Mallory, ficará tudo bem. Meu pai pode até ficar satisfeito. Eu não sofrerei danos com o Sr. Cullen".
Ela podia sentir uma sensação de tensão estranha vindo daquele cavalheiro, mas ignorou-a enquanto sua carruagem puxava para a frente, além da carruagem dela. Ele tocou seu chapéu para ela. "Obrigado, Senhorita Swan. Agradeço a sua fé em mim. Eu gostaria de dirigir mais uma vez em torno do Parque, se você não achar isso desagradável, e então eu ficarei feliz em levá-la para casa".
"Está me sendo dada uma escolha?" Ela finalmente conseguiu perguntar.
O olhar que ele deu a ela foi espantoso. "Claro! Se você deseja retornar imediatamente, nós certamente podemos fazer isso." Ele até começou a buscar um caminho fora da avenida que levaria a um dos portões exteriores.
Ela o olhou de sob a sombra da aba do seu chapéu. Ele estava falando sério? Sim, ele parecia estar - tanto que até mesmo sua brincadeira volumosa foi silenciada. Seu maxilar estava definido como se ele estivesse pensando muito sobre algo. Suas mãos estavam relaxadas nas rédeas. Na verdade, ele parecia ser um homem que não tinha nada para provar a ninguém.
Pouco antes de ele fazer a curva final que os levaria para fora do parque, porém, ela colocou a mão no braço dele. "Não. Vamos dar aquela volta pelo Parque, Sr. Cullen. Eu tenho algumas perguntas para você".
Um sorriso - era triunfante? Isso importava? – colocou uma covinha em uma das suas bochechas quando ele se virou para seguir suas direções. "Pergunte, Senhorita Swan".
Despreparada para um semblante tão aberto e fácil aceitação, ela teve que organizar seus pensamentos. Enquanto ela fazia isso, eles passaram sob um grande carvalho que temporariamente esfriou a carruagem aberta. O Sr. Cullen até diminuiu os cavalos enquanto eles dirigiam sob os ramos estendidos, com folhagem cheia.
"E então?" Ele perguntou quando ela atrasou.
As perguntas foram conectadas. "O que é o Livro no White e que aposta os irmãos Mark podem precisar ajustar?"
Ela observou, obscuramente fascinada quando um vermelho profundo se arrastou da sua gola alta para suas bochechas. "Você não esteve na Cidade por muito tempo, Senhorita Swan?"
"Nem bem uma semana, Sr. Cullen".
"Então você ainda não está ciente, eu suponho, dos desvios dos homens locais sobre a cidade".
"Aparentemente não. Eu deveria estar?"
Ele na verdade fez uma careta, mas manteve os olhos na pista diante deles, o melhor para esquivar-se do vadio cão fugitivo e único cavaleiro. "Provavelmente não, Senhorita Swan. Mas o Livro é um, bem, uma coleção de apostas".
"Apostas? Em corrida, ou algo assim?" Ela virou-se ligeiramente em seu assento para ter uma visão melhor do seu companheiro, pois ele parecia estar diligentemente evitando olhar para ela enquanto dirigia seu par correspondente de éguas castanhas.
"Sim... Os senhores na White apostam em muitas coisas. Alguns são corridas, mas outras coisas," ele acrescentou com um sorriso, "são completamente frívolas".
E corridas nãosão frívolas? Isabella se perguntou, seus olhos traçando a linha do maxilar do Sr. Cullen, uma vez que relaxou com o seu humor fácil retornando. Ela sentiu-se relaxar também, só porque ele parecia estar fazendo isso. Extraordinário. "Então, há um grande volume no White onde os senhores registram suas apostas. O que isso tem a ver com os irmãos Mark?"
O Sr. Cullen franziu os lábios antes de dizer, "Permita-me, se você permitir, Senhorita Swan, parar no próximo ponto obscuro que nos depararmos, para que eu possa melhor dar-lhe a minha atenção".
~ O ~
Agora,Edward, simplesmente mantenha seu pé forada sua boca, ele advertiu a si mesmo. Depois de se certificar que os cavalos estavam satisfeitos, ele se virou para encontrar o olhar honesto e constante da Senhorita Swan. Com um sorriso pensativo, ele desistiu de manter o pé fora da sua boca. Não aconteceria. Não com ela obrigando-o à inteira veracidade.
Muitas senhoras não seriam capazes de sentar-se em tal silêncio. Senhorita Swan não era burra, mas era como se ela estivesse aprendendo o que podia, sem recorrer a instigá-lo. A maioria das senhoras que ele conheceu em suas viagens necessitavam de discurso. Som. Córregos sem sentido de conversa que enchiam momentos de calma, mas não significavam nada. Elas estariam o provocando. Dizendo-lhe que hábil motorista ele era. Oh, ele não conhecia as senhoras de Londres, talvez, mas ele conhecia as senhoras da Sociedade em outros lugares. Elas eram todas iguais.
Ele não sabia como começar, no entanto. Aqui. Com ela.
Ela ajudou, com essa ligeira elevação da sua testa sob a aba do seu chapéu. "E então?"
"Os casamentos das suas irmãs foram famosos no White, Senhorita Swan." Ela assentiu sem comentar. Ele continuou. "E, como você é a única filha Swan solteira, presume-se que você tem um acordo tão grande quanto suas irmãs".
"E isso é sobre o que é especulado?"
"Sim, eu receio que sim. E vendo como os casamentos das suas irmãs foram tão, ah, rápidos, a conjectura é que o seu seguirá em breve".
"Sério?" O olhar da Senhorita Swan nunca vacilou e ele não disciplinou-se para evitá-lo. "E isso é de conhecimento comum no White?"
Embora o calor corasse suas bochechas, ali, na sombra dos galhos pendendo, Edward reconheceu que esse seria o caso. "Eu peço desculpas por qualquer parte que eu tive nisso." Ele acrescentou.
"Você?" Inesperadamente, ela sorriu um pouco. Um pouco cínico nos cantos dos lábios, mas um sorriso era um sorriso. "Que parte foi isso, Sr. Cullen?"
Rédeas ainda presas em uma das mãos, Edward deixou cair seu foco para elas, reorganizando as várias tiras. "Eu, ah, disse-lhes que tinha visto você, Senhorita Swan." Levou algum esforço para ele impedir seus olhos de traçarem as linhas das pernas dela, já que elas estavam delineadas pelo tecido amarelo-claro do seu vestido, no entanto, enquanto discutia esse tema.
A diversão dela, novamente, foi inesperada. Ela riu, e ele foi obrigado a encará-la novamente. "Seu relatório deve ter sido inesperadamente amável, Sr. Cullen. Eu tenho sido assediada por pretendentes".
~ O ~
Isabella olhou através do Sr. Cullen em direção ao espaço aberto gramado entre dois caminhos a pé nas proximidades. "Meu pai," ela passou a dizer ao seu companheiro, "tem estado menos do que satisfeito".
Ela ficou surpresa quando ele pegou a mão dela na sua. "Se eu causei a você algum alarme desnecessário, Senhorita Swan, eu imploro seu perdão".
"Nem um pouco." Ela disse imediatamente. "O sofrimento é inteiramente do meu pai." Pode ter sido inadequado, mas ela não era uma menininha da escola. Não mais. Não, ela permitiu que o Sr. Cullen segurasse sua mão, ali mesmo em plena luz do dia, onde qualquer um poderia ver.
Ele estava obviamente intrigado. "Do seu pai? Como assim?"
De algum lugar, alegria subiu à superfície. "Eu informei a ele que eu não tenho nenhuma intenção de me casar com ninguém, Sr. Cullen. Você pode fazer uma aposta nisso no Livro do White, se você estiver tão inclinado. Mas, por agora, por favor, leve-me para casa".
"Isabella - Er, Senhorita Swan!" Ele não perdeu tempo desembaraçando os dedos dos dela, ela notou, quando ele se virou para exortar as éguas para fora da sombra e sobre a pista. "Eu gostaria de pedir-lhe que reconsidere." Ele começou de forma apressada, quase sem fôlego. "Se minhas observações desagradáveis e inoportunas, ah, descrições de cortesia chegaram tão longe de erradas, eu devo me esforçar para tornar tudo certo de qualquer maneira possível, Senhorita Swan. Eu tornarei".
Eles voltaram para a avenida mais larga e o Sr. Cullen dirigiu na direção do portão. Ela respirou fundo, tentando encontrar os aromas agradáveis que tanto a encantaram mais cedo. "Eu acho," ela pensou em voz alta, "acho que eu devo voltar para casa".
O olhar dele no rosto dela era tangível. "É para onde eu a estou levando agora, Senhorita Swan. Casa".
"Não, a casa de Lincolnshire. Eu não pertenço a este lugar".
"Mas você acabou de chegar!" Ele protestou, escapando para a rua principal e deixando Hyde Park atrás deles.
"Como você saberia?" Ela se virou para olhar para ele enquanto ele dirigia. "E, por falar nisso, Sr. Cullen, como você chegou a saber sobre as minhas irmãs? E o dinheiro deixado para o meu pai pelo seu tio? E por que você esteve me seguindo?" Por que é isso o que de repente parecia para ela. Este homem, desconhecido para ela antes do casamento, tinha aparecido do nada, ainda que ele conhecesse sua família, sua situação financeira, e ele ainda alugou uma casa apenas a algumas portas da casa que seu pai tinha alugado para a estação. Ele passava pela casa dela com frequência suficiente para que ela o tivesse notado antes mesmo do casamento. O suficiente para que ela viesse a procurar por ele da janela da sala de estar antes e depois. "Você," ela continuou quando o pensamento lhe ocorreu, "se colocou no referido Livro do qual você estava se referindo no White? Os irmãos Mark estavam insinuando..." A boca dela se abriu e fechou em rápida sucessão. "Você pensou em seguir Benjamin Cheney e Jasper Whitlock?"
"Quem?"
"Eu disse a você que eu não me casarei. Então, se você estiver a procura de se casar com uma súbita fortuna, Sr. Cullen, você terá que encontrar para si outra mulher crédula".
"Você me entendeu totalmente errado, Senhorita Swan." Ele cuspiu. Ela olhou para ele e viu que sua pele era branca sob o seu terno.
Ela ficou alarmada com a sua súbita palidez, mas não deu nenhum sinal. Ela ainda não sabia o que pensar. "Eu entendi?"
Os lábios dele se firmaram e sua espinha endireitou. Sua cor voltou. "Você entendeu. Eu terei que simplesmente descobrir como provar isso para você".
O resto da viagem foi desconfortavelmente silenciosa. O Sr. Cullen a ajudou a descer da carruagem e a acompanhou para a porta. "Senhorita Swan..." Ele começou, tirando o chapéu antes que ela entrasse. "Se eu puder algum dia ser de qualquer serviço para você, para corrigir esta situação, eu estou à sua disposição".
Com a mais básica das reverências, Isabella passou rapidamente por ele e para o hall de entrada. Lá dentro, ela estava tremendo com uma gama de sentimentos aos quais ela não poderia colocar nenhum nome.
19 de maio de 1818
"Não, senhorita. Eu não vou." Mallory sussurrou para ela na escada escura. "Sr. Swan deixou instruções".
Isabella apertou sua mandíbula. "Ele fez isso? Então eu mesma falarei com Greene. Talvez ele faça o que eu peço".
O relógio abaixo soou três vezes. Mallory esperou o som morrer antes de protestar novamente. "Senhorita Isabella. Seu pai deu instruções de que você não deveria voltar a Lincolnshire".
"Eu não ficarei aqui para ser especulada e cortejada por algo tão completamente desconectado comigo como esta ridícula fortuna." Isabella sussurrou, tentando não ser excessivamente alta. Isso era intolerável. Nas duas semanas desde sua conversa com Edward Cullen, Isabella tinha tentado, sem sucesso, repelir pretendentes. Infelizmente, mesmo em seu comportamento mais taciturno, ela foi elogiada e cortejada e convidada para sair, passear de carruagem e ir ao teatro com uma "grande festa de família". Convites que ela havia rejeitado. Seu pai tinha feito tudo ao seu alcance, mas ele ainda não tinha recorrido a fazê-la sair de casa contra a sua vontade.
Então, ela tinha ficado dentro de casa. Fazendo bordado ao lado da janela da sala. Ela não estava, ela se lembrava de hora em hora, procurando por Edward. Sr.Cullen. Claro que não. Ele nunca tinha retornado, de qualquer maneira, então ela tinha quase certeza que estivera correta sobre as motivações dele. Sem dúvida, ele tinha vindo preparado para fazê-la fugir de casa para uma vida que ele tinha criado debaixo dos seus pés, sem seu conhecimento ou consentimento.
Tudo o que ela queria, na verdade, era deixar Londres atrás dela para sempre e definhar em Lincolnshire. Ela era uma mulher rica em seu próprio direito, agora. Ela poderia ficar com seu pai, cuidar da casa para ele, e então... quando ele tivesse morrido, como todos os mortais... ela seria a dona da mansão e completamente independente.
Isso era possível. Quase respeitável, mesmo. E se a perspectiva fosse de aparência um pouco solitária, e daí? Desde que sua mãe faleceu, toda a sua vida havia sido solitária.
"Eu mesma pedirei a Greene." Isabella disse à sua criada. Impotente, a outra mulher se afastou e observou sua patroa subir ao andar superior, onde o cocheiro dormia. Quem sabia como ele reagiria a tal intrusão?
Isabella sentiu a diferença imediatamente, no piso superior. O teto era muito baixo sobre a sua cabeça e as portas eram muito mais próximas aqui. De repente, ela estava confusa. Greene estava abrigado em uma câmara solitária, ou ele compartilhava? E o quanto seria ruim, realmente, acordá-lo?
Bem,eu não sabereise eu nãotentar. Ela bateu na porta. Duas vezes. Eventualmente, alguém estava xingando atrás da porta e Isabella sentiu um sorriso involuntário no rosto antes de se repreender.
"O quê?" Exigiu um rosto sombrio na fresta da porta aberta.
"É Isabella Swan. Eu gostaria de falar com Greene".
A palavra que saiu da boca do homem não era algo que Isabella se lembrava de ter ouvido. Isso a fez querer rir, mas ela conseguiu não rir enquanto o homem oferecia-lhe um pedido de desculpas e se afastava, deixando a porta abrir.
"Senhorita Isabella? Hum, Senhorita Swan?" Greene disse asperamente. Ele era, à luz da lua quase cheia que vinha através da pequena janela, uma forma pálida contra um cobertor escuro. Ele o puxou em torno de si mesmo quando andou até a porta estreita. "O que é, senhorita? O mestre está bem? Alguém doente?"
"Não, Greene. Eu só queria pedir-lhe para se aprontar para me levar para casa. De volta para Lincolnshire".
O homem se afastou, abanando a cabeça quase violentamente. "Não, senhorita. Eu não posso fazer isso. Sr. Swan me mandaria embora sem nem piscar se eu ousasse tirá-la de Mayfair".
"Mas-"
Ele chegou perto novamente, acenando para o homem com quem ele compartilhava o quarto para voltar para a cama. "Eu sinto muito, senhorita. Sinto mesmo. Mas eu não posso".
Frustrada, mas mais determinada do que ela tinha estado, Isabella aceitou sua resposta e deixou o andar para voltar para o seu quarto. Recusando a ajuda da sua criada, ela enviou Mallory para fora. Em seguida, ela puxou seus fundos disponíveis de alguns lugares diversos em que os tinha escondido e os colocou em uma bolsa. Não era uma fortuna, sem dúvida, mas devia ser o suficiente para chegar em casa.
Tempo. Ela precisaria de tempo. Bem. Era uma tolice, mas o velho truque do "gorro de dormir recheado e trouxa de roupa debaixo das cobertas" deve funcionar. Então, por algumas horas, pelo menos, Mallory provavelmente acharia que ela estava dormindo (já que ela tinha ficado acordada até muito tarde) e isso daria a ela, Isabella, tempo para estar na estrada a uns 145 quilômetros para Lincolnshire. E mais 16 quilômetros na parte ocidental do campo e ela estaria em casa.
Algumas coisas enroladas em uma pequena sacola de trabalho e ela deslizou para fora do seu quarto. Apenas por volta de 03hs30min. Fora da porta da frente, fechando-a silenciosamente atrás dela. Por enquanto, tudo bem.
Green Street era um bairro bom o suficiente para que ela não tivesse medo, realmente, de ladrões de carteiras na curta caminhada pelas poucas portas e rua de paralelepípedos que separavam sua porta da dele. Na qual ela insistiria para que o Sr. Edward Cullen cumprisse sua promessa a ela levando-a para fora de Londres!
Nota:
Edward acabou se comprometendo com a informação que passou para Bella, não acham? E será que essa "fuga" dela será bem sucedida?
Obrigada a todas as pessoas que estão acompanhando essa história.
Até o próximo cap.
Bjs,
Ju
