Oi meus amores! Tudo certinho?

Postando mais um cap. em forma de agradecimento pelo imenso carinho de vcs;

Agradecendo:

Ana Carol; obrigada pela atenção e pelo carinho. Estava com saudades tbm flor. beijos

Neri de Paula; oi querida, bom te ver aqui outra vez. É boa mesmo. beiijos

Cheiva minha linda, vc que é uma querida. Sempre presente e com msgens lindas fazendo a minha alegria. Te adoro GAROTA. beijos

Shirley(fiscalgarcia); Obrigada baby, bem vinda. Fico super feliz que esteja gostando. Espero não te decepcionar. beijos

Barbara; felicidade tbm me define ao ver comentários tão carinhosos como o seu. Obrigada flor. beijos

Anônima; obrigada e bem vinda.

Cristina; oi linda, fico feliz que tenha gostado. Obrigada. beijo grande

Grazi; oi menina, é ótima sim. Bom te ver por aqui. Obrigada. beijos

Esther; Obrigada querida. Bem vinda. beijos

Caio meu anjo, obrigada, obrigada e obrigada. Vc é um fofo. Senti sua falta. Bem vindo de volta. beijo grande lindo.

Beth querida, bem vinda. Obrigada flor. Ta aqui o capítulo, divirta-se baby. beijos

Kjessica; oi baby. Agora ele vai começar e mostrar as garrinhas. Obrigada. Beijo grande querida.

Beijo grande e obrigada a todas que estão acompanhando a estória.

Sem mais, vamos a leitura.

Isabella deixou o escritório, mordendo o lábio inferior para suprimir um sorriso. Era óbvio que Edward se preparara para lhe passar um sermão infindável sobre não deverem repetir o que haviam feito no dia anterior. Nada que não estivesse esperando, por isso se preparara para cortá-lo, antes de ele começar. Ela se congratulou em silêncio pela forma como lidara com a situação. Era provável que Edward ainda se encontrasse desequilibrado, tentando entender o que acabara de acontecer. Aproximou-se da mesa de Sue e perguntou educadamente se a secretária teria recebido algum fax endereçado a ela. Sue pegou uma pilha de papéis em um canto da mesa e sorriu para Isabella.

Ele lhe contou sobre a festa?

Isabella pegou o contrato de locação e franziu a testa.

Não. Edward não mencionou festa alguma.

Naquele instante, ele enfiou a cabeça pelo vão da porta entreaberta.

Bella, esqueci-me de lhe dizer que planejei um coquetel para quinta-feira, e gostaria que você comparecesse. Às 19 horas em minha cobertura. Sue providenciará para que um carro vá buscá-la no hotel.

Antes que ela pudesse responder, Edward tornou a entrar, e fechou a porta.

Bem, agora ele mencionou – disse Sue, divertida. – Suponho que também não tenha lhe informado qual será a ocasião.

Isabella girou outra vez na direção da mulher mais velha, as linhas que lhe vincavam a testa se aprofundando.

Por que tenho a impressão de que estão me preparando uma armadilha?

Porque estão? – retrucou Sue, animada. Isabella se sentou na cadeira ao lado da mesa de Sue.

Conte-me.

A secretária ergueu uma folha de papel e a empurrou na direção dela.

Não me pediram segredo quanto a isto, portanto não estou traindo a confiança de ninguém. Além do mais, se eu estivesse sendo convidada para uma festa em que meu futuro marido estaria presente, gostaria ao menos de ter a chance de escolher um vestido deslumbrante para a ocasião. Isabella ergueu o papel, leu o conteúdo e voltou um olhar atônito a Sue.

Marido?

As sobrancelhas da secretária se ergueram.

O sr. Cullen não lhe contou que estava procurando um marido para você? Pensei que ele tivesse mencionado isso pelo menos uma vez.

Sim, ele mencionou superficialmente. Ontem mesmo. Edward já encontrou alguém? – Isabella tentou afastar da voz o horror que sentia, mas não estava muito certa de haver conseguido, a julgar pela expressão compassiva no olhar de Sue. Não se opusera à ideia porque achara que Edward não falava sério. E, mesmo se falasse, Bella achou que lhe restava muito tempo até que ele cumprisse o prometido.

Talvez ele esteja com pressa para poder se concentrar no próprio casamento – acrescentou a secretária em um tom de voz tranquilizador.

O quê?!

Ele também não falou sobre isso? – indagou Sue, cautelosa. – Bem, então, para todos os efeitos, você não ouviu de minha boca.

Isabella se inclinou para a frente.

Conte-me – pediu, ansiosa. – Ele vai mesmo se casar? Está noivo?

Sue pareceu confusa por um instante, mas a compreensão lhe suavizou a expressão.

Oh, querida! – Ofegou, erguendo-se em seguida, e contornando a mesa até onde Isabella se encontrava sentada com as costas rígidas e as mãos unidas com força no colo. E sussurrou: – O que acha de irmos até a sala de reuniões? Isabella permitiu que a secretária a guiasse até a outra sala e trancasse a porta. – Sente-se. – Sue apontou uma cadeira. Entorpecida, Isabella obedeceu, e a mulher mais velha se acomodou ao seu lado. – Agora, conte-me, há quanto tempo sente essa empolgação por Edward?

Empolgação? – perguntou Isabella com partes iguais de divertimento e devastação. – Empolgação é um sentimento superficial e passageiro. Eu o amo desde minha adolescência. Naquela ocasião até poderia ser considerada uma empolgação, mas agora?

Sue fez um gesto negativo com a cabeça e lhe deu palmadas leves na mão.

Edward está determinado a apresentá-la a rapazes com potencial para serem bons maridos. Ele tem um acordo com a família Gianopolous para se casar com a filha deles, Alice. Ela e a mãe chegarão a Nova York em menos de uma semana. Detestaria vê-la… sofrer, querida. Talvez a melhor coisa a fazer seja se concentrar nos homens que Edward tem em mente para você. Essa fascinação pelo sr. Cullen só pode terminar em decepção.

Isabella sabia que Sue tinha boas intenções, mas a secretária de Edward também não fazia ideia da profundidade de seus sentimentos e de sua determinação. Ainda assim, o pensamento de Edward estar noivo, de ter um compromisso com outra mulher… Fechou os olhos contra a repentina pontada de dor que a invadiu. Não era de se estranhar que ele tivesse ficado tão transtornado com o beijo que trocaram no dia anterior.

Quando será o casamento? – perguntou ela com voz suave.

Bem, antes ele terá de fazer o pedido, mas pelo que entendi será mera formalidade. O sr. Cullen não quer um noivado longo, então acredito que seja durante o próximo outono.

Então ele ainda não fez o pedido de casamento? Uma sensação de alívio se derramou sobre Isabella. Se Edward não fizera o pedido, então havia tempo para garantir que ele não o fizesse. Sue franziu a testa.

Não estou gostando deste olhar.

Isabella tomou as mãos da secretária.

Tem de me ajudar, Sue. Edward cometerá um grande erro. Preciso fazê-lo ver isso. Sue negou com um gesto veemente de cabeça.

Oh, não. Não me envolverei nisso. Edward fez sua escolha, e tenho como filosofia não me envolver na vida pessoal dos meus chefes. Você está sozinha nessa empreitada.

soltou as mãos de Sue e suspirou.

Você me agradecerá quando ele for um homem mais feliz.

Sue ficou de pé e a observou com certa reserva.

Não se engane, Isabella. Nenhum homem vale a perda de seu respeito próprio. Se sua mãe fosse viva, na certa lhe diria a mesma coisa.

Minha mãe amava meu pai loucamente – disse Isabella com voz suave. – E era correspondida. Ambos queriam que eu fosse feliz. Ficariam felizes em me casar com o homem que eu amasse.

Então, desejo-lhe boa sorte.

Isabella esboçou um sorriso, embora forçado.

Obrigada.

As duas deixaram a sala de reuniões, e Isabella se apressou em assinar o contrato de locação, antes de devolvê-lo à secretária.

Peça para ele ler e, se não tiver nenhuma objeção, me enviar de volta, está bem?

E a compra dos móveis? Para quando quer marcar? Isabella negou com a cabeça.

Irei sozinha. Quando é mesmo esse coquetel?

Na noite de quinta-feira. Às 19 horas. Isabella anuiu com um gesto lento de cabeça.

Está bem. Estarei lá. Em seguida, girou para se retirar do escritório, com a mente em turbilhão pelo choque inesperado que tivera ao saber do noivado iminente de Edward. Pegou o telefone celular e digitou o número de Victória.

Oi, sou eu: Isabella – disse quando a amiga atendeu. – Está ocupada? Preciso encontrá-la. É urgente.

ISSO É um desastre! – gemeu Isabella, deixando-se afundar no sofá de Victória. A amiga se sentou ao seu lado, a preocupação lhe distorcendo os belos traços.

Você não desistiu, não é? Ele ainda nem fez o pedido de casamento.

Ainda. Esse é o problema – respondeu Isabella, desanimada. – Ainda significa que ele tem total intenção de fazê-lo. Portanto, para todos os efeitos, Edward está noivo.

Ela pode não aceitar – argumentou Victória.

Isabella lhe dirigiu um olhar incrédulo.

Você diria "não" a Edward Cullen?

Bem… não.

Nem ela dirá. –

Isabella suspirou. Em seguida, fixou o olhar no teto, se esforçando para esboçar um plano.

Essa mulher é sem dúvida uma boa jovem grega de uma boa família grega. Na certa tem uma linhagem impecável. O pai há de ter rios de dinheiro, e ela haveria de preferir tomar ácido de bateria a contestar um desejo dos pais.

Que mulher excitante, não acha?

Isabella soltou uma risada, antes de fixar o olhar outra vez na amiga.

Não estou sendo muito gentil. Ela deve ser adorável.

Agora a está fazendo parecer um poodle. – Victória riu, divertida.

Isabella cobriu o rosto com as mãos e tentou não deixar que o pânico a dominasse. Ou o desespero.

Oh, querida… – Victória a envolveu nos braços. – Isso não muda nada. É verdade. Precisa apenas fazer o mesmo que pretendia. Faça-o enxergá-la como você realmente é. Edward não resistirá a você se passar um tempo ao seu lado.

Isabella se deixou ser abraçada pela amiga. Naquele momento, precisava de todo o apoio que pudesse obter. A solidão nunca a incomodara, mas agora via-se diante da possibilidade de não conseguir a única pessoa que desejava ao seu lado.

Nós nos beijamos ontem – disse ela, quando por fim Victória a soltou.

Está vendo? Eu lhe disse! – exclamou a amiga.

Não comemore ainda – retrucou Isabella, desanimada.

Edward fez aquele discurso esta manhã. Ou ao menos tentou.

As sobrancelhas de Victória se ergueram.

Aquele discurso?

Você sabe, aquele do tipo: "Isso não deve se repetir nunca mais, foi um erro."

Ah, esse…

Ao menos agora sei por quê.

Está bem. Não será fácil como pensou que fosse – afirmou Victória. – Mas isso não significa que não conseguirá. Pelo que me contou, não me parece uma união baseada no amor.

Isabella soltou outro suspiro.

Então o que devo fazer?

Victória lhe apertou a mão e sorriu.

Faça-o se apaixonar por você.

O que significa fazê-lo esquecer essa questão da tutela. O beijo foi… – Isabella respirou fundo e sorriu, sonhadora. – …quente. Preciso que ele me veja como me viu naquele momento.

Se me permite pensar em mim por um momento, talvez eu tenha um método meio tortuoso para fazer com que Edward a veja quase nua. Isabella girou a cabeça rapidamente na direção da amiga.

Agora você atraiu minha atenção. Victória fez uma careta.

Eu pretendia lhe pedir isso de qualquer forma, e pode parecer meio interesseiro, mas poderia funcionar. Talvez.

Vamos, diga-me o que é – estimulou Isabella, impaciente.

Tenho um teste no sábado à noite. Bem, não é exatamente um teste, mas poderá se transformar em um se souber jogar meus dados da maneira correta.

Não pode ir direto ao ponto, Victória? Este suspense está me matando.

Victória sorriu.

Tenho de trabalhar neste sábado. É algo muito importante. Um grupo de forasteiros ricos que vêm para a cidade uma vez por ano. Bem, este final de semana eles alugarão o clube por uma noite. Todas as dançarinas terão de estar presentes, sem desculpas. Porém, eu tenho essa festa para a qual fui convidada. Howard Griffin estará lá, e Leslie vai apresentá-lo a mim.

Quem é Howard? E quem é Leslie? – quis saber Isabella. – Howard está produzindo um musical na Broadway e fará testes na próxima semana. Só poderá fazer o teste quem for convidado. As pessoas são capazes de matar por um convite dele. Inclusive eu. Leslie conseguiu um convite, mas ela está em alta na Broadway agora. Todos a querem. Eu a conheci algumas semanas atrás, e nos tornamos amigas. Ela está me fazendo um grande favor apenas em me recomendar a Howard. Não posso perder essa festa.

Está bem. Mas o que isso tem a ver comigo? Victória lhe dirigiu um olhar suplicante.

Se eu não aparecer no trabalho sábado à noite, perderei o emprego. Até eu conseguir bons papéis, grandes papéis, não posso me dar o luxo de perder o dinheiro que ganho no clube. Então, pensei que você pudesse me substituir, apenas por algumas horas, na noite de sábado. Isabella soltou uma risada.

Quer que eu me passe por você em um clube de striptease? Victória, nem ao menos nos parecemos fisicamente. Sou uma péssima dançarina. Eu a faria ser despedida em dois segundos. Victória fez um vigoroso movimento negativo com a cabeça.

Primeiro, eu uso uma peruca loura no clube. Temos a mesma altura e, com a maquiagem certa, ninguém seria capaz de notar a diferença, se você estiver usando as minhas roupas. Ninguém fica olhando para seu rosto em um lugar como aquele – acrescentou ela.

E o que isso tem a ver com Edward? Ele iria ter um ataque cardíaco se soubesse que entrei em um clube de striptease, quanto mais se souber que trabalhei lá por uma noite. Os olhos de Victória faiscaram, maliciosos.

Pense bem. Se ele descobrisse onde você estava, sem dúvida explodiria de raiva, iria até lá arrastá-la pelo cabelo e, dessa forma, a veria seminua.

E isso não causaria sua demissão? – questionou Isabella.

Victória franziu a testa.

Droga! – resmungou. – Não pensei nisso. No mesmo instante, Isabella se apiedou da amiga.

Que tal eu a substituir sem que Edward saiba? Depois pensarei em uma maneira de chamar a atenção dele.

Tem certeza? – perguntou Victória, ansiosa.

Encontrarei uma forma de burlar a equipe de segurança. Ao que parece, ele contratou um bando para me seguir por Nova York. Na minha opinião, está levando esse assunto de tutor longe demais. Victória se encontrava boquiaberta.

Você tem guarda-costas?

Sim. Eu sei, isso é ridículo, não acha? Terei de ir ao escritório dele bem cedo, pela manhã, para ser apresentada a eles e, de acordo com Edward, não devo ir a lugar algum sem esses seguranças – disse ela, com um sorriso travesso a lhe curvar os lábios.

Por que tenho a impressão de que verá essa segurança como um desafio? – Victória meneou a cabeça.

O sorriso de Isabella se alargou.

Deixarei Edward maluco. Ouça. Posso burlar esses guarda-costas e substituí-la no clube. Eles comunicarão imediatamente a Edward. Ele não saberá onde estou, mas isso lhe dará a chance de me fazer outro sermão. Encontrarei em forma de lhe atrair a atenção. Se o sermão for muito severo, eu o beijarei outra vez.

Sabe de uma coisa? Espero que ele valha todo esse sacrifício – disse Victória.

Em minha opinião, nenhum homem é digno de tanto esforço. – Edward, sim – afirmou Isabella com voz suave.

ISABELLA SALTOU do táxi em frente ao prédio onde ficava o escritório de Edward e caminhou apressada na direção da entrada. Entrou no elevador até o andar desejado e, quando adentrou os escritórios da empresa, deparou com uma pilha de malas no corredor. Seguiu até a sala de Sue para perguntar o que estava acontecendo e encontrou o local cheio de gente. Quando alcançou a mesa da secretária, se inclinou para sussurrar:

O que está havendo?

Sue limpou a garganta.

Alice e a mãe chegaram. Aquela é sua equipe de segurança. – Ela apontou na direção de três homens de aparência intimidante. – E os outros são pessoas relacionadas aos compromissos desta manhã. Estão aguardando, porque Alice e companhia limitada estão no escritório dele. Franzindo a testa, Isabella aprumou a coluna e lançou um olhar à porta fechada do escritório de Edward. Sem dizer uma palavra, se encaminhou naquela direção, ignorando os apelos de Sue. Uma parte de Isabella desejava sair correndo o mais rápido e para o mais longe possível, mas outra queria ver a mulher com quem Edward pretendia se casar. Portanto, abriu a porta e entrou. Edward, que se encontrava parado diante da escrivaninha, ergueu o olhar e franziu a testa ao vê-la. Aquilo não era nada bom. Uma mulher mais velha também girou, com a testa ainda mais franzida. Por fim, aquela que deveria ser Alice, ergueu a cabeça e lhe lançou um olhar curioso. Claro que aquela mulher não seria simplória, porque aquilo era pedir demais. Alice e a mãe eram belíssimas de uma forma clássica e elegante. Enquanto a mãe tinha o cabelo preso em um coque impecável, Alice o usava solto, em uma cascata de ondas escuras sobre os ombros. Os olhos dourados eram afetuosos e simpáticos quando ela esboçou um sorriso hesitante.

Bella – disse Edward em tom de voz áspero. – Sue não lhe falou que eu estava ocupado?

A reprovação era evidente em sua entonação, mas Isabella resolveu ignorar aquele detalhe. Estava muito ocupada tentando encontrar um defeito em Alice. Porém, a não ser que sua voz fosse estridente, aquela mulher se aproximava da perfeição. Ela e Edward formavam um casal fabuloso.

Talvez ela tenha mencionado que você estava ocupado – murmurou Isabella.

Quem é ela? – perguntou a mãe de Alice em um tom autoritário. Edward voltou a atenção à senhora e exibiu um sorriso tranquilizador.

Esta é a menina sobre a qual comentei, Sophia. – Em seguida, voltou a fixar o olhar em Isabella.

Bella, gostaria de apresentá-la a Alice Gianopolous e sua mãe, Sophia. Senhoras, esta é Isabella Swan, minha tutelada.

No mesmo instante, Sophia abandonou a postura alerta e lhe dirigiu um sorriso doce. Para sua surpresa maior, a senhora se aproximou estendo-lhe as duas mãos.

É um prazer conhecê-la, Isabella. Edward nos contou tudo sobre você. Acho maravilhoso que ele esteja se incumbindo de apresentá-la a maridos em potencial. – Sophia lhe beijou as bochechas, e Isabella agradeceu, perplexa.

É um prazer conhecê-la – disse Alice com um sorriso tímido.

Igualmente – respondeu Isabella com um fio de voz.

O olhar encontrou o de Edward mais uma vez. Procurou algum indício de que ele estivesse sofrendo, mas a expressão do belo semblante másculo era indecifrável.

Está precisando de alguma coisa? – quis saber ele.

Isabella consultou o relógio de pulso em um gesto afetado.

Você me disse para estar aqui pela manhã. Bem, aqui estou.

Edward franziu a testa por um instante, e então a recordação se refletiu em seu olhar.

Ah, sim, claro. Terá de me desculpar. – Ele dirigiu um sorriso na direção da noiva. – Com a agitação pela chegada de Alice, esqueci-me completamente de sua equipe de segurança. Eles estão aguardando lá fora. Eu os orientei sobre o que espero deles. Sue pode fazer o restante com você.

Em seguida, Edward apertou o botão do interfone e disse a Sue que estava enviando Isabella para conhecer sua equipe de segurança. E, dessa forma, ela foi dispensada. Sophia lhe deu um abraço carinhoso, e Alice lhe ofereceu um sorriso simpático. Um instante depois, Isabella se encontrou atirada para fora do escritório. Como um autômato, ela fez o caminho de volta à mesa de Sue. A secretária lhe dirigiu um rápido olhar de compaixão, antes de se erguer e contornar a mesa.

Venha comigo – disse, quase a arrastando consigo.

Isabella se deixou guiar até a mesma sala de reuniões do dia anterior. Sue fechou a porta e girou para encará-la.

Mudei de ideia. Resolvi ajudá-la.

Isabella lhe dirigiu um olhar surpreso.

O que quer dizer com isto?

Sue deixou escapar um suspiro.

Alice é uma jovem adorável.

Agora você a está fazendo parecer um poodle – comentou Isabella, recordando-se do que lhe

dissera Victória.

Sim, ela é verdadeiramente adorável, mas não é a mulher certa para Edward. Percebi no instante em que pousei os olhos na mãe enérgica que ela tem. Alice é um ratinho, e Edward está mais para um leão.

Talvez ele deseje um rato – murmurou Isabella.

Então desistiu? – perguntou Sue, batendo o pé no chão repetidas vezes, em um gesto impaciente.

Isabella franziu a testa, com uma expressão tristonha.

A secretária fez um gesto negativo com a cabeça, exasperada.

Esse casamento será um desastre. Nós duas sabemos disso. Edward deve saber também em algum lugar daquela sua cabeça dura.

Achei que tivesse como filosofia nunca interferir na vida pessoal de seus chefes – disse Isabella.

Sue resfolegou.

Não vou interferir. Você vai. –Isabella ergueu as sobrancelhas. – Ele planeja fazer o pedido de casamento na noite de sexta-feira, após a ópera. Está com os ingressos, a aliança e toda a noite planejada. Estou lhe dando a informação. O que fará com ela é problema seu – concluiu, dando de ombros.

Tão cedo?

Sim, o que significa que terá de agir rápido – retrucou Sue, animada.

Isabella anuiu com um gesto lento de cabeça. A mente girando em uma rotação absurda.

Enquanto raciocina, deixe-me apresentá-la à sua equipe de seguranças. – E Sue guiou Isabella de volta ao escritório, onde os homens as aguardavam. – Eles têm ordens estritas de acompanhá-la para onde quer que vá. – A secretária girou na direção de Isabella e sorriu. – Isso deve tornar as coisas interessantes para você.

Isabella ouviu apenas parte das instruções. Tinha de arquear o pescoço para trás para poder enxergar os rostos dos três brutamontes. Sem dúvida eles se adequavam ao papel de seguranças, embora ela não pudesse dizer que a sutileza era o ponto forte daqueles homens. Mas a sutileza também não era o ponto forte de Edward. Quando Sue estava lhe apresentando o último guarda-costas, a porta do escritório de Edward se abriu e os três saíram de lá. Alice estava de braços dados com ele, e a cabeça de Edward se achava inclinada para ouvir o que ela dizia. Isabella os observou com expressão tristonha até Sue lhe dar uma cotovelada leve nas costelas. – Está sendo muito óbvia, minha menina. – A secretária suspirou. – É melhor não levantar suspeitas da mamãe ursa. Tenho a impressão de que essa mulher se transforma em uma barracuda quando se trata da filha.

Isabella forçou um sorriso no instante em que o trio se aproximou.

Sua equipe de segurança está do seu agrado? – perguntou Edward em tom educado.

O sorriso de Isabella se alargou. Em seguida, em um esforço hercúleo para ser extremamente amável, focou a atenção em Alice.

Como foi sua viagem? Espero que tenha corrido tudo bem.

O sorriso da jovem de beleza clássica lhe iluminou todo o rosto.

Sim, foi ótima – respondeu ela com um leve sotaque inglês. – Estou muito feliz por estar aqui. – Alice relanceou o olhar a Edward, e Isabella se encolheu em seu íntimo diante da adoração que viu refletida naquele gesto.

Esperamos revê-la na noite de quinta-feira – disse Sophia.

Quinta-feira? – repetiu Isabella, lançando um olhar confuso a Edward.

O coquetel – esclareceu ele, suave. – Claro que estendi o convite às duas.

Claro – concordou Isabella.

Embora a noiva se encontrasse ao lado dele, agarrada ao seu braço como uma alga marinha, o olhar de Edward se cravava em Isabella, os olhos verdes perscrutadores deixando uma trilha de sensações sobre sua pele. Edward amaria Alice? Sentiria certa afeição por ela? Alice era mais velha que ela, mas não por uma diferença muito grande. Talvez alguns anos? Havia uma inocência juvenil nos olhos daquela moça que fazia Isabella se sentir mais velha e experiente. Engolindo com dificuldade o nó que crescia em sua garganta, ela se voltou na direção de Sophia com uma expressão animada.

Também estou ansiosa por voltar a vê-las. Talvez possam me contar tudo sobre a Grécia. Ouvi dizer que é um país adorável para se visitar. Talvez eu passe minha lua de mel lá quando me casar.

Sophia se mostrou muito animada, enquanto a expressão de Edward se fechava.

É melhor irmos agora – disse ele à mãe de Alice. – Vocês fizeram uma longa viagem. Providenciarei para que a bagagem que trouxeram seja despachada para o hotel imediatamente.

Quando passaram por Isabella, ele gesticulou com a cabeça na direção dela.

Avise-me se tiver algum problema.

Incapaz de proferir qualquer palavra por causa do nó que se encontrava alojado em sua garganta, ela se limitou a fazer um movimento positivo com a cabeça.

Edward naõ conseguia tirá-la da mente. Esfregou o rosto, aborrecido, tentando se concentrar no que Alice e Sophia diziam. Ele as levara para almoçar, após acomodá-las na suíte que ocupariam, mas tudo de que conseguia se lembrar era que havia almoçado com Isabella àquela mesma mesa, antes de, em um ato irracional, beijá-la no elevador. Sophia estava extasiada com a intenção de Edward em propor casamento a Alice após a ópera. Ele planejara meticulosamente aquela noite, comprara ingressos para o espetáculo favorito de Alice, com o propósito de terminar a noite com uma festa em seu hotel. Então por que não estava mais entusiasmado? Alice se mostrava muito animada. Edward tinha certeza de que Sophia insinuara para a filha, sem nenhuma sutileza, seu plano de pedir Alice em casamento, embora ele lhe tivesse pedido para manter os detalhes em segredo. Ao que parecia, todos estavam radiantes, menos ele.

Conseguiu encontrar candidatos qualificados para Isabella? – perguntou Sophia.

Como disse? – Edward meneou a cabeça, expulsando aqueles pensamentos.

Você comentou que estava tentando encontrar um marido para ela – explicou Sophia, paciente. – Eu imaginava se já conseguiu encontrar o rapaz ideal.

Oh, sim, claro. Planejo apresentá-la a alguns rapazes que foram cuidadosamente investigados, no coquetel da noite de quinta-feira.

Sophia anuiu em aprovação.

Ela é uma jovem muito bonita, mas me parece solitária. Duvido que tenha dificuldades em encontrar um marido.

Edward franziu a testa. Não, Isabella não teria nenhuma dificuldade nessa área. Os homens fariam fila pela chance se serem escolhidos.

Sophia se inclinou para a frente, o excitamento lhe fazendo brilhar os olhos.

Sabe de uma coisa? Adoraria me incumbir pessoalmente de Isabella. Ela poderia voltar comigo para a Grécia. Ficaria muito feliz em apresentá-la a rapazes de boas famílias.

Que ideia maravilhosa, mamãe! – opinou Alice.

Eu lhe transmitirei a ideia na próxima vez em que falar com ela. – Edward não sabia por que, mas o pensamento de Isabella deixando o país e se casando com alguém tão longe lhe deixava um travo na boca. Não que o fato de ela se casar tão perto o fizesse se sentir melhor. Ele escutou Alice repetir todos os detalhes da viagem e expressar de novo o contentamento por visitar Nova York pela primeira vez. Porém, sua mente não estava no presente. Os pensamentos se encontravam povoados por uma tentação em forma de mulher, de cabelo escuro e um sorriso capaz de derreter um homem. Como se a tivesse conjurado, Edward ergueu o olhar e a avistou do outro lado do restaurante. Isabella caminhava ao lado da recepcionista que a guiava a uma mesa ao lado da janela.

Recordando-se do comentário de Sophia sobre ela parecer solitária, Edward aproveitou a oportunidade para observá-la. A mãe de Alice estava certa. Ela de fato parecia solitária. Até mesmo um pouco triste. Usava calça jeans e camiseta. O cabelo estava atado em um rabo de cavalo, e não havia nenhum vestígio do sorriso sobre o qual ele recordava havia pouco. Isabella se acomodou sozinha, e sorriu quando o garçom foi atendê-la. Mas o sorriso não se expressava naqueles belos olhos chocolates. Pela primeira vez, Edward refletiu sobre as circunstâncias daquela jovem. Como deveria ser difícil para ela estar desacompanhada em uma cidade estranha. Sem família. E se possuía amigos, não lhe contara nada sobre eles. Um sentimento de culpa o atingiu ao se lembrar da própria ansiedade em se livrar dela. Agora estava feliz por ter planejado o coquetel para a noite de quinta-feira. Poderia transformar a reunião insípida em sua cobertura em uma festa de boas-vindas a Isabella no hotel. Poderia apresentá-la aos rapazes da lista de Sue, mas ao menos ela teria um pouco mais de diversão. Uma moça naquela idade ficaria entediada com a festa que ele planejara inicialmente. Sentindo-se um pouco melhor, voltou a focar a atenção em Alice, lembrando a si mesmo que, dentro de alguns dias, a pediria em casamento. Ela seria sua amante e mãe de seus filhos. Aquela era a mulher com quem passaria o resto da vida. Uma onda gelada de pânico o invadiu até que gotículas de suor lhe brotassem na testa. Em vez de lhe injetar consolo e contentamento, a ideia de firmar tal compromisso o enchia de medo. Por que reagia tão mal agora, quando uma semana antes via-se ansioso por uma vida ao lado de Alice? Aquilo não fazia sentido algum. Mais uma vez o olhar de Edward vagou na direção de Isabella, que olhava além da janela, com uma expressão pensativa, os dedos enroscados em uma mecha de cabelo que ela enrolava distraída. Tomou um gole de água sem desviar o olhar do ponto onde o fixara. Edward enfiou a mão no bolso e pegou o telefone celular. Em seguida, digitou uma mensagem para Sue perguntando sobre o dia em que faria compras com Isabella. Afinal, não queria combinar nada com Alice para a mesma hora. Após um instante, a secretária respondeu a mensagem. Ele franziu a testa ao lê-la e voltou a fixar o olhar em Isabella. Ela iria sozinha? Não queria sua companhia? Com a mesma expressão contrariada estampada no rosto, digitou sua resposta a Sue." Descubra o dia em que ela pretende ir e suspenda minha agenda."

Tão logo Isabella deixou sua suíte, um homem se aproximou e começou a caminhar ao seu lado. Ainda não se acostumara àquela escolta, e o fato de ter homens em seus calcanhares para onde quer que fosse a deixava nervosa. O homem entrou no elevador com ela e se posicionou ao fundo. Quando chegaram ao saguão, se juntaram a outros dois guarda-costas. Tentando ignorá-los, Isabella se encaminhou resoluta à porta da frente, onde se encontravam os táxis. Antes que ela pudesse dar dois passos na direção do primeiro da fila, um dos seguranças se interpôs à sua frente, barrando-lhe a passagem. Isabella estacou, deixando escapar um suspiro exasperado.

Ouça… como é seu nome? Os guarda-costas lhe haviam sido apresentados no dia anterior, mas ela estivera distraída com a notícia do noivado iminente de Edward. – Ou devo chamá-los de Huguinho, Zezinho e Luisinho?

Aquele que a encarava exibiu uma carreira de dentes brancos quando sorriu. Então aqueles brutamontes tinham outra expressão além do semblante de estátua!

Pode me chamar de Reynolds. – Ele gesticulou na direção dos dois outros da equipe de segurança que a ladeavam, que haviam surgido de repente. – Esse à esquerda é Davison e ou outro é Maxwell.

Muito bem, Reynolds. – Isabella se dirigiu a ele por parecer que aquele era o chefe do bando, e por ser o guarda-costas que lhe bloqueava a passagem, impedindo-a de pegar o táxi. – Preciso entrar naquele táxi. Vou fazer compras. Não há necessidade de me seguirem em um programa tão feminino. Poderiam esperar no restaurante.

Reynolds exibiu outro sorriso.

Temo não ser possível, srta. Swan. Temos ordens de acompanhá-la para todos os lugares.

Isabella xingou entre os dentes cerrados e observou a expressão divertida do guarda-costas.

Até mesmo ao toalete?

Se necessário for… – retrucou o segurança, varrendo o sorriso do rosto de Isabella.

Ora, que inferno! – resmungou, antes de constatar o óbvio. – Não há nenhuma possibilidade de cabermos todos dentro daquele táxi – afirmou, esperando que ele concordasse.

Reynolds a observou com semblante sério.

Temos ordens estritas para levá-la para onde quiser ir no carro que o sr. Cullen providenciou para a senhorita. Porém, esta manhã, a senhorita terá de aguardar a chegada do sr. Cullen.

Isabella franziu a testa, alternando o olhar entre Davison e Maxwell. Se esperava por uma confirmação ou negativa daqueles dois, ficou desapontada. Os guarda-costas se limitaram a permanecer imóveis, olhando constantemente ao redor, à procura de algum perigo em potencial.

Deve estar enganado – disse ela a Reynolds. – Não me encontrarei com Edward hoje. Vou fazer compras para o meu apartamento.

Reynolds confirmou a hora no relógio de pulso e, em seguida, observou o carro luxuoso e lustroso parar a alguns centímetros de distância de onde estavam. Para a surpresa eletrizante de Isabella, Edward desceu do veículo e caminhou em sua direção. Quando se encontrava diante dela, retirou os óculos escuros e os guardou no bolso da camisa polo. Em seguida, lhe segurou a mão, os dedos longos se fechando firmemente nos dela.

Algum problema? – perguntou com a testa franzida.

Reynolds fez um breve gesto negativo com a cabeça.

A srta. Swan estava prestes a entrar no táxi, e eu lhe explicava por que ela não deveria fazê-lo. Edward aprovou a atitude e voltou a atenção a ela.

É importante que siga minhas instruções, pethi mou. As providências que tomei são para o seu bem-estar e segurança.

Claro – murmurou ela. – Não quero tomar seu tempo. Tenho certeza de que está aqui para ver Alice. – Isabella relanceou o olhar a Reynolds. – Poderia chamar o carro, já que não me é permitido tomar o táxi?

Edward ergueu uma sobrancelha.

Alguns dias atrás, você queria minha companhia. Mudou de ideia?

Confusa, Isabella o encarou.

Presumi que, como está com convidados aqui, não teria tempo para me acompanhar.

Ah, mas você também é minha convidada – retrucou ele, puxando-a pela mão e a guiando em direção ao carro que os aguardava. Após gesticular para que ela se acomodasse no banco de trás, girou para se dirigir a Reynolds. – Estão dispensados até que retornemos. Minha equipe assumirá a segurança da srta. Swan.

Isabella se acomodou no confortável banco de couro, e ele se sentou ao seu lado. Quando o motorista colocou o veículo em movimento, ela fez um gesto negativo com a cabeça e exibiu um sorriso tristonho.

Quando foi a última vez que não conseguiu fazer as coisas do seu jeito? Edward lhe dirigiu um olhar surpreso. – E por que um esquema de segurança tão forte? – perguntou, exasperada. – Parece um pouco pretensioso.

A expressão de Edward se fechou no mesmo instante.

Antes de se casar com Emmett, Rose foi sequestrada e mantida em cativeiro para exigência de resgate. Estava grávida, na época. Os sequestradores não foram presos. Não arrisco a segurança daqueles que estão sob meus cuidados.

Como estão Emmett e a esposa? – indagou Isabella, suave.

Bem. Rose prefere morar na ilha, portanto, estão vivendo lá. De vez em quando, Emmett viaja a negócios, mas não costuma deixar a esposa e o filho com muita frequência.

Não consigo imaginar Emmett tão apaixonado – disse ela, soltando uma risada. – Ele parece tão intimidador.

Obviamente não tem a mesma percepção de mim – retrucou Edward em tom de voz seco. Isabella deixou o olhar vagar pelo corpo musculoso e o fixou nos olhos verdes de Edward.

Minha percepção de você não tem nada a ver com a que tenho de Emmett.

Houve uma mudança na expressão de Edward, uma sensibilização contra a qual lutou. Aquelas emoções conflitantes se refletiam no semblante, que ele tentava manter impassível. Porém, antes que ele pudesse lhe dar qualquer resposta, Isabella se voltou para a janela.

Então, o que o fez vir até aqui esta manhã? – perguntou, animada. Embora não o estivesse mais observando, ela podia sentir cada movimento de Edward, e perceber sua respiração como se fosse a sua. – Pensei que estivesse muito ocupado no trabalho e com o entretenimento de suas… convidadas.

Não estou tão ocupado que não possa manter uma promessa. Disse-lhe que faria compras com você, e aqui estou.

E então Isabella girou e sorriu.

Fico feliz que tenha vindo. Obrigada.

Os dois passaram a manhã comprando os itens da lista que ela necessitava para o apartamento. Edward parecia apreciar o fato de Isabella não demorar muito para se decidir por um produto. Mas a verdade era que ela não se importava muito com o tipo de móveis que colocaria em sua casa, porque, se tudo saísse como desejava, não moraria lá por muito tempo. Caso contrário, não permaneceria em Nova York para ver Edward com outra mulher.

Às 14 horas, Isabella se encontrava cansada e faminta, e disse isso a Edward. Ele sugeriu que almoçassem no hotel outra vez. O fato de ele não parecer aflito para correr para Alice assim que acabaram de fazer compras a deixou animada. Quando retornaram ao hotel, foram recepcionados por Reynolds, que informou a Edward que permaneceriam no restaurante enquanto eles estivessem lá. Isabella começava a se acostumar ao pequeno séquito de guarda-costas que seguiam Edward para onde quer que ele fosse. Se ele se mostrava tão protetor com alguém que definia como estando "sob seus cuidados", como

seria com alguém que amava? Um sorriso sonhador lhe curvou os lábios, enquanto os dois eram guiados à mesa de Edward. Poderia conviver com aquela tendência superprotetora se isso significasse que ele a amava.

Parece satisfeita consigo mesma, pethi mou. – A voz grave lhe penetrou os pensamentos. – Ficou contente com as compras que fez?

Isabella anuiu, sorrindo.

Obrigada por me acompanhar.

O prazer foi meu. Não deveria andar sozinha em um lugar com o qual não está acostumada.

Após fazer os pedidos, Edward se recostou para trás na cadeira, com uma taça de vinho na mão, e a observou.

Então, conte-me, Bella. Por que Nova York? Não prefere ficar perto de seus amigos da Califórnia? E tem pensado no que vai fazer, agora que se formou na faculdade?

Isabella sorriu, paciente.

Minha decisão talvez deixe alguém como você enlouquecido, mas na verdade tenho um plano muito bem traçado para o meu futuro.

O que quis dizer com "alguém como você"? – perguntou ele. – Permite-me perguntar o que isso significa?

Apenas imagino que sua vida seja planejada nos mínimos detalhes e que não tenha paciência com pessoas que não são tão organizadas quanto você. Estou certa? – perguntou ela em um tom de voz malicioso.

Edward lutou contra uma expressão contrariada, antes de relaxar e sorrir.

Não há nada errado em planejar tudo com antecedência.

Tem razão. Tenho minha vida bem planejada, mas nem sempre as coisas saem de acordo com nossa vontade. O verdadeiro desafio é como se readaptar quando seus planos desandam.

Palavras sábias para alguém tão jovem.

Isabella enrugou o nariz e revirou os olhos.

Você insiste em se lembrar da minha idade para não ficar tentado a fazer algo ultrajante como me beijar outra vez?

Edward pestanejou várias vezes, boquiaberto. Em seguida, contraiu a mandíbula.

Pensei que havíamos combinado esquecer que isso aconteceu.

Eu não concordei com nada disso. No entanto, você pode fazer o que achar melhor.

A aproximação do garçom que trazia os pedidos o poupou de uma resposta. Ela observou Edward durante toda a refeição. A agitação que ele sentia ficava evidente nos movimentos bruscos e curtos enquanto comia. Por várias vezes, os olhos verdes se ergueram e encontraram os dela. Havia labaredas naquelas profundezas esmeraldas. Edward não era imune a ela. Nem um pouco. Se tivesse de arriscar um palpite, diria que ele estava bastante afetado com sua presença.

Isabella terminara a refeição quando ouviu o nome de Edward ser chamado a algumas mesas de distância. Ela ergueu o olhar para deparar com um belo homem que caminhava na direção deles. Estava bem-vestido e exalava riqueza e refinamento. E a olhava com indisfarçável interesse, embora não tivesse sido seu nome a ser pronunciado. Edward parecia muito insatisfeito com a interrupção, mas aquilo não pareceu intimidar o homem, que agora se encontrava parado ao lado da mesa.

Edward, que bom revê-lo. Fiquei feliz ao receber seu convite para a noite de quinta-feira. O rapaz relanceava o olhar a Isabella enquanto falava, e ela também o observava, imaginando se aquele era um dos homens da infame lista de maridos em potencial que Edward elaborara

. Ela ergueu uma das sobrancelhas em uma expressão questionadora, mas Edward a ignorou.

Você irá? – falou Isabella, oferecendo um sorriso luminoso ao rapaz. – Soube de fonte limpa que Edward se valerá dessa festa de quinta-feira para me arranjar um marido – acrescentou, sorrindo diante da expressão surpresa do rapaz, e acabou por soltar uma risada ao perceber que a carranca de Edward se tornara ainda mais intimidadora.

Você deve ser Isabella Swan. Sou Jacob Black, e, sim, eu irei. Agora que sei que meu comparecimento me coloca na disputa, não perderia essa festa por nada deste mundo.

Contente, Isabella lhe estendeu a mão.

Por favor, chame-me de Bella.

Jacob aceitou a mão estendida, mas em vez de se limitar a trocar um aperto cordial, levou-a aos lábios e a beijou.

Muito bem, Bella. Um lindo nome para uma igualmente linda mulher.

Deseja alguma coisa, Jacob ? – perguntou Edward de um jeito nada amistoso. O olhar furioso era capaz de derreter o aço, mas Jacob pareceu não se incomodar… ou intimidar.

Isabella se inclinou para trás na cadeira. Talvez se Edward visse outro homem flertando abertamente com ela, aqueles seus instintos protetores aflorassem. Quem sabe se de repente se visse diante de certa concorrência…

Nada – respondeu Jacob , educado. – Eu o vi acompanhado de uma linda jovem e quis conhecê- la. E confirmar se era a misteriosa Isabella Swan, aquela em cuja homenagem a festa será dada. Fico feliz por ter vindo confirmar. – Ele voltou a fixar o olhar em Isabella. – Guardará a última dança da noite de quinta-feira para mim?

Com um sorriso largo, ela confirmou com um gesto de cabeça.

Claro. -Isabella o observou se afastar e voltou a atenção a Edward. – Diga-me, como está a cotação dele em comparação com os outros homens que vem considerando para o cargo de meu marido?

Edward lhe dirigiu um olhar de reprovação.

Quase no topo – resmungou.

Oh, ótimo… Nesse caso, não se importará se passarmos algum tempo juntos no coquetel?

Não – retrucou Edward entre os dentes cerrados. – Jacob seria uma boa escolha. É bem- sucedido, não possui dívidas, nunca foi casado e é saudável.

Deus do céu! Não me diga que levantou a ficha médica dele! – exclamou Isabella, incrédula

. – Claro que sim. Não lhe sugeriria um homem doente ou que tivesse algum problema que pudesse ser transmitido aos seus filhos.

Edward parecia afrontado por ela o ter questionado.

Isabella suprimiu uma risada e tentou adotar um semblante sério e agradecido.

Então posso confiar que qualquer homem que estiver em sua festa foi cuidadosamente vasculhado e tem seu selo de aprovação?

Edward assentiu com um gesto lento, não parecendo muito satisfeito com aquilo.

Ora, então isso poderá ser divertido – disse ela com a expressão iluminada. – Um salão cheio de homens abastados e belos para que eu possa escolher. – Isabella se inclinou para a frente, fingindo sussurrar de maneira conspiratória: – Descobriu se são bons amantes também? Edward engasgou com a bebida, pousou o copo e resmungou em tom de voz baixo:

Claro que não questionei a vida sexual de seus pretendentes.

Que pena! Suponho que terei de descobrir por mim mesma, antes de me decidir por um.

Não fará nada disso! – rosnou Edward.

Os olhos chocolates se arregalaram com expressão inocente, enquanto ela lhe observava a evidente irritação. Edward estava a ponto de explodir. Quando o celular tocou, ele pareceu aliviado antes de atendê-lo. Após algumas frases concisas, desligou e fixou o olhar em Isabella.

Terá de me desculpar, mas preciso ir. Trata-se de uma reunião importante, da qual não posso me ausentar.

Isabella deu de ombros de maneira casual.

Não se prenda por mim. Estava mesmo pretendendo subir para minha suíte.

Edward gesticulou para Reynolds e se ergueu da cadeira.

Seus seguranças a acompanharão até seus aposentos. E, Bella, não tente ir a lugar algum sem eles.

O AVISO de Edward ainda ecoava nos ouvidos de Isabella na manhã seguinte, enquanto engenhava um plano para burlar sua segurança. Não que se importasse que eles a acompanhassem às compras. Talvez aqueles homens pudessem lhe oferecer uma opinião masculina sobre qual vestido lhe ficava melhor. Queria estar com uma aparência deslumbrante na festa de quinta-feira, e não para agradar aos homens que Edward convidara. Tão logo saiu da suíte, Reynolds a seguiu.

Bom dia – cumprimentou ela, com uma boa dose de mel na voz.

Bom dia – respondeu o segurança. – Para onde deseja ir esta manhã? – Reynolds retirou o telefone celular do bolso para chamar o carro.

Gostaria de fazer um tour pela cidade – respondeu ela. – Não conheço Nova York muito bem, portanto terei de contar com sua ajuda.

Pelo que a senhorita se interessa? – questionou o segurança, com polidez.

Isabella fingiu refletir sobre o assunto.

Museus, galerias de arte… Oh, e gostaria de conhecer a Estátua da Liberdade.

Reynolds anuiu, enquanto passava as orientações ao motorista por telefone. As portas do elevador se abriram para o saguão, e os dois se juntaram a Davison e Maxwell.

Isabella estacou de repente diante deles, os observou e fez um movimento negativo com a cabeça.

Algum problema? – perguntou Reynolds.

Ouçam, se vocês têm de andar como três sombras atrás de mim, prefiro que usem algo menos caricato de personagens de filmes de máfia. Sem mencionar o fato de que não quero que todo mundo saiba que estou andando por aí com três guarda-costas em meu encalço. Isso só servirá para chamar atenção para mim.

O que sugere, então? – Maxwell não pareceu muito satisfeito com aquele comentário

. – Bem, poderiam começar retirando os óculos escuros. Eles lhes dão uma aparência de agentes do serviço secreto.

Maxwell e Davison obedeceram. O último lhe lançou um olhar severo, que foi recebido com um sorriso de Isabella.

Agora livrem-se da gravata e do blazer.

Os três homens negaram com a cabeça.

Os ternos ficam – falou Davison pela primeira vez. Para justificar a negativa, ele afastou a lapela, revelando a pistola que se encontrava em um coldre de ombro

. Isabella ficou boquiaberta. Não se considerava uma ingênua, sensível a armas. Compreendia a necessidade delas. Apenas não tinha se dado conta da intensidade da preocupação de Edward quanto à sua segurança. Por um instante, ela hesitou. Talvez escapar da segurança não fosse uma boa ideia. Mas em seu modo de pensar, estar acompanhada por três brutamontes a tornava mais notável do que se conseguisse se esgueirar para uma loja de departamentos e procurar seu vestido.

Está bem. Concordo com os ternos – resmungou.

Os quatro saíram do hotel para onde o carro os aguardava. Davidson ocupou o banco da frente, enquanto Maxwell contornou o veículo para se sentar no banco traseiro, do lado oposto. Reynolds abriu a porta do banco de trás mais próxima e esperou que ela entrasse.

Isabella fingiu exasperação e bateu com a mão na testa.

Espere aqui. Esqueci minha bolsa – disse ela.

Eu a buscarei para a senhorita. Entre no carro – retrucou Reynolds.

Mas Isabella já estava se encaminhando à porta da frente. Girando, ela ergueu um dedo

. – Levará apenas um minuto.

Reynolds começou a segui-la, mas ela se esgueirou, apressada, pelo saguão na direção do toalete masculino. Certamente ele procuraria no feminino quando se desse conta de seu desaparecimento, mas era pouco provável que se lembrasse de vasculhar o toalete masculino. Isabella deixou a porta entreaberta alguns milímetros para que pudesse ver o que estava acontecendo. Reynolds passou apressado, rosnando em um pequeno dispositivo que se encontrava preso à camisa. Segundos depois, Maxwell e Davison passaram correndo em frente ao toalete masculino com as expressões tensas. Isabella aproveitou para escapar do toalete e correr, sem hesitar, na direção da porta de entrada, esperando que os três não olhassem para trás até que tomasse um táxi. Em seguida, escorregou para o banco do passageiro do primeiro carro da fila e prometeu pagar o dobro da corrida se ele saísse correndo dali. Mostrando-se mais que disposto a colaborar, o motorista se afastou imediatamente da entrada do hotel e entrou na frente de outros dois carros. Buzinas e xingamentos ecoaram de todas as direções, mas o motorista agitou o punho e sorriu.

Para onde vamos, senhorita?

Isabella ergueu o olhar e viu que o homem a olhava pelo espelho retrovisor.

Não sei ao certo – admitiu ela. – Preciso comprar um vestido. Um modelo deslumbrante capaz de fazer um homem babar.

Conheço o lugar certo – disse o homem, com um movimento afirmativo de cabeça

Disposta a não negligenciar nenhuma medida de precaução, Isabella perguntou se o motorista podia esperá-la enquanto fazia compras; com o taxímetro ligado, claro. O taxista a deixou na entrada de uma luxuosa loja de departamentos e lhe deu seu número de celular

. – Telefone-me quando tiver concluído e eu a buscarei aqui – disse ele.

Obrigada – agradeceu Isabella enquanto saía do veículo. Tomando cuidado para se manter perto do fluxo de pessoas, ela entrou na loja. Não era uma completa idiota no que se relacionava à segurança. Evitava os cantos, não se desviava dos caminhos principais e se mantinha ao alcance das câmeras de segurança

. Quando chegou o momento de experimentar o vestido, contou com a companhia de uma vendedora muito atenciosa no provador. Afinal, precisava de uma opinião. Após experimentar seis modelos, Isabella encontrou o certo. O tecido tinha um caimento perfeito em seu corpo, valorizando-lhe cada curva, como uma segunda pele. Não havia babados ou franzidos, nada que lhe disfarçasse as formas. O tecido era delicado, tinha alças finas, e a bainha ficava cinco centímetros acima do joelho. Com um sapato de salto, teria os homens comendo em sua mão.

Ela franziu a testa ao se dar conta de que não lhe importava o que os outros homens fizessem. Edward era seu objetivo, e ninguém saberia dizer qual seria a reação dele. Isabella saiu do provador para mostrar à vendedora, e o rosto da mulher se iluminou.

Perfeito, srta. Swan. Simplesmente perfeito. Com o sapato certo, irá arrasar!

Isabella sorriu.

Teria algum par de sapatos pretos com salto de 7 centímetros que combine com este vestido? A vendedora sorriu.

Volto já.

Minutos mais tarde, Isabella girou, avaliando as próprias pernas sobre os sapatos. Os saltos eram agulha, mas lhe emprestavam uma aparência divina. Não satisfeita em lhe vender um vestido e um par de sapatos obscenamente caros, a vendedora também insistiu em assessorá-la na compra das joias perfeitas, é claro, e uma bolsa de mão.

Duas horas depois de ter burlado sua equipe de segurança, Isabella se encontrava sentada no táxi rumando de volta ao hotel. Quando o motorista estacionou, ela recolheu as sacolas e se inclinou para a frente para pagar a corrida.

Muito obrigada. Agradeço muito que tenha me esperado.

Sem problemas, senhorita. Boa sorte com sua festa hoje à noite. Tenho certeza de que tirará o fôlego de todos os presentes.

Isabella sorriu, desceu do táxi e acenou enquanto o motorista se afastava.

Com um sorriso nos lábios, ela entrou no hotel e se encaminhou ao elevador. A ausência de sua equipe de segurança a fez hesitar, enquanto uma onda de sentimento de culpa a atingia. Estivera tão envolvida com as compras que não se lembrara de telefonar para Reynolds para tranquilizá-lo. Nem o segurança nem Edward tinham o número do seu celular, portanto ficaram impedidos de fazer contato. Ela entrou na suíte digitando o número de Reynolds, e ergueu o olhar para deparar com quatro homens furiosos com os olhares fixos nela.

Edward se levantou do lugar que ocupava no sofá, com as pupilas faiscando de raiva, e gesticulou para os outros três.

Deixem-nos a sós – ordenou, conciso.

Isabella deixou que as sacolas escorregassem pelos dedos, enquanto os três passavam por ela. Reynolds lhe dirigiu um olhar de censura, e Isabella exibiu um sorriso hesitante. Quando os seguranças saíram, ela se concentrou em Edward, que havia fechado a distância entre os dois, parecendo muito ameaçador, o rosto transtornado.

Você não os demitiu, certo? – perguntou, incomodada.

Pode ter certeza de que sei exatamente de quem é a culpa – respondeu ele, entre os dentes cerrados.

Isabella se inclinou para recolher as sacolas, e o contornou para se dirigir ao sofá.

Burlar sua segurança foi uma inconsequência, Bella. Não deixei clara a necessidade de seus guarda-costas? O que estava pensando?

Isabella girou e o observou, pensativa.

Tive minhas razões – limitou-se a responder.

Edward jogou as mãos para o alto em um gesto exasperado.

Que razões? Isabella sorriu.

Nenhuma que aprovará. Não me ausentei por muito tempo, e tomei cuidado. O gentil motorista do táxi cuidou de mim muito bem, e a vendedora da loja não me deixou sozinha um só instante. Bem, exceto quando foi buscar os sapatos.

O rosto de Edward se tornou cinza.

Motorista do táxi? Confiou seu bem-estar a um motorista de táxi?

Relaxe – retrucou com um sorriso. – Ele foi um perfeito cavalheiro. Levou-me até uma loja de departamentos e esperou por mim até eu concluir as compras.

Edward engoliu em seco, parecendo imprimir um esforço hercúleo para dominar a raiva. Hum… Edward perdendo a calma. Aquilo poderia fazer valer a pena ter dito a verdade.

Por que resolveu sair sem sua equipe de segurança? Isso era tão importante a ponto de se arriscar dessa maneira?

Isabella ergueu uma das sacolas de compras.

Precisava de um vestido para a festa desta noite.

Edward inspirou profundamente, fechou os olhos e voltou a abri-los. Em seguida, se aproximou com passadas largas e a segurou pelos ombros.

Um vestido? Deu-me o maior susto da minha vida por causa de um vestido?

Edward a sacudia enquanto falava, e Isabella se amparou com as duas mãos na cintura reta para não perder o equilíbrio.

Não era qualquer vestido – murmurou ela, se esforçando para não rir. Talvez não devesse provocá-lo daquela maneira, mas fazê-lo perder a compostura de repente se tornou sua missão. – Não poderia conhecer meu futuro marido trajando nada menos que um vestido deslumbrante. – Você é a mulher mais enervante e frustrante que já conheci! – vociferou ele.

E em seguida, puxou-a com força contra o corpo, apossando-se daqueles lábios carnudos com um beijo bruto que sequestrou todo o ar dos pulmões de Isabella. Quando as mãos fortes deslizaram para suas costas como duas garras de ferro em brasa, ela deixou escapar um gemido de prazer. Edward a saboreava como um homem faminto. Era como se não conseguisse se saciar dela. Um formigamento excitante lhe percorreu a espinha, os seios pulsavam, os mamilos se tornaram rígidos contra a parede sólida daquele peito largo. O som das respirações aceleradas e do beijo enchia a atmosfera. Um das mãos de Edward escorregou pelas costas macias até a altura do cós do jeans e puxou o tecido da blusa até libertá-la da calça. Em seguida, roçou os dedos sobre a pele exposta da cintura, onde ficava localizada a tatuagem. Edward circundou aqueles contornos como se soubesse o que havia lá. Ansiosa por sentir o sabor daquele homem, Isabella traçou com a ponta da língua o contorno dos lábios sensuais até que ele respondesse com uma invasão implacável em sua boca. Quente. Extremamente másculo. Edward tinha o sabor da força e do poder. Isabella se perdeu no círculo vertiginoso daqueles braços, derretendo-se sob a boca que a violava. A pulsação disparava, desgovernada. Como ansiava por aquele homem! A mão longa subiu até lhe tocar a alça do sutiã. Os dedos de Edward tatearam o fecho e paralisaram.

Com um xingamento abafado, ele interrompeu o beijo, a respiração dificultosa e sonora. Os olhos verdes eram como labaredas. E então Edward afastou as mãos como se o contato com seu corpo o queimasse. Soltando outro xingamento em uma mistura de grego e inglês, ele passou as mãos pelo cabelo.

Theos mou! Não podemos… não outra vez. Isto não deve acontecer de novo. Desculpe-me, Bella.

Edward ergueu uma das mãos e se afastou. Quando alcançou a porta, estacou, os movimentos

desconexos como se estivesse bêbado. E então, girou para encará-la, os olhos ainda ardendo com o desejo não saciado.

Sua equipe de segurança deve acompanhá-la para todos os lugares. Estamos entendidos? De agora em diante, a escoltarão até mesmo ao toalete.

Isabella anuiu, incapaz de qualquer outra reação. Seu corpo todo tremia.

Quando Edward saiu, ela esfregou os braços para atenuar os arrepios.

Pode negar o quanto quiser – sussurrou para o quarto vazio –, mas você me deseja tanto quanto o desejo.

Edward esfregou a nuca em uma tentativa de aliviar a enorme tensão que se apossara dele. Isabella ainda não chegara, e ele sentia partes iguais de alívio e desapontamento. Olhou ao redor do salão de festas do Imperial Park Hotel, observando os convidados que se movimentavam ao redor conversando e rindo, enquanto a banda de jazz entoava notas suaves de cima de um palco. Alice se encontrava parada ao seu lado, tocando-lhe o braço com uma das mãos. Sophia estava ao lado da filha, de quem não ocultava o orgulho. Ele inclinou a cabeça para escutar o que Alice tentava lhe dizer e anuiu em um gesto educado, embora não se concentrasse em uma palavra sequer. Quando aprumou a coluna, o olhar rumou para a entrada, e Edward perdeu o fôlego. Lá estava ela. Isabella, parada à soleira, percorria o salão com um olhar nervoso. Edward engoliu em seco ao analisar o traje que ela usava. O vestido preto e curto se colava a cada curva daquele corpo perfeito e terminava alguns centímetros acima do joelho. Isabella prendera o cabelo em um coque, o que lhe evidenciava o formato do pescoço. Mechas do cabelo escapavam do penteado de forma elegante e lhe roçavam a pele dos ombros. Edward sentiu os dedos formigarem com o desejo de lhe soltar os fios sedosos e observá-los lhe cascatearem pelas costas. Queria escorregar a mão por aquela massa macia e brilhante, senti-la como uma teia que lhe envolvesse as juntas dos dedos.

Oh, veja. Lá está Isabella! – exclamou Sophia. Como se ele não estivesse ciente do segundo em que ela pisara naquele salão…

Com licença – murmurou ele para Alice, que o soltou com um sorriso.

Edward caminhou na direção da porta de entrada. Não havia uma maneira fácil de lidar com a tensão sexual entre os dois, portanto ele resolveu ignorá-la, junto com o fato de que a beijara algumas horas atrás.

Bella – cumprimentou estacando diante dela. Os olhos chocolates luminosos se fixaram nele, e um sorriso acolhedor curvou aqueles lábios carnudos.

Desculpe, estou atrasada – disse ela, ofegante. – Acho que não reservou uma dança para mim…

Edward quase gemeu. O pensamento de tê-la pressionada a si era quase uma tortura.

A dança ainda não começou – retrucou ele, girando para olhar na direção da banda. – Talvez possamos inaugurar a pista, e depois eu a apresentarei aos convidados.

Edward gesticulou para o pianista, que anuiu. Uma melodia lenta e sensual preencheu o ambiente, e ele lhe estendeu a mão. Os dedos trêmulos de Isabella tocaram os dele, e Edward os apertou para tranquilizá-la. Quando alcançaram o meio da pista de dança, ele girou, e Isabella se entregou de bom grado aos braços que a esperavam. No instante em que o corpo macio se moldou ao dele, Edward enrijeceu.

A fragrância delicada o envolveu ao mesmo tempo que o calor daquele contato lhe invadiu o corpo. Não havia um milímetro de sua estrutura que não estivesse ciente daquelas formas femininas. Edward baixou o olhar quando fizeram um giro suave e engoliu em seco. Ela não estava usando sutiã, e os seios firmes se encontravam pressionados ao seu peito, o que lhes realçava os contornos superiores contra o decote. Ele teve de lançar mão de todo seu autocontrole para não a arrastar para fora daquele salão para que mais ninguém pudesse vê-la. Soltando a respiração que estivera prendendo o mais discretamente possível, lembrou a si mesmo que aquela mulher não lhe pertencia e, portanto, não tinha o direito de ser possessivo. Mas aquilo em nada ajudou para lhe abrandar a irritação quando viu a forma como vários homens dirigiam olhares cobiçosos a Isabella. Não lhe faltariam pretendentes depois daquela noite. Deveria se sentir aliviado, mas sentia exatamente o contrário. Não conseguia desfazer a expressão fechada.

A festa está muito bonita – disse Isabella com um sorriso, enquanto olhava por sobre o ombro largo. – Obrigada por planejá-la em minha homenagem.

Não há por que, pethi mou. Quero que se divirta.

Suas convidadas estão se adaptando bem à cidade? – perguntou ela em um tom inocente.

Edward estreitou o olhar. Saberia Isabella de seus planos para com Alice? Não que ela não fosse saber dentro de pouco tempo, mas por alguma razão se sentia relutante em lhe revelar sobre seu iminente noivado. Ou talvez fosse um patife que beijava uma mulher dias antes de pedir outra em casamento.

Muito bem – murmurou ele, girando-a para que ela não ficasse de frente para Alice e a mãe. Um incômodo sentimento de culpa o invadiu. Que tipo de homem se aproveitava de uma jovem estando compromissado com outra? Até mesmo Jasper, que nunca ficava sem uma mulher, teria se negado a seduzir sua tutelada com a futura noiva aguardando uma oportunidade. Emmett não hesitaria em enviá-lo de volta à Grécia com um chute no traseiro por causa daquela proeza com Isabella.

Bem, qual deles é meu marido em potencial? – perguntou ela, olhando ao redor.

Isabella estampava um sorriso travesso no rosto que só servia para iluminá-la ainda mais.

Eu a apresentarei a eles assim que esta dança chegar ao fim – garantiu ele.

Pelo menos durante aqueles momentos Isabella lhe pertencia, estava em seus braços, e ele não tinha a mínima urgência em atirá-la nas garras dos pretendentes que a aguardavam reunidos em torno da pista de dança como um bando de abutres. Pela primeira vez, ele se arrependeu da atitude intempestiva de procurar um marido para Isabella. Ela deveria se divertir sem pensar em um compromisso para a vida toda. E ainda assim, ele estava a ponto de fazer exatamente aquilo. O pânico lhe percorreu a espinha como o metal frio da lâmina de uma espada.

Antes de Isabella invadir sua vida, estava muito satisfeito com a ideia de se casar com Alice e ter filhos. Isabella não passava de uma distração temporária, nada mais. Tão logo tudo estivesse acordado entre ele e Alice e conseguisse encaminhar Isabella à segurança e estabilidade, tinha certeza de que seria capaz de abraçar o próprio futuro sem hesitar.

Quando a música chegou ao fim, ele deixou pender os braços e segurou as duas mãos de Isabella.

Venha, pethi mou. Sua festa a aguarda.

Isabella se esforçou ao máximo para sorrir e permitir que ele a guiasse, abrindo caminho entre os convidados até o palco onde ficava a banda. Em seguida, ergueu uma das mãos, e os acordes

cessaram. Só então ele se dirigiu aos presentes.

Agradeço a presença de todos neste evento de boas-vindas a Isabella Swan à nossa cidade – começou Edward em um tom polido. Um garçom se aproximou e entregou uma taça de champanhe a Isabella, e girou para oferecer outra a Edward. Ele a aceitou, segurando-a na altura da cintura enquanto continuava a se reportar aos convidados: – Estamos reunidos para uma noite de entretenimento, dança e conversas. São bem-vindos a permanecerem por quanto tempo quiserem ou até a bebida acabar – acrescentou com um sorriso. Risadas pipocaram por todo o salão. Em seguida, ele girou na direção de Isabella e ergueu a taça. – Um brinde a Isabella.

A Isabella – responderam os convidados em uníssono.

Edward tocou a taça na dela, e os olhares dos dois se encontraram. Por um longo instante ambos se encararam. Em seguida, ele desviou o rosto e tomou um grande gole do champanhe.

Embora não tivesse o menor interesse de vaguear entre o séquito de homens qualificados que Edward convidara, o que para ela era como escolher bifes em um açougue, Isabella sabia que tinha de desempenhar seu papel. Principalmente se houvesse alguma esperança de despertar ciúme em Edward. O que era esperar demais, porque, para tanto, ele teria de sentir mais que simples desejo por ela. Porém, no momento, era sua única esperança.

O brinde pareceu sinalizar uma volta às atividades normais. A banda recomeçou a tocar, e as pessoas começaram a fluir pela pista de dança.

Venha comigo, Bella. Está na hora de apresentá-la aos convidados.

Quer dizer que está na hora de eu conhecer os homens que escolheu para mim – retrucou ela, sem rodeios.

Edward lhe lançou um olhar questionador.

Prefere não conhecê-los? Não tem obrigação de fazê-lo.

Edward soava quase esperançoso e um pouco ansioso, o que era estranho, considerando o tempo que consumira reunindo aquele grupo seleto de pretendentes. Só o levantamento do passado daqueles homens devia ter sido uma tarefa árdua. E Edward não teria deixado de remover nenhuma pedra.

Isabella quase sorriu diante do pensamento.

Não, vamos em frente. Meu futuro me aguarda e tudo mais – disse ela em tom leve, dando-lhe o braço e permitindo ser guiada pela multidão. Sem saber o que esperar – talvez imaginasse que haveria um tumulto –, Isabella se surpreendeu com a forma civilizada com se deu o processo. Edward a levava de grupo em grupo, apresentando-a a associados nos negócios e amigos. Era muito fácil imergir na fantasia de que ela e Edward formavam um casal e ele agia como seu par, e não como um homem determinado a casá-la. Também era fácil esquecer que, a alguns metros de distância, Alice e Sophia os observavam. Ainda assim, Isabella não estava preparada para deixar que a realidade invadisse aquele momento. Colou-se ao braço de Edward, sorrindo e, em outros momentos, rindo com os assuntos em pauta. Após algum tempo, se descobriu relaxando e gostando de toda aquela festividade.

Isabella ergueu o olhar quando um homem atraente se encaminhou em sua direção, com uma expressão determinada. No mesmo instante, reconheceu Jacob Black, o homem que se apresentara a ela no restaurante, no dia anterior.

Isabella, peço-lhe desculpas por meu atraso – disse ele ao estacar diante dela, com um sorriso

charmoso que a estimulou a retribuir. – Tive um contratempo com um cliente – acrescentou, antes de lhe segurar a mão, como fizera no restaurante, e a levar aos lábios. Em seguida, dirigiu um olhar questionador a Edward, que se encontrava imóvel como se tivesse uma nuvem negra pairando sobre sua cabeça. – Gostaria de lhe pedir Isabella emprestada. Prometo mantê-la em segurança, e você pode voltar para sua namorada, que, permita-me dizer, parece ansiosa por dançar.

Edward exibiu uma carranca, e Isabella olhou por sobre o ombro, para deparar com Alice observando os casais na pista de dança com o que podia ser interpretado como um olhar desejoso. Não queria sentir pena da rival. Queria antipatizar com Alice. Se fosse mal-agradecida isso seria fácil, mas a verdade era que tanto a filha quanto a mãe haviam sido gentilíssimas com ela.

Está me pedindo emprestada apenas para dançar ou para outro propósito? – perguntou ela, provocante, ao aceitar a mão estendida de Jacob .

Que tal dançarmos primeiro e depois discutirmos os outros propósitos? – sugeriu o elegante jovem, com um brilho brincalhão no olhar.

A expressão de Edward era glacial. Isabella lhe soltou o braço para seguir Jacob , mas ele lhe segurou a mão livre, detendo-a entre os dois. Isabella o encarou, esperando que ele dissesse algo, mas Edward parecia sem palavras; ou talvez não tivesse tido a intenção de detê-la.

Deseja alguma coisa? – perguntou ela.

Edward lhe soltou a mão e fez um movimento negativo com a cabeça, mesmo enquanto relanceava o olhar na direção de Alice.

Não. Divirta-se, pethi mou. Esta é a sua noite.

Com um último olhar na direção de Edward, ela girou e permitiu que Jacob a guiasse de volta à pista de dança. Ele a girou em um movimento preciso, fazendo-a colidir com seu peito. Os olhos sorridentes se fixaram nela, e Isabella não conseguiu deixar de retribuir com um sorriso.

Ainda está à caça de um marido ou cheguei muito tarde para entrar na disputa? – Jacob fingia seriedade.

Os homens não costumam correr na direção oposta quando a palavra "casamento" é mencionada?

Não se ele não se importar em ser fisgado pela mulher em questão.

Você é um galanteador. – Isabella soltou uma risada. – Não posso levar a sério um homem tão charmoso.

Jacob sorriu, mas não refutou sua afirmativa. Os dois fluíram entre os demais casais, e, a cada chance que tinha, Isabella esticava o pescoço na direção de Edward. Alice e ele dançavam na extremidade da pista. A jovem grega ergueu o olhar, sorrindo para encará-lo, e não era preciso ser um gênio para perceber a adoração dela por Edward. Isabella conhecia aquele sentimento muito bem.

E então? – Jacob disse em tom casual, girando-a. – Vai deixá-lo escapar?

Isabella desviou um olhar cheio de culpa de Edward para encontrar o sorriso divertido de Jacob. Quando percebeu que não tinha a menor chance de bancar a inocente, suspirou.

Sou tão óbvia assim? – indagou, resignada.

Apenas para outro homem que está reconhecendo o território para competir.

Os ombros de Isabella se curvaram.

Sabia que não deveria ter concordado com esta farsa. Foi ideia de Edward, caso não saiba. Ele decidiu que é sua obrigação me casar o quanto antes.

Jacob lhe ergueu o queixo até que ela o encarasse.

Disse a Edward como se sente?

Isabella relanceou um olhar ao homem em questão e fez um movimento negativo com a cabeça.

É complicado.

Vou lhe dizer o que fazer. Por que não me aguarda naquele canto ali? Vou pegar uma bebida para nós e você vai me contar toda essa história.

O OLHAR de Edward encontrou Isabella outra vez enquanto ele ouvia educadamente o que Alice, Sophia e um pequeno grupo de pessoas que formavam um semicírculo ao lado da pista de dança conversavam. Ele teve de trincar os dentes quando viu Jacob se inclinar na direção de Isabella, com os lábios quase lhe roçando a orelha ao lhe murmurar algumas palavras. Isabella soltou uma risada, e o som sedutor se ergueu acima do tilintar dos copos e o murmúrio da conversação. Os dedos de Jacob tocaram o ombro exposto de Isabella e se detiveram lá por mais tempo que Edward julgou apropriado. Em seguida, ele engoliu em seco o rugido de raiva que lhe brotou na garganta, quando Jacob escorregou um dos dedos pela lateral do rosto delicado, e em seguida o deixou descer, de maneira sedutora, até a base do pescoço de Isabella. Inclinando-se na direção do rapaz, ela parecia buscar aquele toque. Jacob mudou o ângulo da cabeça e pressionou os lábios suavemente contra a região abaixo da orelha de Isabella.

Theos mou! – rosnou Edward. – Isto é demais.

Algo errado? – Alice lhe tocou o braço, com olhar preocupado.

Não é nada – Edward se apressou em responder.

Alice olhou na direção de Isabella antes de voltar a encará-lo.

Ela parece estar se divertindo.

Sim. – O olhar de Edward voltou a se fixar no casal, a raiva crescendo quando os avanços de Jacob se tornaram mais ousados. – Dê-me licença por um instante – disse ele, com um gesto de cabeça para Sophia, antes de se afastar o mais calmo que pôde na direção onde se encontravam Jacob e Isabella.

O rapaz a havia encurralado em um canto, o corpo se movendo como um predador determinado a abater sua presa. Quando Edward começou a falar, Jacob baixou a cabeça e roçou os lábios no pescoço de Isabella.

A raiva explodiu dentro de Edward. Ele fechou a distância que os separava e segurou o homem mais jovem pelo ombro, arrancando-o de perto de Isabella.

Que diabos…? – Jacob se calou no meio da frase. – Edward, algum problema?

Venha cá, Isabella – disparou Edward, estendendo-lhe a mão.

Ela o encarou boquiaberta.

Qual é o problema? – perguntou, mesmo aceitando a mão estendida.

Edward a puxou, colando-a à lateral do corpo, e concentrou toda a força de sua fúria em Jacob .

Mantenha suas mãos longe dela – ordenou. – Não pode tocá-la. Não pode nem ao menos pensar nela. Entendeu?

Jacob o surpreendeu, sorrindo e se afastando com as duas mãos erguidas em um gesto de rendição.

Como quiser. – Em seguida, piscou para Isabella. – Acho que é melhor eu ir embora. Algo me diz que não sou mais bem-vindo.

Oh, não, Jacob , fique. – Isabella relanceou o olhar a Edward com expressão confusa. – Tenho

certeza de que Edward não faz nenhuma objeção.

Faço muitas objeções. Ele a está assediando na frente de um salão cheio de convidados. – Em seguida, Edward se dirigiu mais uma vez a Jacob , puxando Isabella ainda mais para perto. Em um tom de voz baixo o suficiente para não ser ouvido pelos demais, acrescentou: – Se o vir perto de Isabella mais uma vez, eu o quebro ao meio. Fui claro?

Edward ignorou o ofego chocado de Isabella. Jacob se limitou a sorrir e continuar a se afastar, com expressão presunçosa.

Vejo-a em outra oportunidade, Bella.

Até logo – retrucou ela, com suavidade.

Venha. – Edward quase a arrastava consigo. – Não sairá do meu lado pelo restante da noite.

Para sua surpresa, Isabella não objetou. No meio do caminho até o local onde estava Alice e a mãe, ela tropeçou, e Edward girou rápido para segurá-la.

Vá devagar – disse ela. – Não posso andar rápido com estes sapatos.

Desculpe. – Edward concedeu com voz áspera enquanto a amparava. Continuou lhe segurando os braços até ter certeza de que ela recobrara o equilíbrio. – Está bem?

Isabella anuiu e os dois prosseguiram.

Tudo em ordem? – quis saber Sophia, preocupada, quando eles as alcançaram.

Isabella sorriu.

Sim, sra. Gianopolous. Obrigada por perguntar.

Por favor, chame-me de Sophia. – A mulher esticou o braço e puxou a mão de Isabella que Edward segurava.

Quer que lhe traga algo para beber? Comeu alguma coisa desde que chegou? – Ela se dirigiu à filha. – Pode nos dar licença um minuto, querida? Fique aqui com Edward, enquanto levo Isabella para comer algo.

Edward ergueu uma das mãos para calar a verborragia de Sophia. Sentia a cabeça latejar, e o que realmente desejava era socar Jacob por ter tocado em Isabella. Por ousar roçar os lábios naquela pele macia.

Fiquem aqui. Pedirei a um garçom que traga uma bandeja. Prefiro que Isabella fique ao meu lado pelo resto da noite – acrescentou ele em tom de voz brusco.

Os olhos de Sophia se arregalaram pela surpresa. Alice se aproximou de Isabella e lhe tocou o braço.

Tem certeza de que está bem? – perguntou com voz suave.

O sorriso de Isabella era tenso quando fixou o olhar em Alice.

Estou ótima. Edward é que exagerou – respondeu, dirigindo um olhar desafiador a ele. – Não sei como espera que eu encontre um marido quando perde as estribeiras no instante em que um homem mostra interesse por mim.

Edward inspirou profundamente.

Não chamo o que aquele rapaz estava fazendo de mostrar interesse. Theos! Parecia estar fazendo amor com você diante de todos.

As sobrancelhas de Isabella se arquearam, e um sorriso lento lhe curvou os lábios.

É assim que chamam beijar atualmente? – provocou.

As narinas de Edward se dilataram ao se lembrar dos beijos que os dois haviam trocado. Estava preso a uma armadilha que ele mesmo preparara.

Os modos dele não eram apropriados – disse entre os dentes cerrados. – Você está sob minha proteção. Seguirá minhas orientações.

Isabella girou, insolente, na direção de Sophia e Alice.

Acho que ele cortará esse da lista de maridos em potencial. – Em seguida, deixou escapar um suspiro dramático, soltando os braços nas laterais do corpo. – Nem ao menos consegui dançar outra vez.

Edward dançará com você – sugeriu Alice. – É um excelente dançarino, como deve ter percebido mais cedo.

Sim, vão dançar – estimulou Sophia. – Providenciarei para que uma bandeja de comida esteja aqui quando voltarem.

Edward sentiu a boca ressecar. Não sobreviveria a outra dança com aquele corpo delicioso colado ao seu. Uma sessão de tortura fora suficiente por aquela noite. Mas a alternativa seria deixá-la dançar com aquele bando de rapazes que a cobiçavam. Rapazes escolhidos a dedo por ele. Nem por cima de seu cadáver! Sem dizer mais uma palavra, ele segurou a mão de Isabella de modo brusco e quase a arrastou para a pista.

Você está cuspindo fogo – murmurou ela, enquanto Edward a tomava nos braços.

Pela primeira vez desde a chegada de Jacob , ele relaxou ao sentir o corpo macio se amoldar suavemente ao seu. Aquilo provocava uma sensação de perfeição inata. Amava tocá-la. Era difícil impedir as mãos de vagarem por aquelas curvas sensuais.

Você também sente isso – disse ela com suavidade, erguendo o olhar para encará-lo. – Não quer sentir. Luta contra isso, mas sente tudo que eu sinto. Foi por isso que me beijou. – Isabella soltou uma risada abafada. – Não conseguiu resistir a me beijar, da mesma forma que sou incapaz de resistir. Não quero resistir.

Edward negou com a cabeça, embora todo seu corpo zumbisse em concordância.

Ela sorriu e lhe tocou os lábios com um dedo enquanto os dois se moviam no ritmo da música. Em seguida, girou para que ele ficasse de costas para Alice e deixou as mãos escorregarem pelo peito largo. Os olhos verdes se semicerraram, e os lábios sensuais se entreabriram em um gesto sedutor.

Edward gemeu.

Não deve fazer isto, Bella. Você me deixa maluco. Tem de parar com esta provocação.

E quem disse que isto é provocação? – perguntou Isabella erguendo uma das sobrancelhas.

Edward lhe afastou as mãos e girou para que os dois ficassem posicionados lateralmente a Alice.

Está vendo aquela jovem? Alice. Vou pedi-la em casamento. Isabella recebeu a notícia com calma. Sem nenhuma reação aparente. Será que ela já estava sabendo? – O que há entre nós tem de parar – pressionou ele. – Vamos nos casar com outras pessoas.

E ainda assim continua me beijando – retrucou Bella com um breve sorriso.

Não farei mais isso – prometeu Edward.

Em vez de aquelas palavras a intimidarem, uma faísca lhe iluminou os olhos chocolates.

Se fosse arriscar um palpite, diria que você o fará.

Porém, antes que ele pudesse responder, Isabella deu um passo atrás.

Estou faminta. – E de repente se inclinou para perto, murmurando-lhe ao ouvido para que só ele pudesse escutar: – Você diz que não me deseja, mas não quer que outro homem me tenha. Muito estranho, não acha?

Isabella girou e se afastou, com os lábios se curvando em um sorriso ao abrir caminho em direção a Sophia, que a esperava com uma bandeja de comida.

Beijos e até