Lábios de Sangue
Capitulo 3 - O Vampiro e um Anjo
Trowa, Cathrine e Heero passaram a noite inteira conversando, a cada palavra que Heero dizia Trowa ficava mais e mais preocupado, ele nunca achará que este dia chegaria, as suposições de Treize e do clã a respeito da profecia. Um mal antigo a ser libertado, a escuridão eterna, morte de todos os inocentes, uma única esperança, Yami devia ser encontrada o quanto antes. Aquela noite em que eles estiveram em Veneza foi apenas um prenuncio do que estaria por vir.
- Como ela está Treize?
- Descansando Trowa, ainda não os agradeci por a terem salvo, eu devia imaginar que Ebro estaria aqui, na noite em que chegamos eu senti a presença dele, mandei que verificassem, mas não havia nenhum sinal dele. Isso é obra dela tenho certeza, ela ainda ousa me desafiar, ela sabe o que Cathrine significa para mim, e deseja me atingir através dela.
- Você esta se referindo a ...
- Não diga o nome dela na minha presença Yuy, sim é a ela que estou me referindo, aquela... brrr... esqueça não vale a pena falarmos sobre isso agora, temos assuntos mais urgentes a tratar, venham tenho algo a lhes mostrar.
- Marcus onde está Christine.
- Ela estava verificando os preparativos para a reunião Sr.
- Peça a ela que deixe William e você cuidarem disso, diga também que ela deverá ficar com Cathrine até ela acordar e me avisar assim que isto acontecer. Estarei no prédio, próximo ao canal de São Marcos.
- Mas lá fica a basílica de São Marcos.
- É verdade... acha que não posso visitar a igreja Marcus.
- De forma alguma, o Sr. pode ir aonde quiser, o Sr. e o shuhan dos Khushrenada, o que me pediu será feito.
- Ótimo. Vamos então Yuy, Barton.
Treize, Heero e Trowa foram em direção a basílica de São Marcos, eles também se perguntavam se um vampiro poderia entrar em uma igreja, afinal um ser amaldiçoado a caminhar nas sombras da noite poderia entrar em um lugar onde a luz habita. Treize pareceu notar a dúvida estampada nos olhos de Trowa, em relação a Heero era difícil dizer, o que se passava em seu intimo, ele raramente demonstra suas emoções, mas Treize sabia que ele também tinha duvidas, e verdade que nem todos os vampiros podem entrar em lugares sagrados, mas a basílica de São Marcos não fora construída em solo sagrado, por tanto eles poderiam entrar nela livremente, uma vez que o padre responsável vivia sobre as leis dos Khushrenada. E que lugar melhor para esconder Hikari do que uma basílica.
- Não se preocupem, não seremos queimados se entrarmos na basílica, pelo menos acredito que não, não me queimei da ultima vez que estive aqui. Mas não aconselho sair entrando em tudo templo, por que tudo depende da forca e do motivo que o levam a entrar em um local sagrado, se você não acredita no motivo que o move, tenha certeza que assim que pisar em um local sagrado seu corpo vai queimar até virar pó.
Treize bateu na porta da basílica e logo depois um homem de estatura mediana, trajando roupas que o identificavam como o sacerdote da basílica lhes atendeu.
- Sr Khushrenada entre e seja bem-vindo, o Shuhan dos Khushrenada.
- Gabriel eles são membros do clã . Heero Yuy e Trowa Barton
- Sejam bem-vindos Sr. Yuy, Sr Barton, entrem por favor, não temam pois essa basílica pertencem os Khushrenada e a todos do clã.
- Eu disse que não seriamos queimados.
- Hn, realmente apenas omitiu que a basílica lhe pertencia.
- Não ela pertence a paróquia de São Marcos, o clã apenas forneceu os meios para que ela fosse erguida. Leve-nos até Hikari.
- Como desejar Sr Khushrenada.
O sacerdote caminhou até o confessionário, afastou a cortina pressionou um canto da parede e ela se abriu. Heero e Trowa observaram que a atrás da parede se escondia um túnel com escadas, eles desceram por ela. O sacerdote acendeu uma lamparina e um grande salão se mostrou a frente deles, Gabriel acendeu as 14 tocas que circundavam o salão, permitindo que eles vislumbrassem um caixão de vidro no centro do salão, dentro dele envolto em panos brancos adornados com inscrições em ouro estava Hikari. Treize caminhou até o caixão de vidro e sinalizou para que Heero e Trowa o acompanhasse. O caixão era todo trabalhado no vidro e possuía a inicial I e K na tampa seguido das seguintes palavras em hebraico :
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"Apenas o sangue do shuhan dos Khushrenada pode abrir o lacre em que a luz está guardada. "
O sacerdote entregou um pequeno punhal a Treize que fechou sua mão esquerda em volta da lamina de forma que se cortasse, permitindo que o sangue escorresse pela lamina em cima das iniciais I e K. Treize guardou o punhal e se concentrou para que o corte em sua mão fechasse. Ele retirou os panos que cobriam o objeto dentro do caixão.
- Srs. está é Hikari.
- Uma espada?!
- Não é uma espada comum Sr Barton, mas creio que Gabriel possa lhes explicar melhor do que eu, o que Hikari representa. Mas não agora, tudo a seu tempo, por enquanto o que é necessário saber e que a encontramos, mas e necessário que encontremos a outra metade. Heero a partir de agora você será o guardião de Hikari e o responsável por encontrar a outra metade.
- Mas Sr Treize apenas o...
- Eu sei Gabriel, e por isso que escolhi Heero ele será meu herdeiro.
- Seu herdeiro?
- Sim Heero, pretendo torna-lo o próximo shuhan dos Khushrenada.
- Mas apenas aqueles que possuem o sangue dos Khushrenada pode ser o líder do clã.
- Não verdade isso é um assunto um tanto quanto delicado e falaremos disso, mas tarde Yuy, tudo será resolvido em breve. Primeiro vocês devem levar Hikari quando saírem de Veneza, tudo esta sendo preparado para que isso aconteça, gostaria de pedir apenas mais um favor, levem Cathrine com vocês ela não estará segura comigo.
- E por acha que ela estaria segura conosco.
- Eu confio nas suas habilidades Yuy assim como nas habilidades do Sr Barton, ela esta começando a mostrar suas intenções, conseguindo aliados até mesmo dentro do nosso clã, não posso confiar a segurança de Cathrine a qualquer um, meus inimigos estão crescendo e o clã dela esta se fortalecendo a cada século. Ela conhece a profecia e vai fazer de tudo para que ela se concretize, até mesmo formar uma aliança com o clã dos Romefeller.
- Você já sabe onde ela está.
- A ultima informação que tive dela e que estava na Inglaterra, mandei alguns vampiros atrás dela, e tudo que descobri e que ela continua atrás de você e que não me perdoa por tê-lo afastado dela. E o mais importante parece que ela está vindo para Veneza, portanto vocês irão para o Japão em uma semana, desta forma não se encontraram.
- Entendo... então ela ainda esta viva, sabe dizer se Sally ainda a acompanha.
- Por que Heero? Por acaso esta interessado nela, ouvir dizer que é muito bonita apesar de nunca tê-la encontrado pessoalmente, mas não sei se ela é a companhia ideal para você.
- Hn... apenas curiosidade, devo um favor a ela somente isso.
- Quando ela chegar a Veneza vou me lembrar de verificar se Sally ainda pertence ao clã dos Peacecraft. Agora devemos ir, o sol logo nascerá e Cathrine á deve ter acordado.
Treize envolveu Hikari novamente e fechou o caixão, eles saíram da basílica, Treize dera ordens ao sacerdote que prepara-se tudo para que Hikari fosse levada ao Japão em uma semana. Heero não sabia como duas espadas poderiam impedir a profecia, o que ele sabia e que faria de tudo para impedir que os Peacecraft encontrassem Yami ou pegassem Hikari. Trowa observava Heero e podia ver a determinação em seus olhos ele o conhecia muito bem sabia que o Heero faria até mesmo o impossível para que a profecia não se realizasse. Ele mesmo faria o que fosse necessário para que Yami fosse encontrada a tempo.
No templo Shenlong:
- Wu-Fei tem certeza que não quer ir com a gente.
- Hoje não vai dar Quatre, eu tenho um monte de coisas para fazer. Que tal amanhã.
- Tudo bem então.
- Quatre você tem certeza que pode ir para casa sozinho.
- Claro Duo, você não precisa se preocupar.
- Mas é que nós sempre voltamos juntos.
- Eu sei Duo, mas já são 21:00 hs e você tem que ir para o Deathscythe daqui a pouco e se você for direto daqui para sua casa você ganha tempo, do que se formos juntos. Eu prometo que vou estar lá antes de você começar a cantar a primeira musica.
- Mas a banda começa a tocar somente a partir das 23:00 hs Quatre isso quer dizer que eu posso chegar lá apenas a partir das 22:30 hs nos dando tempo suficiente para irmos a minha casa, pegar umas roupas e ir para a sua.
- É que eu tenho que dar um pulo no antiquário para buscar umas coisas que eu deixei lá.
- Mais o antiquário não fecha ás 20:30 hs.
- É eu sei, mas o Sr Kirehashi disse que me aguardaria até 21:00 hs. E eu já estou atrasado. Tchau, tenho que ir.
- Ta legal, mas vê se toma cuidado, o caminho até o antiquário é perigoso, tem sempre maus elementos por ali, e você sabe que costuma chamar a atenção, não tanto quanto eu é claro.
- Feh! Ta bom mamãe eu tomo cuidado.
- O Duo tem razão Quatre toma cuidado.
- É eu sei. Pode deixar que eu sei me cuidar ta legal, afinal nós estamos treinando artes marciais ou não.
- Deixa Fei o Quatre não gosta que a gente se preocupe com ele.
- Não é isso gente e que voc...
- A gente sabe Quatre e entende, mas não podemos evitar nos preocupar com você, mesmo porque você ainda tem muito que evoluir, vocês aprenderam apenas o básico.
- O Duo mais ainda não é Wu-Fei?
- Engraçadinho, você vai ao Deathscythe hoje não vai?
- Claro Duo, você irá dormir na minha casa hoje não é.
- Se você insiste vou sim.
- Então nos vemos mais tarde.
- Toma cuidado!
- Ta.
- Tchau Wu-Fei!
- Tchau!
Duo foi para casa se arrumar enquanto Quatre foi em direção ao antiquário, ele se sentia deprimido, ele sabia que tinha uma aparência um tanto frágil para um rapaz de 17 anos, mas ele estava longe de ser alguém indefeso que precisa-se viver envolto em uma redoma de vidro.
"Detesto quando o Duo faz isso, eu não sou tão fraco a ponto de não saber me defender, ás vezes eu detesto minha aparência, eu pareço tão frágil, mas eu não sou, eu sei que posso ganhar minhas próprias lutas, sem ter o Chang e o Duo me protegendo".
- Toc, Toc.
- Sr Winner entre.
- Boa noite, Sr Kirehashi, minhas peças estão prontas.
- Perfeitamente Senhor.
Em um beco próximo.
- Hey Nenchu.
- O que é Nensei?
- Você viu quem acabou de entrar no antiquário, o loirinho dos Winner, e ele estava sozinho, sem o chinês e o americano como babás.
- Feh! Parece que vamos nos divertir um pouco essa noite Nensei.
- Heh! Mas eu acho que loirinho pode não gostar da nossa companhia.
- Não liga não a gente amansa ele, ou deveria disser amassa Ahá Há.
- Ahá há!!!
No castelo a oeste da cidade.
- Pode me fazer um favor Barton?
- Claro Yuy.
- Não me chame Yuy, apenas Heero, mesmo depois de 200 anos você continua com a mesma coisa.
- Tudo bem Heero o que você quer que eu faça.
- Existe um antiquário na cidade, peço que vá até ele e o convide a vir até a minha casa.
- E posso saber o quer com ele.
- Não meu amigo quando for o momento certo você saberá.
- E se ele se recusar a vir devo traze-lo assim mesmo.
- Hum.... Não pergunte se ele me receberia em um horário reservado, diga que sou excêntrico, que não gosto muito de pessoas, invente alguma coisa, mas deixe claro que preciso lhe falar, seja discreto não quero atrair atenção desnecessária.
- Como desejar Heero.
No Antiquário
- Desculpe a demora Sr Kirehashi, sei que marcamos as 21:00 e já são 21:20 hs me desculpe.
- Não tem problemas Sr Winner, minha loja esta sempre aberta para o Sr.
- As peças ficaram perfeitas Sr Kirehashi.
- Obrigado, Sr Winner, fico feliz em saber que aprecia meu trabalho, devo confessar que me deu um certo trabalho restaurar estas peças.
- É eu imagino que sim, mas elas ficaram ótimas, o Sr encontrou o que lhe pedi.
- Sim chegou esta manhã.
- Realmente é muito bonita.
- É verdade ela foi confeccionada há muito tempo ninguém sabe exatamente a data, acreditasse que ela foi forjada a mais de 400 anos, os detalhes na lamina foram inscritos em uma língua antiga, não sabia que se interessava por este tipo de antiguidade Sr Winner.
- Ah! Não é para mim é um presente a um amigo meu, ele gosta muitos de espadas, e ele viu um desenho dela em uma exposição de espadas raras ano passado quando fomos ao Japão. Não é a verdadeira mais e muita parecida.
- Hã...Era sobre isso que eu queria falar, eu também fiquei muito surpreso, pois na verdade esta não é uma copia Sr Winner.
- Como não?! A espada esta desaparecida a mais de 200 anos.
- Na verdade são duas espadas distintas, apesar de serem muito parecidas, uma não tem nada haver com a outra, acreditava-se que era apenas uma, eu mesmo fiquei surpreso quando descobri.
- Duas!?
- Sim, ao que parecem elas foram confeccionadas pelo mesmo ferreiro, na época ele era o melhor forjador de espadas, mais cada uma foi confeccionada por um motivo diferente, as duas foram forjadas em honra a sua esposa que possuía pelo que diziam uma beleza surpreendente, uma antes de sua morte e recebeu o nome de Hikari que significa Luz e a outra após a morte dela de uma doença misteriosa e recebeu o nome de Yami que significa Trevas. Dizem que ele estava foram de si quando forjou a segunda espada, dizendo que os mortos caminhavam a sombra da noite, se alimentando do sangue dos inocentes, falam que ele tirou a própria vida depois que terminou as espadas. Logo após a sua morte as espadas desapareceram.
- Er? Serio.
- Claro que são apenas historias, mas...
- Bam
- Quem será à uma hora dessas.
- Não... já são 23:30hs estou atrasado Sr Kirehashi, poderia mandar entregar essas coisas amanhã em minha casa, por favor.
- Claro Sr Winner amanhã por volta das 09:00 hs eu peço para entregarem em sua casa.
- Obrigada, e se o Sr não se incomodar poderia terminar de me contar sobre ela.
- Claro será um prazer Sr Winner.
- Click, Sim.
- Eu vou indo em...
- Boa noi...
O antiquário abriu a porta revelando um rapaz alto muito atraente, o rapaz esperava encontrar apenas o antiquário aquela hora, ficou surpreso ao encontrar um rapaz um pouco mais baixo que ele de uma aparência angelical.
"Quem é essa criatura tão bela, cabelos claros com a luz da lua, olhos tão azuis que refletem a pureza de sua alma, porque sinto como se os olhos dele me queimassem".
Quatre olhava o jovem à frente como se estivesse hipnotizado, seus olhos percorreram com curiosidade o corpo a sua frente, calça e sapatos pretos, uma blusa de manga comprida dobrada até a altura do cotovelo de seda verde escura que realçavam os olhos e a palidez do rapaz de cabelos castanhos.
Quatre se sentia analisado da mesma forma pelo rapaz alto, sabia que não estava tão elegantemente vestido como o outro, mas percebeu que o rapaz pareceu apreciar o que via. Quatre usava uma calça bege, sapatos pretos e uma blusa meia manga branca entre aberta no peito.
"Por Alá, meu coração parece que vai explodir, nuca me senti assim antes, ele é ligeiramente, mas alto que eu, cabelos de um castanho escuro, uma franja a cobrir um dos olhos, olhos verdes como esmeraldas, a pele quase translúcida, lábios ligeiramente avermelhados como se ele fosse de porcelana. Porque ele me olha desta forma desconcertante, como se pudesse tocar minha alma, droga meu rosto esta quente, era só o que me faltava corar como uma garota, na frente de um rapaz que eu nem conheço, estou causando uma bela impressão".
- Desculpe-me.
- Não eu é que peço perdão por atrapalhar seu caminho.
Trowa se afasta ligeiramente da entrada dando passagem ou adorável jovem a sua frente, que tinha a face ligeiramente avermelhada, como se estivesse com vergonha de alguma coisa.
"Um anjo e o que me parece, com uma voz suave e aveludada, porque tenho essa sensação de paz, com apenas um simples olhar desse anjo".
- Posso ajuda-lo meu jovem.
- Perdoei-me pelo adiantado da hora, o Sr é o responsável pelo antiquário.
- Sim sou o Sr Kirehashi, por favor, entre, não convém ficarmos a porta a esta hora da noite, Sr Winner tem certeza que não quer que lhe chame um táxi e muito perigoso o Sr sair sozinho.
- Não se preocupe, estarei bem. Até breve Sr Kirehashi.
- Será um prazer Sr Winner.
- Então Sr?
- Barton, Trowa Barton.
- Em que posso ajuda-lo Sr Barton.
No beco próximo ao antiquário
- Hey Nenchu, até que horas a gente vai ficar aqui cara.
- Porque ta com medo é.
- Que isso cara, mas é que o riquinho esta lá dentro com o coroa a mais de 1 hora e nada dele sair.
- Vamos esperar mais 10 minutos depois nós vamos procurar outra pessoa para ganhar um troco sacou.
- Heh! Por mim tudo bem, hey a lá parece que alguém vai falar com o antiquário.
- Vamos ver se nossa presa sai da toca.
- O loirinho ta saindo vamos esperar ele se aproximar, o pegamos arrastamos para o fundo do beco.
- Ele ta chegando presta atenção.
- Agora!
Quatre saiu do antiquário com os pensamentos presos no rapaz que deixará para trás no antiquário, ignorando por completo o perigo a sua espera.
"Ele tinha a voz tão profunda e extremamente sex, o que eu estou dizendo ele é homem, muito bonito por sinal, além do que eu estou saindo com a Dorothy, tudo bem saindo não é a palavra correta, ela me convidou para sair, tomamos um sorvete juntos e ela me beijou, mas foi somente isso, Quatre vê-se para de ficar pensando bobagens, ele nunca vai olha-lo desta forma, você nem sabe o que ele achou de você, e já estou atrasado, acho que não vou nem passar em casa vou direto para o Deathscythe".
- O que?!
No Deathscythe:
A música tocava alta, com todos curtindo o som da banda, e admirando o vocalista que era o desejo secreto de muitos homens e mulheres do clube. Ele vestia uma calca jeans escura desfiada na altura do joelhos, uma blusa preta e uma bota na mesma cor.
(Time- Angels Cry)
This time I wanna know
What life means...
...to live it again
I'm looking forward, feel the
Light shine in my eyes...
And now I know, my instincts
Were not wrong,
And many things can be done
I don't believe now
That I'm dreaming alone
Tempo - Angels Cry
Dessa vez eu quero saber
O que a vida me reserva...
... vivo novamente
Contemplando a luz brilhante
diante de meus olhos...
E agora eu sei, que meus instintos
não estão errados,
e muitas coisas podem ser feitas
e não acredito que agora
Eu estou sonhando sozinho
Ninguém imaginava que enquanto cantava, a mente do vocalista estava a quilômetros de distancia.
Oh, we're searching for the love
That everyone's got,
But can't see
Oh, beyond the flesh and blood
There's so much hidden behind
As so much more we've gotta give...
Oh, nós estamos procurando pelo amor
que todos precisamos,
mas não podemos ver.
Oh, além da carne e do sangue
escondido muito atrás da pele
muito mais que nos podemos dar...
"Droga cadê o Quatre, ele já deveria ter chegado a uma hora atrás, será que aconteceu alguma coisa com o loirinho, se alguém se meteu a besta com ele, terão que se ver comigo, ou meu apelido não é Shinigami".
Sanity brings up the sadness
that keeps your illusions locked
in a little box
Fright comes, you find yourself lonely
in a cage of conclusions
crowding your mind ...
O bom senso trás a tristeza
que mantem seus erros trancados
em uma pequena caixa
O susto vem, e você se encontra a sós
em uma gaiola com as conclusões
que tumultuam sua mente...
Enquanto isso no antiquário:
- A pessoa para quem trabalho gostaria de lhe falar, no entanto ele preza muito o sigilo e não gostaria que outros ficassem a par de seus negócios.
- Entendo muitas pessoas prezam a discrição e não tenho nenhum problema quanto a isso, mas se não houver problemas para o Sr?
- Yuy, Heero Yuy.
- Se não houver problema para o Sr Yuy, gostaria de recebe-lo aqui se possível, qual seria o melhor horário para ele.
- Ele prefere que seja após o por do sol se não for um incomodo, a loja fecha a que horas normalmente.
- Geralmente eu a fecho ás 20:30 hs, hoje por um motivo especial fiquei aberto até as 21:00 hs para receber o Sr Winner. As 20:30 hs seria um bom horário para o Sr Yuy.
- Seria perfeito obrigado.
- Então amanhã ás 20:30 hs estarei aguardando o Sr Yuy.
- Mais uma vez obrigado e tenha uma boa noite Sr Kirehashi.
No beco:
- Soltem-me! O que vocês querem?
- Olha Nensei a coisinha fala e tem uma voz melodiosa Heh.
- É o príncipe da família Winner e uma gracinha.
Os dois bandidos devoravam avidamente com os olhos o jovem Winner, Quatre já sabia quais eram as intenções dos homens a sua frente, elas eram claras pela forma com que era observado, mas ele estava decidido a não facilitar a nenhum dos dois, se eles achavam que ele seria uma presa fácil estavam enganados, não iria permitir que tocassem nele de forma alguma.
- Olha se vocês querem dinheiro levem o que quiser e me deixem em paz.
- Ah! Mas nós vamos sim, mas sabe como é achamos que talvez o loirinho pudesse nos entreter um pouquinho, afinal não estamos fazendo nada mesmo e uma coisinha tão bonitinha deve nos favorecer um entretenimento bastante prazeroso.
- Nunca!
- Nensei vamos ter que dar um trato nele antes, mas cuidado para não ferir muito o nosso brinquedinho.
- Heh.
Os dois bandidos partiram para cima de Quatre, mas ele conseguiu se defender dando um soco no estômago de um e acertando um soco no rosto do outro.
- Gah! Droga Nenchu ele me acertou no rosto.
- Agh! É o loirinho saber bater Nensei, será que ele sabe lutar contra uma faca também.
Os bandidos tiraram cada uma faca e investiram contra Quatre, ele deu um chute no braço de um fazendo com que ele derrubasse a faca em sua mão, mas ele não teve a mesma sorte com o outro que acabou atingindo de raspão o braço esquerdo de Quatre, não era um corte profundo, mas suficiente para que seu sangue escore-se. No momento que Quatre desviou o olhar para seu braço, um deles se posicionou a suas costas agarrando seus braços por trás, enquanto o outro o golpeava sem piedade no estômago.
"Droga eu devia ter ouvido o Duo. Por Alá que alguém me ajude".
Os bandidos bateram e chutaram Quatre, que caíra no chão.
- Droga Nenchu ele desmaiou.
- Não tem problema, assim teremos um divertimento sem interrupções.
Trowa saíra do antiquário, com a intenção de retornar ao castelo para avisar Heero sobre sua conversa com o antiquário, ele pensava no jovem rapaz que deixará o antiquário a alguns minutos, quando sons e um cheiro que ele estava acostumado a sentir e provar lhe chamaram a atenção.
"Quem era ele, Winner deve ser o sobrenome dele, não deve ser muito difícil descobrir o primeiro nome. Que sons são esses, alguém parece que esta sendo agredido, cheiro de sangue, o sangue de alguém foi derramado".
- Vamos começar a nossa festinha.
- Heh, eu quero ser o primeiro a me divertir.
- Porque Nenchu, você tem sempre que ser o primeiro.
- Porque eu e que mando.
- Ta ta ta legal.
- Me ajuda a tirar a roupa dele.
- Tudo b... Aaaaaahhhhh!!!
- O que foi Nensei?! O que? O que... O que... O que é você?!
- Eu, eu sou o seu fim.
- Não... Não ... Por favor,.... Por Deus... Nããããooo!!!!.
- Ele não vai ajuda-lo agora.
Trowa chegará ao local de onde os sons e o cheiro de sangue emanavam, o que viu deixou-o com raiva, o rapaz que a poucos instantes tomava seus pensamentos estava caído no chão com dois homens tentando tirar-lhe a roupa, ele sabia muito bem o que aqueles humanos pretendiam, como era possível que aquelas criaturas tinham a audácia de tentar ferir aquele anjo, tomado de uma fúria cega, ele partiu para cima daqueles humanos que tentavam macular com sua sujeira aquele anjo. Sem medir seus atos, Trowa agarrou com suas mãos o primeiro partindo-lhe o pescoço como se estivesse partindo uma folha de papel, o segundo virou-se para ver o que tinha acontecido com seu companheiro, o que viu o assustou, um rapaz alto segurava com uma mão o pescoço de Nensei deixando seu corpo cair de encontro ao chão , mas não era apenas isso que o assustou foi a cor de seus olhos vermelhos como o sangue e a fúria que eles mostravam, e quando o rapaz falou, foi como se estivesse na presença de um demônio de tão fria e cortante que eram suas palavras. Quando deu por si o rapaz com os olhos de sangue tinha atravessado seu peito com uma das mãos. Trowa soltou o corpo morto no chão, pegou um pano caído no chão e limpou o sangue de sua mão, ele olhou e tomou ciência do que tinha feito, ele tinha que fazer alguma coisa para esconder os corpos, ele sabia que ninguém daria falta desses dois humanos, pegando o celular ligou para Kimitsu dando algumas instruções pediu que alguém viesse e levasse os corpos, sem que Yuy tomasse conhecimento, mas tarde ele explicaria o que havia acontecido. Sua atenção se voltou para o anjo desacordado no chão.
"Ele esta somente desmaiado, com algumas escoriações, o que preocupa e este corte no braço, fora isto esta bem, como alguém poderia tentar macular um anjo desta forma, miseráveis, Kimitsu logo chegará e dará um jeito nesses corpos, no momento você é minha maior preocupação, quando Heero souber... tenho que tira-lo daqui, mas para onde devo leva-lo, pense Trowa, o coreto na praça".
Tomando o jovem anjo em seus braços, Trowa caminhou pelas sombras até chegar ao coreto na praça da cidade, no momento que o pegou em seus braços sentiu-se aquecido por dentro, e um ligeiro estremecimento percorreu o seu corpo.
"O que é isso, porque me sinto assim, ele tem um corpo tão bonito, másculo e ao mesmo tempo suave, o cheiro de sua pele, o sangue, a muito tempo que não fico perto de um humano assim e esse sangue tudo está minando minha razão".
Trowa chegou ao correto com Quatre desacordado em seus braços, felizmente ninguém os havia visto afinal eram quase 00:00 hs da noite, ele colocou Quatre deitado no banco a sua frente, aguardando que ele acordasse. Seu celular tocou e foi informado que os corpos haviam sido levados para o castelo, e enterrados conforme o ordenado. De repente o anjo começou a murmurar e gritou...
- NÃO!
- Tudo bem você está seguro agora.
- Você?!
- Eu estava indo embora, quando ouvi sua voz, achei que estivesse com problemas. Fico feliz que eu estivesse pó perto.
- Eu... Eu é que agradeço, eu achei que pudesse com eles, mas me enganei, acabei desmaiando, eles... eles...q... queriam me...
- Tudo bem eles não irão lhe fazer mal novamente nem incomoda-lo, e não conseguiram o que queriam fique tranqüilo, quando cheguei você ainda vestia suas roupas, não chore.
- O.... Obrigado.
Quatre começou a chorar e abraçou o misterioso jovem a sua frente, sem se dar conta do esforço que o outro fazia para ignorar o sangue de seus ferimentos.
"Eu tenho que afasta-lo, o cheiro do seu sangue, posso ouvi-lo correr em suas veias, o coração dele está acelerado e sua respiração esta, mas controlada, devo me afastar antes que eu perca o controle".
Trowa retira os braços em volta de sua cintura e se perde no olhar do anjo a sua frente, se sentindo ao mesmo tempo solitário e aquecido por esse olhar.
- Me desculpe, eu não deveria tê-lo abraçado.
- Tudo bem e melhor cuidar de seus ferimentos, eu o acompanho até sua casa se quiser.
- Obrigado, mas eu fiquei de me encontrar com um amigo, já estou atrasado e se eu não aparecer ele vai ficar muito preocupado.
- Tudo bem, mas deveria cuidar dos ferimentos primeiro, há uma loja logo ali você pode se limpar lá.
- Você me salvou e eu ainda nem sei o seu nome.
- Me desculpe, eu me chamo Trowa Barton, mas pode me chamar de Trowa.
- Trowa é um lindo nome, eu me chamo Quatre Raberba Winner, mas meus amigos me chamam de Quatre, pode me chamar assim se quiser.
- Certo Quatre.
Trowa e Quatre caminharam até o mercado 24 hs, Quatre observava discretamente o rapaz alto ao seu lado Quatre tinha 1,65 cm enquanto Trowa era 15 cm mais alto que ele, ombros largos. Quatre imaginava como seria ter aqueles braços ao redor de si, as mãos de Trowa eram frias ele pode notar quando Trowa o afastou, tinha alguma coisa misteriosa no jovem ao lado, ele podia sentir uma vibração estranha nele. Quatre não conseguia imaginar o porque de se sentir tão intrigado, nunca imaginou se sentir atraído por outro rapaz, mas por algum motivo o jovem ao seu lado despertava sensações que ele nunca sentira antes.
Trowa se sentia da mesma forma, ele sabia que era observado com extrema curiosidade pelo anjo ao seu lado, notará que ele repentinamente corara e ficou imaginando o que teria acarretado tal reação. Ele ficara intrigado com o jovem loiro e tentado a conhece-lo melhor, mas o que o outro faria se descobrisse o que na verdade ele é e o que havia feito com os homens que o atacaram..
Trowa sabia que não poderia revelar sua verdadeira natureza, com o risco de colocar ele e os outros em perigo, alem do fato que sua verdadeira natureza chocaria e afastaria o rapaz ao seu lado e isso era o que ele menos queria no momento. Ele queria aproveitar cada instante ao lado de tão bela criatura.
- Trowa você não vai entrar.
- Hã... Eu acho que melhor eu ficar te esperando aqui fora.
- Hã, tudo bem eu não vou demorar.
- Quatre você por aqui há essa hora, Meu Deus! O que aconteceu com você, esta todo machucado, sujo e rasgado.
- Oi Noin, é eu tive uns probleminhas, mas o Trowa me ajudou.
- Trowa? Quem é Trowa.
- Ele esta lá fora, ele não quis entrar.
- Porque não?!
- Eu não sei.
Quatre não entendia o porque de Trowa não querer acompanha-lo isso o deixara chateado, não queria admitir mais se sentia seguro com Trowa ao seu lado, mesmo não o conhecendo direito. Trowa pode notar a tristeza nos olhos de Quatre e sabia que era o responsável, ele gostaria de ter entrado com ele, mas como faze-lo entender que ele era um ser das sombras e que não podia entrar nos lugares sem ser convidado a entrar, apenas lhe contando a verdade ele entenderia, mas essa era uma verdade que Trowa não sabia se algum dia Quatre estaria preparado para descobrir.
Noin foi ate a porta da loja querendo saber quem era o jovem que ajudará seu amigo e disposta a faze-lo entrar, ela pode notar que era um rapaz muito atraente e parecia que o brilho da lua realçava ainda mais a beleza dele.
- Oi você é o Trowa não é?
- Como sabe o meu nome?
Por um instante os olhos de Trowa se estreitaram e uma sombra pareceu cobrir o seu rosto, enquanto observava a mulher a sua frente, 1,70 de altura, cabelos pretos curtos, muito bonita.
Noin deu um passo para trás no momento que o jovem se virou e a encarou, por um instante ela teve a nítida impressão que os olhos dele adquiriram um brilho avermelhado, mas logo balançou a cabeça descartando essa possibilidade, ela sentia como se a vida dela estivesse por um fio dependendo apenas da resposta que ela daria ao rapaz a sua frente.
- O Quatre me disse o seu nome e que você o ajudou, meu nome é Noin, porque você não entra, pode entrar e ficar a vontade os amigos de Quatre são sempre bem-vindos.
- Obrigado, eu aceito o seu convite.
- Noin você teria uma camisa para me emprestar? Trowa você entrou?
- Sua amiga me convidou a entrar, pelo que vejo você conseguiu tirar todo o sangue.
- E, mas acho que vou ter que fazer um curativo no braço.
- Pode deixar que eu faço Quatre, se não me engano tem uma blusa do Milliardo no armário do banheiro, ela vai ficar um pouco grande em você, mas acho que serve, Trowa fique a vontade se por acaso apareceu algum freguês você me avisa e eu venho atender, vem Quatre que eu vou cuidar deste ferimento.
- Tudo bem, eu aviso.
- Senta aqui Quatre e me conta tudo o que aconteceu enquanto eu cuido do seu braço.
- Tudo?
- Tudinho.
- Ta bom.
Quatre contou tudo o que tinha acontecido até agora omitindo, e claro todas as sensações desde que conhecera Trowa, Noin ouvia cada detalhe, mas ela sabia que Quatre não estava lhe contando tudo, ela pode notar que o loiro a sua frente estava fascinado pelo rapaz dentro da loja e que o outro também parecia estar fascinado pelo loirinho.
- E foi isso que aconteceu.
- Que bom que ele resolveu ir falar com o antiquário apesar de ser um horário um tanto quanto estranho não acha.
- Acho que ele e novo na cidade e não deve saber que o antiquário estaria fechado.
- Você sabe onde esse gato mora.
- Noin! o que Milliardo vai dizer se a ouvir falando assim de outro rapaz.
- Eu não vou contar você vai, alem do mais ele é um gato, e eu sei que você também já notou isso.
- O que quer dizer com isso!?
- Não precisar ficar com vergonha Quatre, eu estava brincando, afinal você e a Dorothy estão saindo não é? Você sabe que o Duo vai ficar maluco quando descobrir o que aconteceu e se sentira responsável não é.
- É eu sei, ele já deve estar preocupado com a minha demora, eu vou para lá assim que você terminar comigo.
- Prontinho, veste essa camisa, ainda bem que ele esqueceu essa camisa aqui.
- Por falar nisso não era ele que deveria estar aqui.
- E eu sei, mas ele me pediu esse favor e eu não pude dizer não, sabe como eu sou não é, não consigo negar nada a ele. Agora chega de papo e vai logo embora, você vai sozinho ou o Trowa vai acompanha-lo.
- Eu não sei, acho que vou convida-lo para conhecer o clube afinal ele não deve conhecer a cidade direito.
- Como se houvesse muita coisa para ver não é. Diga ao Duo que eu vou vê-lo cantar amanhã, ainda não tivesse tempo de ir desde que ele começou a trabalhar lá.
- Pode deixar que eu digo.
- Podemos ir Trowa.
- Claro, foi um prazer conhece-la senhorita Noin.
- Por favor me chame apenas de Noin, e o prazer foi meu apareça quando quiser.
- Você disse que tinha que ver um amigo não é.
- Sim o Duo, ele trabalha no clube, você quer vir comigo.
- Eu não sei Quatre , eu tenho que...
- Desculpa você deve ter um monte de coisas para fazer e eu fico te prendendo sem motivo, muito obrigado por me ajudar.
Trowa viu a tristeza no rosto de Quatre, quando recusará seu convite, não que ele não quisesse ficar mais algum tempo ao lado dele, mas ele tinha que falar com Heero ainda. Quando ele viu Quatre se afastando foi tomado por um sentimento de perda, como se uma parte dele tivesse sido tirada, quando deu por si, ele havia corrido até Quatre e segurado seu braço, virando seu corpo para que ficassem frente a frente, ele pretendia lhe dizer que o acompanharia até o clube, mas quando seus olhos e encontraram todas as palavras que iria dizer morreram sem sua boca.
"Por que ele tem que ser assim tão bonito, tão puro, eu me sinto ligado a ele como nunca me sentia em relação a alguém antes".
"Por que ele me parou, ele disse que não podia vir comigo, por que ele me olha assim como se conseguisse ver minha alma através dos meus olhos, por que eu não consigo me afastar dele, por que meu coração bate com tanta forca cada vez que nos olhamos".
- Eu vou com você.
- Que bom, você é novo na cidade não é Trowa.
- E cheguei a pouco tempo, mas devo ir embora logo.
- Entendo, você está hospedado onde?
- No castelo a oeste da cidade.
- O castelo dos Khushrenada!
- Sim e lá mesmo.
- E você está lá sozinh...desculpe.
- Hum tudo bem, não duas outras pessoas vieram comigo. Temos assuntos na cidade por isso viemos.
- Ah.. ta é aqui o clube. Vamos entrar.
- Claro vamos.
(Never Understand-Angels Cry)
White gold, a morning came
Sunny cold, reflecting light
Unknown songs
Fresh water gush licks the lime
Sprinkling crowns of silence
The face wet from the moistened dew
Wind takes the sight
Around the meadow
Playing kindly
Nunca Compreenda - Angels Cry
Ouro branco, a manhã chega
Fria e ensolarada
Refletindo canções desconhecidas,
O jato da água fresca limpando o cal
que polvilha coroas do silêncio
a face molhada pelo orvalho umedecido
O vento faz um exame
brincando em torno do prado
amavelmente
O som tocava alto no clube, o ambiente estava lotado e bastante animado, as pessoas dançavam ao som da banda, Trowa observava tudo com interesse quando ele estivera lá há uma semana o local não estava tão animado e ele se perguntava se o clube fazia sucesso, agora olhando os humanos a sua volta se agitando ao som do cantor em cima do palco, ele tinha que reconhecer que o local proporcionava a diversão proposta pelo Sr Yuki, alem do fato de que o vocalista cantava muito bem. Maya notará que o rapaz que estivera alguns dias atrás no clube falando com o gerente tinha acabado de entrar com o jovem Winner, ela imediatamente falou com o segurança do clube, indo até o escritório do gerente, avisa-lo de que um dos sócios do clube tinha acabado de chegar, Trowa notou que a humana tinha saído e se dirigia a sala da gerencia, ele sabia que provavelmente ela estava indo avisar ao Sr Yuki sobre sua presença ali. Quatre tentava abrir caminho entre as pessoas, mas estava quase impossível se locomover, Trowa notou a dificuldade de Quatre em abrir caminho entre os humanos, decidindo ajuda-lo a chegar até o palco o que parecia ser a sua intenção. Quatre olhou para o palco e acenou para Duo que havia notado sua presença ele percebeu a expressão de alivio no rosto do amigo para em seguida ver uma expressão de preocupação em seu rosto, ele sabia que provavelmente ele deveria ter notado os ferimentos em seu rosto. Quatre se sentiu um pouco constrangido pois sabia como deveria estar, as pessoas a sua volta parecia olhar discretamente para seu rosto, ele não sabia o que fazer, foi quando ele sentiu alguém colocar as mãos em seus ombros, ele virou o pescoço e viu que era Trowa, ele pressionava suas mãos guiando Quatre entre as pessoas no clube, Quatre ficará com o rosto vermelho quando notou que as mãos eram de Trowa. Trowa notara que o outro ficará vermelho e não pode deixar de sorrir, fazendo com que Quatre ficasse ainda mais vermelho. Ele notou que as pessoas pareciam olhar agora para Trowa, Quatre não sabia se a intenção era esta, mas ficou agradecido pelas pessoas não ficarem mais olhando para ele. Trowa sabia que os humanos o observavam com interesse, mas sua atenção estava voltada para o rapaz que suas mãos seguravam, ele notou quando Quatre acenou para o vocalista e a expressão de alivio e preocupação que se seguiu no rosto do amigo de Quatre, pode notar também a expressão de curiosidade quando o vocalista constatou que o amigo não estava sozinho.
"O que aconteceu com o Quatre, ele esta com o rosto machucado eu sabia que não devia tê-lo deixado sozinho, quem é aquele o cara que esta com as mãos em seus ombros, ele é muito bonito, vou terminar esta canção e fazer uma pausa para falar com o Quatre".
Desperation fills the air
(in your heart lies the dust of the anger)
madness knocking on my back
(chiming bells have announced the new day)
my courage lies someplace
where time forgot to send me
someday they will mark your sins
like torture on your back
Desespero enche o ar
(em seu coração mentiras e raiva se encontram)
a loucura bate em minhas costas
(os sinos tocam anunciando um novo dia)
minha coragem encontra-se em algum lugar
onde o tempo esqueceu-se de mim
e algum dia a prova de suas transgressões
será como uma tortura em suas costas
Trowa e Quatre conseguiram chegar ao palco, Duo piscou e sorrir para o jovem árabe, que retribuiu o sorriso deixando o rapaz alto de olhos verdes, repleto por um sentimento de posse em relação ao anjo loiro ao seu lado. Nesse instante o Sr Yuki se aproximou e cumprimentou Trowa.
- Sr Barton, que surpresa não esperava encontra-lo no clube, por que não me avisou que viria, teria reservado lugares para o Sr e seu convidado, o Sr Yuy veio com o Sr.
- Boa noite Sr Yuki, realmente eu não pretendia vir ao clube hoje, mas aconteceram contra-tempos que me levaram aqui hoje, e não o Sr Yuy não veio comigo, informei-lhe sobre as instalações e sugeri que lhe fizesse uma visita, tenho certeza que ele vira assim que possível.
- Entendo por favor fiquei a vontade Maya as despesas do Sr Barton e de seu convidado são por conta do clube.
- Não é necessário Sr Yuki.
- De forma alguma Sr Barton e um prazer, com licença.
Quatre ficou observando a conversa com entre Trowa e o gerente do clube ele nunca imaginou que Trowa era sócio do Deathscythe, então os negócios que ele viera resolver na cidade diziam respeito ao clube, ele notou que Trowa olhará para ele quando o gerente lhe perguntará por que não o avisou sobre sua ida ao clube, e ele lhe dissera que havia tido um contra-tempo, ele se sentiu envergonhado pois tinha certeza que atrapalhará a noite de Trowa e não queria de forma alguma incomoda-lo. Quatre abaixou sua cabeça para que não vissem a tristeza em seu rosto, Trowa mesmo não olhando diretamente para Quatre notou que ele ficara cabisbaixo quando ele falará que não pretendia ir ao clube, ele não queria que o jovem Winner pensasse que era um incomodo, ignorando completamente a multidão a sua volta ele levou uma de suas mãos ao queixo do loiro, fazendo com que ele levantasse a cabeça e encarasse seus olhos.
- Não se preocupe, o que eu tinha que fazer, posso faze-lo quando chegar ao castelo, você não me atrapalhou em nada Quatre, fiquei feliz em conhece-lo e por ter sua companhia.
No mesmo instante os olhos de Quatre brilharam e ele sorriu, balançando a cabeça em sinal de que havia compreendido, ele não sabia como Trowa soube o que o preocupava e como sabia sobre seus pensamentos. A única coisa de que tinha certeza é que gostaria de conhece-lo melhor.
Continua....
Capitulo 3 - O Vampiro e um Anjo
Trowa, Cathrine e Heero passaram a noite inteira conversando, a cada palavra que Heero dizia Trowa ficava mais e mais preocupado, ele nunca achará que este dia chegaria, as suposições de Treize e do clã a respeito da profecia. Um mal antigo a ser libertado, a escuridão eterna, morte de todos os inocentes, uma única esperança, Yami devia ser encontrada o quanto antes. Aquela noite em que eles estiveram em Veneza foi apenas um prenuncio do que estaria por vir.
- Como ela está Treize?
- Descansando Trowa, ainda não os agradeci por a terem salvo, eu devia imaginar que Ebro estaria aqui, na noite em que chegamos eu senti a presença dele, mandei que verificassem, mas não havia nenhum sinal dele. Isso é obra dela tenho certeza, ela ainda ousa me desafiar, ela sabe o que Cathrine significa para mim, e deseja me atingir através dela.
- Você esta se referindo a ...
- Não diga o nome dela na minha presença Yuy, sim é a ela que estou me referindo, aquela... brrr... esqueça não vale a pena falarmos sobre isso agora, temos assuntos mais urgentes a tratar, venham tenho algo a lhes mostrar.
- Marcus onde está Christine.
- Ela estava verificando os preparativos para a reunião Sr.
- Peça a ela que deixe William e você cuidarem disso, diga também que ela deverá ficar com Cathrine até ela acordar e me avisar assim que isto acontecer. Estarei no prédio, próximo ao canal de São Marcos.
- Mas lá fica a basílica de São Marcos.
- É verdade... acha que não posso visitar a igreja Marcus.
- De forma alguma, o Sr. pode ir aonde quiser, o Sr. e o shuhan dos Khushrenada, o que me pediu será feito.
- Ótimo. Vamos então Yuy, Barton.
Treize, Heero e Trowa foram em direção a basílica de São Marcos, eles também se perguntavam se um vampiro poderia entrar em uma igreja, afinal um ser amaldiçoado a caminhar nas sombras da noite poderia entrar em um lugar onde a luz habita. Treize pareceu notar a dúvida estampada nos olhos de Trowa, em relação a Heero era difícil dizer, o que se passava em seu intimo, ele raramente demonstra suas emoções, mas Treize sabia que ele também tinha duvidas, e verdade que nem todos os vampiros podem entrar em lugares sagrados, mas a basílica de São Marcos não fora construída em solo sagrado, por tanto eles poderiam entrar nela livremente, uma vez que o padre responsável vivia sobre as leis dos Khushrenada. E que lugar melhor para esconder Hikari do que uma basílica.
- Não se preocupem, não seremos queimados se entrarmos na basílica, pelo menos acredito que não, não me queimei da ultima vez que estive aqui. Mas não aconselho sair entrando em tudo templo, por que tudo depende da forca e do motivo que o levam a entrar em um local sagrado, se você não acredita no motivo que o move, tenha certeza que assim que pisar em um local sagrado seu corpo vai queimar até virar pó.
Treize bateu na porta da basílica e logo depois um homem de estatura mediana, trajando roupas que o identificavam como o sacerdote da basílica lhes atendeu.
- Sr Khushrenada entre e seja bem-vindo, o Shuhan dos Khushrenada.
- Gabriel eles são membros do clã . Heero Yuy e Trowa Barton
- Sejam bem-vindos Sr. Yuy, Sr Barton, entrem por favor, não temam pois essa basílica pertencem os Khushrenada e a todos do clã.
- Eu disse que não seriamos queimados.
- Hn, realmente apenas omitiu que a basílica lhe pertencia.
- Não ela pertence a paróquia de São Marcos, o clã apenas forneceu os meios para que ela fosse erguida. Leve-nos até Hikari.
- Como desejar Sr Khushrenada.
O sacerdote caminhou até o confessionário, afastou a cortina pressionou um canto da parede e ela se abriu. Heero e Trowa observaram que a atrás da parede se escondia um túnel com escadas, eles desceram por ela. O sacerdote acendeu uma lamparina e um grande salão se mostrou a frente deles, Gabriel acendeu as 14 tocas que circundavam o salão, permitindo que eles vislumbrassem um caixão de vidro no centro do salão, dentro dele envolto em panos brancos adornados com inscrições em ouro estava Hikari. Treize caminhou até o caixão de vidro e sinalizou para que Heero e Trowa o acompanhasse. O caixão era todo trabalhado no vidro e possuía a inicial I e K na tampa seguido das seguintes palavras em hebraico :
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"Apenas o sangue do shuhan dos Khushrenada pode abrir o lacre em que a luz está guardada. "
O sacerdote entregou um pequeno punhal a Treize que fechou sua mão esquerda em volta da lamina de forma que se cortasse, permitindo que o sangue escorresse pela lamina em cima das iniciais I e K. Treize guardou o punhal e se concentrou para que o corte em sua mão fechasse. Ele retirou os panos que cobriam o objeto dentro do caixão.
- Srs. está é Hikari.
- Uma espada?!
- Não é uma espada comum Sr Barton, mas creio que Gabriel possa lhes explicar melhor do que eu, o que Hikari representa. Mas não agora, tudo a seu tempo, por enquanto o que é necessário saber e que a encontramos, mas e necessário que encontremos a outra metade. Heero a partir de agora você será o guardião de Hikari e o responsável por encontrar a outra metade.
- Mas Sr Treize apenas o...
- Eu sei Gabriel, e por isso que escolhi Heero ele será meu herdeiro.
- Seu herdeiro?
- Sim Heero, pretendo torna-lo o próximo shuhan dos Khushrenada.
- Mas apenas aqueles que possuem o sangue dos Khushrenada pode ser o líder do clã.
- Não verdade isso é um assunto um tanto quanto delicado e falaremos disso, mas tarde Yuy, tudo será resolvido em breve. Primeiro vocês devem levar Hikari quando saírem de Veneza, tudo esta sendo preparado para que isso aconteça, gostaria de pedir apenas mais um favor, levem Cathrine com vocês ela não estará segura comigo.
- E por acha que ela estaria segura conosco.
- Eu confio nas suas habilidades Yuy assim como nas habilidades do Sr Barton, ela esta começando a mostrar suas intenções, conseguindo aliados até mesmo dentro do nosso clã, não posso confiar a segurança de Cathrine a qualquer um, meus inimigos estão crescendo e o clã dela esta se fortalecendo a cada século. Ela conhece a profecia e vai fazer de tudo para que ela se concretize, até mesmo formar uma aliança com o clã dos Romefeller.
- Você já sabe onde ela está.
- A ultima informação que tive dela e que estava na Inglaterra, mandei alguns vampiros atrás dela, e tudo que descobri e que ela continua atrás de você e que não me perdoa por tê-lo afastado dela. E o mais importante parece que ela está vindo para Veneza, portanto vocês irão para o Japão em uma semana, desta forma não se encontraram.
- Entendo... então ela ainda esta viva, sabe dizer se Sally ainda a acompanha.
- Por que Heero? Por acaso esta interessado nela, ouvir dizer que é muito bonita apesar de nunca tê-la encontrado pessoalmente, mas não sei se ela é a companhia ideal para você.
- Hn... apenas curiosidade, devo um favor a ela somente isso.
- Quando ela chegar a Veneza vou me lembrar de verificar se Sally ainda pertence ao clã dos Peacecraft. Agora devemos ir, o sol logo nascerá e Cathrine á deve ter acordado.
Treize envolveu Hikari novamente e fechou o caixão, eles saíram da basílica, Treize dera ordens ao sacerdote que prepara-se tudo para que Hikari fosse levada ao Japão em uma semana. Heero não sabia como duas espadas poderiam impedir a profecia, o que ele sabia e que faria de tudo para impedir que os Peacecraft encontrassem Yami ou pegassem Hikari. Trowa observava Heero e podia ver a determinação em seus olhos ele o conhecia muito bem sabia que o Heero faria até mesmo o impossível para que a profecia não se realizasse. Ele mesmo faria o que fosse necessário para que Yami fosse encontrada a tempo.
No templo Shenlong:
- Wu-Fei tem certeza que não quer ir com a gente.
- Hoje não vai dar Quatre, eu tenho um monte de coisas para fazer. Que tal amanhã.
- Tudo bem então.
- Quatre você tem certeza que pode ir para casa sozinho.
- Claro Duo, você não precisa se preocupar.
- Mas é que nós sempre voltamos juntos.
- Eu sei Duo, mas já são 21:00 hs e você tem que ir para o Deathscythe daqui a pouco e se você for direto daqui para sua casa você ganha tempo, do que se formos juntos. Eu prometo que vou estar lá antes de você começar a cantar a primeira musica.
- Mas a banda começa a tocar somente a partir das 23:00 hs Quatre isso quer dizer que eu posso chegar lá apenas a partir das 22:30 hs nos dando tempo suficiente para irmos a minha casa, pegar umas roupas e ir para a sua.
- É que eu tenho que dar um pulo no antiquário para buscar umas coisas que eu deixei lá.
- Mais o antiquário não fecha ás 20:30 hs.
- É eu sei, mas o Sr Kirehashi disse que me aguardaria até 21:00 hs. E eu já estou atrasado. Tchau, tenho que ir.
- Ta legal, mas vê se toma cuidado, o caminho até o antiquário é perigoso, tem sempre maus elementos por ali, e você sabe que costuma chamar a atenção, não tanto quanto eu é claro.
- Feh! Ta bom mamãe eu tomo cuidado.
- O Duo tem razão Quatre toma cuidado.
- É eu sei. Pode deixar que eu sei me cuidar ta legal, afinal nós estamos treinando artes marciais ou não.
- Deixa Fei o Quatre não gosta que a gente se preocupe com ele.
- Não é isso gente e que voc...
- A gente sabe Quatre e entende, mas não podemos evitar nos preocupar com você, mesmo porque você ainda tem muito que evoluir, vocês aprenderam apenas o básico.
- O Duo mais ainda não é Wu-Fei?
- Engraçadinho, você vai ao Deathscythe hoje não vai?
- Claro Duo, você irá dormir na minha casa hoje não é.
- Se você insiste vou sim.
- Então nos vemos mais tarde.
- Toma cuidado!
- Ta.
- Tchau Wu-Fei!
- Tchau!
Duo foi para casa se arrumar enquanto Quatre foi em direção ao antiquário, ele se sentia deprimido, ele sabia que tinha uma aparência um tanto frágil para um rapaz de 17 anos, mas ele estava longe de ser alguém indefeso que precisa-se viver envolto em uma redoma de vidro.
"Detesto quando o Duo faz isso, eu não sou tão fraco a ponto de não saber me defender, ás vezes eu detesto minha aparência, eu pareço tão frágil, mas eu não sou, eu sei que posso ganhar minhas próprias lutas, sem ter o Chang e o Duo me protegendo".
- Toc, Toc.
- Sr Winner entre.
- Boa noite, Sr Kirehashi, minhas peças estão prontas.
- Perfeitamente Senhor.
Em um beco próximo.
- Hey Nenchu.
- O que é Nensei?
- Você viu quem acabou de entrar no antiquário, o loirinho dos Winner, e ele estava sozinho, sem o chinês e o americano como babás.
- Feh! Parece que vamos nos divertir um pouco essa noite Nensei.
- Heh! Mas eu acho que loirinho pode não gostar da nossa companhia.
- Não liga não a gente amansa ele, ou deveria disser amassa Ahá Há.
- Ahá há!!!
No castelo a oeste da cidade.
- Pode me fazer um favor Barton?
- Claro Yuy.
- Não me chame Yuy, apenas Heero, mesmo depois de 200 anos você continua com a mesma coisa.
- Tudo bem Heero o que você quer que eu faça.
- Existe um antiquário na cidade, peço que vá até ele e o convide a vir até a minha casa.
- E posso saber o quer com ele.
- Não meu amigo quando for o momento certo você saberá.
- E se ele se recusar a vir devo traze-lo assim mesmo.
- Hum.... Não pergunte se ele me receberia em um horário reservado, diga que sou excêntrico, que não gosto muito de pessoas, invente alguma coisa, mas deixe claro que preciso lhe falar, seja discreto não quero atrair atenção desnecessária.
- Como desejar Heero.
No Antiquário
- Desculpe a demora Sr Kirehashi, sei que marcamos as 21:00 e já são 21:20 hs me desculpe.
- Não tem problemas Sr Winner, minha loja esta sempre aberta para o Sr.
- As peças ficaram perfeitas Sr Kirehashi.
- Obrigado, Sr Winner, fico feliz em saber que aprecia meu trabalho, devo confessar que me deu um certo trabalho restaurar estas peças.
- É eu imagino que sim, mas elas ficaram ótimas, o Sr encontrou o que lhe pedi.
- Sim chegou esta manhã.
- Realmente é muito bonita.
- É verdade ela foi confeccionada há muito tempo ninguém sabe exatamente a data, acreditasse que ela foi forjada a mais de 400 anos, os detalhes na lamina foram inscritos em uma língua antiga, não sabia que se interessava por este tipo de antiguidade Sr Winner.
- Ah! Não é para mim é um presente a um amigo meu, ele gosta muitos de espadas, e ele viu um desenho dela em uma exposição de espadas raras ano passado quando fomos ao Japão. Não é a verdadeira mais e muita parecida.
- Hã...Era sobre isso que eu queria falar, eu também fiquei muito surpreso, pois na verdade esta não é uma copia Sr Winner.
- Como não?! A espada esta desaparecida a mais de 200 anos.
- Na verdade são duas espadas distintas, apesar de serem muito parecidas, uma não tem nada haver com a outra, acreditava-se que era apenas uma, eu mesmo fiquei surpreso quando descobri.
- Duas!?
- Sim, ao que parecem elas foram confeccionadas pelo mesmo ferreiro, na época ele era o melhor forjador de espadas, mais cada uma foi confeccionada por um motivo diferente, as duas foram forjadas em honra a sua esposa que possuía pelo que diziam uma beleza surpreendente, uma antes de sua morte e recebeu o nome de Hikari que significa Luz e a outra após a morte dela de uma doença misteriosa e recebeu o nome de Yami que significa Trevas. Dizem que ele estava foram de si quando forjou a segunda espada, dizendo que os mortos caminhavam a sombra da noite, se alimentando do sangue dos inocentes, falam que ele tirou a própria vida depois que terminou as espadas. Logo após a sua morte as espadas desapareceram.
- Er? Serio.
- Claro que são apenas historias, mas...
- Bam
- Quem será à uma hora dessas.
- Não... já são 23:30hs estou atrasado Sr Kirehashi, poderia mandar entregar essas coisas amanhã em minha casa, por favor.
- Claro Sr Winner amanhã por volta das 09:00 hs eu peço para entregarem em sua casa.
- Obrigada, e se o Sr não se incomodar poderia terminar de me contar sobre ela.
- Claro será um prazer Sr Winner.
- Click, Sim.
- Eu vou indo em...
- Boa noi...
O antiquário abriu a porta revelando um rapaz alto muito atraente, o rapaz esperava encontrar apenas o antiquário aquela hora, ficou surpreso ao encontrar um rapaz um pouco mais baixo que ele de uma aparência angelical.
"Quem é essa criatura tão bela, cabelos claros com a luz da lua, olhos tão azuis que refletem a pureza de sua alma, porque sinto como se os olhos dele me queimassem".
Quatre olhava o jovem à frente como se estivesse hipnotizado, seus olhos percorreram com curiosidade o corpo a sua frente, calça e sapatos pretos, uma blusa de manga comprida dobrada até a altura do cotovelo de seda verde escura que realçavam os olhos e a palidez do rapaz de cabelos castanhos.
Quatre se sentia analisado da mesma forma pelo rapaz alto, sabia que não estava tão elegantemente vestido como o outro, mas percebeu que o rapaz pareceu apreciar o que via. Quatre usava uma calça bege, sapatos pretos e uma blusa meia manga branca entre aberta no peito.
"Por Alá, meu coração parece que vai explodir, nuca me senti assim antes, ele é ligeiramente, mas alto que eu, cabelos de um castanho escuro, uma franja a cobrir um dos olhos, olhos verdes como esmeraldas, a pele quase translúcida, lábios ligeiramente avermelhados como se ele fosse de porcelana. Porque ele me olha desta forma desconcertante, como se pudesse tocar minha alma, droga meu rosto esta quente, era só o que me faltava corar como uma garota, na frente de um rapaz que eu nem conheço, estou causando uma bela impressão".
- Desculpe-me.
- Não eu é que peço perdão por atrapalhar seu caminho.
Trowa se afasta ligeiramente da entrada dando passagem ou adorável jovem a sua frente, que tinha a face ligeiramente avermelhada, como se estivesse com vergonha de alguma coisa.
"Um anjo e o que me parece, com uma voz suave e aveludada, porque tenho essa sensação de paz, com apenas um simples olhar desse anjo".
- Posso ajuda-lo meu jovem.
- Perdoei-me pelo adiantado da hora, o Sr é o responsável pelo antiquário.
- Sim sou o Sr Kirehashi, por favor, entre, não convém ficarmos a porta a esta hora da noite, Sr Winner tem certeza que não quer que lhe chame um táxi e muito perigoso o Sr sair sozinho.
- Não se preocupe, estarei bem. Até breve Sr Kirehashi.
- Será um prazer Sr Winner.
- Então Sr?
- Barton, Trowa Barton.
- Em que posso ajuda-lo Sr Barton.
No beco próximo ao antiquário
- Hey Nenchu, até que horas a gente vai ficar aqui cara.
- Porque ta com medo é.
- Que isso cara, mas é que o riquinho esta lá dentro com o coroa a mais de 1 hora e nada dele sair.
- Vamos esperar mais 10 minutos depois nós vamos procurar outra pessoa para ganhar um troco sacou.
- Heh! Por mim tudo bem, hey a lá parece que alguém vai falar com o antiquário.
- Vamos ver se nossa presa sai da toca.
- O loirinho ta saindo vamos esperar ele se aproximar, o pegamos arrastamos para o fundo do beco.
- Ele ta chegando presta atenção.
- Agora!
Quatre saiu do antiquário com os pensamentos presos no rapaz que deixará para trás no antiquário, ignorando por completo o perigo a sua espera.
"Ele tinha a voz tão profunda e extremamente sex, o que eu estou dizendo ele é homem, muito bonito por sinal, além do que eu estou saindo com a Dorothy, tudo bem saindo não é a palavra correta, ela me convidou para sair, tomamos um sorvete juntos e ela me beijou, mas foi somente isso, Quatre vê-se para de ficar pensando bobagens, ele nunca vai olha-lo desta forma, você nem sabe o que ele achou de você, e já estou atrasado, acho que não vou nem passar em casa vou direto para o Deathscythe".
- O que?!
No Deathscythe:
A música tocava alta, com todos curtindo o som da banda, e admirando o vocalista que era o desejo secreto de muitos homens e mulheres do clube. Ele vestia uma calca jeans escura desfiada na altura do joelhos, uma blusa preta e uma bota na mesma cor.
(Time- Angels Cry)
This time I wanna know
What life means...
...to live it again
I'm looking forward, feel the
Light shine in my eyes...
And now I know, my instincts
Were not wrong,
And many things can be done
I don't believe now
That I'm dreaming alone
Tempo - Angels Cry
Dessa vez eu quero saber
O que a vida me reserva...
... vivo novamente
Contemplando a luz brilhante
diante de meus olhos...
E agora eu sei, que meus instintos
não estão errados,
e muitas coisas podem ser feitas
e não acredito que agora
Eu estou sonhando sozinho
Ninguém imaginava que enquanto cantava, a mente do vocalista estava a quilômetros de distancia.
Oh, we're searching for the love
That everyone's got,
But can't see
Oh, beyond the flesh and blood
There's so much hidden behind
As so much more we've gotta give...
Oh, nós estamos procurando pelo amor
que todos precisamos,
mas não podemos ver.
Oh, além da carne e do sangue
escondido muito atrás da pele
muito mais que nos podemos dar...
"Droga cadê o Quatre, ele já deveria ter chegado a uma hora atrás, será que aconteceu alguma coisa com o loirinho, se alguém se meteu a besta com ele, terão que se ver comigo, ou meu apelido não é Shinigami".
Sanity brings up the sadness
that keeps your illusions locked
in a little box
Fright comes, you find yourself lonely
in a cage of conclusions
crowding your mind ...
O bom senso trás a tristeza
que mantem seus erros trancados
em uma pequena caixa
O susto vem, e você se encontra a sós
em uma gaiola com as conclusões
que tumultuam sua mente...
Enquanto isso no antiquário:
- A pessoa para quem trabalho gostaria de lhe falar, no entanto ele preza muito o sigilo e não gostaria que outros ficassem a par de seus negócios.
- Entendo muitas pessoas prezam a discrição e não tenho nenhum problema quanto a isso, mas se não houver problemas para o Sr?
- Yuy, Heero Yuy.
- Se não houver problema para o Sr Yuy, gostaria de recebe-lo aqui se possível, qual seria o melhor horário para ele.
- Ele prefere que seja após o por do sol se não for um incomodo, a loja fecha a que horas normalmente.
- Geralmente eu a fecho ás 20:30 hs, hoje por um motivo especial fiquei aberto até as 21:00 hs para receber o Sr Winner. As 20:30 hs seria um bom horário para o Sr Yuy.
- Seria perfeito obrigado.
- Então amanhã ás 20:30 hs estarei aguardando o Sr Yuy.
- Mais uma vez obrigado e tenha uma boa noite Sr Kirehashi.
No beco:
- Soltem-me! O que vocês querem?
- Olha Nensei a coisinha fala e tem uma voz melodiosa Heh.
- É o príncipe da família Winner e uma gracinha.
Os dois bandidos devoravam avidamente com os olhos o jovem Winner, Quatre já sabia quais eram as intenções dos homens a sua frente, elas eram claras pela forma com que era observado, mas ele estava decidido a não facilitar a nenhum dos dois, se eles achavam que ele seria uma presa fácil estavam enganados, não iria permitir que tocassem nele de forma alguma.
- Olha se vocês querem dinheiro levem o que quiser e me deixem em paz.
- Ah! Mas nós vamos sim, mas sabe como é achamos que talvez o loirinho pudesse nos entreter um pouquinho, afinal não estamos fazendo nada mesmo e uma coisinha tão bonitinha deve nos favorecer um entretenimento bastante prazeroso.
- Nunca!
- Nensei vamos ter que dar um trato nele antes, mas cuidado para não ferir muito o nosso brinquedinho.
- Heh.
Os dois bandidos partiram para cima de Quatre, mas ele conseguiu se defender dando um soco no estômago de um e acertando um soco no rosto do outro.
- Gah! Droga Nenchu ele me acertou no rosto.
- Agh! É o loirinho saber bater Nensei, será que ele sabe lutar contra uma faca também.
Os bandidos tiraram cada uma faca e investiram contra Quatre, ele deu um chute no braço de um fazendo com que ele derrubasse a faca em sua mão, mas ele não teve a mesma sorte com o outro que acabou atingindo de raspão o braço esquerdo de Quatre, não era um corte profundo, mas suficiente para que seu sangue escore-se. No momento que Quatre desviou o olhar para seu braço, um deles se posicionou a suas costas agarrando seus braços por trás, enquanto o outro o golpeava sem piedade no estômago.
"Droga eu devia ter ouvido o Duo. Por Alá que alguém me ajude".
Os bandidos bateram e chutaram Quatre, que caíra no chão.
- Droga Nenchu ele desmaiou.
- Não tem problema, assim teremos um divertimento sem interrupções.
Trowa saíra do antiquário, com a intenção de retornar ao castelo para avisar Heero sobre sua conversa com o antiquário, ele pensava no jovem rapaz que deixará o antiquário a alguns minutos, quando sons e um cheiro que ele estava acostumado a sentir e provar lhe chamaram a atenção.
"Quem era ele, Winner deve ser o sobrenome dele, não deve ser muito difícil descobrir o primeiro nome. Que sons são esses, alguém parece que esta sendo agredido, cheiro de sangue, o sangue de alguém foi derramado".
- Vamos começar a nossa festinha.
- Heh, eu quero ser o primeiro a me divertir.
- Porque Nenchu, você tem sempre que ser o primeiro.
- Porque eu e que mando.
- Ta ta ta legal.
- Me ajuda a tirar a roupa dele.
- Tudo b... Aaaaaahhhhh!!!
- O que foi Nensei?! O que? O que... O que... O que é você?!
- Eu, eu sou o seu fim.
- Não... Não ... Por favor,.... Por Deus... Nããããooo!!!!.
- Ele não vai ajuda-lo agora.
Trowa chegará ao local de onde os sons e o cheiro de sangue emanavam, o que viu deixou-o com raiva, o rapaz que a poucos instantes tomava seus pensamentos estava caído no chão com dois homens tentando tirar-lhe a roupa, ele sabia muito bem o que aqueles humanos pretendiam, como era possível que aquelas criaturas tinham a audácia de tentar ferir aquele anjo, tomado de uma fúria cega, ele partiu para cima daqueles humanos que tentavam macular com sua sujeira aquele anjo. Sem medir seus atos, Trowa agarrou com suas mãos o primeiro partindo-lhe o pescoço como se estivesse partindo uma folha de papel, o segundo virou-se para ver o que tinha acontecido com seu companheiro, o que viu o assustou, um rapaz alto segurava com uma mão o pescoço de Nensei deixando seu corpo cair de encontro ao chão , mas não era apenas isso que o assustou foi a cor de seus olhos vermelhos como o sangue e a fúria que eles mostravam, e quando o rapaz falou, foi como se estivesse na presença de um demônio de tão fria e cortante que eram suas palavras. Quando deu por si o rapaz com os olhos de sangue tinha atravessado seu peito com uma das mãos. Trowa soltou o corpo morto no chão, pegou um pano caído no chão e limpou o sangue de sua mão, ele olhou e tomou ciência do que tinha feito, ele tinha que fazer alguma coisa para esconder os corpos, ele sabia que ninguém daria falta desses dois humanos, pegando o celular ligou para Kimitsu dando algumas instruções pediu que alguém viesse e levasse os corpos, sem que Yuy tomasse conhecimento, mas tarde ele explicaria o que havia acontecido. Sua atenção se voltou para o anjo desacordado no chão.
"Ele esta somente desmaiado, com algumas escoriações, o que preocupa e este corte no braço, fora isto esta bem, como alguém poderia tentar macular um anjo desta forma, miseráveis, Kimitsu logo chegará e dará um jeito nesses corpos, no momento você é minha maior preocupação, quando Heero souber... tenho que tira-lo daqui, mas para onde devo leva-lo, pense Trowa, o coreto na praça".
Tomando o jovem anjo em seus braços, Trowa caminhou pelas sombras até chegar ao coreto na praça da cidade, no momento que o pegou em seus braços sentiu-se aquecido por dentro, e um ligeiro estremecimento percorreu o seu corpo.
"O que é isso, porque me sinto assim, ele tem um corpo tão bonito, másculo e ao mesmo tempo suave, o cheiro de sua pele, o sangue, a muito tempo que não fico perto de um humano assim e esse sangue tudo está minando minha razão".
Trowa chegou ao correto com Quatre desacordado em seus braços, felizmente ninguém os havia visto afinal eram quase 00:00 hs da noite, ele colocou Quatre deitado no banco a sua frente, aguardando que ele acordasse. Seu celular tocou e foi informado que os corpos haviam sido levados para o castelo, e enterrados conforme o ordenado. De repente o anjo começou a murmurar e gritou...
- NÃO!
- Tudo bem você está seguro agora.
- Você?!
- Eu estava indo embora, quando ouvi sua voz, achei que estivesse com problemas. Fico feliz que eu estivesse pó perto.
- Eu... Eu é que agradeço, eu achei que pudesse com eles, mas me enganei, acabei desmaiando, eles... eles...q... queriam me...
- Tudo bem eles não irão lhe fazer mal novamente nem incomoda-lo, e não conseguiram o que queriam fique tranqüilo, quando cheguei você ainda vestia suas roupas, não chore.
- O.... Obrigado.
Quatre começou a chorar e abraçou o misterioso jovem a sua frente, sem se dar conta do esforço que o outro fazia para ignorar o sangue de seus ferimentos.
"Eu tenho que afasta-lo, o cheiro do seu sangue, posso ouvi-lo correr em suas veias, o coração dele está acelerado e sua respiração esta, mas controlada, devo me afastar antes que eu perca o controle".
Trowa retira os braços em volta de sua cintura e se perde no olhar do anjo a sua frente, se sentindo ao mesmo tempo solitário e aquecido por esse olhar.
- Me desculpe, eu não deveria tê-lo abraçado.
- Tudo bem e melhor cuidar de seus ferimentos, eu o acompanho até sua casa se quiser.
- Obrigado, mas eu fiquei de me encontrar com um amigo, já estou atrasado e se eu não aparecer ele vai ficar muito preocupado.
- Tudo bem, mas deveria cuidar dos ferimentos primeiro, há uma loja logo ali você pode se limpar lá.
- Você me salvou e eu ainda nem sei o seu nome.
- Me desculpe, eu me chamo Trowa Barton, mas pode me chamar de Trowa.
- Trowa é um lindo nome, eu me chamo Quatre Raberba Winner, mas meus amigos me chamam de Quatre, pode me chamar assim se quiser.
- Certo Quatre.
Trowa e Quatre caminharam até o mercado 24 hs, Quatre observava discretamente o rapaz alto ao seu lado Quatre tinha 1,65 cm enquanto Trowa era 15 cm mais alto que ele, ombros largos. Quatre imaginava como seria ter aqueles braços ao redor de si, as mãos de Trowa eram frias ele pode notar quando Trowa o afastou, tinha alguma coisa misteriosa no jovem ao lado, ele podia sentir uma vibração estranha nele. Quatre não conseguia imaginar o porque de se sentir tão intrigado, nunca imaginou se sentir atraído por outro rapaz, mas por algum motivo o jovem ao seu lado despertava sensações que ele nunca sentira antes.
Trowa se sentia da mesma forma, ele sabia que era observado com extrema curiosidade pelo anjo ao seu lado, notará que ele repentinamente corara e ficou imaginando o que teria acarretado tal reação. Ele ficara intrigado com o jovem loiro e tentado a conhece-lo melhor, mas o que o outro faria se descobrisse o que na verdade ele é e o que havia feito com os homens que o atacaram..
Trowa sabia que não poderia revelar sua verdadeira natureza, com o risco de colocar ele e os outros em perigo, alem do fato que sua verdadeira natureza chocaria e afastaria o rapaz ao seu lado e isso era o que ele menos queria no momento. Ele queria aproveitar cada instante ao lado de tão bela criatura.
- Trowa você não vai entrar.
- Hã... Eu acho que melhor eu ficar te esperando aqui fora.
- Hã, tudo bem eu não vou demorar.
- Quatre você por aqui há essa hora, Meu Deus! O que aconteceu com você, esta todo machucado, sujo e rasgado.
- Oi Noin, é eu tive uns probleminhas, mas o Trowa me ajudou.
- Trowa? Quem é Trowa.
- Ele esta lá fora, ele não quis entrar.
- Porque não?!
- Eu não sei.
Quatre não entendia o porque de Trowa não querer acompanha-lo isso o deixara chateado, não queria admitir mais se sentia seguro com Trowa ao seu lado, mesmo não o conhecendo direito. Trowa pode notar a tristeza nos olhos de Quatre e sabia que era o responsável, ele gostaria de ter entrado com ele, mas como faze-lo entender que ele era um ser das sombras e que não podia entrar nos lugares sem ser convidado a entrar, apenas lhe contando a verdade ele entenderia, mas essa era uma verdade que Trowa não sabia se algum dia Quatre estaria preparado para descobrir.
Noin foi ate a porta da loja querendo saber quem era o jovem que ajudará seu amigo e disposta a faze-lo entrar, ela pode notar que era um rapaz muito atraente e parecia que o brilho da lua realçava ainda mais a beleza dele.
- Oi você é o Trowa não é?
- Como sabe o meu nome?
Por um instante os olhos de Trowa se estreitaram e uma sombra pareceu cobrir o seu rosto, enquanto observava a mulher a sua frente, 1,70 de altura, cabelos pretos curtos, muito bonita.
Noin deu um passo para trás no momento que o jovem se virou e a encarou, por um instante ela teve a nítida impressão que os olhos dele adquiriram um brilho avermelhado, mas logo balançou a cabeça descartando essa possibilidade, ela sentia como se a vida dela estivesse por um fio dependendo apenas da resposta que ela daria ao rapaz a sua frente.
- O Quatre me disse o seu nome e que você o ajudou, meu nome é Noin, porque você não entra, pode entrar e ficar a vontade os amigos de Quatre são sempre bem-vindos.
- Obrigado, eu aceito o seu convite.
- Noin você teria uma camisa para me emprestar? Trowa você entrou?
- Sua amiga me convidou a entrar, pelo que vejo você conseguiu tirar todo o sangue.
- E, mas acho que vou ter que fazer um curativo no braço.
- Pode deixar que eu faço Quatre, se não me engano tem uma blusa do Milliardo no armário do banheiro, ela vai ficar um pouco grande em você, mas acho que serve, Trowa fique a vontade se por acaso apareceu algum freguês você me avisa e eu venho atender, vem Quatre que eu vou cuidar deste ferimento.
- Tudo bem, eu aviso.
- Senta aqui Quatre e me conta tudo o que aconteceu enquanto eu cuido do seu braço.
- Tudo?
- Tudinho.
- Ta bom.
Quatre contou tudo o que tinha acontecido até agora omitindo, e claro todas as sensações desde que conhecera Trowa, Noin ouvia cada detalhe, mas ela sabia que Quatre não estava lhe contando tudo, ela pode notar que o loiro a sua frente estava fascinado pelo rapaz dentro da loja e que o outro também parecia estar fascinado pelo loirinho.
- E foi isso que aconteceu.
- Que bom que ele resolveu ir falar com o antiquário apesar de ser um horário um tanto quanto estranho não acha.
- Acho que ele e novo na cidade e não deve saber que o antiquário estaria fechado.
- Você sabe onde esse gato mora.
- Noin! o que Milliardo vai dizer se a ouvir falando assim de outro rapaz.
- Eu não vou contar você vai, alem do mais ele é um gato, e eu sei que você também já notou isso.
- O que quer dizer com isso!?
- Não precisar ficar com vergonha Quatre, eu estava brincando, afinal você e a Dorothy estão saindo não é? Você sabe que o Duo vai ficar maluco quando descobrir o que aconteceu e se sentira responsável não é.
- É eu sei, ele já deve estar preocupado com a minha demora, eu vou para lá assim que você terminar comigo.
- Prontinho, veste essa camisa, ainda bem que ele esqueceu essa camisa aqui.
- Por falar nisso não era ele que deveria estar aqui.
- E eu sei, mas ele me pediu esse favor e eu não pude dizer não, sabe como eu sou não é, não consigo negar nada a ele. Agora chega de papo e vai logo embora, você vai sozinho ou o Trowa vai acompanha-lo.
- Eu não sei, acho que vou convida-lo para conhecer o clube afinal ele não deve conhecer a cidade direito.
- Como se houvesse muita coisa para ver não é. Diga ao Duo que eu vou vê-lo cantar amanhã, ainda não tivesse tempo de ir desde que ele começou a trabalhar lá.
- Pode deixar que eu digo.
- Podemos ir Trowa.
- Claro, foi um prazer conhece-la senhorita Noin.
- Por favor me chame apenas de Noin, e o prazer foi meu apareça quando quiser.
- Você disse que tinha que ver um amigo não é.
- Sim o Duo, ele trabalha no clube, você quer vir comigo.
- Eu não sei Quatre , eu tenho que...
- Desculpa você deve ter um monte de coisas para fazer e eu fico te prendendo sem motivo, muito obrigado por me ajudar.
Trowa viu a tristeza no rosto de Quatre, quando recusará seu convite, não que ele não quisesse ficar mais algum tempo ao lado dele, mas ele tinha que falar com Heero ainda. Quando ele viu Quatre se afastando foi tomado por um sentimento de perda, como se uma parte dele tivesse sido tirada, quando deu por si, ele havia corrido até Quatre e segurado seu braço, virando seu corpo para que ficassem frente a frente, ele pretendia lhe dizer que o acompanharia até o clube, mas quando seus olhos e encontraram todas as palavras que iria dizer morreram sem sua boca.
"Por que ele tem que ser assim tão bonito, tão puro, eu me sinto ligado a ele como nunca me sentia em relação a alguém antes".
"Por que ele me parou, ele disse que não podia vir comigo, por que ele me olha assim como se conseguisse ver minha alma através dos meus olhos, por que eu não consigo me afastar dele, por que meu coração bate com tanta forca cada vez que nos olhamos".
- Eu vou com você.
- Que bom, você é novo na cidade não é Trowa.
- E cheguei a pouco tempo, mas devo ir embora logo.
- Entendo, você está hospedado onde?
- No castelo a oeste da cidade.
- O castelo dos Khushrenada!
- Sim e lá mesmo.
- E você está lá sozinh...desculpe.
- Hum tudo bem, não duas outras pessoas vieram comigo. Temos assuntos na cidade por isso viemos.
- Ah.. ta é aqui o clube. Vamos entrar.
- Claro vamos.
(Never Understand-Angels Cry)
White gold, a morning came
Sunny cold, reflecting light
Unknown songs
Fresh water gush licks the lime
Sprinkling crowns of silence
The face wet from the moistened dew
Wind takes the sight
Around the meadow
Playing kindly
Nunca Compreenda - Angels Cry
Ouro branco, a manhã chega
Fria e ensolarada
Refletindo canções desconhecidas,
O jato da água fresca limpando o cal
que polvilha coroas do silêncio
a face molhada pelo orvalho umedecido
O vento faz um exame
brincando em torno do prado
amavelmente
O som tocava alto no clube, o ambiente estava lotado e bastante animado, as pessoas dançavam ao som da banda, Trowa observava tudo com interesse quando ele estivera lá há uma semana o local não estava tão animado e ele se perguntava se o clube fazia sucesso, agora olhando os humanos a sua volta se agitando ao som do cantor em cima do palco, ele tinha que reconhecer que o local proporcionava a diversão proposta pelo Sr Yuki, alem do fato de que o vocalista cantava muito bem. Maya notará que o rapaz que estivera alguns dias atrás no clube falando com o gerente tinha acabado de entrar com o jovem Winner, ela imediatamente falou com o segurança do clube, indo até o escritório do gerente, avisa-lo de que um dos sócios do clube tinha acabado de chegar, Trowa notou que a humana tinha saído e se dirigia a sala da gerencia, ele sabia que provavelmente ela estava indo avisar ao Sr Yuki sobre sua presença ali. Quatre tentava abrir caminho entre as pessoas, mas estava quase impossível se locomover, Trowa notou a dificuldade de Quatre em abrir caminho entre os humanos, decidindo ajuda-lo a chegar até o palco o que parecia ser a sua intenção. Quatre olhou para o palco e acenou para Duo que havia notado sua presença ele percebeu a expressão de alivio no rosto do amigo para em seguida ver uma expressão de preocupação em seu rosto, ele sabia que provavelmente ele deveria ter notado os ferimentos em seu rosto. Quatre se sentiu um pouco constrangido pois sabia como deveria estar, as pessoas a sua volta parecia olhar discretamente para seu rosto, ele não sabia o que fazer, foi quando ele sentiu alguém colocar as mãos em seus ombros, ele virou o pescoço e viu que era Trowa, ele pressionava suas mãos guiando Quatre entre as pessoas no clube, Quatre ficará com o rosto vermelho quando notou que as mãos eram de Trowa. Trowa notara que o outro ficará vermelho e não pode deixar de sorrir, fazendo com que Quatre ficasse ainda mais vermelho. Ele notou que as pessoas pareciam olhar agora para Trowa, Quatre não sabia se a intenção era esta, mas ficou agradecido pelas pessoas não ficarem mais olhando para ele. Trowa sabia que os humanos o observavam com interesse, mas sua atenção estava voltada para o rapaz que suas mãos seguravam, ele notou quando Quatre acenou para o vocalista e a expressão de alivio e preocupação que se seguiu no rosto do amigo de Quatre, pode notar também a expressão de curiosidade quando o vocalista constatou que o amigo não estava sozinho.
"O que aconteceu com o Quatre, ele esta com o rosto machucado eu sabia que não devia tê-lo deixado sozinho, quem é aquele o cara que esta com as mãos em seus ombros, ele é muito bonito, vou terminar esta canção e fazer uma pausa para falar com o Quatre".
Desperation fills the air
(in your heart lies the dust of the anger)
madness knocking on my back
(chiming bells have announced the new day)
my courage lies someplace
where time forgot to send me
someday they will mark your sins
like torture on your back
Desespero enche o ar
(em seu coração mentiras e raiva se encontram)
a loucura bate em minhas costas
(os sinos tocam anunciando um novo dia)
minha coragem encontra-se em algum lugar
onde o tempo esqueceu-se de mim
e algum dia a prova de suas transgressões
será como uma tortura em suas costas
Trowa e Quatre conseguiram chegar ao palco, Duo piscou e sorrir para o jovem árabe, que retribuiu o sorriso deixando o rapaz alto de olhos verdes, repleto por um sentimento de posse em relação ao anjo loiro ao seu lado. Nesse instante o Sr Yuki se aproximou e cumprimentou Trowa.
- Sr Barton, que surpresa não esperava encontra-lo no clube, por que não me avisou que viria, teria reservado lugares para o Sr e seu convidado, o Sr Yuy veio com o Sr.
- Boa noite Sr Yuki, realmente eu não pretendia vir ao clube hoje, mas aconteceram contra-tempos que me levaram aqui hoje, e não o Sr Yuy não veio comigo, informei-lhe sobre as instalações e sugeri que lhe fizesse uma visita, tenho certeza que ele vira assim que possível.
- Entendo por favor fiquei a vontade Maya as despesas do Sr Barton e de seu convidado são por conta do clube.
- Não é necessário Sr Yuki.
- De forma alguma Sr Barton e um prazer, com licença.
Quatre ficou observando a conversa com entre Trowa e o gerente do clube ele nunca imaginou que Trowa era sócio do Deathscythe, então os negócios que ele viera resolver na cidade diziam respeito ao clube, ele notou que Trowa olhará para ele quando o gerente lhe perguntará por que não o avisou sobre sua ida ao clube, e ele lhe dissera que havia tido um contra-tempo, ele se sentiu envergonhado pois tinha certeza que atrapalhará a noite de Trowa e não queria de forma alguma incomoda-lo. Quatre abaixou sua cabeça para que não vissem a tristeza em seu rosto, Trowa mesmo não olhando diretamente para Quatre notou que ele ficara cabisbaixo quando ele falará que não pretendia ir ao clube, ele não queria que o jovem Winner pensasse que era um incomodo, ignorando completamente a multidão a sua volta ele levou uma de suas mãos ao queixo do loiro, fazendo com que ele levantasse a cabeça e encarasse seus olhos.
- Não se preocupe, o que eu tinha que fazer, posso faze-lo quando chegar ao castelo, você não me atrapalhou em nada Quatre, fiquei feliz em conhece-lo e por ter sua companhia.
No mesmo instante os olhos de Quatre brilharam e ele sorriu, balançando a cabeça em sinal de que havia compreendido, ele não sabia como Trowa soube o que o preocupava e como sabia sobre seus pensamentos. A única coisa de que tinha certeza é que gostaria de conhece-lo melhor.
Continua....
