Lábios de Sangue
Capitulo 8 - Um Encontro ao Por do Sol
O dia amanhecerá lindo, Duo mal conseguira dormir. Quatre o havia convidado para passar a noite em sua casa junto com Wu-Fei para que eles pudessem conversar, mas Duo preferiu ir para casa dizendo que queria dormir e acordar cedo para se exercitar e planejar o que vestiria para o jantar com Heero. Wu-Fei achou estranho Duo quer se preparar para um simples jantar, mas conhecendo o amigo como conhecia e observando as reações dele para com o misterioso Heero Yuy, Wu-Fei descobriu que seu amigo parecia estar gostando de Heero e que o outro parecia corresponder os sentimentos, Quatre e Trowa também pareciam estar encantados um com o outro, ele não aprovava as opções de seus amigos, mas como amigo as aceitava. Eram aproximadamente 09:00 hs da manhã, Duo olhou pela janela do quarto ela dava para a floresta ao lado do castelo dos Khushrenada o lugar onde ele jantaria logo mais à noite.
"O que será que ele pretende, gostaria de conhece-lo melhor, mas parece que ele se esconde de alguma coisa, que ele é mais do que aparenta ser. Droga não tenho tempo para isso eu tenho um monte de coisas para fazer."
Duo se levantou e foi para o banheiro tomar um banho.
No castelo dos Khushrenada:
Heero levantou-se ele sabia que ainda era cedo demais para estar de pé, mas ele queria providenciar algumas coisas antes do jantar com o humano, ele desceu as escadas e foi procurar Kimitsu o encontrando na cozinha do castelo.
- Bom dia Sr Yuy, já de pé a está hora.
- Bom dia Kimitsu. Sim eu queria que você providenciasse algumas coisas para mim.
- O que seria Sr?
- Quero que mande alguém a floricultura e peça que entreguem um buquê com uma rosa vermelha e uma dúzia das mais brancas rosas que tiverem para o Sr Maxwell junto com este bilhete.
- Será feito Sr. mais alguma coisa?
- Sim como estão os preparativos para o jantar?
- Está tudo sendo providenciado conforme suas instruções Sr Yuy.
- Ótimo, me acordasse assim que Treize ou Trowa levantarem por favor.
- Sim Sr.
- Ah! E se chegar algum convidado que não seja humano, me avise.
- O Sr será avisado Sr Yuy.
- Obrigado Kimitsu.
Heero voltou ao seu quarto, não que ele sentisse vontade de descansar, ele simplesmente não conseguia parar de pensar sobre como seria o encontro com o humano. Ele havia pedido a Kimitsu que providenciasse uma pequena mesa de altura suficiente para que pudessem colocar suas pernas sob ela, que acrescentasse mais algumas almofadas e providenciasse para que o espelho fosse tampado. Heero esperava que o jantar desse-lhe a oportunidade de conseguir Yami de volta e de conhecer o humano melhor.
"Por que me sinto tão atraído por ele? Cada vez que fecho meus olhos posso ver o seu rosto. Eu não posso deixar que o que sinto pelo humano me distraia do que devo fazer. É meu dever consegui-la de volta não importa a que preço."
Eram aproximadamente 15:00 hs quando Trowa resolveu sair de seu quarto, ele não conseguira dormir direito devido aos últimos acontecimentos. Ele ficara tentando achar um meio de impedir a entrada dos caçadores na cidade, mas não obtivera sucesso. Ele foi até a biblioteca e deitou-se no sofá próximo a lareira enquanto pensava em seu anjo.
"Quatre o que posso fazer para garantir a sua segurança? Se pudesse o traria para o castelo e o manteria comigo, assim teria a certeza de que estaria seguro por um tempo. Não posso impedir que os caçadores de entrarem na cidade, nem ao menos sei se sobreviveremos a eles por muito tempo. Mas não temos muitas informações sobre nossos adversários ou esperanças de que não sucumbiremos a eles."
Na mansão Winner:
Quatre estava deitado em seu quarto olhando pela janela, o céu estava claro e a tarde silenciosa. Wu-Fei tinha ido embora logo após o almoço e Quatre ficara sozinho, ele não havia comido muito, ultimamente não sentia fome e não conseguia deixar de pensar em Trowa. Mesmo distante ele sentia a presença do moreno de olhos verdes, ele sabia que Trowa estava pensando nele neste momento. Desde ontem à noite Quatre havia ficado intrigado com isso, era certo que possuía habilidades empáticas, mas elas nunca haviam sido tão fortes a ponto dele saber que Trowa pensava nele, que se preocupava profundamente com sua segurança, ele sabia que o moreno estava escondendo alguma coisa. Se levantando Quatre foi até a cômoda e pegou o cartão com o numero de Trowa, Quatre decidira que não importava o que Trowa escondia dele, ele queria conhecer melhor o rapaz que fazia seu coração pulsar apenas com um olhar.
No Castelo dos Khushrenada:
Trowa ainda estava deitado de olhos fechados ele podia sentir o seu anjo, ele parecia pensativo, um pequeno sorriso formou-se em seus lábios seu anjo pensava nele. Trowa estava esperando Heero se levantar para conversarem, Heero o havia dito que convidara Duo para jantar com ele esta noite na torre do castelo. Trowa sabia que Heero se sentia atraído pelo humano mesmo que não quisesse admitir. Trowa sabia que para Heero era difícil admitir os próprios sentimentos, ainda mais se eles fossem dirigidos a um humano, mas Heero estava sozinho há muito tempo e Trowa desejava que Heero pudesse se permitir viver esses sentimentos, mas sabia que seria quase impossível disso acontecer, ainda mais com a ameaça dos caçadores. De repente o celular de Trowa começou a vibrar.
"Quem poderia ser? As únicas pessoas que tem o meu numero são Cathrine, Heero, Kimitsu e.... Quatre!"
- Alô.
- Trowa?
- Quatre?
- Toc, toc.
- Entre.
- Sr Yuy o Sr Barton já se levantou Sr.
- Onde ele está?
- Na biblioteca Sr.
- Obrigado Kimitsu.
- As flores foram entregues ao Sr Maxwell conforme solicitou.
- Obrigado mais uma vez Kimitsu.
- Não há de que Sr.
Heero levantou-se e foi atrás de Trowa eles ainda precisavam conversar antes que a noite chegasse. Heero foi até a biblioteca falar com Trowa, quando ouviu o celular do amigo tocar e ele dizer o nome do jovem árabe. Heero resolveu deixar Trowa conversar com o rapaz loiro, desta forma Heero resolveu verificar os preparativos para o jantar.
- Espero não estar atrapalhando. Mas você me disse que eu poderia ligar se quisesse.
- Não Quatre você nunca me atrapalha. Eu estava pensando em você.
- Eu sei, por isso liguei. Trowa eu...
- Sim!
Quatre não sabia o que dizer, ele desejava ver e conversar com Trowa novamente era uma necessidade que Quatre não sabia como explicar, mas como dizer a Trowa o que queria. Que desejava conhece-lo melhor, que precisava dele tanto quanto precisava do ar para viver. Trowa podia perceber que Quatre desejava falar-lhe algo, mas parecia criar coragem para faze-lo.
- Eu... quero ver você... novamente Trowa... quero falar com você... eu... você... poderia...vir até minha casa...agora.
- Quatre eu...
Trowa também sentia a mesma necessidade que Quatre. Trowa precisava dele, precisava ver seu sorriso, sentir o seu cheiro, mas ainda era dia e ele não poderia sair. Ou poderia? Seria loucura, mas o amor não torna as pessoas loucas. Agora Trowa entendia, ele amava o jovem loiro e sabia que era correspondido.
"Eu devo estar louco por pensar em sair agora para vê-lo, eu não posso, não agora."
- Quatre eu também quero vê-lo, muito, mas eu não posso não agora. Eu tenho que resolver umas coisas agora com Heero.
- Entendo...eu sint....
- Não... não se desculpe. Eu posso ir a sua casa esta noite? Eu preciso... contar-lhe uma coisa.
- Claro ficarei feliz em recebe-lo. A que horas então?
- Hum... que tal ás 19:00 hs Duo virá jantar com Heero no castelo assim Heero não precisara de mim por enquanto e poderemos conversar tranqüilamente e você poderá me perguntar o que quiser.
- Está bem nos veremos as 19:00 hs então. Até breve.
- Até breve Quatre.
Quatre desligou o telefone seu coração batia descompassado, por um momento ele achou que Trowa não quisesse vê-lo novamente, que ele havia se precipitado convidando-o para vir a sua casa. Mas Trowa também confirmara a necessidade de vê-lo, ainda que não fosse possível vê-lo imediatamente, eles se encontrariam logo mais à noite. Trowa ainda pensava sobre o que havia acontecido, ele quase sairá para encontrar com Quatre ignorando o fato de que poderia morrer saindo a essa hora do dia. Trowa sabia que Heero não o deixaria sair, ele sentira a presença do amigo na porta um pouco antes de começar falar com Quatre, Heero jamais permitiria que ele se arriscasse a tal ponto. Nunca em sua vida Trowa havia perdido a razão desta forma, a ponto de pensar em se arriscar sob a luz do sol apenas para ver um humano. Ele precisava conversar com Heero e tentar descobrir o por que de sentir-se assim em relação a Quatre. Heero já havia conversado com Kimitsu e verificado que tudo estava conforme havia sido planejado.
- Esta tudo segundo suas especificações Sr.
- Obrigado Kimitsu fez um ótimo trabalho, eu tenho certeza que Maxwell ira gostar.
- Heero.
- Bom dia Trowa nós podemos conversar agora.
- Bom dia Heero. Sim já terminei de falar com Quatre.
- Certo. Kimitsu nós estaremos na sala das armas.
- Sim Sr Yuy.
- Venha Trowa temos muito a conversar e muito pouco tempo para faze-lo.
Heero e Trowa se encaminharam para a sala das armas. A sala das armas era o local onde Heero e Trowa colocaram todas os objetos e as espadas com exceção de Hikari que eles compraram ou adquiriram ao longo dos anos enquanto procuravam Hikari e Yami. Era um salão enorme com dezenas de espadas de todos os tipos e origens, uma verdadeira coleção. Havia espadas japonesas, chinesas, árabes, muitas delas haviam sido feitas sob encomendada especialmente para Heero, outras já haviam participado de batalhas e confrontos, mas todas estavam em perfeito estado de conservação. O salão também possuía uma infinidade de arcos e flechas dos mais diferentes tipos e tamanhos, do mais antigo até os dias atuais, capazes de disparar até três flechas ao mesmo tempo, havia também armas de fogo, pistolas, revolveres, espingardas e armas automáticas. Heero foi até um dos armários e pegou uma caixa de madeira de 90x45x25 (comprimento x largura x altura), o tampo da caixa era toda entalhada com desenhos e inscrições em árabe. Heero passou a mão por sob a caixa, a peça dentro dela havia sido feita a seu pedido, ele nunca imaginou que um dia fosse retira-la dali. Heero pegou a caixa e colocou-a em cima da mesa no centro do salão.
- Sente-se Trowa.
- O que é isso Heero?
- Um presente para seu amigo, dê a ele quando encontra-lo novamente.
- Um presente?
- Sim, Trowa eu sei o sente pelo humano e sei que você gostaria de poder fazer algo para protege-lo quando os caçadores chegarem. Mas infelizmente não podemos fazer nada no momento, então dê isso a ele e o ensine a usa-lo.
- Mas...
- Abra eu mandei fazer a muito tempo, nunca foi usada antes e acho que é perfeita para seu amigo.
Trowa pegou a chave presa por uma corrente e abriu a caixa, ela era forrada em veludo negro por dentro onde havia duas Heath Scythe [b][1][/b] colocadas uma oposta a outra. Trowa observou-as e olhou para Heero, realmente eram armas muito bonitas, o metal delas brilhavam como se tivessem acabado de serem polidas o cabo delas era feito do mesmo material da lâmina, seria uma arma perfeita se o dono soubesse como usa-la.
- Heero eu...
- Hn não precisa agradecer Trowa seria um desperdício mantê-la guardada, quando ela pode ser útil a outros. Assim talvez seu amado tenha uma chance de se defender.
- É tão visível assim?
- Apenas um cego não veria que você gosta... não que você ama o humano. A ligação que vocês tem é algo raro.
- Eu não entendo o por que de conseguir senti-lo apesar de estamos longe um do outro e de Quatre conseguir o mesmo.
- Quando você uniu sua mente a de Quatre para obter informações sobre o dono de Yami o que sentiu naquele momento.
- Eu senti suas emoções e me senti completo, como se eu tivesse encontrado uma parte de mim mesmo. Por alguns instantes eu me senti parte de Quatre.
- Existem apenas duas maneiras de um vampiro e um humano manterem um elo mental por tanto tempo, sendo que o primeiro caso funciona apenas se o elo entre os dois não tiver sido quebrado. O primeiro é através do pacto de sangue, onde o vampiro dá ao humano o seu sangue de forma que o humano se torna seu escravo e faz suas vontades, enquanto eles estiverem ligados pelo sangue os pensamentos do humano serão sentidos pelo vampiro que forneceu o sangue, mas o humano não pode sentir os pensamentos do vampiro. O que não é o caso de vocês, o segundo é quando ambos partilham o sangue um do outro, ou seja, misturasse em uma taça o sangue do vampiro e o sangue do humano e cada um e em seguida cada um bebe uma parte do sangue misturado, sendo que neste caso os dois têm que sentir algo muito forte um pelo outro neste caso o elo mental permanece mesmo depois de quebrado isso enquanto os dois sentirem algo um pelo outro.
- Mas eu não tomei o sangue de Quatre e ele também não bebeu o meu sangue.
- Eu sei esse também não é o caso de vocês, e verdade que ambos tem um sentimento forte um pelo outro, mas não houve troca sanguínea entre vocês.
- Existe uma outra maneira Heero.
- Bom dia Treize. Bom dia Cathrine.
- Bom dia Heero. Bom dia Trowa.
- Bom dia Heero, Trowa. Kimitsu me disse que estariam aqui. Pelo que vejo Trowa mantém um elo mental com um humano mesmo depois de tê-lo quebrado não é isso.
- Exatamente Treize.
- É possível e raro. Diga-me Trowa seu amigo humano possui alguma habilidade empática?
- Acho que sim, eu me lembro que o Duo disse alguma coisa sobre isso. Por que?
- Você o ama?
- Sim.
- Devo presumir que o humano sente o mesmo por você. Quando um vampiro se liga mentalmente a um humano com habilidades empáticas a ligação mental entre eles pode perdurar por algumas horas após o elo ter sido quebrado, mas se o humano em questão nutrir algum sentimento como o amor por um vampiro o elo permanecerá até a morte de um deles.
- Isso significa que Trowa e Quatre estão ligados para sempre.
- Exatamente Heero e à medida que eles, como direi aprofundarem o que sentem um pelo outro, o elo se tornará mais forte de forma que Quatre saberá quem você é Trowa, a menos que você diga a ele antes.
- Você quer dizer...
- Que se vocês se unirem sexualmente, o humano a que chama de Quatre saberá que é um vampiro, pois você estará abrindo sua mente totalmente a ele.
- Entendo.
- Mas não se preocupe se ele realmente o ama, isso não fará diferença, mas eu contaria logo a ele.
- Não creio que seja prudente Trowa contar a Quatre o que ele é Treize. Isso iria complicar nossa estada nesta cidade.
- Isso não fará diferença quando eles chegarem Heero. Quanto mais cedo ele souber melhor será para protege-lo.
- Eu tenho certeza que Quatre entenderá Trowa, assim como o Duo.
- Duo é o humano, dono da Yami não é isso.
- Exatamente. Ele virá hoje ao castelo.
- Já sabe o que fará para obtê-la de volta Heero.
- Eu tenho um plano.
- Hum.. aproveitando que vocês dois estão presentes Cathrine e eu, temos algo a lhes contar, querida quer ter a honra.
- Rapazes, Treize me pediu para ser sua esposa e eu aceitei.
- Parabéns Cathrine, parabéns Treize.
- Obrigado Trowa.
- Felicidades aos dois.
- Obrigado Heero, eu gostaria de fazer uma comemoração, mas não creio que o momento atual nos permite tal celebração.
- Treize me contou que os Peacecraft e os Romefeller formaram uma aliança e que os caçadores estão vindo para Epyon.
- E verdade Cathrine e infelizmente não temos como impedi-los de entrarem na cidade.
- Na verdade existe uma forma Heero, uma aliança.
- Aliança?
- Com o clã Maganac, eles não possuem admiração pelo clã de Relena e do Duque Dermail e eu acredito que eles nos ajudaram, uma vez que se os dois conseguirem o que querem todos os clãs serão prejudicados.
- E como você pretende conseguir uma aliança com eles.
- Vou enviar William para propor a aliança a Ahmad, isso manterá William distraído até termos noticias de Sally e Marco.
- Eles ainda não fizeram contato Treize? Acha que ainda podem estar vivos?
- Eu prefiro acreditar que sim meu amor. Sally e Marco poderão nos trazer mais informações.
- Vamos torcer para que consigamos a aliança com os Maganac antes que os caçadores cheguem.
- Sim, Trowa vamos esperar é apenas isso que podemos fazer no momento. Esperar e torcer para que tudo dê certo.
Na mansão Winner:
- Toc..toc..
- Quatre.
- Sim mãe.
- Podemos conversar um pouco querido.
- Claro entre.
A mãe de Quatre entrou no quarto, ela sabia que alguma coisa estava acontecendo com seu filho, ele não estava se alimentando direito nos últimos dias e em alguns momentos parecia ausente e pensativo. Suas melodias ao violino eram carregadas em alguns momentos de alegria em outros de tristeza e melancolia. Quatre sentou-se na espreguiçadeira próxima a janela, ele já se habituará a sentar-se ali e sua mãe sentou-se em sua cama.
- Sim mãe o que quer me falar?
- Venha sente-se aqui ao meu lado
Quatre foi até sua mãe e deitou sua cabeça em seu colo, enquanto ela afagava seus cabelos. Sua mãe possuía cabelos longos até a cintura e lindos olhos azuis que refletiam todo o seu amor e bondade.
- O que está havendo querido?
- Como assim?
- Você não tem se alimentado direito Quatre. Você me parece ausente e triste algumas vezes. Eu sou sua mãe e sei quando algo não está bem com você.
- Eu...
- Sabe que pode me contar qualquer coisa, o que perturba o seu coração.
Quatre não sabia o que dizer, como contar a sua mãe que estava apaixonado, não. Não apaixonado, ele estava amando, como nunca amou em sua vida, mas como dizer que amava não uma garota, mas um rapaz assim como ele. A mãe de Quatre podia ver a dúvida estampada nos olhos de seu filho, ela sabia o que estava acontecendo, seu filho estava amando isso era tão claro, mas ela sabia que havia algo mais, além disso. Ela ainda se lembrava da noite em que eles haviam ido ao teatro, o jeito que Quatre ficou quando viu um jovem e atraente casal passeando de braços dados do outro lado da praça, por um momento ela achou que seu filho observava a jovem de cabelos curtos e encaracolados, quando ela se ateve ao rapaz. O rapaz com as mesmas características do jovem que ajudou seu filho quando foi atacado, o rapaz chamado Trowa. O nome que ela acostumará a ouvir seu filho mencionar com Duo. Mas não era o fato de Quatre mencionar o nome do rapaz, mas a forma como ele o fazia, e quando ela ouvira sem querer Duo e seu filho conversando sobre o jovem rapaz e Quatre chorando por causa dele naquela mesma noite, ela teve a certeza de que Quatre amava o jovem Trowa.
- Meu amor, se não quiser me contar o que te preocupa, eu vou entender. Pode me dizer quando estiver pronto.
- Mãe eu... estou.. gostando de uma pessoa, mas não sei... se a senhora ou o papai irão gostar e eu...
- Você gosta do rapaz chamado Trowa não é?
- Como a senhora...
- Eu sou sua mãe Quatre, acha que eu não percebi a forma como fala dele, o carinho escondido em cada palavra.
- A senhora está desapontada comigo?
- Como poderia, não vou dizer que era o que desejava, mas não podemos dizer ao nosso coração por quem se apaixonar, eu o amo e se você é feliz por amar esse rapaz então eu serei feliz. Mas seu pai não vai gostar de saber disso.
- Eu sei, ele ficará desapontado.
- É verdade, mas o tempo muda as pessoas e as torna flexíveis a aceitar o que não podem mudar. Apresente-o a seu pai como um amigo e dê a ele tempo para que se acostume e então lhe conte a verdade. Seu pai ficara triste por um tempo, mas vai aceita, pois ele o ama tanto quanto eu.
- Obrigado mamãe.
- De nada meu querido e agora me conte mais sobre esse rapaz.
Quatre contou a sua mãe tudo o que sabia sobre Trowa e o que sentia por ele. Quatre se sentia mais leve após ter compartilhado com sua mãe seus sentimentos e duvidas. A mãe de Quatre ouviu tudo com interesse e ficou feliz em saber que o rapaz parecia corresponder o sentimento de seu filho. Quatre contara que Trowa viria esta noite para jantar com eles, mas infelizmente eles não poderiam ficar para jantar com o jovem.
- Hoje à noite?
- Sim, por que algum problema?
- É que esta noite seu pai e eu temos um jantar de negócios fora da cidade e parece que Iria tem outro compromisso, eu ia perguntar-lhe se não gostaria de vir conosco para não jantar sozinho, mas parece que você terá companhia esta noite. Infelizmente não poderemos falar com ele, pois temos que sair em uma hora.
- Eu não sabia, eu pedi-lhe que viesse a tarde, mas ele tinha algumas coisas para fazer.
- Talvez seja melhor assim, desta forma vocês poderão conversar com mais tranqüilidade. Convide-o novamente outro dia.
- Eu farei isso.
- Agora eu tenho que me arrumar, senão seu pai ira se aborrecer.
- Obrigado mamãe.
- De nada meu querido.
A mãe de Quatre se inclinou beijou a testa de seu filho e acariciou o seu rosto, deixando o quarto.
"Obrigado Alá por me conceder uma mãe tão compreensiva e bondosa."
Na terra dos Khushrenada:
Treize havia instruído William para seguir para o Cairo para propor a aliança aos Maganac. Heero havia ido para o seu quarto se preparar para o jantar com Duo, enquanto Trowa foi se preparar para encontrar-se com Quatre. Trowa ainda estava pensando se devia ou não contar toda a verdade a Quatre sobre sua verdadeira natureza, ele ainda não estava certo sobre a reação que seu anjo teria. Trowa queria acreditar nas palavras de Cathrine de que Quatre aceitaria bem a verdade, mas é se isso não acontecesse.
"Será que Quatre me aceitaria mesmo sabendo o que sou? Será que ele abraçaria as trevas para estar comigo? Seria certo eu macular sua pureza? Apenas por que o amo. O que eu devo fazer para protege-lo? Contar toda a verdade ou permanecer afastado, protegendo-o de longe? Eu poderia protege-lo sem que ele saiba do perigo que corre? Tantas perguntas e nenhuma resposta, eu decidirei quando encontra-lo e então saberei."
Enquanto isso na cidade:
Duo estava tomando banho, logo ele deveria se encontrar com Heero. Duo fora até o shopping comprar algumas roupas para o jantar com Heero. Não fora fácil encontrar algo que o agradasse, mas depois de andar por quase cinco horas e entrar em varias lojas e experimentar dezenas de roupas ele encontrará o que queria. Duo lavou seu cabelo com o seu xampu de flores preferido. Saiu do banho secou seus cabelos e escovou-os até que estivessem brilhando, trançou os longos fios castanhos dourados e os amarrou com um laço preto na ponta. Pegou a roupa que havia comprado e a vestiu, olhou-se no espelho e gostou do que viu. Assim que terminou o motorista que Heero havia ficado de mandar tocou a campanhia.
- Sr Maxwell, o Sr Yuy me mandou busca-lo.
- Sim vamos.
Deus que tudo dê certo esta noite."
Duo chegara no horário combinado, pois Heero havia mandado Chold busca-lo com a limusine. Duo ficara surpreso pela manhã quando recebeu um buquê de rosas brancas e uma vermelha no centro com um cartão com a letra de Heero.
"Espero com ansiedade pelo momento em que poderemos conversar. Mandarei um carro apanha-lo ás 17:00 hs.
Ass: Heero Yuy"
Duo jamais havia visto rosas tão lindas e alvas como se fosse neve, o que fazia sobressair ainda mais o vermelho da solitária rosa vermelha enviada com o buquê, elas tinham um perfume tão doce. Duo as colocara em um vaso da mesma forma em que vieram com a rosa vermelha ao centro e as levou para seu quarto. Duo pensou em agradece-lo, mas se lembrou que não tinha o numero de Heero.
"Agradeço a ele à noite quando nos encontramos."
A limusine chegou ao castelo no horário combinado, Duo ficou surpreso quando viu o carro que Heero havia mandado para busca-lo, ele ficou parado por alguns instantes olhando surpreso para a limusine preta, Chold abriu a porta traseira para que Duo entrasse, muitas pessoas que passavam ficaram observando a limusine e Duo entrar dentro dela, elas ficavam imaginado para onde ele iria e quem havia mandado aquele carro para busca-lo. A limusine seguiu em direção as terras dos Khushrenada e parou em frente ao castelo, Chold desceu e abriu a porta para que Duo pudesse sair do carro, assim que ele o fez a porta da entrada principal do castelo foi aberta.
- Boa noite Sr Maxwell, seja bem-vindo, o Sr Yuy o aguarda.
- Boa noite, Kimitsu não é?
- Exatamente Sr. venha comigo por favor.
Duo seguiu Kimitsu pelo castelo que estava no mais absoluto silêncio, Duo se perguntava onde estariam Trowa e Cathrine. Kimitsu abriu uma porta que dava para uma longa escadaria que estava iluminada pela claridade lá de fora.
- O Sr Yuy o aguarda no final das escadas Sr Maxwell.
- É para eu subir essas escadas?
- Sim Sr.
- Obrigado Kimitsu.
- Não há de que Sr Maxwell.
Duo viu a porta atrás de si se fechar e começou a subir as escadas para se encontrar com Heero. A cada degrau ele sentia seu coração bater mais rápido, ele parou próximo a uma das janelas por onde a claridade entrava, Heero ouviu quando Kimitsu e Duo chegaram ao pe da escadaria, Heero sentiu a presença do humano que aguardava se tornar mais próxima a cada segundo, quando o sentiu parar na porta, Heero a abriu. Heero ficou admirando a beleza do humano a sua frente, ele usava uma calca vinho escura e uma blusa branca de linho amarada nos pulsos. Duo tentava esconder sua admiração ao ver Heero ele estava ainda mais belo que na noite anterior, ele usava uma calça preta e uma blusa azul royal que realçava a cor de seus olhos. Heero deu espaço para que o humano entrasse.
- Entre Duo.
Duo entrou na torre e ficou admirado com a beleza do lugar, tudo parecia ter sido preparado para um jantar intimo. Duo não pode evitar ruborizasse quando viu a cama no centro da torre sendo iluminada apenas pela claridade da lua que entrava pelas janelas, olhando ao redor viu uma pequena mesa coberta com uma toalha branca onde havia sido postos talheres para duas pessoas, havia dois castiçais onde velas iluminavam a mesa e as almofadas colocadas como assento. Heero observava com atenção o humano, ele percebeu que Duo havia corado quando viu a cama no centro da torre, ele também não pode deixar de pensar como seria levar o humano até ela e toma-lo como seu, no mesmo instante Heero sentiu uma pequena excitação incomodar seu baixo ventre e procurou mudar o rumo de seus pensamentos, afinal não o havia convidado ali para atira-lo em uma cama e satisfazer seus desejos pelo corpo do humano.
Trowa viu o momento em que Duo chegou ao castelo, ele estava muito bonito.
"Acho que Heero terá problemas em tentar ignorar Duo esta noite."
Trowa pegou o presente que daria a Quatre, pegou o carro e partiu para casa de seu anjo. Treize e Cathrine decidiram ficar no quarto enquanto Duo estivesse no castelo, Cathrine achou melhor deixar Heero e Duo sozinhos para que pudessem se entender.
- Gostou da decoração Duo.
- Hã sim é muito bonito aqui em cima. Ah obrigado pelas rosas elas são lindas.
- Foi um prazer envia-las, embora eu não creia que elas superem sua beleza.
- Eu...
- Hn Espero que goste da comida Kimitsu teve muito trabalho em prepara-la.
- Tenho certeza de que deve estar ótima.
- Gostaria de beber um vinho.
- Sim obrigado.
Heero caminhou até a mesa onde havia um balde com gelo e uma garrafa de vinho branco, ele a abriu e colocou o liquido nas taças oferecendo uma delas a Duo. No momento em que entregava a taça seus dedos tocaram os do humano e seus olhos se encontraram. Duo pode sentir uma eletricidade percorrer o seu corpo quando seus dedos tocaram o de Heero e seus olhos se encontraram. Duo levou a taça aos lábios, Heero observava cada movimento de Duo a forma como ele bebia o vinho, Heero podia sentir a proximidade de Duo, o perfume suave de flores que o cabelo de Duo emanava, ele imaginou tocando-os e desfazendo a longa trança, imaginando como seria sentir aquela cascata de fios castanhos a cobrir-lhe o corpo.
- Heero eu queria lhe perguntar uma coisa.
- Sim o que é.
- A musica que você me pediu ontem, poderia canta-la para mim. Eu fiquei curioso em conhecer a letra.
- Não creio que eu cante tão bem quanto você Duo. Eu poderia dar-lhe a letra mais ta...
- Eu gostaria de ouvi-lo cantar... isso é se você quiser, tenho certeza de que canta muito bem.
- E por que acha isso?
- Eu... acho.. você tem uma voz sexy e...
- Sexy?
- Hum..hum.
- Tudo bem, mas não diga que eu não avisei.
Song of the Dreams - (Yoru no Yami)
Dream one day to find a place
That I can call my
Dream one day to perhaps find a friend
As well as I
With the same dreams and ideals
That helps me to raise it when I to fall
That I stimulate to give me plus a step
When I will be ready to give up
Dream to find a love somebody
that heats me in the cold of the winter
has consoled me in the mornings of autumn
Shelters me in the afternoons of spring
and it loves me in the summer nights
Dream to hold back my when
Adult hope to leave I of being child
Dream to be able to sleep under the moon and to have
the certainty to see the sun to enter my
window per the morning
Dream never to lose my dreams
Therefore while I to dream will know that I am alive
Canção dos Sonhos - (Yoru no Yami)
Sonho um dia encontrar um lugar
Que eu possa chamar de meu.
Sonho um dia talvez encontrar um amigo
Assim como eu.
Com os mesmos sonhos e ideais
Que me ajude a levantar quando eu cair
Que me incentive a dar mais um passo
Quando eu estiver pronto para desistir
Sonho encontrar um amor
alguém que me aqueça no frio do inverno
Console-me nas manhãs de outono
Abrigue-me nas tardes de primavera
E me ame nas noites de verão
Sonho reter minha esperança quando
Adulto deixar eu de ser criança
Sonho poder dormir sob a lua e ter
A certeza de ver o sol adentrar minha
janela pela manhã
Sonho jamais perder os meus sonhos
Pois enquanto eu sonhar saberei que estou vivo
Duo ouvia maravilhado Heero cantar, era uma canção linda repleta de sentimentos, o nome da canção estava certa. Ele nunca ouvira uma canção que falasse de forma tão bela e completa, sobre amizade, esperança, sonhos e amor. E a forma como Heero a cantava, ele tinha razão ele tinha uma voz maravilhosa, baixa e levemente rouca. Isso o estava deixando excitado e Duo não queria que Heero visse as evidencias em seu corpo, tentando fazer seu baixo ventre se acalmar Duo procurou pensar em outra coisa.
"Por Deus que voz é essa. Calma Duo é apenas uma canção, ele esta apenas cantando como você pediu."
Heero terminou a musica, ele podia perceber um brilho diferente nos olhos do humano. Ele reconheceu imediatamente o que era: desejo.
"Não me olhe assim, você não sabe como desejo dar-lhe o que me pede, mas eu não posso fazer o que seus olhos e seu corpo me pedem."
- Então o que achou da canção.
- Ela é realmente muito bonita, estranho como ela não é conhecida.
- Ela é muito antiga, minha mãe costumava canta-la para mim quando eu era mais jovem.
- Não me parece tão velho.
- Tenho muito mais idade do que aparento ter, Maxwell.
Duo caminhou pela torre sob o olhar de Heero, ele parou enfrente ao espelho que estava tampado com um pano de linho branco.
- O que é isso?
- Um espelho.
- Por que ele está tampado?
- Eu pedi a Kimitsu que o fizesse.
- Por que?
- Ele era de meu pai. Quando ele morreu uma amiga o enviou para mim, para me lembrar.
- Lembrar?
- Sim, me lembrar quem eu fui.
" Que um dia eu podia me ver através dele e saber o que era."
- É ele o faz lembrar do que costumava ser?
- Digamos que o meu reflexo não é mais o mesmo.
- Entendo.
- Entende?
- Sim você se tornou alguém de que não gosta e não consegue ver quem realmente é.
- Digamos que você está 50% correto.
Heero se aproximou de Duo sem que ele percebesse no momento em que Duo estava a ponto de puxar o pano que cobria o espelho quando Heero cobriu a mão de Duo com a sua e falou em seu ouvido.
- Deixe como está, você não vai conseguir ver o que não existe.
- Mas...
- Venha vamos jantar, Kimitsu ficara desapontado se a comida não for tocada.
Heero puxou Duo pela mão ate a mesa e sentou-se a sua frente, levantando a tampa das travessas dispostas na mesa. Duo ficou surpreso pela qualidade da comida disposta na mesa e o cheiro maravilhoso. Heero olhava atentamente o rosto do humano atento a cada expressão.
- Parece maravilhoso Heero, devo me lembrar de dar os parabéns a Kimitsu.
- Sirva-se do que quiser.
- Obrigado.
Duo e Heero jantaram em silêncio de vez em quando trocavam olhares. Duo saboreava tudo com entusiasmo, mas ele notará que Heero mal tocava na comida. Heero na verdade não se sentia bem comendo, há muito tempo que ele não comia nada que não fosse sangue, mas era necessário, uma vez que Duo não podia saber o que Heero na verdade era.
- Heero você não vai comer? Você mal tocou no seu prato.
- Eu não estou com fome, eu prefiro observa-lo comer.
Duo ficou vermelho no mesmo instante fazendo com que Heero sorrisse levemente. O humano ficará ainda mais atraente aos seus olhos.
- Desculpe-me se o ofendi.
- Não, eu não fiquei ofendido.. eu somente...
- Somente...
Pegando a garrafa de vinho Heero havia se aproximado mais de Duo contornando a mesa e sentando-se ao seu lado, com o pretexto de servi-lhe mais vinho. O coração de Duo começou a bateu mais forte devido à proximidade. Deixando-se levar por seus instintos Heero recolocou a garrafa no balde e levou uma de suas mãos ao rosto do humano e o acariciou aproximando o seu rosto. Heero colocará sua outra mão na cintura de Duo o deitando no chão, ele roçou seus lábios sobre o do humano como uma leve caricia como se pedisse ao humano uma permissão para beija-lo. Assim que Heero se aproximou Duo sentiu seu coração bater ainda mais forte o perfume de Heero estava tirando-lhe o raciocínio, ele fechou os olhos e sentiu uma mão segurar-lhe a cintura e deitar o seu corpo contra o chão no mesmo instante sentiu um leve roçar frio e macio contra seus lábios. Duo entreabriu os lábios esperando que Heero o beijasse, Heero olhou para o rosto do humano, os olhos fechados, os lábios entreabertos e a respiração descompassada a visão que teve o excitou de tal forma que ele sentiu seu membro endurecer. Então Heero vez o que queria fazer desde que o humano chegará. Heero cobriu os lábios de Duo com os seus em um beijo cheio de luxuria, ele explorou aquela boca quente com sua língua enquanto pressionava o corpo abaixo do si contra o chão. O contato com os lábios de Heero era frio ainda assim Duo sentia-se queimando por dentro, ansiando por um contato maior Duo passou seus braços ao redor do pescoço de Heero o aproximando mais de seu corpo de modo que pudessem aprofundar o beijo, suas línguas começaram a batalhar por espaço e quando Duo não conseguia mais respirar Heero se afastou ligeiramente dele. Olhando em seus olhos ele pode ver todo o seu desejo refletido nos olhos do humano, Duo viu a íris de Heero por um instante tornarem-se avermelhadas, Duo piscou por um momento e quando olhou novamente o azul cobalto dos olhos de Heero o observavam. Heero desceu para o pescoço de Duo passando sua língua por toda a sua extensão e distribuindo leves mordidas. Duo sentia a ereção de Heero em sua perna uma vez que seu corpo estava entre as pernas de Heero, mexendo-se levemente ele roçou sua coxa na ereção de Heero arrancando dele um gemido rouco.
- Ahhhh.
Heero estava louco para possuir o humano, jamais em sua vida sentira tamanha excitação ou desejo, quando Duo roçou-se contra seu membro ele não pode impedir-se de gemer, disposto a causar as mesmas sensações em Duo. Heero levou uma de suas mãos ao membro do humano o massageando levemente por cima da calça, fazendo com que Duo pressionasse seu corpo de encontro a sua mão e gemesse seu nome.
- Ahhhh..... Heero.
Duo sentia-se derreter nas mãos de Heero, a forma como ele massageava seu membro já intumescido por cima de suas roupas enquanto beijava seu pescoço o estava levando ao extremo. Duo desejava ser possuído por Heero, senti-lo dentro de si era a uma coisa em que podia pensar no momento a necessidade de pertence-lo era mais forte que a razão, ele o queria como nunca desejará ninguém em sua vida, Duo desejava ser amado por Heero tendo-o preenchendo seu corpo virgem quando o sentiu se afastar. Uma parte de Heero queria continuara e possuir o humano ali mesmo. Heero sentia as emoções do humano, ele sabia que o Duo o desejava da mesma forma que Heero desejava possui-lo, mas uma outra parte lhe dizia que seria errado toma-lo como seu possuindo seu corpo, sem que o humano soubesse realmente a quem estava se entregando.
- Desculpe-me eu... eu não deveria... não tinha a intenção...
- De que? Beijar-me ou fazer amor comigo?
- Você não entende isso não deveria acontecer, isso não pode acontecer.
- Por que? Você não me deseja?
Heero viu a tristeza nos olhos do humano e o que ele menos queria era que o humano ficasse triste, mas como dizer a ele o que Heero representava, o que ele era sem que o humano o temesse e o rejeitasse.
- Eu o quero como jamais quis alguém antes, mas não podemos, não seria certo faze-lo, não agora. Não enquanto... você não entenderia.
- Entenderia se confiasse em mim e me dissesse.
- Não. É melhor você ir para sua casa, estará seguro lá.
- Seguro de que Heero?
- De mim.
- Eu não quero estar seguro, eu quero você e apenas isso.
- Você não sabe o que me pede, não sabe o que eu sou.
- Então me diga o que você é.
- Eu...eu não posso, sinto muito. Chold o levará ate sua casa.
- Não é necessário eu posso ir sozinho.
Duo arrumou suas roupas e saiu descendo correndo as escadas enquanto as lagrimas rolavam em seu rosto, sentando-se nos degraus ele chorou com todas as suas forças, enxugando suas lagrimas, ele refez sua tranca e continuou a descer as escadas quando chegou ao final delas Kimitsu o aguardava. Heero sentiu a dor do humano, ele também a sentia, a tristeza, a solidão.
"Por que? Por que eu o sinto? Não é certo... eu não posso desejar o que eu não posso ter. Não posso dar o que ele me pede, o que eu teria a lhe oferecer a não ser a escuridão."
Duo sentia-se péssimo, ele tentava em vão evitar que as lágrimas continuassem a cair de seus olhos, ele não queria que o vissem chorar, mas não podia evitar a dor em seu peito era enorme, ele não entendia o por que de Heero o tê-lo afastado.
"Por que? Por que Deus me permitiu conhecer o paraíso de seus lábios, para que ele me afastasse depois. Por que ele teve que me tocar e despertar as emoções do meu corpo. Por que dói tanto? Por que? Diga-me Deus por que?"
Cathrine e Treize estavam na sala de leitura quando sentiram uma tristeza profunda, eles saíram e viram Duo de cabeça baixa enxugando o rosto, eles podiam sentir a tristeza vinda dele, mas havia mais alguém que estava sofrendo tanto quanto o humano. Cathrine olhou para Treize, ele beijou-lhe e testa e seguiu em direção a torre deixando-a para falar com o humano.
- Duo?
- Cathrine? Oi tudo bem?
- Sim. Mas você não está muito bem não é, quer conversar.
- Não eu acho melhor eu ir para casa.
- Shhh venha comigo.
Cathrine passou o braço pelas costa de Duo e o levou para a biblioteca, assim que entrou ela fechou a porta e o guiou até o sofá. Duo abaixou a cabeça e começou a soluçar, Cathrine se aproximou e o abraçou fazendo com que Duo começasse a chorar compulsivamente. Na torre Heero sofria com a dor do humano, ele se ajoelhará no chão, era tanta dor, que ele não sabia se era capaz de suportá-la. Treize entrou na torre e encontrou Heero curvado no chão sobre o próprio abdômen, Treize sabia que Heero sofria por não se permitir viver os sentimentos que o humano oferecia, sofria por desejar, amar e não aceitar que precisava do humano, tanto quanto o humano precisava dele. Heero merecia a felicidade e Treize pretendia faze-lo enxergar isso.
- Heero.
- ...
- Vá atrás dele.
- Eu não posso.
- Por que não?
- Você sabe o por que.
- O que eu sei é que você gosta do humano mais do que quer admitir.
- Por que acha que eu gosto dele? Ele não é nada para mim é apenas mais um humano que no momento possui uma coisa que eu preciso.
- Você sabe melhor do que ninguém que isso é mentira. Você se importa com ele, sente sua dor, você o deseja, seus sentimentos são tão claros quanto sol pela manhã.
- Vampiros não podem ver o céu pela manhã Treize ou já se esqueceu disso.
- Hn... não eu não me esqueci, mas se você fechar seus olhos, você ainda poderá imaginar como é ver o sol e se você permitir-se aceitar o fato de que ama o humano mais do que qualquer coisa, então você poderá ver o sol pela manhã mesmo sendo um vampiro.
- Eu não poderia ama-lo. O que eu poderia oferecer a ele? Dor? Escuridão? Duo merece muito mais, merece alguém que possa estar com ele todo o tempo e não um ser que vive nas sombras como eu.
- E você perguntou a ele o que ele quer? Dê a ele a chance de escolher se quer viver ou não com um vampiro.
- Está dizendo que eu deveria contar a ele o que sou.
- Estou dizendo que deveria dar a ele a chance de escolher o que quer.
- E se ele...
- Pelo menos você terá dado a ele a chance de escolher e a você a oportunidade de conhecer a felicidade. O amor é capaz de muitas coisas Heero, até mesmo de enfrentar e aceitar o impossível. Mas isso caberá a você. Não desperdice as oportunidades que a vida lhe dá. Ela não costuma ser caridosa e quando o é traz o pacote completo.
- Obrigado Treize.
- Foi um prazer acho que Cathrine está conversando com ele neste momento se você correr ainda pode falar com ele. O que fez com o pobre do rapaz? Você não o agarrou não é?
- Hn.
- Há há vou tomar isso como um sim.
Treize deixou a torre ele sabia que Heero tomaria a decisão correta. Treize tinha esperanças de que eles pudessem ficar juntos, assim como Trowa e o outro humano. Não seria fácil para nenhum deles, relacionamentos entre vampiros e humanos não era fácil, mas era possível ainda mais se eles se amassem como parecia ser o caso. Heero ficou pensando nas palavras de Treize.
"Eu o amo. Mas será que há uma chance de ficarmos juntos? Eu não posso deixa-lo ir mesmo que eu o perca, ele deve saber."
Heero desceu as escadas para falar com Duo, ele não perderia a chance que a vida lhe entregava, ele arriscaria contar-lhe a verdade sobre sua natureza, mesmo que isso o afastasse. Pela primeira vez Heero estaria sendo honesto para com seus sentimentos.
Enquanto isso na cidade:
Trowa dirigia em direção a casa de Quatre ele não sabia ainda o que fazer dizer a verdade sobre ele e os outros ou continuar a esconder a verdade e se afastar do anjo que trouxe luz a sua escuridão. Trowa parou em frente à casa de Quatre tomando coragem para tocar o interfone e anunciar sua chegada, assim que tocasse estaria abrindo as portas para começar a viver ou a sofrer. Trowa abriu o vidro da janela do carro e tocou o interfone.
- Sim.
- Boa noite. Eu sou Trowa Barton, eu vim falar com Quatre.
- Boa noite Sr Barton entre, por favor, o Mestre Quatre o aguarda.
- Obrigado.
Os portões da mansão dos Winner, abriu-se permitindo a entrada do carro de Trowa. Rashid avisou a Quatre sobre a chegada de Trowa. O coração de Quatre começou a bater mais forte, ele já sabia da chegada de Trowa ele sentira de alguma forma a presença dele, assim que a campainha tocou Quatre correu até a porta para atende-la.
- Pode deixar Rashid que eu atendo.
- Como quiser mestre Quatre.
- Boa noite Quatre.
- Boa noite Trowa seja bem-vindo.
Trowa sorriu para seu anjo e entrou em sua casa, no momento em que o viu Trowa soube o que deveria fazer.
Continua....
[b][1][/b] Heath Scythe são as duas laminas do Sandrock usado pelo Quatre.
Capitulo 8 - Um Encontro ao Por do Sol
O dia amanhecerá lindo, Duo mal conseguira dormir. Quatre o havia convidado para passar a noite em sua casa junto com Wu-Fei para que eles pudessem conversar, mas Duo preferiu ir para casa dizendo que queria dormir e acordar cedo para se exercitar e planejar o que vestiria para o jantar com Heero. Wu-Fei achou estranho Duo quer se preparar para um simples jantar, mas conhecendo o amigo como conhecia e observando as reações dele para com o misterioso Heero Yuy, Wu-Fei descobriu que seu amigo parecia estar gostando de Heero e que o outro parecia corresponder os sentimentos, Quatre e Trowa também pareciam estar encantados um com o outro, ele não aprovava as opções de seus amigos, mas como amigo as aceitava. Eram aproximadamente 09:00 hs da manhã, Duo olhou pela janela do quarto ela dava para a floresta ao lado do castelo dos Khushrenada o lugar onde ele jantaria logo mais à noite.
"O que será que ele pretende, gostaria de conhece-lo melhor, mas parece que ele se esconde de alguma coisa, que ele é mais do que aparenta ser. Droga não tenho tempo para isso eu tenho um monte de coisas para fazer."
Duo se levantou e foi para o banheiro tomar um banho.
No castelo dos Khushrenada:
Heero levantou-se ele sabia que ainda era cedo demais para estar de pé, mas ele queria providenciar algumas coisas antes do jantar com o humano, ele desceu as escadas e foi procurar Kimitsu o encontrando na cozinha do castelo.
- Bom dia Sr Yuy, já de pé a está hora.
- Bom dia Kimitsu. Sim eu queria que você providenciasse algumas coisas para mim.
- O que seria Sr?
- Quero que mande alguém a floricultura e peça que entreguem um buquê com uma rosa vermelha e uma dúzia das mais brancas rosas que tiverem para o Sr Maxwell junto com este bilhete.
- Será feito Sr. mais alguma coisa?
- Sim como estão os preparativos para o jantar?
- Está tudo sendo providenciado conforme suas instruções Sr Yuy.
- Ótimo, me acordasse assim que Treize ou Trowa levantarem por favor.
- Sim Sr.
- Ah! E se chegar algum convidado que não seja humano, me avise.
- O Sr será avisado Sr Yuy.
- Obrigado Kimitsu.
Heero voltou ao seu quarto, não que ele sentisse vontade de descansar, ele simplesmente não conseguia parar de pensar sobre como seria o encontro com o humano. Ele havia pedido a Kimitsu que providenciasse uma pequena mesa de altura suficiente para que pudessem colocar suas pernas sob ela, que acrescentasse mais algumas almofadas e providenciasse para que o espelho fosse tampado. Heero esperava que o jantar desse-lhe a oportunidade de conseguir Yami de volta e de conhecer o humano melhor.
"Por que me sinto tão atraído por ele? Cada vez que fecho meus olhos posso ver o seu rosto. Eu não posso deixar que o que sinto pelo humano me distraia do que devo fazer. É meu dever consegui-la de volta não importa a que preço."
Eram aproximadamente 15:00 hs quando Trowa resolveu sair de seu quarto, ele não conseguira dormir direito devido aos últimos acontecimentos. Ele ficara tentando achar um meio de impedir a entrada dos caçadores na cidade, mas não obtivera sucesso. Ele foi até a biblioteca e deitou-se no sofá próximo a lareira enquanto pensava em seu anjo.
"Quatre o que posso fazer para garantir a sua segurança? Se pudesse o traria para o castelo e o manteria comigo, assim teria a certeza de que estaria seguro por um tempo. Não posso impedir que os caçadores de entrarem na cidade, nem ao menos sei se sobreviveremos a eles por muito tempo. Mas não temos muitas informações sobre nossos adversários ou esperanças de que não sucumbiremos a eles."
Na mansão Winner:
Quatre estava deitado em seu quarto olhando pela janela, o céu estava claro e a tarde silenciosa. Wu-Fei tinha ido embora logo após o almoço e Quatre ficara sozinho, ele não havia comido muito, ultimamente não sentia fome e não conseguia deixar de pensar em Trowa. Mesmo distante ele sentia a presença do moreno de olhos verdes, ele sabia que Trowa estava pensando nele neste momento. Desde ontem à noite Quatre havia ficado intrigado com isso, era certo que possuía habilidades empáticas, mas elas nunca haviam sido tão fortes a ponto dele saber que Trowa pensava nele, que se preocupava profundamente com sua segurança, ele sabia que o moreno estava escondendo alguma coisa. Se levantando Quatre foi até a cômoda e pegou o cartão com o numero de Trowa, Quatre decidira que não importava o que Trowa escondia dele, ele queria conhecer melhor o rapaz que fazia seu coração pulsar apenas com um olhar.
No Castelo dos Khushrenada:
Trowa ainda estava deitado de olhos fechados ele podia sentir o seu anjo, ele parecia pensativo, um pequeno sorriso formou-se em seus lábios seu anjo pensava nele. Trowa estava esperando Heero se levantar para conversarem, Heero o havia dito que convidara Duo para jantar com ele esta noite na torre do castelo. Trowa sabia que Heero se sentia atraído pelo humano mesmo que não quisesse admitir. Trowa sabia que para Heero era difícil admitir os próprios sentimentos, ainda mais se eles fossem dirigidos a um humano, mas Heero estava sozinho há muito tempo e Trowa desejava que Heero pudesse se permitir viver esses sentimentos, mas sabia que seria quase impossível disso acontecer, ainda mais com a ameaça dos caçadores. De repente o celular de Trowa começou a vibrar.
"Quem poderia ser? As únicas pessoas que tem o meu numero são Cathrine, Heero, Kimitsu e.... Quatre!"
- Alô.
- Trowa?
- Quatre?
- Toc, toc.
- Entre.
- Sr Yuy o Sr Barton já se levantou Sr.
- Onde ele está?
- Na biblioteca Sr.
- Obrigado Kimitsu.
- As flores foram entregues ao Sr Maxwell conforme solicitou.
- Obrigado mais uma vez Kimitsu.
- Não há de que Sr.
Heero levantou-se e foi atrás de Trowa eles ainda precisavam conversar antes que a noite chegasse. Heero foi até a biblioteca falar com Trowa, quando ouviu o celular do amigo tocar e ele dizer o nome do jovem árabe. Heero resolveu deixar Trowa conversar com o rapaz loiro, desta forma Heero resolveu verificar os preparativos para o jantar.
- Espero não estar atrapalhando. Mas você me disse que eu poderia ligar se quisesse.
- Não Quatre você nunca me atrapalha. Eu estava pensando em você.
- Eu sei, por isso liguei. Trowa eu...
- Sim!
Quatre não sabia o que dizer, ele desejava ver e conversar com Trowa novamente era uma necessidade que Quatre não sabia como explicar, mas como dizer a Trowa o que queria. Que desejava conhece-lo melhor, que precisava dele tanto quanto precisava do ar para viver. Trowa podia perceber que Quatre desejava falar-lhe algo, mas parecia criar coragem para faze-lo.
- Eu... quero ver você... novamente Trowa... quero falar com você... eu... você... poderia...vir até minha casa...agora.
- Quatre eu...
Trowa também sentia a mesma necessidade que Quatre. Trowa precisava dele, precisava ver seu sorriso, sentir o seu cheiro, mas ainda era dia e ele não poderia sair. Ou poderia? Seria loucura, mas o amor não torna as pessoas loucas. Agora Trowa entendia, ele amava o jovem loiro e sabia que era correspondido.
"Eu devo estar louco por pensar em sair agora para vê-lo, eu não posso, não agora."
- Quatre eu também quero vê-lo, muito, mas eu não posso não agora. Eu tenho que resolver umas coisas agora com Heero.
- Entendo...eu sint....
- Não... não se desculpe. Eu posso ir a sua casa esta noite? Eu preciso... contar-lhe uma coisa.
- Claro ficarei feliz em recebe-lo. A que horas então?
- Hum... que tal ás 19:00 hs Duo virá jantar com Heero no castelo assim Heero não precisara de mim por enquanto e poderemos conversar tranqüilamente e você poderá me perguntar o que quiser.
- Está bem nos veremos as 19:00 hs então. Até breve.
- Até breve Quatre.
Quatre desligou o telefone seu coração batia descompassado, por um momento ele achou que Trowa não quisesse vê-lo novamente, que ele havia se precipitado convidando-o para vir a sua casa. Mas Trowa também confirmara a necessidade de vê-lo, ainda que não fosse possível vê-lo imediatamente, eles se encontrariam logo mais à noite. Trowa ainda pensava sobre o que havia acontecido, ele quase sairá para encontrar com Quatre ignorando o fato de que poderia morrer saindo a essa hora do dia. Trowa sabia que Heero não o deixaria sair, ele sentira a presença do amigo na porta um pouco antes de começar falar com Quatre, Heero jamais permitiria que ele se arriscasse a tal ponto. Nunca em sua vida Trowa havia perdido a razão desta forma, a ponto de pensar em se arriscar sob a luz do sol apenas para ver um humano. Ele precisava conversar com Heero e tentar descobrir o por que de sentir-se assim em relação a Quatre. Heero já havia conversado com Kimitsu e verificado que tudo estava conforme havia sido planejado.
- Esta tudo segundo suas especificações Sr.
- Obrigado Kimitsu fez um ótimo trabalho, eu tenho certeza que Maxwell ira gostar.
- Heero.
- Bom dia Trowa nós podemos conversar agora.
- Bom dia Heero. Sim já terminei de falar com Quatre.
- Certo. Kimitsu nós estaremos na sala das armas.
- Sim Sr Yuy.
- Venha Trowa temos muito a conversar e muito pouco tempo para faze-lo.
Heero e Trowa se encaminharam para a sala das armas. A sala das armas era o local onde Heero e Trowa colocaram todas os objetos e as espadas com exceção de Hikari que eles compraram ou adquiriram ao longo dos anos enquanto procuravam Hikari e Yami. Era um salão enorme com dezenas de espadas de todos os tipos e origens, uma verdadeira coleção. Havia espadas japonesas, chinesas, árabes, muitas delas haviam sido feitas sob encomendada especialmente para Heero, outras já haviam participado de batalhas e confrontos, mas todas estavam em perfeito estado de conservação. O salão também possuía uma infinidade de arcos e flechas dos mais diferentes tipos e tamanhos, do mais antigo até os dias atuais, capazes de disparar até três flechas ao mesmo tempo, havia também armas de fogo, pistolas, revolveres, espingardas e armas automáticas. Heero foi até um dos armários e pegou uma caixa de madeira de 90x45x25 (comprimento x largura x altura), o tampo da caixa era toda entalhada com desenhos e inscrições em árabe. Heero passou a mão por sob a caixa, a peça dentro dela havia sido feita a seu pedido, ele nunca imaginou que um dia fosse retira-la dali. Heero pegou a caixa e colocou-a em cima da mesa no centro do salão.
- Sente-se Trowa.
- O que é isso Heero?
- Um presente para seu amigo, dê a ele quando encontra-lo novamente.
- Um presente?
- Sim, Trowa eu sei o sente pelo humano e sei que você gostaria de poder fazer algo para protege-lo quando os caçadores chegarem. Mas infelizmente não podemos fazer nada no momento, então dê isso a ele e o ensine a usa-lo.
- Mas...
- Abra eu mandei fazer a muito tempo, nunca foi usada antes e acho que é perfeita para seu amigo.
Trowa pegou a chave presa por uma corrente e abriu a caixa, ela era forrada em veludo negro por dentro onde havia duas Heath Scythe [b][1][/b] colocadas uma oposta a outra. Trowa observou-as e olhou para Heero, realmente eram armas muito bonitas, o metal delas brilhavam como se tivessem acabado de serem polidas o cabo delas era feito do mesmo material da lâmina, seria uma arma perfeita se o dono soubesse como usa-la.
- Heero eu...
- Hn não precisa agradecer Trowa seria um desperdício mantê-la guardada, quando ela pode ser útil a outros. Assim talvez seu amado tenha uma chance de se defender.
- É tão visível assim?
- Apenas um cego não veria que você gosta... não que você ama o humano. A ligação que vocês tem é algo raro.
- Eu não entendo o por que de conseguir senti-lo apesar de estamos longe um do outro e de Quatre conseguir o mesmo.
- Quando você uniu sua mente a de Quatre para obter informações sobre o dono de Yami o que sentiu naquele momento.
- Eu senti suas emoções e me senti completo, como se eu tivesse encontrado uma parte de mim mesmo. Por alguns instantes eu me senti parte de Quatre.
- Existem apenas duas maneiras de um vampiro e um humano manterem um elo mental por tanto tempo, sendo que o primeiro caso funciona apenas se o elo entre os dois não tiver sido quebrado. O primeiro é através do pacto de sangue, onde o vampiro dá ao humano o seu sangue de forma que o humano se torna seu escravo e faz suas vontades, enquanto eles estiverem ligados pelo sangue os pensamentos do humano serão sentidos pelo vampiro que forneceu o sangue, mas o humano não pode sentir os pensamentos do vampiro. O que não é o caso de vocês, o segundo é quando ambos partilham o sangue um do outro, ou seja, misturasse em uma taça o sangue do vampiro e o sangue do humano e cada um e em seguida cada um bebe uma parte do sangue misturado, sendo que neste caso os dois têm que sentir algo muito forte um pelo outro neste caso o elo mental permanece mesmo depois de quebrado isso enquanto os dois sentirem algo um pelo outro.
- Mas eu não tomei o sangue de Quatre e ele também não bebeu o meu sangue.
- Eu sei esse também não é o caso de vocês, e verdade que ambos tem um sentimento forte um pelo outro, mas não houve troca sanguínea entre vocês.
- Existe uma outra maneira Heero.
- Bom dia Treize. Bom dia Cathrine.
- Bom dia Heero. Bom dia Trowa.
- Bom dia Heero, Trowa. Kimitsu me disse que estariam aqui. Pelo que vejo Trowa mantém um elo mental com um humano mesmo depois de tê-lo quebrado não é isso.
- Exatamente Treize.
- É possível e raro. Diga-me Trowa seu amigo humano possui alguma habilidade empática?
- Acho que sim, eu me lembro que o Duo disse alguma coisa sobre isso. Por que?
- Você o ama?
- Sim.
- Devo presumir que o humano sente o mesmo por você. Quando um vampiro se liga mentalmente a um humano com habilidades empáticas a ligação mental entre eles pode perdurar por algumas horas após o elo ter sido quebrado, mas se o humano em questão nutrir algum sentimento como o amor por um vampiro o elo permanecerá até a morte de um deles.
- Isso significa que Trowa e Quatre estão ligados para sempre.
- Exatamente Heero e à medida que eles, como direi aprofundarem o que sentem um pelo outro, o elo se tornará mais forte de forma que Quatre saberá quem você é Trowa, a menos que você diga a ele antes.
- Você quer dizer...
- Que se vocês se unirem sexualmente, o humano a que chama de Quatre saberá que é um vampiro, pois você estará abrindo sua mente totalmente a ele.
- Entendo.
- Mas não se preocupe se ele realmente o ama, isso não fará diferença, mas eu contaria logo a ele.
- Não creio que seja prudente Trowa contar a Quatre o que ele é Treize. Isso iria complicar nossa estada nesta cidade.
- Isso não fará diferença quando eles chegarem Heero. Quanto mais cedo ele souber melhor será para protege-lo.
- Eu tenho certeza que Quatre entenderá Trowa, assim como o Duo.
- Duo é o humano, dono da Yami não é isso.
- Exatamente. Ele virá hoje ao castelo.
- Já sabe o que fará para obtê-la de volta Heero.
- Eu tenho um plano.
- Hum.. aproveitando que vocês dois estão presentes Cathrine e eu, temos algo a lhes contar, querida quer ter a honra.
- Rapazes, Treize me pediu para ser sua esposa e eu aceitei.
- Parabéns Cathrine, parabéns Treize.
- Obrigado Trowa.
- Felicidades aos dois.
- Obrigado Heero, eu gostaria de fazer uma comemoração, mas não creio que o momento atual nos permite tal celebração.
- Treize me contou que os Peacecraft e os Romefeller formaram uma aliança e que os caçadores estão vindo para Epyon.
- E verdade Cathrine e infelizmente não temos como impedi-los de entrarem na cidade.
- Na verdade existe uma forma Heero, uma aliança.
- Aliança?
- Com o clã Maganac, eles não possuem admiração pelo clã de Relena e do Duque Dermail e eu acredito que eles nos ajudaram, uma vez que se os dois conseguirem o que querem todos os clãs serão prejudicados.
- E como você pretende conseguir uma aliança com eles.
- Vou enviar William para propor a aliança a Ahmad, isso manterá William distraído até termos noticias de Sally e Marco.
- Eles ainda não fizeram contato Treize? Acha que ainda podem estar vivos?
- Eu prefiro acreditar que sim meu amor. Sally e Marco poderão nos trazer mais informações.
- Vamos torcer para que consigamos a aliança com os Maganac antes que os caçadores cheguem.
- Sim, Trowa vamos esperar é apenas isso que podemos fazer no momento. Esperar e torcer para que tudo dê certo.
Na mansão Winner:
- Toc..toc..
- Quatre.
- Sim mãe.
- Podemos conversar um pouco querido.
- Claro entre.
A mãe de Quatre entrou no quarto, ela sabia que alguma coisa estava acontecendo com seu filho, ele não estava se alimentando direito nos últimos dias e em alguns momentos parecia ausente e pensativo. Suas melodias ao violino eram carregadas em alguns momentos de alegria em outros de tristeza e melancolia. Quatre sentou-se na espreguiçadeira próxima a janela, ele já se habituará a sentar-se ali e sua mãe sentou-se em sua cama.
- Sim mãe o que quer me falar?
- Venha sente-se aqui ao meu lado
Quatre foi até sua mãe e deitou sua cabeça em seu colo, enquanto ela afagava seus cabelos. Sua mãe possuía cabelos longos até a cintura e lindos olhos azuis que refletiam todo o seu amor e bondade.
- O que está havendo querido?
- Como assim?
- Você não tem se alimentado direito Quatre. Você me parece ausente e triste algumas vezes. Eu sou sua mãe e sei quando algo não está bem com você.
- Eu...
- Sabe que pode me contar qualquer coisa, o que perturba o seu coração.
Quatre não sabia o que dizer, como contar a sua mãe que estava apaixonado, não. Não apaixonado, ele estava amando, como nunca amou em sua vida, mas como dizer que amava não uma garota, mas um rapaz assim como ele. A mãe de Quatre podia ver a dúvida estampada nos olhos de seu filho, ela sabia o que estava acontecendo, seu filho estava amando isso era tão claro, mas ela sabia que havia algo mais, além disso. Ela ainda se lembrava da noite em que eles haviam ido ao teatro, o jeito que Quatre ficou quando viu um jovem e atraente casal passeando de braços dados do outro lado da praça, por um momento ela achou que seu filho observava a jovem de cabelos curtos e encaracolados, quando ela se ateve ao rapaz. O rapaz com as mesmas características do jovem que ajudou seu filho quando foi atacado, o rapaz chamado Trowa. O nome que ela acostumará a ouvir seu filho mencionar com Duo. Mas não era o fato de Quatre mencionar o nome do rapaz, mas a forma como ele o fazia, e quando ela ouvira sem querer Duo e seu filho conversando sobre o jovem rapaz e Quatre chorando por causa dele naquela mesma noite, ela teve a certeza de que Quatre amava o jovem Trowa.
- Meu amor, se não quiser me contar o que te preocupa, eu vou entender. Pode me dizer quando estiver pronto.
- Mãe eu... estou.. gostando de uma pessoa, mas não sei... se a senhora ou o papai irão gostar e eu...
- Você gosta do rapaz chamado Trowa não é?
- Como a senhora...
- Eu sou sua mãe Quatre, acha que eu não percebi a forma como fala dele, o carinho escondido em cada palavra.
- A senhora está desapontada comigo?
- Como poderia, não vou dizer que era o que desejava, mas não podemos dizer ao nosso coração por quem se apaixonar, eu o amo e se você é feliz por amar esse rapaz então eu serei feliz. Mas seu pai não vai gostar de saber disso.
- Eu sei, ele ficará desapontado.
- É verdade, mas o tempo muda as pessoas e as torna flexíveis a aceitar o que não podem mudar. Apresente-o a seu pai como um amigo e dê a ele tempo para que se acostume e então lhe conte a verdade. Seu pai ficara triste por um tempo, mas vai aceita, pois ele o ama tanto quanto eu.
- Obrigado mamãe.
- De nada meu querido e agora me conte mais sobre esse rapaz.
Quatre contou a sua mãe tudo o que sabia sobre Trowa e o que sentia por ele. Quatre se sentia mais leve após ter compartilhado com sua mãe seus sentimentos e duvidas. A mãe de Quatre ouviu tudo com interesse e ficou feliz em saber que o rapaz parecia corresponder o sentimento de seu filho. Quatre contara que Trowa viria esta noite para jantar com eles, mas infelizmente eles não poderiam ficar para jantar com o jovem.
- Hoje à noite?
- Sim, por que algum problema?
- É que esta noite seu pai e eu temos um jantar de negócios fora da cidade e parece que Iria tem outro compromisso, eu ia perguntar-lhe se não gostaria de vir conosco para não jantar sozinho, mas parece que você terá companhia esta noite. Infelizmente não poderemos falar com ele, pois temos que sair em uma hora.
- Eu não sabia, eu pedi-lhe que viesse a tarde, mas ele tinha algumas coisas para fazer.
- Talvez seja melhor assim, desta forma vocês poderão conversar com mais tranqüilidade. Convide-o novamente outro dia.
- Eu farei isso.
- Agora eu tenho que me arrumar, senão seu pai ira se aborrecer.
- Obrigado mamãe.
- De nada meu querido.
A mãe de Quatre se inclinou beijou a testa de seu filho e acariciou o seu rosto, deixando o quarto.
"Obrigado Alá por me conceder uma mãe tão compreensiva e bondosa."
Na terra dos Khushrenada:
Treize havia instruído William para seguir para o Cairo para propor a aliança aos Maganac. Heero havia ido para o seu quarto se preparar para o jantar com Duo, enquanto Trowa foi se preparar para encontrar-se com Quatre. Trowa ainda estava pensando se devia ou não contar toda a verdade a Quatre sobre sua verdadeira natureza, ele ainda não estava certo sobre a reação que seu anjo teria. Trowa queria acreditar nas palavras de Cathrine de que Quatre aceitaria bem a verdade, mas é se isso não acontecesse.
"Será que Quatre me aceitaria mesmo sabendo o que sou? Será que ele abraçaria as trevas para estar comigo? Seria certo eu macular sua pureza? Apenas por que o amo. O que eu devo fazer para protege-lo? Contar toda a verdade ou permanecer afastado, protegendo-o de longe? Eu poderia protege-lo sem que ele saiba do perigo que corre? Tantas perguntas e nenhuma resposta, eu decidirei quando encontra-lo e então saberei."
Enquanto isso na cidade:
Duo estava tomando banho, logo ele deveria se encontrar com Heero. Duo fora até o shopping comprar algumas roupas para o jantar com Heero. Não fora fácil encontrar algo que o agradasse, mas depois de andar por quase cinco horas e entrar em varias lojas e experimentar dezenas de roupas ele encontrará o que queria. Duo lavou seu cabelo com o seu xampu de flores preferido. Saiu do banho secou seus cabelos e escovou-os até que estivessem brilhando, trançou os longos fios castanhos dourados e os amarrou com um laço preto na ponta. Pegou a roupa que havia comprado e a vestiu, olhou-se no espelho e gostou do que viu. Assim que terminou o motorista que Heero havia ficado de mandar tocou a campanhia.
- Sr Maxwell, o Sr Yuy me mandou busca-lo.
- Sim vamos.
Deus que tudo dê certo esta noite."
Duo chegara no horário combinado, pois Heero havia mandado Chold busca-lo com a limusine. Duo ficara surpreso pela manhã quando recebeu um buquê de rosas brancas e uma vermelha no centro com um cartão com a letra de Heero.
"Espero com ansiedade pelo momento em que poderemos conversar. Mandarei um carro apanha-lo ás 17:00 hs.
Ass: Heero Yuy"
Duo jamais havia visto rosas tão lindas e alvas como se fosse neve, o que fazia sobressair ainda mais o vermelho da solitária rosa vermelha enviada com o buquê, elas tinham um perfume tão doce. Duo as colocara em um vaso da mesma forma em que vieram com a rosa vermelha ao centro e as levou para seu quarto. Duo pensou em agradece-lo, mas se lembrou que não tinha o numero de Heero.
"Agradeço a ele à noite quando nos encontramos."
A limusine chegou ao castelo no horário combinado, Duo ficou surpreso quando viu o carro que Heero havia mandado para busca-lo, ele ficou parado por alguns instantes olhando surpreso para a limusine preta, Chold abriu a porta traseira para que Duo entrasse, muitas pessoas que passavam ficaram observando a limusine e Duo entrar dentro dela, elas ficavam imaginado para onde ele iria e quem havia mandado aquele carro para busca-lo. A limusine seguiu em direção as terras dos Khushrenada e parou em frente ao castelo, Chold desceu e abriu a porta para que Duo pudesse sair do carro, assim que ele o fez a porta da entrada principal do castelo foi aberta.
- Boa noite Sr Maxwell, seja bem-vindo, o Sr Yuy o aguarda.
- Boa noite, Kimitsu não é?
- Exatamente Sr. venha comigo por favor.
Duo seguiu Kimitsu pelo castelo que estava no mais absoluto silêncio, Duo se perguntava onde estariam Trowa e Cathrine. Kimitsu abriu uma porta que dava para uma longa escadaria que estava iluminada pela claridade lá de fora.
- O Sr Yuy o aguarda no final das escadas Sr Maxwell.
- É para eu subir essas escadas?
- Sim Sr.
- Obrigado Kimitsu.
- Não há de que Sr Maxwell.
Duo viu a porta atrás de si se fechar e começou a subir as escadas para se encontrar com Heero. A cada degrau ele sentia seu coração bater mais rápido, ele parou próximo a uma das janelas por onde a claridade entrava, Heero ouviu quando Kimitsu e Duo chegaram ao pe da escadaria, Heero sentiu a presença do humano que aguardava se tornar mais próxima a cada segundo, quando o sentiu parar na porta, Heero a abriu. Heero ficou admirando a beleza do humano a sua frente, ele usava uma calca vinho escura e uma blusa branca de linho amarada nos pulsos. Duo tentava esconder sua admiração ao ver Heero ele estava ainda mais belo que na noite anterior, ele usava uma calça preta e uma blusa azul royal que realçava a cor de seus olhos. Heero deu espaço para que o humano entrasse.
- Entre Duo.
Duo entrou na torre e ficou admirado com a beleza do lugar, tudo parecia ter sido preparado para um jantar intimo. Duo não pode evitar ruborizasse quando viu a cama no centro da torre sendo iluminada apenas pela claridade da lua que entrava pelas janelas, olhando ao redor viu uma pequena mesa coberta com uma toalha branca onde havia sido postos talheres para duas pessoas, havia dois castiçais onde velas iluminavam a mesa e as almofadas colocadas como assento. Heero observava com atenção o humano, ele percebeu que Duo havia corado quando viu a cama no centro da torre, ele também não pode deixar de pensar como seria levar o humano até ela e toma-lo como seu, no mesmo instante Heero sentiu uma pequena excitação incomodar seu baixo ventre e procurou mudar o rumo de seus pensamentos, afinal não o havia convidado ali para atira-lo em uma cama e satisfazer seus desejos pelo corpo do humano.
Trowa viu o momento em que Duo chegou ao castelo, ele estava muito bonito.
"Acho que Heero terá problemas em tentar ignorar Duo esta noite."
Trowa pegou o presente que daria a Quatre, pegou o carro e partiu para casa de seu anjo. Treize e Cathrine decidiram ficar no quarto enquanto Duo estivesse no castelo, Cathrine achou melhor deixar Heero e Duo sozinhos para que pudessem se entender.
- Gostou da decoração Duo.
- Hã sim é muito bonito aqui em cima. Ah obrigado pelas rosas elas são lindas.
- Foi um prazer envia-las, embora eu não creia que elas superem sua beleza.
- Eu...
- Hn Espero que goste da comida Kimitsu teve muito trabalho em prepara-la.
- Tenho certeza de que deve estar ótima.
- Gostaria de beber um vinho.
- Sim obrigado.
Heero caminhou até a mesa onde havia um balde com gelo e uma garrafa de vinho branco, ele a abriu e colocou o liquido nas taças oferecendo uma delas a Duo. No momento em que entregava a taça seus dedos tocaram os do humano e seus olhos se encontraram. Duo pode sentir uma eletricidade percorrer o seu corpo quando seus dedos tocaram o de Heero e seus olhos se encontraram. Duo levou a taça aos lábios, Heero observava cada movimento de Duo a forma como ele bebia o vinho, Heero podia sentir a proximidade de Duo, o perfume suave de flores que o cabelo de Duo emanava, ele imaginou tocando-os e desfazendo a longa trança, imaginando como seria sentir aquela cascata de fios castanhos a cobrir-lhe o corpo.
- Heero eu queria lhe perguntar uma coisa.
- Sim o que é.
- A musica que você me pediu ontem, poderia canta-la para mim. Eu fiquei curioso em conhecer a letra.
- Não creio que eu cante tão bem quanto você Duo. Eu poderia dar-lhe a letra mais ta...
- Eu gostaria de ouvi-lo cantar... isso é se você quiser, tenho certeza de que canta muito bem.
- E por que acha isso?
- Eu... acho.. você tem uma voz sexy e...
- Sexy?
- Hum..hum.
- Tudo bem, mas não diga que eu não avisei.
Song of the Dreams - (Yoru no Yami)
Dream one day to find a place
That I can call my
Dream one day to perhaps find a friend
As well as I
With the same dreams and ideals
That helps me to raise it when I to fall
That I stimulate to give me plus a step
When I will be ready to give up
Dream to find a love somebody
that heats me in the cold of the winter
has consoled me in the mornings of autumn
Shelters me in the afternoons of spring
and it loves me in the summer nights
Dream to hold back my when
Adult hope to leave I of being child
Dream to be able to sleep under the moon and to have
the certainty to see the sun to enter my
window per the morning
Dream never to lose my dreams
Therefore while I to dream will know that I am alive
Canção dos Sonhos - (Yoru no Yami)
Sonho um dia encontrar um lugar
Que eu possa chamar de meu.
Sonho um dia talvez encontrar um amigo
Assim como eu.
Com os mesmos sonhos e ideais
Que me ajude a levantar quando eu cair
Que me incentive a dar mais um passo
Quando eu estiver pronto para desistir
Sonho encontrar um amor
alguém que me aqueça no frio do inverno
Console-me nas manhãs de outono
Abrigue-me nas tardes de primavera
E me ame nas noites de verão
Sonho reter minha esperança quando
Adulto deixar eu de ser criança
Sonho poder dormir sob a lua e ter
A certeza de ver o sol adentrar minha
janela pela manhã
Sonho jamais perder os meus sonhos
Pois enquanto eu sonhar saberei que estou vivo
Duo ouvia maravilhado Heero cantar, era uma canção linda repleta de sentimentos, o nome da canção estava certa. Ele nunca ouvira uma canção que falasse de forma tão bela e completa, sobre amizade, esperança, sonhos e amor. E a forma como Heero a cantava, ele tinha razão ele tinha uma voz maravilhosa, baixa e levemente rouca. Isso o estava deixando excitado e Duo não queria que Heero visse as evidencias em seu corpo, tentando fazer seu baixo ventre se acalmar Duo procurou pensar em outra coisa.
"Por Deus que voz é essa. Calma Duo é apenas uma canção, ele esta apenas cantando como você pediu."
Heero terminou a musica, ele podia perceber um brilho diferente nos olhos do humano. Ele reconheceu imediatamente o que era: desejo.
"Não me olhe assim, você não sabe como desejo dar-lhe o que me pede, mas eu não posso fazer o que seus olhos e seu corpo me pedem."
- Então o que achou da canção.
- Ela é realmente muito bonita, estranho como ela não é conhecida.
- Ela é muito antiga, minha mãe costumava canta-la para mim quando eu era mais jovem.
- Não me parece tão velho.
- Tenho muito mais idade do que aparento ter, Maxwell.
Duo caminhou pela torre sob o olhar de Heero, ele parou enfrente ao espelho que estava tampado com um pano de linho branco.
- O que é isso?
- Um espelho.
- Por que ele está tampado?
- Eu pedi a Kimitsu que o fizesse.
- Por que?
- Ele era de meu pai. Quando ele morreu uma amiga o enviou para mim, para me lembrar.
- Lembrar?
- Sim, me lembrar quem eu fui.
" Que um dia eu podia me ver através dele e saber o que era."
- É ele o faz lembrar do que costumava ser?
- Digamos que o meu reflexo não é mais o mesmo.
- Entendo.
- Entende?
- Sim você se tornou alguém de que não gosta e não consegue ver quem realmente é.
- Digamos que você está 50% correto.
Heero se aproximou de Duo sem que ele percebesse no momento em que Duo estava a ponto de puxar o pano que cobria o espelho quando Heero cobriu a mão de Duo com a sua e falou em seu ouvido.
- Deixe como está, você não vai conseguir ver o que não existe.
- Mas...
- Venha vamos jantar, Kimitsu ficara desapontado se a comida não for tocada.
Heero puxou Duo pela mão ate a mesa e sentou-se a sua frente, levantando a tampa das travessas dispostas na mesa. Duo ficou surpreso pela qualidade da comida disposta na mesa e o cheiro maravilhoso. Heero olhava atentamente o rosto do humano atento a cada expressão.
- Parece maravilhoso Heero, devo me lembrar de dar os parabéns a Kimitsu.
- Sirva-se do que quiser.
- Obrigado.
Duo e Heero jantaram em silêncio de vez em quando trocavam olhares. Duo saboreava tudo com entusiasmo, mas ele notará que Heero mal tocava na comida. Heero na verdade não se sentia bem comendo, há muito tempo que ele não comia nada que não fosse sangue, mas era necessário, uma vez que Duo não podia saber o que Heero na verdade era.
- Heero você não vai comer? Você mal tocou no seu prato.
- Eu não estou com fome, eu prefiro observa-lo comer.
Duo ficou vermelho no mesmo instante fazendo com que Heero sorrisse levemente. O humano ficará ainda mais atraente aos seus olhos.
- Desculpe-me se o ofendi.
- Não, eu não fiquei ofendido.. eu somente...
- Somente...
Pegando a garrafa de vinho Heero havia se aproximado mais de Duo contornando a mesa e sentando-se ao seu lado, com o pretexto de servi-lhe mais vinho. O coração de Duo começou a bateu mais forte devido à proximidade. Deixando-se levar por seus instintos Heero recolocou a garrafa no balde e levou uma de suas mãos ao rosto do humano e o acariciou aproximando o seu rosto. Heero colocará sua outra mão na cintura de Duo o deitando no chão, ele roçou seus lábios sobre o do humano como uma leve caricia como se pedisse ao humano uma permissão para beija-lo. Assim que Heero se aproximou Duo sentiu seu coração bater ainda mais forte o perfume de Heero estava tirando-lhe o raciocínio, ele fechou os olhos e sentiu uma mão segurar-lhe a cintura e deitar o seu corpo contra o chão no mesmo instante sentiu um leve roçar frio e macio contra seus lábios. Duo entreabriu os lábios esperando que Heero o beijasse, Heero olhou para o rosto do humano, os olhos fechados, os lábios entreabertos e a respiração descompassada a visão que teve o excitou de tal forma que ele sentiu seu membro endurecer. Então Heero vez o que queria fazer desde que o humano chegará. Heero cobriu os lábios de Duo com os seus em um beijo cheio de luxuria, ele explorou aquela boca quente com sua língua enquanto pressionava o corpo abaixo do si contra o chão. O contato com os lábios de Heero era frio ainda assim Duo sentia-se queimando por dentro, ansiando por um contato maior Duo passou seus braços ao redor do pescoço de Heero o aproximando mais de seu corpo de modo que pudessem aprofundar o beijo, suas línguas começaram a batalhar por espaço e quando Duo não conseguia mais respirar Heero se afastou ligeiramente dele. Olhando em seus olhos ele pode ver todo o seu desejo refletido nos olhos do humano, Duo viu a íris de Heero por um instante tornarem-se avermelhadas, Duo piscou por um momento e quando olhou novamente o azul cobalto dos olhos de Heero o observavam. Heero desceu para o pescoço de Duo passando sua língua por toda a sua extensão e distribuindo leves mordidas. Duo sentia a ereção de Heero em sua perna uma vez que seu corpo estava entre as pernas de Heero, mexendo-se levemente ele roçou sua coxa na ereção de Heero arrancando dele um gemido rouco.
- Ahhhh.
Heero estava louco para possuir o humano, jamais em sua vida sentira tamanha excitação ou desejo, quando Duo roçou-se contra seu membro ele não pode impedir-se de gemer, disposto a causar as mesmas sensações em Duo. Heero levou uma de suas mãos ao membro do humano o massageando levemente por cima da calça, fazendo com que Duo pressionasse seu corpo de encontro a sua mão e gemesse seu nome.
- Ahhhh..... Heero.
Duo sentia-se derreter nas mãos de Heero, a forma como ele massageava seu membro já intumescido por cima de suas roupas enquanto beijava seu pescoço o estava levando ao extremo. Duo desejava ser possuído por Heero, senti-lo dentro de si era a uma coisa em que podia pensar no momento a necessidade de pertence-lo era mais forte que a razão, ele o queria como nunca desejará ninguém em sua vida, Duo desejava ser amado por Heero tendo-o preenchendo seu corpo virgem quando o sentiu se afastar. Uma parte de Heero queria continuara e possuir o humano ali mesmo. Heero sentia as emoções do humano, ele sabia que o Duo o desejava da mesma forma que Heero desejava possui-lo, mas uma outra parte lhe dizia que seria errado toma-lo como seu possuindo seu corpo, sem que o humano soubesse realmente a quem estava se entregando.
- Desculpe-me eu... eu não deveria... não tinha a intenção...
- De que? Beijar-me ou fazer amor comigo?
- Você não entende isso não deveria acontecer, isso não pode acontecer.
- Por que? Você não me deseja?
Heero viu a tristeza nos olhos do humano e o que ele menos queria era que o humano ficasse triste, mas como dizer a ele o que Heero representava, o que ele era sem que o humano o temesse e o rejeitasse.
- Eu o quero como jamais quis alguém antes, mas não podemos, não seria certo faze-lo, não agora. Não enquanto... você não entenderia.
- Entenderia se confiasse em mim e me dissesse.
- Não. É melhor você ir para sua casa, estará seguro lá.
- Seguro de que Heero?
- De mim.
- Eu não quero estar seguro, eu quero você e apenas isso.
- Você não sabe o que me pede, não sabe o que eu sou.
- Então me diga o que você é.
- Eu...eu não posso, sinto muito. Chold o levará ate sua casa.
- Não é necessário eu posso ir sozinho.
Duo arrumou suas roupas e saiu descendo correndo as escadas enquanto as lagrimas rolavam em seu rosto, sentando-se nos degraus ele chorou com todas as suas forças, enxugando suas lagrimas, ele refez sua tranca e continuou a descer as escadas quando chegou ao final delas Kimitsu o aguardava. Heero sentiu a dor do humano, ele também a sentia, a tristeza, a solidão.
"Por que? Por que eu o sinto? Não é certo... eu não posso desejar o que eu não posso ter. Não posso dar o que ele me pede, o que eu teria a lhe oferecer a não ser a escuridão."
Duo sentia-se péssimo, ele tentava em vão evitar que as lágrimas continuassem a cair de seus olhos, ele não queria que o vissem chorar, mas não podia evitar a dor em seu peito era enorme, ele não entendia o por que de Heero o tê-lo afastado.
"Por que? Por que Deus me permitiu conhecer o paraíso de seus lábios, para que ele me afastasse depois. Por que ele teve que me tocar e despertar as emoções do meu corpo. Por que dói tanto? Por que? Diga-me Deus por que?"
Cathrine e Treize estavam na sala de leitura quando sentiram uma tristeza profunda, eles saíram e viram Duo de cabeça baixa enxugando o rosto, eles podiam sentir a tristeza vinda dele, mas havia mais alguém que estava sofrendo tanto quanto o humano. Cathrine olhou para Treize, ele beijou-lhe e testa e seguiu em direção a torre deixando-a para falar com o humano.
- Duo?
- Cathrine? Oi tudo bem?
- Sim. Mas você não está muito bem não é, quer conversar.
- Não eu acho melhor eu ir para casa.
- Shhh venha comigo.
Cathrine passou o braço pelas costa de Duo e o levou para a biblioteca, assim que entrou ela fechou a porta e o guiou até o sofá. Duo abaixou a cabeça e começou a soluçar, Cathrine se aproximou e o abraçou fazendo com que Duo começasse a chorar compulsivamente. Na torre Heero sofria com a dor do humano, ele se ajoelhará no chão, era tanta dor, que ele não sabia se era capaz de suportá-la. Treize entrou na torre e encontrou Heero curvado no chão sobre o próprio abdômen, Treize sabia que Heero sofria por não se permitir viver os sentimentos que o humano oferecia, sofria por desejar, amar e não aceitar que precisava do humano, tanto quanto o humano precisava dele. Heero merecia a felicidade e Treize pretendia faze-lo enxergar isso.
- Heero.
- ...
- Vá atrás dele.
- Eu não posso.
- Por que não?
- Você sabe o por que.
- O que eu sei é que você gosta do humano mais do que quer admitir.
- Por que acha que eu gosto dele? Ele não é nada para mim é apenas mais um humano que no momento possui uma coisa que eu preciso.
- Você sabe melhor do que ninguém que isso é mentira. Você se importa com ele, sente sua dor, você o deseja, seus sentimentos são tão claros quanto sol pela manhã.
- Vampiros não podem ver o céu pela manhã Treize ou já se esqueceu disso.
- Hn... não eu não me esqueci, mas se você fechar seus olhos, você ainda poderá imaginar como é ver o sol e se você permitir-se aceitar o fato de que ama o humano mais do que qualquer coisa, então você poderá ver o sol pela manhã mesmo sendo um vampiro.
- Eu não poderia ama-lo. O que eu poderia oferecer a ele? Dor? Escuridão? Duo merece muito mais, merece alguém que possa estar com ele todo o tempo e não um ser que vive nas sombras como eu.
- E você perguntou a ele o que ele quer? Dê a ele a chance de escolher se quer viver ou não com um vampiro.
- Está dizendo que eu deveria contar a ele o que sou.
- Estou dizendo que deveria dar a ele a chance de escolher o que quer.
- E se ele...
- Pelo menos você terá dado a ele a chance de escolher e a você a oportunidade de conhecer a felicidade. O amor é capaz de muitas coisas Heero, até mesmo de enfrentar e aceitar o impossível. Mas isso caberá a você. Não desperdice as oportunidades que a vida lhe dá. Ela não costuma ser caridosa e quando o é traz o pacote completo.
- Obrigado Treize.
- Foi um prazer acho que Cathrine está conversando com ele neste momento se você correr ainda pode falar com ele. O que fez com o pobre do rapaz? Você não o agarrou não é?
- Hn.
- Há há vou tomar isso como um sim.
Treize deixou a torre ele sabia que Heero tomaria a decisão correta. Treize tinha esperanças de que eles pudessem ficar juntos, assim como Trowa e o outro humano. Não seria fácil para nenhum deles, relacionamentos entre vampiros e humanos não era fácil, mas era possível ainda mais se eles se amassem como parecia ser o caso. Heero ficou pensando nas palavras de Treize.
"Eu o amo. Mas será que há uma chance de ficarmos juntos? Eu não posso deixa-lo ir mesmo que eu o perca, ele deve saber."
Heero desceu as escadas para falar com Duo, ele não perderia a chance que a vida lhe entregava, ele arriscaria contar-lhe a verdade sobre sua natureza, mesmo que isso o afastasse. Pela primeira vez Heero estaria sendo honesto para com seus sentimentos.
Enquanto isso na cidade:
Trowa dirigia em direção a casa de Quatre ele não sabia ainda o que fazer dizer a verdade sobre ele e os outros ou continuar a esconder a verdade e se afastar do anjo que trouxe luz a sua escuridão. Trowa parou em frente à casa de Quatre tomando coragem para tocar o interfone e anunciar sua chegada, assim que tocasse estaria abrindo as portas para começar a viver ou a sofrer. Trowa abriu o vidro da janela do carro e tocou o interfone.
- Sim.
- Boa noite. Eu sou Trowa Barton, eu vim falar com Quatre.
- Boa noite Sr Barton entre, por favor, o Mestre Quatre o aguarda.
- Obrigado.
Os portões da mansão dos Winner, abriu-se permitindo a entrada do carro de Trowa. Rashid avisou a Quatre sobre a chegada de Trowa. O coração de Quatre começou a bater mais forte, ele já sabia da chegada de Trowa ele sentira de alguma forma a presença dele, assim que a campainha tocou Quatre correu até a porta para atende-la.
- Pode deixar Rashid que eu atendo.
- Como quiser mestre Quatre.
- Boa noite Quatre.
- Boa noite Trowa seja bem-vindo.
Trowa sorriu para seu anjo e entrou em sua casa, no momento em que o viu Trowa soube o que deveria fazer.
Continua....
[b][1][/b] Heath Scythe são as duas laminas do Sandrock usado pelo Quatre.
