Lábios de Sangue
Capitulo 9 - Descobrindo a Verdade
No castelo na terra dos Khushrenada:
Duo se sentia perdido, como Heero podia ter lhe mostrado as portas do paraíso para depois simplesmente fecha-las na sua cara. Cathrine sabia que Duo estava sofrendo muito e queria fazer alguma coisa para ajudar o humano em seus braços.
- Duo? Quer falar sobre o que aconteceu?
- Por que Cathrine? Por que...ele tinha que me tocar... para depois me afastar desse jeito. Fazer-me sentir vivo novamente e... e...
- Shhhh tudo bem. Heero está sozinho há muito tempo e é difícil para ele demonstrar suas emoções principalmente quando gosta muito de alguém como gosta de você.
- Ele... ele..não gosta de mim.
- Gosta sim, sei que quando ele descobrir o erro que cometeu ele vai vim falar com você. Existe muitas coisas que você não sabe sobre Heero e ele ainda não está pronto para contar. A questão é se você está preparado para o que Heero tem a lhe contar.
- Eu sei... todos nós temos segredos que guardamos dentro de nós, mais às vezes temos que partilha-los e o que ele poderia me dizer que eu não pudesse entender. Acho melhor eu ir embora.
A porta da biblioteca se abriu e Treize entrou, Duo levantou a cabeça era a primeira vez que via o homem a sua frente, ele possuía um porte elegante e aristocrático. Duo se afastou de Cathrine enquanto o homem se aproximava deles.
- Como você está?
- Bem obrigado?
- Duo este é Treize Khushrenada. Treize este é Duo Maxwell.
- É um prazer conhece-lo sr Maxwell.
- O prazer é meu. Então você é o dono do castelo?
- Digamos que ele pertence a minha família. Falei com Heero ele logo estará aqui.
- Então eu preciso ir embora.
- Duo espera.
Duo se levantou e foi em direção a porta da biblioteca quando ela se abriu e Heero apareceu. Eles ficaram se encarando por algum tempo. Heero podia ver toda a tristeza e magoa nos olhos violetas do humano a sua frente. Duo não estava preparado para encontrar com Heero novamente, logo novas lagrimas começaram a cair de seus olhos. Heero levou sua mão ate o rosto do humano enxugando as lagrimas que caiam, Duo tentou se esquivar de seu toque, mas Heero o segurou pelo o braço o trazendo de encontro ao seu corpo. Treize e Cathrine ficaram observando os dois, Heero olhou para eles que acenaram e deixaram a biblioteca pela porta lateral.
- Eu sinto muito. Sei que nada do que diga agora o fará me perdoar. Mas peço que escute o que tenho a dizer.
- Eu...
- Por favor.
Na mansão da família Winner:
Quatre viu uma enorme caixa de madeira nas mãos de Trowa e olhou para ele esperando o moreno de olhos verdes falar alguma coisa, no entanto Trowa estava deslumbrado com a figura de seu anjo. Quatre queria impressionar Trowa e ficou feliz em descobrir que conseguira o seu intento. Quatre resolverá usar as roupas árabes que sua mãe trouxe na ultima vez em que esteve no país de seu pai. Ele usava calça marfim larga com uma blusa de linho do mesmo tom que mostrava um pouco a pele clara de seu tórax, uma faixa vermelha amarrada na cintura e sapatilhas brancas. Como Quatre havia acabado de tomar banho seus cabelos ainda estavam um tanto quanto úmidos. Trowa sabia que estava simplesmente devorado seu adorável anjo com os olhos, mas ele não pode se impedir de faze-lo, a seus olhos Quatre estava maravilhosamente sexy, ainda mais sorrindo daquele jeito como se estivesse planejando alguma coisa.
" Como é possível ele estar ainda mais lindo que da ultima vez que nos vimos. O perfume de seus cabelos, um cheiro amadeirado, seria um pecado manchar tamanha beleza. Droga agora não. Eu tenho que pensar em outra coisa senão não vou conseguir dizer a verdade."
Quatre observava Trowa com interesse atento as reações dele. E Quatre notou os olhos de Trowa se tornarem escuros e um brilho diferente em seu olhar, ele podia sentir suas emoções e o que descobriu o deixou feliz.
" Então ele sente o mesmo que eu. Você me deseja não é Trowa, tanto quanto eu o desejo, então acho que você não vai se importar se eu der continuidade aos meus planos para essa noite não é mesmo."
- Isso é para mim?
- Hã? Sim é um presente.
- Obrigado.
Trowa aproximou-se de Quatre para entregar-lhe a caixa, ao tomar a caixa da mão de Trowa, suas mãos se encontraram e por um momento eles se perderam um no olhar do outro, até que por algum motivo Trowa sentiu da parte de Quatre um ligeiro estremecimento, como se ele estivesse surpreso com alguma coisa ou tivesse descoberto algo, mas a sensação desapareceu rápido demais para que ele pudesse identificar o que era. Quatre lhe sorriu e pegou a caixa das mãos de Trowa.
- Obrigado, não sei o que é, mas e pesado.
- Quer que eu leve para você?
- De forma alguma. Venha vamos para a biblioteca.
Na terra dos Khushrenada:
Duo olhou para os olhos de Heero que pediam que o escutasse. O que ele tinha a perder ao escuta-lo, ele balançou a cabeça concordando em ouvi-lo. Heero sorriu e o coração de Duo falhou uma batida, enquanto pensava como ele podia ficar ainda mais lindo quando sorria. Heero se afastou e tomou as mãos de Duo entre as suas levando-o para fora da biblioteca. Heero decidira contar toda a verdade a Duo e para isso ele precisava mostrar-lhe Hikari, sendo assim Heero o estava levando a seu quarto. Eles começaram a subir a escada, Duo sentia a mão fria de Heero e pensava o por que de suas mãos serem sempre tão frias, mas não apenas a dele, Trowa, Cathrine e Treize também. De repente Heero parou diante de uma porta e a abriu ele se afastou da entrada e Duo viu que era um quarto muito bonito.
- Entre, por favor, este é meu quarto. Eu preciso lhe mostrar uma coisa.
Duo entrou o quarto era todo mobiliado com moveis antigos, uma cama grande cheia de almofadas, um tapete grosso de cor marrom cobria boa parte do chão em frente a uma lareira. Heero caminhou até a lareira pressionou a pedra cima dela e no mesmo instante a parede ao lado começou a se mover. Duo olhava admirado ele já tinha ouvido falar que alguns castelos possuíam passagens secretas, mas nunca imaginou que veria uma delas, logo uma escada apareceu e Heero pegou uma tocha na parede e a acendeu começando a descer as escadas.
- Venha comigo Duo.
Duo tentava imaginar o que Heero queria lhe mostrar, deveria ser algo muito importante para estar escondido. Heero começou a acender as tochas pregadas na parede para iluminar a escada de forma que Duo não se machucasse, Heero podia ver no meio da escuridão, mas ele sabia que o humano não podia faze-lo. Eles desceram pela escada de pedra até alcançarem uma espécie de salão. O salão estava na mais completa escuridão com exceção de um pequeno brilho no meio dele, à medida que se aproximavam do meio do salão o brilho começou a aumentar de forma que Duo pode ver que havia uma redoma de vidro e que havia uma espada suspensa dentro dela. Duo olhou e viu que Heero havia sumido, a tocha que ele trazia nas mãos estava presa na parede próxima a escada, Duo não sabia quando Heero havia desaparecido uma vez que ele estava à frente dele, mas sabia que não estava sozinho no salão, quando ouviu a voz de Heero.
- A espada que está vendo se chama Hikari, ela me foi confiada há muito tempo pelo homem que conheceu há poucos minutos.
Duo se aproximou da redoma para observar melhor a espada, ela se parecia muito com a espada que ele havia ganhado de Quatre.
" Ela se parece muito com a espada que Quatre me deu, mas será possível que essa é a espada que o antiquário disse a Quatre."
Heero podia ouvir os pensamentos do humano e como estava disposto a contar tudo sobre sua verdadeira natureza, Heero não escondeu que ouvira o que ele disse e respondeu a dúvida de Duo.
- Sim ela se parece com Yami a espada que seu amigo lhe presenteou.
- Como...
Duo levou um susto quando Heero respondeu a sua dúvida, ele tinha certeza que não havia falado nada apenas pensado, então como poderia Heero saber o que ele havia pensado. Humanos não podem ler os pensamentos uns dos outros ou podiam?
- Você pensou não foi Maxwell? Pensou como é possível Hikari ser tão parecida com a espada que o humano chamado Quatre lhe entregou.
- Sim... mas você não poderia saber o que eu pensei Heero isso é impossível.
- Existem muitas coisas neste mundo que parecem impossíveis, coisas que vocês humanos acham incompreensíveis, mas isso não as impede de serem verdadeiras.
Na mansão da família Winner:
Quatre caminhou em direção à biblioteca sendo seguido por Trowa no caminho eles encontraram com Rashid que por um momento ficou encarando o convidado de Quatre.
- Rashid este é Trowa Barton. Trowa este é Rashid ele é um antigo empregado de minha família e um ótimo amigo.
- É um prazer conhece-lo Rashid.
- ...
- Algum problema Rashid?
Rashid observava o rapaz de olhos verdes ele sabia o que ele era, já ouvira historias sobre eles, mas o que ele fazia ali junto ao jovem Winner, seu mestre não deveria saber o que era aquela criatura. Trowa notará pelo olhar do empregado de Quatre que ele sabia que não era humano, Trowa não podia fazer nada no momento uma vez que não sabia o que o humano faria, se contaria a Quatre o que ele era ou se tentaria enfrenta-lo. Então mentalmente Trowa perguntou a Rashid o que ele faria.
" Eu sei que já descobriu o que eu sou. A pergunta é... O que você vai fazer quanto a isso?"
Rashid ouviu a voz do jovem em sua mente, ele também não sabia o que ele faria. Era seu dever proteger o jovem árabe, mas como o faria, se o atacasse o jovem Quatre certamente iria interferir e poderia sair ferido. Quatre sabia pela maneira que Trowa e Rashid se encaravam que alguma coisa estava acontecendo e se não interferisse logo todo estaria perdido.
- Rashid.
- Sim mestre Quatre.
- Trowa é meu convidado e você deve recebe-lo como tal.
- Mas mestr...
- Eu sei não se preocupe, estaremos na biblioteca.
- Como quiser Sr assim que o jantar estiver pronto mandarei avisa-lo. Sr Barton é um prazer conhece-lo, desculpe-me se o ofendi.
- De forma alguma.
" Não se preocupe não tenho a intenção de fazer mal a Quatre, preferiria morrer antes de faze-lo. Tem minha palavra que seu mestre estará seguro comigo."
Rashid ouviu a voz de Trowa em sua mente e sorriu, curvou-se em um cumprimento e se retirou deixando-os a sós novamente. Quatre seguiu em frente e parou na frente da biblioteca, Trowa girou a maçaneta e abriu a porta para que Quatre entrasse e a fechou em seguida. Quatre colocou a caixa de madeira sobre a mesa e viu as inscrições na língua de seu povo que dizia:
Quando os inimigos do Grande Deus do Deserto ameaçarem o seu povo ele lhes dará força e proteção na forma de duas foices, que serão como suas próprias mãos a destruir seus inimigos.
"Quando os inimigos do Grande Deus do Deserto ameaçarem o seu povo ele lhes dará força e proteção na forma de duas foices, que serão como suas próprias mãos a destruir seus inimigos."
Quatre abriu a caixa e olhou admirado para as duas Heath Scythe dentro dela, elas eram lindas eram um presente maravilhoso, embora Quatre não saber o motivo dele e nem como usa-lo. Quatre olhou para Trowa e sorriu.
- Obrigado é são lindas Trowa. Mas eu não entendo o porque de você tê-las me dado.
- Achei que talvez você precisasse delas um dia e como elas foram feitas pelo povo árabe achei que seria o presente perfeito, para agradeço-lo.
- Agradecer-me pelo que?
- Por você ser você e apenas isso.
- Ah... mas eu não sei como...
- Eu vou ensina-lo a usa-las.
Quatre retirou as Heath Scythe de dentro da caixa, elas pareciam pesadas, no entanto quando Quatre as pegou elas eram tão leves que não pareciam feitas de aço. Quatre segurou-as nas mãos dobrando os braços as levantou fazendo com que as lâminas ficassem viradas para cima e olhou novamente para Trowa aguardando que ele lhe dissesse o que fazer. Trowa deu um pequeno sorriso e se aproximou de Quatre ficando a suas costas, colocou suas mãos por baixo dos braços de Quatre enquanto lhe dizia o que fazer.
- A lâmina do seu braço esquerdo será sempre sua defesa, a lâmina do seu braço direito o seu ataque. A menos que você seja canhoto então você deverá mudar, o lado esquerdo passa a ser o ataque e o direito a defesa. Sendo que dependendo do ataque que você receber você deve utilizar as duas lâminas como defesa. Entendeu.
- Hã... ta entendi.
Quatre estava se sentindo quente por dentro, sentindo o hálito quente de Trowa em sua nuca e a proximidade de seu corpo. Ele tentava assimilar todas as informações que Trowa lhe dizia, mas era difícil o tendo tão próximo. Trowa procurava passar a Quatre de forma clara as informações de como usar as Heath Scythe, mas o perfume do jovem loiro o estava desconcentrando de sua missão. O corpo de Quatre emanava tanto calor e receptividade para com seu corpo que Trowa tinha dificuldade em saber o que estava dizendo.
- Trowa?
- Desculpe vamos ver... o posicionamento das lâminas. Primeiro se você estiver sendo atacado, manter sempre sua defesa erguida.
Trowa levantou o braço esquerdo de Quatre com sua mão esquerda e puxou o braço direito para mais próximo da cintura do jovem loiro, quase como se Trowa o estivesse abraçasse por trás, isso fez com que às costas de Quatre encosta-se no tórax de Trowa fazendo com que o Quatre sentisse mais de perto o perfume almiscarado de Trowa. Trowa não sabia o por que de se torturar desta forma, pois era tortura ter tão próximo o corpo de seu anjo sem poder toca-lo de fato. Quatre virou ligeiramente o corpo para a direita e curvou sua cabeça de forma a poder olhar para Trowa que estava atrás de si. Quatre olhou para os olhos de Trowa e posteriormente para os lábios do moreno. Trowa seguiu a direção dos olhos de Quatre ele teve que fechar por um instante seus olhos quando Quatre roçou seu corpo contra o dele para poder olha-lo nos olhos e agora Trowa pensava se deveria ou não fazer o que aqueles olhos lhe pediam, decidindo-se Trowa passou seu braço direito pela cintura de Quatre o trazendo para mais perto e inclinou seus lábios na direção dos lábios de seu anjo. Quatre fechou os olhos, esperando pelo beijo de Trowa, ele sentia seu coração pulsar dentro do peito como se a qualquer momento ele fosse sair. Quando uma batida na porta fez com que se afastassem.
- Mestre Quatre?
Tentando normalizar sua respiração Quatre obrigou-se a responder o mais natural possível, mas sabia que não conseguiria, ele mal conseguia respirar, quanto mais conseguir falar não confiando em sua voz para faze-lo Quatre caminhou até a porta e a abriu. Rashid ficou preocupado como o jovem mestre não respondera, ele se preparava para entrar Quatre abriu a porta, ele parecia um pouco vermelho e respirava com dificuldades, olhou para dentro da sala e viu o rapaz de olhos verdes de costas guardando alguma coisa.
- Esta bem Mestre Quatre?
- Sim Rashid. Nós estamos... hã... Trowa estava me ensinado a usar meu presente.
- Presente?
- Sim ele me deu duas Heath Scythe lindíssimas.
- Ah! O jantar está servido Sr.
- Obrigado Rashid. Vamos comer Trowa, depois nós... continuamos.
- Claro...
Na terra dos Khushrenada:
Duo olhava ao redor tentado localizar onde Heero estava, mas ele não conseguia enxergar nada alem da escuridão. Por que Heero usara a palavra humano para descrever Quatre e falava sobre os humanos como se ele não fosse um deles. Duo resolveu descobrir se Heero podia realmente saber o que ele estava pensando
" Por que você fala como se você também não fosse humano."
Heero ouvira a pergunta de Duo ele sabia que ele o estava testando, Duo queria saber se ele podia realmente ler seus pensamentos, bom então Heero teria que mostrar que podia isso e muito mais.
- Hikari está comigo há muitos anos, quando obtive sua guarda uma missão me foi designada, eu deveria encontrar a outra metade. Encontrar a metade chamada Yami esse foi um dos motivos de ter vindo a Epyon.
Duo não sabia se Heero não havia conseguido ler seus pensamentos ou se Heero o estava ignorando, o que Duo não sabia e que a principio Heero decidiu não responder a pergunta. Duo não ficou curioso em descobrir que Heero viera apenas para obter Yami, afinal elas eram um par, uma completava a outra.
"Então foi apenas por causa da espada que ele veio a cidade."
- Sim Maxwell foi esta a principal razão de minha vinda a esta cidade.
- Então você é um colecionador?
- Não este não foi o motivo pelo o qual eu a estava procurando. Entre os da minha espécie...
- Sua? Espécie?
- Entre nós há uma profecia que fala sobre uma escuridão eterna, onde o sol não brilha e o mal caminha livre sobre a terra.
Duo ficava imaginando o que Heero queria dizer sobre sua espécie, ele podia ouvir a voz de Heero ás vezes próxima e no outro instante distante, sempre a sua volta como um predador ao redor de sua caça. Duo não estava entendo onde Heero queria chegar com essa conversa, mas algo dentro dele dizia que logo saberia. Heero sabia que o humano estava cheio de dúvidas e que o medo começava a se instalar nele, mas Heero não queria que Duo temesse, ele queria que confiasse nele.
- Heero eu não entendo.
- Logo você entenderá Duo, me deixe apenas terminar de lhe contar uma parte de minha historia e talvez você entenda o por que de tê-lo afastado na torre.
- Está bem estou ouvindo.
- Meu dever como o novo Shuhan dos Khushrenada é encontrar Yami e impedir que a profecia se cumpra.
- Shuhan?
- Em sua língua seria chefe ou líder de uma casa.
- Ah! Mas...
- Você entenderá não se preocupe.
- Quando conheci Treize ele era o atual Shuhan dos Khushrenada, ele viu em mim muito mais do eu imaginava que era Treize me deu uma chance de recomeçar. Confiou em mim escolhendo-me como seu sucessor apesar de não pertencer a seu clã.
- Clã? Vocês pertencem a alguma seita?
- Não quando digo clã me refiro a minha espécie, somos diferentes de você e do restante da cidade...
- Heero...
- Deixe-me terminar eu lhe disse que tinha algo a lhe dizer... eu já fui como você um dia. Acordava pela manhã para ver o sol, dormia com a lua e as estrelas, minha única preocupação era se eu viveria o suficiente para ser o que meu pai queria que eu fosse. Então uma noite tudo mudou.
Duo ouvia as palavras de Heero, e por algum motivo se sentia triste. Uma dor parecia corta-lhe o peito, quando Duo sentiu Heero atrás de si. Ele queria se virar para olha-lo nos olhos e ver o azul cobalto que tanto o fascinava e o enfeitiçava, mas não conseguia se mover a cada palavra ele sabia que Heero estava mais e mais próximo, quando ele parou a poucos centímetros de si. Heero sabia que tinha que continuar tinha que contar a Duo a verdade sobre ele e os outros, mas pela primeira vez tinha medo, medo de perder a chance de ser feliz de conhecer a felicidade através do humano. Heero sabia que Duo estava sentindo suas emoções, pela primeira vez Heero as estava libertando e compartilhando com alguém, ele teve ímpeto de abraça-lo, quando ouviu a voz de Duo.
- E o que mudou Heero?
- Encontrei meu destino na forma de uma jovem e ela me matou.
- Ela feriu você tanto assim...
- Não Duo ela me matou realmente. Eu morri no Japão há 303 anos atrás.
- Isso é impossível... você não pode estar morto, eu ouço sua voz, eu sinto você atrás de mim.
- Ainda assim eu estou morto.
Duo não podia acreditar no que Heero lha havia dito, Heero não poderia estar morto.
"Não isso não é verdade, mortos não andam, não falam."
- Como pode me dizer uma coisa dessas...
- É verdade Duo mortos não andam.
- Então..
- Os mortos podem caminhar se forem imortais como os vampiros.
- Vampiros?
Duo se virou para olhar para Heero e o que viu o fez levar suas mãos a boca e dar um passo para trás. O azul cobalto não existia, o que existia era um brilho avermelhado e presas saindo da boca de Heero. O choque atingiu Duo e Heero viu isso em seus olhos, duvida e medo. Heero continuou olhando para Duo que desviou o olhar.
"Não...não é verdade. Vampiros não existem."
Heero não sabia o que fazer ele o estava perdendo, estava perdendo a única pessoa que conseguiu faze-lo amar e desejar um futuro. Heero tentou se aproximar de Duo, mas ele ainda se sentia muito confuso para permitir que Heero o tocasse.
- Duo..
- Eu... quero ir embora.
Dor e tristeza se abateram sobre Heero, quando ouviu Duo dizer que queria ir, ele tinha medo dele. Medo que ele o tocasse, Heero respirou fundo e quando falou sua voz sôo fria e desprovida de qualquer emoção.
- Claro... Chold o levará.
Heero seguiu em direção a escada sendo seguido por Duo que evitava olha-lo. Eles chegaram ao quarto de Heero e saíram. Um carro tinha acabado de estacionar a porta do castelo dele saíram duas pessoas. Cathrine e Treize conversavam na sala de leitura quando sentiram duas presenças, presenças essas que Treize reconheceu de imediato. Heero estava descendo as escadas quando sentiu as presenças do lado de fora do castelo Duo estava tão abalado que não notou que Heero havia parado e se chocou com ele quase caindo da escada se Heero não o houvesse segurado. Duo olhou para Heero e seus olhos tinham o mesmo azul profundo que o encantará a primeira vez que se viram. Heero viu nos olhos do humano não medo, mas apreensão, ele se afastou e continuou a descer a escada. Quando percebeu que Duo não o acompanhava parou e virou.
- Desculpe-me...eu fiquei surpreso.
- Tudo bem você não foi o primeiro e não será o ultimo humano a se assustar. Mas não precisa ter medo de mim.
- Eu não...
- Você está com medo Duo, eu posso sentir o cheiro dele emanado do seu corpo. Eu preciso lhe pedir um favor, mas esse não é o momento apropriado. Creio que você já teve surpresas suficiente por uma noite. Façamos uma coisa, eu o verei amanhã pela manhã em sua casa, sob a luz do sol.
- Está bem. A que horas?
- As 10:00hs da manhã.
Duo sacudiu a cabeça concordando e terminou de descer a escada. Quando Duo e Heero chegaram ao pé da escada, encontraram com Treize e Cathrine que os aguardava, ambos olharam para os dois e souberam pela expressão em seus rostos que eles não haviam se entendido. Duo olhou para o casal como se nunca os tivesse visto antes. Eles e Trowa eram como Heero, eram vampiros como ele.
"A mesma pele clara e pálida, as mãos frias, os gestos contidos. A áurea misteriosa a rodeá-los, eles também são como Heero, como saber quem deles é um vampiro e quem não é. "
- Sr Yuy.
- Eu sei Kimitsu, deixe que entrem e leve-os a biblioteca.
- Como desejar Sr.
- Treize você é Cathrine poderiam recepciona-los enquanto acompanho Maxwell até a porta.
- Claro Heero. Maxwell foi um prazer conhece-lo.
- Hã...eu digo o mesmo.
- Duo?
- Cathrine eu...
Cathrine abraçou Duo que retribuiu o abraço enquanto ela sussurrava em seu ouvido.
- Não tenha medo de nós Duo. E dê uma chance a ele, uma chance a vocês dois.
Cathrine se afastou e beijou a face de Duo, deixando-o na companhia de Heero. Heero ficou olhando Cathrine se afastar com Treize e seguiu na direção a cozinha onde sabia que Chold deveria estar àquela hora. Assim que Heero entrou na cozinha os empregados que estavam jantando se levantaram.
- Chold por favor, leve o Sr Maxwell até a casa dele.
- Perfeitamente Sr Yuy.
- Nos veremos amanhã então.
- Está bem.
Heero viu Duo sair com Chold e uma lágrima rolou por seus olhos, nada jamais seria como antes, o humano sempre o temeria. Heero apenas esperava que Trowa tivesse mais sorte que ele.
"Ele sempre me temerá, eu nunca serei mais do que a sombra de seus medos. Eu o perdi para sempre."
Heero limpou o rosto e foi em direção a biblioteca era hora de reencontrar uma velha amiga.
Na mansão da família Winner:
Quatre pegou a mão de Trowa o obrigando a segui-lo, o sol nasceria em poucas horas e Trowa ainda não havia contado a Quatre sobre sua verdadeira natureza. Eles haviam jantado e conversado sobre diversos assuntos, mas evitado o principal motivo da ida de Trowa a sua casa. Quatre mostrara a Trowa o jardim onde costumava ficar sozinho e tocar seu violino. Quatre havia ficado encantado em descobrir que Trowa possuía uma flauta, foi quando teve a idéia de leva-lo a seu quarto e pedir que tocasse com ele. Trowa sentia a mão quente e delicada de seu anjo o puxando para segui-lo, Trowa não tinha a menor idéia para onde seu anjo o levava ate que começaram a subir as escadas e ele resolveu descobrir aonde iam.
- Quatre para onde está me levando?
- Para o meu quarto.
Trowa parou no mesmo instante e ficou olhando para Quatre que se virou pelo fato de Trowa ter parado. Quatre simplesmente sorriu e puxou Trowa novamente.
- Você me disse que possui uma flauta, eu tenho uma que comprei há muito tempo, mas nunca usei, então eu pensei que poderíamos tocar juntos. Você na flauta e eu no violino.
- Eu não toco há muito tempo Quatre e nem sei se ainda me lembro das notas.
- Tudo bem a certas coisas na vida que nunca esquecemos não importa o tempo que passe. Uma musica, uma historia algumas coisas não se apagam Trowa elas ficam para sempre.
Quatre abriu a porta de seu quarto e permitiu que Trowa entrasse. Quatre caminhou até a janela e a abriu permitindo que a lua entrasse por ela, Trowa observava Quatre sob a luz da lua e nunca imaginou que veria tão bela visão. Quatre se virou e viu que Trowa o observava, seu coração sabia o que queria e ele faria o que seu coração pedia. Quatre caminhou até Trowa e o tocou com seus dedos. Trowa sentia a pele macia de seu amado, sua respiração descompassada ele não conseguiu resistir quando Quatre se aproximou deslizando suas mãos por seu tórax tomando seus lábios em um beijo suave e quente. Trowa sentiu as mãos de Quatre passarem por detrás de seu pescoço e passearem por seus cabelos. Trowa passou seus braços ao redor da cintura de Quatre e o puxou para mais perto fazendo com que seus lábios aprofundassem o beijo. Trowa invadiu a boca de Quatre com sua língua explorando o recanto morno de sua boca. Quatre pressionou ainda mais seu corpo contra o de Trowa fazendo com que suas ereções se tocassem enviando descargas por todo o seu corpo. Quatre já não conseguia pensar ou respirar, quando Trowa se afastou beijando-lhe o pescoço alvo.
- Aahhh Trowa...por... favor.
- O...o que....você quer meu anjo.
- Faça-me seu...eu...quero..quero ser seu essa noite.
- Quatre....
Quatre afastou Trowa segurando suas mãos o puxou na direção de sua cama, virando Trowa o empurrou gentilmente sobre ela. Quatre começou a passar sua mão direita por dentro de sua blusa subindo e descendo-a do pescoço até o tórax, acompanhando sua respiração. A ereção de Trowa pulsava reagindo intensamente à visão de seu anjo que o estava seduzindo. Quatre caminhou até a cama inclinou-se tomando os lábios de Trowa entre os seus, pegando a ponta da faixa que rodeava sua cintura entregou-a a Trowa. À medida que Trowa puxava a faixa Quatre ia girando o corpo de forma que ela foi se desenrolando no momento em que outra extremidade da faixa foi liberada, Quatre segurou a faixa e a foi puxando até se aproximar novamente da cama e de seu amado. Quatre subiu na cama e ajoelhou-se colocando cada uma das pernas ao lado das pernas de Trowa. Mergulhando fundo no misterioso mar verde que eram os olhos de Trowa. Quatre o envolveu num abraço pleno de carinho. Com os lábios mornos e úmidos beijou-lhe a testa e o rosto, enquanto empurrava Trowa contra o colchão e deslizava suas pernas por sobre as pernas de Trowa ficando entre as pernas de seu amado. Quatre seguiu com seus lábios fazendo uma trilha de beijos até alcançar a boca que tanto desejava, fazendo-o antever uma madrugada repleta de sensações. Trowa segurou o corpo de seu anjo num forte abraço e girou seu corpo trocando as posições, seu anjo o estava levando a loucura, mas esse era um jogo que podia ser jogado a dois, disposto a levar Quatre ao mesmo estado de excitação em que se encontrava, Trowa deixou que suas mãos passeassem pelo corpo do anjo abaixo de si enquanto beijava-lhe o pescoço. Trowa deslizou as mãos pelas laterais do corpo de Quatre descendo até alcançar o meio de suas pernas deslizando a mão suavemente por sobre a calça até roçar levemente o membro duro de seu anjo, Quatre tornou-se arfante denunciando-lhe a excitação fechando os olhos, mas Trowa queria ver o que diziam os olhos de Quatre.
- Abra os olhos e deixe-me vê-lo. Quero ver o que sente através deles.
Quatre abriu os olhos e fitou a íris verde de Trowa, ele sentiu as mãos fortes de Trowa em seu pescoço e em sua cintura, seus corpos apertados um contra o outro seus lábios tomados avidamente enlouquecidos pela paixão, as mãos afastaram o tecido da blusa em busca dos mamilos já enrijecidos. Quatre levantou os braços para que a blusa fosse retirada e atirada em algum lugar no chão do quarto, deslizando suas mãos pelo corpo de Trowa Quatre puxou a blusa dele para fora da calças enquanto Trowa a desabotoava e a retirava, tendo o tórax de Trowa desnudo sobre si Quatre levantou seu corpo para tomar entre os lábios um dos mamilos de seu amado sugando-os com avidez. Trowa atirou sua cabeça para trás, sentir a língua quente de Quatre o estava enlouquecendo, seu membro estava tão duro que a calça o estava sufocando, disposto a dar o alivio que precisava, Trowa se afastou e abriu o cinto da calça para retira-la, quando sentiu as mãos de Quatre sobre as suas.
- Deixe que eu faça isso.
Quatre abriu lentamente o cinto de Trowa sem quebrar o contato visual com a íris verde esmeralda, deslizando lentamente o zíper, Quatre se aproximou de Trowa e deslizou sua língua por toda a extensão da barriga até o cós da calça do moreno, Trowa levantou a cabeça para o alto mordendo o lábio inferior para tentar controlar a excitação que percorria o seu corpo. Quatre olhou para seu amado e deu um pequeno sorriso, disposto a leva-lo ao extremo Quatre deslizou sua língua por sobre a cueca de Trowa enquanto baixava suas calças, Trowa abaixou sua cabeça para ver seu anjo acariciar sua masculinidade, Quatre levantou sua cabeça e sorriu. Trowa que o puxou para beija-lo, retirando seus pés das calças e as chutando para algum lugar. Trowa levou seu anjo novamente para cama e inclinou seu corpo sobre ele. Tomando-lhe os mamilos enrijecidos em seus lábios e acariciando o outro com as mãos bem devagar se deliciando em ver Quatre estremecer. Trowa levou seus dedos até a garganta de seu anjo, o leve toque frio provocando-lhe sensações incontroláveis. Mas Quatre queria muito mais afinal ele ainda estava vestindo suas calças e Trowa sua roupa de baixo. Quatre abandonou as costas de Trowa e levou suas mãos até as nádegas de Trowa, passando-as por dentro de sua roupa de baixo e a puxando para retira-la Trowa levantou levemente seu corpo a fim de facilitar o trabalho de Quatre. Trowa sentiu-se aliviado por ter seu membro liberto da peça de roupa que parecia estrangula-lo. Então ele resolveu ajudar Quatre com suas roupas e começou a retirar as calças do loirinho a jogando para fora da cama recebendo um sorriso do jovem anjo. Quatre levantou o corpo invadindo com sua língua a orelha de Trowa, arrancando um gemido dele.
- Aahhh... Quatre.
- Achei... que você... fosse.. deixar-me... vestido.
- Não.. para o que... eu tenho em mente...
- E o que...você pretende fazer
- Você logo... vai descobrir.
Trowa começou a beijar todo o corpo de Quatre ate alcançar-lhe o membro que já se encontrava úmido, ele passou sua língua por toda a extensão do membro ereto do jovem árabe o fazendo arquear os quadris em busca de um contato maior. Trowa sorriu e sem aviso engolfou o membro de Quatre em sua boca. Trowa subia e descia lentamente sobre o membro de Quatre quando Trowa aumentou a ritmo. Quatre começou a respirar mais pesadamente e Trowa sabia que seu anjo logo gozaria. O árabe sentiu como se todo o seu corpo estivesse ardendo e um estremecimento percorreu o seu corpo quando gritou o nome de Trowa e finalmente gozou.
- Aahhh Trowa.
Trowa continuou a chupa-lo até a ultima gota de sêmen, então procurou a boca de Quatre para beija-lo novamente e faze-lo provar sua própria semente. Quatre provou seu próprio gosto da boca do homem que o estava tomando como seu, ele achou o gosto estranho a principio, mas não desagradável. Trowa sentia que estava em seu limite, mas ele queria que a primeira vez de Quatre fosse especial. Trowa levou sua mão direita até a boca de Quatre, o jovem loiro a abriu e lambeu cada um dos dedos. Trowa retirou seus dedos e dirigiu-se até a parte interna das coxas de Quatre se aproximando da virgem entrada. Quatre abriu mais as pernas facilitando a exploração do moreno. Trowa olhou para o rosto de seu amado enquanto introduzia-lhe suavemente um dedo em sua entrada preparando-o para recebe-lo Quatre ofegou e tentou se afastar.
- Shhh está tudo bem.
Quatre tentou relaxar a invasão do dedo em seu corpo, Trowa movimentava o dedo lentamente dentro de Quatre afim de que ele se acostumasse. Logo um segundo dedo se juntou ao primeiro alargando a abertura estreita, logo Quatre começou a se empurrar contra os dedos de Trowa, querendo mais daquela deliciosa fricção, o membro de Quatre já despontava semi-ereto devido à intensidade das caricias. Então Trowa adicionou um terceiro dedo e Quatre começou a respirar mais forte e mais rápido à medida que sentia o êxtase se aproximando, Trowa o estava tocando em um ponto dentro dele que o fazia ansiar por mais, Quatre deseja sentir Trowa dentro de si.
- Trowa... por favor...
- Eu sei....
Trowa via o rosto ruborizado de seu anjo, seus lábios entreabertos suplicando-o para preenche-lo com seu membro. Trowa retirou seus dedos e Quatre sentiu um vazio que logo foi esquecido quando Trowa abriu-lhe ainda mais as pernas e posicionou seu membro em sua entrada. Empurrando para frente sua ereção Trowa sabia que se não fosse cuidadoso poderia machucar seu amado e isso era a ultima coisa que queria, Trowa continuou a empurrar seu membro além da resistência inicial. Enquanto atacava o pescoço de Quatre com beijos e leves mordidas. Mesmo tendo-o preparado Quatre ainda era muito apertado, pois estava difícil entrar nele. Trowa empurrou-se mais, o apertado anel do músculo de Quatre o estava envolvendo impiedosamente, ameaçando levar Trowa ao clímax cedo demais. Arqueando o corpo e contraindo-se pelo prazer que o consumia, Trowa gemeu alto introduzindo-se por inteiro no corpo de seu amado, eles se encaixavam perfeitamente como se seus corpos houvessem nascido para essa união. Trowa esperou até que Quatre se acostumasse com o membro dentro dele. Quatre estava adorando a sensação de ter Trowa dentro de si, mas ele queria sentir a mesma sensação de quando Trowa o havia preparado movimentando os quadris Trowa soube que seu anjo estava pronto e começou a mover-se para frente e para trás a principio de vagar à medida que o prazer ia aumentando Trowa começou a aumentar o ritmo com que entrava e saia de Quatre quase retirando por completo o membro de dentro de seu anjo para logo depois entrar com ele todo novamente. Ambos gemiam tamanho o prazer que se anunciava.
- Ahhh... Trowa... mais...forte.
- Ahhh...Quatre...
Era impossível pensar a forma como Quatre gemia o estava enlouquecendo. Trowa pousou a cabeça no peito de seu parceiro tentando conter o gozo que se aproximava. O corpo de Quatre tremia a cada estocada e quando achou que não pudesse suportar mais ele teve seu membro envolvido pelas mãos frias de Trowa que começou a masturba-lo com a mesma intensidade que o estocava. Quando Quatre sentiu seu membro se envolvido pelas mãos de Trowa, jogou sua cabeça para trás dando livre acesso ao seu pescoço, Trowa sentiu o sangue de Quatre pulsando mais rápido em seu corpo e a veia em seu pescoço se tornar mais visível ele se inclinou e passou sua língua em toda a extensão ele levantou levemente sua cabeça e fechou os olhos, o gozo estava se aproximando. Quando Trowa abriu seus olhos novamente eles estavam vermelhos e presas apareceram em sua boca, então seu olhar se encontrou com o a íris azul de seu anjo e o que viu refletido neles o vez chorar, ele esteve a ponto de tomar o sangue de seu anjo, o mesmo anjo que se entregava a ele sem saber o que ele era. Quatre levantou suas mãos e enxugou as lagrimas que caiam dos olhos de Trowa, ele o amava por isso se entregará a ele, sem medo ou reservas. Seus corpos estavam suados quando o membro de Trowa tocou no ponto sensível de Quatre ele arqueou o corpo para cima fazendo Trowa aprofundar-se ainda mais dentro dele fazendo com que Quatre derrama-se sua semente nas mãos de Trowa e contrair as paredes ao redor do membro de Trowa o levando a atingir o prazer e jorrar todo seu sêmen dentro do loirinho. Ambos gritaram o nome um do outro quando o orgasmo os atingiu. Trowa deixou seu corpo cair em cima de Quatre até que a respiração de ambos voltasse ao normal. Trowa retirou-se de dentro de seu anjo rolando para o lado, trazendo o corpo de Quatre para mais perto de si. Quatre descansou a cabeça no peito do moreno, ele se sentia cansado, tentou abrir os olhos, mas Trowa os fechou com um beijo enquanto lhe dizia mentalmente que descansasse.
- "Durma um pouco"
- "Você vai ficar?"
Trowa se surpreendeu ao ouvir a voz de seu anjo em sua mente pedindo-lhe para ficar. Trowa olhou para a janela o céu já estava começando a clarear logo seria dia e se ele quisesse chegar ao castelo antes do sol nascer ele teria que sair agora deixando seu anjo. Ele olhou para Quatre que o observava, Trowa beijou a testa de seu anjo, ele não poderia deixa-lo mesmo que quisesse.
- Não se preocupe estarei aqui quando acordar.
Quatre sorriu e levantou sua cabeça para beijar Trowa, ele ficaria com ele. Quatre acordou algumas horas depois com uma sensação de segurança o envolvendo abriu seus olhos e notou que dormia nos braços de Trowa. O quarto estava banhado pela uma claridade denunciando que o já era de manhã. Quatre levantou-se com cuidado para não despertar seu amado que ainda dormia, caminhou até a janela e fechou a cortina para que a claridade não acordasse Trowa. Foi para o banheiro tomou um banho, trocou-se e retornou ao quarto, foi até a cama e deposito um beijo suave sobre os lábios do moreno que dormia e deixou o quarto a fim de providenciar o café da manhã para ambos. No caminho para a cozinha encontrou-se com Rashid.
- Bom dia Rashid.
- Bom dia Mestre Quatre.
Rashid ficou olhando para Quatre como se quisesse perguntar-lhe algo. Sorrindo Quatre resolver saber o que preocupava Rashid.
- O que foi Rashid? Quer me perguntar alguma coisa?
- É que o carro do Sr Barton ainda está lá fora e não vi quando ele foi embora.
- Ele não foi embora Rashid, ele passou a noite aqui e eu sei que você sabe disso.
- Desculpe Mestre Quatre minha indiscrição.
- Tudo bem, eu preciso de sua ajuda para preparar o café da manhã.
- Basta me dizer o que deseja e eu preparo.
- Não eu gostaria de faze-lo senão se importa. Rashid você fez parte das tropas árabes que atuavam no deserto, na época da guerra não é?
- Sim Mestre Quatre, quando eu era mais jovem.
- O que você fazia?
- Lutava com os outros pela libertação de meu país.
- Cuidava dos feridos?
- Sim era uma de minhas atribuições.
- Fazia transfusões?
- Sim, mas...
- Ainda sabe como fazer?
- Sim não é muito difícil.
- Humm.
- Por que a pergunta, Mestre Quatre?
- Eu queria lhe pedir uma coisa.
Quatre arrumava tudo em uma grande bandeja, não sabia se conseguiria levar tudo para o quarto sem derrubar alguma coisa. Ele sentia o olhar de Rashid sobre si, fora difícil convence-lo, quando Quatre lhe dissera o que queria, Rashid se negou permanentemente a faze-lo, ameaçando contar a seus pais o que acontecerá no quarto de Quatre na noite anterior. Rashid pudera ouvir os gemidos de ambos e sabia o que havia acontecido. Felizmente os pais de Quatre não haviam retornado na noite anterior como haviam planejado, Rashid sabia que o Sr Winner jamais permitiria tal relacionamento. Rashid não se preocupava pelo fato o jovem Quatre gostar de outro rapaz ou pelo fato deles terem dormido juntos, mas sim com o que o jovem havia se deitado, mas ao olhar para o rosto do jovem e ver a felicidade estampada em seus olhos. Rashid teve que ceder ao seu pedido, o rapaz no quarto de seu mestre havia mantido sua palavra e ele sabia que ele a cumpriria até o fim.
- Deixe-me levar Mestre Quatre.
- Obrigado Rashid.
Trowa abriu os olhos e tentou lembrar-se de onde estava quando sentiu o cheiro de seu anjo impregnado em sua pele. Ele olhou ao redor e viu que estava no quarto de Quatre precisamente em sua cama. Trowa lembrou do aconteceu na noite anterior, cada beijo, cada caricia, cada gemido, então o choque o atingiu ao lembrar que possuirá seu anjo sem ao menos lhe ter contado o que era.
"Como eu pude fazer isso? Como pude tomar seu corpo e sua pureza sem ao menos ter dito quem realmente sou. Quatre vai me odiar quando descobrir a que se deixou possuir."
Quatre subia as escadas à frente de Rashid quando ouviu os pensamentos de Trowa, a culpa e a vergonha o estavam corroendo. Quatre não queria que Trowa se culpasse, ele não fizera nada que não desejasse fazer. Quatre abriu a porta do quarto e pegou a bandeja das mãos de Rashid.
- Obrigado Rashid. Acho que posso levar daqui. Avise-me assim que Iria ou meus pais chegarem.
- Como quiser Mestre Quatre.
Quatre entrou e empurrou a porta com os pés para fecha-la, o quarto estava iluminado pelo abajur que deixara ligado antes de sair do quarto. Quatre colocou a bandeja sobre a cômoda sob o olhar atento de Trowa. Quatre virou-se e sorriu caminhando até sua cama, quando se inclinou para beijar Trowa foi impedido por ele.
- O que foi?
- Quatre... eu preciso lhe contar uma coisa.
- O que é?
Trowa tomou a mão de Quatre entre as suas o fazendo sentar-se a sua frente. Trowa abaixou a cabeça e tentou criar coragem para dizer o que precisava.
- Quatre eu... eu não sou o que você pensa. Talvez quando eu dizer a verdade você venha me odiar e eu não posso culpa-lo por isso.
- Trowa eu...
- Não!
Trowa tampou os lábios de Quatre com os dedos impedindo-o de falar o que queria.
- Não me deixe continuar, você tem que saber a verdade. Eu deveria ter-lhe contado ontem assim que cheguei, mas não tive coragem. Quatre eu..
Quatre silenciou Trowa com um beijo e acariciou-lhe o rosto com as mãos.
- Não precisa me dizer nada Trowa, eu sei que você não é humano.
- Mas como...
- Eu já desconfiava que havia alguma coisa, mas eu não sabia o que era, então quando você chegou ontem eu descobri.
- Então ontem quando...
- Eu já sabia quem era.
- Como descobriu?
Quatre se aproximou de Trowa e recostou-se nele que o envolveu com seus braços e beijou seus cabelos.
- Na entrada existe um espelho em cima da porta, quando me aproximei para pegar o presente que trouxe, não sei por que olhei para o espelho e você não estava refletido nele. Rashid viveu muitos anos no deserto e viu muita coisa antes de começar a trabalhar para minha família, quando eu era pequeno ele costumava me contar historias sobre seres que viviam nas sombras, se escondendo do sol, se alimentando de sangue. Seres amaldiçoados andando eternamente, sem alma, incapazes de refletirem sua imagem. Eu lhe disse ontem antes de virmos para o meu quarto que existem coisas que não esquecemos lembra.
- Entendo e ainda assim você se entregou a mim.
Trowa beijou o pescoço de Quatre acariciando seu abdômen por sob a blusa, fazendo com Quatre suspirasse.
- Mmmmm... sim você sabe o que eu sinto por você.
- Sim eu sei meu anjo.
- Anjo?
- Sim meu pequeno e adorável anjo.
- Então você é meu maravilhoso, sexy, atraente e adorável vampiro.
- Ótimo.
A cada palavra Quatre distribuía beijos ao longo dos braços de Trowa, sim eles eram um só agora, sem segredos um para o outro. Uma só mente, alma e coração. Um anjo e um vampiro. Trowa ouviu em sua mente a voz de seu anjo lhe dizendo três palavras, apenas três palavras que o aqueceram por dentro.
- "Eu te amo."
- "Também te amo meu anjo."
Afastando-se Quatre levantou da cama e caminhou até o armário e pegou um lençol e forrou o chão, foi até a cômoda e pegou a bandeja que trouxera.
- Acho melhor comermos nosso café da manhã.
- Na verdade não fará muita diferença.
- Eu sei, mas preparei algo especial.
Quatre sentou-se e estendeu a mão para Trowa senta-se com ele. Trowa levantou-se com o lençol enrolado em sua cintura e sentou ao lado de seu anjo. Quatre se ajoelhou pegou um dos copos da bandeja e uma jarra dourada assim que ele a destampou Trowa soube o que ela continha, antes mesmo que Quatre despejasse o liquido vermelho e viscoso no copo. Ele sentiu o cheiro adocicado e inebriante do sangue. Trowa olhou interrogativamente para Quatre que sorriu.
- Achei que seria o alimento adequado depois de ontem. Não sei se vai gostar, como não sabia qual a sua preferência eu tive que fazer uma pequena doação. Espero que não fique desapontado.
- Quatre! Você não precisava.
- Eu sei, mas ficar sem comer o dia inteiro faz mal a saúde.
- Obrigado.
Trowa beijou os lábios de Quatre com todo carinho que sentia por ele. Quatre despejou seu sangue no copo e entregou a Trowa. Ele bebeu o sangue de seu anjo, fazia muito tempo que Trowa não se alimentava de sangue humano e tomar o sangue de Quatre era realmente maravilhoso. Quatre observava Trowa tomar seu sangue ele nunca imaginou que a visão do moreno bebendo seu sangue pudesse ser tão erótica. Trowa bebeu todo o sangue do copo atento as reações de Quatre, ele podia sentir que seu anjo estava ficando excitado, sua respiração estava se tornando mais pesada e seu coração batia mais rápido, ele viu o brilho de desejo nos olhos claros de adorável anjo. Trowa deixou uma gota do sangue de Quatre escorrer de sua boca e deslizar por seu pescoço. Quatre viu o vermelho de seu sangue correr lentamente pela boca de Trowa e deslizar por seu pescoço até alcançar o tórax largo e definido de seu amado. Sem poder resistir Quatre foi até Trowa e passou sua língua pelo tórax do moreno fazendo o caminho de volta de seu sangue até alcançar os lábios tingidos pelo seu sangue. Trowa nunca imaginou que seu inocente anjo pudesse ser tão ardente, Quatre o beijava com paixão sua língua pedindo passagem, suas línguas se enroscaram e duelavam por espaço, Trowa puxou o corpo de Quatre para mais próximo do seu corpo e o deitou contra o chão, seu membro já estava desperto e ao deslizar suas mãos por entre as pernas de seu anjo ele soube o quanto Quatre estava excitado. Trowa beijava o pescoço alvo de Quatre enquanto passava a mão por todo o corpo do jovem abaixo de si.
- Trowa...por favor...
- O que você quer meu anjo?
- Eu...preciso de você...
Trowa começou a tirar as roupas de Quatre rapidamente quando uma batida na porta e a voz de Rashid os interrompeu.
- Mestre Quatre?
Quatre ficou olhando para a porta enquanto tentava encontrar sua voz. Quatre levantou-se frustrado e começou a arrumar suas roupas enquanto caminhava em direção a porta. Quatre a abriu enquanto Rashid o olhava, Quatre tinha marcas avermelhadas por todo o pescoço, o cabelo bagunçado e rosto estava ligeiramente corado denunciando o que ele estivera fazendo. Quatre podia imaginar como estava pela expressão no rosto de Rashid, ele ficou ainda mais vermelho.
- Hã... o que foi Rashid?
- Desculpe-me Sr, mas o Sr Maxwell está ao telefone e ele não me parece muito bem.
- Aconteceu alguma coisa com o Duo?
- Ele pediu para falar com o Sr.
- Obrigado Rashid vou atender aqui no quarto.
Continua...
Capitulo 9 - Descobrindo a Verdade
No castelo na terra dos Khushrenada:
Duo se sentia perdido, como Heero podia ter lhe mostrado as portas do paraíso para depois simplesmente fecha-las na sua cara. Cathrine sabia que Duo estava sofrendo muito e queria fazer alguma coisa para ajudar o humano em seus braços.
- Duo? Quer falar sobre o que aconteceu?
- Por que Cathrine? Por que...ele tinha que me tocar... para depois me afastar desse jeito. Fazer-me sentir vivo novamente e... e...
- Shhhh tudo bem. Heero está sozinho há muito tempo e é difícil para ele demonstrar suas emoções principalmente quando gosta muito de alguém como gosta de você.
- Ele... ele..não gosta de mim.
- Gosta sim, sei que quando ele descobrir o erro que cometeu ele vai vim falar com você. Existe muitas coisas que você não sabe sobre Heero e ele ainda não está pronto para contar. A questão é se você está preparado para o que Heero tem a lhe contar.
- Eu sei... todos nós temos segredos que guardamos dentro de nós, mais às vezes temos que partilha-los e o que ele poderia me dizer que eu não pudesse entender. Acho melhor eu ir embora.
A porta da biblioteca se abriu e Treize entrou, Duo levantou a cabeça era a primeira vez que via o homem a sua frente, ele possuía um porte elegante e aristocrático. Duo se afastou de Cathrine enquanto o homem se aproximava deles.
- Como você está?
- Bem obrigado?
- Duo este é Treize Khushrenada. Treize este é Duo Maxwell.
- É um prazer conhece-lo sr Maxwell.
- O prazer é meu. Então você é o dono do castelo?
- Digamos que ele pertence a minha família. Falei com Heero ele logo estará aqui.
- Então eu preciso ir embora.
- Duo espera.
Duo se levantou e foi em direção a porta da biblioteca quando ela se abriu e Heero apareceu. Eles ficaram se encarando por algum tempo. Heero podia ver toda a tristeza e magoa nos olhos violetas do humano a sua frente. Duo não estava preparado para encontrar com Heero novamente, logo novas lagrimas começaram a cair de seus olhos. Heero levou sua mão ate o rosto do humano enxugando as lagrimas que caiam, Duo tentou se esquivar de seu toque, mas Heero o segurou pelo o braço o trazendo de encontro ao seu corpo. Treize e Cathrine ficaram observando os dois, Heero olhou para eles que acenaram e deixaram a biblioteca pela porta lateral.
- Eu sinto muito. Sei que nada do que diga agora o fará me perdoar. Mas peço que escute o que tenho a dizer.
- Eu...
- Por favor.
Na mansão da família Winner:
Quatre viu uma enorme caixa de madeira nas mãos de Trowa e olhou para ele esperando o moreno de olhos verdes falar alguma coisa, no entanto Trowa estava deslumbrado com a figura de seu anjo. Quatre queria impressionar Trowa e ficou feliz em descobrir que conseguira o seu intento. Quatre resolverá usar as roupas árabes que sua mãe trouxe na ultima vez em que esteve no país de seu pai. Ele usava calça marfim larga com uma blusa de linho do mesmo tom que mostrava um pouco a pele clara de seu tórax, uma faixa vermelha amarrada na cintura e sapatilhas brancas. Como Quatre havia acabado de tomar banho seus cabelos ainda estavam um tanto quanto úmidos. Trowa sabia que estava simplesmente devorado seu adorável anjo com os olhos, mas ele não pode se impedir de faze-lo, a seus olhos Quatre estava maravilhosamente sexy, ainda mais sorrindo daquele jeito como se estivesse planejando alguma coisa.
" Como é possível ele estar ainda mais lindo que da ultima vez que nos vimos. O perfume de seus cabelos, um cheiro amadeirado, seria um pecado manchar tamanha beleza. Droga agora não. Eu tenho que pensar em outra coisa senão não vou conseguir dizer a verdade."
Quatre observava Trowa com interesse atento as reações dele. E Quatre notou os olhos de Trowa se tornarem escuros e um brilho diferente em seu olhar, ele podia sentir suas emoções e o que descobriu o deixou feliz.
" Então ele sente o mesmo que eu. Você me deseja não é Trowa, tanto quanto eu o desejo, então acho que você não vai se importar se eu der continuidade aos meus planos para essa noite não é mesmo."
- Isso é para mim?
- Hã? Sim é um presente.
- Obrigado.
Trowa aproximou-se de Quatre para entregar-lhe a caixa, ao tomar a caixa da mão de Trowa, suas mãos se encontraram e por um momento eles se perderam um no olhar do outro, até que por algum motivo Trowa sentiu da parte de Quatre um ligeiro estremecimento, como se ele estivesse surpreso com alguma coisa ou tivesse descoberto algo, mas a sensação desapareceu rápido demais para que ele pudesse identificar o que era. Quatre lhe sorriu e pegou a caixa das mãos de Trowa.
- Obrigado, não sei o que é, mas e pesado.
- Quer que eu leve para você?
- De forma alguma. Venha vamos para a biblioteca.
Na terra dos Khushrenada:
Duo olhou para os olhos de Heero que pediam que o escutasse. O que ele tinha a perder ao escuta-lo, ele balançou a cabeça concordando em ouvi-lo. Heero sorriu e o coração de Duo falhou uma batida, enquanto pensava como ele podia ficar ainda mais lindo quando sorria. Heero se afastou e tomou as mãos de Duo entre as suas levando-o para fora da biblioteca. Heero decidira contar toda a verdade a Duo e para isso ele precisava mostrar-lhe Hikari, sendo assim Heero o estava levando a seu quarto. Eles começaram a subir a escada, Duo sentia a mão fria de Heero e pensava o por que de suas mãos serem sempre tão frias, mas não apenas a dele, Trowa, Cathrine e Treize também. De repente Heero parou diante de uma porta e a abriu ele se afastou da entrada e Duo viu que era um quarto muito bonito.
- Entre, por favor, este é meu quarto. Eu preciso lhe mostrar uma coisa.
Duo entrou o quarto era todo mobiliado com moveis antigos, uma cama grande cheia de almofadas, um tapete grosso de cor marrom cobria boa parte do chão em frente a uma lareira. Heero caminhou até a lareira pressionou a pedra cima dela e no mesmo instante a parede ao lado começou a se mover. Duo olhava admirado ele já tinha ouvido falar que alguns castelos possuíam passagens secretas, mas nunca imaginou que veria uma delas, logo uma escada apareceu e Heero pegou uma tocha na parede e a acendeu começando a descer as escadas.
- Venha comigo Duo.
Duo tentava imaginar o que Heero queria lhe mostrar, deveria ser algo muito importante para estar escondido. Heero começou a acender as tochas pregadas na parede para iluminar a escada de forma que Duo não se machucasse, Heero podia ver no meio da escuridão, mas ele sabia que o humano não podia faze-lo. Eles desceram pela escada de pedra até alcançarem uma espécie de salão. O salão estava na mais completa escuridão com exceção de um pequeno brilho no meio dele, à medida que se aproximavam do meio do salão o brilho começou a aumentar de forma que Duo pode ver que havia uma redoma de vidro e que havia uma espada suspensa dentro dela. Duo olhou e viu que Heero havia sumido, a tocha que ele trazia nas mãos estava presa na parede próxima a escada, Duo não sabia quando Heero havia desaparecido uma vez que ele estava à frente dele, mas sabia que não estava sozinho no salão, quando ouviu a voz de Heero.
- A espada que está vendo se chama Hikari, ela me foi confiada há muito tempo pelo homem que conheceu há poucos minutos.
Duo se aproximou da redoma para observar melhor a espada, ela se parecia muito com a espada que ele havia ganhado de Quatre.
" Ela se parece muito com a espada que Quatre me deu, mas será possível que essa é a espada que o antiquário disse a Quatre."
Heero podia ouvir os pensamentos do humano e como estava disposto a contar tudo sobre sua verdadeira natureza, Heero não escondeu que ouvira o que ele disse e respondeu a dúvida de Duo.
- Sim ela se parece com Yami a espada que seu amigo lhe presenteou.
- Como...
Duo levou um susto quando Heero respondeu a sua dúvida, ele tinha certeza que não havia falado nada apenas pensado, então como poderia Heero saber o que ele havia pensado. Humanos não podem ler os pensamentos uns dos outros ou podiam?
- Você pensou não foi Maxwell? Pensou como é possível Hikari ser tão parecida com a espada que o humano chamado Quatre lhe entregou.
- Sim... mas você não poderia saber o que eu pensei Heero isso é impossível.
- Existem muitas coisas neste mundo que parecem impossíveis, coisas que vocês humanos acham incompreensíveis, mas isso não as impede de serem verdadeiras.
Na mansão da família Winner:
Quatre caminhou em direção à biblioteca sendo seguido por Trowa no caminho eles encontraram com Rashid que por um momento ficou encarando o convidado de Quatre.
- Rashid este é Trowa Barton. Trowa este é Rashid ele é um antigo empregado de minha família e um ótimo amigo.
- É um prazer conhece-lo Rashid.
- ...
- Algum problema Rashid?
Rashid observava o rapaz de olhos verdes ele sabia o que ele era, já ouvira historias sobre eles, mas o que ele fazia ali junto ao jovem Winner, seu mestre não deveria saber o que era aquela criatura. Trowa notará pelo olhar do empregado de Quatre que ele sabia que não era humano, Trowa não podia fazer nada no momento uma vez que não sabia o que o humano faria, se contaria a Quatre o que ele era ou se tentaria enfrenta-lo. Então mentalmente Trowa perguntou a Rashid o que ele faria.
" Eu sei que já descobriu o que eu sou. A pergunta é... O que você vai fazer quanto a isso?"
Rashid ouviu a voz do jovem em sua mente, ele também não sabia o que ele faria. Era seu dever proteger o jovem árabe, mas como o faria, se o atacasse o jovem Quatre certamente iria interferir e poderia sair ferido. Quatre sabia pela maneira que Trowa e Rashid se encaravam que alguma coisa estava acontecendo e se não interferisse logo todo estaria perdido.
- Rashid.
- Sim mestre Quatre.
- Trowa é meu convidado e você deve recebe-lo como tal.
- Mas mestr...
- Eu sei não se preocupe, estaremos na biblioteca.
- Como quiser Sr assim que o jantar estiver pronto mandarei avisa-lo. Sr Barton é um prazer conhece-lo, desculpe-me se o ofendi.
- De forma alguma.
" Não se preocupe não tenho a intenção de fazer mal a Quatre, preferiria morrer antes de faze-lo. Tem minha palavra que seu mestre estará seguro comigo."
Rashid ouviu a voz de Trowa em sua mente e sorriu, curvou-se em um cumprimento e se retirou deixando-os a sós novamente. Quatre seguiu em frente e parou na frente da biblioteca, Trowa girou a maçaneta e abriu a porta para que Quatre entrasse e a fechou em seguida. Quatre colocou a caixa de madeira sobre a mesa e viu as inscrições na língua de seu povo que dizia:
Quando os inimigos do Grande Deus do Deserto ameaçarem o seu povo ele lhes dará força e proteção na forma de duas foices, que serão como suas próprias mãos a destruir seus inimigos.
"Quando os inimigos do Grande Deus do Deserto ameaçarem o seu povo ele lhes dará força e proteção na forma de duas foices, que serão como suas próprias mãos a destruir seus inimigos."
Quatre abriu a caixa e olhou admirado para as duas Heath Scythe dentro dela, elas eram lindas eram um presente maravilhoso, embora Quatre não saber o motivo dele e nem como usa-lo. Quatre olhou para Trowa e sorriu.
- Obrigado é são lindas Trowa. Mas eu não entendo o porque de você tê-las me dado.
- Achei que talvez você precisasse delas um dia e como elas foram feitas pelo povo árabe achei que seria o presente perfeito, para agradeço-lo.
- Agradecer-me pelo que?
- Por você ser você e apenas isso.
- Ah... mas eu não sei como...
- Eu vou ensina-lo a usa-las.
Quatre retirou as Heath Scythe de dentro da caixa, elas pareciam pesadas, no entanto quando Quatre as pegou elas eram tão leves que não pareciam feitas de aço. Quatre segurou-as nas mãos dobrando os braços as levantou fazendo com que as lâminas ficassem viradas para cima e olhou novamente para Trowa aguardando que ele lhe dissesse o que fazer. Trowa deu um pequeno sorriso e se aproximou de Quatre ficando a suas costas, colocou suas mãos por baixo dos braços de Quatre enquanto lhe dizia o que fazer.
- A lâmina do seu braço esquerdo será sempre sua defesa, a lâmina do seu braço direito o seu ataque. A menos que você seja canhoto então você deverá mudar, o lado esquerdo passa a ser o ataque e o direito a defesa. Sendo que dependendo do ataque que você receber você deve utilizar as duas lâminas como defesa. Entendeu.
- Hã... ta entendi.
Quatre estava se sentindo quente por dentro, sentindo o hálito quente de Trowa em sua nuca e a proximidade de seu corpo. Ele tentava assimilar todas as informações que Trowa lhe dizia, mas era difícil o tendo tão próximo. Trowa procurava passar a Quatre de forma clara as informações de como usar as Heath Scythe, mas o perfume do jovem loiro o estava desconcentrando de sua missão. O corpo de Quatre emanava tanto calor e receptividade para com seu corpo que Trowa tinha dificuldade em saber o que estava dizendo.
- Trowa?
- Desculpe vamos ver... o posicionamento das lâminas. Primeiro se você estiver sendo atacado, manter sempre sua defesa erguida.
Trowa levantou o braço esquerdo de Quatre com sua mão esquerda e puxou o braço direito para mais próximo da cintura do jovem loiro, quase como se Trowa o estivesse abraçasse por trás, isso fez com que às costas de Quatre encosta-se no tórax de Trowa fazendo com que o Quatre sentisse mais de perto o perfume almiscarado de Trowa. Trowa não sabia o por que de se torturar desta forma, pois era tortura ter tão próximo o corpo de seu anjo sem poder toca-lo de fato. Quatre virou ligeiramente o corpo para a direita e curvou sua cabeça de forma a poder olhar para Trowa que estava atrás de si. Quatre olhou para os olhos de Trowa e posteriormente para os lábios do moreno. Trowa seguiu a direção dos olhos de Quatre ele teve que fechar por um instante seus olhos quando Quatre roçou seu corpo contra o dele para poder olha-lo nos olhos e agora Trowa pensava se deveria ou não fazer o que aqueles olhos lhe pediam, decidindo-se Trowa passou seu braço direito pela cintura de Quatre o trazendo para mais perto e inclinou seus lábios na direção dos lábios de seu anjo. Quatre fechou os olhos, esperando pelo beijo de Trowa, ele sentia seu coração pulsar dentro do peito como se a qualquer momento ele fosse sair. Quando uma batida na porta fez com que se afastassem.
- Mestre Quatre?
Tentando normalizar sua respiração Quatre obrigou-se a responder o mais natural possível, mas sabia que não conseguiria, ele mal conseguia respirar, quanto mais conseguir falar não confiando em sua voz para faze-lo Quatre caminhou até a porta e a abriu. Rashid ficou preocupado como o jovem mestre não respondera, ele se preparava para entrar Quatre abriu a porta, ele parecia um pouco vermelho e respirava com dificuldades, olhou para dentro da sala e viu o rapaz de olhos verdes de costas guardando alguma coisa.
- Esta bem Mestre Quatre?
- Sim Rashid. Nós estamos... hã... Trowa estava me ensinado a usar meu presente.
- Presente?
- Sim ele me deu duas Heath Scythe lindíssimas.
- Ah! O jantar está servido Sr.
- Obrigado Rashid. Vamos comer Trowa, depois nós... continuamos.
- Claro...
Na terra dos Khushrenada:
Duo olhava ao redor tentado localizar onde Heero estava, mas ele não conseguia enxergar nada alem da escuridão. Por que Heero usara a palavra humano para descrever Quatre e falava sobre os humanos como se ele não fosse um deles. Duo resolveu descobrir se Heero podia realmente saber o que ele estava pensando
" Por que você fala como se você também não fosse humano."
Heero ouvira a pergunta de Duo ele sabia que ele o estava testando, Duo queria saber se ele podia realmente ler seus pensamentos, bom então Heero teria que mostrar que podia isso e muito mais.
- Hikari está comigo há muitos anos, quando obtive sua guarda uma missão me foi designada, eu deveria encontrar a outra metade. Encontrar a metade chamada Yami esse foi um dos motivos de ter vindo a Epyon.
Duo não sabia se Heero não havia conseguido ler seus pensamentos ou se Heero o estava ignorando, o que Duo não sabia e que a principio Heero decidiu não responder a pergunta. Duo não ficou curioso em descobrir que Heero viera apenas para obter Yami, afinal elas eram um par, uma completava a outra.
"Então foi apenas por causa da espada que ele veio a cidade."
- Sim Maxwell foi esta a principal razão de minha vinda a esta cidade.
- Então você é um colecionador?
- Não este não foi o motivo pelo o qual eu a estava procurando. Entre os da minha espécie...
- Sua? Espécie?
- Entre nós há uma profecia que fala sobre uma escuridão eterna, onde o sol não brilha e o mal caminha livre sobre a terra.
Duo ficava imaginando o que Heero queria dizer sobre sua espécie, ele podia ouvir a voz de Heero ás vezes próxima e no outro instante distante, sempre a sua volta como um predador ao redor de sua caça. Duo não estava entendo onde Heero queria chegar com essa conversa, mas algo dentro dele dizia que logo saberia. Heero sabia que o humano estava cheio de dúvidas e que o medo começava a se instalar nele, mas Heero não queria que Duo temesse, ele queria que confiasse nele.
- Heero eu não entendo.
- Logo você entenderá Duo, me deixe apenas terminar de lhe contar uma parte de minha historia e talvez você entenda o por que de tê-lo afastado na torre.
- Está bem estou ouvindo.
- Meu dever como o novo Shuhan dos Khushrenada é encontrar Yami e impedir que a profecia se cumpra.
- Shuhan?
- Em sua língua seria chefe ou líder de uma casa.
- Ah! Mas...
- Você entenderá não se preocupe.
- Quando conheci Treize ele era o atual Shuhan dos Khushrenada, ele viu em mim muito mais do eu imaginava que era Treize me deu uma chance de recomeçar. Confiou em mim escolhendo-me como seu sucessor apesar de não pertencer a seu clã.
- Clã? Vocês pertencem a alguma seita?
- Não quando digo clã me refiro a minha espécie, somos diferentes de você e do restante da cidade...
- Heero...
- Deixe-me terminar eu lhe disse que tinha algo a lhe dizer... eu já fui como você um dia. Acordava pela manhã para ver o sol, dormia com a lua e as estrelas, minha única preocupação era se eu viveria o suficiente para ser o que meu pai queria que eu fosse. Então uma noite tudo mudou.
Duo ouvia as palavras de Heero, e por algum motivo se sentia triste. Uma dor parecia corta-lhe o peito, quando Duo sentiu Heero atrás de si. Ele queria se virar para olha-lo nos olhos e ver o azul cobalto que tanto o fascinava e o enfeitiçava, mas não conseguia se mover a cada palavra ele sabia que Heero estava mais e mais próximo, quando ele parou a poucos centímetros de si. Heero sabia que tinha que continuar tinha que contar a Duo a verdade sobre ele e os outros, mas pela primeira vez tinha medo, medo de perder a chance de ser feliz de conhecer a felicidade através do humano. Heero sabia que Duo estava sentindo suas emoções, pela primeira vez Heero as estava libertando e compartilhando com alguém, ele teve ímpeto de abraça-lo, quando ouviu a voz de Duo.
- E o que mudou Heero?
- Encontrei meu destino na forma de uma jovem e ela me matou.
- Ela feriu você tanto assim...
- Não Duo ela me matou realmente. Eu morri no Japão há 303 anos atrás.
- Isso é impossível... você não pode estar morto, eu ouço sua voz, eu sinto você atrás de mim.
- Ainda assim eu estou morto.
Duo não podia acreditar no que Heero lha havia dito, Heero não poderia estar morto.
"Não isso não é verdade, mortos não andam, não falam."
- Como pode me dizer uma coisa dessas...
- É verdade Duo mortos não andam.
- Então..
- Os mortos podem caminhar se forem imortais como os vampiros.
- Vampiros?
Duo se virou para olhar para Heero e o que viu o fez levar suas mãos a boca e dar um passo para trás. O azul cobalto não existia, o que existia era um brilho avermelhado e presas saindo da boca de Heero. O choque atingiu Duo e Heero viu isso em seus olhos, duvida e medo. Heero continuou olhando para Duo que desviou o olhar.
"Não...não é verdade. Vampiros não existem."
Heero não sabia o que fazer ele o estava perdendo, estava perdendo a única pessoa que conseguiu faze-lo amar e desejar um futuro. Heero tentou se aproximar de Duo, mas ele ainda se sentia muito confuso para permitir que Heero o tocasse.
- Duo..
- Eu... quero ir embora.
Dor e tristeza se abateram sobre Heero, quando ouviu Duo dizer que queria ir, ele tinha medo dele. Medo que ele o tocasse, Heero respirou fundo e quando falou sua voz sôo fria e desprovida de qualquer emoção.
- Claro... Chold o levará.
Heero seguiu em direção a escada sendo seguido por Duo que evitava olha-lo. Eles chegaram ao quarto de Heero e saíram. Um carro tinha acabado de estacionar a porta do castelo dele saíram duas pessoas. Cathrine e Treize conversavam na sala de leitura quando sentiram duas presenças, presenças essas que Treize reconheceu de imediato. Heero estava descendo as escadas quando sentiu as presenças do lado de fora do castelo Duo estava tão abalado que não notou que Heero havia parado e se chocou com ele quase caindo da escada se Heero não o houvesse segurado. Duo olhou para Heero e seus olhos tinham o mesmo azul profundo que o encantará a primeira vez que se viram. Heero viu nos olhos do humano não medo, mas apreensão, ele se afastou e continuou a descer a escada. Quando percebeu que Duo não o acompanhava parou e virou.
- Desculpe-me...eu fiquei surpreso.
- Tudo bem você não foi o primeiro e não será o ultimo humano a se assustar. Mas não precisa ter medo de mim.
- Eu não...
- Você está com medo Duo, eu posso sentir o cheiro dele emanado do seu corpo. Eu preciso lhe pedir um favor, mas esse não é o momento apropriado. Creio que você já teve surpresas suficiente por uma noite. Façamos uma coisa, eu o verei amanhã pela manhã em sua casa, sob a luz do sol.
- Está bem. A que horas?
- As 10:00hs da manhã.
Duo sacudiu a cabeça concordando e terminou de descer a escada. Quando Duo e Heero chegaram ao pé da escada, encontraram com Treize e Cathrine que os aguardava, ambos olharam para os dois e souberam pela expressão em seus rostos que eles não haviam se entendido. Duo olhou para o casal como se nunca os tivesse visto antes. Eles e Trowa eram como Heero, eram vampiros como ele.
"A mesma pele clara e pálida, as mãos frias, os gestos contidos. A áurea misteriosa a rodeá-los, eles também são como Heero, como saber quem deles é um vampiro e quem não é. "
- Sr Yuy.
- Eu sei Kimitsu, deixe que entrem e leve-os a biblioteca.
- Como desejar Sr.
- Treize você é Cathrine poderiam recepciona-los enquanto acompanho Maxwell até a porta.
- Claro Heero. Maxwell foi um prazer conhece-lo.
- Hã...eu digo o mesmo.
- Duo?
- Cathrine eu...
Cathrine abraçou Duo que retribuiu o abraço enquanto ela sussurrava em seu ouvido.
- Não tenha medo de nós Duo. E dê uma chance a ele, uma chance a vocês dois.
Cathrine se afastou e beijou a face de Duo, deixando-o na companhia de Heero. Heero ficou olhando Cathrine se afastar com Treize e seguiu na direção a cozinha onde sabia que Chold deveria estar àquela hora. Assim que Heero entrou na cozinha os empregados que estavam jantando se levantaram.
- Chold por favor, leve o Sr Maxwell até a casa dele.
- Perfeitamente Sr Yuy.
- Nos veremos amanhã então.
- Está bem.
Heero viu Duo sair com Chold e uma lágrima rolou por seus olhos, nada jamais seria como antes, o humano sempre o temeria. Heero apenas esperava que Trowa tivesse mais sorte que ele.
"Ele sempre me temerá, eu nunca serei mais do que a sombra de seus medos. Eu o perdi para sempre."
Heero limpou o rosto e foi em direção a biblioteca era hora de reencontrar uma velha amiga.
Na mansão da família Winner:
Quatre pegou a mão de Trowa o obrigando a segui-lo, o sol nasceria em poucas horas e Trowa ainda não havia contado a Quatre sobre sua verdadeira natureza. Eles haviam jantado e conversado sobre diversos assuntos, mas evitado o principal motivo da ida de Trowa a sua casa. Quatre mostrara a Trowa o jardim onde costumava ficar sozinho e tocar seu violino. Quatre havia ficado encantado em descobrir que Trowa possuía uma flauta, foi quando teve a idéia de leva-lo a seu quarto e pedir que tocasse com ele. Trowa sentia a mão quente e delicada de seu anjo o puxando para segui-lo, Trowa não tinha a menor idéia para onde seu anjo o levava ate que começaram a subir as escadas e ele resolveu descobrir aonde iam.
- Quatre para onde está me levando?
- Para o meu quarto.
Trowa parou no mesmo instante e ficou olhando para Quatre que se virou pelo fato de Trowa ter parado. Quatre simplesmente sorriu e puxou Trowa novamente.
- Você me disse que possui uma flauta, eu tenho uma que comprei há muito tempo, mas nunca usei, então eu pensei que poderíamos tocar juntos. Você na flauta e eu no violino.
- Eu não toco há muito tempo Quatre e nem sei se ainda me lembro das notas.
- Tudo bem a certas coisas na vida que nunca esquecemos não importa o tempo que passe. Uma musica, uma historia algumas coisas não se apagam Trowa elas ficam para sempre.
Quatre abriu a porta de seu quarto e permitiu que Trowa entrasse. Quatre caminhou até a janela e a abriu permitindo que a lua entrasse por ela, Trowa observava Quatre sob a luz da lua e nunca imaginou que veria tão bela visão. Quatre se virou e viu que Trowa o observava, seu coração sabia o que queria e ele faria o que seu coração pedia. Quatre caminhou até Trowa e o tocou com seus dedos. Trowa sentia a pele macia de seu amado, sua respiração descompassada ele não conseguiu resistir quando Quatre se aproximou deslizando suas mãos por seu tórax tomando seus lábios em um beijo suave e quente. Trowa sentiu as mãos de Quatre passarem por detrás de seu pescoço e passearem por seus cabelos. Trowa passou seus braços ao redor da cintura de Quatre e o puxou para mais perto fazendo com que seus lábios aprofundassem o beijo. Trowa invadiu a boca de Quatre com sua língua explorando o recanto morno de sua boca. Quatre pressionou ainda mais seu corpo contra o de Trowa fazendo com que suas ereções se tocassem enviando descargas por todo o seu corpo. Quatre já não conseguia pensar ou respirar, quando Trowa se afastou beijando-lhe o pescoço alvo.
- Aahhh Trowa...por... favor.
- O...o que....você quer meu anjo.
- Faça-me seu...eu...quero..quero ser seu essa noite.
- Quatre....
Quatre afastou Trowa segurando suas mãos o puxou na direção de sua cama, virando Trowa o empurrou gentilmente sobre ela. Quatre começou a passar sua mão direita por dentro de sua blusa subindo e descendo-a do pescoço até o tórax, acompanhando sua respiração. A ereção de Trowa pulsava reagindo intensamente à visão de seu anjo que o estava seduzindo. Quatre caminhou até a cama inclinou-se tomando os lábios de Trowa entre os seus, pegando a ponta da faixa que rodeava sua cintura entregou-a a Trowa. À medida que Trowa puxava a faixa Quatre ia girando o corpo de forma que ela foi se desenrolando no momento em que outra extremidade da faixa foi liberada, Quatre segurou a faixa e a foi puxando até se aproximar novamente da cama e de seu amado. Quatre subiu na cama e ajoelhou-se colocando cada uma das pernas ao lado das pernas de Trowa. Mergulhando fundo no misterioso mar verde que eram os olhos de Trowa. Quatre o envolveu num abraço pleno de carinho. Com os lábios mornos e úmidos beijou-lhe a testa e o rosto, enquanto empurrava Trowa contra o colchão e deslizava suas pernas por sobre as pernas de Trowa ficando entre as pernas de seu amado. Quatre seguiu com seus lábios fazendo uma trilha de beijos até alcançar a boca que tanto desejava, fazendo-o antever uma madrugada repleta de sensações. Trowa segurou o corpo de seu anjo num forte abraço e girou seu corpo trocando as posições, seu anjo o estava levando a loucura, mas esse era um jogo que podia ser jogado a dois, disposto a levar Quatre ao mesmo estado de excitação em que se encontrava, Trowa deixou que suas mãos passeassem pelo corpo do anjo abaixo de si enquanto beijava-lhe o pescoço. Trowa deslizou as mãos pelas laterais do corpo de Quatre descendo até alcançar o meio de suas pernas deslizando a mão suavemente por sobre a calça até roçar levemente o membro duro de seu anjo, Quatre tornou-se arfante denunciando-lhe a excitação fechando os olhos, mas Trowa queria ver o que diziam os olhos de Quatre.
- Abra os olhos e deixe-me vê-lo. Quero ver o que sente através deles.
Quatre abriu os olhos e fitou a íris verde de Trowa, ele sentiu as mãos fortes de Trowa em seu pescoço e em sua cintura, seus corpos apertados um contra o outro seus lábios tomados avidamente enlouquecidos pela paixão, as mãos afastaram o tecido da blusa em busca dos mamilos já enrijecidos. Quatre levantou os braços para que a blusa fosse retirada e atirada em algum lugar no chão do quarto, deslizando suas mãos pelo corpo de Trowa Quatre puxou a blusa dele para fora da calças enquanto Trowa a desabotoava e a retirava, tendo o tórax de Trowa desnudo sobre si Quatre levantou seu corpo para tomar entre os lábios um dos mamilos de seu amado sugando-os com avidez. Trowa atirou sua cabeça para trás, sentir a língua quente de Quatre o estava enlouquecendo, seu membro estava tão duro que a calça o estava sufocando, disposto a dar o alivio que precisava, Trowa se afastou e abriu o cinto da calça para retira-la, quando sentiu as mãos de Quatre sobre as suas.
- Deixe que eu faça isso.
Quatre abriu lentamente o cinto de Trowa sem quebrar o contato visual com a íris verde esmeralda, deslizando lentamente o zíper, Quatre se aproximou de Trowa e deslizou sua língua por toda a extensão da barriga até o cós da calça do moreno, Trowa levantou a cabeça para o alto mordendo o lábio inferior para tentar controlar a excitação que percorria o seu corpo. Quatre olhou para seu amado e deu um pequeno sorriso, disposto a leva-lo ao extremo Quatre deslizou sua língua por sobre a cueca de Trowa enquanto baixava suas calças, Trowa abaixou sua cabeça para ver seu anjo acariciar sua masculinidade, Quatre levantou sua cabeça e sorriu. Trowa que o puxou para beija-lo, retirando seus pés das calças e as chutando para algum lugar. Trowa levou seu anjo novamente para cama e inclinou seu corpo sobre ele. Tomando-lhe os mamilos enrijecidos em seus lábios e acariciando o outro com as mãos bem devagar se deliciando em ver Quatre estremecer. Trowa levou seus dedos até a garganta de seu anjo, o leve toque frio provocando-lhe sensações incontroláveis. Mas Quatre queria muito mais afinal ele ainda estava vestindo suas calças e Trowa sua roupa de baixo. Quatre abandonou as costas de Trowa e levou suas mãos até as nádegas de Trowa, passando-as por dentro de sua roupa de baixo e a puxando para retira-la Trowa levantou levemente seu corpo a fim de facilitar o trabalho de Quatre. Trowa sentiu-se aliviado por ter seu membro liberto da peça de roupa que parecia estrangula-lo. Então ele resolveu ajudar Quatre com suas roupas e começou a retirar as calças do loirinho a jogando para fora da cama recebendo um sorriso do jovem anjo. Quatre levantou o corpo invadindo com sua língua a orelha de Trowa, arrancando um gemido dele.
- Aahhh... Quatre.
- Achei... que você... fosse.. deixar-me... vestido.
- Não.. para o que... eu tenho em mente...
- E o que...você pretende fazer
- Você logo... vai descobrir.
Trowa começou a beijar todo o corpo de Quatre ate alcançar-lhe o membro que já se encontrava úmido, ele passou sua língua por toda a extensão do membro ereto do jovem árabe o fazendo arquear os quadris em busca de um contato maior. Trowa sorriu e sem aviso engolfou o membro de Quatre em sua boca. Trowa subia e descia lentamente sobre o membro de Quatre quando Trowa aumentou a ritmo. Quatre começou a respirar mais pesadamente e Trowa sabia que seu anjo logo gozaria. O árabe sentiu como se todo o seu corpo estivesse ardendo e um estremecimento percorreu o seu corpo quando gritou o nome de Trowa e finalmente gozou.
- Aahhh Trowa.
Trowa continuou a chupa-lo até a ultima gota de sêmen, então procurou a boca de Quatre para beija-lo novamente e faze-lo provar sua própria semente. Quatre provou seu próprio gosto da boca do homem que o estava tomando como seu, ele achou o gosto estranho a principio, mas não desagradável. Trowa sentia que estava em seu limite, mas ele queria que a primeira vez de Quatre fosse especial. Trowa levou sua mão direita até a boca de Quatre, o jovem loiro a abriu e lambeu cada um dos dedos. Trowa retirou seus dedos e dirigiu-se até a parte interna das coxas de Quatre se aproximando da virgem entrada. Quatre abriu mais as pernas facilitando a exploração do moreno. Trowa olhou para o rosto de seu amado enquanto introduzia-lhe suavemente um dedo em sua entrada preparando-o para recebe-lo Quatre ofegou e tentou se afastar.
- Shhh está tudo bem.
Quatre tentou relaxar a invasão do dedo em seu corpo, Trowa movimentava o dedo lentamente dentro de Quatre afim de que ele se acostumasse. Logo um segundo dedo se juntou ao primeiro alargando a abertura estreita, logo Quatre começou a se empurrar contra os dedos de Trowa, querendo mais daquela deliciosa fricção, o membro de Quatre já despontava semi-ereto devido à intensidade das caricias. Então Trowa adicionou um terceiro dedo e Quatre começou a respirar mais forte e mais rápido à medida que sentia o êxtase se aproximando, Trowa o estava tocando em um ponto dentro dele que o fazia ansiar por mais, Quatre deseja sentir Trowa dentro de si.
- Trowa... por favor...
- Eu sei....
Trowa via o rosto ruborizado de seu anjo, seus lábios entreabertos suplicando-o para preenche-lo com seu membro. Trowa retirou seus dedos e Quatre sentiu um vazio que logo foi esquecido quando Trowa abriu-lhe ainda mais as pernas e posicionou seu membro em sua entrada. Empurrando para frente sua ereção Trowa sabia que se não fosse cuidadoso poderia machucar seu amado e isso era a ultima coisa que queria, Trowa continuou a empurrar seu membro além da resistência inicial. Enquanto atacava o pescoço de Quatre com beijos e leves mordidas. Mesmo tendo-o preparado Quatre ainda era muito apertado, pois estava difícil entrar nele. Trowa empurrou-se mais, o apertado anel do músculo de Quatre o estava envolvendo impiedosamente, ameaçando levar Trowa ao clímax cedo demais. Arqueando o corpo e contraindo-se pelo prazer que o consumia, Trowa gemeu alto introduzindo-se por inteiro no corpo de seu amado, eles se encaixavam perfeitamente como se seus corpos houvessem nascido para essa união. Trowa esperou até que Quatre se acostumasse com o membro dentro dele. Quatre estava adorando a sensação de ter Trowa dentro de si, mas ele queria sentir a mesma sensação de quando Trowa o havia preparado movimentando os quadris Trowa soube que seu anjo estava pronto e começou a mover-se para frente e para trás a principio de vagar à medida que o prazer ia aumentando Trowa começou a aumentar o ritmo com que entrava e saia de Quatre quase retirando por completo o membro de dentro de seu anjo para logo depois entrar com ele todo novamente. Ambos gemiam tamanho o prazer que se anunciava.
- Ahhh... Trowa... mais...forte.
- Ahhh...Quatre...
Era impossível pensar a forma como Quatre gemia o estava enlouquecendo. Trowa pousou a cabeça no peito de seu parceiro tentando conter o gozo que se aproximava. O corpo de Quatre tremia a cada estocada e quando achou que não pudesse suportar mais ele teve seu membro envolvido pelas mãos frias de Trowa que começou a masturba-lo com a mesma intensidade que o estocava. Quando Quatre sentiu seu membro se envolvido pelas mãos de Trowa, jogou sua cabeça para trás dando livre acesso ao seu pescoço, Trowa sentiu o sangue de Quatre pulsando mais rápido em seu corpo e a veia em seu pescoço se tornar mais visível ele se inclinou e passou sua língua em toda a extensão ele levantou levemente sua cabeça e fechou os olhos, o gozo estava se aproximando. Quando Trowa abriu seus olhos novamente eles estavam vermelhos e presas apareceram em sua boca, então seu olhar se encontrou com o a íris azul de seu anjo e o que viu refletido neles o vez chorar, ele esteve a ponto de tomar o sangue de seu anjo, o mesmo anjo que se entregava a ele sem saber o que ele era. Quatre levantou suas mãos e enxugou as lagrimas que caiam dos olhos de Trowa, ele o amava por isso se entregará a ele, sem medo ou reservas. Seus corpos estavam suados quando o membro de Trowa tocou no ponto sensível de Quatre ele arqueou o corpo para cima fazendo Trowa aprofundar-se ainda mais dentro dele fazendo com que Quatre derrama-se sua semente nas mãos de Trowa e contrair as paredes ao redor do membro de Trowa o levando a atingir o prazer e jorrar todo seu sêmen dentro do loirinho. Ambos gritaram o nome um do outro quando o orgasmo os atingiu. Trowa deixou seu corpo cair em cima de Quatre até que a respiração de ambos voltasse ao normal. Trowa retirou-se de dentro de seu anjo rolando para o lado, trazendo o corpo de Quatre para mais perto de si. Quatre descansou a cabeça no peito do moreno, ele se sentia cansado, tentou abrir os olhos, mas Trowa os fechou com um beijo enquanto lhe dizia mentalmente que descansasse.
- "Durma um pouco"
- "Você vai ficar?"
Trowa se surpreendeu ao ouvir a voz de seu anjo em sua mente pedindo-lhe para ficar. Trowa olhou para a janela o céu já estava começando a clarear logo seria dia e se ele quisesse chegar ao castelo antes do sol nascer ele teria que sair agora deixando seu anjo. Ele olhou para Quatre que o observava, Trowa beijou a testa de seu anjo, ele não poderia deixa-lo mesmo que quisesse.
- Não se preocupe estarei aqui quando acordar.
Quatre sorriu e levantou sua cabeça para beijar Trowa, ele ficaria com ele. Quatre acordou algumas horas depois com uma sensação de segurança o envolvendo abriu seus olhos e notou que dormia nos braços de Trowa. O quarto estava banhado pela uma claridade denunciando que o já era de manhã. Quatre levantou-se com cuidado para não despertar seu amado que ainda dormia, caminhou até a janela e fechou a cortina para que a claridade não acordasse Trowa. Foi para o banheiro tomou um banho, trocou-se e retornou ao quarto, foi até a cama e deposito um beijo suave sobre os lábios do moreno que dormia e deixou o quarto a fim de providenciar o café da manhã para ambos. No caminho para a cozinha encontrou-se com Rashid.
- Bom dia Rashid.
- Bom dia Mestre Quatre.
Rashid ficou olhando para Quatre como se quisesse perguntar-lhe algo. Sorrindo Quatre resolver saber o que preocupava Rashid.
- O que foi Rashid? Quer me perguntar alguma coisa?
- É que o carro do Sr Barton ainda está lá fora e não vi quando ele foi embora.
- Ele não foi embora Rashid, ele passou a noite aqui e eu sei que você sabe disso.
- Desculpe Mestre Quatre minha indiscrição.
- Tudo bem, eu preciso de sua ajuda para preparar o café da manhã.
- Basta me dizer o que deseja e eu preparo.
- Não eu gostaria de faze-lo senão se importa. Rashid você fez parte das tropas árabes que atuavam no deserto, na época da guerra não é?
- Sim Mestre Quatre, quando eu era mais jovem.
- O que você fazia?
- Lutava com os outros pela libertação de meu país.
- Cuidava dos feridos?
- Sim era uma de minhas atribuições.
- Fazia transfusões?
- Sim, mas...
- Ainda sabe como fazer?
- Sim não é muito difícil.
- Humm.
- Por que a pergunta, Mestre Quatre?
- Eu queria lhe pedir uma coisa.
Quatre arrumava tudo em uma grande bandeja, não sabia se conseguiria levar tudo para o quarto sem derrubar alguma coisa. Ele sentia o olhar de Rashid sobre si, fora difícil convence-lo, quando Quatre lhe dissera o que queria, Rashid se negou permanentemente a faze-lo, ameaçando contar a seus pais o que acontecerá no quarto de Quatre na noite anterior. Rashid pudera ouvir os gemidos de ambos e sabia o que havia acontecido. Felizmente os pais de Quatre não haviam retornado na noite anterior como haviam planejado, Rashid sabia que o Sr Winner jamais permitiria tal relacionamento. Rashid não se preocupava pelo fato o jovem Quatre gostar de outro rapaz ou pelo fato deles terem dormido juntos, mas sim com o que o jovem havia se deitado, mas ao olhar para o rosto do jovem e ver a felicidade estampada em seus olhos. Rashid teve que ceder ao seu pedido, o rapaz no quarto de seu mestre havia mantido sua palavra e ele sabia que ele a cumpriria até o fim.
- Deixe-me levar Mestre Quatre.
- Obrigado Rashid.
Trowa abriu os olhos e tentou lembrar-se de onde estava quando sentiu o cheiro de seu anjo impregnado em sua pele. Ele olhou ao redor e viu que estava no quarto de Quatre precisamente em sua cama. Trowa lembrou do aconteceu na noite anterior, cada beijo, cada caricia, cada gemido, então o choque o atingiu ao lembrar que possuirá seu anjo sem ao menos lhe ter contado o que era.
"Como eu pude fazer isso? Como pude tomar seu corpo e sua pureza sem ao menos ter dito quem realmente sou. Quatre vai me odiar quando descobrir a que se deixou possuir."
Quatre subia as escadas à frente de Rashid quando ouviu os pensamentos de Trowa, a culpa e a vergonha o estavam corroendo. Quatre não queria que Trowa se culpasse, ele não fizera nada que não desejasse fazer. Quatre abriu a porta do quarto e pegou a bandeja das mãos de Rashid.
- Obrigado Rashid. Acho que posso levar daqui. Avise-me assim que Iria ou meus pais chegarem.
- Como quiser Mestre Quatre.
Quatre entrou e empurrou a porta com os pés para fecha-la, o quarto estava iluminado pelo abajur que deixara ligado antes de sair do quarto. Quatre colocou a bandeja sobre a cômoda sob o olhar atento de Trowa. Quatre virou-se e sorriu caminhando até sua cama, quando se inclinou para beijar Trowa foi impedido por ele.
- O que foi?
- Quatre... eu preciso lhe contar uma coisa.
- O que é?
Trowa tomou a mão de Quatre entre as suas o fazendo sentar-se a sua frente. Trowa abaixou a cabeça e tentou criar coragem para dizer o que precisava.
- Quatre eu... eu não sou o que você pensa. Talvez quando eu dizer a verdade você venha me odiar e eu não posso culpa-lo por isso.
- Trowa eu...
- Não!
Trowa tampou os lábios de Quatre com os dedos impedindo-o de falar o que queria.
- Não me deixe continuar, você tem que saber a verdade. Eu deveria ter-lhe contado ontem assim que cheguei, mas não tive coragem. Quatre eu..
Quatre silenciou Trowa com um beijo e acariciou-lhe o rosto com as mãos.
- Não precisa me dizer nada Trowa, eu sei que você não é humano.
- Mas como...
- Eu já desconfiava que havia alguma coisa, mas eu não sabia o que era, então quando você chegou ontem eu descobri.
- Então ontem quando...
- Eu já sabia quem era.
- Como descobriu?
Quatre se aproximou de Trowa e recostou-se nele que o envolveu com seus braços e beijou seus cabelos.
- Na entrada existe um espelho em cima da porta, quando me aproximei para pegar o presente que trouxe, não sei por que olhei para o espelho e você não estava refletido nele. Rashid viveu muitos anos no deserto e viu muita coisa antes de começar a trabalhar para minha família, quando eu era pequeno ele costumava me contar historias sobre seres que viviam nas sombras, se escondendo do sol, se alimentando de sangue. Seres amaldiçoados andando eternamente, sem alma, incapazes de refletirem sua imagem. Eu lhe disse ontem antes de virmos para o meu quarto que existem coisas que não esquecemos lembra.
- Entendo e ainda assim você se entregou a mim.
Trowa beijou o pescoço de Quatre acariciando seu abdômen por sob a blusa, fazendo com Quatre suspirasse.
- Mmmmm... sim você sabe o que eu sinto por você.
- Sim eu sei meu anjo.
- Anjo?
- Sim meu pequeno e adorável anjo.
- Então você é meu maravilhoso, sexy, atraente e adorável vampiro.
- Ótimo.
A cada palavra Quatre distribuía beijos ao longo dos braços de Trowa, sim eles eram um só agora, sem segredos um para o outro. Uma só mente, alma e coração. Um anjo e um vampiro. Trowa ouviu em sua mente a voz de seu anjo lhe dizendo três palavras, apenas três palavras que o aqueceram por dentro.
- "Eu te amo."
- "Também te amo meu anjo."
Afastando-se Quatre levantou da cama e caminhou até o armário e pegou um lençol e forrou o chão, foi até a cômoda e pegou a bandeja que trouxera.
- Acho melhor comermos nosso café da manhã.
- Na verdade não fará muita diferença.
- Eu sei, mas preparei algo especial.
Quatre sentou-se e estendeu a mão para Trowa senta-se com ele. Trowa levantou-se com o lençol enrolado em sua cintura e sentou ao lado de seu anjo. Quatre se ajoelhou pegou um dos copos da bandeja e uma jarra dourada assim que ele a destampou Trowa soube o que ela continha, antes mesmo que Quatre despejasse o liquido vermelho e viscoso no copo. Ele sentiu o cheiro adocicado e inebriante do sangue. Trowa olhou interrogativamente para Quatre que sorriu.
- Achei que seria o alimento adequado depois de ontem. Não sei se vai gostar, como não sabia qual a sua preferência eu tive que fazer uma pequena doação. Espero que não fique desapontado.
- Quatre! Você não precisava.
- Eu sei, mas ficar sem comer o dia inteiro faz mal a saúde.
- Obrigado.
Trowa beijou os lábios de Quatre com todo carinho que sentia por ele. Quatre despejou seu sangue no copo e entregou a Trowa. Ele bebeu o sangue de seu anjo, fazia muito tempo que Trowa não se alimentava de sangue humano e tomar o sangue de Quatre era realmente maravilhoso. Quatre observava Trowa tomar seu sangue ele nunca imaginou que a visão do moreno bebendo seu sangue pudesse ser tão erótica. Trowa bebeu todo o sangue do copo atento as reações de Quatre, ele podia sentir que seu anjo estava ficando excitado, sua respiração estava se tornando mais pesada e seu coração batia mais rápido, ele viu o brilho de desejo nos olhos claros de adorável anjo. Trowa deixou uma gota do sangue de Quatre escorrer de sua boca e deslizar por seu pescoço. Quatre viu o vermelho de seu sangue correr lentamente pela boca de Trowa e deslizar por seu pescoço até alcançar o tórax largo e definido de seu amado. Sem poder resistir Quatre foi até Trowa e passou sua língua pelo tórax do moreno fazendo o caminho de volta de seu sangue até alcançar os lábios tingidos pelo seu sangue. Trowa nunca imaginou que seu inocente anjo pudesse ser tão ardente, Quatre o beijava com paixão sua língua pedindo passagem, suas línguas se enroscaram e duelavam por espaço, Trowa puxou o corpo de Quatre para mais próximo do seu corpo e o deitou contra o chão, seu membro já estava desperto e ao deslizar suas mãos por entre as pernas de seu anjo ele soube o quanto Quatre estava excitado. Trowa beijava o pescoço alvo de Quatre enquanto passava a mão por todo o corpo do jovem abaixo de si.
- Trowa...por favor...
- O que você quer meu anjo?
- Eu...preciso de você...
Trowa começou a tirar as roupas de Quatre rapidamente quando uma batida na porta e a voz de Rashid os interrompeu.
- Mestre Quatre?
Quatre ficou olhando para a porta enquanto tentava encontrar sua voz. Quatre levantou-se frustrado e começou a arrumar suas roupas enquanto caminhava em direção a porta. Quatre a abriu enquanto Rashid o olhava, Quatre tinha marcas avermelhadas por todo o pescoço, o cabelo bagunçado e rosto estava ligeiramente corado denunciando o que ele estivera fazendo. Quatre podia imaginar como estava pela expressão no rosto de Rashid, ele ficou ainda mais vermelho.
- Hã... o que foi Rashid?
- Desculpe-me Sr, mas o Sr Maxwell está ao telefone e ele não me parece muito bem.
- Aconteceu alguma coisa com o Duo?
- Ele pediu para falar com o Sr.
- Obrigado Rashid vou atender aqui no quarto.
Continua...
