Lábios de Sangue
Capitulo 12 – Luz nas Trevas (Hikari no Yami)
Duo acordou tendo com uma sensação de relaxamento e satisfação que há muito tempo não sentia. Ele abriu os olhos sentiu os braços de Heero o abraçando, ele ficou observando por alguns minutos o vampiro que ainda dormia.
"Ah! Heero você não sabe o que fez comigo. Tornou-me prisioneiro do seu amor e de seus carinhos. Se você soubesse o quanto fica bonito dormindo, parece um anjo".
Duo saiu dos braços do vampiro e levantou-se devagar a fim de não acordar seu amado. Heero se mexeu na cama o fazendo parar por um instante para ver se ele acordava, como Heero não fez nenhum outro movimento, o humano procurou por suas roupas mais não as encontrou.
"Droga elas devem estar na torre do castelo. O que eu vou vestir, eu não posso andar por ai sem roupa".
Duo foi até a cômoda e abriu uma das gavetas a procura de algo que pudesse usar, ele encontrou um pijama azul marinho e o vestiu, caminhando silenciosamente deixou o quarto. Duo ficou pensando se trocava de roupa ou permanecia com o pijama, ele decidiu por ir para o quarto que lhe havia sido preparado para ele e trocar de roupa. Duo tomou um banho lavou os cabelos, secou e trançou os fios, vestiu um short lilás, uma blusa vermelha e uma bota preta.
"Bem acho que essa roupa ta legal, depois que eu comer alguma coisa, eu vou dar uma passada na casa do Quatre, para a gente conversar com o Wu-Fei e eu tenho que voltar antes que Heero acorde".
Duo deixou o quarto e tentou se lembrar de onde ficava a cozinha o que não foi muito difícil, pois parecia ser o único lugar da casa de onde se podia ouvir vozes. Todo o restante do castelo estava mergulhado no mais absoluto silêncio. Assim que abriu a grande porta ele viu um número considerável de humanos ouvindo Kimitsu que o cumprimentou a sim que o viu.
- Bom dia sr Maxwell.
- Duo.
- Bom dia Duo.
Duo sentou-se em uma das cadeiras ao redor da mesa de mármore que ficava no centro da cozinha, sobre ela havia algumas verduras, frutas, panelas, talheres e pratos dispostos todos juntos.
Kimitsu se aproximou de Duo enquanto o grupo que recebia instruções de Kimitsu os observava. Os humanos na cozinha haviam sido trazidos para proporcionar uma melhor recepção aos convidados que chegariam mais tarde, muitos estavam acostumados a trabalhar com vampiros, outros era a primeira vez que veriam um. Kimitsu os estava instruindo a cerca de como deveriam se portar na presença deles, não encara-los, não falar com eles apenas se lhes fosse dirigida à palavra, mesmo assim alguns deles não puderam evitar olhar com curiosidade e admiração para o rapaz que entrou tentando imaginar se a beleza surreal dele se devia ao fato de que ele talvez fosse um vampiro.
- Gostaria de tomar seu café da manhã agora.
- Hum eu gostaria de esperar o Hee-c...o Heero acordar mais acho que ele não vai comer o mesmo que eu não é?
- Provavelmente não, apenas se fosse para agrada-lo Duo.
- Então eu vou comer agora mesmo, pois eu estou pensando em ir até a cidade antes que ele acorde, mas não precisa se preocupar comigo Kimitsu você me parece um tanto quanto ocupado.
Duo olhou em volta e notou que era observado pelos empregados na cozinha e ficou um tanto constrangido, os únicos empregados que conhecia no castelo eram Kimitsu e o motorista Chold, as poucas vezes em que estivera no castelo, eles foram os únicos que Duo havia visto até então. Kimitsu notou que os novos empregados olhavam para o rapaz a sua frente com extrema curiosidade e alguns como que encantados com sua beleza, ele sacudiu a cabeça em sinal de desaprovação e os empregados procuraram desviar o olhar, mas não totalmente. Kimitsu não queria que os demais ficassem admirando o companheiro de seu senhor, pois com certeza isso traria problemas se Heero percebesse a curiosidade e o interesse dos demais empregados no jovem.
- De manhã é sempre assim. Acho que não conheço metade dessas pessoas.
- Não apenas quando vamos receber hospedes, muita das pessoas que está vendo chegaram essa manhã.
- Ah! Teremos visitas, humanos ou....
- A maioria será humana.
Duo se virou e encontrou Heero encostado no batente da porta com os braços cruzados o observando ele vestia apenas à parte de baixo do pijama deixando a mostra o físico perfeito do vampiro para o deleite dos olhos do humano, seus cabelos estavam ainda mais rebeldes dando-lhe um ar sexy e descontraído. O vampiro caminhou lentamente até seu amante sob os olhares dos empregados que o observavam admirados pela beleza e palidez de sua pele, eles já não tinham duvidas quanto quem era o vampiro. O magnetismo e força que emanavam de sua presença eram impressionantes.
Heero ignorou por completo a presença dos demais humanos na cozinha ele tinha apenas consciência do humano de cabelos trançados e olhos que o fariam caminhar até o inferno se necessário, olhos esses que irradiavam o brilho do desejo. Duo ofegou ao ter seus lábios capturados pelos de Heero. O cheiro do humano penetrou nas narinas do vampiro o fazendo esquecer-se de onde estavam. Quando acordou e não encontrou o humano ao seu lado ele preocupou-se pensando onde Duo poderia estar já bastava o susto que tinha levado de madrugada, ele procurou sentir–lhe a presença do humano no castelo e ficou mais tranqüilo quando a encontrou na cozinha.
Duo era tão inebriante que ele seria capaz de passar a manhã inteira apenas provando os lábios macios e saboreando o corpo quente, mas os dois tinham muito, a fazer e o tempo estava correndo. A contra-gosto Heero libertou os lábios do humano que permaneceu por alguns segundos com os olhos fechados e os lábios entre abertos, quando Duo abriu os olhos, Heero viu a íris violeta enevoada pelo desejo. Desejo esse que sabia transparecer em seus olhos, sem desviar seu olhar do humano o vampiro dispensou Kimitsu.
- Kimitsu poderia deixar-nos a sós.
- Perfeitamente senhor.
Kimitsu ordenou aos demais empregados que também deixassem a cozinha, ele fechou as duas portas que davam acesso à cozinha a deixando para o humano e o vampiro que se observavam.
******
Trowa estava deitado com um anjo adormecido em seus braços, o vampiro acariciava os fios loiros, ele havia dado a segunda dose de seu sangue durante a madrugada e passara todo esse tempo velando o anjo adormecido esperando por uma reação de que ele fosse acordar e nada havia acontecido até o momento. O vampiro já estava começando a se desesperar quando ouviu a voz suave o chamando.
- Trowa.?
- Meu anjo como você está?
- Confortável eu diria.
Trowa se permitiu rir o que encantou o humano, ele olhou dentro dos olhos verdes que estava marejado pelas lágrimas. Trowa nunca imaginou que pudesse se sentir tão leve ouvindo a voz suave de seu anjo, ele queria aperta-lo em seus braços e tomar os lábios rosados entre os seus, mas tinha medo de machuca-lo uma vez que não tinha certeza se a transfusão havia funcionado. Quatre acariciou o rosto de seu amado, ele conhecia a vontade dele, ela também era a sua, ter acordado nos braços fortes de Trowa tinha sido para si como ter acordado no paraíso. Ele levantou um pouco o corpo que parecia um pouco menos dolorido e tomou os lábios do vampiro entre os seus da forma que ambos desejavam. Trowa sentiu os lábios macios contra os seus pedindo passagem e ele a concedeu, o vampiro sentiu a língua quente do humano adentrar sua boca, explorando a região dentro dela, suas línguas se entrelaçaram criando uma dança única entre elas. Quatre sentiu uma fome crescer dentro si, uma fome de ter seu corpo possuído pelo vampiro, uma fome que não parecia querer deixa-lo pensar. Tudo que conseguia pensar era em ter Trowa dentro de si, pertencer a ele, ser dele. O humano levantou mais o corpo se colocando sobre o vampiro sem separar os lábios, Trowa podia sentir a necessidade de Quatre, sabia que não era apenas uma necessidade de seu anjo, mas a influência de seu sangue no corpo dele. O vampiro procurou refrear as ações do humano, mas ele não estava obtendo muito sucesso ainda mais com ele o beijando de uma forma quase faminta.
- Quatre.
- Hum..
- Quatre pare esse não é você.
- Eu não quero parar Trowa, eu o quero...eu preciso
Quatre comeu a beijar o peito de Trowa arrancando gemidos baixos dele e despertando uma certa parte do corpo do vampiro. Trowa sabia que se não fosse mais enérgico acabaria sucumbindo à vontade de Quatre que naquele momento também era a sua. O vampiro segurou os braços do humano com força e girou seu corpo de forma que o humano estava agora embaixo de si pressionado contra a cama. Quatre gemeu ligeiramente, não de dor mais de prazer uma vez que teve seu membro friccionado contra o membro do vampiro que também se encontrava excitado. Trowa também gemeu e por um momento quase desistiu de tentar impedir os avanços do humano, ele fechou os olhos e procurou ordenar os pensamentos, Quatre começou a lamber o queixo do vampiro como um gato o fazendo abriu os olhos, ele sorriu maliciosamente e sacudiu a cabeça entendendo. Trowa afrouxou o aperto nos braços do humano e notou que havia marcado a pele alva se recriminando, ele beijou as marcas e abaixou seu corpo sobre o de Quatre que ofegou com o peso do vampiro sobre si pressionando sua ereção.
- Aahhhh....desculpe-me acho que.... me deixei levar, não imaginei que seria assim.
- Tudo bem meu anjo, não posso disser que não tenha gostado, mas você ainda esta se recuperando. Pelo menos suas costelas parecem curadas.
- Acho que sim pelo menos não sinto nenhuma dor.
- E quanto ao resto?
- Meu corpo já não doe tanto quanto antes, mas ainda incomoda um pouco, não muito acho que poderíamos...
- Não somente quando você estiver sem nenhuma dor.
- Esta bem então. Eu posso esperar alguns dias.
Trowa acariciou o rosto de Quatre e o aconchegou em seu peito, o humano havia acordado e ficaria bem, isso era tudo que importava agora. Quatre aspirou o cheiro de Trowa se sentindo em paz junto ao vampiro seu coração ainda estava triste pelo que havia acontecido, a briga com seu pai e a tristeza de sua mãe ainda habitavam seus pensamentos, mas ele sabia ter feito a escolha certa ficando com Trowa, ele não saberia viver mais sem o vampiro.
******
O vampiro acariciou o rosto humano descendo sua mão pelo pescoço até alcançar-lhe o tórax, ele passou o dorso dos dedos por dentro da barra da blusa e abriu dois dos botões. Duo começou a respirar mais profundamente ao sentir o toque frio em sua pele. Heero se ajoelhou em frente ao humano abrindo-lhe as pernas e atacando seu pescoço com os lábios enquanto suas mãos passeavam entre as pernas humanas. Duo abriu ainda mais as pernas e trouxe Heero para o meio delas com os braços, ele começou a gemer ao sentir Heero lamber seu peito e massagear o meio de suas coxas por cima da roupa. Seu membro se encontrava preso dentro do short, ele desejava se unir a Heero novamente ele podia sentir seu membro endurecer a cada instante que sentia os lábios frios tocarem sua pele.
Duo começou a ondular seus quadris esfregando seu membro endurecido contra o corpo de Heero. O vampiro levantou a cabeça e sorriu, ele sentiu o membro duro do humano contra seu abdômen, ele também se sentia assim, tudo em que conseguia pensar era em enterrar sua carne dentro da intimidade quente e apertada do humano. Ele puxou a cabeça do humano até que seus lábios se encontrassem, o beijo foi intenso e selvagem como se há muito tempo não se tocassem e precisassem do contato para manter-se vivos.
Heero começou a mordiscar o pescoço e o nódulo da orelha enfiando sua língua nela. Duo sentia seu corpo em chamas, ele precisava de Heero dentro dele, como precisava do ar para viver, e o fato de que a qualquer momento alguém pudesse entrar na cozinha e vê-los em tal estado somente aumentava a excitação.
- Aahhh... Heero.....hhhuuummm.
- O que é Duo?
- Al...alguém...alguém pode entrar...Oh! Deus... eu quero...eu...eu preciso de você.
- Eu também, mas você tem razão alguém pode entrar e não quero que ninguém alem de mim tenha a visão que tenho diante de meus olhos.
Heero se afastou e Duo tentou recuperar o fôlego e ajeitar a roupa, mas Heero o tomou nos braços e o depositou sobre a mesa coberta por uma toalha de linho branca. Duo ficou surpreso ao ser colocado sobre a mesa e olhou para Heero sem entender. O vampiro apenas sorriu e o beijou novamente sugando os lábios do humano como se fosse um fruto maduro e saboroso. Afastando-se um pouco sussurrou em seu ouvido o fazendo arrepiar-se por inteiro ao ouvir a voz grossa tão de perto.
- Se alguém ousar nos interromper, pode ter certeza que não vivera o suficiente para se desculpar.
Duo sentiu-se excitar ainda mais ao imaginar o que eles fariam sobre a mesa, ele arranhou as costas de Heero e passou suas pernas ao redor da cintura dele.
- Faça... amor comigo Heero...eu preciso...eu quero você.
- Seu desejo é uma ordem Shinigami.
Heero desabotoou a blusa de Duo lentamente passando suas mãos sobre os músculos fortes do humano que jogou a cabeça para trás, apoiando o corpo com as mãos espalmadas sobre a mesa. Heero substituiu as mãos por seus lábios descendo-os até o umbigo o preenchendo com sua língua.
- Oh! Meu... Deus... Heero...
- O que foi... meu amor.
- Eu não posso esperar mais. Por favor me possua.
Heero retirou as pernas de sua cintura e olhou ao redor procurando por algo que pudesse utilizar como lubrificante, ele abriu um dos armários e encontrou o que buscava, quando retornou a mesa Duo havia se livrado das botas, do short e soltado os cabelos. A visão de Duo nu sobre a mesa, os cabelos envolvendo-lhe os ombros e o membro semi-ereto entre as longas pernas fez com que ele endurecesse ainda mais, ele se aproximou e mostrou o vidro de azeite.
- Kimitsu sempre me diz que esse azeite é muito bom.
- Espero que ele tenha razão.
- Logo saberemos. Você me parece uma iguaria muito saborosa.
- Verdade. E por que você não verifica.
- Ah mais eu pretendo fazer isso.
Heero depositou o vidro de azeite sobre uma cadeira e derrubou tudo sobre a mesa no chão, o barulho de panelas, talheres e pratos caindo no chão irradiou pela cozinha inteira. Duo tinha certeza que o castelo inteiro tinha ouvido o barulho de pratos quebrando, mas isso não pareceu importar a nenhum dos dois, no momento a única coisa importante era que eles precisavam um do outro. Duo aguardou que Heero se aproximasse e usou os pés para livrar o vampiro da calça do pijama, Heero ajudou o humano na tarefa de despi-lo chutou o pijama para o lado assim de estava fora delas. Heero inclinou o corpo de Duo sobre a mesa e começou a beijar-lhe o corpo começando pelas pernas. Ele pegou a perna direita e começou a beijar e a morde-la levemente, fazendo o mesmo com a esquerda, a cada mordida Duo procurava por ar à medida que os lábios de Heero se aproximavam de suas coxas ele arfava, seu membro já começava a gotejar e os gemidos do humano já se tornavam mais altos. Heero viu o membro de Duo duro e a umidade se formando na ponta ele inclinou-se e passou a língua na ponta do membro absorvendo o liquido branco. Ao sentir a língua de Heero tocar-lhe o membro ele não teve como evitar gritar o nome do vampiro que o estava tomando.
- Heero!
Heero sorriu e pegou o vidro de azeite, mas Duo o tomou de suas mãos lhe dando um sorriso malicioso. O humano o abriu e derramou um pouco em sua mão envolvendo os dedos de sua mão esquerda, ainda olhando para o vampiro a sua frente apoiou seu pé direito no peito largo dele. Heero começou a arfar ao perceber o que Duo estava fazendo, Duo apoiou a mão direita sobre a mesa e começou a introduzir o próprio dedo em sua entrada se autopreparando para receber Heero. Ele deslizou seu dedo em sua intimidade e começou a ondular os quadris no mesmo ritmo em que enfiava o dedo dentro de si. Heero nunca pensou que teria uma visão tão erótica diante de si, ele segurou o tornozelo do humano para dar-lhe melhor apoio. A íris azul cobalto começou a avermelhar com o olhar violeta preso ao seu, Duo adicionou mais um dedo dentro de si, sua língua passou sobre os lábios secos enquanto aumentava os movimento dos dedos e dos quadris. A ponta dos dedos tocou sua próstata e ele jogou sua cabeça para trás, sentia que não conseguiria se manter apoiado por muito tempo em apenas um dos braços. O vampiro colocou a perna direita do humano ao redor de sua cintura enquanto segurava a cintura do humano com uma das mãos.
Duo sentiu a mão de Heero em sua cintura e olhou novamente para o vampiro que o olhava com desejo e fome. Heero tinha olhos apenas para a figura humana que transpirava e ofegava, ele queria lamber todo o corpo a sua frente cada gota de escorria pelo tórax humano. O vampiro retirou os dedos do humano do canal apertado no qual desejava se enterrar e beijou a boca humana com uma fome que não acreditava ser possível. Duo beijou o vampiro com a mesma vontade, suas bocas e suas línguas pareciam brigar por espaço disputando uma o lugar da outra. Heero apartou o beijo e começou a beijar e a morder levemente o humano enquanto ambos sussurravam um o nome do outro.
- Duo...
- Heero...
Duo afastou o corpo de Heero e derramou o vidro de azeite em suas mãos, ele não podia mais esperar para ter Heero dentro de si, ele alcançou o membro ereto do vampiro e começou a espalhar o azeite nele. Heero teve que se segurar na borda da mesa ao sentir a mão quente em seu membro, espalhando o azeite em toda a extensão de forma lenta e forte, ele estava quase gozando tamanho o prazer que aquelas mãos lhe proporcionavam.
Heero segurou as mãos de Duo as colocando sobre a mesa, ele colocou as pernas humanas sobre os ombros inclinando o corpo humano sobre a mesa. Duo ao sentir as pernas serem levantadas apoiou os cotovelos sobre a mesa. O vampiro segurou a cintura humana com uma das mãos enquanto com a outra direcionava seu membro para a entrada do humano, ele colocou a cabeça na entrada e começou a forçar passagem para o canal estreito, segurando a cintura humana com ambas as mãos.
O humano sentiu o membro do vampiro forçar passagem para seu corpo lentamente evitando machuca-lo, Duo começou a mover seu corpo para junto de Heero para que ele o empalasse, mas Heero não queria entrar de uma única vez no humano ele queria que sua entrada naquele corpo sedoso, fosse lenta e angustiante, mas sua decisão mudou ao ouvir a voz humana transformada pelo desejo.
- Heero... por favor.
- Calma... nunca ouviu dizer.... que a pressa...é inimiga da perfeição.
- Mas... eu o quero dentro de mim.... agora.
- E você me terá meu amor.
Sem esperar mais Heero o penetrou com uma única investida, fazendo o humano arquear as costas. O vampiro ficou olhando o corpo molhado pelo suor estendido sobre a mesa, ele começou a afagar o membro do humano para faze-lo esquecer da dor momentânea, o humano começou a arfar e arquear o corpo em resposta ao afago, mas ele queria observar a íris violeta enquanto o tomava.
- Duo abra os olhos, eu quero que olhe em meus olhos enquanto tomo seu corpo.
Duo abriu os olhos e viu a íris azul que tanto amava. Heero começou a se movimentar dentro do corpo de Duo que se deixou cair sobre a mesa, ele apertou a toalha embaixo de si com as mãos a cada investida do membro de Heero em seu corpo. O gozo veio se aproximando denso e forte a cada investida, durante todo o tempo eles mantiveram seu olhar preso um no outro. Heero trouxe sua mão para tocar o membro negligenciado de Duo que ofegou esquecendo tudo ao seu redor a não ser a sensação da mão de Heero em seu membro. Duo tentou articular as palavras mais elas pareciam pressas a sua garganta, foi quando ouviu a voz de Heero em sua mente.
"Me diga o que você quer Duo.
Mais forte...
O que mais você quer...
Mais rápido...
Eu farei".
Heero aumentou o ritmo de seus quadris e investiu com mais força e mais profundamente no corpo do humano da forma como Duo havia pedido, ele sabia que faltava muito pouco para que o humano alcançasse o êxtase, mesmo antes de sentir o aumento da umidade na ponta do membro. A tensão que tomou o corpo sobre a mesa o tornando mais ofegante, espasmos tomaram o corpo humano e ele derramou sua semente nas mãos do vampiro enquanto gritava seu nome.
- Heero!
Ao alcançar o gozo o corpo humano tornou-se mais apertado e pressionou a parte do vampiro dentro de si. Heero sentiu as paredes se estreitarem alcançou o gozo ofegando o nome do amante antes de desmoronar sobre ele.
- Duo!
Heero retirou-se de Duo e o ajudou a se sentar sentindo o fruto de seu amado escorrer pelo canal. Duo abraçou Heero encostando sua cabeça no ombro do vampiro, ele deu uma olhada na bagunça em que se encontrava a cozinha, pratos quebrados em meio a panelas, talheres, frutas e verduras assim como o vidro de azeite que acabou caindo no chão. Heero também viu e pensou no trabalho que teriam ao limpar a cozinha. Quando seus olhares se encontraram ambos começaram a rir.
- Não era bem isso que em pretendia quando vim procura-lo.
- Também não era minha intenção ser possuído em cima de uma mesa no meio da cozinha embora não possa dizer que não tenha apreciado, mas acho que teremos que limpar tudo antes que alguém resolva entrar.
- É verdade se bem que poderíamos pedir a Kimitsu e os empregados cuidarem de tudo e irmos para o quarto o que acha.
- Nem pensar Heero com que cara eu iria encarar Kimitsu se ele ver a cozinha nesse estado. E o que fizemos na mesa.
- Tenho certeza que ele não diria uma palavra e não deixaria ninguém faze-lo. Além do mais duvido que ele não sabia o que nós fizemos, e se o barulho da louca se espatifando no chão não lhe deu uma idéia nossos gemidos esclareceram a situação perfeitamente.
Duo ficou vermelho era verdade não havia como negar o que eles tinham feito, mas isso não significava que eles tivessem que deixar a evidencia de sua paixão sobre a toalha da mesa ou no piso do chão. Duo desceu da mesa e recolheu suas roupas começou a se vestir sendo acompanhado por Heero. O vampiro sabia que eles tinham que pelo menos diminuir a confusão que haviam causado.
Eles recolheram os cacos dos pratos e do vidro de azeite jogando-os no lixo, as panelas e talheres foram colocados dentro da pia, as frutas e verduras dispostas sobre a bancada ao lado da pia. A toalha da mesa foi levada para a copa por Heero que a colocou na maquina de lavar, enquanto Duo passava um pano no chão em meia hora a cozinha estava parcialmente apresentável. Duo levou o pano para a copa e depositou-o dentro de um balde com água, ele cruzou os braços e sorriu satisfeito, Heero colocou as cadeiras no lugar e abraçou o amante.
- Satisfeito?
- Sim.
- Venha vou pedir a Kimitsu que lhe prepare algo para comer.
- Não é necessário. Eu posso fazer isso alem do mais Kimitsu já esta ocupado o suficiente.
- Tem razão. Então façamos o seguinte eu preparo o seu café da manhã enquanto você sobe e me espera em meu quarto aí você poderá me dizer o por que de ter levantado tão cedo.
- Vai fazer meu café da manhã Hee-chan.
- Duo não me chama assim.
- Assim como?
- Você sabe como.
- Mas Hee-chan e tão bonito.
- Mas tarde conversamos sobre isso.
Heero se abaixou pegou as botas de Duo e caminhou até a porta da cozinha a abrindo e puxando Duo com ele, eles caminharam juntos até a escada, Heero entregou as botas a Duo e o beijou ele acompanhou com o olhar até o humano chegar ao andar superior e foi atrás de Kimitsu o encontrando com os novos empregados na sala principal do castelo. Os humanos tremeram na presença do vampiro que os olhava com o olhar frio e sem emoção.
- Kimitsu.
- Sr Yuy.
- Acho que precisaremos de pratos novos.
- Será providenciado Sr.
- Os lideres do clã Maganac chegarão essa tarde, espero que tenha instruído os empregados sobre eles.
- Os empregados foram avisados Sr.
- "timo.
- Devo providenciar o café da manhã do Sr Maxwell.
- Não é necessário Kimitsu eu mesmo o farei.
- O Sr?
Heero pode notar a surpresa na voz do empregado e não pode deixar de sorrir internamente antes de responder com a voz menos fria que o habitual.
- Sim Kimitsu eu vou preparar o café da manha de Duo, eu estou morto não invalido.
- Desculpe-me Sr eu não quis...
- Eu sei Kimitsu venha talvez eu precise de sua ajuda já faz alguns séculos que eu não cozinho.
- Sim Sr Yuy.
Kimitsu dispensou os empregados para que eles realizassem as tarefas que lhe haviam sido designadas e seguiu Heero até a cozinha encontrando-a em um estado bem melhor do que havia imaginado. Heero sorriu ao notar a surpresa no rosto humano.
- Duo não achou justo que tivesse que limpar a bagunça que fizemos.
- Não teria me incomodado Sr.
- Eu sei mais nós achamos melhor deixa-la parcialmente organizada.
- Devo me lembrar de agradecer ao Sr Maxwell mais tarde.
- Pode chamá-lo de Duo Kimitsu sei que ele se sente melhor assim e não me ofendera por trata-lo dessa forma. Assim como pode me chamar apenas de Heero.
- Eu sei Sr, mas não penso que deva trata-lo dessa forma.
- Que seja, então me diga o que eu deveria preparar para ele.
- Vai depender do que ele gostaria de comer Sr.
- Eu me esqueci de perguntar a ele? O que você costuma comer no café da manhã?
- Eu Sr?
- É talvez me desse uma idéia do que preparar e do que poderia agrada-lo.
- Tenho certeza que ele gostara de qualquer coisa que preparar Sr.
- Eu sei, mas gostaria de fosse algo especial.
- Tenho certeza de que será Sr.
- Eu não sei...
Heero caminhou até a mesa e sentou-se na cadeira passando os dedos no local onde há poucos instantes ele havia possuído o humano. Kimitsu observou o vampiro perdido em seus pensamentos, o olhar se tornar menos frio enquanto lembrava de algo, ele ficou surpreso ao ouvir a voz sempre fria em um tom suave e cheio de duvidas.
- Eu nunca pensei que me apaixonaria por um humano. Eu...sempre evitei me aproximar deles com medo de feri-los ou mata-los. Eu tenho receio de que não poder protege-lo Kimitsu, receio que ela me encontre e descubra sobre Duo. Descubra que ele é importante para mim. Eu não teria mais por que viver se algo acontecesse a ele.
Kimitsu se aproximou e tocou o ombro do vampiro o olhando nos olhos.
- Não se preocupe Sr tenho certeza de pode protege-lo e se em algum momento duvidar disso confie no amor que sentem um pelo o outro. E o amor lhe dará forças para protege-lo.
Heero olhou para Kimitsu e se permitiu sorrir sim ele tinha razão, o que sentia pelo humano era mais forte que qualquer coisa, ele seria capaz de atravessar o inferno, desafiar as leis do céu, enfrentar uma horda de caçadores tudo que fosse preciso para proteger Duo.
- Obrigado Kimitsu.
- De nada Sr.
- Bem acho melhor começar a preparar alguma coisa para Duo comer.
- E já sabe o que fazer Sr.
- Sim eu sei.
Duo tomou um outro banho, na verdade ele não desejava tomar outro banho, pois queria continuara a sentir cheiro de Heero em seu corpo. A loucura que eles haviam cometido na cozinha o deixava excitado apenas em lembrar, ele nunca se sentira tão feliz em toda a sua vida, mas ele sentia como se essa felicidade estivesse preste a acabar e ele não queria isso.
Heero estava terminando de preparar a refeição matinal para o humano quando teve uma sensação estranha de que alguém o estava chamando, ele fechou os olhos e tentou descobrir o que era. Duo estava terminando de se vestir quando sentiu seu coração bater mais forte, ele se apoiou na porta e tentou respirar, mas a dor ainda persistia, então ele ouviu uma voz, apenas um sussurro suave, mas que acalmou as batidas de seu coração e diminuiu a dor em seu peito. A voz falava em uma língua que ele nunca ouvira, mas que ainda sim lhe parecia familiar e parecia chamar o seu nome, ele abriu a porta do quarto e parou no corredor a voz parecia vir do quarto de Heero.
Heero ouvia nitidamente alguém o chamando, mas ele tinha dificuldade para entender o que ela dizia, ela falava em uma língua muito antiga, uma língua entendida apenas pela sua espécie. Kimitsu achou estranho o fato de Heero ter parado e fechado os olhos, achou mais estranho ainda o fato de que quando ele os abriu eles estavam vermelhos. Heero rapidamente deixou a cozinha e seguiu em direção de onde o chamado parecia partir: de seu quarto, ou melhor, do salão em baixo do castelo. Quando chegou ao nível dos quartos Heero viu Duo parado a porta de seu quarto, ele se aproximou do humano o tocando no braço sentindo a pele fria e a sua dificuldade em respirar. Duo sentiu o toque antes mesmo de Heero o toca-lo fisicamente, era como se seus sentidos tivesse sido ampliado, ele podia perceber tudo a sua volta a presença de cada um dos habitantes do castelo, ele podia ouvir suas mentes, ouvir seus corações e o sangue correndo em seus corpos, ele poderia distinguir de olhos fechados que eram os humanos e quem eram os vampiros.
Heero podia sentir a confusão na mente de Duo, ele se encontrava ofegante e começou a tremer, o vampiro abriu a porta de seu quarto tomando o humano em seus braços o carregou para dentro, depositando-o na cama voltou para fechar a porta. Heero se aproximou de Duo e sentou-se ao seu lado passando a mão em seu rosto.
- Duo você está bem?
Duo levou alguns minutos para responder ele olhou para a íris azul que estava repleta de preocupação. Sim ele se sentia bem agora que Heero estava com ele, seu corpo parou de tremer e sua respiração se normalizou.
- Sim eu estou bem Heero, mas foi estranho.
- O que foi estranho?
- Eu pude sentir a presença de todos no castelo, pude ouvir seus corações, o sangue correndo por seus corpos, poderia até mesmo dizer onde estavam e se eram humanos ou não sem precisar abrir os olhos.
- Você sentiu as presenças? Mas apenas vampiros podem fazer isso.
- Foi assustador, fora uma voz que parecia chamar o meu nome, mas eu não entendia nada do que ela falava, apenas sabia que ela vinha daqui.
- Uma voz.
- Sim! Você a ouviu?
- Sim por isso que eu subi.
- Você sabe de quem é?
- Não, mais sei de onde ela vem. Venha comigo.
Duo se levantou da cama e acompanhou Heero que abriu a passagem que dava acesso a parte mais baixa do castelo, uma luz clara parecia irradiar e iluminar as escadas. Heero desceu na frente seguido por Duo que segurava sua mão a medida que descia a claridade parecia aumentar. Assim que chegaram ao salão notaram que a luz irradiava das espadas dentro da redoma de vidro, Heero olhou para Duo que parecia tão surpreso quanto Heero. A luz não era constante uma hora Hikari brilhava e no outro Yami, a luz parecia oscilar entre uma e outra. Duo olhava fixamente para elas quando algo pareceu vibrar em sua mente, ele olhou para Heero e depois para as espadas, Heero sentiu a mesma coisa.
- Heero você esta ouvindo?
- Sim estou.
- As espadas estão conversando?
- Eu diria que sim Duo.
- Como isso é possível.
- Eu não sei, mas temos que descobrir.
Heero soltou a mão de Duo e se aproximou da redoma de vidro a tocando com sua mão esquerda, mas ela não se abriu. Então uma voz ressoou em suas mentes.
"Quando o herdeiro estava só trouxe a luz com ele e apenas as trevas era suficiente para romper o lacre. Mas o escolhido foi encontrado e as trevas vieram com ele. Uma vez unidas à luz as trevas e trevas a luz somente pelos dois: Herdeiro e escolhido o lacre será rompido, e trevas e luz se encontraram".
Duo caminhou até Heero e parou ao seu lado, ele levantou sua mão direita e Heero a sua esquerda e ambos tocaram a redoma, uma porta surgiu dando a eles acesso as espadas, eles entraram na redoma e cada um pegou a espada que o destino havia lhes confiado. Eles saíram da redoma, com as espadas que pareciam pulsar em suas mãos, O vampiro olhou para o humano e tocou a lâmina com os dedos cortando-os e deixando o sangue escorrer por ela, o humano imitou os movimentos do vampiro alimentando sua espada com o seu sangue. As espadas irradiaram um brilho avermelhado e por um momento eles se sentiram unidos às espadas, compartilhando com elas, seus segredos e sua historia.
- Duo.
- Hã?
- Você esta bem?
- Sim o que foi isso.
- Acho que foi o espírito de Hikari e Yami.
- Espírito? Das espadas?
- Não é tão estranho assim Duo. Quando um ferreiro faz uma espada ele coloca a sua alma nela e dependendo de como ela é feita ela adquire uma alma própria, pelo menos foi o que aprendi durante o tempo em que as procurei.
- Mas por que a estamos sentindo agora? Você alguma vez a ouviu falar com você?
- Não essa foi a primeira vez que ouvi. Não sei muito sobre elas, e nem o que representam na profecia, a profecia não é muito clara a esse respeito.
- O que a profecia diz exatamente?
Heero tentou se lembrar do que já ouvira sobre a profecia, quando se lembrou de uma conversa há quase dois séculos atrás no Japão.
******
"1805 Oeste do Japão – Cidade de Chikara"Heero tinha conseguido pistas de alguém que conhecia a profecia, um humano chamado Kakinuki [1]. A profecia era guardada por sua família a gerações, segundo as informações o humano saberia explicar mais sobre as espadas. Heero tinha ido sozinho deixando Trowa cuidando de Cathrine em Londres, apenas outros dois vampiros o acompanhavam, ele preferia agir sozinho, mas achou melhor levar outros com ele. Eles chegaram a aldeia onde o humano morava ao cair da noite, há muito tempo que Heero não vinha a sua terra natal. Ele lembrou-se de seu pai e da vida que costumava levar quando humano, agora ele vivia na escuridão vendo o medo nos olhos dos humanos, ele perguntou a uma menina se ela sabia onde estava o homem que procurava, a menina apontou para o final da aldeia. Uma mulher se aproximou e puxou a menina correndo com ela nos braços, Heero olhou para a mulher assim como os outros moradores da vila com seu olhar que não transmitia emoção alguma. Ele podia ouvir os humanos fechando suas portas e janelas trancando-se em suas casas, podia ouvi-los chamando de Oni [2] sim eles eram demônios. Heero olhou para a casa e bateu ele ouviu uma voz o convidando a entrar.
- Entre e seja bem-vindo.
Heero entrou a casa deixando os outros dois vampiros o esperando do lado de fora, a casa era iluminada por uma vela. Um humano que aparentava ter aproximadamente 80 anos estava sentado em um futon. Ele se aproximou do velho e o cumprimentou em sua língua, o velho sorriu e sinalizou para que ele se sentasse, o vampiro sentou-se em frente ao humano.
- Você veio saber a respeito das espadas que livraram o mundo da escuridão não é?
- Como soube que viria?
- A lenda fala sobre a vinda do herdeiro de sangue.
- Sobre a minha vinda?
- Aquele que recebeu o sangue do herdeiro, aquele que é conhecido como um demônio, o que tem a lua como guardiã e a solidão por companhia, sabedoria e coragem regem seus passos, mas dor e solidão governam seu coração.
- Como sabe tudo isso?
- Seus olhos refletem a dor dentro de você.
Heero olhou para o velho ele acertara sobre seus sentimentos. Acertara sobre sua personalidade, ninguém jamais o descrevera tão perfeitamente, seu coração e sua mente era um mar de dor e solidão, mas não fora até ali para o velho falar sobre ele que estava sentindo, ele precisava encontrar a outra espada e era o que faria.
- Diga-me como posso encontrar a outra espada que fala a profecia.
- Você conhece a profecia jovem?
- Um mal será libertado, a humanidade caíra na escuridão eterna e os demônios da noite governaram os fracos e deles se alimentaram então a terra será coberta por trevas e sangue.
- Sim, mas ainda há outra parte, uma que revelarei agora e outra que apenas as espadas conhecem e que lhe será revelado quando elas estiverem juntas.
- Conte-me então o que preciso saber.
- Uma na luz foi criada e pela luz será guiada, a outra nascida das trevas e pelas trevas não se pode guia-la. A mão que as guiar, luz ou trevas o mundo encherá, mas não é a mão, mas o coração que ditara o caminho que a elas trilharam. Duas elas são e um eles deverão ser, encontrar a elas somente não há de bastar, o escolhido não nascido devera ser encontrado antes que a luz que se apague, pois se escuridão o tomar a terra em trevas eternas caíra.
- Escolhido não nascido? Então alguém que ainda não nasceu será o guardião de uma das espadas?
- Sim, ainda não chegou o tempo do escolhido vir ao mundo. Você é o herdeiro de uma delas, a outra deve ser encontrada e dada ao escolhido, você será o guardião das duas enquanto não chegar a hora do escolhido nascer, mas deve encontra-la logo, pois o mal também, esta a procura dela.
- Quem a procura?
- Você sabe a resposta, o mal que o segue pelos séculos, o clã não reconhecido pelos outros. Se eles a encontrarem não haverá lugar na terra para os humanos se esconderem.
- O clã Peacecraft.
- Sim. Encontre o escolhido antes deles, antes que ela traga o escolhido para as trevas.
- Como saberei quem ele é?
- Seu coração o encontrará, é seu o destino de encontra-lo, e de se tornarem um só.
- Então eu me unirei ao escolhido?
- Um só corpo, uma só mente, um só espírito deveram ser.
- Você sabe quem é o escolhido?
- Sim, ele me é tão claro quanto às estrelas que vejo no céu. O coração do escolhido responderá ao seu, pois ambos vivem na dor e na solidão, suas almas hão de se completar e seus destinos se uniram.
- Diga-me quem é o escolhido.
- Não adiantaria lhe dizer quem é. Você não deve saber quem ele é até que o momento de se encontrarem chegue. E você não lembrara de nada depois que sair.
- Então por que eu vim, se não lembrarei o que diz a profecia.
- Lembrara no momento certo, assim como saberá que o mal quer o escolhido para si. Proteja o escolhido ou a humanidade caíra em trevas.
- Diga-me como saberei qual espada entregar ao escolhido.
- Apenas o sangue pode doma-las, e somente seu dono pode comanda-la. Um trato assinado em sangue elas fazem, com seu sangue Hikari foi banhada.
- Por que Hikari? Se ela é a luz e pela luz ela devera ser guiada eu não deveria ser o dono dela.
- Luz não necessita de luz para ver, mas as trevas precisam da luz para sobreviver. Luz para iluminar as trevas e Trevas para encontrar a luz. Elas encontraram seus donos, não somos nós que as encontramos. Agora vá, você pode tentar encontra-la, mas ela não será achada se não quiser.
*******
Duo estava ficando preocupado Heero estava perdido em pensamentos há quase cinco minutos, ele tocou o braço do vampiro sussurrando seu nome. Heero olhou para o humano, ele tinha acabado de lembrar das palavras do velho, ele acariciou o rosto do humano, sim eles eram um agora. A profecia havia se cumprido até agora. Os olhos de Heero se escureceram ao lembrar das palavras de que o escolhido deveria ser protegido, Duo era o escolhido e o mal o queria para si. Relena e seu clã representavam o mal da profecia, os olhos de Heero se tornaram vermelhos, a vida de Duo estava em perigo, ele não deixaria que Relena tocasse no humano. Duo achou estranho o fato dos olhos de Heero terem mudado de cor e seu olhar transmitir dor, ele havia lembrado de alguma coisa que o estava fazendo sofrer, e ele não desejava vê-lo sofrer. Duo se aproximou de Heero e encostou sua cabeça no peito largo do vampiro que o abraçou, ele olhou para Hikari em sua mão direita e para Yami não direita do humano até que ouviu a voz suave de Duo.
- Heero o que foi?
- Não foi nada.
- O que você lembrou?
- Eu....
Heero não queria dizer o que havia lembrado, mas ele não precisava Duo sabia, ele havia visto as imagens na mente do vampiro, como o ancião havia dito aquela noite há quase dois séculos atrás eles estavam unidos em corpo, mente bastava apenas unirem seus espíritos, mas apenas quando chegasse o momento. Duo levantou o rosto e beijou os lábios do vampiro enquanto falava mentalmente com ele.
"Não se preocupe amor, eu confio em você para me proteger. E nenhum mal vai me alcançar enquanto estivermos juntos".
Heero largou a espada no chão e estreitou o corpo do humano entre seus braços. Duo largou sua espada e passou os braços por de trás do pescoço do vampiro correspondendo à profundidade do beijo. Eles se afastaram e Heero se perdeu nos olhos do humano, sim ele o protegeria era seu destino faze-lo e mesmo que não fosse ele o faria, pois era seu desejo.
- Acho que você deve comer um pouco, depois nos vemos se conseguimos descobrir algo mais sobre as espadas.
- Está bem.
Eles colocaram as espadas novamente dentro da redoma e subiram para o quarto do vampiro, Heero fechou a passagem, vestiu uma calça e uma blusa, pegou a mão de Duo entre as suas para descerem para a cozinha, mas Heero parou assim que ouviu Duo falar sobre o árabe.
- Aí! Eu tenho que ligar para o Quatre a gente tinha ficado de falar com o Wu-Fei. Se bem que o loirinho já devia ter ligado já são quase onze horas que estranho.
Heero olhou para o humano tentando decidir se contava ou não a Duo sobre Quatre, ele achou melhor que seu amante recebesse a noticia por ele, mas antes ele procurou saber se Trowa estava acordado, pois ele tinha certeza que Duo iria querer ver o árabe assim que recebesse a noticia.
Trowa tinha os olhos fechados com Quatre aninhado em seu peito, ele poderia ficar ali para toda a eternidade, ele ouviu a voz de Heero em sua mente, o vampiro olhou para o anjo em seus braços que abriu os olhos ele também havia escutado.
"Sim Heero ele está acordado, pode trazer o Duo".
Duo recomeçou a andar mais foi seguro por Heero, ele olhou para o vampiro sem entender, ele ainda não compreendia muito bem os pensamentos que vinham de Heero, mas sabia que tinha algo a ver com Quatre.
- O que houve Heero?
- Quatre chegou ontem à noite quando estávamos na torre..Trowa o trouxe.
- O que aconteceu com Quatre?
- O pai de Quatre descobriu sobre eles e não reagiu bem a isso.
- Deus ele...
- Sim Duo o pai dele o agrediu.
- Oh meu Deus. Como ele esta? Cadê ele?
- Ele esta no quarto de Trowa, venha eles estão acordados.
Heero conduziu Duo até o quarto de Trowa e abriu a porta. Eles encontraram Quatre sentado endireitando o cabelo, Trowa havia se levantado e se vestido. Duo viu o loirinho com o rosto machucado e a pele marcada ele correu até a cama abraçando o loirinho em quanto chorava, Quatre podia sentir a tristeza de Duo, ele acariciou as costas dele balançando-o levemente como se embalasse uma criança.
- Por que ele fez isso?
- Tudo bem Duo, eu estou bem.
- Não esta não você tá todo machucado, como ele teve coragem. Por que Rashid não fez alguma coisa.
- Duo o que ele poderia ter feito?
- Eu não sei, mas ele não deveria ter feito isso com você.
- Você conhece as leis de meu povo Duo, sabe que meu pai e minha família vivem por essas leis. E eu as quebrei quando me apaixonei por outro homem.
- Leis estúpidas...ele não deveria...você sempre foi tão doce...sempre tão gentil...ele não podia ter feito isso com você.
- Não o odeie Duo. Não fará bem a você também o considera como a um pai.
- Não ele não é um pai, nenhum pai pune seu filho por seguir seu coração.
- Duo olhe para mim.
Duo levantou a cabeça e olhou os olhos claros de Quatre, eles transmitiam tanta paz e bondade, mesmo depois de tudo o que havia sofrido. Quatre enxugou os olhos de seu melhor amigo e beijou sua testa trazendo sua cabeça para encostar-se a seu ombro. Heero e Trowa assistiam a tudo em silêncio ambos admirados pela força do jovem humano.
- Se você ficar triste com ele eu terei que ficar triste também, triste por saber que meu pai jamais entendera e aceitara o quanto eu sou feliz por conhecer Trowa, por deixa-lo me amar e por ama-lo. Um dia eu sei que ele compreendera que não se pode escolher a quem se ama. Eu já o perdoei pelo o que ele fez e peço que faça o mesmo.
- Eu vou tentar. Como ele soube?
- Alguém deixou uma carta contando que me viu aos beijos com Trowa.
- Uma carta? Mas quem poderia tê-la escrito?
- Eu não sei e não me importa.
- Como não importa alguém o prejudicou Quatre, seu pai poderia...
- Esta tudo bem, esqueça.
- Mas...
- Sem mais a gente tem uma conversa com o Wu-Fei hoje não é.
- É, mas eu vou falar com ele e você fica aqui.
- Não ficamos de falar com ele junto e é o que faremos.
- Mas você não deve...
- Quatre não acha melhor você..
- Não eu não estou incapacitado, as dores não são fortes, e eu tive um bom enfermeiro, não acho que deva ficar deitado nessa cama até que não sinta nada.
- Então vocês dois tomam o café da manhã e eu mandarei Chold leva-los ao templo mais tarde.
- Mas Heero...
- Quatre tem razão Trowa se ele pode andar é melhor que ele e Duo falem com o humano Wu-Fei, nós temos que conversar, o clã Maganac chega essa tarde e outros assuntos devem ser discutidos antes disso.
- Está bem nós desceremos logo.
Duo se soltou dos braços do loirinho e o beijou na testa saindo do quarto de Trowa acompanhado por Heero. Trowa olhou para Quatre que procurava se levantar da cama com uma certa dificuldade, o vampiro se aproximou para ajuda-lo o humano sorriu ao ver o vampiro o amparando, assim que se viu de pé o lençol caiu a seus pés revelando sua nudez e o fazendo ficar vermelho devido ao olhar de luxúria nos olhos verdes. Trowa achava encantador a forma como Quatre ficava vermelho, nem parecia o mesmo Quatre que o agarrara há poucos minutos. O vampiro caminhou até o guarda roupa procurando algo com que pudesse vestir seu anjo, uma vez que tinham estaturas diferentes então se lembrou de procurar na maleta que trouxera ontem. Quatre caminhou até Trowa que tinha colocado a maleta em cima da mesa, o humano o abraçou por atrás deslizando suas mãos pelos braços do vampiro.
- Quatre.
- Eu te amo Trowa prometa que vai ter cuidado.
Trowa se virou olhando nos olhos do humano que pareciam tristes e apreensivos, ele não entendia o que Quatre queria dizer sobre ele tomar cuidado. Quatre não sabia o que estava acontecendo, mas de repente sentira um calafrio e uma sensação estranha a respeito do vampiro que amava, como se algo de muito ruim fosse acontecer em breve.
- O que houve meu anjo?
- Eu não sei é que...eu não consigo explicar, mas de repente me senti como se algo horrível fosse acontecer conosco, algo que..
- Shhhh não diga nada, nada vai acontecer comigo ou com você. Estaremos sempre juntos Quatre não deixarei que nada lhe aconteça e terei cuidado por nós dois.
- Mas..
- Sem mais ou meio mais. Estaremos sempre juntos.
- Sempre.
Trowa capturou os lábios do humano descendo suas mãos fortes pelas costas de Quatre o puxando para perto de si, ele sentia o mesmo que Quatre a sensação de perigo, a sensação de algo estava para acontecer, algo inexplicável e aterrador. Ele se afastou do humano acariciando o rosto claro, o vampiro deu um sorriso e mostrou a maleta ao humano.
- Sua irmã me deu ontem, ela ficou de trazer outras hoje.
- Devo agradecer a Iria depois.
Quatre pegou uma calça azul clara e uma camisa branca de mangas compridas, Trowa o puxou e mostrou-lhe o banheiro com uma banheira para duas pessoas Quatre virou-se para o vampiro e deu um meio sorriso.
- Você me acompanha.
- Com prazer.
Duo estava sentado na cozinha com o rosto corado, pois estava sentado em frente a Heero e no mesmo local que havia sido possuído pelo vampiro há algumas horas atrás. Heero observava o rosto do humano que parecia envergonhado e que estava evitando encarar Kimitsu que dava ordens aos empregados. Quando o antigo empregado os viu chegando à cozinha, o mesmo os agradeceu por terem organizado a cozinha, Duo ficou tão vermelho que Heero teve que rir e o abraçou o puxando para sentar-se antes que o humano tivesse um treco, tamanha a vergonha.
Quando Duo viu a mesa arrumada e com uma variedade surpreendente de comida ele olhou para Heero encantado, o vampiro havia dito que iria preparar seu café da manhã, mas não era um simples café da manhã parecia mais um banquete. Havia leite, suco, café, chá, torradas, panquecas, biscoitos, bolos e pães dos mais variados. Heero via a surpresa e a incredulidade nos olhos humanos, Duo se levantou e beijos os lábios de Heero suavemente, depois encostou sua testa na dele e esfregou a ponta de seu nariz no do vampiro. Duo podia ver o calor nos olhos de Heero que havia ficado desconcertado com o carinho, ele abraçou o humano pela cintura o fazendo sentar em seu colo.
- Obrigado Hee-chan a mesa esta maravilhosa, jamais vi um café da manhã mais completo que esse nem na casa do Quatre.
- Fico feliz que tenha gostado.
Heero começou a beijar o pescoço do humano o mordendo levemente arrancando um gemido do humano que sentiu seu desejo crescendo, sabia que deveria parar Heero antes que eles ocupassem a mesa da cozinha novamente, mas o desejo pelo vampiro era tão forte que Duo sentia sua vontade sendo minada ainda mais quando sentiu o carinho das mãos de Heero no meio de suas pernas. Duo gemeu e instintivamente abriu mais as pernas, ele sentiu a protuberância em baixo de seu traseiro e sorriu se esfregando desavergonhadamente nele e arrancando um gemido rouco de Heero. Eles haviam se esquecido completamente de onde estavam quando ouviram uma voz soar levemente divertida acompanhada de um riso baixo.
- Vocês deveriam procurar um quarto. Esse tipo de coisa não é para ser feita na cozinha e na frente dos empregados.
Duo pulou assustado do colo de Heero ficando com o rosto vermelho ao perceber o que haviam feito, ele viu que alguns empregados davam pequenos sorrisos o que indicava que eles tinham ido longe demais. Duo fechou a blusa que não se lembrava de quando tinha sido aberta e puxada de dentro das calças, ele passou as mãos pelo cabelo que tinha alguns fios soltos da trança. Ele olhou para Trowa e Quatre parados próximos a porta, o vampiro de olhos verdes tinha um olhar divertido e Quatre ria com as faces vermelhas, isso fez com que Duo desejasse que a terra se abrisse e ele fosse tragado por ela.
Heero simplesmente resmungou algo e olhou na direção dos empregados que pararam de rir e fugissem do olhar frio que o vampiro de olhos azuis como o cobalto lhes dirigia. Ele se levantou e tentou colocar as mãos na cintura do humano que recuou.
- Não Heero é melhor ficar bem longe de mim, viu o que você fez.
- Eu não fiz nada foi você quem começou. Alem do mais quem mandou ser tão delicioso.
- Heero.
Duo gemeu o nome de Heero ainda sobre a influência do desejo que parecia queimar seu corpo. O vampiro se aproximou e o sentou na cadeira sussurrando em seu ouvido de forma que apenas o humano pudesse ouvir.
- Melhor você ficar sentado assim fica mais fácil esconder a evidencia de seu desejo. Vou deixa-lo com Trowa e Quatre por alguns minutos preciso de um banho frio antes que eu ceda tentação de toma-lo novamente sobre a mesa, eu já volto.
Heero beijou o pescoço de Duo e mordeu o nódulo de sua orelha, o humano ofegou e mordeu o lábio inferior, ele também sentia que precisava de um outro banho frio. Ele viu o vampiro passar por Trowa e Quatre e se encaminhar para o quarto, os outros dois se sentaram a mesa com um Duo vermelho e sem graça, o loiro começou a rir e Duo jogou uma fatia de pão no amigo rindo junto com ele. Trowa observava os dois humanos rirem e teve que dar um meio sorriso que morreu antes mesmo que tomasse forma ao ouvir Kimitsu o chamando mentalmente o que não passou despercebido a Quatre.
"
- Sr Barton, Makoto [3] disse que tem algo a lhe falar. Parece que um dos homens viu algo estranho noite passada.
- Peça que ele vá até o escritório já irei falar com ele.
- Sim senhor.
"
Trowa se levantou sendo observado por Quatre e Duo, ele acariciou o rosto do primeiro e se desculpou.
- Eu tenho que resolver uma coisa agora, não poderei lhes fazer companhia.
- Algum problema Trowa?
- Nada com que deva se preocupar meu anjo. Não esqueça de falar comigo antes de sair.
- Está bem.
Trowa beijou os lábios de Quatre deixando os humanos a sós. Quando chegou na biblioteca encontrou o empregado responsável pela segurança do castelo, ele era um homem de cabelos pretos lisos, olhos escuros, alto e com um físico proporcional ao seu 1,90 mts e com a função que ocupava. O humano assim que viu o vampiro se curvou a fronte em sinal de respeito, Trowa curvou-se ligeiramente em cumprimento.
- Diga-me o que aconteceu.
Quatre e Duo conversavam na cozinha sobre como contariam verdade a Wu-Fei sobre Heero, Trowa e os outros.
- Acha que ele vai acreditar Quatre?
- Não sei acho que sim, mas aceitar é algo totalmente diferente.
- Mas ele precisa saber.
- Sim precisa isso se ele já não desconfiar que existe algo de estranho em Trowa e Heero.
- É ele sempre foi muito perspicaz.
- É verdade e sempre foi justo mesmo que chegue ao extremo.
- É verdade. Bem o tempo ta passando é melhor a gente ir logo. Tem certeza que você ta legal para ir Quatre?
- Tenho Duo não se preocupe.
- O que acha da gente almoçar no Sandrock ou no Heavyarms e antes que diga alguma coisa eu pago.
- Ok se bem que não ache que vá ter fome depois dessa comida toda.
- Que isso Quatre sempre existe lugar para o almoço mesmo depois desse café da manhã maravilhoso que o Hee-chan fez.
- Hee-chan?
- Mm meu Hee-chan.
- Duo quantas vezes eu vou precisar dizer para não me chamar assim.
Antes mesmo de ouvir a voz grave do vampiro dentro da cozinha Duo sentiu a presença dele e teve que rir, ele se virou e sorriu para o vampiro que se aproximava com uma expressão seria no rosto, mas que era denunciada pelo calor nos olhos.
- Ah Hee-chan é tão bonitinho né Quatre.
Quatre teve que rir da expressão de Heero que sacudiu a cabeça e puxou a trança do humano arrancando um grito assustado pelo surpresa de ter ser cabelo puxado.
- Heero!
- Baka.
Heero deu um meio sorriso e se sentou de frente para Quatre e ao lado de Duo.
- Cadê o Trowa?
- Ele disse que tinha que resolver umas coisas Hee-chan.
Heero olhou para o humano que mostrou a língua se levantando.
- A gente vai até a cidade conversar com o Fei.
- Tudo bem tomem cuidado na cidade.
- O que você quer dizer Heero?
- Apenas que tomem cuidado Quatre. Os dois.
Heero olhou para Duo com uma expressão que ele não conseguiu identificar. Quatre achou melhor deixar-los sozinhos e procurar por Trowa para avisa-lo que estavam saindo, ele o encontrou saindo da biblioteca.
- Trowa nós já estamos indo.
Makoto estava se preparando ara deixar os dois a sós quando Trowa pediu que ele esperasse.
- Com licença Sr.
- Espere Makoto quero que você e Aliandro acompanhem Quatre e Duo até a cidade.
- Como quiser Sr.
- Trowa?
- É necessário meu anjo.
Trowa passou os braços ao redor dos ombros de Quatre o beijando no alto da cabeça, ele precisava contar a Heero o que acabara de descobrir sabia que assim que ele soubesse não deixaria que Duo voltasse a cidade, não podia culpa-lo sentia-se da mesma forma em relação a Quatre. Mas sabia também que não poderia impedir os humanos de irem o máximo que poderia fazer era enviar dois de seus melhores homens. Makoto e Aliandro enquanto fosse dia os humanos eram suficientes para protege-los.
Quatre e Trowa encontraram Heero e Duo na entrada principal, eles saíram e encontraram duas Mercedes pretas paradas na entrada assim como os dois homens que Trowa encarregara de proteger Duo e Quatre enquanto eles estivessem na cidade. O vampiro de olhos azuis olhou para Trowa procurando uma explicação a qual foi dada mentalmente.
"
É necessário para a segurança deles
Descobriu algo?
Sim e você não vai gostar
"
Duo notou que alguma coisa havia acontecido, mesmo que a expressão de Heero continuasse a mesma, ele sentia que algo o estava preocupando e a presença daqueles dois homens junto ao segundo carro os aguardando não melhorava em nada essa sensação.
- Heero?
- Duo, Quatre esses são Makoto e Aliandro eles vão acompanha-los a cidade e se encarregaram de...
Duo e Quatre notaram a pausa feita por Heero ele parecia que ia dizer alguma coisa, mas acabou mudando de idéia no ultimo instante. Heero não queria preocupar os humanos ainda mais Duo que parecia um tanto quanto apreensivo, sabia que o humano agora por um motivo que ainda não sabiam como, podia sentir claramente sua presença, seus pensamentos e sentimentos mais fortes. Mas a apreensão que sentia vir do humano se devia a algo que Heero não conseguia descobrir, Duo estava estranho desde que o encontrara caído no chão do quarto não se lembrando sobre o que havia acontecido. E depois que as espadas entraram em contato com eles, o humano ficou ainda mais estranho. E ainda havia o cheiro que ele encontrou quando voltou ao quarto na madrugada, um cheiro que sabia conhecer, mas que não conseguia lembrar. O vampiro tentou esquecer o assunto por enquanto, Duo escondia algo isso era certo, ainda assim o vampiro se obrigou a sorrir e continuou.
- Eles se encarregaram de que vocês voltem antes do sol se pôr.
Duo riu sabia que Heero havia mentido que estava escondendo algo, mas não iria perguntar, pois se o fizesse também teria que contar o que achava que tinha acontecido de madrugada e não queria se preocupar com isso no momento. Sabia que a preocupação de Heero se devia a algo importante e que o vampiro estava lutando entre a vontade de deixa-lo ir até a cidade e a vontade de mantê-lo no castelo e antes que a ultima prevalecesse ou que traísse a si mesmo contando tudo ao vampiro Duo pretendia estar a caminho da cidade, pois sabia que se contasse que o que achava ter acontecido o vampiro o trancaria dentro do castelo e sabia que isso não o manteria seguro.
O humano beijou o vampiro na bochecha se fingindo magoado e puxou Quatre pela mão em direção ao primeiro carro onde Chold os aguardava com a porta aberta. Quatre acenou para Trowa antes de ser empurrado para dentro do carro. Duo sentou-se ao lado de Quatre no banco traseiro sem olhar novamente para Heero que acreditava ter magoado o humano com suas palavras. Makoto e Aliandro entraram no carro de trás e ligaram o veiculo seguindo o primeiro carro. Quatre olhou para Duo que piscou um olho para o amigo colocando metade do corpo para fora da janela com o carro em movimento enquanto berrava para o vampiro.
- Heero!
Heero olhou para o humano dependurado na janela do carro que havia diminuído a velocidade.
- Eu ainda sei ver as horas. Voltaremos antes que tenham a chance de sentirem nossa falta.
Duo jogou um beijo para o vampiro que sorriu. Quando os vampiros se preparavam para entrar no castelo, Duo se colocou novamente para fora da janela e berrou.
- Eu te amo Hee-chan.
Heero resmungou e Trowa começou a rir enquanto o humano permanecia com metade do corpo para fora da janela a longa trança caída por sobre o ombro enquanto mantinha um sorriso nos lábios. Heero sorriu e começou a entrar enquanto dizia baixinho quase como um sussurro que ainda sim sabia que o humano ouviria em seu coração.
- Eu também te amo Baka.
Duo voltou para dentro do carro e sorriu enquanto suspirava sim ele havia escutado as palavras em seu coração e isso o encheu de alegria e gozo. Quatre também sorria contagiado pela alegria de Duo. Duo abraçou Quatre e beiju seu rosto ele sentia-se leve e cheio de esperança como nunca estivera antes, mas então seu coração se comprimiu e Quatre sentiu a dor de seu amigo.
- Duo?
- Eu estou bem Quatre.
Quatre notou os olhos marejados e Duo levar a mão ao peito segurando a camisa com força, não ele não estava bem, então ele viu Duo começar a soluçar. Ele viu através dos olhos do amigo o que o afligia, ele sabia e partilhava de seu sofrimento, eles estavam trilhando um caminho sem volta, um caminho que poderia ser tirado debaixo de seus pés a qualquer momento, um caminho onde a única certeza e que não estavam sozinhos nele. Quatre trouxe a cabeça de Duo para repousar em seu colo retirando a franja de sua testa.
- Vai dar tudo certo Duo.
- Não... não vai e você sabe disso. Eu...eu não contei algo a Heero, eu deveria ter falado, mas eu... sabia que se dissesse ele não me deixaria ir a cidade falar com Wu-Fei.
- O que você não disse a ele?
- Eu nem tenho certeza se realmente aconteceu Quatre, embora uma parte de mim diga que aconteceu mesmo que eu tente negar isso.
- Você pode me contar Duo.
- Se eu contar a você Trowa vai saber e contara a Heero.
- Acho que Heero já sabe, pelo menos Trowa esta contando algo a ele neste momento e acho que ele não gostou do que ouviu.
Duo olhava para o amigo que falava com um olhar distante. Quatre e Trowa partilhavam de uma ligação ainda mais forte que ele e Heero, não havia segredos entre os dois ainda mais agora que Trowa havia partilhado uma parte de seu sangue com o humano a ligação entre eles se tornou mais forte. Mas Duo não queria contar ele sentia arrepios apenas em lembrar, ele nem ao menos tinha certeza se realmente havia acontecido ou se ele havia imaginado o fato, a questão era que ele tinha uma ligeira sensação que ele recordara apenas por causa da espada e isso o estava incomodando, ele sentia-se vigiado pela criatura de olhos dourados. Quatre podia sentir a confusão do amigo algo o tinha abalado profundamente, ele podia sentir lhe o medo, a confusão.
- Duo se você contar talvez você se sinta melhor.
Duo pensou por alguns instantes ele precisava contar a alguém ou acabaria enlouquecendo.
- Ontem depois que eu e Heero nos entendemos. Eu acordei a noite. Você sabe que como às vezes eu acordo no meio da noite com fome ou sede.
- É eu sei, você consegue acordar ás três da madrugada se empanturrar de comida e cair num sono tranqüilo depois.
- É..bem não foi muito diferente ontem, o dia estava quase clareando, acho que deveria ser quase quatro da manhã. Eu acordei nos braços de Heero e....
***Flashback***
Duo acordou desorientado sentindo uma mão descansando em sua cintura e a maciez dos cabelos de Heero em seu pescoço. Ele reconheceu o lugar como o quarto de Heero, ele ficou pensando como chegará até ali, ele apenas lembrara que sucumbiu ao sono após ter seu corpo tomado novamente pelo vampiro, lembrar das caricias e da forma como havia sido possuído fez com que começasse a ficar excitado, mas ele se sentia com fome também.
Duo tinha o péssimo habito de levantar para comer algo de madrugada às vezes ele comia uma fruta e tomava um copo de leite, mas hoje ele sentia-se faminto e sabia que sua refeição tradicional de madrugada não resolveria. Ele decidiu desceu e procurar algo na cozinha, mas primeiro ele tinha que deixar a cama sem acordar o vampiro. Ele segurou o pulso da mão que descansava em sua cintura e ergueu devagar o braço, mas antes que tivesse a chance de saber o que tinha acontecido se viu preso contra a cama com o peso de Heero sobre si.
- Heero eu pensei que estivesse dormindo.
- Ainda é noite vampiros dormem de dia. E aonde pensa que ia mocinho?
- Eu tô com sede Heero.
- Sede.
- Hum... hum.
- Eu ia beber água na cozinha e fazer uma boquinha.
- Boquinha há essa hora?
- Eu tô com fominha.
- Fominha...eu também tô com fominha.
- É.
- Hum...hum.
Duo viu o olhar de Heero ficar escuro e soube exatamente a que tipo de fome o vampiro se referia. O vampiro começou a beijar o corpo do humano enquanto prendia seus braços sobre a cabeça. O vampiro começou a explorar o corpo do humano com a língua, percorrendo toda a superfície, do pescoço a clavícula, os braços, os mamilos, ele sentiu a respiração do humano se tornar mais pesada e ele começar a gemer baixinho, os sons roucos produzidos pelo humano enviavam descargas por todo o seu corpo estimulando seu membro que se tornou desperto. Duo sentiu o membro de Heero se pressionar contra sua coxa, ele também se sentia da mesma forma, ele sorriu maliciosamente enquanto dizia.
- E você gostaria de algo em especial. Eu sou um ótimo cozinheiro.
- Hn eu prefiro comer o cozinheiro.
- Aahhh...
- Inteiro.
- Oh... meu.... Deus Heero.
Alguns minutos depois:
- Heero eu Tô fome.
- Se você esperar mais uma hora Kimitsu já terá acordado e você poderá tomar o café da manhã.
- Até lá eu já terei morrido de fome.
- Tudo bem eu vou pegar alguma coisa para você comer na cozinha, afinal eu acabei de devorar um prato delicioso e nada mais justo que você também coma alguma coisa.
Heero se levantou e procurou pela calça do seu pijama, Duo começou a se levantar enquanto dizia.
- Eu vou com você.
- Não precisa fique. Eu volto em alguns minutos, mantenha a cama aquecida e tente não dormir.
- Eu não estou com sono.
- Sei.
- Não demora.
Heero beijou o humano e seguiu em direção a porta antes de sair deu uma olhada para o humano deitado na cama com um sorriso nos lábios, os cabelos soltos caindo por sobre um dos ombros. Ele se ordenou a sair do quarto e procurar algo que o humano pudesse comer. Duo viu Heero saindo do quarto, ele estava meio sonolento depois de fazer amor com o vampiro, mas havia prometido se manter acordado. Ele olhou para janela e viu a lua no céu, se levantou não se importando com sua nudez e se aproximou da janela olhando para fora. O céu estava repleto de estrelas, o vento estava fresco arrepiando a pele, fios de seu cabelo esvoaçavam no vento e ele teve que segurar os fios que caiam por sobre o rosto. Duo olhou para baixo na direção do inicio da floresta, mas não viu nada além de sombras e escuridão estava retornando para a cama quando um brilho dourado chamou sua atenção, ele retornou o procurando, mas o brilho havia sumido, ele forçou a vista tentando ver alguma coisa mais não viu nada, sacudindo a cabeça ele voltou para a cama se enfiando embaixo dos lençóis.
Duo fechou os olhos por um instante e não viu a nevoa escura vir pela janela e se espalhar pelo chão do quarto se detendo próxima à cama. Duo sentiu que havia alguém com ele no quarto, mas por algum motivo não conseguia abrir os olhos com medo do que veria, ele se forçou a abri-los e viu ao pé da cama uma mulher de cabelos cacheados até os ombros, os fios tão claros que Duo poderia jurar que eram brancos, os olhos de um tom dourado que pareciam brilhar. Duo pensou em pronunciar o nome de Heero, mas antes que tivesse a chance a mulher já havia se aproximado e coberto seus lábios com as mãos frias. Ele ouviu a voz da mulher em sua mente, um som suave que até pareceria agradável se não o tivesse arrepiado e enchido de terror.
"É você o escolhido. Hum o cheiro do medo tão doce quanto o sangue quente a correr em seu corpo. Sssshhh não tema não vou mata-lo, minha senhora pediu-me apenas para encontra-lo".
A mulher lambeu o pescoço de Duo o fazendo tremer. A mulher começou a cheirar o corpo do humano dando um sorriso. Duo sentia-se paralisado, ele queria afasta-la, mas seu corpo não obedecia. Sabia que a mulher não era humana, ele sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, tamanho o ódio por não poder afasta-la de si. A mulher deslizou a mão fria pelo rosto e desceu pelo tórax do humano se detendo no abdômen.
"Hum você tem o cheiro de um vampiro em seu corpo, você se deitou com ele há pouco. Diga quem ele é, não eu posso descobrir... sim é ele o vampiro que ela procura é dele o cheiro em seu corpo. Ela não vai gostar disso humano. Ela não terá nem a metade da piedade que eu teria com você".
Duo viu as presas da mulher crescerem ele sabia o que ela pretendia, mesmo que ela não tivesse ordens para mata-lo sabia que ela o faria, mas ele não pretendia permitir isso. No salão abaixo do castelo Yami começou a irradiar um brilho dourado que se espalhou pelo salão. Duo percebeu que tinha o controle sobre seu corpo novamente e empurrou a mulher para o chão com toda a força. Ele conseguiu sair da cama e correu para a porta mais a mulher se colocou entre ele e a saída, Duo começou a recuar ele pretendia chamar Heero mentalmente, mas antes que tivesse tempo de terminar de pronunciar o nome do vampiro a mulher segurou o seu rosto o obrigando a olhar dentro de seus olhos. Duo sentiu-se tonto e caiu desacordado no chão.
A mulher deixou o quarto tão silenciosamente quanto chegou, segundos depois Heero entrava no quarto encontrando Duo caído no chão.
***Fim Flashback***
- Quando acordei não me lembrava de nada apenas que tinha ido até a janela ver o céu.
- E Heero o que disse quando o encontrou no chão caído?
***Flashback***
- Duo! Duo!
- Hum
- Duo fala comigo.
- Hee-chan?
- Graças a Deus. O que houve Duo?
- Não sei. Eu vi a lua e me levantei para ver o céu e não me lembro o que aconteceu. O que houve?
- Eu encontrei você caído no chão eu o ouvi me chamar.
- Eu te chamei?
- Sim meu amor, sua voz parecia tão assustada e você não terminou de pronunciar o meu nome.
- Eu não me lembro. Eu não sei Hee-chan, mas me abraça, por favor.
- Sim Duo.
Heero tomou o humano nos braços o carregando para a cama e o abraçou fortemente.
***Fim Flashback***
- E foi isso.
- Sem dúvida não era humana. Ela...
- Sim ela teria me matado Quatre ontem.
- Heero não vai gostar de saber.
- É eu sei.
Duo ficou calado e fechou os olhos sentindo Quatre segurar sua mão. Ele não queria falar sobre o terror que havia sentido, onde a única coisa em que pensava era em não perder o vampiro agora que a felicidade havia invadido a sua vida. Eles já se encontravam na cidade, passando pelo correto da praça, se levantou e enxugou o rosto ele olhou para a cidade e apesar do dia claro ela lhe pareceu escura.
Enquanto isso no castelo:
Heero estava em seu quarto deitado na cama lutando contra a vontade de ir atrás de Duo na cidade. Ele estava com raiva e apesar de saber ser impossível estava morrendo de dor de cabeça. Heero tentava se acalmar sabia que de nada adiantava culpar Trowa pelo que aconteceu não havia sido culpa dele, mas sua de não ter previsto que isso pudesse acontecer.
"Por que eu não me lembrei? Ele poderia estar morto agora. Eu fui negligente com sua segurança achando que estaria seguro atrás das paredes desse castelo. Não cometerei o mesmo erro duas vezes".Heero sabia que tinha que se desculpar com Trowa, mas ele não e sentia a vontade para faze-lo no momento. Ele fechou os olhos pensando no que acontecera há poucos minutos.
******
Heero e Trowa entraram após a partida de Quatre e Duo para a cidade. Heero sinalizou a Trowa que o seguisse até a sala de leitura para conversarem, Trowa o seguiu sabia que a conversa não seria nada agradável. Eles entraram na sala e Trowa fechou a porta. Heero se sentou no sofá e Trowa se sentou na poltrona em frente a ele.
- Muito bem Trowa qual o motivo de Makoto e Aliandro terem ido com eles.
- Primeiro eu vou contar o que Makoto me disse assim você compreendera o motivo de tê-los mandado.
- Está bem conte.
- Um dos empregados um humano chamado Niida ele estava fazendo a ronda em volta do castelo, como sempre. Ele disse que por volta das cinco horas ele viu algo se movendo perto da parte oeste do castelo, quase no inicio da floresta.
- À parte oeste do castelo é onde fica o meu e seu quarto.
- O que ele viu exatamente?
- Ele disse que teve a impressão de ter visto as sombras da floresta tomarem forma e se moverem em direção ao castelo. Ele vasculhou o inicio da floresta, mas não viu nada, quando se virou ele acha que viu uma nevoa escura entrar pela janela do seu quarto. Ele disse que a iluminou com a lanterna, mas não viu nada e achou que foi impressão, ele contou a Makoto que achou que deveria saber.
- As sombras da floresta tomaram forma? Nevoa escura? O cheiro em meu quarto!
- Cheiro?
- De madrugada Duo sentiu fome eu fui até a cozinha prepara algo para ele, eu o ouvi me chamar quando cheguei no quarto ele estava desacordado no chão. Mas Duo e o quarto estavam impregnados com um cheiro estranho, no momento que o senti eu sabia que conhecia o cheiro, mas não consegui me lembrar ao que pertencia. Droga!
Heero se lembrou de encontrar Duo caído no chão. Ele havia ouvido o humano o chamar, na verdade a voz dele ecoou em sua mente por um segundo, o humano não havia chegado a pronunciar o seu nome apenas as três primeiras letras antes de se calar, mas ele havia sentido o medo presente nelas, sem pensar em mais nada correu para o quarto encontrando o humano caído no chão. Ele se aproximou dele e sentiu um cheiro estranho, um cheiro que conhecia, mas que não estava presente no quarto antes e o mesmo cheiro cobria o corpo do humano.
Heero se lembrou ao que pertencia o cheiro, ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro como se fosse um animal enjaulado. Ele olhava para Trowa como se fosse mata-lo, como ele pode não contar o que havia acontecido, como pode permitir que Duo e Quatre fossem a cidade, mas o que mais o enraivecia era como ele havia sido tão burro a ponto de não ter lembrado o que aquele cheiro significava. Trowa sabia que Heero estava furioso seus olhos estavam vermelhos e sedentos, nunca ele havia visto o vampiro dessa forma, ele sentia que a qualquer momento Heero partiria para cima dele.
- Por que não me contou isso antes deles partirem.
- Sabia que se contasse não o deixaria ir.
- Mas é claro que não. Você não tem idéia do que você fez, se tivesse me contado isso antes.... eu deveria mata-lo por isso.
- Eu sei disso Heero, mas...
- Sem mais, você não tem noção do fez Trowa. Eu vou para o meu quarto antes que eu faça algo com que vá me arrepender depois.
Trowa viu Heero saindo da sala batendo a porta, sabia que o amigo estava aborrecido sem falar que estava com raiva dele. Trowa olhou para o relógio era quase duas horas da tarde em poucas horas o clã Maguanac chegaria, ele pensava se havia tomado a decisão certa ao deixar que eles fossem apenas acompanhados apenas pelos dois humanos.
******
Heero se levantou saindo do quarto de nada adiantaria ficar ali se sentindo culpado. Medidas tinham que ser tomadas e ele precisava se desculpar com o amigo. Trowa ainda estava na sala de olhos fechados se indagando se agira corretamente, talvez Heero tivesse razão, talvez devesse ter impedido os humanos de irem a cidade.
"Será que eu tomei a decisão certa quanto a isso".
"Tomou Trowa".
- Heero!
Ele viu o outro vampiro entrando e se sentando novamente no sofá.
- Peço que me desculpe Trowa eu não tinha o direito de trata-lo dessa forma.
- Eu é que peço desculpas deveria ter te contado antes deles saírem.
- Não você agiu certo, eu não teria permitido que Duo fosse se soubesse disso. Eu sinto como se tivesse falhado em protege-lo.
- Você seria incapaz de falhar com ele Heero.
- Não sei. Mas isso não importa agora o importante e saber onde eles se escondem e se Duo sabe de alguma coisa eu o achei um tanto estranho quando saiu.
- Acha que ele lembra sobre o que aconteceu?
- Acho que ele se lembrou e não quis me dizer.
- O que acha que o empregado viu?
- Um necro [4].
- Necro? Mas eles não haviam sido todos mortos?
- Parece que nem todos. Os Necrófagos [5] são um clã muito mais antigo que o nosso e diferentemente de nós não se alimentam de sangue, apesar de o beberem. O que me intriga é o que eles vieram fazer aqui, eles não gostam de vampiros tanto quanto nós não gostamos deles.
- Acha que eles se uniram aos Peacecraft?
- Talvez... não quero nem imaginar o que Relena prometeu a eles.
- É eu também não.
Enquanto isso na cidade:
O carro com Duo e Quatre parou em frente ao templo Shenlong, o segundo carro parou logo atrás deles. Makoto e Aliandro desceram do veiculo e caminharam até o primeiro, eles olharam em volta e somente depois abriram as portas do primeiro veiculo permitindo que Quatre e Duo saíssem do carro. Duo tentava se costumar, ele teria pulado do carro assim que o mesmo parou, mas Chold pedira que esperassem os seguranças observarem a região por alguns instantes verificando se era seguro.
- Acho que não que vou me acostumar com isso.
- Com o tempo você se acostuma.
- Você já passou por isso Quatre?
- Sim quando era pequeno eu quase fui seqüestrado então meu pai resolveu reforçar a segurança. Eu andava acompanhado por minha mãe, Rashid e um grupo de seis homens.
- Nossa.
- Você acaba se acostumando, esse foi um dos motivos que levaram meus pais a vir para Epyon. Eles queriam um lugar seguro e tranqüilo para criar a mim e Iria.
- Melhor para mim que acabei conhecendo um amigo.
Eles subiram as escadas que davam acesso ao templo tendo Makoto à frente e Aliandro atrás deles. Quando chegaram no topo Quatre sentia-se um pouco cansado e Duo parou com ele até que se recuperasse um pouco, então eles viram o chinês segurando sua espada vir correndo até a entrada recepciona-los. Ele estava suado o que significava que estava treinando, pareceu preocupado e aliviado em vê-los.
- Oi Fei, tudo em cima.
- Maxwell, Winner e bom vê-los como está Quatre eu soube do que aconteceu.
- Do que você esta falando Wu-Fei.
- Que seu pai o expulsou eu sinto muito.
Quatre e Duo se olharam e ficaram tentando imaginar como Wu-Fei havia descoberto. Quatre abaixou a cabeça e ficou imaginando quem mais saberia disso na cidade. Duo olhou para o amigo de cabeça baixa e virou-se para Wu-Fei.
- Como soube Wu-Fei?
- Bem eu fui até a cidade comprar algumas coisas para o meu avô e me encontrei com Noin, estávamos conversando sobre o desaparecimento de Karl e Melissa.
- Como assim desaparecimento?
- Não estão sabendo parece que eles não voltaram para casa ontem.
- Eles podem ter fugido juntos.
- Não Noin me disse que ela e Milliardo encontram com Karl ontem ele estava indo para casa e parecia assustado. Alem do mais outras pessoas também sumiram.
Duo e Quatre se olharam e Wu-Fei estranhou o olhar que um lançou para o outro. Duo se lembrou da pergunta inicial que havia feito a Wu-Fei.
- Mas não é isso que quero saber no momento. Como soube de Quatre?
- Como em dizia eu estava....
- Fofocando com a Noin.
- Conversando Maxwell.
- Se você diz.
- Há há.
- Você também Winner.
- Desculpe Wu-Fei.
- Bem eu estava CONVERSANDO com a Noin.
Duo teve que prender um riso ele adorava provocar o chinês sempre tão serio, mas o que ele disse a seguir fez seus olhos se escurecerem de raiva.
- O que?
- O que o que Maxwell, você não estava prestando atenção no que eu disse.
- Duo?
- Você disse Dorothy?
- Sim eu falava com a Noin quando a Dorothy chegou e perguntou se eu sabia o que havia acontecido com o Quatre. Eu disse que não e ela disse que tinha ouvido dizer que seu pai havia lhe expulsado de casa por que descobriu sobre você e Trowa.
- Ela não tinha como saber isso. A não ser.
Duo saiu correndo escada abaixo, Quatre ainda tentou detê-lo, mas seu corpo não permitiu, Aliandro saiu atrás de Duo, mas ele corria muito rápido tomado pela raiva. Quatre olhou para Wu-Fei e eles foram atrás de Duo que já havia desaparecido. Chold viu Duo passar correndo em direção a cidade, o templo ficava a dez minutos a pé da cidade, mas Duo fez o percurso na três, ele parou na praça olhando ao redor procurando pela garota, ele a viu saindo do mercado 24hs, ele correu até ela a segurando bruscamente pelo braço, a garota gritou assustada, chamando a atenção de Milliardo dentro do mercado que saiu para ver o que estava acontecendo.
- Diga, foi você não foi.
- Solte-me você esta me machucando.
- Eu pretendo machucar ainda mais.
- Duo solta ela.
- Não se mete Milliardo.
Duo gritava com Dorothy seus olhos brilhando perigosamente. Milliardo jamais havia visto o rapaz tão furioso, ele não sabia o que a garota havia feito, mas sem dúvida deveria ser algo muito grave ou ele não a trataria dessa forma. Aliandro se aproximou para ajudar a moça, mas foi impedido pelo olhar do jovem, ele tinha visto aquele olhar apenas em vampiro, mas o olhar do jovem de cabelos compridos no momento era tão frio e perigoso quanto o da espécie a quem servia.
- Você tem idéia do que você fez sua louca.
- Louco é você.
- Duo solta ela.
Duo olhou e viu Quatre descendo do carro junto com Wu-Fei que tinha sua espada presa na cintura. Dorothy arregalou os olhos ao ver Quatre, ela não esperava encontra-lo ali, ela podia ver a marca arroxeada no rosto do garoto que gostava. Milliardo olhou para o loiro, ele tinha ouvido por sua namorada a historia sobre o herdeiro Winner, conhecendo o pai de Quatre como conhecia, ele podia imaginar o que tinha acontecido e as marcas no rosto do rapaz não desmentiam o fato de que ele havia levado uma surra. Duo puxou a garota com os dois braços a colocando em frente a Quatre ela desviou o olhar mais Duo segurou o rosto dela com forca marcando a pele branca a obrigando a encara-lo.
- Agora diga que você não foi à causadora disso.
Dorothy olhou nos olhos claros do árabe e Quatre soube, sim havia sido ela, movida pelo despeito e amor não correspondido, ela escrevera a carta e deixara em sua casa de modo que a mesma fosse dada a seu pai. Lágrimas caíram do rosto da menina e Quatre olhou para Duo que ainda esperava uma resposta dela, ele apertou mais o braço dela e ela gemeu de dor, Quatre notou que o braço da garota estava marcado. Foi quando ela respondeu baixinho.
- Foi... fui eu quem contou a seu pai. Eu sinto muito Quatre.
- Ora sua.
A raiva de Duo era tanta que ele ergueu o braço para bater nela, Milliardo se aproximou para impedir, ele não podia culpar Duo por querer bater nela, mas seria covardia e sabia que quando voltasse a razão Duo se arrependeria depois. Wu-Fei viu a raiva transbordar dos olhos do amigo e soube o que Duo iria fazer antes que percebesse ele havia se posto ao lado dele e segurado seu braço antes que ele comete-se a loucura que estava pronto a praticar.
Duo olhou para Wu-Fei seus olhos transmitiam toda a raiva e indignação, se Wu-Fei não o conhecesse há muito tempo o olhar dele o teria feito recuar, seu amigo vivia pelas emoções, alegria, dor, raiva, ele as vivia plenamente e as sentia tão profundamente quanto era possível. Wu-Fei já havia visto Duo com raiva, ele era capaz de derrubar um homem com o dobro de seu tamanho se fosse necessário, ele faria qualquer coisa por qualquer pessoa, pois era de sua natureza ser assim, como era de sua natureza proteger os que ama e querer que a justiça fosse feita, mesmo que tivesse que usar as mãos.
Rashid estava voltando para a mansão dos Winner quando viu um certo tumulto em frente ao mercado, ele pretendia passar direto quando seu olhar pousou sobre o jovem mestre parado observando de perto a confusão. Ele se aproximou para ver como o jovem estava.
Duo respirou fundo e balançou a cabeça, as pessoas já estavam ao redor os observando, esperando pelo desfecho da discussão. A garota chorava copiosamente, ele soltou o braço dela e notou a marca roxa ao redor do braço o fazendo praguejar internamente. Todos viram a marca no braço dela, ele havia perdido a cabeça, ele puxou o corpo dela contra o peito a abraçando e consolando. Ele sentiu a menina abraça-lo e ele começou a sussurrar em seu ouvido.
- E sinto muito Dorothy. Sinto por tê-la machucado, por você ter machucado Quatre. Por ele não poder ama-la como você deseja. A gente não escolhe por quem se apaixonar, simplesmente acontece e não podemos fazer nada para mudar isso.
Seu olhar encontrou o de Quatre que sorria. Era verdade eles haviam se apaixonado por alguém do mesmo sexo e que nem mesmo era humano, e ainda sim amavam de todo o coração. Wu-Fei suspirou aliviado, aquele era o amigo que conhecia, num momento pronto a arrancar a cabeça da garota e no outro pronto a consola-la.
Quatre prestava atenção no amigo quando uma voz familiar o chamou, o fazendo se virar com os olhos marejados.
- Mestre Quatre.
- Rashid.
Quatre abraçou o empregado que o recebeu de braços abertos como um pai recebe um filho que não vê há muito tempo. O jovem árabe chorou abraçado ao velho amigo.
- Você está bem mestre Quatre?
- Estou Rashid não se preocupe. Como esta minha mãe e Iria?
- Sua mãe está muito triste, ela não para de chorar. Iria está bem, ela pretendia ir até o castelo levar algumas roupas, mas não quis deixar sua mãe sozinha.
O olhar de Quatre demonstrou a tristeza que sentia em ouvir tais palavras, ele não queria que sua mãe sofresse por sua causa.
- Eu lamento. E meu pai como esta?
- Ele se culpa por tê-lo agredido mestre Quatre. Ele acha que falhou como pai. O Sr Barton esta cuidando bem de você?
- Sim ele está Rashid.
Quatre ficou pensando nas palavras de Rashid. Ele queria visitar sua mãe e sua irmã, mas sabia que não deveria procura-las no momento. Eles ainda ficaram algum tempo ali. Rashid os acompanhou, pois Duo fez questão de ir com Dorothy ao posto médico da cidade para que ela fosse examinada pelo médico. Duo conversou com Rashid que contou tudo o que havia acontecido na noite passada, ele ficou surpreso em ver o jovem tão bem depois do que havia acontecido. Duo achou melhor não contar a forma como Quatre havia sido medicado. Dorothy e Quatre conversaram, mas nada precisava ser dito Quatre já a havia perdoado, ele era incapaz de guardar rancor por alguém. O médico passou uma pomada para aliviar a dor da região e amenizar o arroxeado do braço. Eles se despediram da garota que foi levada de carro por Chold até a casa dela há pedido Duo e Quatre. Duo convidou Rashid para ficar com eles mais algum tempo enquanto Quatre estava na cidade e ele aceitou ficar mais alguns minutos, pois ele deveria voltar a mansão, ele havia saído apenas para receber uma encomenda pessoal no posto do correio da cidade, que necessitava de sua assinatura.
Duo sentia-se esgotado demais para contar qualquer coisa a Wu-Fei no momento e eles não teriam tempo suficiente para conversar com ele antes que escurecesse, então ele teve uma idéia que cochichou no ouvido de Quatre que riu e balançou a cabeça. Wu-Fei olhou para os dois que o encaravam sorrindo.
- O que é?
- Wu-Fei você vai com a gente ao castelo.
- Por que?
- Por que a gente quer conversar com você e tem que ser lá.
- Por que tem que ser lá.
- Nada de desculpas, você vai com a gente. Vai ter uma festa hoje no castelo.
- Festa?
- É.
Wu-Fei não queria dizer que não queria ir ao castelo, pois assim teria que dizer que não se sentia muito a vontade perto de Trowa e Heero embora nem ele mesmo soubesse o porque, mas os amigos insistiam tanto aguardando uma resposta. Eles estavam caminhando em direção ao Heavyarms para comerem alguma coisa, pois já passava das quatro da tarde e Duo estava com fome, quando avistaram varias carros pretos circundando a praça e seguindo em direção a terra dos Khushrenada. O clã Maganac havia chegado, Duo, Wu-Fei, Rashid, Quatre e os dois seguranças olharam para o cortejo de carros, muitas pessoas que andavam na rua pararam para observavam os carros, nunca haviam visto tantos carros, eram quase quinze no total.
Os carros passavam um atrás do outro, seus ocupantes observavam através do vidro negro os humanos parados. Eles inibiram suas presenças no caso de haverem vampiros por perto eles passariam despercebidos. Em um dos carros um homem de cabelos negros e traços fortes, perguntou algo a um outro vampiro de cabelos castanhos escuros, que estava ansioso para chegar ao castelo.
- William ainda falta muito para chegarmos ao castelo dos Khushrenada?
- Não senhor logo chegaremos.
Noin segurava duas caixas contendo comida ela parou para ver o cortejo, ela estava indo entregar um pedido por que um dos entregadores não apareceu, quando viu a movimentação de carros.
Duo sentiu uma sensação estranha, uma sensação de que era observado, a mesma sensação de pânico da noite anterior, ele olhou ao redor e seu olhar parou no hotel que ficava a poucos metros dali. Na janela lateral do terceiro andar que dava para outro prédio, um par de olhos dourados o observava. Duo sentiu o medo percorrer cada célula do seu corpo, ao ouvir a voz que pertencia aos olhos que o observava.
"Não esperava vê-lo tão cedo, humano".
O homem do carro negro sentiu uma presença forte, vampiros estavam muito próximos deles. Ele olhou mais atentamente e viu um humano que não via há muito tempo. Um humano de sua terra e que possuía o mesmo sangue que ele quando era humano.
- William circule a praça e volte eu quero verificar uma coisa.
- Senhor eu...
- Agora.
- Sim Sr Auda.
William sinalizou para o motorista circundar a praça e voltar entrando mais na cidade. Um dos ocupantes do terceiro carro a frente, perguntou mentalmente o que ele pretendia fazer.
"Auda o que você esta fazendo?"
"Eu quero verificar uma coisa."
"O que você quer verificar?"
"Não creio que deva explicações para meus atos Ahmad."
"Ele tem razão Ahmad o que Auda faz não é de sua conta. "
"O shuhan dos Khushrenada nos aguarda e não devemos nos atrasar para encontra-lo Abdul"
"Deixe Abdul eu os encontrei no castelo, peça desculpas a Heero por mim"
Duo sentiu seu peito doer. Quatre sentiu a dor de seu amigo e olhou para ele, Duo se curvou sendo amparado por Makoto e Wu-Fei. Noin estava se encaminhando para o hotel a fim de entregar o pedido quando viu que Duo parecia estar passando mal, ela ficou parada por alguns instantes pensando se ajudava o amigo ou se fazia à entrega e voltava para vê-lo.
Quatre se aproximou do amigo ele ainda mantinha os olhos presos na janela do terceiro andar do hotel. Quatre acompanhou seu olhar e viu os olhos dourados os observando, Quatre pode notar o brilho dourado e a maldade naqueles olhos. A criatura olhava diretamente para eles e parecia sorrir, Wu-Fei olhou na direção que Quatre olhava e sentiu um forte arrepio percorrer o seu corpo, seja o que fosse que os observava sabia que não era humano.
Uma outra figura se aproximou da janela, olhando com interesse para os humanos na rua, seu olhar se deteve no humano de cabelos compridos e os olhos da cor de ametistas. A jovem se virou para a criatura e perguntou quem era o humano, a resposta não a agradou, embora ela tenha sorrido.
- Quem é o humano que você esta atormentando?
- Ele é o escolhido pela espada. O humano sob a guarda do vampiro que procura. O humano que se deita com o shuhan dos Khushrenada.
- Então esse é o humano que roubou meu Heero. Ele é lindo... não é...
- Sim ele é, sua pele é macia.
- Ele deve ser bem saboroso não acha?
- Sim.
- Você o quer?
- Sim.
- A carne dele será sua quando eu o matar. Será um presente ao meu Heero. Agora deixe-o ir.
- Sim senhora.
Noin viu que os outros haviam ajudado Duo e sua pele pareceu ficar mais rosada, mas todos pareciam observar alguma coisa na lateral do hotel. Duo sentiu seu peito parar de doer e conseguiu se manter de pé, a criatura de olhos dourados havia sumido, apenas uma jovem muito bonita de cabelos compridos, a pele pálida e traços suaves ficara na janela. Ela o olhava com desprezo e quando a voz dela foi ouvida em sua mente ele pode sentir toda a raiva que ela tinha.
"Você se apossou de uma coisa que me pertence humano. E eu o quero de volta. Ninguém fica entre mim e Heero, humano. Ele me pertence e voltara a ser meu, como sempre foi".Noin decidiu ignorar o fato de cinco pessoas estarem paradas olhando para o prédio, ela perguntaria aos meninos depois, ela também precisava conversar com Quatre sobre o que havia acontecido entre ele e o pai e se ele realmente havia sido expulso de casa. Ela estava se preparando para entrar quando viu que Duo se aproximou e começou a berrar com alguém, ela abriu a porta e ficou parada na entrada do hotel. Ela não percebeu que a recepção estava escura e sombria e que uma figura de olhos vermelhos a observava todo o tempo.
O carro circundou a praça e parou a poucos metros de onde Duo e os outros estavam. O vampiro observava com atenção. Ele assim como os outros dois vampiros no carro podiam sentir a presença dos vampiros vindo do hotel. Ele notou que o humano de cabelos compridos caminhou determinado até o edifício. Ele observava com curiosidade os humanos principalmente o homem mais velho que estava parado atrás de um jovem loiro.
Duo caminhou até próximo ao hotel e olhou para a jovem que mantinha seus olhos presos no humano. Ele não desistiria de Heero quem era ela para dizer que Heero pertencia a ela, se ela achava que ele iria desistir do vampiro por medo dela, ele mostraria que ela estava enganada. Ele e Heero se amavam e ele ninguém iria atrapalhar o amor deles. Duo olhou para a jovem e gritou para que ela e todos ouvissem.
- Ele não pertence a você e ele não voltara para você por que ele não quer e eu não vou deixar. Eu amo o Heero e vou lutar por ele, mesmo que eu tenha que enfrentar você e todo o seu clã. Eu não vou desistir dele por você nem por ninguém.
Auda e William ficaram surpresos ao ouvir o humano gritar com a jovem da janela a quem William reconheceu imediatamente. Eles ficaram ainda mais surpresos ao saber que o humano falava do shuhan dos Khushrenada. Auda se virou para William e perguntou sobre o humano.
- William você o conhece?
- Não senhor nunca o vi.
- Ele falava de Heero não é?
- É o que parece senhor.
- Interessante.
Auda ficou em silêncio imaginando que ligação teria o jovem humano e o novo shuhan dos Khushrenada. A jovem se surpreendeu por um instante, ela não esperava que o humano a enfrentasse, será ele não fazia idéia de que ela era capaz. Não ele sabia, ela viu em seus olhos que ele sabia o que enfrentava, sabia do que ela seria capaz e ainda assim a desafiava, ela riu divertida. Tamanha beleza e coragem, ele seria uma aquisição valiosa ao clã. Ela se permitiu falar com o humano normalmente, e eles ouviram uma voz suave que nem de longe lembraria o demônio que ela realmente era.
- Veremos meu caro. Se for capaz de enfrentar a mim e aos meus caçadores. Então eu decidirei se o mato ou ...
- Ou o que?
- O transformo em meu escravo.
A jovem riu e deixou a janela, por um segundo o coração de Duo bateu apressadamente. Ele ouvira direito, ou aquele demônio estava pensando em transforma-lo em um vampiro para ficar ao lado dela como fizera com Heero. O corpo de Duo começou a tremer e ele berrou o mais alto que pode enquanto a ouvia rir em sua mente.
- Nunca. Eu nunca serei seu escravo, eu preferiria a morte a deixar que você faça comigo o que fez com Heero. Você nunca tocara em mim ou nem tocara nele novamente. Se tocar nele, eu juro que enfio uma estaca no meio do seu peito e corto sua cabeça.
Ele apenas pode ouvir a risada dela e sua voz enquanto dizia.
"Veremos Duo Maxwell quem vencera eu ou você".Auda olhou para William e sorriu, o humano tinha coragem, além de ser muito bonito. Ele podia sentir a força do humano, ele tinha que concordar com a jovem sobre torna-lo um vampiro ele seria uma ótima aquisição a qualquer clã que o abraçasse. Wu-Fei ficou estarrecido ao ouvir a conversa entre a bela jovem e seu amigo. Ele não havia compreendido muito bem, mas sabia que tinha algo a ver com as pessoas do castelo e que seus amigos estavam envolvidos. Quatre tocou Duo no braço, o corpo inteiro dele tremia, ele olhou e viu que muitas pessoas o olhavam, ele respirou fundo e decidiu que seria melhor voltarem para o castelo. Foi quando ele notou Noin parada na porta, ele ia gritar para que ela se afastasse, mas a jovem foi puxada para dentro.
- Ahhhhhhh.
Sem pensar Duo correu em direção à porta sendo seguido por Makoto. Quatre viu o momento que Noin foi puxada para dentro do hotel e Duo correu seguido pelo segurança, ele sentia seu coração bater forte. Sua amiga estava em perigo e ele não podia fazer nada para ajudar. Wu-Fei viu Duo correr desesperado quando viu Noin sendo puxada ele não sabia o que estava acontecendo, sabia apenas que ela estava em perigo e que Duo e o segurança também estariam.
Auda viu um vampiro puxar a mulher para dentro do edifício e o humano simplesmente correr na direção dela seguido por outro, ele não imaginou que o humano pudesse entrar num edifício repleto de vampiros para ajudar a jovem, o que ele pretendia morrer. Auda não viu o humano carregando qualquer objeto que ele pudesse usar para enfrentar o vampiro que pegara a jovem humana, muito menos o que o seguia. Eles certamente seriam mortos, mas ele não pretendia ficar parado e sentir a presença do humano desaparecer ou permitir que a jovem da janela o abraçasse.
- William, você e Nathanaell vão ajudar o humano.
- Sim senhor Auda.
Continua...
Agradeço a todos os comentários mandados e todos os pedidos pedindo um novo capítulo.
Agradecimentos especiais á:
Lien minha beta e suas idéias que ajudam pacas.
Kary, Dhandara, Misao e Evil por suas opiniões que me incentivam muito.
A Bra Briefs, Shinigami, Hina Minamino, a Lú, a May MacAllyster, a Daphne que sempre me mandam emails.
Gente se eu esqueci de alguém me perdoe.
[1]Kakinuki significa sinopse, resumo.
[2] Oni significa demônio, diabo.
[3] Makoto significa Verdade
[4] Necro designativo de morte
[5] Necrófago o que se alimenta de animais ou substancias em decomposição.
