Enlacei seu pescoço o puxando para mim e o beijei com desejo e vontade.
-Eu só quero você Shun, mais tenho medo. -sussurrei enquanto ele mordia meu lábio inferior. -Tenho medo de não sermos felizes.
-Você me aceitou e eu aceitei você, então vamos construir nossa felicidade todos os dias. Se formos sinceros, nossas vidas terão alicerce que não darão brechas para que nada dê errado.
-Obrigado. -enlacei sua cintura o trazendo completamente para mim, e sentindo cada parte do seu corpo quando esse se virou e deitou ao meu lado.
O beijei exigente, passei meu braço com o pulso machucado por baixo de sua cabeça, e o enlacei com uma perna me encaixando nele. Parei de dar atenção a seus lábios e fui brincar com seu pescoço dando leves mordidas ali, mas não imaginei que isso o faria gemer de modo tão sexy.
Senti sua ereção pela primeira vez e só aí dei-me conta que ele vestia apenas uma calça de moletom e uma blusa fina. Ao perceber que eu tinha notado sua nova condição, Shun tentou se afastar constrangido, mais minha perna ainda o segurava firme e se ele não quisesse me machucar não sairia dali.
-Você quebrou uma promessa comigo. -ele me olhou perdido e eu sorri maligna. -Então eu acho que devo punir você.
-Anna... -o calei com um beijo, e comecei a arranhar suas costas, e ele arquejou e gemeu entre o beijo. -Por.. ahh
-Você me deve. -disse entre as mordidas em seus lábios. -Me deixa brincar com você Shun... Me deixa conhecer cada parte de você. -sussurrei em seu ouvido e ele se arrepiou todo.
Por algum motivo eu me sentia mais exitada ao vê-lo cada vez mais constrangido e entregue.
"Kyaaaaa, sadista!" -é, acho que sou mesmo.
Parei de arranhar suas costas e passei a dar atenção ao seu tanquinho, e deuses aquele homem tinha um corpo perfeito. Mas ouvi-lo tentar conter os gemidos era deveras prazeroso, sem falar em sua cara inocente e vermelha.
-Tira a calça Shun... -ele me olhou com uma face tão fofa, em uma suplica muda, ele queria me enlouquecer só podia. -Tira vaiii... -disse em seu ouvido mordendo o lóbulo desse. -ele apertou minha cocha de leve e eu podia sentir sua ereção pulsando loucamente.
Tirei a perna que o enlaçava e ele se ajeitou para retirar a calça, mais me beijou me tirando a atenção dos seus movimentos. Quando ele voltou a se ajeitar ao meu lado, fez menção se puxar meu vestido, então coloquei minha mão entre seus cabelos e o obriguei a me olhar.
-Eu não disse que você podia me tocar. -ele ficou perdido por um momento, mas afirmou retirando as mãos dali. -Bom menino.
Ele vestia uma box branca que se encaixava perfeitamente entre suas cochas torneadas. Não pensei duas vezes ao brincar de fazer o caminho da perdição entre seu umbigo e a entrada de sua cueca, fiz o percusso cinco vezes o vendo respirar fundo a cada vez que eu descia a mão. O beijei para tirar sua atenção como ele havia feito comigo a pouco, e no meio do beijo coloquei minha mão sorrateiramente dentro da boxe abaixando-a com a mão que enfim tinha alcançado seu ponto mais sensível.
-Anna... isso não... -comecei o vai e vem enquanto ele gemia em meus lábios, e eu registrava cada arfar, cada gemido e revirar de olhos que ele dava.
-Quer que eu pare? -acelerei apertando mais ao redor de seu pênis, tomando o cuidado para não machucá-lo, e vi quando ele cravou as unhas no colchão e grunhiu em resposta.
Não demorou muito para seu gozo chegar, e mesmo mordendo fortemente o lábios inferior para não deixar sua voz escapar, um gemido longo sofrego e delicioso pode ser ouvido. Lambi do seu queixo até chegar no lábio que sangrava e o suguei com carinho tentando estancar o sangue que dali escorria. Puxei minha mão e lambi os dedos que continham sua essência provando pela primeira vez o seu sabor, enquanto ele ainda tentava controlar a respiração.
-Estamos quites. -ele encostou sua cabeça em meus seios e eu a beijei, e ficamos assim até ele se acalmar. -Preciso de um banho.
-Eu também. -ele levantou a cabeça e me sorriu lascivo, e só nesse momento percebi o que tinha feito, ficando imensamente envergonhada, não que ele estivesse muito diferente de mim.
Me levantei indo até o guarda-roupas e peguei uma roupa simples, e já e a me dirigindo ao banheiro quando ele me segurou pela cintura.
-Quer ajuda no banho? -perguntou com a voz rouca em meu ouvido.
-Nã.. não. -gaguejei e ele riu.
-Sério que você está envergonhada apenas com isso, depois do que fez comigo? -beijou meu pescoço.
Me desvencilhei de seus braços e corri para o banheiro enquanto ele gargalhava as minhas custas. Tomei um bom banho tomando cuidado para não molhar as bandagens, mais não pude demorar muito por que estava começando a sentir fome.
"Começando o caral... eu podia comer a casa toda fia... Está ouvindo, até suas lombrigas estão te esculhambando" -revirei os olhos.
Sai do banheiro e dei de cara com um Shun apenas de camisa e cueca, com uma toalha e as roupas na mão, ele me sorriu e eu abaixei a cabeça passando por ele notando que ele havia trocado os lenções da cama.
"Eixta lêle, ou lá em casa.. Esse é o genro que mamãe pediu a Deus!"
Sai do quarto e fui para a cozinha, indo direto vasculhar os armário a procura de condimentos, encontrei alguns enlatados e macarrão então fiz uma macarronada e peguei um refri colocando-o na mesa, e antes que eu me sentasse Shun chegou na cozinha.
-Você cozinha? -ele me olhou boquiaberto.
-Sim. -dei de ombros.
-Então por que nunca cozinhou antes? -ele se sentou se servindo, já que eu tinha arrumado a mesa para nós dois.
-Você sempre monopolizou a cozinha e eu sinceramente nunca me importei, amo sua comida. -sorri.
Ele sorriu negando com a cabeça, e nos serviu o refri. Comi até não aguentar mais, me senti uma esfomeada, mais ele não pareceu se importar, e quando fiz menção de ir lavar a louça ele me impediu dizendo que limparia a cozinha já que eu tinha cozinhado, então me sentei novamente na cadeira em que estava antes.
-Shun... -o chamei manhosa e ele virou a cabeça curioso. -Me desculpe.
-Anna, aquilo foi completamente normal, somos um casal, e... -eu fiquei morta de vergonha e o impedi de continuar.
-Por ter batido em você. -disse o mais rápido que pude. -Eu sinto muito. -ele enxugou a mão no pano e veio até mim.
-Quer passear comigo? -me estendeu a mão e eu a segurei ainda sem olhá-lo nos olhos e me levantei.
Shun me guiou por algumas passagens dentro da casa sem falar nada. Senti uma brisa fresca antes mesmo de alcançarmos o nosso destino, sorri sentindo o cheiro de flores.
Um jardim imenso se apresentava a nossa frente, e uma árvore estava disposta no meio deste. Shun tirou a sandália, e eu fiz o mesmo e caminhamos pelos jardim sentindo a grama fresca nos pés. Tinhas fores de vários tipos e cores, algumas eu nunca tinha visto na vida, sem falar no céu estrelado, com aquela gigantesca lua que parecia que se esticasse o braço eu poderia alcançá-la. Fiquei maravilhada com algumas estrelas cadentes que atravessara o céu noturno, e me vi tentada a fechar os olhos e fazer um pedido como sempre fazia quando criança.
-Você não precisava se desculpar comigo, eu mereci aquele tapa pela forma como falei com você. -ele me deu um selinho e eu sorri para ele.
Aquela atmosfera, aquele lugar em si parecia magico. Eu realmente não tinha do que reclamar ao viver ali. Olhei para o jardim e me vi imaginado em um futuro, eu e Shun ensinando nosso filho a dar os primeiros passos ali. Não contive a felicidade que se alastrou em meu ser, eu certamente era alguém abençoada.
-Quando nos casaremos? -ele me analisou por alguns instantes e eu podia jurar que mais uma vez ele estava escondendo seus sentimentos de mim, mais deixei isso para lá quando ele me sorriu.
-A partir do momento em que você decidiu não sair de minha casa, você se tornou minha esposa, mais se você desejar podemos fazer uma festa.
-Não, me desculpe, mais eu realmente prefiro assim, já que não teria nenhum conhecido e tal... Mas tudo bem, a distância e o tempo me farão me acostumar.
-Você pensa que a distância faz esquecer Anna, mas esquece que a saudades nos faz lembrar. -o olhei embasbacada, e ele se abaixou e começou a arrancar algumas flores. -Eu já passei muito por isso.
Ficamos em silencio por alguns minutos, eu ainda tentava absorver o que ele tinha me dito quando este colocou uma coroa de flores coloridas sobre minha cabeça.
-Você tem certeza da sua decisão Anna? Se quiser mudar de ideia eu vou entender.
-Não, eu quero ficar com você Shun. -ele me sorriu e abriu a palma da mão em minha frente, e nesta haviam duas alianças prateadas com umas escritas em grego.
-Não posso te oferecer uma casamento dos sonhos, mais pelo menos quero que seja o mais real possível. -ele puxou minha mão direita com cuidado para não me machucar, e começou a colocar a aliança vagarosamente ali e quando terminou beijou a palma da minha mão sem solta-lá. -Eu Shun Amamiya te recebo Anna Lyana Lopes como minha legitima esposa, e prometo-te lhe ser fiel, e amar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte nos separe. -lágrimas escorriam por meus olhos, mas eu não me importei com isso e peguei a aliança em sua mão e ele me estendeu a que eu deveria colocar o anel e eu assim o fiz.
-Eu Anna Lyana Lopes te recebo Shun Amamiya como meu legitimo esposo, e prometo-te lhe ser fiel, e amar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte nos separe. -Shun limpou meu rosto e me beijou de leve.
Ouvimos palmas e nos separamos, olhei em direção do barulho, mas não conseguia enxergar direito pos a pessoas estava em meio as sombras da árvore, e Shun se pós protetoralmente a minha frente num piscar de olhos em uma posição de ataque.
-Não saia detrás de mim Anna. -eu gelei quando seus olhos mais uma vez faiscaram como se pudessem iluminar-me, algo ali com toda a certeza estava muito errado.
