Senti o impacto dos corpos se chocando e como em câmera lenta eu vi Shun parar um chute com seus braços, e se abaixar para evitar um segundo quando seu atacante girou no ar e tentou lhe acertar a cabeça com a outra perna. A pessoa deu um mortal para trás pegando impulso no braço de Shun e se afastou.
Tentei respirar e lá estavam seus punhos se chocando, causando um atrito que levantou uma grande quantidade de poeira e polem no ar. Senti quando um chicote ficou a milímetros do meu rosto, mas Shun o segurou antes que me atingisse e o enrolou em seu braço puxando a pessoa contra si e acertando um chute em seu estomago, e pude ouvir um engasgar quando depois de rolar por metros no chão aquela pessoa tentou levantar. Uma mulher? Longos cabelos loiros, e um corpo tremendamente torneado, protegido por uma minuscula armadura e alguns farrapos nos atacava, seu rosto era escondido por uma mascará prata sem fisionomia.
-Você não deveria está aqui June. -ela esmurrou o chão e abriu um buraco neste. -Se tentar se aproximar dela eu realmente terei de machucá-la.
-Você não é assim Shun, o Shun com quem eu cresci e am... Você nunca me machucaria. -ela levantou e virou sua face fria para nós.
-June você quer matá-la, e isso eu jamais vou permitir. -ele ainda mantinha uma posição de defesa. -Nem mesmo que a toque.
-Por que mudou tanto? Desde que voltou do mundo...
-Saia daqui June, eu não lhe dei permissão para entrar neste lugar. -sua voz soou tão fria que até eu me assustei, e eu vi o quão assustador Shun poderia ser. -Saia e eu fingirei que isso nunca aconteceu, fingirei que você não foi contra as ordens do Grande Mestre e tentou machucar minha esposa.
-Sua esposa? -ela disse com desdém. -Não brinque comigo Shun, ela nem mesmo sabe...
-Saia agora, ou esquecerei que somos amigos e partirei com tudo contra você June. -ele sibilou e novamente um brilho dourado o cercou e a armadura cobriu seu corpo. Dei um passo para trás com medo.
Ela estalou o chicote levantando poeira e destruindo boa parte do jardim, tossi agoniada com a poeira. E mal percebi que ela tinha sumido dali.
-Você está bem Anna? -ele se virou para mim solicito.
-Sim e você? -ele me analisou dos pés a cabeça e estalou a língua no céu da boca em desagrado.
-Sinto muito por isso, eu não queria que fosse assim. -ele tentou encostar em meu rosto mas me afastei assustada e ele recolheu a mão. -Assustei você tanto assim?
-Desculpe, eu só não imaginava que você poderia ser tão assustador. -ri nervosa, e me aproximei dele tocando curiosa a armadura em seu peito. -Quem era...
-June, cavaleira de prata de camaleão. Treinamos juntos na ilha de Andrômeda e acabamos nos tornando amigos. -ele suspirou. -Ela sempre nutriu sentimentos que eu nunca consegui corresponder. -eu continuava a analisar sua armadura sem coragem de olha-ló.
-O que eu não sei Shun? A algo que você está me escondendo? -ele levantou meu queixo com o dedo, e se inclinou sobre mim.
-Eu não sei tudo sobre você Anna, e você com toda certeza não sabe tudo sobre mim. -ele segurou minha cintura para que eu não me afastasse e brincou com nossos narizes num gesto afável. -Mais teremos todo o tempo do mundo para descobrir. Eu não lhe escondi nada, apenas vivi coisas dolorosas que ainda não me sinto pronto para dividir entende? -me beijou demoradamente. -Não importa como eu aja com os outros, você é a única que jamais deverá me temer, por que não importa o que faça "amor". -me colocou no colo. -Eu nunca machucarei você.
Ele me levou no colo até nosso quarto, e me colocou com cuidado na cama. Se afastou um pouco da cama e me deu um sorrisinho de lado e começou a retirar a armadura vagarosamente, quando enfim terminou veio felino até mim, que ri com a cena.
Shun beijou-me jogando seu peso contra mim enquanto me cobria com seu corpo, seu beijo era avido e desejoso, como se ele quisesse me mostrar o quanto me desejava. Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo explorando-o e deixando pequenas trilhas acessas por onde estas passavam, era impossível não correspondê-lo.
Ele se apoiou em suas mão e flexionou o corpo sobre mim e me olhou profundamente.
-Eu não... É... é minha... primeira vez. -ele estava completamente envergonhado. -Mais eu nunca quis alguém assim, então... então...
-Eu confio em você Shun. -sorri tranquila.
-Prometo não te machucar amor. -ele beijou meus lábios carinhoso, e deu-lhe uma mordida de leve. -Eu te quero tanto. -gemeu em meu ouvido e eu não tive como não suspirar arrepiada com aquilo.
Shun ficou de joelhos e inclinou o corpo para retirar a camisa.
"Caral... Se fodeu! Deuses, tanta perfeição deveria ser proibido"
Pqp, que corpo era aquele? Todos os gominhos pareciam ter sido esculpidos a dedos. Levei minha mão curiosa e por alguns minutos Shun me permitiu explorar seu corpo, até que se deitou do meu lado e tratou de atacar meu pescoço, e só parou para me ajudar a retirar o vestido, me deixando apenas com o conjunto de lingerie preto, e por uns segundos foi sua vez de admirar meu corpo.
Ele não teve pressa, beijou e explorou lentamente cada parte do meu corpo como se quisesse decorar cada parte deste, e quando a ultima peça de meu corpo foi lentamente deslisada por minhas pernas e sua língua avida brincou com minha parte mais sensível um grito abafado se sobrepôs a nossas respirações descompassadas. Shun me olhou e se inclinou sobre mim.
-Não faz isso Anna. -mordeu meu lábio e seus olhos já possuíam aquele brilho estranho. -Eu quero ouvir cada som do se corpo essa noite. -dedos foram introduzidos em mim e eu gritei pelo susto. -Não me negue isso. -ele começou com movimentos leves.
Depois de brincar com os dedos, ele voltou a me sugar com sua língua a explorar meu intimo me levando a loucura. Um calor estranho começou a me consumir e quando ele parou subindo com uma trilha de beijos por meu corpo miei em protesto. Ele enlaçou uma de nossas mãos e me beijou, e com a outra puxou minha cocha nos encachando, e quando eu percebi uma dor fina e incomoda me fez apertar com todas as forças que tinha sua mão.
Uma gota de suor desceu por seu rosto, e Shun travou a mandíbula, eu não podia imaginar o quão deveria está sendo difícil se controlar daquela maneira. Levei a mão machucada ao seu rosto e tracei uma linha por sua face descendo por seu pescoço e indo até o tronco, o sorri em meio a dor e ele grunhiu se enterrando com tudo em mim. Não gritei, apenas arfei com o ardor daquela nova invasão, mas Shun me distraiu disso quando deu leves mordiscadas em meu seio. Ele me olhou, e quando teve certeza que minha atenção estava nele mostrou-me a mão e lambeu demoradamente dois dedos e calmamente os levou até meu clitóris fazendo uma massagem gostosa ali, e não demorou muito para eu voltar a me sentir quente novamente, e ele começou a se movimentar devagar sem parar de brincar com minha parte sensível.
Ele não teve pressa em aumentar a velocidade, parecia se saciar ao sair e entrar fundo em mim, e diferente do que eu sempre imaginei eu acabei gozando assim, o prazer foi tanto que os dedos dos meus pés se contorceram tanto quantos as juntas do meu corpo, e foi nesse momento que ele aumentou a velocidade prolongando loucamente meu prazer e alcançando enfim o dele.
Seus olhos curiosos vasculharam-me, e apesar de enfim estarem voltando ao verde natural, assim como sua respiração, eu ainda me sentia curiosa sobre o real significado daquilo. Eu sorri tranquilizadora, e ele beijou minha testa antes de deitar ao meu lado e me puxar para si.
-Seus olhos. -ele levantou uma sobrancelha curioso. -Eles parecem fluorescentes as vezes.
-Isso acontece sempre que meu cosmo é "ativado", e eu preciso me controlar mais. -devo ter feito uma cara engraçada porque ele riu. -Quando meu poder começa a se descontrolar e transbordar pelo meu corpo. Isso comum quando entro numa luta. Desculpe por te assustar naquela luta. -fiz que não.
-Eu percebi antes daquilo. -ele iria perguntar algo, mais eu continuei. -Quando nos tocamos mais intimamente, desde a primeira vez, isso sempre acontece. -ele passou a mão no cabelo e me olhou num pedido mudo de desculpa. -Eu não me assustei se é isso que te preocupa Shun, eu só fiquei curiosa. -ele parecia embasbacado com minha declaração e dei de ombros. -Na verdade eu acho isso muito "estimulante". -ri e ele me beijou.
-Você é louca, completamente louca. -ri mais.
-Pena que só percebeu agora, vai ter quer aguentar essa louquinha aqui pelo resto de sua vida. -fiz graça.
-E eu não poderia estar mais feliz por isso. -ele fez carinho no meu nariz com o seu. -Até porque a vida é uma aventura, não uma viagem organizada.
Ri loucamente com essa frase. Shun certamente era o homem perfeito para mim.
