Ele me carregou até nosso quarto e me depositou na cama sentada, se ajoelhou em minha frente e me beijou calmamente, mas quanto as coisas começaram a esquentar ele se afastou e aquilo pareceu tão difícil para ele como foi para mim. Shun se dirigiu ao guarda roupas e retirou umas roupas minhas de lá e voltou-se para mim.
-Tome um banho e vista isso. - o olhei confusa. -Vamos viajar. -dizer que meu queixo caiu parecesse desnecessário já que imagino que isso era obvio.
-Shun não podemos, você sabe...
-Você não confia mais em mim? -ele alisou meu rosto e seus olhos demonstravam a tristeza que sentia.
-Não é isso, é só que é perigoso, eu não quero que você se machuque tendo que me proteger de novo, e além do mais o grande mestre proibiu minha saída terminantemente você sabe, eu não quero que você tenha problemas por minha causa Shun. -ele se sentou ao meu lado na cama.
-Primeiro eu não estarei sozinho, eu não sairia com você se não tivesse certeza de que posso te proteger, e segundo, já falei com o Grande Mestre sobre nossa saída, na verdade eu falei diretamente com a própria Saory.
-Com Atena. -ele me sorriu travesso.
-Sim, e ela concordou que o melhor para nós era sairmos um pouco daqui. -pulei em seu pescoço e ele riu, assim como eu.
-Onde vamos? -ele beijou meus lábios num selinho terno e negou.
-Surpresa, você só vai saber quando desembarcamos, vamos no avião particular de Saory. -wow informação demais. -Não precisa se apressar, vou avisar a todos que partiremos ainda hoje. -o olhei interrogativa. -Eu só planejava sair daqui a alguns dias, mais acho que não dá mais para te deixar aqui.
Ele me roubou mais um beijo e me empurrou de leve para o banheiro. Tomei um banho bem demorado e vesti a roupa que ele escolheu para mim. Eu estava alegre, isso era inegável, mais ainda sim me sentia estranha em sair dali, mesmo que não me sentisse tão segura como antes, aquele ainda era o melhor lugar para manter-me.
-Quando sai do banho Shun ainda não tinha voltado, mais havia um bilhete na cabeceira da cama.
"Irei resolver tudo para sairmos amor, por favor arrume nossas malas!" -li em voz alta como se isso me fizesse as coisas soarem menos estranhas.
Achei melhor parar de especular e resolvi fazer o que ele havia me pedido, e antes que eu terminasse ele voltou, beijou minha cabeça, pegou uma roupa e foi direto para o banho. Mas não demorou e já saiu belamente arrumado e perfumado, e apesar da sua beleza me vi segurando o riso ao vê-lo de terno e com os cabelos presos em um rabo de cavalo.
-Preciso dizer que isso está cada vez mais estranho? -perguntei e ele riu negando, pegou as malas como uma mão só e me estendeu a outra.
Saímos do quarto chegando a sala rapidamente, e deferente de como foi com Shun eu não consegui segurar a risada ao da de cara com Ikki em nossa sala vestido da mesma forma que Shun, e como o irmão seus cabelos também pressos em um rabo de cavalo.
-Que bom que ao menos essa roupa ridícula serviu para te fazer sorri. -ele falou debochado e eu ri mais os fazendo me acompanhar.
Depois que consegui me recuperar da minha crise de riso Ikki pegou a sua mala e todos seguimos para fora de casa, e descemos as escadas, caminhamos pelas casas e o estranho era que nem Aldebaran e nem Mu estavam ali mas logo minha dúvida foi sanada quando encontrei todos ali, eles me sorriam animados.
-Cuide-se pequena. -Dohko me abraçou de leve.
-Traga-me algo gostoso. -disse Seiya ao meu ouvido quando me abraçou e eu sorri.
-Aproveite a viagem Anna e não esqueça de nós. -eu abracei Aldebaran o cavaleiro com o coração tão grande como seu tamanho.
-Obrigada Aldebaran, por tudo. -ele me sorriu envergonhado e me abraçou desajeitado, fazendo os outro rirem.
-Não dê trabalho pirralha. -Kanon se limitou a dizer.
-Também vou sentir sua falta Kanon. -o abracei e ele bufou.
-Cuidem bem dela. -Hyoga falou para Shun e Ikki que assentiram ficando sérios enquanto ele bagunçava meu cabelo. -E você cuide deles. -eu assenti, e nos abraçamos.
Shun me colocou no colo e saiu correndo comigo, e só parou quando atravessamos a ponte e chegamos a mesma passagem pela qual entramos ali, e estranhei quando vi que Mu nos seguia. Ikki abriu a passagem e como da primeira uma luz nos engoliu e quando abri meus olhos estávamos do lado de fora.
Não preciso dizer que quase chorei de felicidade e alivio por está ali, não é?
-Se aproximem. -Mu ordenou e Ikki e Shun (comigo ainda no colo) se aproximaram dele, e este colocou uma mão no ombro de cada um e num piscar de olhos estávamos em um morro. -Por favor cuidem-se. -nos afirmamos e ele sumiu, e quando Shun se virou meu coração quase parou.
-Resolvemos que era mais seguro se o Mu nos teleportasse diretamente para...
-Estamos em João Pessoa! -eu afirmei puxando o ar com força, eu conhecia aquela praia como a palma de minha mão, eu havia brincado muito naquela praia.
-Entrei em contato som o seu irmão quando o Ikki me falou que ele estava te procurando, e eu prometi que a traria até ele. Disse a ele sobre nossa filha, mais ele acha que moramos no Japão e que sofremos um atentado. -Shun me explicou sério, e eu fiquei meio perdida com tanta informação.
-Por que não me disse que meu irmão me procurava?
-Não sabíamos se conseguiríamos te tirar de lá, então achamos melhor não te dá mais motivos do que você já tinha para sofrer. -ikki falou e algo em sua voz me fez acreditar que não importava o que acontecesse, eles teriam me tirado de lá.
Eu deveria está muito ruim para que eles tivessem que me tirar de lá, o quanto eu não os tinha preocupados, aqueles dois que já sofreram mais do que qualquer um, que assim como eu sofreram pela perda de Sakura. E ainda assim, estavam ali em pé, estavam ali por mim, tentando a todo custo fazer algo por mim.
-Obrigada, a vocês dois. -eu sorri verdadeiramente como a muito não fazia e meu coração se encheu de uma alegria que eu nem mesmo cogitava em sentir novamente. Eles se olharam e sorriram também.
-Precisamos ir, acho que não escureceu a muito tempo. -Ikki disse olhando para o céu.
-Para onde vamos? -Shun me colocou no chão mas segurou minha mão firmemente e cada um ficou de um lado meu.
-Temos reservas em um hotel aqui perto. -ele se limitou a me dizer enquanto descíamos o morro.
Eu não achei que fosse tão próximo, mal descemos o morro que dava acesso ao farol e já estávamos em frente ao Green Palace, e eles logo adentraram comigo.
-Boa noite senhores e senhorita em que posso ajudá-los. -a mulher falou num inglês fluente e Shun se adiantou, ela sorria maravilhada pala ele.
-Temos reservas, está no nome de Amamiya Shun. -a mulher prontamente se adiantou digitando o nome dele no computador e seu sorriso vacilou um pouco.
-Amamaiya Shun e Amamiya Anna um quarto de casal e Amamiya Ikki quarto de solteiro. -ela acenou para um homem que veio com um carrinho sorrindo para nós. -Sejam muito bem vindos a João Pessoa o senhor Carlos levará suas malas e os acompanhará até seus quarto, o jantar vai até as 20 horas, aqui estão suas chaves, e espero que aproveitem a estadia aqui no Green Palace. -ela sorriu entregando as chaves a Shun e Ikki.
-Obrigada senhorita, Suenia. -Shun disse lendo seu nome no crachá.
-De nada. -ela quase suspirou. -Que desperdício senhor. -ela falou baixinho em português.
-Eu não acho. -a respondi séria também em português e a mulher ficou completamente sem graça e Shun riu contido.
-O que eu perdi? -Ikki perguntou enquanto entravamos no elevador.
-A recepcionista parece ter gostado de vocês. -fechei a cara e Ikki olhou para Shun que fazia o possível para não rir então dei-lhe um cotovelada. -Pare com isso.
Shun tinha escolhido para nós um suíte na cobertura e Ikki ficou no quarto a baixo de nós. Combinamos que iriamos apenas deixar as coisas no quarto e desceríamos para jantar já que não o tínhamos feito antes, e assim o fizemos.
Foi um jantar divertido, já que eu comia feito uma "draguinha" o meu tão amado Cuscuz com ovo e carne de charque, e quando Shun se engasgou com a comida por eu dizer que carne de charque era carne de burro (uma história que o povo do interior sempre conta), eu e Ikki quase nos engasgamos juntos de tanto rir dele.
-Podemos fazer um passeio na orla? -perguntei animada enquanto saiamos do salão de refeição do hotel. -A orla a noite é muito bonita nessa época do ano. -estávamos a três dias do natal.
-Você é nossa guia aqui. -Shun me disse e pulei animada.
-Então vamos. -saí arrastando os dois e saímos do hotel, e caminhamos pela orla até o busto, foi uma caminhada de no máximo dez minutos, mas eu estava maravilhada como as coisas continuavam as mesma por ali, enquanto eu havia mudado tanto.
Estava tudo lindo, as árvores como sempre estavam enfeitas com belos piscas-piscas dando um ar romântico ao local.
O cheiro de maresia me fazia relembrar os bons tempos de brincadeiras com meu irmão e meus amigos ali. Shun me abraçou escondendo meu rosto dos transeuntes quando lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. Eu o abracei forte tentando não soluçar, eu queria ter levado minha filha ali, queria tê-la visto brincar na areia da praia fazendo castelinhos que mais parecem montanhas, queria brincar com ela na água e dizer que tivesse cuidado e que não fosse afoita.
Shun alisou minha cabeça com carinho e se inclinou sussurrando em meu ouvido.
-Estamos aqui com você, somos a sua família, então chore se é isso que quer, mais divida conosco sua dor. -eu levantei o rosto e ele limpou minhas lágrimas. -Ou nada disso terá sentido. Não guarde tudo para você amor.
-Eu queria nossa filha aqui. -ele me fitou carinhoso. -Sei que idiotice... -ele me beijou de leve.
-Nunca mais repita isso está me ouvindo? -ele disse gentil colocando um dedo em meus lábios. -Sentir faltar e desejar que nossa filha estivesse aqui não é idiotice, é respeitar sua memória. Eu também gostaria que ela estivesse aqui, na verdade assim como você e meu irmão, eu todo dia acordo desejando que ela estivesse conosco. -mais lágrimas caíram e ele calmamente as limpou.
-Obrigada amor. -disse chorosa.
Ficamos assim por um tempo até que eu me senti melhor e ele me beijou leve. Nos separamos e Shun ficou envergonhado ao perceber que algumas pessoas nos encaravam.
-Não ligue, eles só estão curiosos por ver estrangeiros, e não por que nos beijamos, brasileiros não ligam quando os outros se beijam, é uma coisa bem natural.
-Percebi. -Ikki resmungou e eu percebi que vários casais estava ali e acabei rindo do meu pobre cunhado.
-ANNA. -alguém gritou e mais rápido do que eu pudesse piscar os dois estavam a minha frente, mas quando percebi os empurrei para o lado passando entre eles que me olharam curiosos, mas eu conhecia aquela voz. -Anna é você mesma? -uma moça de cabelos castanhos encaracolados e olhos mel tão conhecidos por mim se aproximou.
-Dayse? -minha colega de classe se aproximou cautelosa de nós.
-Anna quanto tempo, como está? -ela se aproximou e me abraçou, e os dois se afastaram um pouco.
-Estou bem Dayse e você? -sorri sincera, era bom vê um rosto conhecido.
-Estou bem também, menos cansada agora que estou de férias da uni. -eu sorri. -E você o que faz da vida.
-Estou casada. -ela arregalou os olhos. -Esse é meu marido Shun Amamiya, e meu cunhado Ikki Amamiya. -os apresentei da forma brasileira e apesar de Ikki não entender português se aproximou e cumprimentou Dayse que lhe sorriu. -E que curso está fazendo?
-Química Industrial. -ela sorriu.
Conversei com Dayse por um bom tempo até ela dizer que estava ficando tarde e que precisava ir, então nos despedimos e assim como ela nós voltamos para o hotel, e no caminho Ikki implicava comigo pelo que Dayse os contou sobre mim, enquanto Shun que tinha sido seu interprete apenas nos olhava de esgueira, mais eu tinha certeza que este estava apenas escondendo o sorriso.
-Então você bateu mesmo no menino e limpou o quadro com a cara dele? -eu assenti envergonhada e ele riu.
-Você ouviu o que ela disse? Ele levantou minha saia. -por ser de uma família evangélica eu era a única na escola que usava saia, já que a farda era um short. -E isso foi na quarta série, eu só tinha 10 anos.
-Está vendo Shun, a Anna com 10 anos batia em mais pessoas que você na mesma idade. -agora meu marido ria com vontade também. Estirei língua para os dois que ficaram espantados e depois riram mais.
Nos despedimos de Ikki e fomos para nosso quarto, tomei um banho e depois coloquei uma camisola preta e uma calcinha fina, dirigindo-me logo após para varando. Não demorou para Shun sair do banho e esse veio direto até mim me agarrando por trás e mordendo meu pescoço me fazendo suspirar. Senti sua ereção e ele já e a se afastar quando o segurei e me virei para ele que estava vermelho. Mordi seu lábio inferior e o beijei com vontade.
"É hoje que tiro o atraso! Ô delicia" -Shun estava sem camisa me fazendo suspirar de desejo.
-Anna... -gemeu e tentou se afastar novamente, mais eu enlacei sua cintura o impedindo. -Amor, não precisamos ter pressa.
-Mais eu te quero. -sussurrei em seu ouvido e ele me apertou. -Eu preciso de você Shun.
Seus lindos olhos brilharam em desejo, ele me imprensou na parede beijando com um selvagem desejo a muito contido, e eu já desatava o nó de sua calça e ele rapidamente a tirou me ajudando a tirar minha blusa, me puxou pelas cochas e eu enlacei as pernas em sua cintura, ele parou de me beijar já descendo a boca avida por meu pescoço, só parando para sugar meu seio, e enquanto eu gemia loucamente friccionando nossas intimidades a procura de mais prazer. Eu não sabia em que momento ele havia tirado sua boxer, mas quando ele rasgou minha calcinha e me penetrou naquela posição eu gritei de prazer, deuses como eu sentia falta daquilo.
-Não feche os olhos, quero você olhando para mim. -ele mandou rouco, e aquelo me enlouqueceu.
Shun me estocava com força, mas lento, e a todo momento estava atento para cada reação minha e eu as dele, ele dava leves mordiscadas em meus lábios enquanto eu mal respirava.
-Shun... -gemi rouca. -Por favor.
-Não Anna... -ele foi mais fundo, me fazendo delirar. -Vai ser como eu quiser.
"PQP eu vou enlouquecer mesmo!"
Ele continuo assim até que eu gozasse, mais não me deixou nem me recuperar quando me despregou da parede e me jogou na cama.
-Vira. -eu o olhei incrédula e ele me virou empinando minha bunda para si e me estocando novamente, só que dessa vez mais rápido.
Eu mordi o lençol me impedindo de gritar quando senti um tapa na minha bunda.
-Quem disse que pode esconde seus sons de mim? -eu gemi quase em delírio. -Quero ouvir cada som seu essa noite amor. -ele se deitou sobre mim sem parar de me estocar. Virei meu rosto para ele e nos beijamos, e ele foi mais rápido fazendo nossas respirações e gemidos se misturarem. Shun segurou minha mão e a apertou firme e eu sabia que assim como eu ele gozaria.
Ele não saiu de dentro de mim após gozar e seus olhos ainda me fitavam brilhantes, fluorescentes. Mordeu meu lábio e beijou a pequena cicatriz ali.
-Eu amo tanto você Anna. -saiu de cima das minhas costas e se deitou ao meu lado, me puxando para si enquanto eu ainda tentava recuperar o ar. -Nunca mais pense em desistir de nós.
-Nunca. -ele me beijou novamente. -Deuses você quer me matar.
-Reclame depois que o seu castigo acabar. -eu o olhei sem entender. -Não me olhe assim, você não achou que era só isso não é?
"Eita porra!"
