CAP. 4: SERVE-ME POR COMPLETO

Era uma morna noite em meados de agosto; Severus Snape estava placidamente sentado em um fofo cadeirão escuro, que ainda que antigo era um móvel formidável, não tinha muitos momentos como esses, quase sempre estava metido na elaboração de poções experimentais, às vezes afundando nos desígnios de Voldemort, outras vezes suportando as conversas com Dumbledore, mas desta vez não, desta vez se tinha tomado um tempo só para ele, relaxado, volteou uma página do livro que lia, esticou sua mão até a mesinha de lado em busca do copo de vinho tinto, se levou o líquido aos lábios degustando o agradável sabor do fino licor; uma dor em seu braço fez que soltasse o copo e o livro ao mesmo tempo; era claro o que passava, era um chamado, um mais que suportar, um mais ao qual devia ir, com um rápido chamado por lareira avisou a Dumbledore de sua seguinte partida, não se deteve a recolher os objetos caídos, já teria tempo para isso depois.

Quando se apareceu nesse conhecido salão, advertiu que estava completamente só, deduziu que o Lord o precisava para algo em específico, talvez uma poção ou uma informação referente ao Colégio ou a Ordem, esperou como de costume em posição de tranquila obediência, atingiu a se pôr a branca máscara já que nenhum dos anteriormente eleitos se encontrava o acompanhando; essa noite tinha mudado de uma morna a uma fria ou era a sensação que emanava desse lugar? Não pôde seguir com seus pensamentos porque ante ele, a figura de Voldemort se encaminhava desde o corredor.

- Snape.

E o aludido quis acercar-se para fazer a acostumada reverência, mas a mão levantada de seu Senhor fez que desistisse.

- Tens alguma ideia do por que está aqui? – e situou-se justo em frente.

- Porque meu Senhor ordena-me.

- Bem, desfrutarei muito com sua presença.

- Segue-me – ordenou-lhe, para depois voltear-se e percorrer o mesmo corredor.

Chegaram a um espaço decorado com igual suntuosidade que o resto da Mansão, umas grades se alçavam em frente a eles, mesmas que comunicavam ao andar superior; seguindo a seu Senhor a uma prudente distância ambos subiram ao segundo andar e se encaminharam pelo agora longo corredor, Snape notou que a Mansão estava particularmente vazia, sempre tinha alguns comensais rondando o andar inferior, porque os superiores estavam à disposição só de Voldemort e de alguns de maior rango e importância, depois de seu pausado avanço chegaram até a última porta que correspondia ao lado esquerdo.

- Espera-me dentro.

Um assentimento como resposta e viu que o Lord se dirigia até a enorme porta no fundo.

- (as habitações exclusivas do Lord) – disse-se, em muito poucas ocasiões deixava que alguém passasse.

Ingressou em sua totalidade ao recinto indicado, seu instinto de espião fez que escudrinhara com a mirada a cada rincão e particularidade da habitação, era pequena em comparação às outras existentes, uma janela longa, estreita e empanada estava justo à frente da entrada principal, com segurança não tinha sido limpada em muito tempo, como detestava esse tipo de descuido; desde seu ponto de vista na esquina da parede direita tinha uma porta que seguramente comunicava ao quarto de limpeza, um móvel com várias calções de banho ao lado da janela sustentava um candelabro de várias velas suficientes para alumiar tenuemente a habitação inteira, na esquina oposta da mesma parede muito acima quase chocando ao teto um antigo relógio de madeira, seguramente para que ninguém pudesse desfazer do objeto, a hora era facilmente distinguível, apesar da escassa luz.

- (algum feitiço de desvelado) – disse-se – (Quase meia noite) – observou

O que lhe surpreendeu bastante é que ao lado esquerdo se achasse uma cama pulcramente ordenada, não era muito grande nem ostentosa, mas também não era uma miséria, quadros, duas cadeiras, era o quarto de alguém com segurança, sua testa se contraiu quando percebeu que o quadro da cama fazia pequenos movimentos sinuosos, uma nova e exaustiva mirada lhe confirmou que eram lianas entrelaçadas e não era madeira comum, efetivamente eram laço do diabo vivente, mas não das comuns de grossas lianas senão de delgadas ramificações como podiam crescer com uma forma específica? Pelo geral se expandiam em todas direções, também tinha inconsistência em sua estrutura não era a clássica fineza; qualquer resposta ou outra pergunta seria para depois, porque o ruído depois atrás da maçaneta se abrindo lhe tirou de seus pensamentos; o rendimento de Lord Voldemort fez que tomasse uma postura atenta e disciplinada.

Um pequeno resplendor proveniente do relógio anunciou a hora zero, o início de tudo.

O Lord acercou-se com sobriedade e começou a girar lentamente ao redor de seu súbdito, como quem encurrala uma presa enquanto esta se mantém quieta; com a vista baixa mais mesmo assim seguia ocultando qualquer expressão baixo sua máscara, era uma presa.

- Quero ver-te Severus – disse-lhe sibilante e plantou-se novamente adiante do comensal.

- Sim, meu Senhor… – desprendeu da máscara de seu pálido rosto e apartou a capuz, a cascata de cabelo negro emergiu depois dela, sentia como os olhos de Voldemort se fincaram nele, viu como essa espécie de boca imitou o que pôde ser um sorriso de satisfação e dela saiu uma palavra em parsel que não entendeu em absoluto mas que lhe provocou um temor.

- Senhor?

- Sua varinha – disse sem expressão e estendeu suas escamosos dedos em espera de recebê-la.

Não era a primeira vez que pedia a varinha de um de suas comensais, mas a última vez que o fez foi a varinha de Malfoy e este não teve um bom destino e recordar o que lhe passou depois, fez que duvidasse por um segundo, esses segundos que lhe serviram para sacar prontamente a varinha de sua manga, de todas formas devia o fazer e depositou o delgado instrumento nas mãos de Voldemort quem a tomou para a examinar detidamente, lentamente a baixou e apontou a seu dono, se acercou mais, Severus sentiu como a ponta de sua varinha pressionava sua abdômen, mas mesmo assim não disse nada, tinha que estar sereno, não mostrar medo ou qualquer outra expressão, o rosto de Voldemort se lhe acercou mais, bem perto de seu ouvido, então o escutou em um sussurro.

- Crucio…

- Aaah! – se desmoronou.

- Crucio – começou a rodear o corpo caído – Crucio – escutava-se gritos lamentosos a cada vez que era objeto de um novo feitiço, estes eram particularmente mais intensos dos recebidos em qualquer outra circunstância.

- (Descobriu-me… descobriu-me…) era o único que se dizia assim mesmo.

- Como te sente? – Parou de torturá-lo. – Diga-me, Severus como te sente? – arrastava suas palavras.

Severus apoiou-se em suas mãos em uma tentativa de incorporar-se, todo seu corpo tremia e não chegava a articular palavra, pensava que este era o momento final de sua vida, estava seguro que o Mago Escuro tinha descoberto que era um espião de Dumbledore.

- Pergunta-me, meu "fiel" comensal, pergunta-me Por que?, FÁ-LO!

A palavra finque tinha sido pronunciada "fiel", estava quase seguro que como espião seus minutos estavam contados; não queria dizer nada, mas devia obedecer, era mais bem um instinto de sobrevivência.

- P…por… que? – sua respiração era entrecortada e pequenas gotas de suor começavam a formar-se em sua frente.

- Porque desejo ver-te débil, ainda que sei que não é necessário, mas me compraze sua debilidade. - sua voz era assustadora.

- Dê… bil…?

- EM PÉ! E desfaz-te da túnica.

Mal pôde se parar, com as mãos ainda trémulas pela recente tortura, desabrochou sua túnica e a deixou cair no chão junto à máscara que tinha soltado ao receber a tortura.

- Quando aceitaste a marca me aceitaste a mim.

A que vinha essa pergunta? Por resposta só pôde fazer um pequeno assentimento, trataria de se repor cedo para poder fugir se se precisava, o Lord continuou:

- Meus desejos passaram a ser teus e minha ordem sua vontade ou me equivoco?

- Não Senhor, é como você diz.

- Ademais; distas muito dos demais em astúcia e poder – ladeou sua cabeça. - tanto de modo que é meu espião e não me surpreenderia se fosse um dobro espião, mas… Não é.

- (Estou perdido) Não o sou.

Sua resposta foi acompanhada por uma suave negativa de cabeça por parte de Severus e, uma das mãos de Voldemort levantava o queixo do comensal enquanto continuava.

- É me completamente fiel? – perfurou os negros olhos com sua vermelha mirada.

- Bem sabe que sim.

- Tenho sua alma e sua mente; diga-me, tenho-te? – fechou um pouco mais seus dedos no mentón de seu súbdito.

- Sim…

- O servo não é maior que seu Senhor, o recorda, e você, meu querido Severus é MEU servo.

- O sou

- Então… serve-me por completo – finalizou a frase bem perto dos lábios do professor.

Foi quando este distinguiu essa mirada, essa mirada que viu muitas vezes nos comensais quando cometiam infâmias, uma mirada que o fez tensar-se, luxúria.

Não podia estar lhe pedindo isso.

- Você sabe muito bem que lhe sirvo – levaria a conversa por rumos diferentes.

- Sei-o

Passou seu braço pela cintura dolorida de um mais que tenso Snape quem pôs os braços como barreiras entre o corpo de Voldemort e o próprio, fato que fez enojar o rosto do Lord.

- Guardaremos sua varinha – arrojou-a ao teto e como se um íman a atraísse, chegou rapidamente até posicionar-se acima da cabeceira da cama, onde ficou estática e se formou uma aura verde ao redor dela – te levará quando acabemos.

- Senhor, eu… não… - tratava subtilmente se apartar de seu captor, qualquer oportunidade de escapar dependia de se afastar o mais possível desses braços.

- Deveria sentir-te muito afortunado, me servirá em plenitude para me satisfazer.

- Senhor, existem vários entre suas filas quem poderiam cumprir-lhe melhor nesse aspecto (isto não está passando) – e por fim conseguiu se afastar um pouco – Bellatrix por exemplo, conta com…

Mas um golpe calou-o abruptamente, um ardor intenso instalou-se em seu rosto.

As mãos do Lord apertaram-lhe os ombros com tal força que achou que romperia seus ossos, contrário a um servidor submisso a seu Senhor, Severus tratou já não só de se afastar senão de se opor explicitamente.

- Eu… não… não tenho a experiência… suficiente… para poder o comprazer… meu Senhor…

Era a única oração que pôde articular, mas em seguida se arrependeu por ter dito, ao ver um brilho intenso e diferente nos olhos de seu amo, quando lhe revelou esse detalhe. Foi quando caiu em desespero.

- De modo que nenhuma experiência deste tipo achei que meus comensais tinham provado todas as vantagens de seu poder e todas as formas das delícias carnais, vejo que minha eleição, foi melhor do que me esperava.

Eleição? As incompreensíveis reuniões anteriores agora cobravam sentido, esse recinto tão impessoal só poderia servir para uma coisa, isso o fez se desesperar ainda mais e tratou de se apartar com mais força.

- NÃO. – sua inútil barreira era facilmente curvada.

- ESTÁ-TE NEGANDO, MALDITO?!

Soltou um braço aprisionador e deu-lhe um novo golpe com tal força que Snape caiu ao chão imóvel de bruços, lhe atingiu uma patada fez que o corpo se volteara, a fissura no lábio inferior deixava correr um fio de sangue, os olhos fechados começaram a se abrir, se sentou abruptamente apoiado em seus braços se sentia tão mareado, a combinação de crucios e punhos realmente o tinha debilitado muito.

- O tivéssemos desfrutados ambos.

Foi-se direto ao caído e com uma só mão forçou-o a parar-se, enquanto Severus desorientado ainda tratava de se soltar.

- OUSASTE NEGAR-TE.

Um novo golpe, outro e outro foram destinados ao rosto e ao corpo de Snape.

- NEGASTE-TE A MIM.

Quase na inconsciência e por mais que tentasse se opor a força física de seu agressor era por demais superior.

- JAMAIS VOLTARÁ A TE NEGAR, JAMAIS – e voltou a atirar no chão.

O único que podia fazer era se proteger o melhor possível, o faria até que os golpes cessassem, mas foram substituídos por invisíveis açoites, produto sem dúvida de um feitiço torturador, açoites que rasgaram partes de sua jaqueta, camisa, calça, traspassaram as roupas deixando marcas profundas ao longo de sua branca pele.

- NÃO VOLTARÁ A ME NEGAR SEU CORPO NUNCA

Não podia responder a seus gritos, Que lhe diria? Que faz favor parasse? Que tivesse piedade? Que não queria o fazer? Que sentia asco tão só o ver? Nada do que pensasse ou dissesse aplacaria a fúria desse ser, nada, absolutamente nada.

Subitamente açoite-los pararam era apreendido de um braço e uma mão fria fechava-se em seu pescoço impedindo-lhe respirar, quis livrar-se desse agarre, mas foi lançado e caiu ao que supôs era a cama, pretendia se afastar o mais longe possível daí mas algo envolvido em seu pulso lhe impediu, reconheceu esse ramo, o laço o aprisionava, sabia que a planta o soltaria se se relaxava, mas quem se relaxaria nessa situação.

- AFASTE-SE!

Gritou-lhe quando a cama se afundou ante o peso do Lord.

- COMO TE ATREVE! – e um novo feitiço golpeou-o.

A dor da maldição quase deixa-o inconsciente por enésima vez essa noite, quis levantar-se mas a planta tinha-lhe agarrado também na outro pulso, mover os pés lhe foi impossível a mesma sensação de correntes movediças, agora compreendia e sentia que a rugosidade não era tal senão uma série de tricomas as quais ao se partir expediam um líquido adormecedor; frio, já não levava roupa alguma, quando foi que as perdeu? frias, as mãos que se posaram em seu peito.

- NÃO ME TOQUE!

Forcejou e conseguiu romper o amarre do pulso direito, mas mais rápido que uma serpente em espreito, outro novo ramo lhe rodeou em seu lugar.

- NÃO, ME SOLTE.

- Diverte-me Severus, diverte-me muito, mas… – e como se de passo se tratasse as roupas de Voldemort se deslizaram para dar passo a outra pele semi-humana, escamosa – já é hora.

Sentiu como as unhas de seu agressor se fincaram acima de seus tornozelos lhe obrigando a flexionar as pernas, o Lord pôs os joelhos nos pés de Snape para que não as baixasse.

- DEIXE-ME! – gritou.

Afundou seus dedos na suave entreperna para poder abri-las, por mais que Severus forcejara, só conseguia que as unhas se enterrassem mais.

- ABRE-A JÁ!

Utilizando um pouco mais de força conseguiu seu cometido, Voldemort posiciono seu corpo entre elas; apesar das múltiplas feridas notava-se que a pele era de uma palidez provocante, um corpo bem formado, formoso, o sangue que emanava delas conseguia um contraste de cores que provocou que o Lord aumente seus apetites.

Na mente de Severus a áspera pele confirmou-lhe que esta não era um pesadelo, era a realidade. Por que o fazia? Não tinha nem a mais remota forma de escapar, isso lhe estava passando e não sabia a razão.

- PERDÃO! – Gritou levantando levemente a cabeça – perdão, qualquer coisa que tenha feito, o sento, me perdoe.

Sua mirada nublada de pânico e desconcerto só fez que o Lord desenhasse um sorriso de lado, perdão? Não creu nunca escutar essa palavra com tanto afinco, a tinha escutado inumeráveis vezes mas nunca dessa forma, com seu índice redesenhou o caminho de sangue que baixava desde os lábios e se perdia em seu pescoço.

Para Severus seria o mais próximo a uma caricia que conheceria essa noite; sentiu como um talho trepava por seu pescoço, tateando sua pele, chegando à juntura de seus lábios.

- Não…

Foi uma súplica afogada, porque o ramo que antes tateava suave se fechou fortemente sobre seus lábios, suas mãos se crisparam e rasgaram o córtex do laço vivente fazendo brotar uma negra sábia, que se deslizou por seus dedos e antebraço.

Foi quando as frases em parsel que pronunciava o Senhor Escuro começaram como um sussurro e foram se elevando a cada vez mais, a mão direita de Voldemort se metia por embaixo de suas costas seguia a linha da coluna lhe produzindo dolorosos aranhões, chegando até um pouco embaixo da cintura, com a outra mão obrigava a abrir mais a perna aprisionada, fincando mais profundo as unhas, não teve beijos nem caricias, não teve nada remotamente apaixonado só essa voz pronunciando conjuros indecifráveis, só essa pele áspera que se esfregava contra a sua, só seu espírito se rompendo em pedaços.

Agora ambas mãos elevavam seu quadril, imaginava o que viria, abriu os olhos desmesuradamente isso não lhe podia estar passando, isso não era verdade, as lágrimas ainda contidas e qualquer súplica era afogada pela mordaça vivente, algo se empurrava em sua entrada, se aferrou mais, esse algo o penetrou com tal força e profundidade, que apesar de ter a boca coberta emitiu um grito e as lágrimas correram sem mais; não esperou a que se acostumasse à intromissão e continuou o possuindo de maneira brutal a cada vez mais profundo, mais rápido, seguramente era sangue o líquido que fez que o Lord entrasse com maior facilidade.

Doía, doía tanto que seu corpo instintivamente tratava de se afastar, mas o agarre de umas frias mãos o obrigavam a voltar, da garganta de Voldemort as frases eram já quase gritos, o vaivém se fez errático, o agarre e a penetração mais dolorosa, uma sensação ardorosa lhe assinalou que o sêmen era derramado em seu interior, estava consumado, foi violado e não pôde fazer nada ao respeito.

Exausto deixou-se cair sobre o peito de Severus, esperou um breve momento até que sua respiração se normalizou, saiu sem contemplações do corpo que estava embaixo dele, este emitiu um gemido.

O Lord, baixou-se do leito contemplando o corpo ainda sujeito de seu eventual amante, com tão só o pensar seus vestiduras lhe cobriram e se dirigiu à porta.

- Retira-te – e saiu da habitação.

A força das lianas cedeu, os gemidos encheram o quarto, um novo resplendor proveniente do relógio alertou-o, eram as duas da manhã, doía-lhe a cada parte de seu corpo, incorporou-se e uma pulsante sensação traspassou-o, preferiu parar-se, algo viscoso se escorregou por entre suas coxas e um pequeno ruído fez que se volteara; sua varinha estava no chão tomou-a só por instinto com um passe se limpou, compôs sua roupa e se vestiu o mais rápido possível ainda que seu corpo não estava capacitado para isso nesse momento, afogando gemidos terminou de abrochar-se a capa e se pôs a máscara, não fora que algum comensal o visse nessas condições, não queria que ninguém, absolutamente ninguém lhe visse.

Saiu desse quarto, os pés pesavam-lhe demasiado mas queria ir-se daí o quanto antes, saiu ao corredor e estava silencioso, vazio, tão vazio como ele mesmo se sentia; traspassou as grandes portas da Mansão, começava a chover tenuemente, mas ele não pareceu o sentir, com um ruído surdo desapareceu.

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Faz alguns minutos que Wormtail traspassou a porta.

- Conseguiu seu cometido? Meu Lord

A serpente sacava sua língua em direção da saída de Wormtail.

- E de uma maneira grata, se analisa-se melhor a situação.

- Claro que o comprazeu, não se entenderia se se atrevesse a lhe recusar.

- Ainda que duvide, sim atreveu-se, só ele pôde ter coragem para isso, outros sem dúvida se teriam dado por completo, mas agora já sabe que isso não é o que lhe convém, mas a dizer verdade esse forcejo me fez o desfrutar mais.

- Então… violou-o?

- Efetivamente, e pelo que foi não esteve jamais nessa situação, acho que foi a primeira vez com um homem em submisso… mas não a última.

E o macabro riso ouviu-se pela mansão e dirigiu-se a longos passos até suas habitações.

"Este é o princípio, o princípio de aceitar que todos dependemos de alguém mais poderoso"

Continua…

Nota tradutor:

Não tenho o que dizer sobre esse capitulo... violaram o meu querido Sev! Prendam já esse homem :p

Bom bora para os reviews da semana?

Ate breve!