CAP. 6: É NECESSÁRIO UM RECORDATORIO?

- É verdadeiro Harry, todos, absolutamente todos os magos e bruxas podemos fazer magia sem varinha – lhe explicava Hermione essa manhã à hora de terminar a merenda – é bem como começa a magia acidental dos meninos. Ter quando o Professor Dumbledore muda a cor da Casa Ganhadora no Grande Comedor não o vês com seu varinha ou sim?

- Bom não.

- É mais Harry, um bom exemplo é o chamado que fazemos a nossas varinhas com o Accio.

- Mas achei que atuavam sozinhas, elas são nossas não?

- Se não a temos também podemos fazer magia, mas só ocorre quando estamos muito concentrados no que queremos, mas se não o estas não serve de nada. A varinha só nos serve para concentrar o poder mágico,

- Entendo.

- De que falam?

Ron apresentava-se no salão após ir à cozinha por duas tostadas, uma na cada mão, ao que parece a comida recente não lhe enchia.

- Da magia sem varinha – respondia-lhe sua moreno amigo.

- ah – e seguiu comendo.

- Você sabia?

- Saber que?

- O da magia sem varinha

- ah, sim – e seguiu comendo; Harry só girou os olhos ante as curtíssimas respostas de seu amigo, mais concentrado no que comia, que no que falava.

- Acho que ao não ter vivido neste mundo, estou um pouco em desvantagem.

- Mas eu também não vivi aqui Harry, o que te faz falta, é…

- E-s-t-u-d-a-r?

- Sim… e não me olhe desse modo Harry

A manhã seguiu sem sobressaltos de nenhum tipo até a hora do almoço.

- Por que acham que já não recebemos os números do Profeta?

A inocente pergunta de Harry, deslocou a seus dois amigos, Hermione tossiu, Ron por pouco cai-se da cadeira e Harry passou sua mirada de um depois a outro, após fazer isso por um par de vezes se animou a lhes perguntar novamente.

- Por que acham que já não recebemos os números do Profeta?

Desta vez sua pergunta fez que seus dois amigos se olhassem entre eles e quase baixassem os olhos.

- Há algo que me ocultam verdade?

- Modos Harry… - Hermione deteve-se.

- Irmão, queríamos dizer-te, mas não sabíamos como.

- Dizer-me QUE.

- Harry… - voltou a falar a castanha. – Faz em alguns dias quando o Diretor veio... recorda-lo?

- Qual das vezes?

- Bom, nesse dia que chegaram antes que os demais.

- Continua.

- Harry, o que Hermione quer te dizer, é; eh… recorda que o Diretor nos chamou por um momento? bom, pois... decidimos que o melhor para ti é que não te inteirasses das coisas que passam fora, era por seu bem.

- Quem nós? – e entrecerrou os olhos, porque já se imaginava a resposta.

- Ron, eu, a Ordem inteira – terminou de dizer Hermione.

- Por que não me disseram?

- Por que achámos que não o compreenderia. Os jornalistas estão histéricos, fazem afirmações que não… não queríamos que te preocupasse.

Tinha algo mais, a entrega diária do Profeta sempre estava pregada de notícias de supostos aparecimentos de comensais em lugares distantes, desaparecimentos de famílias inteiras, notícias de que ele, Harry Potter tinha fugido ou que se encontrava recebendo treinamento com os melhores aurores do Ministério, mas isso não tinha sido problema até agora.

- Há algo mais?

- Bom… o Ministério aprovou um Decreto e pois… os menores de quinze anos que estejam capacitados para o fazer poderão desparecer-se quando se vejam em perigo.

A última frase disse-se tão rápido que a garota apenas se respirava.

- Hermione, isso em vez de me enfadar ou fazer qualquer outra coisa é bom, será uma vantagem para todos, mas – voltou aos olhar – ainda segue tendo algo que me ocultam verdade?

- Menos você.

- Que?

- Menos você Harry – lhe repetiu Ron – você está proibido, não querem te perder de vista, por sua segurança.

Não lhe molestava o fato de não receber notícias, é mais livrar por alguns dias desses titulares era um alívio, mas o que seus amigos lhe ocultassem algo assim, isso sim lhe doía, não pensava ir em busca de Voldemort ou fugir, não lhe permitir desaparecer isso não era tão importante, então, como atuariam eles com coisas que realmente sim importavam, todos lhe ocultavam algo sempre; seus tios não lhe disseram que era um mago, lhe ocultaram que Sirius era seu padrinho, lhe ocultaram como era realmente seu pai com Snape, também a conexão dele com o mesmíssimo Voldemort, a Profecia e de seguro que Dumbledore seguia guardando mais segredos. Mas, por que seus amigos? Por que precisamente eles? sentia-se traído, sentia-se só.

Levantou-se com a intenção de marchar-se, não valia a pena uma reprimenda, se limitou a dizer ainda de costas.

- É necessário um recordatorio para fazer-lhes saber que somos amigos?

- Harry não o tomes dessa forma, faz favor nos desculpa – sua amiga quis lhe acercar.

Harry apressou-se a sair de cozinha-a rumo a seu quarto, por que não lhe entendiam? ele queria ser tratado como qualquer outro, não como uma simples escorrida arma de cristal.

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Chegou a tarde e junto a ela a queimação no antebraço de Snape, um chamado.

- (Bom Snape, prepara-te porque sua pequena saída tem de custar-te) – dizia-se ao tempo de envolver em sua capa para depois desaparecer.

- (Pagará todas minhas humilhações Snape, me tratar como seu escravo, agora será divertido te ver) – também Wormtail desaparecia, mas este estava carente de capa ou máscara.

Como sempre ocorria, seria Voldemort quem ordenasse uma ou outra coisa, só esperava que desta vez a reunião fosse longa e complicada, pois assim cabia a possibilidade de não ter que se encontrar a sozinhas com ele, mas conhecendo o sádico e malévolo que resultava Voldemort não tinha certeiras esperanças.

- Agora que sabem que uma Nova Era; em onde os magos são os supremos ante todas as criaturas tem começado…

As palavras do Senhor Escuro escutavam-se tão endiabradamente nítidas em todo o Salão quando começou a acostumada junta, a primeira em onde todos se apresentavam.

Lucius permanecia arrinconado, o que uma vez fosse um dos mais temidos e respeitados dentro do círculo íntimo do Lord tinha sido despojado de seus privilégios, ainda que conservava sua camada a falta de máscara mostrava a todos o devastado que estava. Sua esposa bem perto dele também não luzia sua beleza anterior, sua pele opaca e as marcas escuras ao redor de seus olhos eram signos inequívocos de noites em vela e longos prantos desde aquela horrível noite em que fosse convocada a sozinhas pelo Lord.

Rememoração (ataque ao ministério):

Essa noite estava acorda em espera de qualquer acontecimento pendente de seu esposo, ainda que seu casal era um pactuado chegaram a se compreender e se apoiar, eram como eles mesmos se dizia: eternos amigos.

- Aaah – um sonoro gemido saiu de seus delicados lábios e soltou a taça de licor que até esse momento saboreava, o Lord lhe chamava, pressentiu que se Lucius ainda não voltava somado com o chamado intensamente mais dolorosa que em ocasiões anteriores não eram boas notícias para sua família; ainda com a roupa de dormir baixo a túnica e capa negra se apresentou a seu Senhor.

Os corpos agora apoiados às paredes laterais recuperavam seu conhecimento e se marchavam conforme podiam se pôr de pé, outros levavam flutuando a outros que não correram com tanta sorte, se baixo pasmada ante isto, quando o último comensal castigado se retirou o Lord apareceu e depois de si o corpo flutuante de seu esposo e depois deles os seguia sua irmã menor cambaleando-se, tentando caminhar como sempre com seu orgulhoso andar, ainda que realmente não o estava conseguindo.

Vê-lo assim conseguiu que sua testa desenhasse linhas de angústia, era evidente que o trabalho encomendado não teve bons resultados, não queria pensar no pior, como sobreviveria ela? Como lhe diria a seu filho? Um gemido tão tênue escapado da garganta de Lucius quando lhe soltaram no chão lhe devolveu um pouco de esperança.

- Teu colega, minha bela Narcisa decepcionou-me.

- Lamento-o Senhor – e quase arroja-se a seus pés para pedir piedade, mas só se ajoelho.

- Agradece a Snape que ainda siga com vida, mas talvez não por muito, se não consegue o salvar.

Que queria lhe dizer? Devia suplicar, fazer algo, lhe oferecer algo? Ou simplesmente levar-lhe daí para poder curá-lo.

- Diga seus desejos Senhor, eu acatarei.

- Toda tua família tem caído muito baixo, precisam se isentar ante meus olhos. Alguém que carregue com suas culpas, alguém que seja capaz de fazer algo para mim e talvez recupere o lugar que vocês já perderam.

- Farei o que me peça.

- E que me ofereces você Narcisa? não é muito poderosa, sabe bem, suas amizades são os mesmos que o de Lucius e não me servem de nada.

- Draco! Draco meu Senhor, é tempo que se una a sua causa.

A intolerável de Bellatrix tinha falado como se se lhe tivesse ocorrido uma ideia extraordinária, se a mirada matasse, já estivesse morta com a que lhe lançou Narcisa quando se atreveu a mencionar a seu filho.

- É algo.

Meditou em voz alta Voldemort e dirigiu-se até o reclinado loiro, com a ponta da bota encaixou um golpe no abdômen de Lucius, este se queixou lastimosamente, Narcisa compreendeu que se mostrava desacordo não sobreviveriam desta.

- Se você o deseja dessa forma meu Senhor assim será – uma resposta que lhe rasgava o coração, mas já depois acharia a forma de apartar a seu filho.

- É aluno de Hogwarts e está cerca desse Potter meu Amo, ele teria mais possibilidades para lhe trazer.

Bellatrix lhe pagaria, ainda que era sua própria irmã seu sentido de subjugação ao Lord chegava a níveis ridículos, mas um certeiro crucio de parte de seu maestro se lhe adiantou e a fez reclinar e perder o equilíbrio, bom, pelo menos isso lhe serviria de escarmento para não se meter em conversas, mas Bellatrix nunca aprendia, sua forma ambiciosa de agradar a Voldemort a faria cair de novo em brutas insinuações.

- Se é seu desejo eu não me oporei.

- Por suposto que não o farás, agora te leva indicando com a mirada ao comensal caído, te convocarei, mas deverás apresentar com teu filho.

- Assim o farei.

Acercou-se até Lucius, as manchas secas de sangue danavam horrivelmente o rosto de seu casal sujeitou-lhe uma mão e apareceram-se no quarto da Mansão pertencente aos Malfoy; o resto da noite e grande parte do dia seguinte dedicou-se a curá-lo.

Nos dias passaram, a recuperação de Lucius foi lenta, este se inteirou que em parte estava vivo graças a Snape, o padrinho de seu filho lhe tinha salvado, seu filho, seu Draco, temia à petição do Lord.

Dias depois mãe e filho deixaram a um Lucius escurecer na Mansão para apresentar-se ante Voldemort; regressaram após uma hora, Draco acabava de receber sua encomenda.

- Desfaz-te de Dumbledore. – era a ordem, e depois Voldemort ingressou a sua biblioteca pessoal.

Foi o último que se repetia em sua mente uma e outra vez, devia assassinar ao Diretor de seu colégio e não contava com ninguém capaz de ajudar, ninguém, estava só, carregando com a "culpa" de sua família.

Fim da rememoração.

Draco devia apresentar desde esse dia às reuniões, enquanto não estivesse no colégio e levando a cabo sua encomenda, era tratado como um mais dos seguidores, mas estava submetido a prova pelo que ao igual de sua família seu lugar era muito afastado da mirada direta do Lord.

Severus surpreendeu-se ao vê-lo quase junto a sua mãe, mas um pouco mais afastado de seu pai, foi desconcertante ver a seu jovem afilhado no meio deles, ao ser seu padrinho o viu crescer, sentia carinho por ele, como o que se tem a um filho, talvez não idêntico, mas de seguro muito parecido, os deixou para chegar a seu lugar atribuído um bem perto, bem perto dos olhos vermelhos, deixou suas reflexões para atender por inteiro à escura voz de Voldemort.

- Não existe a necessidade de nos ocultar mais, mas devemos ser precavidos; Ferir você e seus iguais seguirão trabalhando amparados pela noite, quanto mais meninos sejam seu objetivo mais será o desespero desses ilusos, converte aos mestiços, devora aos Muggles, mas não perdoarei ataques a futuros magos puros.

A isto o enorme homem lobo só pronunciou um macabro sorriso misturado de fome.

- Enquanto Garmeth e Skadi pedirão que os gigantes se nos unam, lhes prometam o mesmo da última vez, e qualquer território que eles apeteçam.

Estes dois estavam um pouco assustados por essa difícil encomenda, mas o fariam, se levariam consigo a vários subordinados para que sejam eles os que a cumpram, também não eram tontos suicidas.

E assim, o Lord repartia diferentes funções, os que participaram na última missão foram degradados a tarefas mais fúteis e outros ascenderam em grupo.

- Muito bem, devem me manter informado o mais cedo possível, nem sequer imaginem que me conformarei com lucros medíocres, agora, se retirem.

A junta chegava a seu termino, os comensais retiravam-se ao todo silêncio, agradecidos que seu maestro se encontrasse de humor e se retiravam desta vez ilesos, mas a voz autoritária de seu Amo se fez sentir uma vez mais os estremecendo.

- Snape, você fica, ao igual que seu servente.

Quase a maioria já estava inteirado que o Lord designou a Wormtail como o servente pessoal do pocionista, sentiam um tipo de inveja de Snape, seu maestro confiava cegamente nele, não perdeu seu lugar em círculo privilegiado e agora lhe dava um servente, que ainda que era um vil e inútil oportunista, era um presente do mesmo Voldemort.

- E bem, algo que me informar? – acomodou-se elegantemente em sua cadeira.

- Uma nova reunião da Ordem, mas não trataram assuntos importantes, só se limitaram a repetir os planos que já você conhece.

- Não falo disso, me refiro o por que não lhe mencionaste a Peter que sairias?

Silêncio.

- Como seguramente te informou, ele está para te servir e também para te vigiar, sabe por experiência própria o que isso implica, lhe faz e te faz a vida mais fácil Severus, de modo que deve lhe dizer, onde, quando e o porque de suas atividades.

- Assim será meu Senhor.

- Peter, agora que sua preocupação se solucionou, nos deixa sozinhos.

O ratonil corpo do mencionado retirou-se com uma permissão mais que grotesca ao Senhor Escuro; mal teve saído quando com infalíveis e rápidos movimentos Voldemort foi direto até se encontrar em frente a Snape, este por instinto se afastou um passo, só um e se deteve.

- Não quero mais queixas, desta vez serei compreensivo contigo, mas está advertido, de modo que não abuse de sua sorte e-n-t-e-n-d-e-u?

- Não terá nenhuma meu Senhor – e um levíssimo tremor em sua voz fez sorrir a Voldemort.

As facções de reptil chegaram tão cerca do rosto de Snape que este baixou as pálpebras em busca do chão, a sombra de suas negras guias enfeitavam agora suas brancas bochechas, sua respiração se acelerou um pouco, estar nessa situação não lhe agradavam no mais mínimo, estar a disposição, vulnerável, a graça dos desejos carnais Voldemort não, não queria repetir a última experiência.

Seguro que suas sensações e não seus pensamentos foram captados pelo Lord, porque umas mãos se fechavam fortemente em seus ombros e seus pés quase flanquearam.

- Não, hoje não, mas… - fez mais forte o agarre. – não te negarás a receber um pequeno recordatorio de qual é teu nível agora.

Que lhe passava? Estava tenso, sua mente queria fugir, mas estava paralisado, nunca dantes experimentou essa sensação, na maioria dos casos o medo lhe fazia raciocinar com maior rapidez, mas agora era um completo e desesperante vazio o que lhe enchia.

O agarre de uma das mãos deixou-o e a palma viajante instaurou-se em seu peito e começou a percorrer até seu coração, um calor abrasivo obrigou-lhe a abrir os olhos não recordando quando os tinha fechado, o calor se fez maior e deixou escapar um suave gemido.

Sua pele se crispou ao contato de outra pele, seu desconcerto era maior, não recordou o desatar dos botões, agora não só pele senão um morno fôlego se lhe passeava, seu lábio inferior começou a vibrar, não passou muitos segundos quando a dor de uma forte mordida acima de sua mamilo esquerdo lhe fez emitir outro gemido maior, um recordatorio, uma marca, uma que sangrou, mas do líquido não ficou nada, pois a língua de Voldemort a lambia com avidez.

- Marcha-te.

Não teve que o repetir, não se entreteve abotoando-se o peito descoberto, cruzou os lados da capa e saiu, a falta de ar nos pulmões lhe obrigou a dar uma arfada, quando fechou a porta, ainda que não o notasse suas mãos estavam fortemente apreendidas a sua capa, correu com sorte e deste encontro só teria uma marca.

Já em sua casa aguardava esse serpento de vigilante que tinha que aguentar, lhe dedicou uma de suas mais afiadas miradas, era o único que podia fazer, pelo momento, pensou, porque segundo Voldemort estava obrigado a lhe dizer todas suas ações, mas não lhe proibiu lhe seguir tratando como ele quisesse.

Uma vez em sua habitação expôs o que sua capa ocultava, um orifício do tamanho de uma mão, era razoável não ter sentido quando lhe desabrochara os botões, a teia tinha cedido inexoravelmente a um calor excessivo, os bordes e o cheiro o confirmavam, agora a marca dos dentes se via completa, vermelha, profunda.

Um recordatorio tinha-lhe dito, estava de acordo com Voldemort, desta vez tinha sido condescendente com ele e saiu bem livrado.

- (Marcar-me, só foi isso, agora devo tentar ser mais cuidadoso com meus passos, ainda que não sei porque me preocupo)

Dispôs-se a mudar-se para poder dormir, já amanhã seria outro dia e esperaria o chamado de Dumbledore para se reunir, não podia ir agora ao Castelo como ele desejava, agora dependia por assim o dizer desse estúpido vigilante pessoal.

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A noite seguinte uns acelerados toques na porta foram a causa para que Snape desistisse de ir a sua habitação a descansar; estava muito cansado, farto de tudo e que Peter não se dignasse sequer a abrir a porta lhe obrigaram a ir à porta.

Suas visitas femininas ingressaram na sala, Severus um pouco confuso pela repentina atenção da que era objeto sua moradia as atendeu todo o cordialmente possível, ordenando a seu servente lhes servir.

Peter voltou levando o pedido que lhe fez Snape; em uma charola prateada três copos com uma garrafa de vinho élfico, garrafa cristalina de longo pescoço e corpo largo, com toda falta de delicadeza se dedicou a lhes servir, estes não falariam enquanto Peter se encontrasse no meio deles, as mulheres se limitavam ao olhar com ar depreciativo, quando o homenzinho terminou sua tarefa, se retirou muito molesto ao ser tomado como um estorvo.

- (Que acham que são eles? uns estúpidos magos elitistas, mas eles não ficarão tão tranquilos e arruinarei sua pequena conversa, o Lord me teria comentado da chegada dessas duas, mas como não foi assim, o que atuem a suas costas não lhe fará nenhuma graça)

Ingressou a seu dormitório, dirigiu-se até a pequena mesinha situada a um lado de sua cama levantou o pequeno frasco que lhe deu Voldemort, o olhou com certa apreensão, o líquido laranja parecia se mover inquieto, desenroscou com cuidado a pequena tampa, que ao mesmo tempo era um goteio finíssimo, na ponta uma pequena gota se sujeitava trémula, caiu e foi parar direto à língua do encurvado homem.

Esperou uns segundos e um comichão geral se alojou em sua boca, moveu seus lábios como se pronunciasse as palavras, mas nenhum som saiu.

Caiu de joelhos tossindo, levou-se a calosa mão à boca, a tosse não cedia, quando após três ou mais quatro convulsões retirou a mão, esta se apresentava úmida, sangue, era um dos típicos modos de proceder do Senhor Escuro, como lhe tinha dito queria a informação ao instante, uma mensagem por coruja ou a rede flu não reuniam as condições para esse objetivo.

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Um vapor vermelho apareceu adiante de Voldemort, no mesmo instante que Wormtail terminou de mover os lábios, com a mirada inquisidora o destinatário dessa mensagem elevou seu dedo índice até chegar bem perto dessa névoa, mas o suficientemente longe para não o tocar, realizou um minúsculo círculo no ar ao mesmo tempo que dizia:

- Diga.

- Senhor, Bellatrix e Narcisa encontram-se aqui, Snape recebeu-as.

E como se a quantidade de palavras absorvesse esse vermelho fenômeno, seu tamanho foi diminuindo até desparecer em sua totalidade; uma mensagem concreta, curto, porque com segurança se Wormtail tivesse utilizado mais palavras o doloroso efeito teria sido maior.

- (Essas duas) – fechou as mandíbulas com força, ao instante a seus pés apareceram umas línguas de fogo, percorreram seu corpo até elevar-se para além de sua cabeça e consumiu-se rapidamente, levando-se consigo a presença do Lord.

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Com as mãos entrelaçadas Severus e Narcisa começavam com o feitiço do Juramento Inquebrantável, Bellatrix mantinha seu varinha acima das mãos, disposta a ser a executora final da mesma, mas o ruído e a luz do redemoinho chamejante deteve-lhes de improviso, a inconfundível forma de aparecimento de seu Amo congelou-os por completo.

O escrutínio do que a seus olhos se apresentava foi tão detalhado que os estudados se sentiram como um experimento, um frustrado do qual tinha que se desfazer.

- Um juramento inquebrantável, interessante.

Foi o primeiro que disse e nesse momento que se deram conta que ainda tinham as mãos em posição e se afastaram com lentidão.

- Não as entendo – passou sua mirada de uma a outra mulher, elas baixaram a sua – sua família cai tão baixo e mesmo assim seguem conspirando em meu contra, cometendo loucuras a minhas costas.

- Não meu Senhor, não…

As duas bruxas apressaram-se a pôr adiante de seu Amo com o corpo encurvado em uma súplica; Severus só atinou a baixar a mirada, faz mal a noite anterior que se viu livrado de um castigo , desta vez não correria com tanta sorte, não, não o faria e o pior era que não se concretou o Juramento pelo que Draco ficava contornava mais à graça do destino, enquanto pensava nessas circunstâncias as súplicas e explicações das envolvidas estavam cheias de desespero, mas o Lord as calou.

- SEI TUDO, EU LEIO EM SUAS MENTES, NÃO SE LHES ESQUEÇA QUE TANTO SUA VIDA COMO A DO JOVEM MALFOY ESTÃO A MINHA DISPOSIÇÃO.

- Meu Senhor…

- BASTA! – e concentrou-se no único que não tinha pronunciado palavra até esse momento lhe fazendo sobressaltar.

- E Você, Severus, achei que era muito claro o recordatorio que te dei, tinha um conceito muito elevado de seu sentido comum, me equivoquei.

Voltou a dirigir às mulheres, elas teriam que pagar sua temeridade com cresces.

- FORA, acho que acaba de pôr outro preço à sorte de teu querido filho, Narcisa, quero-as na Mansão quando regresse. – a ameaça estava feita e a sanção ditada, saíram da casa, não tinham a concentração suficiente para desaparecer em sua presença.

Inspecionou o lugar de meta a meta e sentou-se no mesmo cadeirão que momentos dantes as bruxas ocupassem.

- Poderia dizer-me a razão pela que arrisca sua vida?

Nenhuma resposta, só a respiração um pouco errática de Snape.

- A meus pés – ordenou-lhe

Foi humilhante realmente humilhante, as horas que seguiram a essa ordem, foram horas de um verdadeiro escarmento, uma vez que Snape dobrou seus joelhos ficando adiante de Voldemort, este lhe apreendeu o negro cabelo e lhe obrigou a que lhe olhasse.

- Tenta sua sorte, e voltarás a experimentar isto uma e outra vez.

Colocou sua mão na marca da noite anterior, mal o fez e uma dor no coração de Severus lhe traspassou por inteiro, a sensação de uma enorme agulha se introduzindo uma e outra vez elevaram as mãos do pocionista até a do Lord tratando de afastar de seu peito, a dor era tão grande que uns segundos foram suficientes para o deixar inconsciente, quando acordou sua bochecha descansava no couro do cadeirão, a dor no peito seguia presente ainda que a intensidade era menor mais seguia lhe machucando pelo que quis tocar o lugar em busca de alívio, não se movia, comprovou que suas mãos estavam sujeitas em suas costas.

- (Maldição!) – Tinha pensado, mas não o tinha dito – (Que?!) – nada também não, nem o menor sinal de som.

Começou a desesperar-se, uma mão empurrou sua cabeça na contramão do cadeirão, o frio do couro em seu peito nu desesperou-o mais, débil e assustado compreendeu que estava a total graça de Voldemort, uma vez mais.

- Acho que já compreendeste tua situação. - lhe sussurrou.

Se achava que uma nova intromissão seria rápida, bruto, dolorosa, mas rápida quão equivocado estava, pois o Lord propôs-se para mais baixo.

No ínterim do desmaio Voldemort tinha-o despido completamente, amarrado com quem sabe que, posicionado de forma tal que suas intimidades se mostravam com facilidade, com as pernas separadas pelo corpo de seu agressor, começaria novamente sua tortura.

Escutou que um líquido se derramava a seu lado, as pequenas gotas salpicavam suas coxas, o aroma era inconfundível o extraordinário vinho élfico corria indo parar ao chão, por que o fazia? E a resposta veio de uma maneira violenta.

No sadismo de Voldemort se ansiava que qualquer objeto que coubesse nas entranhas de SEU comensal era por demais excitante, lhe enterrou sem contemplações, porque ele não os tem, o longo pescoço da garrafa que ainda continha remanentes do licor, pelo que ao abrir seu orifício conheceu a sensação mais ardorosa e dolorosa de sua vida que acompanhados com os leves giros que lhe dava o Lord eram a coisa mais horrível que lhe sucedesse.

Se a capacidade da fala não se lhe tivesse cortado seus gritos tivessem sido tão altos que teriam acordado a todo o bairro.

Uma vez satisfeito a curiosidade Voldemort apartou-lhe o cristal, para imediatamente enterrar-se ele mesmo em sua totalidade, enquanto a Severus o álcool em seu interior lhe queimava a Voldemort lhe pareceu extraordinariamente delirante.

- Não trate de te sair – lhe disse desde suas costas.

Diferente à primeira vez, o Lord não recitou os feitiços e se manteve um longo tempo no interior do pocionista, saiu demasiado lento, entrou novamente com força, saiu com a mesma lentidão e de volta se enterrou a força, várias vezes mais o fez, tantas que Severus achou que nunca pararia.

Saiu dantes de verter o sêmen, com brusquidão fez girar e sentou-o ao chão, Severus abriu a boca, com segurança era um grito mudo, mas sua boca foi tampada pela carne ereta de Voldemort, ajudado com suas pernas tentou parar-se, afastar dessa posição, mas como sempre sua força física não eram nada comparáveis com o do Lord, enquanto este desfrutava a cada um dos gestos de Severus, desfrutava a cada uma das lágrimas que se perdiam pelos lados, uns embates mais dentro da garganta de Severus e agora sim o liquido branco se corria pela comissura de seus lábios.

Caiu de lado e seus amarres já não estavam, a primeira vez lhe tinha avariado, a segunda lhe tinha humilhado tanto, cuspiu o que pôde e ouviu essa voz em suas costas.

- Bem, espero que com este recordatorio, sim tome em conta sua posição, não queria entender com palavras, pois bem, assim será sempre que desobedeças.

Agora sim, uns tristes sons roucos escapavam de sua boca, com as sensatas vogais lastimadas de tanto gritar, gritar sem ser ouvido, viu como Voldemort acomodava sua roupa.

- Com respeito ao jovem Malfoy, estarei pendente de seu trabalho e, se achavam que suas tretas o livrariam de suas obrigações acho que deverá lhes agradecer que agora lhe vigiarei mais o entende? Lhe vigiarei de perto. E a imagem de Draco apareceu na mente de Snape, temendo-se o pior. Humilhação, isso sentia agora.

Os mesmos lumes apareceram-se para de volta levar-se a Voldemort a sua Mansão em onde lhe esperavam duas mulheres em espera de seu castigo.

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Nota tradutor:

Porra mais que final sádico hein... bora para os reviews?

Então ate breve!