CAP. 11: O MOTIVO VERDADEIRO
Vestido da capa que revelava seu pertence aos comensais, se apresentou ao igual que seus colegas ante a imponente presença de seu amo; acomodou-se a três bichas de seu amo, perto a várias cadeiras que se encontravam apoiadas à parede, a ausência da grande mesa, dava a entender que hoje, seria um dia de ações, não de conversas.
Voldemort achava-se a sua cadeira central movia levemente suas mãos em uma forma de caricia roçando com suas longas unhas o corpo escamoso de sua fiel Nagini, esta se encontrava a sua destra, enroscava seu corpo ao sentir as atenções de seu dono e com sua língua bífida emitia esses sons característicos que asseguravam que conversava com seu dono.
Quando chegou o último dos comensais Voldemort esperou um pouco, criando mais expectativa a cerca do motivo dessa reunião, se pôs de pé cerimoniosamente e estendeu os braços em sinal de boas-vindas.
—Tendes ido todos ao chamado de forma rápida. —e deu alguns passos para o frente — isso me compraze, espero como sempre… sua lealdade —se deteve e os olhou com ar perscrutadoramente soberbo. — E… os mais altos lucros esta noite —continuou.
Sua mirada não se apartava de seus súbditos, tendo feito pensar que esperava uma resposta, ou assim o interpretou alguém, pelo que desde o grupo se adiantou uma figura delgada e menor tamanho que os demais mascarados.
—Ordena, ordena meu Senhor, que cumprirei com o maior dos gostos —Bellatrix falava como possuída e com uma grande ansiedade, mas por resposta recebeu um cruciatus do Senhor Tenebroso.
—Por seu bem… espero que seja a última vez que ouse me interromper.
Os demais presentes moveram-se com inquietude, Lestrange nunca aprenderia?
—Hoje —seguiu. — começaremos com submeter aos altos cargos do Minis… do Wizen… já temem…
Para Severus as palavras de Voldemort começava a perder-se, olhou diretamente para o rosto de quem dava ordens, mas a imagem que ao princípio era nítida se lhe nublava, desviou a vista a seus lados e encontrou a mesma sensação, tratou de aferrar-se ao respaldo de uma cadeira que estava a seu lado em uma vã tentativa de não perder o equilíbrio, tudo começava a se escurecer e a sensação de vazio se voltou maior, não recordou nada mais.
Sua intempestiva queda provocou que os reunidos girassem a onde se tinha escutado o ruído seco, incluído Lord Voldemort que deteve suas palavras quando o ouviu, quem tivesse provocado o desvio de toda a atenção para si, pagaria muito caro, enquanto avançava os olhos vermelhos procuravam a causa.
— Que… é… o que sucede? —com voz sibilante Voldemort abria-se passo entre seus servidores, deteve-se estranhado ao ver que um de seus comensais jazia inconsciente no chão.
—Meu Senhor —era Bellatrix outra vez. — acho que o plano resultou demasiado para Snape e desmaiou-se —disse-o em tom de burla que no entanto a ela a enchia de satisfação.
— Desmaiou…? —Claramente a curiosidade refletida em seus olhos. — Peter! —agora era uma ordem.
—Sim meu amo —o aludido chego a seu lado em atitude encurvada.
—Informa-me.
—Amo, é… é… a primeira vez que sucede Amo. —lhe disse titubeante ao mesmo tempo que jogava com seus dedos nervosamente.
—Excelente… isto é excelente. —o brilho em seus olhos refulgia com satisfação, enfocou seu rosto ao teto e começou a dar risadas de júbilo misturadas com frases ditas em parsel.
Os que presenciavam a atitude de seu senhor não compreendiam nada e se olhavam uns a outros intrigados, de repente o riso macabro parou.
—Mas… devo assegurar-me.
Falou como se estivesse dentro de um jogo, para de imediato meditar por uns segundos e ordenar.
— ROCKWOOD! LEVANTA-O, NÃO QUERO NADA DE MAGIA SOBRE ELE.
Um enorme comensal avançou com atitude de moléstia, mas obediente e, dispôs-se a levantar o corpo do ex professor de poções. As pupilas verticais passearam-se por sobre todos os presentes e foram seguidas a mais ordens.
—LUCIUS, NARCISA, CARROW… PETER, SIGAM-ME; Os DEMAIS esperem minha volta, creio… que os planos pospor-se-ão ao menos por esta noite.
Dizendo isto, se afastou se perdendo nesse longo corredor seguido dos chamados, atravessou um longo percurso e se parou em seco em frente à habitação onde tinha lugar seus encontros com Severus, se fez a um lado e esperou, não seria ele quem abrisse a porta, esperou a que Peter o fizesse e ingressaram; com a mirada ordenou a Rockwood que lhe deixasse no leito, então se voltou aos que esperavam.
—Narcisa, Carrow e… Lucius… é hora de que te integre ao grupo, espero que desta vez não falhe, vão a St. Mungo e tragam ao melhor sanador do lugar, se assegurem que colabore.
Ainda que entre suas filas contava com várias pessoas de todas as profissões, incluindo sanadores, não pretendia perder um elemento tão importante como este na guerra só para atender a Snape, a demais precisava a alguém com ele constantemente e, se ao final não lhe resultava útil sempre poderia se desfazer dele, sem ter que mermar seus serventes.
Então voltou a perceber do vil e traidor animago, também tinha planos para ele.
—Peter, volta à casa de Snape e traz qualquer coisa que pareça estranho ou fora de lugar, roga, porque não se te tenha passado nada, e mais te vale que não trate de ocultar se o encontra.
Seus servidores assentiram, no meio da confusão que tinham ao ter que cumprir os estranhos mandatos de seu Senhor.
— (Um sanador para Snape?)
— (Poderei fazer algo tão difícil como trazer algo?) (NA: não pude me resistir)
Ao que parece suas suposições seriam para depois.
— AGORA!
Os encomendados saíram o mais a pressa que puderam fazendo uma reverência a seu amo; Voldemort olhou a Rockwood quem seguia esperando a um lado do leito, talvez Seu Senhor teria uma missão.
—RETIRA-TE
Afastou-se imitando a reverência que fizessem seus colegas, fechando a porta.
O Lord acercou-se com passo sereno para a liteira em onde Snape se encontrava, o contemplou fascinado, percorreu com a vista o longo do corpo, acercou também sua mão e com a longa unha do dedo índice desenhou o contorno do rosto se detendo maior tempo nos lábios fechados, seguiu seu caminho até se deter onde o pescoço dá passo ao peito.
—Mais vale que seja a notícia que espero —lhe sussurrou acercando ao rosto inconsciente de Severus. —por seu bem, espero que seja a notícia que espero.
Nagini tinha-se deslizado até entrar na habitação, presta acercou-se a seu dono, elevou seu grosso corpo até que seu triangular cabeça fosse vista por Voldemort, então deu saída a sua linguagem.
—Meu Senhor, acha que seja o que estava a esperar?
—Não só o creio minha querida Nagini, estou seguro.
— Por que tem tanta segurança?
—Porque Snape fez exatamente o que pensei que faria.
—…
—Pediu-me revisar minha biblioteca recorda-lo?
E a pequena cabeça afirmou-o.
—Então… procurava o feitiço, seu significado para ser exatos.
—Crê então que Snape já suspeitava.
—Definitivamente, ele não é tonto, de seguro o pensou muito bem, não me importo às conclusões que tivesse chegado, só me importava que ele decidisse fazer algo ao respeito, é óbvio que não desfrutava nossos encontros.
— Por isso foi que não o reteve desde a primeira vez, esperava que Snape reagisse.
E o sorriso satisfeito do Lord foi a resposta para depois prosseguir:
—Ele deveria ter feito algo para que o rito se completasse, e sem lugar a dúvidas o fez, que agora esteja assim, o demonstra.
Deixou conclusa a conversa e voltou a enfocar-se nele, em Severus, que agora estava a mais a sua graça.
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Três comensais de negras capas arribaram em uma rua em particular de Londres, irromperam na entrada de St. Mungo, a ordem de seu Senhor foi tão apressada que não tinham um plano traçado, decidiram que realizariam sua missão dependendo da situação que se apresentasse, mas deveriam de cumprir a toda a costa.
Com um subtil feitiço dormiram à recepcionista, como era de noite os corredores estavam relativamente vazios; o usual e elegante caminhar dos Malfoy foi deixado de lado e começaram a procurar a qualquer que tivesse a desgraça de se aparecer ante eles, de modo que tomaram como refém à primeira sanadora que encontraram, depois os três brandiram suas varinhas em todas as direções, lançando silenciosos feitiços.
—Se sabe o que te convém, deve nos levar com o melhor sanador que se encontre em St. Mungo —lhe disse Narcisa, com voz tão clara e fria que estremeceu à sanadora.
—Mas… mas…
— FALA DE UMA MALDITA VEZ!
Lucius não estava para aguentar vacilações, não agora que estava a prova. A assustada mulher compreendeu que o mais prudente seria cooperar com eles.
— A quem procuram em específico? —a pobre bruxa tratava de ganhar tempo, seguramente alguém mais ter-se-á dado conta de sua presença e a ajuda viria cedo.
—Acho que não entendeu maldita, nos leva de uma boa vez.
Carrow a sacudiu com demasiada força de um braço que a bruxa rapidamente perdeu o equilíbrio.
— P… Podem dizer-me ao menos, de… que especialidade?
—Não é possível que aprecie tão pouco sua vida.
Lucius deu a entender nessa ameaça que já se estavam a cansar e não duvidaria em prescindir dela.
A sanadora não podia tentar mais sua sorte, mas também não podia permitir que um de seus colegas seja vítima desses sanguinários Magos, o único que pôde fazer era guiar pelos corredores, tratando de afastar das salas de meninos.
—Por aqui… por aqui
—Não trate de nos enganar.
—Não o faço.
Seguiram por uns dois pulcros corredores mais, a sanadora queria conseguir despista-los, mas internaram-se na secção de casos gerais, chegaram até um pequeno escritório a luz permanecia acendida, a esta hora não deveria de ter ninguém aí, ao menos isso é o que sabia e supôs a sanadora.
—Aí dentro. —assinalou lhes com mão trêmula a mulher, mas rogava que o sanador de turno se tivesse marchado faz horas ou que pelo menos saísse a uma rodada noturna.
Os três sujeitos olharam-se entre eles e Carrow a soltou empurrando à parede, a mulher aproveitou isto e se foi o mais rápido possível em procura de ajuda, Por que ninguém se lhes tinha cruzado no caminho? Por que todos pareciam ter desaparecido? Abriu o primeiro escritório que encontrou, opressivamente encontrou a todos dormindo, apoiados na mesa, sentados, no chão, todos dormindo, se desesperou, correu chegou até uma ala qualquer de St. Mungo, de novo encontrou a todos os pacientes e sanadores dormindo, deveria ser ela quem chamasse aos aurores, correu em procura da lareira mais próxima mas à medida que sua trote desacelerava um peso se alojou em sua cabeça, avançava mais lento e suas pálpebras se fechavam a cada vez mais, uns dois passos mais e só teve tempo de apoiar em uma parede, agora também estava dormindo.
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Entraram ao pequeno escritório, mas não se detiveram a contemplar o mobiliário nem a decoração, pelo que divisaram com prontitude a um homem, que se encontrava apoiado em um cômodo divã azul que também sucumbiu ao feitiço que lançaram a todo o Hospital o uniforme ainda pendurava de um de seus braços, Narcisa se aproximou até chegar a seu lado, ainda que seu poder era menor em comparação de alguns de seus colegas, ela tinha habilidades inatas.
—Narcisa, fá-lo já! —dizia-lhe Lucius enquanto com um leve movimento de sua varinha incorporava o corpo até que o sentou.
Por meio de seus dedos médio e anular em uma das têmporas do caído, a mulher divagou em sua mente sacando informação necessária para fazê-lo "cooperar", quando teve terminado Carrow se dispôs depois de ele com a varinha em alto, só para amedronta-lo se se punha difícil tinham dito.
Um ligeiro Enervate serviu para que o homem começasse a acordar; ao mesmo tempo que recordava o que sentiu pouco dantes de dirigir ao divã, enfocou melhor sua vista e viu às duas personagens infundados em capas negras que estavam em frente a ele.
Ambos não lhe deram tempo a realizar a óbvia de pergunta de quem eram eles? mais no entanto o homem loiro dar tal ordem que diria que estava acostumado às dar.
—Deverá vir conosco.
—Sei bem quem são vocês, e não, não irei a nenhuma parte.
—Escute, você tem sorte, qualquer outro não seguiria com vida após o que disse, mas, precisamos sua "ajuda" de modo que será melhor para você colaborar.
Escutou-se outra voz mais rouca detrás seu, sentindo que uma varinha se encaixava em suas costas, talvez estava mais em desvantagem do que tinha pensado, não tinha nada que perder, melhor morria dantes de se prestar nos ajudar, pensou.
—PODEM MATAR-ME SE QUEREM, MAS NÃO AJUDAREI A SERES TÃO REPUGNANTES COMO VOCÊS.
—Acho que sua mãe e irmã lamentariam demasiado sua oposição, Senhor… Adler; ademais, é o mesmo Lord Escuro quem requer de sua presença e, a ele não lhe recusa ninguém.
Finalmente a mulher falava nesse tom tão frio e acalmado e o pior é que ela, parecia conhecer seu ponto débil; a menção de sua família pôs em alerta ao sanador, Como era possível que conhecessem dela? Então um pensamento paranoico apoderou-se dele, o vigiavam? Desde quando? Sua família corria perigo, era seu último pensamento, mal essa manhã saiu de sua casa com a promessa de sua mãe que Claire, sua irmã menor prepararia uma suculenta jantar, esperá-lo-iam cedo, mas o trabalho o absorveu por completo, quando tinha caído em quanta do avançado da hora decidia voltar, mas agora se achava em uma situação terrível, dele dependia a segurança de sua família, por elas, tão só por elas acederia os ajudar.
—Irei, mas…
—Não se anime fazer demandas Adler.
Mas o homem negou com a cabeça, assinalou para um maleta que se encontrava semiaberto em cima do pequeno escritório e fazendo caso omisso às reações de ataque dos três comensais se dirigiu ao lugar para o tomar, ao mesmo tempo que lhes explicava de forma como se explica aos meninos.
—Só me deixe levar minha maleta pessoal, se requerem de meus serviços como sanador, isso é imprescindível.
Meteu o braço que faltava em seu uniforme, arranjou o pescoço da prenda e meteu sua mão a um dos bolsos.
—Nem pense em tentá-lo, só nos mostre sua mão.
Lucius não tinha deixado de apontar, estava consente disso, mas quando escutou essas palavras sabia exatamente a que se referia, optou pelo obedecer.
—Cisa…
—Claro. —disse-lhe ela estendendo a mão, do bolso do sanador levitou prontamente sua varinha.
—Precisá-la-ei depois, de todas formas.
—Entregaremos quando o Lord assim o ordene, antes não – lhe respondeu o homem loiro que não deixava de apontar em nenhum momento.
—Pois, estou pronto.
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Seus três colegas tinham voltado, mas traziam consigo a um quarto visitante que por suas roupas todos reconheceram que era um sanador, teria algo que ver com o desvanecimento de Snape? Bellatrix bufou molesta, jamais ninguém teve esses privilégios, agora tinham suspendido um ataque pelo simples fato de que Severus talvez ainda se achava inconsciente.
O homem que tinha chegado ao salão era
Alto, com um porte elegante, mas não por isso chegava a ser depreciativo nem altaneiro, seus castanhos cabelos estavam fulcralmente peinados, ainda que umas fibras descarregadas se mexiam em sua frente, efeito da brutalidade de como lhe levavam pelo corredor em onde de seguro era esperado, tinha um ligeiro tom canela em sua pele, fina a simples vista, levava apreendido em seus longos e finos dedos uma mala de couro negro, com uma chapa brilhante em onde se distinguia claramente as iniciais de M. A. Seus azuis olhos moviam-se inquietos, olhando a todas partes, tratando de reconhecer o lugar, tratando de reconhecer qualquer coisa.
Para Adler encontrar-se no meio de bruxas e magos escuros provocou-lhe primeiramente repulsão, tinha visto e atendido demasiados casos unidos aos ataques de comensais, sua situação era irrisória, ele tentava sempre de salvar a vida de todos, mas, como agora sua presença era para "ajudar" aos seres que ele detestava, não sabia se se rir ou os amaldiçoar, optou por lhes ser indiferente, como era quase arrastado pelos degraus tropeçou e caiu.
— Maldição!
—Espero que não seja torpe em seu desempenho como sanador ou pelo contrário o Lord prescindirá de você rapidamente.
—Senão quer que seja eu quem precise ajuda médica, então deixe de me tratar tão torpemente, de seguro que seu Lord, não gostaria que de eu chegasse em más condições.
—Tem razão Carrow, melhor deixa que ele mesmo caminhe.
A mulher tinha-lhe chamado Carrow, ao menos conhecia o sobrenome de um deles, se saía vivo, poderia o denunciar, mas, só se saía com vida.
Detiveram-se em uma porta de madeira lavrada, o loiro platino tocou, a porta abriu-se sozinha e os quatro ingressaram, claro que Carrow o tinha tomado novamente do braço e fez que se inclinasse.
Quando o obrigaram a que se erguesse seus azuis olhos estavam muito abertos, ante ele, se alçava uma figura semi-humana que irradiava maldade, de seguro que era o mesmo Lord Voldemort, ainda que lhe tinham dito que era ele quem o requeria nunca imaginou que tal presença fora tão estremecera.
—Têm feito bem, foram rápidos, agora voltem a reunir com os demais, deverão esperar minhas ordens.
Os três voltaram a inclinar-se para sair tão silenciosamente que parecia que nunca tinham estado aí. Adler tinha consertado em outra presença mais, esta no entanto jazia na cama, de seguro a razão fundamental para ser raptado.
—Agora você, venha e o revise.
Encaminhou-se torpemente cerca da cama, pôs sua pequena mala em cima da pequena mesa perto à janela, abriu-a, deveria revisá-lo primeiro, mas como não tinha sua varinha, não sabia que poderia administrar nesse momento, ao ver nessa situação, o fez notar a sua captor.
—Diga-lhe a seus subordinados que me devolvam minha varinha.
—De modo que tiraram-lhe, Lucius de seguro.
—Não sei seu nome, mas era o loiro.
Voldemort que tinha permanecido de pé ao pé da cama a rodeio lentamente, se sentou ao lado de Severus, o olhou por um par de segundos, seu rosto estava pálido, mas não desse alvo natural de pele, depois voltou a enfocar sua vista aos olhos do sanador que seguia esperando de pé ainda cerca da pequena mesa.
— Poupar tempo, sugiro que realize algo para confirmar uma gravidez.
— Um… gra… gravidez?... —sua surpresa foi maior, mas assentiu. —claro.
Dispôs-se a procurar em sua mala de sanador de onde extraiu uma adaga curta de prata tão pequena que se perdia entre seus dedos, um diminuto frasco âmbar além de um pequena tigela de cristal, se dirigiu a seu paciente e tomou a mano direita do ainda inconsciente ex professor de poções, realizou um pequeno corte no dedo índice e verteu o sangue na tigela, extraiu a tampa gota do ambarino cristal, uma gota, tão só uma gota bastou para que o vermelho sangue se voltasse totalmente transparente.
—Você o viu, está confirmado.
— O tempo?
Voltou rapidamente até sua maleta extraiu uma série de atiras de papel de todas as cores, escolheu uma verde pálido em particular, e meteu o lado mais estreito no líquido, a humidade subiu uma décima parte do papel, era fácil de reconhecer, pois era de um laranja intenso.
—Aproximadamente de três semanas a um mês, não posso o precisar com exatidão. —se voltou a dirigir a Voldemort.
—Isso quer dizer que nascerá dentro de oito meses
—Não necessariamente, esse tempo é Muggle, no mundo mágico tanto no caso das bruxas como nos magos esse período é menor na maioria dos casos.
—Muito melhor
—Não é recomendável que permaneça nesse estado
Novamente sua maleta era objeto de busca, agora abria um pote transparente cheio de algodão embebido para depois mover cerca do nariz de Snape, depois o retirou e voltou ao fechar.
Abriu inesperadamente os olhos e tratou de enfocar seu ao redor, mas um mareio repentino fez que uma das mãos se dirigisse a sua testa e voltou a fechar os olhos
—Creio, que se encontra melhor não o crê? —a fria voz de seu Senhor fez que compreendesse e recordasse sua situação, se incorporou imediatamente vendo diretamente para o rosto de Voldemort.
— Meu Senhor. —baixou a mirada.
— Como se encontra? —uma voz desconhecida escutava-se ao lado, e se volteou rapidamente.
— Quem é você? —sua negra mirada perfurava os olhos azuis do sanador, querendo encontrar respostas tão só o olhando.
— Estará baixo seu cuidado Severus —disse-lhe o Senhor Escuro. — ademais encarregar-se-á todo o referente a sua… g.r.a.v.i.d.e.z.
A pouca cor que tinha no rosto se desvaneceu ainda mais não podia processar a última palavra dita por esse ser réptil, ficou em silêncio e com mirada vadia, um calafrio lhe percorreu desde o centro da coluna vertebral expandindo-se por todo seu corpo
Foi nesse momento que se deu conta que seus raciocínios de todos os anteriores acontecimentos estavam equivocados, agora, a presença de Peter em sua casa encaixava perfeitamente, se somava também o significado das frases que tinha armado Potter após lhe perguntar, agora tudo fazia sentido, os planos do Lord tinham funcionado e ele era usado como meio de seus planos. Suas sensações chocavam com os raciocínios, o fato era que tinha sido violado, o fato era agora levava em seu interior o engendro do mesmo demónio, o fato era que… então deixou seus raciocínios.
Fez algo que jamais creu fazer, se deixou levar pela raiva do momento se incorporou sobre seus joelhos olhou com tal fúria ao Lord que a este não lhe deu tempo de nenhuma reação, nem de enfado nem surpresa.
—MALDITO VOLDEMORT.
E um punho se estampou no rosto do mencionado, fazendo-lhe cair de bruços ao chão, o sanador ficou em choque, Severus baixou rapidamente da cama para seguir golpeando-o, não parecia se dar conta de quem era o objeto de sua agressão até que sentiu como era lançado de volta à cama.
Seu grito foi tão alto que chegou até o mesmo salão onde se encontravam os outros comensais.
Sentou-se rapidamente, com a respiração entrecortada, seus negros olhos viam em todas direções, via sem ver, porque não os enfocava a nada em particular, ficou olhando fixamente seu ventre, começou a se desfazer a tirões a roupa que cobria essa parte, já sem teia de por meio o seguinte foi arranhar a pele, arranhou com tanta força que as múltiplas marcas vermelhas que eram em um princípio se tingiam agora de sangue, partes finas de pele se incrustavam em suas unhas, o único que queria era sacar o produto de suas repetidas violações com suas próprias mãos enquanto gritava.
—Não, não, não, o tire, o tire, não deve, não pode, o tire.
Essa nova atitude aumentou amplamente o desgosto do Lord, toleraria seu desconcerto, inclusive tivesse rido dos golpes que lhe desse, mas esses gritos pedindo matar a seu mais almejado plano lhe molestaram mais de modo que se dedicou a lhe dar uma sessão de imperdoáveis.
— Crucio… crucio… crucio.
Essas palavras ouviram-se uma e outra vez, mas Severus, apesar de que a dor recebida era demasiado ainda seguia se arranhando com movimentos torpes, enquanto sem se dar conta um abundante pranto o acompanhava.
O sanador olhava os acontecimentos surpreendido tinha uma mão tampando sua boca, aquele homem sofria, era fácil dar-se conta, decidiu fazer algo para que essas cenas parassem.
—Se quer que a criatura sobreviva, deixe de fazer isso.
A voz firme do sanador fez-se escutar no meio dos gritos de maldições e dor de ambos magos, a convicção e a razão eram evidentes em suas palavras pelo que as maldições pararam, mas Severus hiperventilava e suas lágrimas não tinham deixado de sair.
Adler já tinha em suas mãos um esfregão grande com a qual tampou de improviso as fossas nasales de Snape, quem ao instante se relaxou completamente, sua respiração voltou a ser normal, mas não estava desligado da realidade, só que as reações de seu corpo foram levadas ao mínimo.
—Voltarei, aproveite esse tempo para informar-me em detalhe seu estado.
E Voldemort saiu atirando a porta depois de si, Adler compreendeu que se queria sobreviver deveria fazer tudo o que se lhe pedia, tomou sua mala e acercou uma cadeira perto à cama, disposto a realizar uma revisão mais pormenorizada, mas o deteve uns múrmuros.
—Só… preciso me concentrar… me concentrar… devo o fazer…
O homem recostado repetia essas palavras uma e outra vez, que Adler achou que estava alucinando.
Levantou-se lentamente da cama com a mirada ida, sopesando os últimos acontecimentos Voldemort tinha maquinado todo isso.
—Concentração… uma saída. —dizia-se assim mesmo enquanto massageava suas têmporas.
Queria ir-se daí, queria escapar e esconder-se no mais profundo do mundo; não escutava ao sanador que lhe suplicava que se deitasse; começou a dar voltas na habitação de forma desesperada, às vezes levava-se as mãos ao rosto, deslizava seus dedos por seu cabelo, sempre andando de um lado a outro.
Poder-se-ia dizer que o sanador entendia a atitude do moreno, delatava desesperança, negação e… medo, tinha visto o mesmo em pessoas que tinham uma doença grave o único que podia lhe pedir é que se tranquilizasse e tratar a que se recostara para o revisar melhor, não vá ser que o temível Lord voltasse e ao não ter uma resposta para este, também fosse vítima de seus tormentos.
Severus afundava-se mais em seus pensamentos.
— (Se tão só tivesse alguém) —pensou— (só… me ajudem) —como se com só o pensar alguém viria em seu auxilio, se parou em seco.
—Albus.
Parecia um sussurro, mas o sanador escutou lhe e notou que essa simples palavra, um simples nome era o refúgio e a solução do que nesse momento era um inferno para esse estranho; viu como esse homem começava a recobrar confiança, lhe viu arranjar a túnica, não lhe dando importância ao destroço que o mesmo causasse, lhe viu envarar sua postura, lhe viu pôr um rosto frio e tranquilo, o qual surpreendeu muito ao sanador e por último lhe viu dirigir à porta presto, seguro.
Snape tratou de fazer girar o pomo da porta, a um lado, tentou fazê-lo em sentido contrário, empurrou com certa torpeza, a puxou já desesperado, repetiu tudo de novo, nada resultou, sempre saía desse quarto após o Lord e este sempre a deixava semiaberta, foi então que se girou ao sanador.
—Dê-me sua varinha AGORA! E o tom de voz era levemente trémulo.
—Sinto muito, mas tiraram desde que trouxeram-me aqui, sinto muito… —viu como essa pessoa fechou levemente os negrismos olhos— penso que deveria descansar, não acho que seja recomendável que Ele volte e o veja assim.
Mal terminou esses raciocínios quando a porta se abriu, tarde, Lord Voldemort estava de regresso, e não se preocupou nem surpreendeu quando viu a Snape de pé e bem perto da porta.
— Talvez pensa te ir…? Snape?
—Regresso a Hogwarts, meu Senhor, ultimamente Dumbledore está muito bisbilhoteiro e se demoro-me mais poderia suspeitar —tinha uma serenidade tal, que o sanador só pôde o admirar.
Quanto a Voldemort não pareceu lhe afetar nada o que tinha escutado, é mais, não lhe fazia nenhum caso.
—Ficará aqui, já não precisaremos que te arrisque a ser descoberto pelo velho decrépito.
—Mas… meu Senhor
—Ficará aqui e, não sairá por nenhum motivo; ficará até o termo de seu… estado, pelo que sua presença já não será requerida em Hogwarts.
—A Mansão sempre tem visitantes, poderia tropeçar com outros comensais… eles não…
Qualquer argumento que Snape tinha planejado ficou curto porque Voldemort o interrompeu.
— E quem diz que passeará pela Mansão? Quando te disse que ficará aqui, me referia a que ficaria AQUI, neste recinto, não permitirei que ninguém, absolutamente ninguém saiba de sua presença nem também não do estado no que encontra.
Não disse nada, estava perdido, temeroso, estava enclausurado, a pequena esperança que tinha crescido em seu coração se avariou rapidamente, queria ir, correr para Dumbledore, desejou ter falado com ele essa mesma tarde, agora esse ser em frente a ele lhe encerrava, lhe tinha tirado seus bons sentimentos, lhe tinha tirado uma vida tranquila em onde as mortes que cometeu lhe tivessem carcomido a consciência, lhe tinha tirado a Lily, agora, agora lhe tirava sua liberdade.
Atordoado, sentiu como as mãos do Lord se fechavam em sua cintura de forma possesiva, olhou diretamente a seus olhos e distinguiu claramente que refulgiam de poderio, omnipotência.
—Todos meus serventes se foram, todos celebrarão esta noite, ainda que não sabem a que se deve sua celebração, mas têm permitido fazer o que eles queiram, não devem se deixar pegar, só isso lhes pedi.
Essa proximidade causava-lhe pavor, mas nem um músculo moveu-se.
— Agora que consegui os resultados esperados, penso o celebrar em ti Snape.
Ato seguido lhe demandou um beijo, o primeiro que experimentava de parte do Lord, beijo que lhe provocava arcadas, sentiu como as escamosas mãos torturavam sua nuca, para o obrigar a não se afastar.
Ante tal desenvolvimento de fatos e atos o sanador ficou estático.
—Vá-se, eu chamarei.
E a porta abriu-se, Adler não o pensou e o último que ouviu foi um sonoro NÃO, do homem que deixava atrás.
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Encontrava-se em um quarto parecido do que tinha saído, a diferença era que esta contava com duas pequenas janelas a diferença de uma só, um homem baixo de estatura, quase calvo e com dentes ratonil lhe tinha guiado até ela, também não se afastaram muito pois estava quase à frente do que saísse.
O amanhecer acercava-se, pois as estrelas perdiam sua brilho a cada vez mais, a tranquilidade da paisagem era rompida por vários ruídos de muitos objetos estrelando-se na parede, gritos incoerentes, o avariar de um cristal, mais gritos e uivos de dor, todos, absolutamente todos provenientes de "esse" quarto. Quando a alva despontava sua porta se abriu, o mesmo sujeito, vindo por ele, tomou sua única posse e lhe seguiu.
Quando ingressou de novo, a cena era tão assustadoramente que reteve a respiração; a maioria dos móveis estavam destroçados, as cobertas rompidas e regadas por todas partes, gemidos lastimoso faziam o sonoro acompanhamento, um corpo trémulo manchado de sangue por todas partes se esforçava por se soltar de uns amarres estranhos em sua mão direita e seus pés.
—Não me importo quanto demore, mas quero saber tudo a cerca da gravidez, o mantenha são e sensato, porque se essa criatura não chega a nascer será você quem lamentara mais.
Voldemort terminava de pôr sua túnica, era óbvio o que tinha passado aí.
—Como observará, já não há nada aqui que sirva, melhor, assim não terá mais coisas com a que pretenda se fazer dano.
Empunhou sua varinha e percorreu com esta todo o lugar, as coisas desapareceram só ficava a cama que ainda sustentava seu ónus.
—Terá quem encarregue-se de sua alimentação, só que não poderá sair daqui, também não ninguém poderá entrar salvo quem tenham minha permissão —voltou sua vista a Snape. — agora, faça o que sabe fazer.
O sanador Adler assentiu, pela primeira vez, sentia-se perdido, totalmente perdido.
—Bem-vindo.
Foi o último que lhe escutou dizer antes de que a porta se fechasse completamente.
Nota tradutor:
Mas mas... esse Lord é mesmo um canalha não?!
Vejo vocês no próximo capitulo
Até breve
Fui…
