CAP. 13: MONOTONIA… ROMPIDA
Pouco mais de um mês tinha passado desde o dia quinze de novembro, e agora com as datas de natal e fim de ano tão perto o acostumado ambiente feriado chegava a Hogwarts, mas nessa ocasião todo o pessoal docente, além de Harry e Hermione estavam demasiados tristes como para participar das atividades acostumadas.
A última saída a Hogsmeade antes das férias enchia os olhos dos estudantes de intensas cores, abasteciam-se de presentes, cartões, bromas e doces… doces, Harry perdeu-se em suas lembranças quando viu um em particular, voltou a se perguntar o mesmo que essa vez.
— (Que tipo de doces poderiam gostar?) —Não, não começaria a chorar, ainda que o tinha estado fazendo muito ultimamente— (não, não acho que ele goste de nada açucarado) —foi a mesma resposta dessa vez.
Dirigiu-se a HoneyDukes, se encontraria com um dos gêmeos, lhe tinha pedido que fossem seus informantes, já que Dumbledore tinha os seus, então ele também teria; como em outras ocasiões, Fred ou George, desta vez foi George, lhe esperava com uma carteira repleta de seus produtos, um sorriso de desculpa, pelo que supôs que não tinha nenhuma notícia nem má nem boa.
—Sentimos muito Harry, quiséssemos ser mais úteis, mas, não há sequer um rumor.
— Nada?
—Bom, só um, mas não tem nada que ver com o que a ti te interessa.
Os gêmeos, ainda que Harry não lhe comentasse, já supunham do porque tanta preocupação por esse professor em particular, ainda que jamais lhe increparam ou lhe fizeram perguntas, os três sabiam em segredo a razão da inquietude do mais jovem.
—Diz, talvez eu poderia…
—Duvidamos, mas… dizem que desde faz em vários dias, duas mulheres, achamos que são mãe e filha perguntam em cada loja se recordavam ter visto algo suspeito no mesmo dia em que Snape desapareceu, dizem estar seguras que tem algo que ver com comensais.
— Comensais? Mas se essa noite tiveram tantos ataques!
—É que elas estão muito seguras que é um caso particular, só isso.
—Deve tratar da família Adler.
—Nós também o pensamos e, sim, justamente esse é o caso, mas, como Dumbledore diz nas reuniões, são casos separados.
Um suspiro e Harry como em todas as ocasiões em que falava de Severus baixava a cabeça, fechava os olhos e se despedia com um sorriso forçado, esta não era a exceção.
Regressava ao Castelo e de novo à rutina, as atividades que fazia só por monotonia, dormir pouco, café da manhã escasso, classes obrigadas, almoço em onde Ron ficava muito pequeno em comparação ao apetito de Harry, classes e deveres obrigados, batalhar com seus pensamentos para poder descansar; de novo a manhã e começar novamente.
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Esse relógio de parede era um memorando que as horas passavam, essa janela mostrava que ao igual que as horas nos dias decorriam e no interior dessa habitação tudo, absolutamente todo era igual.
"Sentiu o amargor dessa poção.
—Sua indisciplina a cada vez é maior… —recordou.
Via-se arrastado novamente a esse catre, não teve nem um só momento em onde não lutasse… mas como sempre não servia de nada.
Esses laços voltaram a apoderar de suas mãos e tornozelos… a penetração sempre era dolorosa e desta vez não era a exceção.
De bruços e mordendo as cobertas voltava a receber em seu interior esse líquido espesso. Mas contrário a outras ocasiões as amarras não cederam depois que Voldemort saísse dele, ficou por longo tempo tendido, desejava enormemente se levantar, sair e se desfazer de seu rastro, mas como não podia se mover, o único que lhe ficava era pensar:
— (Mereço isto?) —Perguntou-se— (várias mortes pesam-te… se Snape, merece) —respondeu-se.
Um torvelino de sombrias cores e… em frente a ele aparecia uma longínqua porta negra que se abria com lentidão, lhe deixou ver a presença de Voldemort com os braços em espera, uma sombra meríssima emergia de seu ventre e o abandonava, se abria caminho deixando depois dele um regueiro de sangue e os corpos inertes de Dumbledore, Minerva, a Ordem inteira, estudantes de Hogwarts e até Harry Potter jaziam com rostos desengajados pela dor; Voldemort sorria e essa sombra de morte unia-se ao mago tenebroso"
Severus acordava arquejante com a angústia em suas pálidas facções, de novo esse pesadelo espreitava-o, a noite em que Voldemort cumprisse com seu desejo, a noite em que concebesse o pior dos males segundo ele e as nefastas consequências o atormentavam; recuperava-se um pouco e corria ao banheiro para aliviar as constantes náuseas que sofria a cada amanhã.
Exausto, voltava para recostar-se no andar de madeira, por que? porque recusava-se terminantemente a descansar nessa cama, ainda que Magnus tinha-lhe dito que era o melhor para ele, Severus não faria. Por outra parte, encontrava-se mais calmo desde que seu eventual acompanhante fizesse-lhe compreender sua situação.
— ENQUANTO NÃO NASÇA TUDO ESTARÁ BEM, TUDO ESTARÁ BEM, ENTENDE? ESTARÁ BEM… PARA TODOS!
Magnus tinha-lhe repetido várias vezes, pois não teve nem um momento desde que saísse do choque em que o confundisse com Albus que não lhe pedisse que se desfizesse da criatura. E finalmente Severus compreendeu-o, dessa forma livrava-se das ameaças e os desmedidos apetites de Voldemort e, atrasava por alguns meses o inevitável.
Como todas as manhãs Magnus Adler sempre chegava pontual, às sete em ponto traspassava a porta, recolhia a bandeja do café da manhã e se encaminhava até chegar a Severus ou esperava a que este saísse do banheiro.
Sempre era o mesmo; o café da manhã, que se Severus se encontrava em boas condições o terminava quase tudo, se fosse um desses dias em que o mal-estar provocado pelas náuseas era terrível mal se provava a fruta; ao médio dia deslizavam-se ambos pratos, chegava as quatro e o aroma de um chá suave irrompia na habitação; depois esperar até as oito para a inapetente jantar.
Nos intermédios das comidas Magnus Adler tratava de fazer conversa, sem importuná-lo demasiado, ao que seu paciente respondia curtamente, pelo que se tinha inteirado de certas coisas e armava toda a trama que tinha em frente. Sabia que era professor, Albus Dumbledore era alguém demasiado importante para ele, que era um comensal… sim, recordava o momento em que lhe tinha dito.
—Já lhe disse várias vezes, seu bebê não tem culpa alguma do progenitor que tenha.
— TALVEZ NÃO SE DEU CONTA DE QUE SOU? SOU UM DE ELES… UM COMENSAL.
—Sei-o, mas você não é como os demais, não é… —lhe tinha dito.
E Snape olhava-lhe friamente, claro que não o era! Ele lutava contra o Lord em forma silenciosa, mas agora era… não soube como lhe contestar.
Conversas parecidas repetiam-se às vezes em dias e horas diferentes, mas sempre concluíam no mesmo.
—A criatura é totalmente inocente. —voltou a recalcar Adler.
—Monstro. —foi a azeda resposta.
— …que…?
—É um monstro, isso é o que é.
Seria muito difícil fazer-lhe compreender que essa pequena vida não tinha a mais mínima parte de culpa, nessas circunstâncias era outra vítima desvalida, o pior, é que nem sequer fez nada para merecer tal desprezo de seu pai, só existir.
Para Snape ser consciente de que era o portador do filho de Voldemort lhe carcomia por inteiro, a seu parecer seu corpo albergava à extensão do mau puro, esse mesmo mau que converteria em outro pesadelo mais para o mundo inteiro e, seus constantes pesadelos lhe asseguravam isso.
Com quase dois meses de gravidez o corpo do Severus tinha experimentado algumas mudanças leves, mas os quais lhe incomodavam de sobremaneira; pequenos espasmos internos, produto de que seu anatomia mudava lentamente, seu corpo lhe sufocava com certa regularidade, ainda que no frio exterior a neve caía em abundância, uma ducha morna sempre lhe ajudava, mas era nessas ocasiões que "esse" volume em seu ventre o enfermava mais, passava rápido a esponja ou suas mãos por esse lugar, quanto menos contato tivesse melhor.
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Por outra parte Lucius era o encarregado de atender os requerimentos de Adler, preparava algumas poções que se requeriam, era o mediador entre o sanador e seu amo, mas jamais durante todo esse tempo tinha visto de novo a seu amigo, o sanador se tinha encarregado de lhe fazer conhecer a dieta que devia seguir Snape, se o Lord queria que o bebê nascesse forte e são, pelo que os alimentos estavam muito medidos.
Voldemort tinha escolhido a Lucius porque sabia que cuidaria de não revelar nada sobre a verdadeira razão pela qual Snape se encontrava encerrado nesse lugar, quanto a Peter só era o encarregado de levar a comida que os elfos preparavam.
O orgulhoso loiro deveu contentar-se com ser um porta-voz, o pior era que não lhe era permitido sequer regressar a sua mansão, permanecia em outro quarto no mesmo corredor, e sua maior preocupação se encontrava demasiado longe para inteirar de sua situação; seu filho, seu Draco não tinha forma de inteirar dos acontecimentos, também não ele podia lhe enviar nada. Confiava em que Narcisa o afastasse cedo do iminente perigo.
O sopor das diferentes monotonias tinham pegos aos habitantes da Mansão, monotonia que seria rompida.
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— QUEM SE ACHA QUE É "ESSE MONSTRO LICANO" PARA ME CASTIGAR!?
Dois pares de olhos idiotizados olhavam-se entre eles temendo um maior desplante de seu colega.
—Mas… só era uma saída Draco.
—NÃO PODERIA SER MAIS ESTÚPIDO GOYLE, PRECISAVA IR A HOGSMADE, HOJE!
—Nós podemos ir… se precisava algo… nós…
Tomou um livro dos vários que se encontrava a seu alcance, e o atirou direto ao fogo da lareira, os poucos colegas de casa que passavam por aí não lhe deram importância e seguiam preparando para as férias de fim de ano, já se tinham acostumado dos arrebato coléricos de seu monitor; de qualquer jeito Malfoy sempre podia fazer o que quisesse, pelo mesmo que se foi gritando incoerências a seu quarto.
— MALDIÇÃO! MALDIÇÃO! MALDIÇÃO! ASSIM NUNCA PODEREI LHE CUMPRIR, ASSIM NUNCA!
Despenteou seu cabelo em uma birra ao ver todas suas coisas em seu lugar; o pior, é que contrário a outras ocasiões, seus pais não lhe escreveram lhe dizendo que o esperavam para as últimas datas do ano, só uma nota muito curta de parte de sua mãe lhe comunicando que este ano deveria ficar no Colégio, enquanto todos os Slytherin se iam, desafortunadamente nesse ano estaria completamente só.
Um tilintar proveniente de uma pequena caixa em uma mesinha recordou-lhe outra razão adicional para estar mais histérico ainda, detenção. Por que? Um simples feitiço de repulsão a uns Ravenclaws de segundo, tudo bem até esse momento, mas empurrar ao lago semicongelado, descolocou ao maestro.
Lupin tinha-lhe proibido ir a Hogsmeade e também deveria cumprir um castigo nos escritórios do professor.
— SUJO LICANTROPO!
Estampou seu punho nessa caixinha rompendo-a em pedaços.
—MAS NEM ACHE QUE FÁ-LHE-EI A VIDA FÁCIL, NÃO SER-LHE-Á TÃO FÁCIL, NÃO SERÁ
Grito depois de grito, saiu furibundo de sua sala comum, para chegar aos escritórios do professor de Defesa.
A ausência de Severus Snape nessa matéria, era a razão pela que Remus Lupin voltasse como professor, mas ademais, por ordem do Diretor era o encarregado de vigiar mais de perto a Draco, resultante disto, o jovem sempre era o encarregado de receber os trabalhos de Defesa de seus demais parceiros; o tranquilo homem lobo sempre o chamava pela cada falha mínima em suas tarefas; quase sempre se encontrava atrás ou adiante do jovem Malfoy em qualquer corredor, como se o rapaz tivesse posto um feitiço para lhe localizar, desde que chegava ao comedor até quando se dirigia a sua sala ao que parece o professor sempre estava perto, muito, bem perto e, isso era uma moléstia para o jovenzinho.
Quando Draco entrou ao escritório correspondente se encontrou como sempre com a mesma cena, o professor atrás da mesa, corrigindo tarefas e provas escritas, ainda que desta vez seu volume era maior, por ser estas as últimas tarefas dantes de férias.
—Boa tarde Senhor Malfoy, faz favor tome assento.
Disse-lhe sem levantar a voz sem importar-lhe que Draco tenha interrompido no lugar; sem tocar a porta, nem anunciar-se, também não se importava se ainda não correspondia a sua saúdo.
Draco sentou-se de má vontade em frente a ele, esticou suas pernas despreocupadamente, apoiou sua bochecha em sua mão esquerda, enquanto o índice da direita golpeava rápido o apoio de braço da cadeira; Remus nem se imutou, olhou-o e começou:
—Draco —este mal alçou suas pálpebras— espero que tenha recapacitado e te tenha dado conta de seu erro —desta vez foi uma sobrancelha que se alçou um pouco mais— fez?
— A que se refere… professor? —disse-lhe cansadamente.
—À falta na contramão os Ravenclaws, por suposto.
—Realmente não o recordo, sabe? Devia ser algo de pouca importância para que pudesse o esquecer não o crê?
Bem, se o rapaz queria jogar, escolheu muito mau, Remus era uma pessoa que por mais puías que lhe dissessem, se mantinha muito tranquilo, muito poucos chegavam a exasperar .
—Claro que o recorda, como poderia o esquecer? Por isso não foste a Hogsmeade? Agora sim o recorda?
Não responderia isso, por isso precisamente tinha perdido a oportunidade de encontrar com um mago de má morte que lhe proveria de um veneno muito potente, não o conseguiu.
— Por que o fez?
— (meteram-se com meu pai!) Em verdade não o recordo. —seguiu teimosamente.
—Apenas eram uns meninos, e sei que seus comentários em relação a seu pai te afetou demasiado.
—… (Malditas crianças sangue sujo)
Obviamente Lupin tinha interrogado aos participantes do altercado, o que queria agora era que, de alguma maneira Draco começasse a confiar ou se exasperara, qualquer coisa que fizesse falar de seus planos, o silêncio seguiu e decidiu continuar, mas notou como o índice de seu interrogado parou de repente ao termo de sua última frase.
—Essas férias ficará, segundo sei.
Levantou-se e rodeou sua mesa, sentou-se no mesmo móvel em frente ao rapaz, este apartou a vista ao mesmo tempo que fechava seu punho direito, começava a perder sua fingida paciência.
— Seus pais…? Não mandaram te chamar? ou… Não podem te receber neste ano? Sabe o motivo?
— A VOCÊ ISSO NÃO SE IMPORTA —e flexionou as pernas pronto para se ir, as respostas a essas perguntas lhe doíam.
—Só me interesso por ti.
—DEIXE-SE DE PREOCUPAÇÕES FINGIDAS, SEI MUITO BEM QUE É SEU DEVER —lhe assinalo com o dedo —NÃO PERMITO QUE "ALGO" COMO VOCÊ SE PERMITA MINHA VIGILÂNCIA.
—Draco, por favor.
Remus pareceu arrepender-se de querer levar ao jovem a seus extremos, ao ver a reação do mesmo.
O jovenzinho pôs-se finalmente de pé e começou a afastar-se. Lupin não perderia a oportunidade de falar abertamente com ele, porque este era o momento oportuno, porque soube distinguir entre o aroma de loção masculina, o incessante medo e frustração que emanava do menor, bem mais latente desde que lhe negasse a saída ao povo mágico, esticou seu braço para aferrar a de Draco, um breve momento de tensão e o loiro se volteou.
O homem lobo deixou que o punho de Malfoy se estampara em sua bochecha bem perto de seu olho, mas não deixou do sustentar com força.
— DEIXE-ME! —Gritava, e removia-se— DEIXE-ME!
—Não, até que falemos.
—EU NÃO QUERO FALAR COM NINGUÉM… NÃO QUERO…
—Só falemos… Me deixa te ajudar!
—EU NÃO TENHO PORQUÉ… a… —e a opressão de incerteza lhe ganhou. — eu não tenho… a quem… não o tenho.
E em vez de querer afastar-se mais, refugiou-se no homem em frente a ele, em verdade, em verdade precisava um abraço, não se importava de quem, só precisava consolo, o ansiado abraço se posicionou com macieza em suas costas e o peito contrário recebeu gotas salgadas.
A acostumada fachada de frialdade e indiferença caiu e as atitudes passivas do professor já não seriam tais, o jogo monótono do gato e o rato se tinham rompido.
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É verdade que a gravidez faz luzir à pessoa mais radiante e… apetecível, o caso de Severus não era a exceção, ainda que ele era completamente ignorante disso. Pelo contrário, Voldemort recreava sua vista a cada noite, quando o via dormir no mesmo chão, o melhor, que o tinha inteiramente para ele, com uma última contemplação decidiu que voltaria cedo ainda antes que Severus acordasse.
Livre já de suas múltiplas tarefas, dia vinte e três de dezembro Peter se encaminhava por "esse" corredor levando consigo uma bandeja cheia de ervas e minerais estranhos, rumo ao lugar onde Lucius preparava as poções que em um dia fossem tarefas de Snape, escutou ruídos e não lhes deu importância, voltou, mas desta vez trazia a acostumada charola do café da manhã.
E escutou-o.
— ABRE… AS MALDITAS PERNAS SNAPE!
Sua respiração deteve-se, esse grito era a inconfundível voz de seu Amo, essas palavras proviam do quarto em onde supostamente Snape era prisioneiro, se dispôs aguçar seu ouvido cerca da porta, o que tinha escutado quase faz que atire o encarrego que tinha, mas sua curiosidade lhe fez ficar para bisbilhotar.
Sabia e, tinha visto, que o Lord se recreava com seus prisioneiros, sejam do sexo que forem, mas jamais, ninguém nunca teve uma habitação e muito menos se lhes proporcionava comidas, voltou a amaldiçoar internamente a Snape, gozava de vários privilégios e ele só era um servente que ainda continuava pendente do pocionista.
Os compassados arquejos não se fizeram esperar, seguidos por um pranto suave, mas audível, imaginava bem que, correspondia a quem, mas mesmo assim lhe surpreendeu o que passava a uns passos dele, os arquejos foram guturais, longos, depois pararam e os gemidos foram mais lastimoso.
—RABICHO.
Esse chamado, esse bramido, descoberto, descoberto por seu Amo e em um momento para nada conveniente.
— Ma… M… Mande… mim… Amo –lhe respondeu ainda do outro lado da porta, disposto a correr se lhe pedia que se largara, mas não sempre sucede o que queremos.
—Entre. —era o menos que queria, lhe estava totalmente proibido, por isso deslizava os alimentos por abaixo, mas agora… Não devia perder tempo e empurrou a porta para adentro.
Voldemort já luzia suas roupas pulcras, e se encontrava cerca do único móvel existente nesse quarto, a cama, sobre a qual alguém tratava de ocultar seu corpo nu com as cobertas.
—Desde hoje ocuparás de dar-lhe seus alimentos, sem deslizá-los, só lhe dá.
—Como você o or…
— E JAMAIS! —Acercou-se terrivelmente furioso —VOLTE A INTERROMPER OU TENTE FALAR DISTO, ou sua língua, terá o mesmo destino que sua mão, e não substituirei.
O Lord traspassou a porta enquanto Peter acercou-se a confusão de cobertas, ao não encontrar nenhum móvel para pôr a charola a pôs no chão. Antes de voltear-se atreveu-se a dizer-lhe.
— Por isso te cuida tanto?... Agora se compreende… como se sente ser seu…?
— Que sucedeu? —interrompeu lhe uma voz.
Quando se volteou viu o rosto espantado e preocupado do sanador na ombreira, Magnus não prestou atenção a Peter e quase o empurra quando tratou de se acercar a Severus, foi quando escutou o golpe da porta se fechando, estavam sozinhos de novo, e voltaria a repetir as curas que fizesse em um mês atrás.
Nesse dia sua frágil monotonia foi rompida, não provou bocado em todo o dia, não ficou olhando por longas horas o jovem salgueiro desde a janela, nesse dia só terminou quando por fim dormiu, entre os braços do sanador e o chão.
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O desaparecimento de Snape em posteriores reuniões dos comensais também tinha chamado a atenção, ainda que não lhe devia explicações a ninguém, seu Lord lhes tinha dito que se encontrava enclaustrado recebendo o castigo merecido, isso bastou para Bellatrix sorrisse com triunfo, em várias ocasiões advertiu a seu amo sobre a verdadeira lealdade de Snape, agora estava segura que seu Lord o tinha descoberto.
O que lhe molestava de sobremaneira era que, contrário com o que ela desejasse, não se encontrava em uma cela, o tinha verificado ela mesma percorrendo os calabouços e sempre que podia destilava suas palavras na contramão de Severus, em qualquer oportunidade que se apresentasse.
Era costume levar uma reunião no dia de noite boa, ainda que não com as mesmas intenções que a maioria das pessoas, os comensais se reuniam junto a seu Lord às vezes a torturar a seus prisioneiros, às vezes a repartir mortes assustadoras em casas eleitas a esmo pertencentes a famílias mágicas, disseminar o mau e o terror, sempre foram seus propósitos e, agora Bela tinha outra oportunidade mais para seguir com suas impropérios pelo que uma hora antes do jantar alentava certas conversas.
—… em mudança nós suportamos os crucius do Lord…
—Não sei como pode lhes arranjar, sempre se livrava de alguma maneira.
—O de Snape é singelo.
Irrompeu uma voz guincho; Peter atendia-os em libares vinhos e ninguém lhe prestava atenção até que tinha pronunciado essas palavras.
— A que se refere? —foi a pergunta de Lestrange, dita em uma irreal e acalmada voz.
—Só se deixar fazer e a… —se mordeu a língua, recordando deste modo o notável castigo que receberia se ousava dizer uma só palavra mais.
Bellatrix ficou atónita, as frases faltantes eram fáceis de completar, não era tonta, desequilibrada, petulante, muitas outras coisas, nunca, nunca tonta, pelo que descarregou sua fúria no homenzinho, com a varinha como arma lhe marcou uma linha vermelha na fofa bochecha e propinou um pontapé em suas costelas.
Os demais riam das circunstâncias do homem, coxeando mais que de costume se afastou cobrindo com sua metálica mão o lugar do golpe recebido, o pior, agora molesto como estava devia atender o jantar de Snape.
Severus tinha sucumbido a um silêncio maior, encontrava-se de pé olhando ausente por essa janela, como a neve cobria tudo, o solo, os morros, menos uma árvore, o jovem espécimen de salgueiro boxeador sacudia seus esqueléticas ramos a cada vez que a neve se acumulava, lhe recordava tanto a Hogwarts, tratando de sobrepor-se da intromissão que o Lord lhe fizesse a manhã anterior, afastava qualquer pensamento, bom, mau, esperançados, deprimente, qualquer pensamento devia o afastar. Nem sequer a companhia nem a tentativa de consolo de Magnus era percebida nesse momento.
A porta abriu-se e o coxeante caminhar de Peter irrompeu o silêncio, levava a charola do jantar com dois pratos como de costume, o sanador tentou a receber mas a voz de Severus parou suas intenções.
—Não, te leva– lhe disse, ao mesmo tempo que negava com sua cabeça
—Deixe-o, já comerá depois —lhe tinha pedido Magnus mas…
—Não —Snape voltou a repetir, desta vez lhe fizeram caso.
Mas arrependeria cedo das palavras que tinha pronunciado. abicho retirou-se e foi servir à mesa dos aí reunidos, Voldemort encabeçava a mesa ao lado das mesas encontravam-se Bellatrix, McNair, Judson, Skadi, Yaxley e Dolovy.
—Meu Lord, deseja que…
Mas a mirada penetrante de sua Lord fez-lhe calar abruptamente.
— Que é o que sustenta aí?
—É… é o jantar de Snape… meu amo —então deu-se conta que não se tinha desfeito dela.
— Ainda não tem jantado? —sua voz estava estranhamente acalmada.
—Não… não meu amo… ultimamente… faz dois dias que não come —ainda que o último que disse era mentira foi para que a ira de seu senhor não seja descarregada só nele.
Os demais comensais, olharam-se entre si, estavam tão intrigados pela "preocupação" que mostrava por esse simples fato.
—Agora mesmo se arranja isso. —se pôs de pé, lentamente e com um brilho intenso em suas pupilas verticais, se dirigiu para o corredor nos andares superiores com passo seguro.
Severus ainda estava em frente à janela, enquanto o sanador se sentava em uma das orlas da cama tão só o contemplando, um delgado e folgado suéter branco, do qual jamais soube sua procedência, cobria seu torso e o levemente pronunciado ventre, a calça negra contrastava com seus igualmente negros cabelos, que já tinha crescido e agora passavam um pouco de seus ombros, com uma mão nos cristais e a mirada fixa em um ponto longínquo, o açoitar estrondoso da porta os fez se girar; Lord Voldemort traspassou a ombreira fechando com um forte golpe a porta.
— Com que não come? Que te faz pensar que pode fazer isso?
—Eu… —quis dar um passo atrás, mas a janela lhe impediu, via como a fúria nesse ser se fazia a cada vez maior —não…
Magnus tinha-se impulsionado de seu pose anterior e estava pendente para intervir.
—Ele comerá mais tarde —Se aventurou a dizer.
As palavras do sanador não tiveram nenhum efeito, porque Voldemort, lhe ignorou, consciente só do portador de SUA criatura.
—Acerca-te. —ordeno-lhe, mas não teve resposta.
—Isso… a você não deveria lhe importar. —lhe respondeu com uma recuperada gravidade.
Como um raio, o Lord chegou até onde ele se encontrava e lhe propino um golpe que o fez desplumar-se, tomou sua varinha, e estava a ponto de lhe lançar um cruciatus, quando se deteve, a presença do sanador em uma tentativa do proteger lhe recordou que tais maldições seriam nefastas; então agachou-se e tomo ao caído dos cabelos e começou a golpear no rosto sem conserto algum.
— DETENHA-SE! DETENHA-SE! FÁ-LHE-Á DANO! DETENHA-SE! —Magnus só podia lhe gritar, mas foi ele quem recebeu os açoites desses feitiços, o Lord jamais deixou que ninguém o interrompesse, era hora de que esse sujeito o compreendesse, voltou a enfocar-se em seu prisioneiro.
—DIRIGIR-TE-Á MIM, COM RESPEITO, E DESDE JÁ, PERDERÁ SEUS PRIVILÉGIOS.
— PRIVILÉGIOS? A QUE DEMÔNIOS SE REFERE? —agora era Severus quem gritava, tinha o lábio rompido e o nariz lhe sangrava, mas se enfrentava a ele, não tinha nada que perder.
—Não quis apresentar aos demais, mas agora compartilhará a mesa sempre que EU O DESEJE, espero esteja satisfeito. —o último que disse foi em tom de indulgência.
Foi nesse momento que caiu em conta o significado do que Voldemort lhe dizia, se apresentar, se apresentar ante os demais e bem como estava, seria vergonhoso, todos dariam conta o porque de sua ausência, de ser um dos comensais mais importantes no círculo de confiança do Lord a só ser um brinquedo para sua satisfação, não queria, não queria, mas também era uma oportunidade de sair de sua calabouço, a oportunidade de talvez, fugir.
—Sinto muito —disse-lhe relutantemente. — meu Senhor, faz favor, já não terá queixas de mim, … mas… não…
— NÃO? NÃO? LEVANTA-TE.
Severus sabia que qualquer rogo era inútil, se limpou o sangue que seguia brotando de seu nariz com a manga do suéter, que se manchou ao instante.
—Então, deixe que me lave… Senhor.
Tão só terminar dizer isso, foi surpreendido por água fria que se descarregava em todo seu corpo, começou a tiritar de frio e medo, viu como uma mistura sanguinolenta de água e lágrimas caía no chão.
—Está limpo. —escutou e Voldemort sujeitou-lhe fortemente de um braço e atirou-o para acima sem consideração.
—AGORA ME SEGUE —o puxou, deixando no chão a um mago se debatendo entre a inconsciência.
O regresso do Lord alertou aos comensais que já começavam a falar em sussurros, calaram ao instante quando lhe viram aparecer, não estava só, com ele vinha uma pessoa que criam não a ver mais.
Seu cabelo tinha crescido um pouco e de suas negras fibras deslizavam-se fios de água que em sua maioria paravam em suas costas, outras se estrelavam no chão marmelado, com a cabeça baixa não se podia apreciar bem seus gestos mas ao igual que suas mãos, todo seu corpo emitia um leve tremor.
Empapado como estava, suas roupas folgadas se colavam a seu corpo, pelo que com uma mirada exaustiva se podia apreciar a figura que agora apresentava, surpreendida Bellatrix quis replicar algo, mas seu Lord pôs um de seus delgados dedos em seus lábios para lhe pedir silêncio, ao que parece só ela se tinha dado conta.
—Que não se te esqueçam os modos Severus, saúda a seus colegas.
O frio calava-se em sua pele, de seguro suas palavras também soariam aderidas, seu timbre seria inseguro, mas devia passar por essa humilhação, se queria que o episódio passasse rápido.
—Tenham… todos…
Voldemort interrompeu-o com tal serenidade que parecesse ter o tempo todo do mundo.
—Vê-los após tanto tempo Severus, que de seguro pudeste esquecer seus nomes, vamos, lhes demonstra que ainda segue lúcido.
Seria possível prolongar mais seu humilhação? Pois ao que parece seu captor se rodeava muito com sua situação, de modo que repetiu a cada um dos sobrenomes dos presentes enquanto apertava seus punhos.
—Senta-te. —ordenou-lhe, após que Severus terminasse.
— Snape…? —sussurrou Lestrange, enquanto olhava-o com fúria, por fim tinha podido articular algo.
—Sim minha querida Bela, o honrar-nos-á com sua presença quando EU o queira assim.
Depois girou-se para os demais comensais.
—Agora a comer —tomou a cabeceira da mesa, voltando a falar. — e, ninguém, deverá se levantar até nosso "convidado especial", termine seus alimentos, lhe fez um sinal a Peter, que este interpretou rapidamente.
Apareceram todos os pratos, e Peter se acercou a Severus para depositar o mesmo prato que recusasse faz pouco, com a diferença que agora se encontrava demasiado frio; lutava para que seus dedos, mãos, todo seu corpo deixasse de tremer, tomar os cobertos e ingerir todo o mais cedo possível.
O jantar foi uma tortura, enquanto todos departiam animadamente e de vez em quando lhe dirigiam miradas dissectivas, ou comentários a respeito de sua desastrosa aparência, Severus tratava que os cobertos não soassem muito entre si, não terminou tão cedo como pretendia, mas também não foi o último no fazer, quis pedir permissão para se retirar, mas seus dentes se tinham fechado tão fortemente que esperou até que Voldemort ordenasse a Peter lhe guiar a seu quarto.
Entrou e Magnus já lhe esperava com toalhas mornas, seria uma noite mais em vela para ambos.
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Tinha a vantagem de diminuir sua presença mágica tanto que às vezes era muito difícil o sentir, o fazia com regularidade, porque assim se inteirava do estado de ânimo de seu senhor e se preparava com antecipação para qualquer eventualidade, mas agora estava desconcertado, e se sentia tão impotente. Tinha-o escutado tudo.
Como sempre ocorria a cada noite, se apresentava ante Voldemort, presto a lhe dizer todos os pormenores que o sanador lhe comunicasse a respeito do estado de Snape, e das atividades que realizava, foi estranho escutar as vozes conhecidas, ainda se encontravam em reunião, ainda que supostamente deveria ter terminado faz tempo, seguiam ali, não se atreveu ao interromper, pelo que esperou a que não se escutasse nada mais que os passos do Lord e o sibilo de Nagini, um obliviate foi lançado e depois silêncio, ao que parece já se tinham marchado, tentou com se apresentar, mas a voz de Bellatrix o deteve novamente.
—Meu Senhor, permita-me perguntar-lhe algo.
—Segue.
— Por que Snape?
—Não te entendo.
— Por que, meu Senhor o elegeu… a… ele?
Disse-lhe em voz ressentida, mas depois continuou:
—Se meu Senhor desejava um herdeiro, teria comprazido com muito gosto e, faz bastante tempo ademais, sem o conseguinte perigo de… a traição.
— E quem diz que eu herdaria algo a alguém?
—Não o compreendo.
—O poder e a supremacia é e, serão meus, UNICAMENTE MEUS, jamais teria descendentes, nunca deixaria que ninguém mais que eu compartilhasse o domínio que anseio.
Depois escutou-se o sibilante som de Nagini, novamente silêncio e a voz do Lord voltou a perceber-se.
—O que eu pretendo minha querida Bela —só utilizava esse apelativo quando estava em confidencia. — é absorver a alma do mais inocente ser que existe na terra, uma alma que desconheça o mau, uma alma tão pura e completa que passará a ser minha quando a sacrifique, então poderei assumir o máximo poder, não precisarei mais de minhas Horcruxes e, derrotar ao fedelho de Potter será… singelo.
Era a primeira vez que se ouvia pronunciar esses objetos, os Horcruxes, Voldemort nunca os mencionava, também não queria que ninguém se inteirasse, mas agora que estava a escassos meses de concretar seu plano, já não fariam falta.
— Então, eu voltarei a seu leito como sua mais fiel escrava meu Senhor, depois… que consiga de Snape o que pretende.
— Você? Lestrange? —Pronunciou seu sobrenome entre aborrecido e depreciativo— você já não enche minhas expectativas, tiveste eu tempo e este tem passado, agora me comprazo com esperar a teu desejável sobrinho.
Lucius tinha-o escutado tudo, compreendeu todos os envolvimentos do que agora Voldemort revelava, agora Draco corria mais perigo ainda, já que o Lord o tinha dito com tal simpleza que assustava, cedo, seu filho seria o próximo brinquedo pessoal de seu amo, estava quase seguro que Snape morreria após ter à criatura. Seu peito demandou ar e inspirou o mais lento possível, no salão seguia a conversa.
—Eu sou a que encherá por completo seus desejos meu amo, não um traiçoeiro comensal sem graça, nem um menino fraco.
Tinha ferido em seu orgulho, e defendia o sitial que ela achou que merecia, mas o Lord minimizava seu desplante. Desde muito jovem ela era quem tinha mais acesso às habitações do Senhor Escuro, era ela quem enchia parte de suas noites em insônia, mas agora era eliminada qual boneca gastada.
—Já te disse, Snape te ultrapassa nessas artes, ainda que ele não o sabe, é mais divertido que você, com seus escandalosos despegues de feminidade.
— Mil vezes maldito Snape —sussurrou com raiva. — maldito.
—Sua irritação será compensada, permitirei fazer visitas aos quartos do futuro pai… de meu "herdeiro"… JA, JA, JA, JA, JA —acalmou-se um pouco. — herdeiro? Como pôde lhe te ter ocorrido?
Começou novamente a rir, enquanto Lucius afastava-se da porta, para que quando o Lord lhe chamasse, não estivesse tão perto e não suspeitasse que tinha ouvido tudo; uns passos mais, quando escutou também o riso desquiciada de Bellatrix, que de seguro já tinham variados planos para fazer miserável a pouca vida que tinha seu amigo.
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Após o jantar de véspera, começava no novo dia, o Natal, onde presentes, abraços e alegres felicitações alternadas com algumas austeras, começava a encher o comedor desde muito temporão, no dia passou tranquilamente, a comida foi abundante ainda que as pessoas que a degustaram foram muito poucas; os três amigos Gryffindor, mais um menino de primeiro da mesma casa, nenhum Hufflepuff, dois Ravenclaws e o único representante de Slytherin, Draco Malfoy, este, tinha comutado o castigo que decidisse lhe dar o professor de, passar cinco dias ordenando os livros da biblioteca, por sua presença no comedor e nas demais atividades.
Harry tinha descuidado sua alimentação, desde esse fatídico dia em onde viu a Snape por última vez, seu apetito estava totalmente descontrolado, às vezes umas quantas migalhas lhe eram suficientes, outras, podia tranquilamente até lhe tirar a Ron parte de seu almoço.
Hoje era um dia em que se sentia mais deprimido que em outras ocasiões as felicitações de natal, lhe deprimiram ainda mais, com o desânimo como parceiro, terminou ao igual que outros o jantar natalino, mas seus pensamentos se concentravam em outras coisas.
Severus estaria bem? Terá jantado adequadamente?
Pouco a pouco todos os estudantes apresentes abandonaram a mesa, os professores permaneceriam um pouco mais, Harry e Ron se levantaram dispostos a regressar a seu dormitório, se despediram dos professores.
—Esperamos-te fora, Hermione —disse-lhe Ron.
Hermione, terminou de beber um pouco mais de seu suco, também terminou de se despedir e os tinha atingido quando ambos amigos tinham traspassado a porta.
Foi a voz compungida de Ron que se ouviu quase desde o solo, que a fez reagir.
—Harry, faz favor reage! Abre os olhos!
Ron sustentava o corpo de seu colega, para que não caísse ao chão, Hermione se apressou para o ajudar e transformou o escudo de uma das armaduras em uma cama, tratou de regressar ao salão para avisar do acidente, mas chocou com outra pessoa.
—Mas, por que obstruem a entrada? —Draco tinha saído também do comedor, cedo se calou ao ver a resposta. — que sucede?
—Acho que só é um desvanecimento, já acordará, pelo cedo devemos levar à enfermaria— lhe tinha contestado a castanha, um pouco agitada.
—Outra tentativa mais para chamar a atenção, diria eu.
—Malfoy, agora não.
— Algo que dizer Ron? —Draco seguia tão sereno, que tratou de obter mais informação.
—Só me disse "Ron… vamos cedo"; depois "me segure" e caiu.
Via-se muito perdido e preocupado, olhava-se as mãos, onde momentos antes o corpo de seu amigo perdia a consciência, nem sequer se deu conta a quem tinha contestado.
— Estará bem, verdade? Não é nada grave, verdade? –Ron seguia muito afetado.
—Não sabemos até que Madame Pomfrey o revise Ron, pelo cedo devemos levar à enfermaria. —lhe respondeu sua amiga e se volteou para ver a Draco. — Draco faz favor, poderia lhe ir avisar?
Malfoy duvidou e um pouco molesto, assentiu, mas quando se tentou se mover uma mão sustentou a sua debilmente.
—Rogo Malfoy, não avise a ninguém; vocês também não. —lhes disse olhando a seus dois colegas.
A débil voz de Harry fez voltear aos três jovens a ver-lhe, tinha acordado. Seus amigos sentiram-se aliviados, mas olharam-se duvidosos quando lhes pediu que não avisar a ninguém.
Malfoy encolheu-se de ombros, abandonou-os e dirigiu-se a sua sala.
—Faz favor —voltou a pedir Harry.
Tudo tinha passado tão de pressa, era desconcertante e ao mesmo tempo tranquilizador ao ver que seu amigo já se recuperava, decidiram lhe conceder a petição, lhe ajudaram a se levantar da cama.
Enquanto, Hermione voltava a transfigurar o objeto, pensava e analisava o acontecimento, muito preocupada isso sim, ao mesmo tempo mais assustada pelo que a enfermeira tivesse descoberto, esperava que suas suposições não fossem reais, mas, agora não era o momento. Os três encaminharam-se a sua sala, aí poderiam falar tranquilamente, apressaram-se um pouco, não fora que algum professor decidisse se ir mais temporão e os descobrisse.
Ao que parece o invariável estilo de vida que levavam já não seria a mesma.
Nota tradutor:
Para quem queria a continuação ai está.
Vejo vocês no próximo capitulo!
Ate breve
Fui…
