CAP. 15: CHOCOLATE

Terminava janeiro, e Severus sentia-se um pouco feliz, devia está-lo porque enquanto melhor passasse-a ele, seria melhor também para seu bebê.

As conversas com o sanador fizeram-se mais amenas e explicativas. Magnus soube nesse mês que; Albus Dumbledore era o Diretor do Colégio Hogwarts em onde Severus era o maestro de Defesa e que antes ditava poções. Albus tinha-lhe dado uma oportunidade de exonerar seus erros anteriores, intuiu pela forma de falar de Severus, que o queria como um filho quer a seu pai.

Foi mestre de Potter, o menino que viveu, Severus dizia que era um bom rapaz, nada ególatra, um pouco arrebatado em suas decisões e muito valente, reconheceu que antes tinha um conceito equivocado de Harry e que agora o apreciava como um bom amigo, lhe contou sobre todas as aventuras que tinha passado e das façanhas que tinha realizado sendo ainda jovem; falava dele sempre com um sorriso de saudade, que ninguém tivesse crido.

Uma pulsada de ciúmes fez compreender ao Magnus Adler que tinha transgredido a norma profissional de sanador–paciente faz muito tempo, porque se sentia atraído por suas facções, esses negros olhos que jamais conheceu em ninguém, esse cabelo negrismo que já cobria parte de suas costas, essa tez suave e clara, esses finos lábios que qualquer artista tivesse desejado retratar; o corpo que tantas vezes toco curar, corpo que mudava com os dias, e seu embriagante e enigmático tom de voz que às vezes o sumia em uma contemplação total.

—Ainda lhe falta para ausentar-se do mundo dos vivos Adler, de modo que me escute quando lhe falo.

Ah, e claro! enfeitiçava lhe esse nível de ironia que punha em suas frases.

Enquanto Severus, soube que seu acompanhante era o maior de dois irmãos, Claire, sua irmã menor fazia o treinamento para ingressar à Academia de Aurores. A viúva Gertrude Adler mulher estrita e bondosa com os seus eram um pilar fundamental em sua família, criado na América e graduado no mesmo continente, chegaram a Londres para que Claire seguisse seus estudos em uma melhor Academia.

Não se tinha casado porque não tinha tempo de entabular nenhuma amizade, segundo sua mãe, mas Magnus lhe confessou que era porque em todos seus anos jamais ninguém acordou um interesse maior que o profissional ou, o de amizade, até que te conheci, claro que a última frase sempre lhe calava.

Magnus falava de sua família com orgulho e pesar porque não sabia sobre o destino de ambas, Severus sabia que só tinha duas opções para essas duas mulheres, a primeira é que já estivessem mortas, porque fazer prisioneiros que não dêem um benefício direto ao Lord não valia o custo e eram eliminadas; segundo e o que esperava que tivesse passado era que nem sequer se molestassem em saber sua localização, só seus nomes serviam para que o sanador acedesse a realizar as coisas sem maiores problemas.

—Descuida, voltará a vê-las —dizia-lhe firme mas interiormente não muito convencido.

E tratava que esse tema não seja tão duro para o sanador, se passeou pelo quarto, às vezes o silêncio também era boa colega, o suéter branco ainda lhe ficava perfeito, mas a calça do pijama era o único suficientemente cômodo de usar para Severus, o elástico em seu cintura se amoldava perfeitamente a seu crescente ventre, mas não o seria por muito tempo e precisaria outro atendo à medida que passasse mais tempo e Adler planejava o pedir, ainda que temia que recusariam esse atrevimento.

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Aparte de saber mais um sobre o outro; Severus fazia perguntas a cerca de Lucius, de algumas palavras soltas que tivesse escutado Adler, do que seja, que resultasse obter alguma pista, uma resposta. Mas, e o que mais gostava, tinha perguntas sobre de seu bebê.

— Sua magia era muito pequena antes isso é normal?

—Bom, não… —não lhe mentiria, mas duvidou em continuar.

—Continua.

—Quando o recusava, o bebê tinha que se manter só, não contava com sua magia, se tivesse passado mais tempo o risco de que nascesse squib era muito alto.

—Sinto muito—disse culpado e voltou a passar a mão por seu ventre, que ainda que não era enorme já lhe obrigava a sentar com os joelhos separadas, momento em que seu bebê decidisse responder, fazendo um movimento leve, já o fazia desde faz em alguns dias, mas Severus nunca deixava de se surpreender nem sorrir. Esse mesmo sorriso que animava a Magnus a seguir com o tema da conversa.

—Agora que o aceitou sua magia se incrementará a cada dia mais, não tem porque te preocupar.

Severus inclinou a cabeça em resposta, mas tinha outra pergunta.

—Pode… pode saber a data aproximada?

—Sinto muito, não, nenhuma gravidez no mundo mágico tanto faz, absolutamente todos são diferentes, mas felizmente St. Mungo…

Deteve-se um momento a possibilidade de não poder estar em St. Mungo quando a hora chegasse era preocupante, ambos os sabiam, não se enganavam, mas mantinham a esperança de que Albus ou a família Adler os estivessem buscando, ainda.

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Qualquer conversa era importante, se com isso obteria indícios dos sentimentos do pocionista, não queria lhe propor diretamente, não era o momento nem o lugar indicado, mas, não suportaria calado por muito tempo, as indiretas eram o melhor caminho.

—Sabia que era interessante e agradável. Quando saiamos desta, me promete que aceitará um convite a jantar. –Interessante, agradável essas duas palavras fizeram que Severus o olhasse incrédulo.

—Acho que, atender ao bebê, levará todo meu tempo Magnus.

—Precisará dois pais quem preocupem-se por ele… ou ela, não pode o fazer sempre só.

Essa conversa era incômoda para Severus, primeiro porque intuía perfeitamente a intenção de Magnus entre linhas, e segundo porque se, chegado o momento, ele ainda seguia cativo, as esperanças que seu filho vivesse eram praticamente nada, mas era bonito se mentir assim sobrelevava melhor seu encerro.

— Severus, acha-me que todo sairá bem, estaremos bem.

Dizia-lhe enquanto como desde faz em alguns dias Magnus o ajudava a acomodar na cama, com quase quatro meses de gravidez seu corpo começava a ressenti-lo e a dor em suas costas já era uma constante, não se queixava claro, mas o que daria por uma massagem.

Severus estava sentado pronto para deitar-se essa noite, não pôde evitar fazer um gesto de cansaço e dor que, Magnus ao se encontrar em frente atingiu a ver, este com movimentos resolvidos se inclinou bem perto de Severus quem não teve o tempo do compreender até que fechou os olhos quando sentiu o alívio no ponto preciso de tensão, proporcionado através desses dedos, não foi consciente de que seu corpo se achava apoiado no peito de Magnus, que sua cabeça descansava nesse firme ombro, quase pôde se ter dormido senão tivesse sido pelo grito que escutou desde a entrada.

— QUE ACHAM QUE FAZEM?!

Ambos homens se separaram ao instante, não porque fosse sua vontade senão porque Adler tinha sido lançado à parede, estrelando suas costas com tal força que o grito que se rasgou de sua garganta fosse o maior que tinha dado em sua vida e, seguiriam mais já que Voldemort não esperou a que se incorporasse e lhe castigou com várias maldições mais.

— NÃO VOLTARÁ AO TOCAR NUNCA! NUNCA! NUNCA!

E Adler só gritava, suas terminações nervosas eram estrumadas, seu corpo golpeado e torturado selvagemente, mas seu cérebro e coração, só rogavam para que não se ensamarra com Severus também. De novo foi elevado a dois metros do solo e estrelado no chão, perdeu a consciência.

O Lord estava furioso e esse sujeito pagaria seu enojo, ainda que não eram ciúmes os sentimentos que primavam nele, só era o simples e puro sentido de pertence o que tinha sido transgredido, seu objeto, seu desejo, seu Severus sendo tocado por outro, não duvidaria no castigar a ele também, mas tinha uma ideia melhor e assim comprazeria a uma das melhores comensais baixo sua ordem e, que convenientemente estava a seu lado.

—BELA, encarrega-te.

E a mulher apresentou-se ante Severus, com seus escuros cabelos semelhantes aos da Medusa, com a mesma mirada petrificante, e o garbo que só uma deusa possui.

Entrou por completo e fechou a porta depois dela, inspecionou com a mirada incomodada o lugar, se sentiu satisfeita.

—Escasso, Não te parece? —ronrono.

Severus tinha as pupilas dilatadas desde aquele grito, o pavor era seu dono agora, tinha tanto medo que só se fixo na mulher quando esta tinha falado, não lhe respondeu, estava preocupado nos gritos de perdão de Adler que se escutavam até aí, gritos que também Bellatrix escutou claramente.

— Por que meu Senhor reagiu assim? —Acercou-se mexendo seus braços. — Ah, não me diga, posso o imaginar, seguro que você não contente com ficar grávido, também te oferecias a "esse" —terminou por se plantar a escassa distância de Severus

Essa palavra, esse termo, "grávido" usava-se só para animais, mas não lhe responderia, não tinha porque.

—Tudo bom se livro-te desse girino —e assinalou seu ventre. — assim, faz de ti o que queira e me livra a mim de sua insuportável presença na casa de meu Amo.

Severus se aconchegou mais à cabeceira e flexionou os joelhos.

—Surpreendente. —e riu-se falsamente, acercou-se tão rápido que seu rosto estava demasiado cerca do rosto de Severus.

—Com que protege a sua criança, e eu que achava que o detestaria, é obra e graça de um homem não? —e voltou a rir. — E conquanto lembrança a ti não gostava que te metessem… deles.

—Basta, não tenho porque…

— NÃO TEM POR QUE? NÃO TE POR QUE, QUE? ESCUTAR-ME, CRER-ME… TEMER-ME?
—e afastou-se ficou olhando com um meio sorriso. — eu acho que deveria temer mais, bem mais, não por ti talvez, mas não acho que a teu "recoito" goste…

—Não se atreveria.

— Que não o faria? Essa criança seu é do único que tem prioridade para o Lord agora, já nem sequer lidera os ataques, só espera a que "esse" nasça, é irritante! Mas posso solucioná-lo, nem sequer você detectaria o veneno da vespa vermelha, se, por alguma desgraça "alguém" te pusessem na comida.

E começou a rir, riso semelhante às das hienas.

—E não teria a seu sanador, porque não acho que passe desta noite.

Não se tinha dado conta, mas os gritos de Adler tinham parado, mas não assim os ruídos secos que supôs devia ser seu amigo inconsciente se golpeando várias vezes no andar. Lestrange já tinha a porta aberta e se girou para o encarar de novo, lhe dando uma ameaça em forma de sentença.

—Assim, ficará… sozinho

—Só. —repetiu Severus quando Bela se tinha marchado

Desde esse dia não voltou a comer com tranquilidade, sempre temeroso da ameaça de Lestrange e, não ter indícios de que Magnus seguisse com vida lhe deprimia.

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Harry estava mais tranquilo, sua saúde melhorou à medida que seguia as indicações da enfermeira, seus dois amigos apoiavam-no e animavam sempre, mas não puderam melhorar a opressão interna do rapaz, opressão e desespero que canalizava com saídas ocultas para qualquer parte do mundo mágico em busca de informação, porque a que lhe dava o diretor já não bastava para ele.

A cada que podiam escapavam do Castelo e de sua proteção, felizmente podiam desaparecer se alguma vez se encontrassem em perigo, mas felizmente para eles não tiveram que fugir, de modo que só utilizavam esse meio para poder se transladar, Hermione era a encarregada de levar consigo a Harry, tanto pela proibição que lhe fizesse o Ministério e porque ele não tinha tido a possibilidade de praticar como os demais estudantes.

Estas saídas davam-se em poucas ocasiões, mas bastava para que Harry sentisse que estava fazendo algo.

Agora era uma dessas vezes, já que a classe de Defesa tinha terminado repentinamente, quando Malfoy se apresentou de improviso a metade de classe com a varinha em alto e apontando a Remus, com olhos cristalinos e apertando fortemente os dentes, ao princípio todos se surpreenderam, mas Remus desarmou ao loiro sem dificuldade e concluiu as classes para todos os demais e ordenou a Malfoy a que ficasse.

Se era possível perguntariam a Remus sobre esse incidente em outra ocasião, mas, agora deviam aproveitar o tempo para ter todo pronto para após o jantar, a capa de invisibilidade, várias bromas úteis de Gemialidades Weasley, suas varinhas e uma caixa de chocolates que Ron fez questão de levar.

Após que Hermione transformasse algumas coisas em seus perfeitos dobros e deixar em suas camas correspondentes, se dirigiram aos limites do bosque e decidiram não se aparecer em Honeydukes tivessem sido reconhecidos como estudantes do Colégio, ademais tinham os fins de semana para averiguar nesse lugar, de modo que optaram por outro lugar.

Uma vez nesse lugar, trataram de passar desapercebidos Ron e Hermione tomavam-se das mãos e caminhavam como um casal de noivos a horas inadequadas; com um metro de distância o salvador do mundo, insistiram a que Harry sempre levasse a capa porque, ainda que seja de noite era uma figura reconhecida e sua presença seria facilmente notada em qualquer lugar, só lhe tirava quando não tinha muita gente e não encontravam sinais de perigo.

A rua estava relativamente deserta de modo que dirigiram-se às poucas lojas que seguiam abertas em busca de qualquer indício.

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Agora as visitas para Severus eram mais restringidas, Magnus se apresentava durante duas horas em todo o dia; uma para compartilhar o café da manhã das sete às oito, a outra hora era destinada para o jantar, Lucius tinha quinze minutos com ele às três da tarde para lhe administrar a poção que lhe ajudaria quando chegasse o momento do alumbramento. Peter trazia-lhe a comida entre as doze e a uma da tarde, mas a maior parte do tempo ficava só; Preferia essa solidão a ter a companhia de Voldemort ou Bellatrix que se apareciam quando se lhes antojava.

Magnus entrou à habitação às nove em ponto, coxeava um pouco, sua perna não tinha tido a atenção correta e as moléstias eram evidentes, os suplícios aos quais tinha sido submetido foram tão brutais que só voltou a se apresentar três dias após "seu castigo" agora que tinha passado quase quinze dias sua perna seguia lhe dando moléstias.

Desta vez não se sentou a seu lado como sempre, permaneceu de pé, não lhe tinha dito nada ainda porque não sabia se lhe permitiriam ir ou não, mas Lucius tinha conseguido que lhe dessem permissão, como? graças a um argumento que lhe recordou parte de sua vida que ansiava esquecer:

—Meu Lord; Se o sanador vê-se tão cerca da liberdade, é seguro que trataria de escapar, meu Senhor voltaria a ter uma desculpa perfeita para voltar ao castigar, ainda que certamente não o precisa, mas a satisfação de escutar pedindo perdão como a anterior vez…

— Por que me pede isso Lucius?

—Sabe que só sua decisão é a acertada, minha petição é o de menos aqui.

Mas a Voldemort, enchia-lhe de satisfação ver ao inescrutável Malfoy perder um pouco o controle em sua postura.

—Sei muito bem que sentiste algo, idílico por ele quando eram estudantes.

—Mas… —sim, o tinha desconcertado repentinamente, mas o Lord continuou.

— E, dirá que a satisfação de ver a Severus com esse tipo de roupa não te atrai?

Lucius, tinha-se reposto com rapidez, e decidiu conceder-lhe razão, sempre fazia isso.

—Não posso lhe esconder nada meu Senhor, é verdade, mas, agora Snape é inteiramente seu.

—Ele é —disse-lhe em tom possesivo. — esse sanador pode ir, que compre o que cria conveniente, mas que não trate de fazer nenhuma estupidez, e serei eu mesmo quem lhe atribua um vigia.

De modo que agora Magnus, devia lhe dizer o motivo de sua ausência e lhe perguntar se tinha um capricho escondido, ainda que disto último estava muito inseguro, tanto por não poder o obter, como por não ter contestação de Severus.

—Me permitirão ausentar-me para te adquirir nova roupa, e… bom, pensei que se me era possível te traria algo que quisesse.

A mirada de incredulidade de Severus pô-lo nervoso como poderia lhe pedir isso a um homem que de seguro não sucumbia aos caprichos mundanos? Mas era de supor que dado sua gravidez os desejos eram normais, claro que a ele lhe eram restringidos porque se se tivessem atrevido com uma petição dessas ao Lord, estavam seguros que lhes privariam de algumas das escassas comodidades que tinha.

—Se é que se te apetece, desde depois.

E Severus ainda não dizia nada e tomo outro troço do que pretendia ser carne, de modo que Magnus voltou a insistir.

—Não quero dizer que o vá conseguir, talvez nem sequer tenha a oportunidade, mas não perdemos nada com o tentar.

De novo o silêncio, mas…

—Chocolate.

— chocolate?

—Perguntaste, disse-te e, não o repetirei entendido?

Magnus dedicou-lhe um sorriso e retirou-se, lamentavelmente não passaria essa hora com Severus porque elegeram esse mesmo horário para o levar ao Beco Diagonal, trataria de encontrar esse pedido, mas seu desilusão foi maior quando se deu conta que não seria Lucius quem o acompanharia, a possibilidade se reduzia a nada.

Dirigiu-se até uma pequena loja, em onde se expunha uma grande quantidade de roupa para toda ocasião, os mesmos que estavam apinhados em larguíssimos balcões que se elevavam até o teto mas se curvavam perigosamente na ponta. Pela hora, os dependentes da loja, elfos todos eles se dedicavam a ordenar caixas e roupa que durante o dia tinham sacado a expor, para chegar aos lugares mais altos se valiam de pequenas asas azuis nos tornozelos que os elevavam até seu alto destino, iam vestidos com suas habituais roupagens símbolo de escravatura, mas estas limpas, nada rasgadas e de uma cor azul pastel que ofendia à vista.

Localizava-se no extremo da rua, conhecia-o graças a uma de suas poucas visitas desde que chegasse a Londres, não era uma loja reconhecida como a de Madame Malkin por suposto, mas uma de suas vantagens era uma ou a última em fechar, aí iam os compradores de último minuto e que não se importassem que seus vestimentas fossem sob medida.

—Boa noite.

—Boa noite —correspondeu-lhe com o clássico sorriso falso de vendedor a seu cliente —se quer escolher algo, lhe rogo que se apresse, tenho a intenção de fechar cedo hoje.

E não era precisamente cedo, passava as onze da noite, mas ante a pouca freguesia que tinha nesse momento; três jovenzinhos e o que acabava de chegar decidiu que era tudo por esse dia.

—Não se preocupe, não escolherei nada, só quero que me dê seis jogos completos de roupa para gravidez.

—Temos vários modelos, as cores…

—Em verdade não me interessam esses detalhes, o deixarei a seu critério, só certifique que sejam para um masculino.

—A talha talvez ajudaria.

Adler pensou-o um pouco, relativamente eram iguais.

—Se não me equivoco é de minha estatura.

—Entendo.

— Ah! e que lhe sirvam durante todo o ciclo.

— Algo mais?

— Tem chocolates?

—Sinto muito, nenhum doce.

—Lástima, por favor apresse-se.

E o vendedor internou-se entre os estantes, enquanto os elfos saíam para limpar o exterior da loja.

Adler esteve mal uns segundos completamente só, escassos para fazer qualquer coisa, lhe dando tempo sozinho para jogar um longo suspiro, no meio de silêncio ouviu uns passos frouxos e uma voz jovem.

—Eu os esperarei aqui. —escutou dizer, um segundo depois um rapaz alto e ruivo saía dos corredores entre os estantes.

—Boa noite —saudou lhe.

Magnus fez só um assentimento, como mostra de que o estava escutando, ainda que queria conversar com alguém, não devia, de seguro o comensal que o acompanhava e lhe vigiava teria ordens para informar ao Lord de todos seus movimentos.

O jovem apoiou-se de costas e com os cotovelos no balcão, vendo-o de relance, Adler quase sorriu quando o jovenzinho, sacou uma barra colorida e se dispunha a rasgar despreocupadamente a envoltura dourada do doce ansiado, não pensou em seu vigilante nem que o ruivo poderia lhe tomar por um extravagante quando se lhe acercou um pouco.

—Um galeão por essa barra

Ron deixou de desenvolver, seus intensos olhos azuis delatavam-no, estava surpreendido.

— Que?!

— Pode deixá-lo se não quer. —não tinha tempo de rogos, de modo que o pressionou um pouco, pôs o galeão no balcão.

Os olhos do ruivo alargaram-se de forma incomum e abriu a boca, Magnus achou que gritaria, não devia lhe ter feito tão magnífica oferta, por um chocolate que só valeria alguns knuts.

— Espere um momento, em seguida volto.

E rapidamente Ron internou-se aos corredores de estantes para atingir a seus amigos, esta oferta não devia a deixar passar nem estando louco, louco o que lhe estava oferecendo essa quantidade e começou aos chamar.

— HARRY, HARRY, HERMIONE onde se meteram? (por que se esfumam quando os preciso?) – rodeou outro estante e quase choca com seus dois amigos.

— Ron ocorre-te algo? está um pouco agitado… —perguntou-lhe Harry ao mesmo tempo que lhe esquivava para não se chocar.

— Depois explico-te, mas agora quero a caixa Hermione.

— Caixa? Mas…

Não lhe deu tempo para pedir mais explicações porque lhe arrebatou uma colorida caixa e se jogou a correr, tanto Harry como Hermione trocaram miradas se encolheram de ombros e seguiram deambulando pela loja; já tinha percorrido as demais e esta era a última que visitavam de modo que se davam seu tempo, mas a curiosidade e verdadeira urgência obrigaram a Harry seguir a mesma direção onde desaparecesse seu amigo.

—Vou ver que sucede, não podemos permitir que se meta em algum problema.

—Acompanho-te, eu também estou preocupada.

E ambos saíram em busca de seu amigo, mas se detiveram ao escutar uma frase proveniente de uma voz arranhada e burlesca pouco depois se tamparam os ouvidos quando escutaram um nítido molesto.

Minutos antes, Ron tinha voltado onde se encontrava Adler, triunfante sustentava uma caixa. E era incapaz de guardar esse enorme sorriso.

— Se ainda segue em pé sua oferta, devemos o fazer um pouco mais justo —lhe disse quando chegou.

Magnus estava mais que feliz ao ver que esse rapaz não tinha fugido, é mais voltou trazendo o que ele jamais pensou que encontraria, uma caixa inteira dessas barras e lhe estava entregando, sem duvidar lhe entregou o galeão prometido o trocando com a ansiada caixa, então se fixou no escudo que exibia seu suéter.

— Hogwarts?

— Desculpe?

— É aluno de Hogwarts rapaz?

Ron estava a ponto de fugir, se esse mago inteirava-se de que efetivamente era um estudante, um estudante que não estava no colégio e a essas horas! Começou a arrepender-se de ter-se ficado aí e pior ainda ter voltado.

Ao não ter nenhuma resposta, Ron exibiu uma mirada cheia de culpa ao se ver descoberto, Adler mesmo se encontrava com algumas delas quando seus pacientes não acatavam as instruções de seus tratamentos, quis acalmar ao jovem, era quiçá a única oportunidade de se comunicar com esse Albus precisamente.

— Não, não sou eu quem te acusará, do que seja que trame ou esteja fazendo, mas deve me dizer é estudante de Hogwarts verdade?

— Aqui tem seu encarrego, são oitenta galeões.

O dono da loja voltava com o que lhe encarregará e interrompeu a cena, Ron quis aproveitar para sair desse lugar o mais cedo possível mas uma mão lhe aferrou com demasiada força a mão.

— Fica-te —rogou-lhe com a mirada e pagou rapidamente o convindo. — Conhece a Dumbledore?

Voltou a perguntar-lhe e deixou de aprisiona-lo, enquanto da carteira sacava a única prenda verde oliveira, a desdobro sem cuidado para pôr em meio a caixa e voltá-la a envolver, olhando à porta como se escondesse o que estava fazendo, essa atitude e a pergunta intranquilizo mais ao ruivo e tratou de escapulir-se novamente, mas esse homem era muito forte ou estava muito desesperado para chegar a ter essa força, porque agora era sua cotovelo quem era aprisionado.

— É… é minha esperança, Conheces a Albus Dumbledore?

— Sim.

— Diga que…

— DEMORA DEMASIADO, É HORA DE IR-NOS.

Um homem de cabelos cobrizos e sujos abriu a porta inesperadamente e Ron viu-se livre ao instante.

— Terminei, vamo-nos —contestou Adler nervoso.

— Um momento, sanador… nada de testemunhas.

E esse tipo sacou sua varinha tão rápido que tanto a mercearia e Ron nem sequer chegaram a se mover um milímetro, um horrível nítido se ouviu por toda a loja enquanto uma luz azul os cegava.

Quando esse nítido cessou, Ron e a mercearia se olharam como se tivessem perdido o fio de alguma conversa que tinham e que nenhum recordava.

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Albus estava preocupado e acordado às quatro da manhã, tinha dias em que não conciliava o sonho, mas agora vestia uma longa camisola de dormir junto à lareira pensando, Minerva o tinha acordado faz escassos trinta minutos ela também se encontrava no despacho do Diretor junto ao trio Gryffindor, reunidos após visitar ao dono da loja de roupa, analisavam o estranho acontecimento, passo a passo.

Hermione e Harry tinham chegado junto a seu amigo, depois que o nítido cessasse, o interrogaram, mas não soube lhes responder, então desapareceram e regressaram aos limites do bosque, correram ao mais ainda que Ron seguia aturdido, não se importaram o tremendo ruído que fizeram quando tocaram muito próximo do despacho e quartos de McGonagall, lhe contaram todo o que viveram essa noite de forma tão atropelada e confusa que a subdiretora teve problemas em captar a ideia.

Os quatro acordaram ao Diretor, que também teve os mesmos problemas que Minerva ao querer compreender aos jovenzinhos, então, explicado tudo submeteu as lembranças de Ron a uma penseira, mas todo o ocorrido tinha sido literalmente apagado, constataram o mesmo quando a mercearia também tinha sido submetido à mesma prova.

Na manhã, para a qual faltava escassas horas chamariam à família Adler, e talvez a alguns membros da Ordem, buscariam respostas.

Respostas eram as que não tinham, se tão só Magnus tivesse completado sua frase.

Nota tradutor:

Mai um capitulo pronto vejo vocês nos reviews

Ate breve

Fui…