CAP. 16: PROCURANDO A FÊNIX

Ambas mulheres tinham olheiras já marcadas e estavam nervosas, mas uma luz de esperança brilhava no meio de sua podridão, se encontravam acomodadas no insólito despacho do Diretor de Hogwarts, Minerva as tinha chamado muito temporão, ainda que não lhes disse o motivo Gertrude estava segura que tinha notícias sobre seu filho.

E não estava equivocada, ao ouvir o relato de Harry e Hermione suas esperanças cresceram, não era muito, mas a razão e seu coração lhe dizia que Magnus seguia vivo, desafortunadamente confirmou que tinha sido obrigado a permanecer junto a perversos sujeitos, mas seguia vivo, isso era o que para elas contava em primeiro lugar.

Agora, junto a alguns membros da Ordem, obviamente os mais próximos a Albus, todos eles parte do professorado, Remus, Minerva, o mesmo Albus, a demais de três estudantes, (os diretamente envolvidos), tratavam de encontrar sentido ao que viveram estes três últimos.

— Senhor, pelo que ouvimos não pode se tratar de outro, esse sujeito lhe falou como se fosse seu prisioneiro e lançou esse feitiço aos achou que estavam aí para não recordar nada, felizmente não se deu conta de nós, pelo que Hermione e eu recordamos o sucedido da mesma maneira.

— Estou de acordo com eles Albus, a probabilidade de chamar dessa forma é suspeita, mais ainda se não queriam que sua presença fosse descoberta, e, a essas horas!

Minerva tinha a segurança absoluta e as mulheres Adler compartilhavam esta mesma conclusão.

—Como mãe, poderia chegar a confundir minha raciocino lógico com minhas ânsias maternas, mas creio firmemente que este não é o caso —A viúva Adler falava com tempere e acalmada. — Todos no Hospital e nossos conhecidos sabem que meu filho era… É um opositor acérrimo à causa dos comensais e de Voldemort.

A maioria dos presentes estremeceram-se com a menção daquele nome no entanto Harry simpatizou com ela pelo só facto de não mostrar temor a um simples nome, de seguro que Magnus Adler era um grande homem.

A mulher retomou a palavra.

—Penso que talvez, sem lhe propor meu filho soube ou se meteu em algo importante para essa gente e eles o sequestraram, ele não é daqueles que se calam as injustiças —se deteve um momento para suspirar longamente e se dar o valor para dizer o que pensava— tivesse sido mais fácil o matar o sei, mas não o fizeram, porque saberia, como mãe saberia.

Chorou, e Claire abraçou-a, todos guardaram silêncio por um momento respeitado seu sofrimento.

Voltaram a retomar suas conversas após que a viúva se acalmasse, estiveram de acordo com que Claire se integrasse à Ordem, Albus voltaria a depender de seus amigos em Londres mágico para que estivessem mais atentos que dantes. O caso do desaparecimento de Adler seria uma das prioridades agora, com sorte talvez chegaria a Severus se seguia esse rastro.

Assim a reunião terminou e os mais jovens também reforçariam seus próprios informantes, estavam cansados não tinham dormindo, mas graças ao diretor foram desculpados de todas as classes desse dia.

—O que eu não entendo, é para que quereria os chocolates? —assinalou Ron.

Enquanto regressavam à sala comum, o ruivo não tinha dito nada e essa observação foi a primeira que fez, estava muito confundido porque não recordava nada e isso, era exasperante.

—Não o sei, mas não pudeste te comer só você, ficavam várias barras.

—Talvez não lhe dão de comer, Hermione.

—Ou, era para alguém mais —raciocinou Harry. — porque se tinha fome te tivesse tirado e as envolturas deveriam de ter estado regadas pelo andar.

Harry tinha pensado o tempo todo nesse fato, porque como bem disse Hermione não podia lhes ter comidos todos em tão pouco tempo, e muito menos com envolturas incluídas.

Chegaram a sua sala, foram a seus dormitórios, mas não puderam descansar como queriam, os pensamentos iam e vinham mais na cabeça de Harry, quem por fim após o tentar por muito baixo dormido.

Conjecturas, da Ordem, das mulheres Adler, tinha sido uma total coincidência que os três jovens se encontrassem precisamente aí? Esse "sanador" era o que procuravam? Teria alguma relação com Severus?

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Os escassos minutos que passava Lucius em seu quarto eram muito bem aproveitados por ambos amigos, e agora era Severus tinha em claro que se desejava proteger a seu bebê, devia confiar e arriscar, todo o contrário ao que estava acostumado porque sua desconfiança sempre lhe salvava.

Com o copo em suas mãos cheio dessa poção transparente, e sentado em uma esquina da cama Severus daria o primeiro passo para sair daí.

—Tenho pensado tantas vezes e tenho procurado milhares de formas, mas em verdade a única que pude achar é que alguém deve lhe avisar a Albus onde se encontra este Castelo, mas, só posso confiar em ti, não te disse antes porque não sabia se te deixavam sair —e lhe deu um sorvo.

—Faz mal em uma semana que o Lord deixou que me fosse, só nos sábados para poder me abastecer de ingredientes, em verdade nos fazem falta suas habilidades, meu querido amigo.

—Suponho. —após tanto tempo por fim um sorriso autossuficiente apareceu em seu rosto, e celebrou esse fato com outro sorvo.

Severus surtia ao bando da escuridão com bravejes para fortaleza, um restabelecimento rápido, líquidos com os quais os comensais podiam passar muito tempo em ataque e não ver mermadas suas forças.

—Trata de contatar-te com Albus, estou seguro que deve estar pendente de qualquer coisa.

Lucius que até esse momento se encontrava sereno e de pé, caminhou enojado lhe dando as costas a seu amigo.

—Não quisesse desiludir Severus, mas se em verdade te estivesse a procurar, com os recursos que tem esse velho, já teria dado com este lugar.

Em parte era verdadeiro, Albus sempre contava com a melhor informação, mas recordou que era ele quem lhe proporcionava as melhores e a maioria deles, e o único que Severus jamais pôde lhe dar era precisamente o lugar, o lugar onde agora mais que nunca queria que soubesse que existia.

—A localização deste Castelo é desconhecido até para nós Lucius.

—Oeste de Londres, é o único que sabemos —corroborou o loiro.

—Ao oeste, onde o sol morre, onde a luz se extingue, onde a noite e o mau atua sem problemas, às vezes acho que Vol… que o Senhor Tenebroso tem algo de poeta.

—Um poeta louco —completou Malfoy, em tom burlesco.

Olharam-se com um sorriso de cumplicidade, essa afirmação era uma pequena troça a seu senhor, que ambos se consentiram para aliviar a situação, isto era estressante e angustiante para os dois, porque ambos contavam com que Albus e um rapaz que nem sequer tinha terminado o colégio detivessem a Voldemort dantes de que chegasse a se apoderar de seus respectivos filhos.

—Diz a quem poderia contatar e como; estou seguro que ninguém deve lhe estar a vigiar.

— Seguro?

—Crê-me, o é, sua identidade é desconhecida por muitos, eu o soube por boca do mesmo Albus e também a mim me surpreendeu.

—Conta comigo.

—Bem —E terminou com a poção, disposto a lhe contar seu plano.

E esse relógio, esse maldito relógio marcou a hora de ir-se para Lucius e, recordava-lhe a Severus todas as horas que passava encerrado, a cada minuto, a cada segundo, tinha tentado o arrancar com magia várias vezes, mas por ordem de Magnus não desperdiçaria mais seus poderes, precisaria para depois.

—Devo ir-me —Lucius apressou-se para a porta.

—Amanhã então —despediu-se Severus, devia dar-lhe informação concreta e valido para a personagem que tinha em mente.

Ao dia seguinte Severus confiou de novo em outra pessoa mais, Magnus ao princípio não lhe disse nada, ainda sentia certa susceptibilidade em relação a Malfoy, mas após o pensar concluiu que não tinha melhor maneira.

—Eu não o conheço como você, de modo que, se você acha que pode confiar nele o faz.

— Devo confiar nele… devo fazer por meu bebê.

E de novo sua mão viajou para seu ventre com ternura, a teia que separava sua pele era suave, aquecia quando o ambiente era frio e lhe refrescava quando o calor era excessivo, lhe fazia estar cómodo em todo momento, essas eram as características da roupa de gravidez, enfeitiçadas para adaptar ao corpo do gestante e ao médio ambiente.

Via-se radiante, formoso mais que antes, Severus jamais se imaginou que utilizaria esse tipo de roupa, mas agora seu corpo estava coberto por um jogo índigo escuro que ainda que a cor não era de sua agrado lhe sentava bem, um broche prateado em seu ombro direito sujeitava a solapa solta que cruzava todo seu peito, pequenos arabescos bordados desciam do broche até o borde final, mesmos que apareciam em seus punhos; a calça de corte singelo se amoldava com graça.

—Então Severus, confiemos em que tudo saia o melhor possível.

As horas passaram e Lucius voltou à hora acostumada, não perderam o tempo e se centraram no plano que executariam esse mesmo fim de semana, era terça-feira e Malfoy devia se preparar, detalharam tudo, até o dia sexta-feira.

E com o trato selado, Severus proporcionou-lhe a Lucius, a informação, as palavras que devia usar e a ideia que devia pôr em prática, agora só ficava esperar.

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Voldemort tinha-se ausentado por toda a semana, seu destino e suas atividades jamais o souberam, mas na noite da sexta-feira chegou, em sua mão sustentava um agrupado de roída teia negra e desbotada, envolvida com uma soga delgada que ao igual que a teia estava suja e velha.

Quando ingressou ao Salão principal todos seus vassalos se ajoelharam mal lhe ver, ordeno a que se marchassem, mas uma mulher não o fez, é mais, teve o descaro de lhe acercar, com temor mas estava segura que as regras não sempre se cingiam a ela.

— Onde esteve meu Senhor?

—Nos domínios das parcas negras minha querida Bela.

—Mas… a que foi? Você deveria me ter pedido o que desejava meu Senhor e eu…

—Estou de humor mulher, por isso não darei as maldições que merece por sua curiosidade.

—Só… —mas voltou à interromper.

—Fui em procura de "disso" —E balançou o agrupado perto ao rosto de Lestrange. —É o instrumento que preciso para completar o sacrifício, fabricado com os ossos de uma Fênix que se recusou a morrer e que essas três velhas lhe despojaram sua alma para que não pudesse reviver nunca.

—Uma fênix morta?

—Sim, encontrei a fênix que fará que eu possa por fim, possuir a imortalidade.

E com isto Bela foi assaltada pelos braços ansiosos do Lord, às vezes Lestrange conseguia ser parte da cama de seu amo e, desta vez voltaria ao ser, enquanto subiam as gradas seu esposo se cruzou com eles, mas como sempre não lhe deu importância.

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Um indivíduo desconhecido delgado e encurvado, entrou essa tarde à "Cabeça de Javali", seu cabelo castanho estava descuidado e suas roupas um pouco sujas, a tez opaca mas de facções tão médias que podia passar por todos e por ninguém ao mesmo tempo; sentou-se à barra em espera de ser atendido.

— Que lhe dou? —perguntou-lhe Aberforth, o dono do estabelecimento.

— Um Whisky de fogo.

De embaixo da barra sacou uma taça que já continha esse líquido e o pôs com brusquidão no mesos, jamais foi conhecido pelo bom trato, mas agora não tinha o tempo suficiente para atender "melhor" a sua freguesia.

— Algo mais?

— Não, nada

Abeforth foi atender-se a outros clientes restando-lhe importância ao recém chegado, nos últimos dias passavam por Hogsmeade muitos estrangeiros às vezes famílias inteiras fugindo, antes não era tanta a freguesia como agora, mas também se apresentavam comensais encobertos, pelo nunca perguntava nada a ninguém.

O sujeito fez-lhe um sinal com a mão para chamá-lo, quando se acercou viu que o copo estava intacto, e a seu lado brilhava três galeões como pagamento pelo servido.

— Isto é mais do que vale a garrafa inteira.

— O Príncipe quer falar com a Fênix – foi a única resposta que obteve e sua agora chata mirada se posou nos olhos atordoados do velho.

—… Quando? ...

Tanto tempo esperando um indício, tanto tempo pendente da mais mínima conversa, e essa pergunta foi o único que fez.

— Nesta semana.

Sem mais o desconhecido saiu tão rápido que em seu caminho empurrou a dois magos que chegavam; enquanto o velho dono recuperou-se da impressão, tomou os três galeões e saiu para prossegui-lo empurrando aos mesmos magos em sua perseguição, giro à esquerda, à direita não viu ao sujeito por nenhum lado, se tão só o tivesse retido.

— (Devo comunicar-me com ele agora mesmo).

Voltou a entrar, deixou encarregado o lugar aos três ajudantes que recentemente tinha contratado, não podia perder mais tempo chegou até a lareira de seu próprio quarto, se partia pelo bilhete do quadro de sua irmã demoraria mais e ainda que lhe desagradava muito viajar por esse meio arrojou os pós flu para chegar em redemoinho ao despacho de seu irmão.

— ALBUS! ALBUS! ONDE ESTA ESTÚPIDO VELHO?!

A mascota do diretor emitiu sons de incomodidade, mas tranquilizou-se quando reconheceu os mesmos olhos azuis de seu dono.

— Abeforth? —o Diretor baixou das escadas para averiguar quem lhe requeria dessa maneira

—POR FIM! —Seu irmão soava exasperado. — Talvez… tenha notícias de seu professor desaparecido.

O pobre mago quase perde o equilíbrio no último degrau, sustentou-se no corrimão justo a tempo, a mirada tranquila foi substituída por uma de completa ansiedade.

— Faz favor, conta-me —convidou-lhe a que se sentasse

Em seu interior sabia que pôr todas suas esperanças em uma simples pista, seu coração começou a bater aceleradamente. O dono da "Cabeça de Javali" relatou-lhe passo a passo todos os eventos dessa tarde, tratando de ser o mais detalhado possível nos mesmos, e voltou ao repetir a pedido de Dumbledore.

— Ah! Sobre o dinheiro—Abeforth levou uma mão até sua bolso, de onde sacou as três moedas —toma, te trouxe. — e as pôs em cima da mesa.

Albus olhou-as com receio eram simples e ordinárias, mas decidiu-se e tomou-as, soltou-as muito cedo porque achou que queimariam, pois sua temperatura começou a elevar-se rapidamente, mas surpreendentemente não caíram as três moedas senão uma só cujos gravados eram muito diferentes aos normais; com cuidado voltou-a a levantar e inspecionou-a detidamente, parou-se como se tivesse um ressorte com um grande sorriso ao reconhecer as figuras.

—SEI QUE DEVE SER ELE, DEVE O SER!

Seu irmão não sabia por que Albus reagia dessa forma, claro que era uma alegria para todos, mas deviam ser prudentes, e seu irmão não o estava a ser.

—Mas também pode ser uma armadilha, é racional que queiram te guiar a uma.

—Sós três sabem o sobrenome de Snape, eu mesmo lhe revelei e todos de minha confiança, seguro que foi ele mesmo quem lhe disse a esse estranho, isso quer dizer que confia nesse sujeito.

—Ou sabem-no, porque deu-lhe no meio de suplícios.

—NÃO DIGA ISSO, NEM SEQUER O MENCIONE.

—SABE MUITO BEM QUE ISSO PUDE SER VERDADE, NÃO VONTADE NADA O NEGANDO.

Para esse momento os dois estavam de pé e gritavam, por fortuna o despacho abriu-se e distraiu-os.

—Mas que sucede Albus?... Abeforth?!

Minerva entrava no despacho com as mãos abarrotadas de papéis, deteve-se de improviso ao ver ao irmão de seu amigo.

—Minha querida Minerva, Severus, Severus quer comunicar-se.

—Mas…— e deixou cair todos os papéis os recolhendo rapidamente com a varinha os acomodando em uma das mesas. — como…?

—Alguém lhe trouxe um recado a Abeforth e ademais lhe deu isto —estendeu seu palma mostrando a brilhante moeda.

Minerva tomou-a para examiná-la, não era um galeão comum a um lado a figura em voo de uma fênix e do reverso um caldeirão fervendo.

—Mas isto não quer dizer nada Albus.

—Isso é o que lhe digo eu — lhe disse Abeforth

— Claro que quer dizer algo! Muito Minerva, diz muito!

—Não acho que deva emocionar dessa maneira Albus.

—É que não é só isso —então, lhe relatou o mesmo que lhe dissesse seu irmão.

Minerva passeava-se de um lado a outro, queria lhe dizer que não se ilusionara, mas o velho coração de seu amigo já tinha sofrido bastante, mas também não era lógico se lançar a algo que talvez era planejado pelo mesmíssimo Voldemort.

—Então devemos estar atentos, seguro que se esse sujeito volta à "Cabeça de Javali" —deu meia volta e seguiu caminhando. — avisaremos só a uns poucos de confiança, pode se tratar de uma emboscada —e deu outra volta.

—Irei pessoalmente, devo ser eu quem se contate com ele, talvez se qualquer outro chega não queira o fazer.

—Não podes deixar o Castelo desprotegido Albus

—Confio na habilidade dos professores, ademais os aurores sempre estão atentos, também não os membros da ordem que tenham guarda deixarão seu posto; e, só será esta semana.

—Não quero ser eu quem te desanime, mas pelo que me contou quem trouxe essa mensagem é alguém que não se pode reconhecer facilmente.

—Sei-o, mas se não é agora que devo confiar, pode que perca a última oportunidade de trazer a Severus de volta.

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Nessa semana foi um suplicio para várias pessoas Abeforth encontrava-se nervoso a cada vez que entrava um desconhecido a seu estabelecimento; Albus encontrava-se praticamente encerrado em uma habitação, pendente a que a porta se abrisse, tão cedo escutasse o parafuso ativaria um sinal pelo qual Remus, Kingsley e Minerva chegariam ao mesmo quarto de onde queira se encontrassem nesse momento; no castelo os três gryffindors e mais ainda Harry, não podiam concentrar em suas classes, pendentes no desaparecimento de Remus ou da Subdiretora, porque se isso sucedia era que Albus lhes tinha requerido.

Passou na semana e Abeforth, tratava de ser ele quem atendesse aos desconhecidos ou aos que atuavam de forma suspeita, deixava a suas ajudantes aos clientes regulares, a noite já caía e algumas estrelas apareciam no céu, se dirigiu com três copos de Whisky de fogo em uma bandeja, deixo duas a umas bruxas pequenas que conversavam em sussurros, se foi a um terceiro mago alto, jovem, vestia roupas singelas o cabelo negrismo que lhe tampava o rosto quase por completo, mas quando deixou o copo, o jovem deixou cair na charola vazia um galeão que girou até que se posou e a imagem do majestoso fênix em voo se vislumbrou, ficou por uns segundos sem dizer nada.

—Se segue-me, mostrarei o quarto que pediu —por fim pôde dizer o velho dono.

—Bem, estou cansado e quero descansar o mais cedo possível —contestou recalcando as últimas palavras.

Essa resposta assegurou-lhe que falava com o mago correto e sua disposição de lhe seguir lhe facilitou melhor as coisas, tomou a moeda e ambos deixaram a mesa para subir em onde se encontravam as habitações. Chegaram a uma, Abeforth a abriu e lhe convidou a passar, o outro assentiu e traspassou a entrada, mal o teve feito uma varinha se fincou em suas costas e este levantou as mãos em sinal que não tentaria nada.

Albus estava em frente a ele e o estudava com minuciosidade, esse cabelo, a complexão, talvez, talvez fosse ele em pessoa, mas quando o observado alçou a cabeça, grande foi sua decepção ao comprovar que não era o esperado, e uma sensação cocegas de magia lhe mostrou que trazia um feitiço modificador de imagem.

—Mostra-te.

—Só se faz que seus cães guardiães deixem de me apontar.

Essa voz, conhecia essa voz, mas não podia definir a quem pertencia, com exatidão.

— Como sei que você não tentará nada contra eles?

—Tenho muito pouco tempo Dumbledore —seu tom era depreciativo. — mas se em verdade aprecia a… Snape como ele mesmo crê, fará o que te peço, não estou aqui para começar um duelo, se é isso o que preocupa a sua gente.

—Faz favor todos baixem as varinhas. —se ouvia cansado e os demais ainda que reticentes lhe obedeceram.

—Agora põe um recinto de silêncio.

—Com baixar as varinhas é suficiente, não deixaremos que se encerrem sozinhos.

—Só é para que não sejamos escutados, Lupin, estaremos aqui mesmo e, não tenho o tempo suficiente para suas tolices.

Novamente esse tom soberbo, mas pelo visto também conhecia a Remus, era verdade, o tempo era um dos fatores mais arrepiantes e com suaves movimentos no ar, o Diretor criou uma barreira ao redor deles, era como uma frágil borbulha de puxão, com várias cores dançando em sua superfície, qualquer coisa que dissessem em seu interior não escutaria ninguém, também não ninguém traspassaria até que o criador o decidisse.

—Espero agrade-lhe assim —o outro só o aprovou com a cabeça.

—Primeiro, deixarei que veja minha verdadeira aparência, mas, deve, entendido? DEVE escutar tudo.

—Tens minha palavra.

O estranho conservou os dedos e como se fosse um véu, algo transparente caiu ao chão. Todos os presentes se surpreenderam quando a figura de Lucius Malfoy apareceu em frente ao Diretor, se moveram, mas a mão em alto de Albus lhes impediu.

—Lucius… —este alçou mais sua cabeça, e começou a falar, quanto mais direto e conciso fosse melhor.

—O Senhor Escuro descobriu uma forma de aumentar seu poder, ser imortal, mas para isso precisa a alma intacta de um inocente, de um recém nascido para ser exatos, não tenho ideia como o faça, mas se prepara para isso.

—Isso é… grave, atuaremos da melhor maneira possível, ainda que não o creia, confio em ti e sei que me disse a verdade, mas… agora diga-me… —duvidou. — Severus está bem?... e tem algo que ver com tudo isto?

A pergunta incomodou ao loiro, fechou os olhos, custaria muito responder-lhe, mas faria, também não o que ia dizer lhe resultava grato, e foi pela mesma razão que pediu o recinto de silêncio.

—Não, não o está —O diretor engoliu com dificuldade, mas Lucius devia seguir. — desconheço desde quando, mas… o Lord… ele… o forçou e, ainda o segue fazendo; é prisioneiro.

Com a cada frase pior que a outra, o rosto de Dumbledore se tornava a cada vez mais agoniada; Voldemort tinha-o feito prisioneiro, seu pesadelo mais temido tinha-se feito realidade.

—Mas tem um sanador que se ocupa inteiramente dele; Adler, por se serve-te de algo.

— (Um sanador?) —foi a silenciosa pergunta e seus olhos alçaram-se incrédulos.

A mirada interrogativa do Diretor alentou lhe para que seguisse, sendo como era, não achava que o Diretor não atasse cabos.

—Dumbledore —suspirou. — o Lord já tem em mente a uma criatura, mal nasça sacrificá-lo-á, de modo que, se chega o momento deve tomar todas as previsões possíveis.

—Por suposto que farei, mas ainda não…

Então Dumbledore viu o que nunca achou que veria Lucius se afastou um passo e baixou sua mirada com pesar.

—Sacrificará ao bebê de Snape… ele… ele o engravidou, o forçou. —voltou a repetir essa palavra para que Albus implicasse seu significado.

A revelação disto descolocou por completo ao velho Diretor e seus pés não o sustentaram mais, de joelhos se apoiou com uma só mão no chão, porque a outra atalhava seu peito arquejante, os demais se preocuparam e se moveram a seu encontro, mas a barreira ainda seguia funcionando.

—Isso é tudo, agora se me permite devo me retirar, não quero que o Lord suspeite de mim.

— Por que o faz?

—Se consegue seu cometido, o próximo brinquedo pessoal de Voldemort será meu filho e não poderei o impedir, ademais… Severus precisa ajuda, agora mais que nunca e, isso é algo que eu não posso lhe dar.

—Antes que te vá —se recuperou um pouco e lhe estendeu algo pequeno que cabia perfeitamente em seu punho —se é possível faz favor lhe dá, diga que ele intuirá quando o usar.

—Se é possível— e aceitou o estranho encarrego —agora se é tão amável— lhe assinalou a barreira.

Ainda desde o chão Dumbledore levantou a barreira, para rapidamente ordenar.

—NINGUÉM LHE ATAQUE NEM LHE SIGA, temos muito de que falar.

Malfoy estava a ponto de sair, com a melhor pose de dignidade, mas voltou-se para ver direto aos olhos de Dumbledore, desta vez a humildade e o rogo mostravam-se.

—Cuida-os por mim, talvez eu já não possa o fazer.

—Farei— prometeu-lhe o Diretor, sabia com exatidão a quem referia-se.

Depois destas últimas palavras Malfoy agradeceu com uma leve vênia e deixou a habitação.

Remus tratou de segui-lo, mas absteve-se quando escutou seu nome.

—Remus faz favor, agora é tempo de voltar ao Castelo e serei eu quem aclare suas dúvidas, agora só quero regressar

Ouvia-se tão cansado e derrotado. Chegaram ao castelo e na porta de seu despacho encontrou a quatro jovenzinhos que os esperavam, quatro, porque Draco também se encontrava junto a Harry, Hermione e Ron; Dumbledore entendia-os perfeitamente, mas Albus pediu um único favor que agora precisava.

—Sei que devem ter várias perguntas, mas… tenho que lhes implorar me deixem estar sozinho.

—Albus, está bem? —perguntou Minerva, ainda que não era necessário porque claramente o rosto de seu amigo era uma óbvia resposta.

—Não. Minerva, não o estou; mas não deve se preocupar, estarei bem. —E se encerrou em seu despacho.

Por fim tinha notícias, por fim sabia algo, por fim alguém lhe dava esperanças; Ainda que fossem más, desesperançadoras, passeou por seu despacho recordando, agora compreendia o comportamento de Severus nos últimos meses dantes dessa noite.

Derrubou-se em sua cadeira, abriu a gaveta de sua mesa e saco o anuário de todas as promoções que passaram por Hogwarts, procurou uma em específico uma foto que mostrasse a Severus quando era estudante, a graduação todas as figuras se moviam inquietas, sorriam, alguns levantavam os dedos em sinal de vitória, mas, no extremo direito Severus permanecia quieto e sério, se via um pouco molesto pelos joguinhos que faziam seus colegas, mas teve um instante um breve instante em que sorriu.

— (Severus filho, juro que encontrarei, regressará a casa, regressarão a casa)

Nota tradutor:

Mais um capitulo bom

Espero sinceramente que vocês estejam gostando

Então ate breve

Fui…