CAP. 18: UM MINUTO
"Jogando pós flu a sua lareira contatou-se com o membro da Ordem em guarda, voltou a fazê-lo mas desta vez para contatar com o professor de Defesa.
—Remus, hoje deixará de ser seu guardião, Draco vá por tua mãe, o momento tem chegado."
Com essas palavras Remus deixaria livre a Draco, e este poderia permitir que sua magia fluísse tranquilamente para seus pais, apresentaria em St. Mungo onde lhe esperava sua mãe, quem ingressasse falsamente como interna semanas antes. A saída de Narcisa alertaria aos sanadores, e estes deviam se preparar para receber os feridos e possíveis mortos que deixasse a batalha, batalha que começaria nos próximos minutos e com sorte, só duraria algumas horas.
Lucius recuperaria o nexo com seu filho e então seria fácil dar-se conta que, em alguma parte se gerava algo que implicava aos Malfoy e em consequência aos comensais e ao mesmo Voldemort.
A cada detalhe estava criado faz já em algumas semanas, quando Dumbledore reuniu à Ordem.
Lembrança.
Albus tinha um plano, desde que seu irmão vinha a ele com as almejadas notícias e três galeões encantados, já começava ao elaborar, claro que como de costume não diria tudo a ninguém, manejaria e diria só partes convenientes aos envolvidos.
Reuniu à Ordem em sua plenitude, após sua entrevista com Lucius, ainda que só alguns conheciam mais detalhes, todos os membros deveriam estar informados de forma superficial, falaria o mais acalmo possível ainda que não duvidava que os membros da Ordem brindar-lhe-iam todo seu apoio, mas teriam verdadeiro receio do informante.
—Não perderei o tempo lhes contando o como, mas temos informação concreta e importante.
Mas foi interrompido por um dos melhores aurores ainda que não por isso a pessoa mais atenta e considerada.
—Antes Albus, acho que deve-nos uma explicação do por que? Temos ao filho de um comensal entre nós.
Alastor Moody referia-se com notória desconfiança a Draco, que insolitamente compartilhava um lugar entre Hermione e Harry, o rapaz só lhe lançou uma mirada fria e também depreciativa, senão fosse porque o assunto era em verdade importante para ele e sua família, em verdade que lhe tivesse respondido como lhe merecia. Mas foi Dumbledore quem respondeu compreensivo.
—Alastor, não é o momento de que aflorem suas dúvidas, mas entendo sua curiosidade, que de seguro é compartilhado com a maioria dos aqui presentes; bem, Lucius é quem nos proporcionou informação valiosa, pelo que, tanto sua esposa como seu filho estão em iminente perigo, aliás os três o estão, perigo do que nós estamos obrigados aos proteger —Moody esteve a ponto de protestar— mas… disso estarão a cargo outro grupo de pessoas —Albus lhe respondeu arranjando seus lentes, passaria a outro tema que de seguro chamaria a atenção do velho auror— Tenho de contar contigo meu estimado Alastor, como o cabeça de um grupo da Ordem quando ataquemos o esconderijo de Voldemort.
— ENCONTROU O LUGAR ONDE SE ESCONDE ESSE ENGENDRO?!
Moody pôs-se de pé surpreendido, em si, todos os presentes se moveram com ansiedade, Dumbledore levantou levemente sua mão para ordenar tranquilidade.
—Ainda não… mas revelará a nós no momento preciso, não antes, não depois, de modo que te poupa suas perguntas meu amigo.
Ao igual que a maioria, Moddy sabia que não conseguiria mais de modo que pôs sua atenção a todo o que tivesse que dizer Albus.
—Regressemos ao assunto que nos traz a esta reunião; contrário ao que cria o caso do desaparecimento de Adler e o de Severus são o mesmo.
—Isso quer dizer… —se alçou a trémula voz de Gertrude e os olhos de Claire brilharam.
—Isso quer dizer que lastimosamente ambos são prisioneiros. Já informar-lhes-ei dos pormenores depois minha querida senhora, no qual me permiti contar com tua colaboração jovenzinha.
—E eu o aceito —Claire Adler, ainda que já tinha terminado o colégio ainda era jovem em comparação com os membros mais experimentados, mas sua valentia, bom raciocínio e astúcia a destacaram sempre e agora precisava todos seus talentos para enfrentar a tarefa que encomendar-lhe-iam.
A reunião continuou.
—Não sei quantos prisioneiros mais estão em seu poder, mas o caso de Severus e Adler são especiais; estão juntos, isso é o único que posso lhes dizer, pelo momento.
Organizar um ataque supressivo, essa era a meta, o dia só ser-lhes-ia revelado nesse momento. Repartidos em diferentes grupos, dar-lhes-ia diferentes encomendas e esperariam com paciência no dia assinalado.
Depois reuniu-os por separado, era conveniente que os que sabiam menos seguissem assim, ainda que depois inteirar-se-iam a mais coisas relevantes, era melhor o deixar assim.
Minerva, Remus, Madame Pomfrey, Draco, Hagrid, Kingsley, Abeforth, As Adler, Os Weasley, o trio de Gryffindor; todos os que conheciam mais detalhes ficaram após que os demais se fossem.
Primeiro deveriam proteger a Narcisa e Draco, não tinham muitas possibilidades, até que Ron, com timidez e entrecortadamente fez uma sugestão.
—Morto —Olharam-lhe desconfiados, especialmente Draco. —…eh… eu acho que a única maneira de que… Já-sabem-quem —e se aclarou a garganta. — o deixe em paz totalmente é que… Draco deixe de existir… não sei, deve ter algo que possamos utilizar para que pense que é assim.
—Minha última opção era protegê-los com um fidelio, mas nesse caso Lucius ficaria ao descoberto, o jovem Weasley tem razão, Voldemort não descansaria até saber sua localização, tua ideia Ron, é muito boa, e acho que todos aqui opinamos o mesmo. Todos assentiram, Arthur e Molly se olharam com um brilho de orgulho.
Enquanto Dumbledore perdeu-se em seus pensamentos, e maquinava de várias formas a melhor maneira de aproveitar a ideia do ruivo.
Mandaria a Claire, porque ainda não era reconhecida como parte da Ordem pela maioria dos comensais, e interceptaria a Narcisa em uma de suas poucas saídas ao Londres Mágico, informar-lhe-ia do plano, ela saberia a convencer e ganhar sua confiança, estando de por médio seu filho era melhor confiar na Ordem, que esperar os desígnios de Voldemort. Todos estiveram de acordo
Uma conversa privada com Remus era o conveniente para o seguinte passo.
—Agora, a segurança do jovem Malfoy está em nossas mãos Remus; conto contigo para que o rapaz esteja protegido —suspirou— Será seu Guardião Pleno, se… sabe ao que me refiro.
O homem lobo luziu um pouco preocupado e nervoso, desaprovou suavemente com a cabeça; ele tivesse preferido esperar muito tempo dantes de traspassar essa linha com o jovenzinho, Dumbledore o compreendeu.
— Entendo que te ponho em sérios apuros meu rapaz, eu desejava que o seu não fosse tão precipitado, mas é precisamente agora e ante as circunstâncias, que me temo que é a única saída.
—Será melhor que lhe de os detalhes de tua proposta Albus, dantes de que decidamos aceitar.
—Pecarei de indiscreto —olhou-lhe com certa ternura— mas sê que aceitará, o apoio incondicional que sempre lhe brindaste é uma de tuas grandes virtudes, e em especial com ele espero que o sigas fazendo sempre.
—Eu… —titubeou— perdoa, Albus devo lhe ir dizer o… —se levantou, e foi o último em se marchar, lhe esperava uma conversa muito complicada.
Remus seria o Guardião em Plenitude de Draco, e para que isto sucedesse, Draco devia lhe entregar plenamente. Desta forma o vínculo compartilhado com seus pais terminaria, e assim o Lord não detectaria nenhuma falsidade se se lhe ocorria indagar em Lucius.
Utilizariam a poção de morte em vida, além de alguns feitiços inofensivos que fariam que o jovenzinho luzisse terrível e, ninguém duvidaria de sua morte, ninguém.
Essa tarde, Dumbledore agregou outro curioso artefato mais a seu escritório, uma esfera cristalina cheia de fumaça negrismo, que passando nos dias foi transtrocando lentamente em um amarelo intenso, o mesmo que em uma explosão de magia faria ver e guiá-lo-ia ao lugar onde se encontrava Severus, isso sucederia quando o caramelo que lhe enviasse absorvesse e apurasse o lugar.
Fim da lembrança.
Passou exatamente o que esperava, eram as sete.
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Já no sétimo mês de gravidez, Severus tinha em frente a ele um desconcertante panorama, não saber em que momento seu bebê decidiria chegar. Ademais, lhe intranquilizava de sobremaneira que fosse antes de sair de seu encerro.
—Bebê, deverá esperar, é por seu bem —ingenuamente a cada noite tratava de lhe convencer que esperasse, já que sentia que sua criatura se movia demasiado ultimamente.
A cada dia desde que perdesse sua janela, sua mirada e suas esperanças se enfocavam em outro lugar, a porta, desejou muitas vezes ver no dia que esse retângulo de madeira se abrisse, que por esse lugar aparecesse o rosto alegre e amável que recordava de Albus, ou a inocente e juvenil face de Harry, qualquer rosto conhecido que o sacasse de uma vez por todas desse lugar, mas a cada dia era pior, e afastava sua vista da entrada, para sacar embaixo das almofadas esse doce que encerrava em seu punho.
Era dia 30 de maio se guiava-se pelos cálculos de Adler, em outro dia mais do mesmo; um devastado Lucius marchava-se como sempre à hora indicada, depois de lhe entregar a poção que ajudava a seu corpo a adequar-se segundo avançava seu estado e não voltaria a ver até a manhã seguinte, encontrar-se-ia totalmente só até que o sanador viesse à hora do jantar.
Uns poucos minutos após fazer seu passeio pela mínima habitação, sentiu-se mais cansado que de costume e decidiu sentar na orla da cama, com vista para a porta, talvez hoje, só talvez, deixaria esse lugar, viu a hora nesse maldito relógio, não, o tempo parecia que hoje não cooperaria com seu desespero.
Sentiu um pouco de calor e acomodou seu negro cabelo para trás, tocou suas bochechas, alguma classe de febre temporária? molesto e incômodo pela sensação do aumento de temperatura, dispôs-se a ir à casa de banho, abriu tão lento a chave no lavatório, não tinha pressa, sempre fazia as coisas de uma maneira mais lenta.
Molhou sua cara e nuca, para poder aliviar o calor, secou-se com parcimónia e, um pequeníssimo dor deteve-o dantes de sair, uma dor tão pequena que nem sequer localizou em onde se originou, e voltou a seu mesmo lugar.
O calor tinha diminuído e sentia-se melhor, quando decidiu se parar para ir em procura desse caramelo, a mesma dor regressou, agora sim que o sentia, gerado em seu baixo ventre dava o sinal inequívoca que se tratava algo referente a seu bebé; o sanador tinha-lhe advertido que teria espasmos nesse lugar mas que não significaria que o momento tivesse chegado, respirou para se tranquilizar, as cinco e meia, agora tivesse desfrutado o começo do ocaso se ainda contasse com sua janela, lástima, não a tinha.
Quase uma hora depois voltou a senti-lo com um pouco mais de intensidade, enquanto apertava o doce, seu corpo e sua mente gritavam-lhe que isto não estava bem em todos os sentidos.
— Não… bebê… agora não! —soou desesperado, enquanto fazia círculos em seu abdômen.
Adler alguma vez tinha-lhe comentado que tinha oportunidade de atrasar o alumbramento se se apresentava e ainda não tinham saído de seu cárcere. Como desejava que o sanador estivesse com ele agora! Voltou a tranquilizar-se, devia ser dono de suas emoções já que não ajudaria em nada perder na ansiedade.
Respirando como melhor podia, passou as seguintes horas entre a dor e o nervosismo, os movimentos repentinos em seu interior não ajudavam em absoluto, em verdade isto não era nada bom. Prestou atenção à hora, as sete, e não soube porque, mas lhe falou ao punho que aferrava o doce.
—Albus, se… se em verdade vai fazer algo… o faz agora!
Como se o nomeado o tivesse escutado, de seus dedos escapou um pó brilhante, o doce se tinha desintegrado, não teve tempo de se permitir assombro porque uma nova onda de dor lhe traspassou, tratou de controlar sua respiração, e apertou fortemente o cobertor, a dor começou a estender por sua coluna, afogou seus gemidos porque tinha medo que seus gemidos atraíssem a atenção no exterior.
O mal-estar diminuiu, centrou seus pensamentos no desaparecimento do doce, isso só podia significar uma coisa: Albus sabia-o! Sabia que estava aí! Sabia o lugar! sabia que era o momento indicado, só devia esperar o suficiente até que viessem por eles, por fim um sorriso de alívio enfeitou seu rosto. Faltava tão pouco para sair daí. Esperaria.
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O colégio era um caos, os monitores e alguns dos professores guiavam aos alunos mais pequenos atravessar o túnel que levá-los-ia ao local de Abeforth em Hogsmeade, a pequena taberna nunca tinha tido tantos feitiços de proteção, os alunos mais destacados de sexto e sétimo incluído alguns Slytherins, também brigariam se por alguma causa os encontrassem. Os maestros executavam quanto feitiço soubessem para confundir aos inimigos. Queriam deixar o Castelo completamente desabitado, para que, se os comensais decidissem o atacar só se encontrassem com as proteções, perderiam o tempo e não machucariam a ninguém.
Cinco minutos desde que convocasse a todos e já estavam presentes, outros dez minutos bastavam para que todos já tivessem atribuído sua parte, já o sabiam de antemão, mas era necessário repassa-lo por última vez.
Moddy encabeçaria um grupo que atacaria fora do Castelo, parte dos aurores ajudá-los-iam também.
Outra parte da Ordem comandada pelo mesmo Dumbledore se infiltraria no esconderijo à menor oportunidade, este dividir-se-ia em duas, a maioria ficaria no interior lutando com quem se interpusesse, Remus, Draco e Narcisa iriam neste grupo, sua prioridade era achar o mais cedo possível a Lucius; o outro grupo mais reduzido iria guiado por Albus a onde o idoso mago lhes indicasse.
Por trás de todos eles e com aurores a seu ao redor viriam os sanadores prestos a ajudar a quem caíssem, neste conjunto também estariam Madame Pomfrey, Molly Weasley e Jhon Weissmuller, um colega e amigo próximo de Adler; atentos e aferrados a um translador que levá-los-ia direto ao interior da mansão onde lhes requeriam.
Atacar, sempre tem sido a melhor defesa, surpresa o fator determinante, Voldemort estaria ocupado em preparar o rito, e não teria oportunidade de participar pessoalmente na batalha, Albus só esperava que a invocação fosse tediosa, demasiado confiado em que a sorte estaria de sua parte.
Era um grande grupo, o número de seus integrantes nada depreciáveis e de grandes habilidades; uniu-lhes também magos que só queriam proteger a sua família, dispostos ao sacrificar o último que lhes ficasse, a vida mesma.
Antes de sair do Castelo Albus deu-lhes a conhecer o lugar exato do esconderijo de Voldemort, à cada chefe de Grupo entregou-lhes um translador que levá-los-ia perto, depois, eles encarregar-se-iam de transportar aos demais.
Chegaram pouco a pouco e com sigilo apostaram-se ao redor da tranquila Mansão, era óbvio que Voldemort jamais supôs um ataque, seguro do medo que infundia, que de se iniciar a batalha seria só quando ele o quisesse.
Quando a Ordem, os aurores, vários magos e os estudantes maiores que se suportaram nos seguir chegaram fora de uma descomunal mansão ficaram maravilhados ante tal suntuosidade, estavam na parte posterior e um salgueiro boxeador se vislumbrou com a luz de um longínquo raio. Começariam a romper as proteções.
Londres é cambiante, o que fosse uma noite apassive e serena foi rompida pela chuva que começava a cair e o murmuro de vários feitiços próximos.
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A hora restante foi ainda mais terrível, porque a dor começava a ser mais penetrante, o suor lhe molhava o rosto e o pescoço, se tinha sentado no andar e afogava seus gemidos nas braçadas, os minutos lhe pareceram demasiado longos, e até achou que Magnus não viria, não escutou quando a porta se abriu nem quando Adler deixou cair sua maletinha pela impressão, pensando que quiçá essa Lestrange tinha voltado ao importunar.
—Severus… —e ajoelhou-se a seu lado secando o suor de Severus com suas próprias mãos.
—Magnus… tar…de —olhou-lhe aliviado, pelo menos agora não estava só. Foram uns segundos em que o sanador demorou em compreender o que em realidade sucedia, o beicinho no pálido rosto de Snape era característico.
—Começou… verdade?
A respiração de Severus era entrecortada, tinha vivido uma nova contração e ainda se estava a recuperar, Magnus se percebeu das toalhas que estavam em cima da cama e que Severus deveu sacar começou às utilizar para secar melhor o rosto de seu amigo.
—Tens que… o atrasar, me… me disse que se podia —alçou sua vista suplicante.
Enquanto respondia, Adler começava a apalpar o ventre.
—Sei-o, sei-o, disse-te, mas… diga, desde quando?
—Desde que… Lucius foi-se… — e a mão de Magnus deteve-se momentaneamente, eram várias horas, os movimentos rítmicos desde o interior confirmavam-no, não podia esperar mais, voltou seus azuis olhos aos cansados negros e não baixou a mirada quando lhe respondeu.
—Sinto muito —e dedicou-lhe uma mirada de desculpa. — tem passado muito tempo e, pelo que tenho sentido deve preparar para o nascimento. —era um sanador após tudo, não jogaria com a saúde e muito menos com a vida de um paciente, depois que o bebê nascesse estaria ele para os proteger, bastante magia tinha acumulado durante os anteriores meses, agora, o que importava era trazer à criatura sã e salva. Mas essa não era a resposta que esperava Severus.
— Não! —Snape tomo-lhe pelos ombros com pouca força. — deve fazer que espere, Albus vem! sei que vem! devemos… esperá-lo.
Quiçá fosse o desespero e as ânsias que, combinadas, faziam que Severus se afiançara a essa última esperança de modo que, só pôde lhe crer, porque em realidade também ele queria que fosse assim, que "alguém" milagrosamente justo hoje, tratasse de salvar.
—Severus, creio-te, creio-te —devolveu-lhe a mirada completamente seguro. — mas não podemos arriscar a seu bebê, tudo tem seu tempo, faz favor colabora comigo, se seu bebê quer nascer agora, será agora… —não pôde lhe dar mais explicações porque um ruído lhes chamou a atenção.
Estranhados, ambos enfocaram sua vista à parede que tinha rangido, não acharam nada, mas também não se perceberam que a porta se tinha aberto um pouco desde faz já tempo, Peter lhes trazia o jantar, desta vez como às vezes passava, tarde, e se deteve ao os escutar falar, voltou à fechar devagar e foi em procura de seu Amo, tinha demasiadas coisas que lhe contar.
—Parece como se algo se tivesse rompido…
— Magia… Severus, alguém está a romper as proteções do lugar! —respondeu-lhe feliz. — É magia tranquila, não como a que costuma estar sempre aqui!
—Albus…
Se era Albus ou não, em verdade não podia o saber, Magnus só devia estar enfocado em sua tarefa, e se em realidade vinham por eles era melhor que se apressassem.
—Deve sê-lo, deixa… deixa que ele nos encontre, agora só preocupa por seu bebê.
Dito isto, foi com rapidez a trazer sua maletinha, no tinha um sem-fim de garrafas, a maioria delas vazias, mas no fundo, muito bem envolvido, uma de conteúdo cristalino, lhe ofereceu a Severus, mas teve que pôr a garrafa em cima da cama para lhe sustentar porque uma nova contração se fez presente, Magnus tratou de minguar esfregando as costas de Severus, olhou esse relógio, devia tomar em conta o tempo entre contrações. Quando a tensão no outro corpo diminuiu, voltou a tomar esse frasco.
—Tomará isto, é para que seu corpo forme e abra um conduto para que o bebê passe.
— …Não é… muito cedo…? —perguntou-lhe cansado.
Já tinham abordado o tema em poucas ocasiões, não porque Severus não perguntasse, senão porque Adler não queria sobressalta-lo de alguma forma, só lhe repetia que tudo sairia bem, que estaria a seu lado e devia confiar nele, de modo que Severus conhecia muito pouco do que suceder-lhe-ia muito cedo.
—Não, o momento é justo, pois levará tempo o formar por completo —e lhe ajudou a se levantar —primeiro deve estar pronto.
Não lhe deu tempo a lhe perguntar nada mais e lhe sentou na cama, o ajudo com soma cortesia a se desfazer de suas calças, enquanto lhe explicava atropeladamente o melhor que podia.
—Em St. Mungo sempre se recomenda a cesárea para as gravidezes masculinas, mas para isso, preciso a ajuda de pelo menos duas sanadores mais —Adler sempre guardava no maletinha seu uniforme, e o sacou o pondo a um custado. — de modo que terá que o fazer como se fazia antes.
—E… isso… quer dizer? —estava agitado e um pouco temeroso, Magnus desprendia-lhe a roupa verde oliveira que usava nesse dia.
—Como te disse, seu corpo deverá o formar, ao princípio te vai doer, mas se não o faz…
—Meu bebê… verdade?
—Sim —E terminou de acomodar-lhe seu antigo e rugoso uniforme cujo longo lhe ficava um pouco acima de seus joelhos. — será melhor que te ponha de pé e te tome.
Era mais o temor a que seu bebé não chegasse a nascer com bem, à dor que supostamente sentiria o que lhe fez meditar por um momento, sustentava o frasco a pouca distância de seus lábios, após que o tomasse começaria todo e não estava seguro se seu retonho teria alguma esperança de vida fora dele, mas, devia aproveitar a cada minuto que Voldemort desconhecesse a situação atual, de modo que lhe tomou de uma vez, um deja-vú foi a sua mente, ele tinha bebido uma poção para contra restar os ataques de Voldemort, mas agora, tomava outra para ajudar à criatura que era consequência desses mesmos ataques.
Ainda que Severus ignorava-o, fora do castelo começava a cair a chuva, chuva muito parecida à primeira noite que obrigadamente pertencesse ao Senhor Escuro.
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Reboante de alegria, quase com saltos grotescos Peter entrava no Salão, justo quando Voldemort falava com Fenrir Greyback.
—Os meus apreciariam algum presente, Lord —dizia com voz irregular, respeitava ao mago, mas jamais dirigiria a ele como os demais, por isso sempre descartava o apelativo de meu Lord quando falava com ele, o homem lobo sempre velaria por si mesmo, e a aliança que tinha como chefe de seus congéneres era mais que vantajosa para Voldemort, sabia que se jogava bem suas cartas, ele e sua raça já não esconderiam mais e até talvez em algum dia rivalizariam com o mesmo Senhor Escuro.
—Enviar cedo, mas agora façam seu trabalho porque estou seguro que esta noite não estamos sozinhos. As barreiras estão débeis. —e girou-se um pouco quando a presença de Malfoy chegou ao Salão. — como já terá dado conta verdade Malfoy?
Este fez a reverência acostumada antes de falar, o brilho em seus olhos era notório e seu andar tinha mudado, poderia dizer que o antigo Malfoy tinha voltado.
—Precisamente vinha a informar-lhe que percebi isso, já mandei a alguns dos "nossos". —acentuou a última palavra olhando com certa indiferença ao homem lobo, este aguçou sua mirada. — para que inspecionem os arredores, meu Lord. —terminou.
—Acho que volta a utilizar seu cérebro Lucius, informa-me… depois… —estudo a leve mudança na voz de seu servente, já não se ouvia cansada, averiguaria o motivo, mas por agora queria atender à molesta figura que se prostrava ansiosa ante ele— falaremos depois Malfoy —lhe disse intimidante. — o mesmo para ti Fenrir, VÃO!
Ambos homens se retiraram a cada um por caminhos diferentes; Greyback falaria com seus subordinados e esperaria o "presente" que o Lord mandar-lhes-ia, não moveriam um dedo até não receber alguma compensação dantes.
Quando estava seguro que ninguém o via Lucius sorriu, desde fazia mais de uma hora que permitia que a felicidade se apoderasse dele, e sorria mais a cada vez que posava a mão em seu peito, com só uma palavra em seus pensamentos.
— (Draco!) —E seguiu caminhando.
Encontrou a três comensais jovens que olhavam curiosos pela janela para a escuridão, vendo algo incomum nas sombras.
—VOCÊS —ordenou. — o Lord ordena que DEZ de vocês vão inspecionar Londres mágico.
Como desde fazia vários minutos Lucius mandava pequenos grupos a diferentes lugares, a maioria muito afastados do lugar, tinha a certeza que o debilitamento das barreiras e a sensação de ter a Draco de volta não eram simples coincidências, de modo que faria o que estivesse a seu alcance para que o castelo não resistisse muito.
No Salão Peter começava a dar-lhe a notícia, jamais calaria sua língua?
— Meu amo, escute… escutei-lhes! —Dizia com exaltação. — Snape já terá à criança meu amo. —era melhor o dizer rápido antes de que Voldemort se impacientasse e o torturasse.
O Senhor Escuro olho-o sem nenhuma emoção, avaliou detidamente a seu servente, este se pôs incômodo e baixou sua cabeça ainda mais se se podia.
—Muito bem Peter, fez e foi o que esperava; eu prêmio muito bem às pessoas de sua classe . —e tocou com seu índice a fria mão que antes lhe concedesse. — vá e diga a Greyback que tens ordens minhas de dirigir um grupo seu, se tem ganhado.
E a mão metálica caiu e em seu lugar uma formosa mão juvenil apareceu, juventude que se estendeu por sua antebraço, chegando a todo seu corpo, Peter toco suas novas mãos, apalpou sua cara, não senti rugas nem pele pendurando, elevou suas mãos por sua cabeça e um suave cabelo castanho se deslizava entre seus dedos, se sentia melhor que em seus tempos estudantis, a plena felicidade o comoveu por completo.
Voldemort tinha-se dirigido rápido ao quarto de Severus, e o antes horrível homenzinho não teve oportunidade de lhe agradecer.
Com seus farrapos agora transformados em uma das mais preciosas túnicas, se foi correndo até o lugar onde sabia que encontraria aos homens lobo, uma grande habitação bem perto do sótão, o cheiro a humidade morosa era evidente, as vozes que mais bem pareciam rosnados traspassavam com facilidade as largas portas, o grupo dos licanos que comandava Greyback eram dos mais sanguinários e fortes, ele o sabia, até presenciou algumas vezes o selvagem que poderiam ser esses semi-humanos, mas agora tinha a permissão do Lord, e um prêmio o qual reclamar de modo que, sem implacável empurrou a porta e a abriu.
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O atrevimento desse jovenzinho só podia entender-se por loucura, chegar ante eles e sem temor, exigir ser o cabeça de um grupo deles, mínimo, se merecia a burla dos enormes homens, e isso faziam, as gargalhadas eram estrondosas, lhe apontavam com o dedo como se se tratasse de um fenómeno, mais de um lhe atirou algum lixo, mas não atreveriam a nada mais, se é que seu chefe não o fazia primeiro.
—VOCÊ ME DEVEM RESPEITO, EU ESTOU ACIMA DE VOCÊS —gritou.
— Em cima nosso? Mas, quem pôde te ter dado tal ideia? —Fenrir acercava-lhe perigosamente.
—FOI O MESMO LORD QUEM ENVIOU-ME AQUI —voltou a gritar.
—Não tenho a menor dúvida, é… nosso presente —seus enormes dentes se deixavam ver em um horrível sorriso e se relambeu os lábios gulosamente.
Nesse instante, Peter Pettigrew advertiu que tinha sido enviado para outro propósito. Peter Pettigrew quis escapar; mas encontrava-se encerrado no meio do ameaçador grupo, suas reluzentes roupas foram rasgadas ao igual que sua juvenil pele, o sangue aflorava como pequenos vertentes dos quais beberam os homens lobo, por mais que clamasse por seu amo este nunca foi, vítima do canibalismo mais selvagem, foi despedaçado com agonizante lentidão, foi sua língua a primeira em desprender de seu corpo, pelo que seus gritos já não tinham o mesmo tom de antes, nunca mais utilizaria, os músculos dos braços e coxas foram os seguintes em ser arrancados, a mão recentemente adquirida foi cortada com uma enorme faca e mais partes de seu corpo correram com a mesma sorte, para esse momento os alaridos já não se escutavam nem escutariam mais, Peter tinha sucumbido à morte.
A cada licano desfrutou da carne fresca, ignorantes de que seu banquete consistia em um mago, medíocre, mentiroso, traiçoeiro e servil, também não se importavam com sua procedência, satisfeitos saíram para começar com sua tarefa; ver aos arredores e se certificar de que tudo estava em acalma.
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O líquido escorregou por sua garganta com uma tibieza reconfortante, mas ao pouco que deixou do sentir, uma dor aguda o traspassou da pélvis se dirigindo mais abaixo, Magnus o sustentou com um pouco mais de força.
—Tranquilo, tranquilo, passará.
Se Magnus não o tivesse sustentado talvez já tivesse caído, Adler sentia como os dedos de Severus se afundavam em seu antebraço e o primeiro gemido audível escapou de seus lábios, a dor seguia seu curso e chegou a seu fim quando rasgou a delicada pele intermedia entre sua abertura íntima e os testículos, foi quando um abundante líquido rosáceo escorregou por suas pernas, assustado quis lhe perguntar mas a porta se abriu inesperadamente; Voldemort estava apoiado na entrada, sorrindo.
— Ah, mas se é verdade! —disse zombador.
Ficou um minuto mais vendo como Severus tocava seus joelhos e manchava sua mão, um minuto depois era chato por esses negros olhos, que não tinham lágrimas nem súplicas, sem temor e o olhavam com desafio; o Lord não compreendeu essa atitude, como podia se mostrar assim? molesto fechou a porta.
Severus não disse nada, mas ficou com a imagem do Lord se burlando dele, recordou como sendo presa da depressão de adolescente se aproveitou e lhe enganou para lhe fazer perder a consciência do mau e do bem, e chegou a ser um dos mais temíveis assassinos, se converteu em comensal; mas quando emergiu das sombras e recuperou sua consciência, lhe tirou a Lily, a matou; anos depois suportou as mais horríveis humilhações porque várias vezes se ele não mostrou misericórdia com seu corpo, mas desta vez, desta vez não permitiria que lhe arrebatasse o único formoso, inocente e amado que tinha, não fá-lo-ia e o olhou desafiante.
Passaram vários minutos em onde se deixou acomodar na cama, agora só uma coberta cobria o colchão, Adler tinha rompido as demais teias em diferentes tamanhos, acomodou as almofadas para que Severus pudesse se sentar o mais cómodo possível, até esse então Severus nem sequer tinha dito uma sozinha palavra, mas rompeu seu silêncio com um pedido.
—Se por qualquer razão… não possamos sobreviver ambos… elege a meu bebê.
Consciente de que esse pedido não era tão descabelado e se ajustava perfeitamente a sua realidade Adler inclinou sua cabeça em aprovação.
—Mas isso não passará Severus, não deixarei que passe.
E pediu-lhe gentilmente que o deixasse revisar, bem, seu corpo tinha respondido como o esperava.
—Quando o momento esteja a cada vez mais perto, aparte da dor começará a sentir uma pressão que desejará libertar, não o faça até que eu te diga.
—mhm… —foi sua resposta porque a dor voltava a apresentar-se.
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Voldemort saía de seus aposentos sustentando um enorme e antiquíssimo livro marrom, de folhas amarelentas e quebradiças, em cima do exemplar, o mesmo pacote que uma vez mostrasse a Lestrange, se encaminhando de novo ao quarto de Severus escutou alarmantes gritos pedindo sua ajuda desde os sótãos, mas tomou mais importância à comensal que aparecia pelas escadas, sua primeira intenção era chamar a Lucius, mas o aparecimento de Bellatrix fez que felizmente se esquecesse de Malfoy.
—Se quer ser você quem me entregue à criança, vêem agora.
Bellatrix Lestrange não podia ser mais feliz, compreendeu velozmente o que seu Senhor lhe pedia, seria através de sua mão que daria o poder supremo a seu amo, isso era uma honra e real satisfação para ela.
—Só diga o que tenho que fazer, eu saberei… —Mas a voz de Voldemort a calou.
—Sei que fará, mas não deixe que ninguém te veja —e a fez passar ao quarto contiguo de Severus.
Antes de voltar a ver a Severus, seus ouvidos foram invadidos pelo som de cristais rompidos, mas ele não tinha a mínima intenção de averiguar o que para ele, era óbvio.
Voltou a irromper nesse quarto, desta vez não fechou a porta porque se encontrou examinando uma das melhores imagens, Severus parecia esgotado, e tinha as pálpebras fortemente fechadas, com os joelhos levemente separados sua respiração era agitada, de seus lábios escapavam vários gemidos dolorosos enquanto Adler sussurrava quem sabe que coisas em seu ouvido e tentava sustentar uma de suas mãos.
— Que comovedor! —ironizou, mas foi quando desde os andares de abaixo, se escutou com clareza o som característico do bombarda, o Lord ao igual que com os gritos não lhe deu importância, mal se deu uma mirada à porta e a única saída começou a se desvanecer e os três homens ficaram encerrados em quatro paredes, Voldemort lhes deu as costas e estendeu um de seus braços, com três breves movimentos voltou cinza parte da parede abrindo uma grande ombreira que comunicava direto com o outro quarto o fazendo um só, em onde ainda que não a viam Lestrange já esperava.
A visão era assustadora; quatro pedestais de granito negro se erguiam no meio do recinto, arabescos de prata serpenteavam por essas colunas, pequenas gárgulas de ónix custodiavam a cada capitel e de suas bocas fluíam vapores cinzas; e no centro destas colunas um velho e tosco altar de ébano o bastante grande como para sustentar um corpo adulto.
Severus sentiu-se horrorizado, não pelos estranhos aditamentos, senão pelo objetivo que teriam a cada um deles, o pior é que estavam encerrados como saberia Albus onde procurar? deixou de vê-los porque voltou a ser presa de novas dores.
Voldemort preparava o rito com a mais desesperante lentidão, dirigiu-se até estar em frente do altar depositando o livro aberto em uma página específica, desatou o pacote e quando uma adaga branquíssima e óssea apareceu, a acariciou quase trémulo, faltava tão pouco, seus olhos escudrinharam as escrituras e começou a recitar em parsel algo monótono e de poucas palavras, que repetia uma e outra vez.
Após uma exaustiva hora onde as contrações se faziam mais seguidas e o canal se encontrava totalmente distendido Adler tirou algumas almofadas das costas de Severus.
— É o momento, acosta-te e quando volte a dor começa a puxar —lhe disse quase em sussurros.
—Não… só um pouco… mais… —se ouvia tão cansado e tinha os olhos aquosos, como poderia Albus demorar tanto? No fundo, os cânticos de Voldemort pareciam não ter fim.
—Sei que tens medo. —lhe disse compreensivo. — mas se esperamos mais, teu bebê poderia se afogar.
—Recorda… sua promessa… recorda-o.
Esgotado, fez o que lhe Magnus lhe pedia, com a mirada fincada no teto e a ponto de passar por um via-crúcis que jamais achou que passaria ainda mantinha a esperança de que em uns minutos mais Albus interrompesse, ainda que sinceramente já não estava tão seguro.
Novamente a dor começava a formar-se e inspirou para fazer frente à contração, achou que não podia ser mais doloroso, mas se equivocava, a pressão aumentou tanto que a única reação que teve foi, gritar.
Não teve o tempo suficiente para se repor quando outra contração chegava e deveu lutar para que seus músculos lhe obedecessem, e no meio de seus gritos sentiu como se abria mais, achou que se rasgava por dentro quando algo se deslocava desde seu interior para afora, foram momentos tormentosos enquanto puxava esse algo o deixou vazio.
Foi quando um golpe seco se ouviu a sua direita, o relógio se esmagado em pó, a magia desse objeto já não estava, Severus sorriu aliviado, já cedo estariam aí e se deixou cair rendido, a pressão tinha diminuído e a dor na coluna baixava com rapidez, mas o silêncio de Magnus e do bebê lhe fez temer o pior.
— …Mag…nus…? —perguntou trémulo, por que seu bebê não chorava?
—Tranquilo, ele está bem, só deixa que… —E o sonoro pranto irrompeu em seus ouvidos, sublime.
Voldemort tinha deixado de entoar essas palavras e com um pequeno movimento de cabeça, que nenhum dos dois magos viu, dava a ordem que Lestrange estava a esperar.
—Surpreendente… —essa estridente pergunta apresentou-se, a voz zombadora de Lestrange, Adler não soube em que momento mas a bruxa tinha chegado justo a seu lado teria estado oculta?
— NEM PENSE-O! NÃO DEIXAREI QUE O TOQUE! —Magnus tinha envolvida ao pequeno em meia coberta e não pôde dar nem um passo para afastar da mulher porque seus pés ficaram estáticos, abraçou ao pequeno corpo o cobrindo por completo.
Severus tinha-se incorporado um pouco, sustentado mal por seus braços tentava invocar qualquer feitiço que lhe ajudasse a proteger a seu menino, mas mal se podia controlar o tremor de suas mãos, estava muito débil, demasiado cansado.
—E… como fará, me pergunto? Se estará tão ocupado em poder respirar?
Mal o disse quando a bruxa já tinha conjurado sensatas que envolviam o pescoço do sanador, ainda com o bebê em braços Adler não lutou na contramão das amarras e preferiu formar uma proteção ao redor de Severus e do bebê.
Bellatrix parecia estar a ver um jogo entretido, em onde era ela quem ganhava e só esperava a que seu adversário se rendesse.
Magnus atirava das sensatas com uma mão e com a outra sustentava com cuidado seu ónus, mas sua cabeça parecia que ia a estalar, o pequeno fio de sangue proveniente de seu nariz lhe estava a dar sua última advertência, não suportaria mais, o resto de seu corpo parecia se adormecer, se afastavam ao pequeno de seu corpo a proteção não serviria de muito, de modo que com seu último esforço passou toda sua magia à proteção do bebê, deixando a Severus indefeso, mas lhe tinha prometido.
Tudo passou tão rápido que foi questão de poucos segundo para que Lestrange sustentasse ao pequeno envoltório e Magnus começasse a cair, seu corpo foi escorregando da orla da cama até o chão, aí permaneceu Adler, com os olhos semiabertos e com uma mão sujeitando as sensatas, se ainda respirava ninguém o soube, sua tentativa de lhe proteger só se tinha ficado nisso, tentativa.
Severus estava frio, seu amigo, já não respondia e seu bebê chorava em braços da bruxa, débil como estava só lhe ficou a súplica.
—Bela… rogo-te… —piscou várias vezes porque sua visão se empanava.
Lestrange abriu a coberta para contemplar ao bebê, com desprezo voltou a falar-lhe a Severus.
—É realmente horrível, é bom que viva pouco. —foi sua resposta.
—Bela… um minuto… só… um… minuto —no meio de lágrimas estendeu seu braço direito como se pedisse a mais pequena das esmolas, só queria o ver, o ver por um breve minuto.
Mas a malvada bruxa deu-lhe as costas e foi-se direto até seu amo, entregou o pequeno corpinho com a mais maníaca de seus sorrisos. Para Severus essa foi a última cena que sua mente e coração aceitou e perdeu o conhecimento.
Não lhe tinha concedido nada, nem sequer um mísero minuto, não pôde o ver nem uma só vez.
Nota tradutor:
Mais um capitulo doido
Espero que gostem
Vejo vocês nos próximos dois capítulos que falta para completar a fic
Ate breve
Fui…
