CAP. 19: MANHÃS

O estrondo de várias maldições, vozes desconhecidas, conjuros de proteção e outros tantos de defesa e ataque chegavam ao interior da mansão, as portas cederam ante um extraordinário Bombarda e luzes cegadoras encheram o salão, quando o brilho diminuiu, o grupo de Dumbledore brigava de tal forma que não davam respiro aos comensais; nas ruas tinha outra luta maior, em onde participavam e se somavam a cada vez mais criaturas de ambos bandos.

Enfrascados em terrível luta os magos matavam-se entre eles, e ocultos nas sombras os homens lobo só se limitavam a observar até o aparecimento de um novo grupo, todos muito jovens, entre eles Parkinson, Zabini e Noth de Slytherin e foi então que começaram seu ataque, os aurores deveram formar um cerco de defesa em frente a eles.

No meio do caos os Dementadores deslizavam-se entre as bichas dos combatentes sem distinguir entre aliados ou inimigos só se concretavam a absorver o que eles ansiavam, vários deles se dirigiam ao interior da mansão, os Patronus de se deixaram ver de imediato e os Dementadores fugiram justo dantes a que Draco fosse uma mais de suas vítimas.

— DRACO! DEVE TER CUIDADO! —Remus estava assustado. — se segue distraído levarei ao quartel e não sairá daí, até que tudo termine!

Tinha-o levado a um lugar mais protegido, mas Draco estava desesperado:

— Remus compreende! não encontro a meu pai e já deveria de ter feito!

—Faz caso a Remus, eu encarregarei de procurar a seu pai —A voz de sua mãe e a mirada de reproche de seu companheiro lhe convenceram, mas foi o aparecimento de Lucius na pequena sala em onde agora se encontravam que o tranquilizou por completo.

Lucius brandia sua varinha sem usá-la realmente até que divisou a sua família acompanhados de Dumbledore e outros magos, então em um só movimento deixou inconscientes ao grupo de comensais que lhe acompanhavam. Já era hora de lutar na contramão de seu antigo Senhor.

Confusos e enfurecidos por sua inegável traição os que não caíram se foram contra ele, mas era indubitável que tinha grandes dotes nos duelos. Albus alegrou-se de que mago tão valioso por fim se tenha decidido pelo melhor caminho e seguiu com a mirada a estela amarelenta quase dourada que o levava escadas acima.

— LÁ CIMA! —o grito de Lucius confirmando que seus passos estavam bem encaminhados, porque Malfoy sabia exatamente o que Dumbledore estava a procurar.

— HARRY, REMUS! —gritou também ele, essa era o telefonema para que o grupo se separe e em vista que as gradas estavam momentaneamente expeditas aproveitariam para chegar até os andares superiores.

Harry sabia o que significava e multiplicou suas forças contra seus atacantes, era admirável como um rapaz tivesse tanto domínio sobre sua magia, sem utilizar um sozinho feitiço escuro, muito menos mortal se contentava com só os deixar inconscientes, sem dúvida com isso mostrava que era "O Eleito" e ninguém interporia no caminho que levaria ao encontro de Severus, ninguém.

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Voldemort observava embelezado aquele pequeno corpo, esse bebê que chorava ao todo angústia, que mantinha os olhos fechados e movia os brevíssimos punhos que faziam seus dedos, estava molhado, mal coberto por um troço de coberta também úmida, uma criatura delicada e tão pequena que instava só ao proteger; mas para ele, só representava poder, cedo seu corpo estaria cheio da alma do inocente e conseguiria se desfazer de Potter, o filho de Severus estava literalmente nas mãos de seu assassino, seu pai.

O Lord depositou com cuidado na mesa, não queria estragar por nada, o objeto que levaria sem dúvida à omnipotência, e esperaria um pouco até que a proteção que rodeava ao bebê desaparecesse por completo.

—Bela, ocupa seu lugar na batalha já irei eu dentro de alguns minutos —ordenou à mulher ao ver que esta seguia passo a passo seus movimentos.

—Como meu Senhor ordene.

Com uma reverência e uma última mirada aos dois corpos jacentes que deixava, saiu rindo pelos desafortunados que ousassem lhe fazer frente, porque ela lançaria os feitiços mais escuros que conhecia, já em sua mente maquinava as piores formas de sofrimento.

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A cada degrau, era tomado com horrível lentidão, ainda que Lucius tinha-se encarregado de deslocar a vários magos inimigos, muitos mais ficavam para fazer-lhes frente. Dumbledore, Harry, Kingsley, Remus e os três Malfoy mal tinham cinco cadeiras ganhadas, mas lhes faltavam muitos para chegar até os andares superiores, foi quando o riso histérico de Lestrange lhes fez se deter por um breve momento.

Bellatrix tinha saído e via como desde o andar inferior detonavam e se estrelavam as luzes dos diversos feitiços, observou a um grupo de rostos conhecidos lutando com seus colegas ascendendo penosamente os degraus, irrompeu em risos quando viu os apuros que passavam Dumbledore e o tal Potter por subir, não prestou atenção aos outros magos e se apressou a descer a uma velocidade irreal chegando até eles, lhes impedindo o passo, mas sua surpresa foi enorme quando se encontrou com a olhada cinza de seu sobrinho.

— DRACO!? —Gritou.

—Sim Bela, Draco —Respondeu Narcisa ao mesmo tempo que um comensal lhe lançava um feitiço que a estampou na esquina das escadas, Lucius quem tinha sido seu atacante não lhe deu tempo a se repor ou amaldiçoar e voltou à lançar, desta vez rompendo um das janelas a arrojando fosse da mansão.

Enquanto os demais já tinham as escadas totalmente despejadas, se dispunham a seguir e Narcisa tinha saído em procura de sua irmã às ruas.

—Draco vá com eles —lhe ordenou seu pai, enquanto corria ao encontro de sua esposa.

—Cuida a mamãe. —sussurrou sem ser escutado e correu junto ao outro grupo.

Vários ocos abriam-se no escuro costumo produto de golpes de feitiços esquivados, a chuva começava a coma-los formando diversos charcos em toda a explanada, o salgueiro arremetia seus ramos sem ordem e em qualquer direção cansado pelo tumulto em suas cercanias.

Foi em um desses charcos, bem perto à jovem árvore que Bellatrix caiu, salpicando e banhando-se ela mesma em lodo.

—AAAAAHHH —gritou furiosa, quis incorporar-se mas seu vestido estava enganchado em um ramo ou pedra, não soube que, mas era suficiente para a fazer cair ridiculamente, e incrustou o pé esquerdo em uma abertura formada pelas raízes sobressalientes do salgueiro boxeador. Como poderia lhe passar isto a ela? Ela deveria estar reluzindo seus poderes na contramão dos inimigos de seu Senhor, mais em mudança luzia como uma torpe, tinha ficado presa.

— MALDIÇÃO!

Empapada, com o vestido rasgado e seus negros cabelos cobertos também de lodo procurou sua varinha, a achou a sua esquerda a meio metro dela quis a tomar, mas um zarpado dos delgados ramos fez voar sua arma bem longe dela.

— ESTÚPIDA ÁRVORE! TENHO DE QUEIMAR-TE! TENHO DE QUEIMAR-TE! —vociferava.

Narcisa quem era testemunha das vicissitudes da bruxa, adiantou-se para resgatar a varinha de sua irmã, mal a teve em suas mãos a rompeu e o gozou; Bellatrix tinha presenciado todo isso e virou sua ira em ameaças.

—TAMBÉM TENHO DE TE QUEIMAR A TI IRMÃZINHA, JA, JA, JA, JA, JA E JUNTO A TI, A TEU FILHO.

—NÃO BELA, SERÁ VOCÊ QUEM QUEIMARÁ —Respondeu também com raiva, por que se obcecava tanto com Draco?

Para Narcisa foi o incentivo que precisou para querer utilizar sua varinha e a elevar tão alto que desfrutaria enormemente o raio que viria ao encontro do corpo de sua irmã; mas não teve o tempo suficiente porque foi o salgueiro quem se encarregou da açoitar e depois pretender a elevar, mas Lestrange ainda tinha o pé preso e suas perna se puxava tensa e a árvore não cessava em puxá-la a cada vez mais.

A dor que deformava sua perna finalmente chegou a um ponto extremo, seus ossos rangeram, disfarçou um grito com uma gargalhada, ninguém pôde a escutar, muito menos escutaria sua irmã, os ramos do salgueiro se afundavam agora como lanças e ensartou finalmente o corpo da mulher por seu custado destruindo por completo um de seus rins.

Desquitou com ela a tranquilidade perdida, a sacudiu, atirou de seus braços e pernas em uma representação selvagem, suas articulações estavam desfeitas e mover tão sequer suas mãos já não lhe era possível, seu sangue puro e pedante fluía por suas feridas e orifícios se misturando com água e lodo, a bruxa só gritava sua lealdade a Voldemort; maldições que não faziam nenhum efeito, seus gritos escapavam junto a frases incoerentes de vingança, e foi em um novo giro lastimoso que um ramo avariou sua coluna deixando inutilizáveis suas pernas, voltou a açoitar no solo, sua cabeça caiu justo em um dos charcos afundando seu rosto, mas a mulher era incapaz de se mover.

Nas arrabaldes morria Bellatrix Lestrange afogada em uma mistura nauseante de seu mesmo sangue, sufocada em sua loucura, sozinha, sem poder demonstrar suas qualidades, sua varinha jamais lançou um feitiço, não morreu em uma luta temerária, porque não se enfrentou a nenhum mago ou à mais simples da criatura, não morreu defendendo a seu Amo, morreu da forma mais tonta e estúpida que jamais imaginou.

Narcisa ficou até que as borbulhas provenientes do charco se extinguiram, Lucius tinha chegado até ela e a rodeou em um abraço.

—…minha… irmã… ela… —Narcisa estava impactada, a ver morrer não tinha sido tão gratificante como supôs, em sua mente vagava a lembrança da irmã que aferrava sua mão quando caminhavam juntas.

—Shhh… —foi o consolo de seu esposo.

Só uns segundos que a frialdade dos Malfoy desapareceu, voltaram ambos para seguir com a batalha, deviam a ganhar se queriam que seu filho sobrevivesse em um mundo novo. E seus olhos foram impactados com um resplendor azulado que provia dos andares superiores da mansão, se estendendo por muitos quilómetros, a noite ficou alumiada por um breve momento.

— VOLTEMOS! —gritou Lucius, algo tinha sucedido, só esperava que Voldemort não tivesse atingido seus planos.

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O grupo de Dumbledore chegava ao corredor onde Severus estava encerrado, e onde Voldemort já iniciava o rito, guiado ainda pelas pequenas e já escassas estelas foi correndo até chegar a uma parede maciça desconcertado por não achar uma porta e sem precauções golpeou desesperado com suas arrugadas mãos a parede, porque era fácil se dar conta que essa parede estava selada por magia negra.

— ALBUS, ALBUS, ESCUTO ALGO AQUI! —Remus tinha-se detido em uma porta anterior.

Os outros magos retrocederam até a entrada que não tinham prestado atenção, Albus aguçou seu ouvido sobre a porta fechada, foi o pranto do recém nascido que o fez se desesperar mais, e começou a utilizar todos os conjuros que sabia, tratando de tirar sem maiores danos no interior, a grossa porta que o separava de Severus e do bebê, um pouco feliz pelo ouvir chorar, porque estava vivo.

Dor, foi a sensação que o fez reagir, e o cheiro misturado de sangue e incenso pesado se percebia fortemente, felizmente se incorporou sem muita dificuldade, e baixou da cama, seus pés descalços deixavam uma marca vermelha por onde passavam, sua vista e seus desejos lhe guiavam até seu único objetivo, seu pequeno, não escutava nada porque seus ouvidos estavam velados por um zumbido constante, mesmo assim traspassou em silêncio a enorme ombreira que abrisse Voldemort, passou de longe pelas colunas, se o Lord se tinha percebido de sua presença não o soube.

Deixou de respirar quando divisou o movimento de uma pequena mão que sobressaía da teia, junto ao desvanecimento final do halo protetor, quando por fim seus ouvidos foram abertos voltou a escutar aquele pequeno pranto.

Em silêncio observou como Voldemort levantava a adaga até a altura do insano rosto disposto a mirar o golpe homicida, mas foi questão de poucos segundos em que interpôs sua mão direita, antes que a arma tocasse a seu bebê, o fio traspassou o centro de seu palma o fazendo gritar e um vapor negro se elevou quando o sangue tocou o marfinoso material, voltando a retroceder, até que já não teve rastros do líquido vermelho.

Voldemort estava furioso e arrancou a arma da muito pálida mão de Snape, desconcertado ao ver a figura de seu atormentado cativo afastou-se uns passos, tempo em que Severus aproveitou para tomar ao pequeno em seu colo estava envolvido em uma teia úmida e puída, não tinha sido limpo, e o frio desse lugar davam à cor do bebê um tom violáceo, assustado por essa visão o levou até si em uma forma de proporcionar seu calor, os prantos seguiam, se deixou escorregar a um lado da mesa em frente ao Lord, com os olhos anegados em lágrimas e fixos em sua pequena criatura.

— COMO É POSSÍVEL QUE SIGA COM VIDA?! QUE AINDA TENHA FORÇA?! É UMA MOLÉSTIA! —O Lord não cria a visão, tinha a Severus frente a si protegendo ao bebê que serviria de sacrifício e voltou em seus passos para um novo golpe —NÃO DETERÁ, NÃO FARÁ —voltou a gritar.

A porta estava aberta e o Senhor Escuro não percebia isso, na entrada Harry Potter via que sua nêmeses lhe gritava a alguém que seguramente estava caído, e os passos apressados de Voldemort lhe puseram em alerta.

Severus fechou os olhos quando viu que o Lord se acerca empunhando a arma, voltou a levantar a única proteção que lhe ficava, sua mão.

—…não…

—NÃO O FAÇA.

Disseram ao uníssono; da varinha de Harry saiu um raio, mas não tinha pronunciado nenhum feitiço, viu como se levantava uma branca mão estendida na contramão de Voldemort desde o baixo da mesa, emitindo outro raio parecido ao seu.

Ambos feitiços golpearam o peito de Voldemort, o traspassando e saindo por suas costas terminando em um estalido de luz azul que começou a se estender como um torvelino para além das paredes e do campo de batalha.

O-que-não-deve-ser nomeado, se desplumou inerte, suas células pareciam sublevar-se e sua pele fervia, não amaldiçoou, nem sequer gemeu, também não seu sangue se estendeu pelo chão, só baixo morto se degradando assim mesmo, foi um final por demais fácil para quem merecia a pior, mas por fim estava morto, não tinha duvida alguma, porque para Lucius quem subia os últimos degraus ao igual que os demais comensais o ardor da marca tinha desaparecido e o negro tatuagem era mal visível.

Acordou lhe a dor pulsante em suas têmporas e a sequidade de sua garganta, obrigou-se a abrir os olhos e reagir a seu corpo, sopesou rapidamente a cena que viu, uma massa grisasse que se consumia assim mesma em frente a Severus, este se apoiava no altar ocultando um pequeno corpinho entre seus braços, observou como um rapaz de olhos verdes, se lhe acercava um pouco temeroso, um idoso de longa barba prateada o fazia com rapidez seguido de um homem de cabelo castanho, que pela cor de seus olhos reconheceu rapidamente como um homem lobo.

— Ret… retirem-se! —Entrecortado por uma tosse seca foi o único que pôde articular e Magnus se levantava cambaleante.

Remus já lhe apontava com sua varinha, a tensão seguia latente em seus nervos, mas Dumbledore observou ao homem e soube exatamente de quem se tratava.

—Acalma Remus —e começou a apertar "algo" em sua mão, enquanto perguntava. — Você é Adler?! Verdade?

Magnus mal assentiu e duas mulheres maiores apareceram, junto a um sanador que reconheceu com rapidez.

Molly observou o palco que tinha em frente a ela, era perturbador, as colunas, estátuas, essa mesa, a massa negra que se agitava levemente, mas quando viu a Harry se lançou direto a ele.

— HARRY! Carinho, está bem? —perguntava-lhe no meio de um abraço, Harry só se deixou fazer, ainda não podia achar que todo tinha acabado.

—Estou-o Senhora Weasley… mas… ele… —titubeou quando voltou sua mirada a Severus, ainda entre os braços maternais.

A mulher soube a quem referia-se e prestou atenção aos sanadores que conquanto se tinham reconhecido, deixaram seus saudos para depois, Magnus começou a lhe informar tão rápido como suas forças e garganta lhe permitiram, enquanto seu colega se fincava ao lado de Snape que seguia resguardando a seu pequeno sem tomar em conta os acontecimentos a seu redor, só o olhando.

— Acaba… de ter seu bebê —e sentiu-se culpado. — não sei quanto tempo… tem passado… não pude fazer nada… —Magnus não pôde dizer nada mais porque começou a tossir brevemente.

— Isso quer dizer que ainda não… —Seu colega já sabia a que se referia, deviam atuar com rapidez se queria salvar sua vida.

— Não… não teve tempo —lhe disse com pesar.

— Faz favor preciso que o levem a essa cama. —lhes disse Weissmuller ao ver uma liteira um pouco ao fundo. — devem o carregar, agora seu corpo não admitirá nenhum feitiço.

O sanador quis que Severus o olhasse, mas este se recusava a mover qualquer músculo. Foi quando Magnus começou a lhe falar bem perto e com profundo carinho.

—Severus, Severus, Albus está aqui, vamo-nos com ele —ainda que sua voz soava um pouco rouca.

"Albus" Magnus sabia que esse nome teria algum resultado e efetivamente Severus lhe devolveu a mirada se encontrando com os azuis olhos, diferentes aos de seu amigo, os ansiados olhos de um pai.

—Estou aqui… junto a ti… Severus. —essa voz era inconfundível, como tinha ansiado a ouvir, e agora estava aí, simplesmente não podia o crer.

— Albus?

Dumbledore já não pôde dizer nada mais, porque sua garganta se negava a pronunciar palavras, de modo que só assentiu.

Weismuller estava desesperado porque para de Severus contava a cada segundo.

—Madame Pomfrey leve ao bebê —A enfermeira seguiu as ordens o mais diligentemente que pôde, mas Severus não podia afastar de sua criatura, não tão cedo, sua mente foi encurralada com as visões de Lestrange lhe tirando e pediu ajuda a quem creu era o único que podia.

— Não, não me tire, faz favor Magnus, me ajuda!

Com dificuldade, mas pelo bem de ambos os separaram, olhou com profundo horror seus braços vazios e foi suficiente para que Severus voltasse a se desmaiar, a imperceptível hemorragia que Adler não teve o tempo de atender já fazia estragos em seu débil corpo.

Harry tinha-se limitado só a escutar, ainda que tivesse sido o primeiro em se acercar, Dumbledore tinha chegado até ele com maior prontidão, pelo que entendeu utilizariam a cama do fundo e se foi direto ali para acondiciona-lo, se encontrou com que Molly já começava ao limpar, mas pôde apreciar por muito pouco tempo realmente, que um rastro de sangue e restos membranosos seguiam aí. Compreendeu, foi nesse lugar que o bebê de Severus tinha chegado ao mundo, ficou em choque, era tão lúgubre e escuro, sem outro móvel aparte da cama, nem sequer contava com uma janela.

Molly terminou de recolher todo, deixou a cama livre em onde despregou cobertas e cobertas brancas; mal terminou pelas ordenar quando Remus se apresentou carregando a Severus inconsciente, o depositou com cuidado, foi então quando Harry o viu, com essa simples bata manchada de sangue.

— Faz favor Remus! Me diga que está bem —Harry estava claramente preocupado e temeroso, não podia perder a Severus.

— Não o sabemos ainda. —Sua resposta veio por parte de Magnus, que ainda que Harry não lhe tinha prestado atenção ao princípio, supôs que era Adler pela má condição em que estava.

— Devem deixar que nos encarreguemos. —Acrescentou Weissmuller— afastem e que fiquem Adler e Pomfrey; os demais poderão vê-lo depois.

Remus tomou pelos ombros a Harry para levar-lhe daí, ao igual que os demais se afastaram o mais que puderam, ainda que Dumbledore ficou bem mais perto.

Pomfrey já tinha revisado ao bebê e lhe entregou a Molly para que se encarregasse melhor dele.

Harry queria acercar-se, vê-lo, saber que estava bem, mas mal lhe deixaram se acercar um pouco, quando tentou o fazer, foi rodeado por Arthur e os irmãos maiores Weasley, Hermione e Ron também não se apartavam dele, todos conscientes de que o perigo tinha passado se centraram atender aos feridos e a Harry lhe intimidaram com um sem-fim de perguntas a respeito de como se sentia; enquanto ele só queria ver Severus, mas este estava igualmente rodeado.

A batalha tinha terminado e alguns dos membros da Ordem começavam por aparecer na entrada, a família Malfoy em completo se reuniu, Draco lhes contou os pormenores a seus pais; McGonagall junto a Molly levaram-se ao bebê e Kingsley tinha-se retirado sendo ele o encarregado de dar a notícia da morte de Voldemort.

Ao que parece eram mais as pessoas que chegavam que as que se retiravam e Pomfrey fez aparecer uns biombos que substituíram a parede que claramente tinha sido aberta com magia e lhes deram um pouco de privacidade, fechar a ferida aberta, era o primeiro que deviam fazer, para depois lhe administrar algumas poções que reporiam qualquer dano interior e compensar as forças perdidas, já depois tudo dependeria de Severus.

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Após que aquele flash azul desaparecera, a batalha se tinha acabado paulatinamente. Os comensais deram-se conta da morte de seu Senhor através da Marca; os vencedores já intuíam a que se devia a desbandada de seus inimigos e, quando Kingsley lhes tinha informado da derrota definitiva de Voldemort, a maioria já o presumia, a notícia correu por todos os lugares do mundo mágico.

Então para Claire Adler, quem tinha lutado valentemente começou sua desesperada busca, encontrar o grupo de Dumbledore, porque só aí saberiam notícias de seu irmão, por fortuna não lhe tomou muito tempo e quando lhe disseram que estava a salvo ativou um translador para lhe contar a sua mãe, poucos minutos depois ambas voltavam, mas Adler seguia ocupado.

Ao cabo de alguns minutos mais, os sanadores e a enfermeira apareceram, a surpresa de Weismuller era evidente, ao igual que sua preocupação.

— Pelo que me disse, é uma fortuna que siga com vida —lhe dizia a Magnus.

— Agora a esperar que se recupere e que as poções façam efeito —Pomfrey também luzia preocupada, Adler não tinha pronunciado absolutamente nada, não conseguia achar que estavam livres, mas o estavam e por fim teve o tempo de amassar sua ainda dolorida garganta.

Dumbledore acercou-se e não precisou perguntar nada, seu rosto o dizia tudo.

—Albus, se quer pode combinar-te com ele, mas não acordará até dentro de algumas horas —Com isto Pomfrey dava permissão a Dumbledore para que pudesse passar ao ver, lhe guiou dentro do improvisado quarto onde Albus transformou o destruído relógio em uma cadeira que acercou à cabeceira de Severus, o tinha encontrado. Madame Pomfrey olhava a cena também para ela era um alívio.

—Magnus, acho que agora devo te revisar — Weismuller tomava pelo braço a Adler, para que o acompanhasse.

—Sinto muito Jhon, mas preferiria ficar-me aqui.

—Perdoe, mas devo concordar com seu amigo, você deve se revisar, ademais sua família quer lhe ter perto —McGonagall tinha voltado e efetivamente, Gertrude e Claire se achavam na entrada, em espera, foram só alguns passos que os separava, sua mãe correu e se afiando no pescoço de seu filho e Claire não deixava de limpar suas lágrimas.

—Mac… —foi o saúdo familiar de sua irmã menor e junto a seu colega levaram-lhe.

Em tanto os demais seguiam aí sem dizer palavras, muito pendentes do que lhes fosse dizer a enfermeira quando voltasse a sair, não passou muito tempo para isso.

—Estará bem —lhes disse com um sorriso e o alívio os encheu a todos. — o que resta por fazer é os atender a todos vocês, de modo que andando, andando.

Essa era a atitude que todos conheciam ou recordavam que tinha a mulher, de modo que mais valia a obedecer, mas Harry não podia se ir ainda, pelo menos não até o ver, de modo que quando a maioria já desalojava o lugar o rapaz se plantou em frente da enfermeira.

—Faz favor Madame Pomfrey, deixe que o veja, devo o ver —rogou

—Harry, verá depois, agora toca se curar.

—Mas eu estou bem, não me passou nada.

—Esses cortes não se puderam fazer sozinhos jovenzinho. —e apontou com sua mão aos lugares onde claramente Harry tinha dois cortes em seu suéter de lã à altura do braço e outro maior em sua perna direita, que por fortuna só tinha rasgado a teia.

—Só destroçaram minha roupa, olhe —se arregaçou a manga e abriu o corte de sua calça, mostrou que sua pele estava intacta. — lhe prometo que virei à ver, mas me deixe uns minutos com o… professor. —voltou a lhe rogar desta vez com a mirada.

Albus já lhe tinha dito à enfermeira que quiçá Harry pediria o ver, de modo que devia lhe permitir, ainda que seja por alguns minutos.

—Está bem Harry, mas se daqui a pouco não vem, virei e não deverá se queixar.

— Claro Madame! —e cruzou com rapidez o palco do ritual, chegou até as teias dos bastidores deslizou-as com cuidado e entrou.

Agora o via em sua totalidade, Albus não se moveu de seu lugar, mas o chamou com sua mão, Harry caminhou mais convencido por ter a permissão de se acercar.

Recordava essa pele pálida, o cabelo tão negro que estava a seus custados, claro que não tão longo, queria ver esses igualmente negros olhos, mas estavam fechados, sua respiração era compassada, supôs que lhe tinham mudado de roupa porque se via cômodo. Ao igual que Dumbledore parecia que via uma ilusão, mas realmente estava aí, a salvo, junto a ele.

—Harry, meu rapaz, como poderia te dar obrigado?

Não respondeu, mas quando caiu em conta o que lhe tinha dito se desconcertou.

— De que fala?

—Que graças a ti; tenho de volta a mim… —suspirou filho.

—Não fui só eu, você o viu.

—Vi-o sim, mas, acho que só um não teria tido o mesmo efeito, juntos sim.

Ambos se calaram, não era o tempo de conjecturas nem explicações, era melhor estar em silêncio tratando de gravar em sua mente e seu coração a paz que se respirava nesse momento, todo tinha terminado.

Estiveram assim por alguns minutos até que escutaram vários passos e um em particular mais grosso, se giraram e viram ingressar ao semi gigante um pouco coibido, com o abrigo de pele empapado, lhe tinha tocado lutar nas ruas.

—Diretor, Harry —foi seu saúdo.

— Hagrid! —disse baixinho, mas a emoção de Harry era palpável ao ver a seu amigo são e salvo.

—Hagrid, como lhes foi? —e secou lhe suas roupas ao instante.

—Oooh muito bem Professor, muito bem —e se acercou um pouco mais. — Tudo bem? —perguntou.

—Sim Hagrid, tudo bem— respondeu Albus, sabia ao que se referia, também ele tinha participado na busca de Severus e depois na batalha muito valentemente.

—Pois, venha Harry, já depois terá muito tempo para o ver e lhe falar; Poppy tem estado perguntando e acho que virá para aqui —disse-lhe um pouco efusivo, mas em sussurros.

E tinha razão de modo que despediram-se e saíram, as colunas tinham sido removidas e o altar estava a ser reduzido, a adaga e o livro estavam a ser envolvidos e encerrados em caixas, a massa negra que uma vez fosse Voldemort era só uma mancha no chão, os aurores e membros do Wizengamot se moviam em silêncio limpando e contra restando a magia escura que podia ficar, quando lhe viram aparecer todos assentiram como um saúdo e mostra de agradecimento, voltando a sua tarefa.

No corredor cruzaram-se com McGonagall que vinha apressada, em sua direção, mas se deteve quando os viu vir, em um ato improprio dela se lançou para Harry, lhe abraçou e não se preocupou em ocultar suas lágrimas.

—Obrigado Harry, obrigado.

—Professora… eu…não —Harry não soube que dizer, ao cabo de um minuto a animaga se afastou e voltou a sua habitual conduta.

—Agora vá Senhor Potter, tenho sabido que Pomfrey terá um ataque de histeria se não o vê em seguida, seus amigos também têm estado perguntando por você —e lhe deu uma palmadinha em seu ombro antes de que a cada um retome seu caminho, mas voltou a lhe lhes dirigir quase ao instante.

— Ah! Não trate de estar só, dizem que essa Sketer está rondando por aqui; Hagrid, deverá cuidar-lhe.

—Claro. —disseram ambos.

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Dumbledore passeio sua vista pelo pequeno recinto, seu coração contraiu-se quando imaginou a Severus passar em vários meses encerrado, o andar e as paredes eram de madeira, talvez não fosse muito frio, mas tinha tido que convocar um feitiço de climatização para estar mais cômodo, se fixou em sua cadeira, eram pedaços de um relógio se recordava bem só isso tinha tido para se distrair? Mas agora Severus dormia.

A voz de sua amiga devolveu-o ao presente, nem sequer tinha-se dado conta quando entrasse.

— Como se encontra Albus? —um diminuto sorriso de autovalor desenhou-se no semblante do velho Diretor— entendo.

— O bebê…? —perguntou, tinha medo de que apesar dos esforços pelos salvar, o pequeno não tivesse sobrevivido, mas quando o semblante de Minerva se alumiou seus temores se apagaram totalmente.

— É muito forte, levou isto melhor do que esperava, Molly o cuida, é tão formoso Albus! agora está muito dormindo.

—Conta-me.

E Minerva sentou-se com cuidado ao pé da cama.

—Pois é, um menino terno, muito pequeno, Weismuller e Poppy dizem que é normal nas gravidezes masculinas; acho que esgotou-se bastante porque não chorou muito quando lhe banhamos, Magnus teve mal o tempo suficiente para sustentar e cortar o cordão, mas está bem, seu cabelo Oh, seu cabelo! é tão negro e fino! a viva imagem de Severus —sorriu recordando-lhe. — seus dedos, a boquinha, seu narizinho, Albus, é perfeito!

— Quisesse tanto vê-lo, mas… —voltou sua vista a Severus. — não quero o deixar.

Minerva compreendeu lhe, mas baixou sua mirada quando recordou algo.

—Ainda que… —duvidou. — não temos visto a cor de seus olhos, diga-me… —parecia que o temor se alojava em seu semblante. — de que cor os tinha Riddle?

—Marrons, quiçá azuis, não o recordo —negou com a cabeça, compreendendo o que sua amiga tinha medo de lhe expressar. —Não acho que a Severus importar com isso, vi como lhe protegia e o simples fato da cor de seus olhos não mudaria em nada.

—Não, claro que não.

Silêncio.

— Como se encontra o Senhor Adler? —com todos os acontecimentos não tinha perguntado por ele.

— Suponho que bem, no que cabe, esgotou sua magia nos proteger, tem uma lesão mau sanada em sua perna, já encarregarão disso em St. Mungo, sua mãe e irmã não querem o deixar ir, mas ele se empenha em vir a ver a Severus, acho que terá cedo por aqui.

—Devo agradecer-lhe tanto…

Assim, ao igual que com Harry, ambos voltaram a estar em silêncio, em um mutismo subtil e reconfortante. Após uns dez minutos Minerva voltou a falar.

—Começará a amanhecer, Weissmuller diz que podemos o transladar quando o veja conveniente, mas que devemos ter tudo pronto —e se parou. — não direi que descanses, porque sei que não fará, mas deveria guardar suas forças para seu neto —e quando viu que Albus tinha os olhos muito abertos, prosseguiu. — O admite Albus, para ti, o pequeno praticamente será seu neto. Agora me vou, como te disse devemos ter tudo pronto e não acho que ninguém tenha feito algo ainda para isso.

E saiu contente, era em muito poucas ocasiões que lhe via sorrir, mas desta vez não deixava do fazer.

Como lhe tinha dito Minerva, pouco depois chegou Magnus, vestido com uma túnica abrigadora e azul, uma longa cachecol cobre protegia seu pescoço, sustentava um saco com algo dentro, alvo e muito simples.

— Não deveria estar a descansar? Pelo que sei, esgotou quase toda sua magia.

—Não posso, me temo que não conseguirei até estar seguro que Severus deixe este lugar.

Magnus Adler começou a percorrer a habitação, ao igual como tinha feito muitas vezes, mas com a diferença de que desta vez, abandonaria para sempre junto a Severus, quem ao princípio foi seu paciente obrigado, mas, chegou a ser seu colega, amigo e virou nele e seu filho, os mais sinceros sentimentos que jamais creu daria a ninguém mais que a sua família. Sem mais abraçou o saco que sustentava, Dumbledore o notou e quis saber seu conteúdo.

—Disseram-me que acordará dentro de algumas horas, e para esse então espero estar já em Hogwarts.

—Eu também acho que o melhor para Severus é que acorde nesse lugar, em outra cama. —então consertou em onde Severus descansava, os laços permaneciam imóveis, a magia que os controlava já não estava e as lianas já não obedeciam a ninguém e estava quietas. — sempre quis regressasse lá e lhe ter a você perto, Senhor Diretor.

—Albus, chame-me Albus, Não tenho tido tempo de lhe agradecer… por cuidar.

—Não tem porque, acho que eu não poderia ter sobrevivido sem ele, fui afortunado em lhe ter como parceiro.

E o silêncio voltou.

—Posso perguntar-lhe que leva dentro da bolsa?

—Esta… é a roupa que pude lhe conseguir, saí uma vez sabe? e, já reconheci ao jovenzinho que encontrei nesse dia, mas segundo ele, não me recorda em absoluto.

—Fizeram-lhe esquecer, magia escura —essa era a explicação lógica. — Posso ver alguma?

—Claro. —E sacou uma de prenda-las a esmo, passou-a ao Diretor.

A Dumbledore tivesse gostado de ver-lhe com esse atendo, olhou a roupa com amor e nostalgia. Adler tinha chegado até a parede em onde antes se abria uma pequena janela e suspirou.

— Sabe? Aqui tinha uma janela; essa Lestrange fechou-a —e sua voz tornou-se um pouco visceral.

Um leve movimento da varinha de Dumbledore e outra janela muito diferente apareceu ante ele, amanhecia e a chuva tinha cessado.

—Obrigado, deverei adquirir uma nova varinha para mim, Lucius me disse que lhe ordenaram a destruir.

E distraiu-se olhando o exterior, as folhas dos matagais estavam a brilhar com o remanente de chuva, o salgueiro sacudiu-se para despejar de si, as gotas que ficavam, os charcos repousavam tranquilos, vários aurores seguiam em sua inspeção para apresar a qualquer comensal que se tivesse escondido.

— Conhece a Lucius? —Adler assentiu, sem olhá-lo sequer. —Quisesse contasse-me tudo o que sabe.

—Farei, mas agora não, mais tarde —Apoiou sua testa no cristal e passou quase meia hora nessa posição, recordando.

Weissmuller entrou e não irrompeu a sensação de quietude, se adiantou até Severus, revisou o estado e seu progresso, se sentiu satisfeito quando comprovou que tudo estava muito bem, ainda que sua magia ainda era muito débil seu organismo estava melhor.

—Já é de manhã —disse. — se preparem para sair, nos vamos e, como me disse a Subdiretora, acho que a Hogwarts, não é assim?

—Exato, Jhon —respondeu Magnus. — tudo pronto?

—Sim, tudo pronto, mandarei aos outros para quando tenham que baixar —e se foi.

Dumbledore deixou sua cadeira e as partes do relógio se esparramaram, aproximou-se à janela e contemplou como deslumbrava essa manhã.

—Terá outras manhãs assim para todos nós —disse.

—Tem razão Albus, muitas mais (e eu espero estar nas manhãs de Severus de hoje em adiante) —pensou ao final.

Começaram a preparar-se para sair daí.

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Eram as seis da manhã quando enormes carroças puxadas a cada uma delas por seis threstals se assentaram nas ruas da mansão; Hagrid ordenava aos animais a estar-se quietos, os que antes não viam aos escuros animais podia os apreciar agora em toda sua magnitude, felizmente nem todos podiam o fazer.

Os que não podiam se aparecer ou usar corretamente um translador se embarcaram nelas, a maioria deles estavam feridos, outros tantos demasiado esgotados. As carroças foram ocupadas paulatinamente, completavam-se e empreendiam voo.

Algumas carroças estavam integralmente ocupadas por estudantes de Hogwarts, estas iriam direto ao Castelo, porque era muito seguro que seus pais procurá-los-iam aí. Entre eles tinha nascido o companheirismo espontâneo, ajudavam aos que pareciam seguir desorientados sem que medeia querelas entre as diferentes casas, de modo que uma carroça estava cheia de Gryffindors, Slytherins e ninguém parecia desagradado por isso.

— É DRACO O QUE VEJO LÁ?! —gritou Pansy quando ao se assomar por uma das janelas o divisou, todos se enfocaram ao lugar onde a rapariga assinalava.

Efetivamente era Draco quem não se separava de Remus nem seus pais, estavam reunidos e tomavam um translador que os fez desaparecer ante a desinteressada mirada dos aurores.

— Mas já pagará!, Como pôde ser capaz de nos fazer achar que morreu?! —voltou a dizer.

—Já te acalma Pansy —assinalou Dean Thomas. — Terá tido seus motivos, por se não te deste conta estavam junto ao professor Lupin e nenhum auror os molestou, então quer dizer que participaram de nosso lado na batalha e de seguro deveram ter um plano, explicará depois.

— Mas, chorei! Talvez não o recorda Blaise? Theo, sabe que chorei? —voltou a dizer com indignação teatralizada.

— Basta Pansy! Agora fecha a porta que morro de fome e quero chegar cedo ao Castelo.

— Mas, Blaise! —quis protestar, mas fechou a porta e a carroça empreendeu voo.

As baixas tinham sido mínimas, apresaram à maioria dos comensais, aos homens lobo que tinham participado na batalha, agora a Mansão, antigo esconderijo de Voldemort estava custodiado por quase todos os aurores, porque aparte de escoltar aos inimigos deviam pôr ordem à onda de pessoas curiosas que se tinham virado a esse lugar.

O mundo mágico tinha amanhecido com essa notícia e já estava inteirado da derrota de Voldemort, as celebrações se fizeram em todos os pontos os magos se reuniam para o celebrar, sabiam também que foi Harry quem o tinha derrotado, e claramente os repórteres estavam em seu procura.

Arthur Weasley pendente de tudo isto, não deixava que Harry se afastasse e ficasse sozinho.

—Acho que seria melhor que Harry permanecesse conosco pelo momento não podemos expor à sociedade, estar demasiado esgotado por nós, é suficiente —Disse em tom de broma, riram um pouco, mas acalmou os tensos ânimos dos mais jovens.

Oito da manhã e a maioria desocupava o lugar, as pessoas que em um princípio eram uma enorme multidão também se tinham marchado, tinha muito que celebrar.

Só duas carroças ficaram, mas seus ocupantes não iriam a St. Mungo como os outros, em um despegue muito bem sincronizado ambos sanadores, Dumbledore, Harry, e um reclinado Severus ingressavam no primeiro, enquanto Pomfrey, Molly Weasley, McGonagall e os amigos de Harry se acomodaram em outra carroça levando ao bebê.

Os escuros animais fizeram um breve trote para depois levantar voo, remontando à Mansão e às paisagens que deixavam atrás.

Afastando-se de Londres.

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Nota tradutor...

O penúltimo capitulo para vocês lerem

Espero que gostem

Vejo vocês no ultimo capitulo

Ate breve

Fui…