Oi gente!
Fico feliz que estejam gostando da fic.
Mais de 400 leitoras só no primeiro cap. Uauuu!
O nome do livro é:
Little Black Book - Tabatha Vargo & Melissa Andrea
Agradecendo
Anonima; obrigada flor, é realmente muito conhecido, vou continuar sim. beijos
Lud; obrigada baby, que bom que vc gostou. O nome esta aqui em cima. beijos
Beth; oi linda, fico feliz de te ver aqui de novo e gostando. beijos
Neri; obrigada gata, que bom que mesmo conhecendo vai estar aqui. beijos
Lolla; oi flor, obrigada. Coloque na sua lista sim, o livro é lindo. beijos
Cheiva; oi baby, kkkkkk que bom que vc gostou linda. Pode deixar que não esqueci do seu pedido não, na próxima
fic vai ter Bella grávida; o Edward vai ser muito pobre, e vai ser contratado pela Renée para namorar a Bella que é
gordinha e milionária. É linda. Obrigada e beijo grande.
Barbara; KKKKK não vai cair mulher, levantar pés e mãos é arriscado. Bom ter vc aqui sempre querida. Nem demorei
postar, viu? Obrigada e beijo grande.
Boa leitura
Eu tinha acabado de perder meu emprego.
Fiz questão de enxugar minhas lágrimas antes de eu voltar para o
carro com Seth. Ele estava dormindo no banco de trás com um sorriso
no rosto. Sorriso este que Eu sabia que iria embora no dia seguinte.
Larguei Seth na escola, e depois dormi por uma hora no banco de
trás, antes de usar quase todo o meu gás para ir em busca de um
emprego. Eu não contei a Seth que eu tinha perdido a nossa única fonte
de renda, porque ficou claro que ele estava começando a se preocupar
ainda mais. Ele era velho o suficiente para saber que as coisas
poderiam ficar piores. Nós já estávamos vivendo em um carro. Ele não
precisa saber que muito em breve o nosso carro ficaria sem gás e nós
realmente estaríamos fodidos.
Uma vez que eu peguei ele, fomos a um fast food e fizemos pedidos do
menu de um dólar novamente. Era tudo que eu poderia nos dar ao luxo de
comprar sem uma cozinha para usar para a preparação de alimentos.
Coisas por um dólar.
Eu tinha que usar os trocados que tinha recebido na medida do
possível.
Estacionei perto de sua escola, então eu não teria que dirigir de
volta e economizaria gás, e nós nos sentamos e fizemos o seu dever de
casa juntos. Quando a noite chegou, ele se enrolou na parte de trás e
eu fiquei o mais confortável possível no banco do passageiro da frente.
Seth programa o alarme em seu relógio, então eu me deixo cair em
um sono profundo. Fazia dias que eu tinha realmente dormido. Eu
estava no meio de um sonho decente, estrelado por Edward Cullen,
quando eu acordei abruptamente ao som de batidas na janela acima da
minha cabeça.
Me levantei e puxei o cobertor para mais perto do meu corpo.
Uma vez que meus olhos se ajustaram à luz da manhã, um policial
entrou em foco.
Ele olhou para mim com as sobrancelhas franzidas, batendo no
vidro novamente.
— Senhorita, precisamos que você abra a porta.
Olhando para além dele, eu vi dois outros oficiais. Um redondo
como ele era alto, e um que parecia que tinha acabado de se formar
no colegial.
Tínhamos dormido demais. Eu sabia disso porque os professores
já estavam começando a estacionar e fazer o seu caminho para a escola.
Todos os olhos estavam no meu carro, pois ele estava cercado por
carros da polícia. Eu não entendo por que eles tinham que ter suas
luzes azuis ligadas. Nós não éramos criminosos em fuga. Não fazia o
menor sentido.
Eu estendi a mão e abri a porta para o ar frio. Seth se sentou
naquele exato minuto com olhos arregalados e esquivos.
— Bella? — ele perguntou nervosamente.
— Está tudo bem, Seth. Basta ficar lá atrás.
Eu me arrastei para fora do carro fechando a porta atrás de mim
e esfrego meus braços. Estava muito frio e eu tinha deixado o meu
casaco dentro do carro.
— Tivemos alguns relatos sobre um carro abandonado fora da
escola. Alguns dos funcionários estavam preocupados. — a expressão
do policial mudou e ele balançou a cabeça. — Você e esse jovem vivem
neste carro, senhorita?
Eu não queria responder a ele, mas eu não tinha outra escolha.
— Não. Eu acidentalmente nos bloqueei para fora de casa ontem à noite
e eu não queria que ele se atrasasse para a escola esta manhã. Sinto
muito, policial. Vou mover o carro agora. Obrigado, mas está tudo bem.
— eu comecei a me aproximar da porta.
Eu pensei que eu estava livre, até que senti uma mão quente no
meu pulso. Eu olhei para cima para ver o oficial redondo olhando para
mim com os lábios e os olhos apertados em entendimento.
— Eu sinto muito, sinto mesmo. Nós vamos precisar levar o jovem
sob custódia até que seja verificado que tudo está realmente bem.
Sacudo-o do meu pulso e me viro para abrir a porta do carro. Eu,
obviamente, não estava pensando claramente, uma vez que tudo o que
eu conseguia pensar era ultrapassar a polícia.
— Não. Isso não é necessário. Como eu disse, estamos bem e eu vou levá-lo para casa
agora.
Não importa quantas vezes eu disse essas palavras, o policial não
quis ouvir. Ele me empurrou para o lado e abriu a porta de trás.
— Bella! — disse Seth em um completo pânico. Seu tom de voz
rasgou o meu coração e o medo gritou pelo meu corpo.
Ele lutou nos braços do oficial e estendeu a mão para mim com
lágrimas em seu rosto, já que o puxaram para o carro com as luzes
azuis.
— Bella, por favor me ajude!
Eu empurrei e lutei contra os outros dois, enquanto o meu irmão
mais novo era jogado na parte de trás do carro da polícia como um
criminoso comum.
Eu o perdi. Me puxando livre das mãos que me seguravam, corri
para o carro e bati no vidro. O rosto manchado de lágrimas de Seth
olhou para mim.
— Senhorita, se você não parar, nós vamos ter que levá-la sob
custódia.
Eu ouvi o policial falando, mas eu não estava processando. Perdi
a noção do motivo. Descendo, eu peguei uma pedra e atirei-a pela
janela. A pedra passou, deixando um buraco em seu lugar.
Foi então que a realidade me bateu. Fui atirada contra o carro da
polícia e meus braços foram puxados para trás. As algemas estavam
muito apertadas, e quando eu estava jogada no banco de trás ao lado de
Seth, eu sabia que tinha afundado mais baixo do que eu jamais pensei
que faria.
Não havia nada que eu pudesse fazer. Eu lutei. Lutei com tudo
que eu tinha, mas isso não importava. Tudo o que ele me deu foi um
bilhete só de ida para a cadeia. Eu a virgem que nunca tinha bebido ou
usado drogas.
Eu tinha falhado com Seth. Eu tinha falhado com a última pessoa
que eu tinha na minha vida e não havia nada que eu pudesse fazer para
tornar isso direito. Me afastando de seus olhos tristes, eu olhava pela
janela e gritava.
— O que foi que você descobriu? — eu perguntei no segundo que
Tania entrou no meu escritório no dia seguinte.
— Não muito. O menino que ela está cuidando é o seu irmão mais
novo. Eles estão vivendo em seu carro perto da escola. — ela se jogou
na minha cadeira favorita e colocou os pés para cima. — É uma pena
ela não ter aceito a sua proposta. Me parece que ela necessita.
Fiquei aliviado ao descobrir que o menino não era seu filho. Eu
teria continuado a persegui-la de qualquer maneira, mas um irmão
tornava as coisas mais fáceis de lidar do que com filho. De qualquer
forma, ainda era uma boca a mais para ela alimentar.
— Eu não estou preocupado. Ela estará de volta. Isto é Nova York.
A cidade vai comê-la viva, se ela não aceitar a minha proposta. — eu fui
para a porta. Eu tive algumas reuniões de negócios para cuidar e as
paredes estavam começando a se aproximar de mim. — Até então, fique
de olho nela. Certifique-se que nada de ruim aconteça com ela ou com o
seu irmão.
Passei o dia lidando com ofertas e recusando ofertas para
comprar o meu clube. Todos os malditos gananciosos, em Nova York
queriam ter em suas mãos o que era meu. Eu não iria ceder. No
momento em que eu estava entrando no meu carro eu estava chateado,
e irritado porque Tania não tinha me ligado com boas notícias sobre
Jasmine.
Eu tinha ido para minhas reuniões, certo de que ela iria retornar
ao clube antes de eu ter acabado. Eu estava no meu caminho de volta
quando Tania me mandou uma mensagem de texto que mudou
instantaneamente o meu humor.
Tania: Jasmine foi levada sob custódia da polícia.
EC: Me encontre na delegacia em 20 minutos.
Coloquei meu celular de volta no bolso e sorri. Voltando no
próximo semáforo, eu dirigi para longe do clube e para a delegacia de
polícia. Eu a queria desesperada, não desolada. A pobre menina era
totalmente inocente. A prisão iria despedaçá-la, o que era a última coisa
que eu queria. Eu queria quebrá-la e queria fazer do meu jeito.
Quando eu cheguei, Tania já estava esperando lá fora.
— Estamos resgatando a donzela? — ela perguntou
sarcasticamente.
— Nós não, você. Pague a sua fiança, tire-a daqui. Faça isso
imediatamente.
Me debrucei contra o meu carro e olhei para o relógio antes de
cruzar os braços. Ele me distraiu da vozinha me provocando, dizendo
que eu não poderia esquecer essa coisa toda, mesmo que eu aprenda o
nome dela.
Encontrá-la não era algo que acontecia todos os dias. As melhores
coisas da vida são sempre as mais difíceis de obter. Estava demorando
um pouco mais de tempo do que o habitual para conseguir o que eu
queria, o que o tornou muito mais emocionante. Já tinha passado um
longo tempo desde que uma das minhas meninas me tinha presenteado
com um desafio e era exatamente o que eu precisava. No final, eu sabia
que ela seria minha. Eu sempre consigo o que quero. Sempre.
Me sentei aqui fora pelo o que me pareceu uma hora, e depois
Tania saiu pela porta, seguida por Jasmine. Seus olhos se conectaram
com os meus e as suas sobrancelhas puxaram para baixo em confusão.
Vendo que ela estava segura, eu me virei e entrei no carro. Eu esperei
até que ela subisse no carro de Tania, e depois se afastasse.
Parei para um jantar rápido antes de ir para casa. O clube fica
fechado aos domingos e segundas-feiras, como era segunda-feira, o
estacionamento estava deserto quando eu entrei e estacionei. Rodei as
minhas chaves ao redor do meu dedo enquanto entrava, tranquei a
porta atrás de mim, e fui para o meu escritório.
Jasmine estava lá esperando por mim, como eu esperava que
estivesse. Ela se levantou do sofá no meu escritório e nossos olhos se
encontraram, logo que eu abri a porta. Algo nela estava diferente. Ela
me olhou como se ela estivesse a segundos de cair em pedaços. Seus
ombros estavam rígidos e suas bochechas coradas se destacaram do
resto do seu rosto pálido.
Fechei a porta atrás de mim e a ignorei enquanto eu passei e me
sentei atrás da minha mesa. Eu podia sentir a sua ansiedade.
— Sente-se, — eu firmemente ordenei.
Quando ela estava sentada na minha frente, eu entrelacei os
meus dedos e olhei para ela.
— Você está bem?
Eu nunca fiz essa pergunta, mas eu precisava saber que ela
estava mentalmente estável e capaz de tomar a decisão que eu queria
que ela fizesse.
— Tudo bem. — sua voz quebrou. — Obrigada por me socorrer, —
ela disse, enquanto seus olhos lacrimejavam mais.
Eu tive que desviar o olhar. Eu já tinha visto mulheres
chorarem... inferno, eu mesmo já fiz algumas chorarem, mas vê-la fazer
isso era diferente. Doeu no meu estômago, me fez sentir vazio. Lágrimas
nunca me incomodaram antes, mas suas lágrimas me cortavam
profundamente. Felizmente, eu dominava a arte de ignorar as emoções
irritantes.
— Tania a socorreu. — eu não queria que ela pensasse que eu era
flexível. Eu não era.
Socorrê-la era como eu conseguiria o que queria. Nada mais,
nada menos. Sentado na minha cadeira, eu deixei meus olhos devorá-
la.
— Isso foi tudo o que você veio fazer aqui? Um obrigado deslocado?
Ela olhou como se quisesse dizer mais alguma coisa, ou,
eventualmente, bater em mim, mas aparentemente ela perdeu a
coragem porque ela balançou a cabeça e saiu da sala. A parte estranha
é que eu queria ir atrás dela e pedir a ela para ficar.
Prisão não era para mim. No momento em que chegamos à
estação, fui levada para uma sala separada de Seth que me disseram
que estava sendo transportado para os serviços da criança.
Eu chorei quando tiraram as minhas impressões digitais, e
quando chegou a hora de tirar minha fotografia, eu quase vomitei. O
que meus pais diriam se pudessem me ver agora? O que Vó acharia?
Me sentei em uma cela com outra menina que estava lá por
prostituição. Era uma espécie de cômico desde que eu estava
começando a acreditar que vender o meu corpo era a única maneira de
consertar tudo. Talvez quando eu saísse, eu iria para Edward e
aceitaria sua oferta. Dormir com ele não parecia totalmente
desagradável. Foi realmente a parte sobre ser paga que tornou
assustador.
Uma hora mais tarde, e um policial veio para a cela chamando
meu nome.
— Sua fiança foi paga. Você está livre para ir.
Minha confusão sobre a forma como no inferno minha fiança foi
paga ofuscou qualquer alívio que eu poderia ter tido em ser livre. Eu
não tinha ninguém para pagar a fiança que não fosse Alice, e eu não
tinha tido a chance de ligar para ela ainda.
E então, havia o fato de que eu estava sendo posta em liberdade,
enquanto meu irmão estava preso Deus-sabe-onde. Não havia nada
para recolher quando eu saí. Era um sinal de como a minha vida estava
se transformando. Eu precisava me acostumar a não ter nada.
Fiquei chocada quando eu saí e encontrei Tania olhando de volta
para mim.
— Deixei meu cavalo branco ali fora, — disse ela com sarcasmo.
— Vamos.
Eu segui atrás dela e assim que atravessei as portas da estação,
meus olhos encontraram os de Edward. Naquele momento, eu sabia
quem havia me socorrido.
Como ele mesmo sabe que eu tinha sido presa? Devo me
assustar?
Entrei no carro preto de Tania e ela saiu com os pneus cantando,
em frente ao posto policial. Como se eu já não estivesse morrendo de
medo de voltar.
— Edward me ajudou? — eu perguntei quando o silêncio no
carro tornou-se demasiado espesso.
— Sim, — respondeu ela. — Sem ofensa, mas eu tenho coisas
melhores para gastar meu dinheiro.
Eu não me incomodei em responder.
— Meu irmão, eles o levaram para os serviços da criança. Há
alguma maneira... — eu comecei.
— Vou levá-la para Edward. Pergunte a ele.
Eu me virei e olhei para fora da janela, enquanto nós dirigimos
rápido demais em direção Aro's. Eu tinha tanta coisa girando na minha
cabeça. Em primeiro lugar, eu estava pensando seriamente em sua
proposta.
Eu precisava do dinheiro, e não era como se eu não estava atraída
por ele fisicamente, apesar de sua proposta ultrajante. Meu corpo
parecia responder a ele de uma forma que eu nunca tinha
experimentado com outro homem. Ele acordava para a vida quando ele
estava próximo.
Saindo do escritório de Edward, eu me movi pela escuridão do
clube, sabendo que uma vez que eu saísse por aquelas portas, eu
estaria nas ruas para a noite. Meu carro foi apreendido e eu não tinha
dinheiro para tirá-lo.
Tania decolou depois de me deixar cair no clube, e eu não estava
prestes a ligar e incomodar Alice, porque eu sabia que ela estava
usando sua segunda-feira como um dia para relaxar.
A porta estava fria contra a palma da minha mão quando eu
estendi a mão para ela. No momento em que comecei a empurrá-la
aberta, as luzes atrás de mim se acenderam. Me virando, eu encontrei
Edward em pé no primeiro degrau da escada.
— Você tem para onde ir?
Olhei para ele, debatendo o quão patética eu queria parecer.
Finalmente, passou por meu orgulho. Senti a menina dentro de mim
desmoronar quando as palavras saíram da minha boca.
— Não.
Seus olhos se moveram da minha cabeça aos meus pés, e
então ele bufou em aborrecimento.
— Há um quarto extra no andar de cima com uma cama nele. Você está
convidada a dormir aqui esta noite. — ele se virou e voltou a subir as escadas sem esperar pela minha resposta.
Eu segui atrás dele. Eu não tinha outra opção.
O quarto que ele me deu era enorme, uma grande cama centrada
no quarto. Eu atravessei a porta, fechando-a atrás de mim e observei o
espaço. Para a direita era um banheiro totalmente equipado. Eu não
perdi tempo em tirar minha roupa e entrar no chuveiro.
Lavei a sujeira criminosa e enrolei em um roupão felpudo que
estava pendurado na parte de trás da porta. Vapor fluía quando eu saí
do banheiro e fiz meu caminho para a cama.
Eu não estava indo para dormir, não sem saber onde meu irmão
estava, mas pelo menos eu poderia estar em algum lugar confortável,
sem me preocupar com alguém invadindo meu carro e me matar. Eu
não tinha nada para me preocupar aqui. Pelo menos esperava que
não.
Eu não conseguia parar de pensar em meu irmão e como iria
resgatá-lo. Eu nunca tinha estado longe dele durante a noite. Eu não
sabia se ele estava seguro. Eu não sabia se ele estava quente, ou se ele
estava confortável. Estas foram apenas algumas das coisas que se
passaram pela minha cabeça.
Eu olhei para o teto até que o céu noturno ficou rosa. E então
finalmente adormeci e cai em um terrível pesadelo após o outro.
Acordei ao meio-dia com os sons que vinham de fora da minha
porta. Envolvendo o roupão mais apertado em volta da minha cintura,
eu passei na ponta dos pés pelo corredor. Um cheiro celestial me
encheu e o segui com o meu nariz, como se estivesse em um
daqueles desenhos animados de queijo.
Eu não tinha comido nada decente fazia tempo e assim que
coloquei os pés na cozinha de alta tecnologia, meu estômago roncou
alto. Em seguida, um seminu Edward Cullen virou do fogão e
encontrou meu olhar.
Da cintura para baixo, ele usava jeans abraçando seu quadril,
que agarravam baixo, mas da cintura para cima, ele era todo músculos
e pele . Músculos que eu nem sabia que eram possíveis
ondulavam em seu peito quando ele se virou com uma espátula na
mão.
Senti minha boca abrindo e sem perceber, eu fiquei de boca
aberta com cada pedaço de sua carne que meus olhos podiam tocar.
Seu rosto se abriu em um sorriso maroto.
— Gosta do que vê? — ele perguntou, com um sorriso arrogante.
Seu cabelo era um sexy bagunçado de dormir. Eu queria ter os
meus dedos presos em seu emaranhado. Desviei o meu olhar e entrei
na cozinha. Escolhendo um assento em uma pequena mesa que foi
colocada contra uma janela, olhei para a rua em frente ao clube.
— Ao som do seu estômago, eu estou supondo que você está
morrendo de fome. Já ouvi muitos ruídos do corpo das mulheres, no
meu tempo, mas nada como isso.
Senti meu rosto esquentar enquanto eu corava.
Logo, um prato foi colocado na minha frente, cheio de bacon,
ovos, e um de morangos frescos. Meu estômago roncou de novo e ele riu
suavemente acima de mim.
— Obrigada, — eu sussurrei em humilhação.
Ele se inclinou para trás, os lábios roçando o lado do meu
pescoço, e o arrepio suave de sua barba roçou minha pele.
— Para você, qualquer coisa.
Um arrepio trabalhou seu caminho desde as minhas costas e
correu até meus fios de cabelo. Eu tinha certeza que meu cabelo
cresceu uma polegada extra naquele momento.
Eu me aprofundei em meus ovos como a mulher faminta que eu
era, nem mesmo percebi quando ele se sentou na minha frente com um
prato de sua autoria.
Ele não perdeu tempo e foi direto para as perguntas.
— Onde está o seu irmão?
Meu garfo cheio de ovos parou, suspenso no ar. Uma bola de fogo
de culpa acendeu no meu estômago. Eu estava em um lugar tão
luxuoso, comendo bacon e ovos, enquanto ele estava preso em alguma
casa para crianças. Engolindo em seco, eu respondi.
— Eles o levaram.
Com a garganta apertando, as lágrimas correram para os meus
olhos.
Ele perguntou,
— Quem?
Eu sufoquei os meus sentimentos.
— Os serviços de proteção à criança. — eu olhei para cima a tempo de ver o seu bronzeado rosto pálido.
— Por que você não disse alguma coisa antes? — sua cadeira
raspou no chão enquanto ele se levantou e foi para o seu telefone.
Pegando-o, ele discou um número e saiu da sala.
Eu sentei lá confusa, até que finalmente ele voltou para a
cozinha.
— Tania está em seu caminho para pegar o seu irmão. — ele se
recostou na cadeira e começou a comer novamente, agindo como se ele
não tivesse acabado de fazer o meu mundo de cabeça para cima de
novo, me deixando tonta no processo.
Eu fiquei de boca aberta com ele. Meus olhos pousaram em seus
lábios e fiquei surpresa com o quão cheios pareciam.
— O quê? — eu perguntei sem fôlego. De jeito nenhum ele conserta tudo para mim com
um simples telefonema.
Ele olhou por cima de seu alimento.
— Seu irmão. Tania está indo buscá-lo.
Os músculos de seus braços flexionaram enquanto ele se
inclinava sobre o prato. Foi então que uma tatuagem foi revelada. É em
volta do seu braço e se movia para cima, fora da vista. Embora eu
nunca achasse essas coisas atraente, ele mudou isso. Ele foi de
Edward, dono do clube, vestindo terno, para Edward, tatuado Deus
do Sexo, com músculos que eu queria tocar.
Sem pensar duas vezes, me levantei e fui até ele. Completamente
contra mim mesma, me inclinei e passei meus braços em volta do seu
pescoço. Ele endureceu em meus braços, e se virou para olhar para
mim.
Ficamos cara a cara. Nariz com nariz. Lábios para lábios. Eu
podia sentir sua respiração contra a minha boca e o estranho desejo de
beijá-lo assumiu.
Me afastando, eu limpei a garganta e desviei o olhar.
— Obrigada, — eu disse.
— Não me agradeça. Agradeça a Tania, — disse ele, antes de ele
mergulhar de volta em sua comida com uma sobrancelha comprimida
em raiva.
Eu sorri para mim mesma e me sentei à mesa.
Ele se levantou em seguida, e eu olhei para ele, mas ele não
estava prestando atenção.
Indo para a pia, ele lavou o prato e, em seguida, se virou para sair
da sala. Me senti confusa e decepcionada ao mesmo tempo.
— Eu estarei em meu escritório. Quando estiver pronta, me
encontre lá.
E, em seguida, ele se foi.
Eu me sentia irritada com ele, e mais comigo mesma quando eu
percebi que era tudo parte de seu plano. Este era um jogo para ele e ele
estava ganhando atualmente.
Quando eu terminei, eu lavei meu prato e voltei para o quarto que
eu tinha ficado na noite anterior. Eu não estaria procurando por ele
como ele esperava. Eu não poderia estar na mesma sala com ele sem
querer bater nele por ser tão presunçoso e autoconfiante. Mas, ao
mesmo tempo, eu queria beijá-lo, porque cada vez que ele olhava para
mim, eu sentia como se estivesse a poucos segundos em chamas.
Vesti as únicas roupas que eu tinha e decidi sair de seu
apartamento antes que eu fizesse algo totalmente contra quem eu era.
Algo como, soltar minha calcinha para ele e implorar por seu toque.
Poderia acontecer.
Eu senti um enorme peso tirado dos meus ombros, agora que eu
sabia que Seth iria ficar bem, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que tinha
que descobrir a minha situação. E eu tinha que descobrir isso rápido.
Eu fui até a porta do clube, e depois parei. Era uma loucura,
claro, mas o que aconteceria se eu aceitasse a oferta de Edward? Eu
já tinha decidido que ter relações sexuais com ele soava... intrigante. E
sendo paga para fazer isso? Bem, inferno. Isso era uma espécie de
bônus na minha situação atual.
Claro, ele era um pouco exagerado e, por algum motivo estranho,
ele se recusou a aprender meu nome - insistindo em me chamar de
Jasmine. E apesar do fato dele querer que eu achasse que Tania estava
por trás de tudo, ele era um bom homem.
Muita gente não queria estar em um relacionamento. Alice era
uma delas. Passei uma noite inteira ouvindo os prós e contras de ser
exclusiva, e honestamente não soou terrível.
Houve também o pequeno fato de que eu não conseguia parar de
pensar nele. No começo ele parecia intenso e um pouco estranho, mas
agora eu tinha estado em torno dele por um tempo, eu estava
começando a me sentir diferente. Eu era uma mulher, e como Alice
disse uma vez, as mulheres têm necessidades.
Eu nunca entendi essa declaração, até que Edward sussurrou
em meu ouvido. E também quando eu pisei em sua cozinha esta manhã
e o vi seminu. O fato era que eu queria. Eu poderia matar dois coelhos
com uma cajadada só. Eu poderia obter dinheiro para Seth e eu, e
poderia passar algum tempo com Edward. Eu seria estúpida para
negar isso.
Me virei em meus calcanhares e voltei pelo caminho que vim. Eu
sabia o que queria, o que eu precisava, e tudo isso estava no topo das
escadas em um par de calças de brim sexy.
Eu não gosto disto. Ela ficar na minha casa, nós tomando café da
manhã juntos - tudo parece certo, o que parecia errado. Foi exatamente
por esta merda que eu tinha as fodidas regras. Acabaram as exceções
para ela.
Esta menina era desconhecida para mim, a não ser a sua vida
que parecia estar fora de controle... e eu tinha o forte desejo de fazer
tudo melhor para ela.
Eu estava começando a pensar que deveria esquecer todo o
negócio e apenas aprender o nome dela. Levá-la para debaixo da minha
asa, do jeito que eu fiz com Tania. Mas então ela sorria para mim quando
eu fazia algo de bom para ela, e isso era melhor do que o sexo com
qualquer uma das mulheres em meu livro preto.
Eu estava realmente fodido.
Se eu aprendi alguma coisa em todos os meus anos, foi que não
se podia dar a uma mulher uma polegada sem ela esperar toda a porra
do mundo.
Eu fiz o meu caminho até o meu escritório e me sentei atrás da
minha mesa antes de ligar o monitor e clicar em volta do meu desktop.
Uma pequena caixa apareceu, aguardando a minha senha, e eu digitei
com movimentos rápidos no teclado.
Bem-vindo, Mr. Cullen. A voz computadorizada zumbiu através dos
alto-falantes do meu computador. A tela se iluminou mostrando quatro
imagens diferentes.
Cada uma das quatro telas era de vigilância para as diferentes
salas do meu apartamento. Eu até tinha de vigilância para o clube. Eu
não era uma pessoa que confiava muito. Na verdade, eu não confiava
em ninguém. Portanto, não havia nada na minha casa ou no trabalho
que eu não pudesse ver em todos os momentos.
Eu encontrei Jasmine ainda sentada na cozinha enquanto ela
comia sozinha. Eu tinha certeza que eu sabia o que ela ia fazer, mas
não iria doer se eu assegurasse os meus investimentos. Além disso, eu
gostava de vê-la.
Depois que ela terminou seu café da manhã, ela foi para o quarto,
onde tinha ficado durante a noite. Quase uma hora depois, ela saiu
vestida com as roupas da noite anterior.
Enquanto eu observava e esperava, eu fiz algumas ligações
necessárias. Uma das quais, incluía ter o meu motorista aqui. O seu
carro era um pedaço de merda, pelo menos o que eu tinha visto dele na
noite em que a segui para fora. Além disso, eu gosto da ideia dela
precisando de mim para outra coisa. Isso lhe dava mais incentivo para
aceitar a minha proposta. Depois que ela fizesse, o seu carro não
importa mais de qualquer maneira desde que eu a tenha usando o meu
motorista ou vou arranjar-lhe um motorista para si própria.
Observei-a caminhando até á entrada do clube e sorri para mim
mesmo. Pude apreciar a sua teimosia. Ela queria sentir como se ela
estivesse exercendo todas as suas opções, mas a verdade é que eu era
sua única opção. Ela estava com medo e se sentindo impotente, mas eu
podia sentir outras coisas mexendo dentro dela. Ela podia negar tudo o
que queria, mas ela estava animada com o que eu lhe oferecia.
Com um clique, o meu monitor ficou escuro e eu esperei. Poucos
minutos depois, quando minha porta do escritório abriu, Jasmine estava
olhando para mim. Ela estava rígida enquanto ela fechava a porta e se
dirigiu para o sofá em frente a mim.
— Posso ajudá-la? — eu perguntei.
Ela tremeu um pouco, mas foi o suficiente para eu ver. E então
ela deu um grande suspiro.
— Sim, a proposta da outra noite... — ela parou.
— O que tem isso? — perguntei.
— Será que ainda está de pé?
Eu me inclinei na cadeira e olhei para ela. Ela lambeu os
lábios nervosamente e meu pau começou a crescer.
— Está.
— Eu gostaria de aceitar a sua oferta.
As palavras saíram de seus lábios muito rapidamente. Era como
se ela estivesse se forçando a dizê-las.
Eu não pude evitar o sorriso que cobria o meu rosto.
— Você tem certeza? — sério, Cullen. O que diabos eu estava fazendo? Por que eu
estava dando uma oportunidade dela cair fora?
Eu a queria mais do que já quis qualquer outra mulher - talvez
nunca. Esta era a minha maneira de fazer as coisas, e eu tinha a
vantagem, na medida em que ela estava preocupada. A última coisa que
eu precisava era fazê-la duvidar da sua decisão.
Ela assentiu com a cabeça e as suas narinas dilataram.
— Tenho certeza.
Eu não gosto de como as suas emoções se mostram tão
claramente, mas as suas palavras me deixaram extremamente feliz. Já
estava na hora de eu ter alguém novo. Não era normal para mim ter que
moldar uma mulher no que eu queria, mas para ela, eu faria uma
exceção.
Me levantando, eu fiz o meu caminho ao redor da mesa. Seus
olhos nunca deixaram o meu rosto e seus nervos estavam visíveis. Meus
olhos mergulharam no seu pescoço, bem a tempo de vê-la engolir em
seco. Me posicionei na frente dela e me encostei na minha mesa.
— Bem, se esse for o caso, levante-se. — eu não podia esperar mais para
correr meus dedos por sua pele perfeita.
Ela se levantou com as pernas trêmulas, com a cabeça baixa.
— Olhe para mim, menina bonita.
Ela ergueu o rosto para o meu, com as pálpebras fechadas, e
quando ela abriu, a cor castanha rara me pegou desprevenido. Eles eram
da cor do chocolate. Linda. Mas então eu olhei mais duramente e o medo persistente ao longo das bordas de seus cílios grossos me cortou profundamente.
— Eu sei que você está com medo, mas com o tempo você vai
aprender a confiar em mim. — eu estendi a mão e toquei uma mecha de
seu cabelo.
Era castanho - o mais luxuoso castanho com mechas avermelhadas que eu já vi, e parecia
seda. Fechei os olhos e imaginei como seria sentir o seu cabelo contra o
meu peito enquanto ela me cavalgasse. Ela estremeceu quando eu
deixei os meus dedos se moverem contra a sua bochecha.
— Eu confio em você, — disse ela.
Suas palavras acalmaram uma parte da dor que tinha vivido em
mim por muitos anos.
— Você é provavelmente a mulher mais linda que eu já tive o
prazer de conhecer. Você tem alguma ideia de quão atraente você é,
Jasmine? — eu já podia me sentir ficando perdido nela. Ela era o
afrodisíaco perfeito para um homem como eu.
— Meu nome... — ela começou.
Corri o meu polegar em seus lábios.
— Não. Se isto for funcionar,
eu nunca quero saber seu nome. O seu nome é Jasmine quando você
está comigo, entendeu?
Ela hesitou, mas finalmente concordou e eu continuei a acariciar
os seus lábios com o polegar. Eram macios - demasiado macios para os
meus dedos ásperos.
Ela estava tremendo. Seus nervos estavam recebendo o melhor
dela, e eu estava começando a perceber algo sobre Jasmine que me fez
um pouco nervoso.
— Você é virgem? — eu perguntei, sem tempo para rodeios. Eu fui
contundente e exigente, e se isto ia realmente funcionar entre nós, ela
precisava entender isso e em breve.
O seu pescoço estalou quando ela olhou para mim com olhos
arregalados e chocados. — Eu... — ela parou de repente. — Isso é um
pouco pessoal, não acha?
Eu não aguentei. E ri.
— Se você aceitar a minha proposta,
vou conhecê-la melhor do que ninguém. — deixei as minhas mãos se
movimentarem para baixo e passei a palma da minha mão em toda a
lateral do seu peito antes de envolver a minha mão em volta da sua
cintura e puxá-la para mais perto. — Eu vou conhecê-la por dentro e
por fora. Eu vou te provar. Eu vou fazer você dizer e fazer coisas que
você nunca pensou que faria, e a melhor parte é que você vai adorar
cada segundo disto.
Eu senti seus mamilos endurecer contra o meu peito e,
silenciosamente, comemorei.
— Então eu te pergunto novamente,
alguém já esteve dentro de você? Algum outro homem já provou essa
sua boceta doce?
Meu pau estava pressionado contra o zíper da minha calça e
implorava pela sua liberação. Eu queria puxar seus quadris mais perto
e pressionar em seu calor, mas senti que iria assustá-la ainda mais.
Sua respiração mudou e eu deixei meus olhos passando através
de seus peitos enquanto eles levantavam e baixavam com cada
respiração.
Ainda assim, ela não respondeu. Correndo um dedo sob o seu
queixo, eu levantei o seu rosto para o meu. Eu estava perto o suficiente
para que o seu hálito doce avançasse contra os meus lábios, me
provocando para beijá-la e saboreá-la.
— Eu não gosto de esperar, querida. Nem mesmo por alguém tão
bonita quanto você. Responda a pergunta. — eu permiti que meus
lábios escovassem contra os dela.
Sua respiração acelerou e eu fui recompensado quando a sua
língua espiou para fora da boca e correu em seus lábios.
— Não, — ela sussurrou. — Nunca houve ninguém.
Um rugido soou do fundo da minha garganta e, novamente, ela
engoliu em seco.
O cara legal em mim sabia que era errado tirar algo tão especial,
quando eu não tinha nada de especial para dar em troca. Mas, então, o
diabo me falou do quão doce e apertada ela seria.
O que eu poderia dizer? Eu era um idiota e o anjo no meu ombro
podia chupar o meu pau, tanto quanto eu estava preocupado. Eu
queria a sua boceta apertada e eu a queria toda para mim.
— Então, como exatamente isso funciona? — ela perguntou. Mais
uma vez, ela lambeu os lábios e respirou fundo.
Dando um passo para trás, eu me sentei na minha cadeira e me
recostei. Dobrei os braços atrás da minha cabeça, e decidi tomar o meu
tempo, afinal, ela certamente tinha tomado o dela. Quando eu não
respondi imediatamente, ela lambeu os lábios nervosamente e meu pau
estremeceu.
— Desculpe querida, mas eu não fodo virgens. Elas são muito
imprevisíveis, e, além disso, eu teria que ter muito trabalho para que
você estivesse exatamente onde eu preciso que esteja. — eu deixei a
minha cadeira ir, sentando na posição vertical, e voltei a folhear os
meus papéis.
Ela não esperava a minha resposta e eu a deixei se sentindo
atordoada e sem palavras.
— O quê?
Eu estava realmente impressionado com a mentira que eu fui
capaz de vomitar sem sequer pestanejar. Eu queria transar com ela
ainda mais agora do que antes de saber que ela era virgem. Ela tinha
uma sorte dos diabos por existir uma mesa me separado de sua buceta
intocada.
— Você me fez passar por tudo isso para me dizer não? — ela
ficou indignada. Porra, eu fodidamente adorei.
Eu suspirei, fingindo irritação e me levantei, tirando um clipe de
prata do dinheiro, peguei cem dólares. Fazendo o meu caminho em
direção a ela, eu segurei a nota entre dois dedos.
— Aqui está cem.
Ela olhou para a nota em meus dedos e então de volta para mim.
Seu rosto estava colorido vários tons de vermelho.
— Vá se foder. — ela sussurrou e depois girou nos calcanhares.
Felizmente para ela, eu não tinha terminado com ela ainda. Ela
abriu a porta do escritório, mas eu era mais rápido e bati fechada com a
mão, bloqueando-a entre mim e a porta.
Ela não tentou lutar comigo e eu sabia que a tinha exatamente
onde eu queria. Rodando-a, eu a forcei a olhar para mim.
— Eu sou um homem caridoso, pergunte a qualquer um, mas eu
só dou um aviso, de modo que ouça com atenção. Ninguém, e eu quero
dizer ninguém, fala assim comigo. — ela não respondeu e realmente, eu
não preciso que ela o faça. — Porque eu sou um cara tão generoso, eu
vou te dar uma chance de provar para mim que você iria valer a pena.
Você sabe, apesar do fato de que você é virgem.
— O que faz você pensar que eu quero provar alguma coisa para
você agora?
Me inclinando para a porta em um braço, segurei o meu dedo
para cima e fiz um som tsking.
— Querendo ou não, você me deve. Mas eu tenho um sentimento de que você quer.
— Você está errado, — ela desafiou.
— Estou? Você gostaria que eu descobrisse? — ela endureceu e
eu sorri. — Negue o quanto você quiser, meu amor, a centelha em seus
olhos me diz algo diferente.
— Você está iludido.
— E você é um mentirosa de merda. Uma idiota delirante e
mentirosa. O que você acha sobre isso?
— Eu acho que isto foi um erro.
— Talvez, mas você ainda me deve.
— Te devo o quê?
— Você vai saber em breve. — eu me virei e fui em direção á
minha mesa.
— Eu não vou dormir com você, — disse ela, confiante.
Fazendo o meu caminho de volta para a minha mesa, me sentei,
não afetado por sua ameaça vazia.
— Se um pouco de verdade a fere tão gravemente, então este
acordo nunca iria funcionar. Se você acha que pode lidar com isto e
quer me provar que valeria a pena o meu tempo, então se sente. — fiz
um gesto para a cadeira em frente à minha mesa. — Eu vou te dar um
quarto para a noite.
Eu sorri por dentro quando ela tomou o lugar, e então eu fiz
arranjos para ela conseguir um quarto em um hotel agradável perto do
clube.
— O seu quarto está pronto, e eles sabem que você está indo, —
disse eu. Desligando o telefone, eu espreitei para ela mais uma vez.
Coloquei as minhas mãos em cada lado da sua cadeira, nossos rostos
estavam a centímetros de distância um do outro.
— Obrigada, — ela sussurrou com a cabeça baixa.
Ela tinha um problema sério em me olhar nos olhos. Eu não
tenho certeza se eu gostava muito.
Erguendo o seu rosto para encontrar o meu novamente, eu sorri
para ela.
— Eu te dei uma coisa. Agora o que você vai me dar?
Ela visivelmente engoliu em seco e seus olhos se arregalaram.
— O que você gostaria?
— Você está nervosa. Eu posso ver isso na rigidez de seus
ombros, e na aceleração da sua respiração. — eu desenho círculos em
seu joelho com a ponta dos dedos. — Eu não faço suave e eu não faço
suave e romântico, mas, por enquanto, que tal um beijo?
— Um beijo não é suave ou romântico?
Eu sorri e passei meus dedos ao redor dos fios na base do seu
crânio, puxando sua cabeça até que ela ficou contra mim, seus lábios
roçando os meus.
— Se feito corretamente, nem todos.
Eu pressionei os meus lábios nos dela, pronto para mostrar a ela
o que era um beijo de verdade, exceto, que algo diferente aconteceu. Ela
não foi a única afetada. Eu também estava. Eu sabia desde a primeira
vez que eu a vi que ela era diferente, mas meu corpo podia sentir o quão
diferente ela era.
Corri a minha língua ao longo da costura de seus lábios, ela
soltou um pequeno suspiro e me deu entrada em sua boca doce. Ela
tinha gosto de morangos e creme. Minha boca se encheu de água com a
ideia de prova-la toda.
Nossas línguas colidiram – a minha com mais prática do que a
dela, mas não tirou o efeito que teve no meu pau. De qualquer coisa,
sua inexperiência me excitou ainda mais. Eu pressionei minha dureza
contra o seu estômago, deixando-a saber o que ela estava fazendo
comigo.
Ela agarrou os meus ombros e eu deixei minhas mãos
mergulharem mais baixo para agarrar os seus quadris. Ela era bem
constituída. Seus quadris redondos se encaixam perfeitamente ao meu
agarre. Deitando na minha mesa, eu puxei as suas coxas contra as
minhas e ela se derreteu.
Eu não sabia o que estava fazendo. Eu tinha marchado em seu
escritório totalmente segura de mim, sabendo que eu precisava fazer
dinheiro.
Claro, eu tinha beijado um garoto antes. James tinha
praticamente enfiado a língua na minha garganta no meu ultimo ano escolar; no entanto, isso não era nada – nada - como o beijo que
Edward estava atualmente colocando em mim.
Uma vez que ele me puxou para cima da cadeira e devorou minha
boca, eu esqueci tudo sobre os meus nervos. Eu passei meus braços em
volta de seu pescoço e ele trabalhou meus quadris contra ele de uma
forma que eu nunca tinha experimentado.
E assim, ele se afastou, me deixando ofegante como um animal
selvagem.
— Isso é o suficiente por hoje. — ele sorriu para mim.
Seu sorriso era devastador. Romances sujos não tinham nada
sobre aqueles lábios. Eu dei um passo para trás, joelhos trêmulos, e
segurei a minha respiração enquanto eu empurrei o meu cabelo atrás
da minha orelha.
— Um carro está esperando por você lá embaixo e eu vou ter um
telefone enviado para o seu hotel. Sempre responda quando eu chamar.
Vejo você em breve, linda. — ele se inclinou e me deu um beijo suave no
canto da minha boca.
— Ok, — eu sussurrei.
Seth estava esperando lá embaixo com Tania quando saí do
escritório de Edward. Corri até ele e o abracei tão apertado, eu tinha
certeza que o estava machucando. Ao vê-lo me deu uma pausa de ter
que pensar sobre o que diabos aconteceu lá em cima.
— Eu sinto muito. Eu sinto muitíssimo, — eu disse entre
lágrimas.
Ele se afastou e sorriu para mim.
— É legal, Bella. Isso não foi ruim.
Tania limpou a garganta, me lembrando que a minha grande
demonstração de emoção foi vista por alguém que provavelmente nunca
chorou um dia em sua vida.
— De quem é este carro? — Seth sussurrou, dando olhares
esquivos em Tania.
— É do meu patrão... — eu menti. — Ele foi bom o suficiente para
nos deixar tomá-lo emprestado.
Eu não queria que Seth fizesse mais perguntas, por isso o conduzi
para a parte de trás do carro preto elegante e evitei seus olhos, em
conhecimento de Tania.
Assim que eu fechei a porta, o motorista se afastou do clube. Eu
não tinha dito uma palavra a ele, mas ele dirigiu como se ele já
soubesse o nosso destino.
— Desculpe-me, — eu disse alto o suficiente para chamar sua
atenção.
Calorosos olhos castanhos e um sorriso amigável me encontraram
no espelho retrovisor. Cabelos prateados apareciam debaixo do chapéu
de motorista e linhas suaves cercavam seus olhos e lábios. — Sim,
minha senhora?
— Onde você está nos levando?
— Para o Hilton, minha senhora.
— O Hilton?
— Sim, senhora. Só o melhor para o Sr. Cullen... — seus olhos
rapidamente deslocaram para Seth e depois de volta para mim. —
Funcionários.
Eu sabia o que ele estava prestes a dizer, mas eu não quis corrigi-
lo. Era inútil mesmo dizer a ele que eu ainda não era nada do Sr. Cullen.
Especialmente na frente de Seth.
— Obrigado, Senhor...
— Martin. Pode me chamar de Sr. Martin, — ele sorriu para o
espelho retrovisor.
— Obrigada, Sr. Martin. — me inclinei em meu lugar.
— Uau, Hilton? Com certeza você tem um chefe agradável, Bella.
Seth estava além de animado com toda a experiência. Eu gostaria
de poder combinar com o seu entusiasmo, mas eu estava menos do que
excitada.
Quando o motorista puxou para o hotel, ele me disse para ficar
quieta. Segundos depois, ele estava puxando nossa porta aberta e
segurando-a para que pudéssemos sair. Corei com a atenção. Eu não
estava acostumada a ser tratada como alguém especial.
Seth seguiu de perto atrás de mim enquanto seguíamos o Sr.
Martin para o lobby e recepção. Quando chegou a nossa vez, a mulher
atrás do balcão deu um sorriso familiar para o homem mais velho.
— Olá, Martin. Como você está hoje?
— Eu estou indo bem, Molly, e você?
— Feliz em vê-lo como sempre. Como posso ajudá-lo?
— Eu tenho dois convidados para o Sr. Cullen. A suíte, por favor.
A mulher me lança um olhar de cumplicidade em relação a mim.
Sua expressão mudou rapidamente para surpresa, seguida de
confusão, quando viu Seth. Enrolei um braço protetor em torno de seus
ombros e tentei não me perguntar o que ela estava pensando.
— É claro, — ela balançou a cabeça.
Ela sinalizou para alguém atrás de mim e, em seguida, houve um
carregador lá ao nosso lado.
— Por favor, leve estes convidados para a suíte do Sr. Cullen e não
se esqueça a sua bagagem, — ela ordenou.
— Oh, nós não temos... — eu comecei a corrigi-la.
Parei quando um carro foi puxado até o carregador e eu reconheci
nossas malas. Que diabos?
Eu me perguntava como Edward teve tempo para reunir nossas
coisas do nosso carro.
— Obrigada, — eu disse a ambos a recepcionista e carregador.
— Por aqui, senhorita, — o carregador fez um gesto.
Voltando-me para o Sr. Martin, eu sorri para ele.
— Obrigada mais uma vez.
— Disponha. — ele espelhou meu sorriso e acariciou minhas
mãos.
Seth e eu passamos a noite em um dos hotéis mais agradáveis
que eu já vi. O quarto era equipado com tudo o que precisávamos, e
tinha quatro áreas distintas. Havia dois grandes quartos, e banheiro
luxuoso com uma banheira enorme. Mas a melhor parte era a espaçosa
sala de estar, forrada com uma parede de janelas, apresentando uma
vista deslumbrante da cidade de Nova York.
Uma vez que Seth estava dormindo durante a noite, eu passei
algum tempo olhando para os carros e as pessoas apressadas abaixo.
Os prédios ao redor e as ruas eram tão bonitas, do meu ponto de vista.
Era difícil envolver minha cabeça em torno de nossa transição rápida de
dormir em um carro de merda... a esta suíte de luxo. In-fodidamente-
crível.
Não foi até que eu bocejei e embacei a janela que eu percebi que
era tão tarde. Sentindo o chão de madeira de mogno em meus pés
descalços, entrei no banheiro para me preparar para dormir. Meu nível
de estresse era nada comparado com as últimas semanas, por isso, em
vez de tomar um banho, enchi a banheira enorme com água quente e
vapor, e derramei um pouco de óleo de lavanda. Esfreguei o meu corpo
até que a água ficou fria.
Infelizmente, eu não poderia me esconder de minha conversa com
Edward em seu escritório.
Eu não sabia o que eu estava pensando ou fazendo sobre esse
assunto. Eu tinha marchado em seu escritório, pronta para qualquer
coisa. Eu tinha que ganhar dinheiro e eu não estava mais indo para
negar o que o meu corpo, obviamente, queria. Mas cara, ele estava
definitivamente pagando um preço.
Quando ele tão descaradamente perguntou se eu era virgem eu
não esperava a reação dele. Na verdade, se ele tivesse me dado um tapa
eu não poderia ter estado mais chocada. Eu me senti como se ele
tivesse me dado um tapa com a sua resposta. Eu pensei que ele teria
ficado satisfeito e ligado, não desligado.
Fui humilhada e envergonhada, e eu não queria nada mais do
que nunca colocar os olhos em Edward Cullen novamente. Mas
mesmo agora, enquanto eu estava na banheira, meus pensamentos
proibidos me traíram e ao ver seu peito nu, fez meus dedos passearem
pelo meu corpo.
Eu poderia ainda querer ele, mesmo se eu fingisse diferente. Ele
me queria e eu deveria ter estado feliz com isso, ou, no mínimo,
aliviada. Mas algo me fez querer provar que apesar do fato de que eu era
virgem, eu ainda era tão capaz quanto qualquer garota.
Eu deixei minhas pernas abrirem e meus dedos se moviam sobre
as minhas partes de menina inchadas, mas antes que eu pudesse me
trazer ao orgasmo, eu parei e fechei minhas pernas com força. Cobrindo
meus olhos com minha mão, eu exalo alto.
Quem eu estava enganando? Eu não poderia mesmo ficar
excitada sem me preocupar em me envergonhar. Como eu estava indo
para deixar um homem como Edward excitado?
Eu esperava um monte de coisas quando eu finalmente tive a
coragem de aceitar a proposta de Edward, mas o que estava
acontecendo comigo era completamente inesperado. Eu era uma
mulher, mas estava claro que eu não tinha ideia quando se tratava do
sexo oposto.
No dia seguinte, Sr. Martin estava lá fora esperando para levar
Seth para a escola do outro lado da cidade. Fiquei me perguntando se
eu jamais iria me surpreender com as coisas que Edward sabia, sem
eu jamais ter dito a ele.
Seth estava mais do que feliz em pegar o carro e ter motorista o
levando ao redor na frente de seus amigos, mas tive um tempo difícil de
estar bem com isso.
Depois de fazer o caminho de volta até a suíte de hotel, eu andei
ao redor e esperei por alguma coisa, que qualquer coisa acontecesse. Eu
odiava ficar sentada, girando meus polegares.
Finalmente, quando eu pensei que eu iria explodir de
antecipação, alguém bateu na porta. Abri para encontrar um rapaz
sorrindo para mim. Ele era jovem, com um sorriso torto de orelha a
orelha, e teve um caso infeliz de acne na adolescência.
— Você é Jasmine? — ele perguntou.
Eu abri minha boca para dizer que não, mas então me lembrei de
quando Edward insistiu em me chamar de Jasmine, o que foi a coisa
mais estranha de todos os tempos.
— Sim, sou eu.
Ele estendeu uma caixa rosa pequena com uma fita na parte
superior.
— Isto é para você.
— Obrigada.
Ele se virou e foi embora sem dizer adeus.
Fechando a porta, me sentei na cama e tirei a tampa da caixa
para encontrar um telefone caro dentro. Era liso, com uma grande
touch screen. Corri meus dedos através dele e ele se iluminou com uma
imagem da ponte de Brooklyn.
Assim que me sentei em cima da cama, ele apitou. O pequeno
símbolo na tela disse que eu tinha uma mensagem de texto, mas me
levou alguns minutos para descobrir como abri-la.
EC: Me encontre lá na frente as algo agradável.
Eu deveria ter esmagado o telefone estúpido e sair do quarto do
hotel, mas eu não podia, e eu meio que me odeio por isso.
Como uma mulher de verdade, eu passei o resto da tarde com
uma obsessão sobre o que eu ia fazer. Se eu tivesse tido qualquer flores
o quarto de hotel teria estado cheio de pétalas.
Eu estava no lobby 20 minutos antes de Seth sequer dever estar
fora da escola, mas eu não podia ficar no quarto um segundo a mais.
Eu nunca tinha estado em um hotel tão extravagante como este antes e
fiquei extremamente curiosa.
Passei no restaurante cinco estrelas e caminhei através dos
diferentes salões, até que eu vi um sinal marcado casamento dos
Peterson. Os hóspedes entravam e saíam das belas portas duplas e
depois de uma rápida olhada ao redor, eu fiz o meu caminho em direção
a eles.
Puxando o punho pesado, eu entrei e um suspiro melancólico
escapou dos meus lábios. O quarto era de tirar o fôlego. Ele brilhava e
cheirava a flores frescas. Eu não fiquei muito tempo, porque eu
obviamente não estava vestida para a ocasião, mas apenas por um
momento, eu fechei meus olhos e imaginei ter uma vida que incluía
estes tipos de luxos.
Uma hora mais tarde, o Sr. Martin deixou Seth aqui, e nós
voltamos para a suíte e fizemos o seu dever de casa juntos.
Quando acabamos, liguei para o serviço de quarto para trazer um
pouco de jantar. Com a barriga estufada, eu saí para ficar pronta, e
Seth se sentou em frente à TV para assistir a algum espetáculo nojento
sobre zumbis.
Eu me senti muito melhor sobre deixar Seth sozinho desta vez.
Havia uma abundância de fechaduras na porta do hotel, e eu tinha um
telefone que ele podia chamar se ele precisasse de alguma coisa.
Cavei através da minha mala para a minha roupa mais bonita,
um top rústico barato claro e uma saia bege que tocava meus
tornozelos. Calcei minhas sandálias, passei uma escova no meu cabelo,
e quase não conseguiu chegar lá na frente às sete.
Um carro preto parou em frente, e Edward saiu da parte de
trás. Seus passos vacilaram quando ele me olhou de cima a baixo.
Então ele me surpreendeu com um sorriso e estendeu a mão para mim.
Confusa, eu fiz a única coisa que fazia sentido, e coloquei minha
mão na sua. Sentindo seu polegar perto sobre as costas dos meus
dedos, ele levou-os à boca.
Seus lábios não eram macios ou ásperos, não havia uma palavra
que descrevesse a maneira como se sentiam ou o que fizeram com o
meu interior.
— Você parece... doce, — disse ele com um sorriso de covinhas.
Não era bem o elogio que eu estava esperando, mas isso era
provavelmente usado para megeras sensuais, com suas saias curtas e
decotes amplos. Então, novamente, talvez não fosse um elogio em tudo.
Talvez ele estivesse sendo um idiota.
— Bem, isso foi divertido, — eu respondi e me virei.
Sua mão estava firme enquanto ele circulou meu cotovelo e ele me
puxou de volta e em direção ao carro.
— Desaperte suas calças virginais e vamos embora. — ele parou
na frente do carro e abriu a porta, me esperando para entrar.
Meu olhar se deslocou entre ele e a porta aberta e então eu cruzei
os braços.
— Você age como se estivesse me fazendo um favor.
— Eu estou. Agora entre no carro. Temos reservas.
— E se eu me recusar?
— Se você fosse recusar você teria feito isso já. Você está curiosa,
e você vai entrar no carro.
Por mais que eu queria provar que ele estava errado, ele estava
completamente certo. Eu estava cada uma dessas coisas, mas eu estava
começando a perceber que eu não era a única. Sem dizer uma palavra,
eu entrei no carro e deslizo todo o caminho.
Ele me seguiu, fechando a porta. Fomos envoltos em trevas.
Eu não perguntei onde estávamos indo. Nenhum de nós falou,
mas enquanto as luzes da cidade fluíam em seu rosto, eu não pude
deixar de notar o quão bom ele parecia em seu terno escuro e gravata.
Sua mão repousava sobre a porta e meus olhos foram diretos para seus
dedos finos. Ele realmente era magnífico.
— Gosta do que vê? — ele perguntou em um silencioso sussurro.
Um rubor aquecido correu até meu pescoço. Eu não tinha
percebido que ele estava me observando, também. Meu Deus. Ele era
tão arrogante, e ao mesmo tempo que deveria ter me feito perder o
interesse, foi o oposto total.
— Na verdade, gosto. Eu sempre achei que Nova York era bonita à
noite. — eu virei minha cabeça para olhar para fora da janela e
desfrutando de seu sorriso.
— Não deixe que as luzes bonitas a enganem. As coisas mais
perigosas do mundo são lindas.
Quando eu olhei para ele, ele estava olhando para fora da janela e
o olhar completamente perdido em seu próprio mundo. Eu queria
chegar até ele, mas ele não parece o tipo de pessoa que quer ser
consolada.
O carro diminuiu enquanto chegávamos ao nosso destino e eu
estava ansiosamente olhando pelas janelas escuras em antecipação.
Segundos depois, a porta se abriu e Edward estava saindo. Ele
estendeu a mão para mim e eu peguei na minha saída.
— Prepare-se, — disse ele, antes de dois homens mais velhos
abrirem as portas para nós para o restaurante.
— Para o quê?
Ele não respondeu enquanto ele me conduziu através do conjunto
de portas duplas, mantendo uma mão na parte inferior das minhas
costas.
— Por aqui, Sr. Cullen, — o anfitrião disse. Ele pegou dois menus
e se encaminhou para o fundo da sala.
Eu nunca tinha estado dentro de um lugar assim. Lustres de
cristal pendurados acima da minha cabeça e espelhos foram colocados
estrategicamente ao redor da sala para refletir a luz das velas, fazendo a
sala parecer ainda maior do que já era.
Edward caminhou suavemente pela sala de jantar, cativando o
seu público e exigindo a sua atenção. Assisti com perplexidade
enquanto todo mundo parou para se embasbacar com ele. Ele puxou
meu braço no dele e foi aí que eu percebi que eles também estavam me
olhando, a garota em seu braço.
— Eu espero que você esteja com fome. — me puxou para
mais perto. — Porque eu estou morrendo de fome.
Suas palavras roçaram o lado do meu pescoço e enviaram uma
onda de arrepios em meus braços.
Todo mundo estava olhando para mim. Eu conscientemente olhei
para a minha roupa e soube imediatamente que eu não tinha me
vestido bem o suficiente. Eu parecia uma professora do ensino tensa
indo em uma viagem de campo, quando as senhoras à minha volta
estavam vestidas de cetim, rendas, e diamantes.
Minha mão em seu braço começou a suar e eu fechei os olhos e
tentei respirar.
— Não fique nervosa. Você é a mulher mais bonita da sala.
— Todo mundo está olhando para mim, — eu sussurrei.
— Não. Todo mundo está olhando para mim. Eu sempre venho
aqui sozinho. Essas pessoas nunca me viram com uma mulher antes.
— Então por que você me trouxe? — eu perguntei enquanto ele
me ajudou com a minha cadeira.
Se debruçando sobre mim, ele sussurrou.
— Porque com acordo ou sem acordo, você é minha Jasmine.
Eu não tinha ideia do que era essa sua obsessão em me chamar
Jasmine, e outra vez, eu comecei a pensar que talvez Edward Cullen
fosse louco.
Quando ele se sentou na minha frente, eu trabalhei até ter a
coragem de finalmente perguntar algo que tem estado me incomodando
desde a primeira vez que nós falamos.
— Por que você se recusa a saber o meu nome e por que você me
chama de Jasmine? É disso que você chama todas as suas garotas?
Tentei não me remexer, ou fazer um desconfortável contato visual,
enquanto eu esperei por ele para responder a minha pergunta.
Quando ele finalmente o fez, eu estava grata pela quebra do
silêncio.
— Eu definitivamente não chamo ninguém de Jasmine. Só você,
e por uma razão muito especial.
Ele não entrou em detalhes e eu fiquei me questionando sobre o
que exatamente isso significava.
— Gostaria de explicar por que isso acontece?
— Na verdade, eu não sei. Não agora de qualquer maneira.
Ele definitivamente deixou claro que eu não ia conseguir tirar
alguma coisa dele. Eu acho que eu deveria saber. Pelo curto tempo que
eu o conhecia, era óbvio que Edward Cullen pode ser muito teimoso e
determinado.
Uma vez que o garçom veio e encheu nossas taças com vinho,
ficamos sozinhos. Ele tomou um gole de vinho e olhou para mim, me
deixando ainda mais nervosa do que antes.
— Então você vem muito aqui? — eu perguntei, tentando quebrar
o gelo.
— Sim, — ele disse simplesmente. Ele não ia fazer este jantar
fácil.
— Você não fala muito.
Ele deu de ombros.
— Eu não sou bom com conversa ociosa.
— Eu pensei que você não fazia... encontros?
— Eu não.
— Então o que é isso?
— Eu disse a você o que é isso. Você está provando que você vale
o risco.
— E como vou fazer isso?
Ele olhou para mim por um longo tempo, então ergueu as
sobrancelhas.
O que diabos isso queria dizer?
Foi então que o garçom voltou para a nossa mesa para anotar
nosso pedido. Quando o garçom saiu, eu continuei com minhas
perguntas. Com cada resposta, fiquei ainda mais curiosa sobre
Edward Cullen.
— As outras... elas não tem quaisquer problemas com suas
regras?
— Se o fizessem, elas não seriam uma das minhas meninas. —
era um assunto de fato. — Você estava pronta para aceitar a minha
oferta, você tem um problema com as minhas regras?
Minha cabeça se levantou. Eu não gostava de ter a situação
jogada na minha cara.
— Eu precisava disso.
— Então você está dizendo que você é diferente?
— Sim.
— Porque você precisa do dinheiro?
— Sim, — eu insisti.
— E o que te faz pensar que qualquer uma das outras também
não precisa do dinheiro?
Abri a boca, mas nada saiu. A verdade era que eu não sabia, mas
eu queria muito acreditar que eu era diferente, que em circunstâncias
diferentes, eu não teria me vendido para Edward Cullen por tudo que
ele poderia oferecer.
— A verdade é que o dinheiro vem e vai, mas elas não o fazem.
Elas continuam chegando, uma e outra vez. — ele deu de ombros. —
Então talvez você seja diferente.
Abaixei minha cabeça para o lado.
— Alguém já te deixou antes que você pudesse deixá-las?
Saltando com o som de sua risada, olhei em volta e vi que todo
mundo estava olhando para nós.
— O que há de tão engraçado? — eu exigi. — Você está me
dizendo que ninguém nunca cansou de você antes que você pudesse se
cansar delas?
— Ninguém. — ele estava falando sério agora.
— Como você sabe?
— Porque eu tenho um pau que não vai parar e dinheiro
suficiente para comprar toda a companhia no mundo.
— Você não acha que um dia você vai querer mais do que um
arranjo e mulheres que só querem seu dinheiro fácil?
— Não é nisso que um relacionamento é baseado de qualquer
maneira? Sexo e dinheiro. No meu caso, eu tenho que ter relações
sexuais com uma garota diferente a cada noite e não ter que me
preocupar com uma esposa ciumenta.
De repente, eu me senti muito triste por Edward.
— Você não quer amar?
— O amor não existe, querida. É uma mentira bonita que as
mulheres arrumaram para amarrar um homem e destruir a sua
masculinidade.
— Você está errado.
— Você está perdendo o fôlego, Jasmine. Salve suas ilusões sobre o
amor e felizes para sempre para um otário, porque eu estou longe de ser
enganado.
Eu queria dizer que ele estava errado. Eu já tinha visto amor -
amor real – entre um homem e uma mulher. Meus pais se amavam
totalmente e sem reservas. Eu sabia que ele existia e eu totalmente
planejava em encontrar o mesmo tipo de amor um dia.
— Eu sou muito diferente, Edward. — eu sussurrei, olhando
para cima para encontrar seu cenho franzido. — Eu preciso do dinheiro
agora, mas eu me recuso a viver uma vida sem amor e felicidade. Eu
não vou voltar quando tudo estiver dito e feito.
Eu não sabia se eu o tinha chocado ou irritado, talvez um pouco
de ambos, mas ele não respondeu de imediato. Quando o fez, foi uma
mudança completa do tema.
— Eu certamente não conheço um monte de virgens. Quantos
anos você tem?
— Vinte e dois, — eu disse com orgulho, desafiando-o a tirar
sarro de mim.
— Como é que uma garota de vinte e dois anos de idade, com sua
aparência, conseguiu se manter virgem?
— Se eu tiver que explicar a logística para você, você, obviamente,
não é o deus do sexo que pretende ser.
Eu pensei que tinha chegado a ele com o meu comentário
espirituoso, mas ele se sentou para frente na sua cadeira e me mostrou
exatamente como se sentia ter a respiração batida de você.
— Eu poderia te foder sem sentido, aqui e agora, e dar às
mulheres orgasmos assistindo. Isso, querida, é o quão bom eu sou.
Felizmente, o garçom fez uma aparição repentina com a nossa
comida. Olhei para o meu prato e mantive a cabeça baixa para o
restante da refeição. Eu podia sentir o olhar duro de Edward e isso
me fez me contorcer.
Eu não sabia o que dizer e eu já estava preocupada que eu tinha
falado demais, do jeito que eu era. Eu não podia pagar ele para ter de
volta tudo o que ele já tinha oferecido... de novo. Eu estava fazendo um
trabalho horrível me provando depois da minha declaração.
Depois do jantar, o carro estava lá na frente, esperando por nós.
Subi e nós fomos em silêncio de volta ao meu hotel. Ele saiu do carro e
abriu a porta para mim. Quando me virei para agradecer a ele pelo
jantar, encontrei-o ali de pé, com o carro desaparecido. Ele estava vindo
para o meu quarto.
— Você vai ficar aí a noite toda, ou nós vamos subir?
Eu torci meus dedos.
— Seth...
— Seth não tem o seu próprio quarto?
— Bem, sim, mas...
— Mas o quê? Você desistiu? Você não está mais disposta a
provar a si mesmo para mim?
— Acho que agora você já deve ter feito a sua decisão sobre mim.
— Você tem certeza?
Eu tinha até que ele disse isso. Por que eu estava sendo uma
hipócrita? Eu poderia seduzir Edward Cullen. Eu poderia.
Meus nervos ficaram loucos e minhas pernas começaram a
tremer quando me virei e fiz meu caminho até o elevador. Eu apertei o
botão para o meu andar e esperei. Meus joelhos se pareciam com
gelatina, e eu silenciosamente esperava que eu não caísse e plantasse o
rosto no chão de ladrilhos caros.
Ele ainda estava ao meu lado. Ele estava muito quieto, fazendo a
minha ansiedade ainda pior. Minhas mãos tremiam quando eu peguei
minha chave da porta e tentei enfiar o cartão na fresta. Cobrindo a
minha mão com a sua, ele levou o cartão dos meus dedos.
— Permita-me, — ele disse enquanto abria a porta.
E então, lá estava eu, de pé em um quarto de hotel com um
estranho que pode ou não me comprar. Felizmente, Seth estava
dormindo em seu quarto, eu não queria que ele fizesse perguntas que
eu não sabia como responder.
Eu estava de costas para Edward, mas eu podia ver o nosso
reflexo no vidro da vista extensa. Eu vi quando ele se aproximou com o
passo de um tigre faminto. Um reforço que retransmitiu sua confiança e
segurança. Enquanto isso, a tensão construía dentro de mim e
ameaçava quebrar.
Ele correu os dedos quentes em toda a volta do meu pescoço
enquanto ele movia meu cabelo para o lado. Eu empurrei quando ele
apertou os lábios macios para a volta do meu pescoço.
— Exatamente o quão longe você foi com um homem, Jasmine?
Engoli em seco fazendo minha garganta doer.
— Longe o suficiente.
Minha voz não soava como a minha. Era mais profunda, mais
escura... sedutora. A garota que respondeu não era eu. Tudo o que ele
estava fazendo, estava me afetando.
Eu podia sentir sua respiração no meu cabelo.
— Será que um homem já tocou em você? Você já tocou em um homem?
— Não, — eu sussurrei.
— Cristo, — ele amaldiçoou.
Beijos e até
