Penúltimo capítulo meninas!

Preparem os corações que o babado é forte!

Fico tão feliz com os comentários!

Muitas vezes me desconcerto, com tanto carinho!

Obrigada, de coração!

No próximo cap. falo com cada uma, Ok?

Boa leitura

Quando acordei na manhã seguinte, Edward tinha ido embora.

Eu não fiquei surpresa. Ele não era o tipo de cara que passava a noite.

Rolando, pressionei meu rosto no travesseiro ao meu lado e respiro

nele.

Havia um buraco no meu peito e meu corpo doía docemente. Me

estiquei para despertá-lo. Fechei os olhos e pensei em como os últimos

dias tinham passado. Era ruim se envolver com um homem como ele, e

eu sabia desde o começo que ia quebrar o meu coração, mas não

tinha me importado na hora. Eu só não entendi o quão ruim ele poderia

me machucar.

Meu celular na mesa de cabeceira apitou e estendi a mão para

verificá-lo. A tela se iluminou com o meu toque, me mostrando uma

mensagem de texto. Desde que Seth e Edward eram as duas únicas

pessoas que sabiam o meu número, sabia que era de Edward. Eu

pressionei meu dedo contra o pequeno envelope rosa na tela.

Edward: Esteja pronta às dez e vista algo confortável. É hora de

enfrentar seus medos.

Meu estômago estava apertado com medo já. Eu coloquei o

telefone para baixo e mordi meu lábio inferior. Eu não tinha ideia do

que diabos ele estava falando, ou o que estaria o fazendo vir às dez

horas, mas me levantei e fiz o meu caminho em direção ao banheiro

para tomar banho.

A água quente acalmava meus músculos doloridos. Corri meus

dedos pelo meu abdômen contraído e as coxas doloridas. Eu não

conseguia parar de pensar nele. Eu não sabia como estava indo para

enfrentá-lo e manter meus sentimentos ocultos. Minhas emoções não

tinham lugar neste negócio e só tinha que superar isso.

Quinze minutos mais tarde, estava limpando o vapor fresco do

espelho e envolvendo uma toalha macia ao redor dos meus seios. Me

olhei no espelho e me perguntei no que tinha me metido com

Edward.

Eu estava presa nele completamente, mas para ele era apenas

mais uma de suas meninas. Doeu até mesmo pensar sobre ele passar

noites como a nossa com outras meninas.

Ele deixou bem claro que não tinha interesse em mim fora o sexo

ou cuidar de mim financeiramente; e, mesmo assim, era porque ele

queria alguma coisa de mim.

Não haveria propostas de amor ou juras de fidelidade. Ele afirmou

claramente o que ele queria desde o primeiro dia, o que era apenas o

meu corpo. Meu coração, ou o seu nesse assunto, não estavam em cima

da mesa e nunca iriam estar, não importa o quanto queria estar lá

para ele.

Pensei em Seth, e como ele estava feliz sobre o condomínio e o fato

de que não estávamos vivendo no estacionamento da sua escola. Não

importa o que, tinha que fazer isso por ele. Eu não podia perdê-lo

novamente, quando ele era tudo que tinha. Pelo menos é o que

continuo dizendo a mim mesma. Tão ruim quanto doía, me recusei a

reconhecer que as minhas razões para estar com Edward estavam se

tornando puramente egoístas.

Me afastando do espelho, me sequei e pendurei a toalha até

pentear meu cabelo molhado. Eu me vesti, brevemente me perguntando

o que uma menina usava quando ela estava enfrentando seus medos.

Eu decidi por jeans e uma camisa branca de botão.

O som do elevador me fez levantar do sofá. E então, lá estava ele,

andando pelo meu apartamento com seu cabelo bagunçado e sombras

cobrindo os olhos, cobertos com um sorriso de molhar calcinha.

Pronta para ir? — perguntou ele.

Para onde vamos?

Você vai ver.

Ele estendeu o braço e colocou a mão nas minhas costas, me

conduzindo para o elevador. Ele não moveu a mão até que estava

abrindo a porta do carro para entrar. Senti a perda de seu calor no

minuto que ele não estava lá. Eu me lembrei que ele fazia tais gestos

íntimos com todas as suas meninas, apenas tinha prática no que

fazia.

O observei se mover com propósito para o lado do motorista do

carro. Uma vez que ele estava dentro e tinha o seu cinto de segurança,

falei.

Você pode me dizer do que se trata?

Eu tenho algo para você. Mas primeiro... Eu não quero você

andando pelas ruas sozinha. — suas palavras tinham vindo de lugar

nenhum. — Enquanto nós estamos fazendo isso, você vai chamar

Martin quando você precisar ir a algum lugar. Entendido?

Não é necessário. Eu tenho dois pés e...

Ele me cortou.

O que disse Jasmine?

O jeito que ele estava falando comigo me deixou louca, mesmo

que devesse estar preparada para isso naquela altura. Cruzei os

braços sobre o peito e olhei para fora da janela, fingindo ignorar suas

palavras.

Não vá ficar chateada comigo. É só porque não quero que

nada de ruim aconteça com você.

Eu me virei e olhei para ele chocada. Suas palavras foram

incertamente doces e não tinha certeza se deveria apreciá-las ou

verificar se ele estava com febre.

O quê? — perguntei.

Eu tinha que ter certeza que não estava ouvindo coisas.

Em vez de me responder, ele se inclinou sobre meu colo,

esquentando minhas pernas.

É também por isso que comprei para você... — ele abriu o

porta-luvas. —Isto.

Eu me afastei quando ele colocou uma arma cor-de-rosa no meu

colo. Era pequena. No começo pensei que era um brinquedo por

causa de sua cor, mas era pesada - pesada demais para ser falsa.

Apenas tê-la perto de mim me fez sentir vontade de ter um ataque de

pânico.

Edward... — segurei minhas mãos longe dela, como se

fosse me morder.

Relaxe, Jasmine. Eu nunca faria nada para prejudicá-la. Você

confia nisso? — ele perguntou, fazendo uma curva à esquerda.

Eu não confio em armas.

Entendo. Mas você confia em mim?

Eu confiava. Eu confiava nele com tudo, exceto meu coração, mas

também não tinha nada a ver com o fato que as armas me assustavam

pra caralho.

Eu preciso saber que quando você não estiver comigo, você

estará protegida. Ou é isso, ou vou contratar alguém para segui-la. —

ele manteve os olhos na estrada.

Eu não entendo você. Por que está fazendo isso?

Ele evitou a minha confusão, claramente dizendo que não ia

esclarecer nada. Era como se não estivesse mesmo falando. Ele

estendeu a mão e pegou a arma do meu colo.

É uma nove milímetros. Dezesseis voltas no grampo. Agora

sobre a sua segurança, vou te levar para aprender a atirar com ela.

Naquele exato momento, nós puxamos até um grande armazém.

O sinal em frente, disse Primeiro Tiro e havia uma foto de uma arma

abaixo.

Edward? — disse em um sussurro em pânico. — O que

está acontecendo? O que estamos fazendo aqui?

Estamos enfrentando o medo, Jasmine. Você pode fazer isso.

Eu estava balançando a cabeça antes de ele terminar.

Não, não posso. Eu não posso fazer isso e não quero.

Não me obrigue. Por favor, Edward.

Eu fechei os olhos e podia ouvir os tiros ecoando através da

minha memória. Quando o som real de tiros soarem, praticamente

pulo em seu colo.

Está tudo bem. Você está bem. — ele esfregou minhas costas e

beijou minha testa. — Apenas faça isso por mim.

Olhei em seus olhos e eles estavam diferentes. Era como se

estivesse com um homem completamente diferente. Onde estava o

idiota de antes? Onde estava o cara que não mostrava nenhuma

preocupação para ninguém, a não ser a si mesmo? Estar com ele

poderia dar uma dor de cabeça.

Edward, ou pelo menos o homem ao meu lado, estava me

pedindo. Foi sutil, mas ele definitivamente estava implorando.

Ele já tinha feito tanto por mim e Seth. É claro que tinha que

dar em troca, mas dando a Edward foi uma das melhores coisas que

eu já fiz na minha vida. Eu só não tinha certeza que poderia dar isso

a ele. Era muito mais profundo do que a minha virgindade.

Isso era medo - pregado no fundo do meu núcleo. Eu tinha levado

ele em torno de 12 anos, e não era como se pudesse apenas agitar a

névoa e fingir que aquela noite nunca aconteceu. Era uma lembrança -

um pesadelo que revivia todo dia desde que era mais jovem.

Eu respirei fundo, deixando o calor de sua mão em meu joelho

escoar para dentro de mim. Eu posso fazer isso.

Edward era um dos maiores babacas que já conheci, mas

gostava de fazê-lo feliz. Eu não sabia o que isso dizia sobre mim, e

honestamente, não me importava.

Ok, vamos lá. Apenas prometa que você vai ficar comigo.

É claro que estarei lá. Não há nenhum outro lugar que

preferiria estar.

Suas palavras e a forma como ele disse me pegou desprevenida,

mais uma vez, e pelo olhar em seu rosto, elas fizeram o mesmo com ele.

Ele se afastou de mim, soltou o cinto de segurança e abriu a porta.

Vamos fazer isso.

Tiros. Eu não acho que já tinha realmente superado o som

deles, e isso é tudo o que você ouvia de no momento em que saía do

carro. Uma vez que você estava dentro, era dez vezes pior. Eles ecoam

de paredes de blocos de cimento e com cada tiro, senti meu medo

aumentar.

Eu o seguia de perto enquanto ele nos levou até a sala forrada

com divisórias. Algumas pessoas estavam na sala, cada um com seu

próprio espaço, e cada um apontando uma arma para um papel com a

figura negra de um homem sobre ela.

Edward deve ter pagado, porque a nossa repartição tinha uma

porta para ela. Era grande o suficiente para cinco pessoas, e tinha um

marcador extra para ajustar as coisas à direita. Depois de entrar na

sala, Edward pegou minha arma e a colocou sobre o balcão.

Pisando perto de mim, ele sorriu e passou as mãos pelos meus

braços.

Vire-se.

Ele não me deu muito espaço para virar e minha bunda se esfrega

contra sua virilha no processo. Um gemido baixo deslizou por seus

lábios. Olhando para cima, balancei minha cabeça e revirei os olhos.

Ele sorriu.

Foco, — ele pegou a arma e a segurou na minha frente. — Esta

é uma arma. Como todas as armas, ela é mortal, mas não é muito

pesada. Sem isso, — disse ele segurando o pente de balas, — é apenas

um pedaço de metal. Nada a temer, certo?

Ele virou a ponta da arma para o lado do meu pescoço e depois

na garganta. O metal frio gelou a minha pele e engasguei.

Eu precisava de um impulso na confiança. Com um dos meus

maiores medos sendo esfregado contra mim, precisava ouvi-lo dizer

que valeu a pena.

Me diga por que você está fazendo isso de novo. — minha voz

chiou.

Eu te disse. Eu preciso saber que você esteja segura. Eu vi

algumas coisas fodidas na minha vida, Jas, e não quero que nada

de ruim aconteça com você. Ok?

Ok. — ouvindo as suas palavras, teria concordado com

qualquer coisa.

E então ele me choca, dizendo:

Desabotoe sua camisa.

Meus olhos vão em direção aos seus.

O quê?

Desabotoe sua camisa

Por quê?

Porque disse isso.

Meus olhos foram para a porta, mas com suas palavras, estava

muito ligada para me importar se ela estava trancada ou não.

Não se preocupe; ninguém vai nos interromper.

Será que você tem que pagar um extra para isso?

Sim. E isso vai valer a fodida pena. Agora, mais uma vez,

desabotoe sua camisa.

Ele me observou quando meus dedos encontraram o primeiro

botão e, em seguida, o segundo até a minha camisa estar

completamente aberta.

Uma das melhores maneiras de se livrar de uma memória ruim

é substituí-la por uma boa. Você tem medo de armas, mas vou fazer

você adorar este.

Suas palavras me fizeram tremer.

Eu estava tremendo, de um modo bom, antes da ponta fria da

arma tocar meu estômago, movendo minha camisa para o lado.

Seus olhos não liberaram os meus enquanto sentia o

movimento da ponta sobre um mamilo e depois o outro. Eles

endureceram rápido e Edward sorriu a sua aprovação.

Vê? — ele disse presunçosamente. — Às vezes, as armas podem ser sexuais.

Com você, tudo é sexual.

Pode ter certeza, querida. Agora tire suas calças.

Eu não preciso que ele me diga duas vezes e desabotoo e as

deixo cair em meus quadris e pernas. Ele move a arma do meu

estômago e a usa para traçar a linha da minha calcinha.

Uma vez, duas vezes, e então ele estava a movendo entre as

minhas coisas. Eu gemia quando a ponta dura me acariciava por minha

calcinha, atingindo o ponto certo. Eu podia sentir a resposta do meu

corpo encharcando minha calcinha e me surpreendeu quando mudei

meus quadris sobre a ponta brusca novamente.

Edward... gemi e meus quadris começaram a se mover em

um movimento constante.

O que baby?

O que você está fazendo comigo?

Minha respiração estava difícil, meus quadris se moviam mais

rápido enquanto construía a minha libertação.

Ele riu.

É tudo você, baby.

Agarrei a borda da mesa enquanto sentia o meu orgasmo

tomar conta do meu corpo. Tiros soavam altos ao meu redor

mascarando meus gemidos altos. Voltando a mim, percebi o que

tinha acabado de fazer. Eu nunca pensei que ia me permitir estar em

torno de uma arma de novo, muito menos ter um orgasmo por uma.

Levantando a arma, ele colocou o pente na parte inferior com um

clique, e a colocou de volta para baixo.

Isso foi fodidamente quente, Jasmine.

Eu olhei para ele através dos meus cílios e ri.

Isso foi... diferente.

Pronta para disparar agora?

Uma fria dose de medo atou minhas veias e mordi meus

lábios, mas acenei com a cabeça.

Bom.

Alcançando debaixo do balcão, Edward tirou um par de

protetores de ouvido e colocou na minha cabeça. Uma vez que ele

colocou os protetores de ouvido em mim, os sons não eram tão ruins.

Mas ainda podia sentir suas vibrações ao redor de mim cada vez que

um tiro era disparado.

Se inclinando, ele puxou os protetores descobrindo meu ouvido o

suficiente para que pudesse ouvi-lo quando ele falou.

Me virando, seus lábios roçaram o lado do meu rosto.

Eu vou atirar em algumas rodadas e te mostrar como ficar de

pé, e então você pode atirar. Ok?

Com os olhos arregalados acenei a minha compreensão. Eu

estava perfeitamente bem sentada escondida em um canto, com os

meus protetores a prova de sons.

Sai de seu caminho, e ele puxou uma arma preta ainda maior. Ele

apertou um botão e um papel com um homem revestido de preto

apareceu.

Edward estava alto e ereto, com as pernas firmemente

enraizadas no chão. Em seguida, ele apontou a arma com a mão direita,

usando sua esquerda para mantê-lo estável. Suas mãos erguiam cada

vez que ele puxou o gatilho, e podia ouvir o som abafado de seus

tiros.

Bang. Bang. Bang. Bang.

Meu coração estava disparado e se me pressionasse contra a

parede com mais força, teria estado no espaço ao nosso lado. Tão

assustada quanto estava, não podia deixar de reparar em sua

forma extraordinária. Suas costas fortes - seus braços magros. Ele não

estava em um terno, e optou por um belo par de jeans abraçando suas

coxas e uma camisa solta.

O relógio de platina em seu pulso balançou com seus tiros,

fazendo meus olhos se moverem para baixo em seus braços, para seus

ombros largos. Tudo sobre Edward era grande e forte. Foi então que

eu percebi, realmente me sentia segura com ele. Se ele estava

apaixonado ou não, ele era um homem bom, que nunca deixaria nada

de ruim acontecer comigo ou Seth.

Quando ele terminou, se virou e me encarou.

Sua vez, — ele murmurou.

Fui até ele com as pernas trêmulas e quando ele estendeu a arma

pequena rosa, meus dedos tremiam em torno da frieza dela. Fechei os

olhos e a ajustei na mão do jeito que deveria.

Edward apertou o botão na parede lateral, trocando o papel por

um novo. Então, ele estava atrás de mim, tão perto que podia sentir

sua pulsação em meu ombro.

Ok. Logo antes de você atirar, você vai querer ter a trava de

segurança destravada, aqui. Ele clicou um pequeno botão no lado

direito da minha arma.

Então, abra as pernas um pouco e mantenha a arma reta. Ele

passou as mãos pelos meus braços, segurando-os para fora em linha

reta e me ajudando a apontar a arma. — Existe um contragolpe quando

você puxar o gatilho, mas nada que você não pode manipular. Esta

arma é sua, o que significa que é perfeita para você.

Eu respirei fundo, tentando me acalmar antes de colocar o

meu dedo no gatilho.

Quando você atirar, imagine que a pessoa que fez você ter

medo de armas está de pé em frente a esse papel. Aponte para a cabeça.

Fechei os olhos e a visão daquele homem veio a mim

instantaneamente. Eu não podia ver seu rosto claramente, mas me

lembrava de seu contorno.

Abrindo os olhos, aponto a arma e puxo o gatilho. Me senti bem,

então o puxei uma e outra vez, até que finalmente a arma estava

vazia e a pólvora da bala deixando a arma parada pressionando contra

minha palma.

Eu estava ali, com um pente vazio, olhando para o papel cheio de

buracos. Baixei os braços, mas não soltei a arma. Meu corpo estava

tremendo, mas não tinha certeza que era tudo por medo. A

adrenalina estava correndo selvagem através do meu sistema e tive

que tomar algumas respirações profundas para me conter.

Meus olhos caíram para as minhas mãos e do aperto da morte

sobre a arma entre elas. Eu nunca esperava sentir tanto poder, tanta

coragem, sabendo que poderia me proteger e a Seth se algo de ruim

acontecesse de novo.

Foi emocionante, e de repente estava feliz que Edward tinha

me trazido aqui. Ele me empurrou para melhorar a mim mesma.

Colocando a arma, me virei e joguei meus braços em volta do

seu pescoço. Usando a minha força, me ergui por isso ficamos cara a

cara e minha boca encontrou a sua.

Eu estava feroz e faminta enquanto minha língua passou por seus

lábios, empurrando mais fundo em sua boca. Ele não ficou surpreso

com a minha reação e encontrou a minha resposta com tudo o que

ele tinha. Levantando meus quadris, envolvi minhas pernas ao redor

de sua cintura e ele se virou, nos batendo contra a parede.

Em um movimento rápido, ele arrancou minha calcinha do meu

corpo e suas calças caíram em torno de seus tornozelos. Ele não perdeu

tempo quando ele empurrou profundamente dentro de mim. Ele estava

certo; fodidamente valeu a pena. Aos poucos, e sem ele perceber,

Edward estava mudando a minha vida.

Uma hora depois, estávamos sentados na cabine de volta ao Pit

Stop, na lanchonete onde havíamos sido abordados do lado de fora.

Deixei Edward me levar de volta para o lugar onde existia uma

memória ruim. Exceto que, estava feliz que ele fez. Os seus

hambúrgueres eram deliciosos e me sentia mais forte agora que

sabia como me proteger.

Eu tinha feito isso. Eu tinha disparado uma arma, e era boa

nisso. Quando Edward me mostrou o meu papel cheio de buracos,

haviam nove buracos nele. Nada mau para uma estreante.

Você foi bem, — Edward afirmou.

Obrigada.

Estou falando sério, Jasmine. Eu estou orgulhoso de você. É

preciso muita coragem para enfrentar um medo encabeçado da maneira

que você fez, — ele disse, passando suas fritas em um monte de

ketchup.

Você sabe, estou orgulhosa de mim, também. Eu nunca

pensei que seria capaz de tocar em uma arma, muito menos atirar

com uma. Obrigada por me levar.

Algo brilhou em seus olhos, se assemelhando a prazer, embora

não tivesse certeza porque a única vez que o vi olhar dessa forma foi

quando ele estava dentro de mim.

Não foi nada. Além disso, gostei. Você parecia quente

atirando com essa fodida arma. Eu gostei de te comer no meio do centro

de tiro.

Parei antes de dar uma mordida no meu hambúrguer e sorri para

ele.

Você alguma vez pensa em algo além de sexo? — ri.

Um bonito, verdadeiro sorriso esticou os seus lábios e ele

balançou a cabeça.

Não quando estou com você.

Os próximos 20 minutos, tentei comer enquanto Edward

encontrava qualquer maneira que podia para me tocar. Finalmente, ele

se levantou e deslizou para o assento ao meu lado – seu lado aquecendo

o meu.

Pegando uma das minhas batatas fritas, ele mergulhou no

ketchup e a ergue para me dar uma mordida. Eu lambi uma gota de

ketchup da batata antes de dar uma mordida.

Você continua com essa merda e vou levá-la para o pequeno

banheiro na parte de trás deste bar velho para mais.

Claro que você vai, — provoquei.

Não se engane, querida. Eu posso ver isso em seus olhos, você

está excitada. Aposto que você já está encharcada para mim. — ele se

inclina, tocando entre as minhas pernas enquanto ele me beijou

debaixo da orelha. — Eu vou te dizer uma coisa, por que você

não vai para o banheiro feminino, coloque uma camada extra de papel

higiênico em sua calcinha, e volte aqui para que possa levá-la para

casa.

Suas palavras escovam meu ouvido e me fazem tremer.

Passei o dedo na frente da minha camisa, antes de cobrir sua

mão e pressioná-la mais profundo em minha calça jeans. Eu olhei para

ele e lambi os meus lábios. Eu sabia o que estava fazendo, e sabia

que estava funcionando pelo olhar em seus olhos.

E se não quiser esperar?

Suas pupilas dilataram e ele apertou a sua mandíbula.

Você está brincando com fogo. Se você não tiver cuidado, você

vai se queimar.

Eu apertei sua mão com mais força contra mim e um pequeno

gemido escapou de minha garganta.

Foda-se. Venha comigo, — disse ele, agarrando minha mão e

me puxando do assento.

Eu segurei sua mão enquanto ele me arrastou para a parte de

trás do restaurante e, em seguida, me puxou para o único banheiro no

local. Era pequeno, quase demasiado pequeno para nós dois, e não

completamente limpo. O vaso sanitário estava posicionado ao lado e a

pia parecia que alguém a tinha colorido com um lápis cinza por dentro,

mas ele teria que servir para uma rapidinha.

Lembre-se, você pediu por isso, — disse ele, fechando a porta

atrás de nós e vindo em direção a mim.

Ele me virou e me inclinou sobre o pequeno balcão. Sem perder

tempo, ele passou a trabalhar em desabotoar meus jeans e puxá-los

para baixo o suficiente para expor um pouco mais do que minha bunda.

Eu não posso abrir as minhas pernas desta maneira. —

disse, pressionando minha bunda nua para ele.

Eu ouvi seu zíper descer e o vi lamber os dedos, os levando até a

minha abertura molhada. Então senti a ponta de sua ereção

empurrando.

Bom. Isso vai ser melhor para nós dois.

Ele deslizou profundamente em mim, me pressionando mais

contra o balcão. Ele era enorme - me preenchendo completamente e

esfregando minhas paredes internas de uma forma que me fez fechar os

olhos de prazer.

Ele se moveu rápido e duro, sem piedade, puxando meu cabelo

para me fazer olhar para cima. A outra mão agarrou meu queixo, me

forçando a olhar para o espelho na frente de nós.

Eu quero que você assista enquanto te fodo.

Eu olhava no espelho e ele olhava para mim enquanto empurrava

seu corpo no meu. O balcão sacudiu e algumas vezes tinha certeza

que ouvi alguém batendo na porta, mas não me importei. Tudo o

que importava era o sentimento que se deslocava através de mim

enquanto Edward tomava conta do meu corpo.

Ele puxou meu cabelo com mais força, me fazendo gritar e

encontrei o seu brilhante sorriso arrogante no espelho. Ele estava

adorando tanto quanto eu.

Se lembra do quanto adoro essa sua boca? Eu acho que

quero gozar nela dessa vez, — afirmou.

Ainda assim, ele continuou a martelar em mim, bolas batendo

contra a escorregadia, pele suada.

Uma dor prazerosa nublou meus olhos, fazendo minhas

sobrancelhas entortarem, enquanto a dor de onde seu corpo se

conectava com o meu se espalhou em minhas coxas. Os sons dos

nossos corpos se unindo ecoou no banheiro cheio de azulejos e um

frasco de sabonete caiu no chão.

Os clientes podiam nos ouvir, tinha certeza disso. Mas,

Edward continuou. Entrelaçando seus braços de baixo de mim, ele

agarrou os meus ombros, se inclinando sobre mim e trabalhando seus

quadris mais rápido do que sabia ser possível. Foi quando caí.

Gritos saíram de minha boca, forçando Edward cobri-la com a

palma da mão. Eu chorei em sua mão, antes de morder sua carne

salgada. Ele xingou em voz alta, me deixando saber que ele estava

curtindo o sexo tanto quanto eu.

Por fim, ele saiu de mim e me virou abruptamente.

Fique de joelhos, porra, — ele rosnou.

Eu caí de joelhos o melhor que pude com meu jeans ao redor das

minhas coxas e logo que abri a minha boca, a cabeça de seu pênis

empurrou meus lábios. Mexi a minha língua sobre ele, me provando na

sua pele, sugando-o mais profundo em minha boca. Eu não tinha ideia

do que estava fazendo, mas isso não importava.

Edward jogou a cabeça para trás e apertei minha boca sobre ele

mais duro quando ele explodiu na parte de trás da minha língua.

Espesso e quente, seu gozo em tudo, cobrindo minha boca e garganta

com seu toque pessoal.

Edward estava quieto no carro quando ele me levou de volta

para o meu apartamento. Eu acho que ele estava percebendo que as

coisas estavam mudando entre nós. Não é bom ou ruim, apenas

diferente. Nós tínhamos passado tanto tempo juntos, e isso me fez feliz,

porque sabia que enquanto ele estava comigo, ele não estava com

outra garota.

Eu estava cansada de negar o fato de que queria Edward só

para mim. Eu tentei não pensar sobre o que ele fazia quando ele não

estava comigo, e era difícil, mas era uma parte do negócio. Eu não podia

ir mudando as coisas agora. Era tarde demais para isso.

Quando chegamos ao meu prédio, ele me levou para dentro e me

seguiu até o elevador. Uma vez que ele inseriu seu cartão e apertou o

botão para o andar de cima, ele se virou para mim e me puxou para ele.

Eu estou com raiva de você, — ele afirmou.

Suas mãos se moveram para baixo em minhas costas e segurou

minha bunda. Ele mordeu o seu lábio enquanto olhava para meu peito.

Bem, estou com raiva de você, — rebati.

Ele sorriu e riu ironicamente.

O que diabos fiz? — ele

perguntou. — Além de fodê-la sem sentido para um restaurante inteiro

de ouvir?

Seu sorriso irônico se transformou em outro sorriso genuíno. Eu

amei o seu sorriso, mas nunca iria falar dele por medo que ele nunca

sorriria para mim novamente.

Ah, tanto faz. Não foi tão bom, — brinquei e revirei os olhos.

Sua cabeça caiu para trás e ele riu. Foi uma gargalhada profunda

que abalou o peito dele.

É isso mesmo? — ele estendeu a mão e tocou uma mecha do

meu cabelo. — Eu acho que talvez deveria te dar outra tentativa

depois. Eu te prometi só o melhor, não é?

Sim, com certeza você fez. — meu sorriso machucava meu

rosto de tão grande.

E então, tão rapidamente quanto veio, a sua expressão feliz se

apagou e ele olhou para mim todo sério.

Isso não era para acontecer, — disse ele com os seus músculos

da mandíbula visivelmente apertados. Eu não sabia o que responder.

Fiquei com medo que poderia mandá-lo embora de alguma forma.

Olhamos um para o outro, até que ele se moveu rapidamente,

esmagando sua boca para a minha e me beijando tão duro que doía.

Eu não era a mesma menina que era quando nos conhecemos

e por isso não me afastei. Em vez disso, o beijei igualmente duro,

puxando a parte de trás de sua cabeça e cavando minhas unhas em

seu ombro para segurá-lo mais de perto.

Nós ainda estávamos nos beijando como um casal de

adolescentes, quando o elevador se abriu para o meu apartamento. Ele

não me deixou ir; em vez disso, ele me levantou e me bateu contra a

parede oposta do elevador aberto.

Eu esperava que, uma vez que chegássemos ao meu andar, ele

diria adeus e sairia para a noite, como de costume. O que não

esperava era que ele ficasse comigo e passasse a noite, me dando o

melhor que ele tinha prometido desde o início.

Eu acordei no meio da noite com Edward choramingando

durante o sono, como se estivesse com dor. O lençol se agarrou a sua

pele molhada nua e sua expressão estava cheia de agonia.

Ele se sacudiu e virou, tentando fugir de algo e sabia que ele

estava tendo um pesadelo.

Edward, — o sacudo.

Ainda assim, ele respirou fundo e puxou o lençol.

Edward, acorda. Você está tendo um pesadelo, — disse,

empurrando o seu lado e tentando o meu melhor para acordá-lo.

Um uivo explodiu de seus lábios e ele gritou bem alto com os

olhos fechados. Eu não sabia o que fazer. Este era Edward - frio,

Edward destemido, e ele ainda estava se mexendo na minha cama e

praticamente gritando.

Colocando a palma da minha mão em sua bochecha suada,

tentei mais uma vez acordá-lo.

Edward, você tem que acordar.

Seus olhos se abriram e as coisas se moveram rapidamente, ele

me empurrou de cima dele e subiu em cima de mim.

Assassino! — sua voz falhou.

Dedos grossos enrolaram no meu pescoço e apertaram.

Eu bati em seus braços enquanto minha garganta fechou e minha

capacidade de respirar foi cortada.

Edward, — resmunguei.

Os sons da minha asfixia encheram a sala e minha vida passou

diante dos meus olhos. E então, rapidamente como começou, o seu

domínio se soltou e sua expressão de raiva apagou. Ele acordou e

percebeu o que estava fazendo.

Saltando para longe de mim, suas costas bateram na parede ao

lado da minha cama. Me sentei, tossindo e tentando recuperar o fôlego

que ainda não queria encher meus pulmões. Quando os pontos pretos

limparam da minha visão, fui capaz de chegar e acender a luz ao

lado da minha cama. Eu podia ver Edward pressionado firmemente

contra a parede, olhando para mim, um olhar de medo absoluto traçou

suas feições escuras.

Estou tão... Eu não posso acreditar, — ele sussurrou, sua voz

áspera com o sono. — Eu não sei o que... eu... Você está bem? — ele

perguntou.

Eu passei meus dedos ao redor de minha garganta doendo e

assenti com minha resposta. Eu não estava tecnicamente bem, mas

podia ver pelo olhar devastado em seu rosto que ele precisava saber que

eu estava.

Ele se arrastou ao meu lado e passou as mãos no meu pescoço

para inspecioná-lo. Eu podia sentir a contusão e os sulcos e vergões de

seus dedos. Pela expressão de seu rosto, ele podia vê-los, também.

Com um toque suave, ele correu os dedos ao longo do meu

pescoço e sacudiu a cabeça com tristeza em seus olhos.

Eu nunca machuquei uma mulher antes. Eu sei que sou

duro na cama, mas você tem que acreditar que nunca...

Eu o parei.

Eu sei. Eu acredito em você. — peguei a mão dele na minha e a

segurei junto ao meu peito.

Sobre o que era o seu pesadelo? — perguntei.

Olhando para baixo, sua expressão agonizante limpou e o velho

Edward entrou em seu lugar.

Não era nada. Eu realmente sinto

muito que fiz isso com você.

Se desculpar doía para ele, e o apreciei por isso. Edward

nunca pediu desculpas, e para ele fazer isso, significava que ele estava

realmente e sinceramente arrependido.

Deite-se e durma um pouco. Vou ficar até você dormir, mas

tenho que chegar ao clube e ajudar as coisas de perto.

Eu não o empurro. Eu aprofundarei todas as coisas com

Edward na próxima chance que tiver, mas até então, estaria ao

seu lado e aproveitaria o momento de doçura que ele estava oferecendo.

Seus braços se fecharam em torno de mim, me puxando para seu peito

e me fazendo sentir segura novamente, e então ele apoiou o queixo na

minha cabeça. Em questão de minutos, voltei a dormir.

Na manhã seguinte, embora ele dissesse que estava saindo,

acordei com Edward me observando. Com a cabeça apoiada na mão,

ele estava desenhando pequenos padrões no meu ombro com a ponta

do seu dedo.

Eu não me desculpo muitas vezes, mas me deixe dizer isso de

novo. Sinto muito, Jasmine. Me desculpe mesmo.

Eu balancei a cabeça. Eu quase não percebia o nome Jasmine

mais. Eu estava acostumada a isso, o que não era necessariamente

uma coisa boa.

Eu perdoo você.

E fiz. Eu conhecia Edward por um tempo e jamais tive a

impressão de que ele era alguém que batia em mulheres. O que estava

se tornando óbvio era que ele tinha um conjunto profundo de

problemas - mais profundos do que pensava inicialmente.

Se inclinando e pairando sobre mim, ele olhou para mim com

uma expressão suave.

Como posso me sentir assim com uma mulher, se nem sei o

nome dela? — seus dedos passaram pelo meu cabelo e pelo o lado do

meu rosto.

O que você quer dizer? — perguntei.

Não há nenhuma mensagem escondida. Quero dizer

exatamente o que disse. Estes sentimentos que tenho, não

entendo como eles são possíveis. Eu nem sequer sei qual é o verdadeiro

nome.

A noite anterior foi esquecida enquanto me sentei e encontrei com

seu olhar.

O que você está dizendo, exatamente?

De forma nenhuma o Edward Cullen, idiota extraordinário,

estava dizendo o que pensei que ele estava dizendo.

Eu estou dizendo que quero saber de você. — mais uma vez,

ele capturou uma mecha do meu cabelo entre os dedos. — A verdadeira

você. Não Jasmine... você.

Suas palavras bateram no meu peito e, embora houvesse um

milhão de coisas que queria dizer a ele, o beijei ao invés.

Pela primeira vez desde que Vó morreu, me senti me juntar -

como se minha vida não estivesse realmente caindo aos pedaços. Tive

Seth, que estava tendo o tempo de sua vida fazendo a coisa que ele mais

amava, e tive Edward, que era mais do que jamais sonhei que

eu poderia ter em um homem. Eu tinha quase esquecido o que é sentir

felicidade, mas agora que tinha, nunca queria deixá-la ir.

Ele quebrou o beijo. Capturando meu rosto em suas mãos, ele

pressionou sua testa na minha.

Eu estou quase lá, tão perto que me assusta pra caralho. Eu

quero saber o seu nome, mas tenho medo de correr quando você me

disser. E fugir de você é a última coisa que quero fazer. — seus

lábios roçaram os meus e, em seguida, ele se afastou e me olhou nos

meus olhos.

Me dê algo para chamá-la. Não Jasmine, alguma coisa sua.

Me afastando, olhei para ele. A maneira como ele estava

sorrindo para mim - a forma como ele me tocou, era quase mais do que

eu poderia tomar.

Você tem certeza? — perguntei.

Eu não ia dizer a ele todo o meu nome, mas ainda dar o meu

apelido era estranho. Eu não quero que as coisas mudem e sentia

que dando a ele um pouco mais de mim mudaria a maneira como ele

me respondia.

Eu não sei se as coisas iriam mudar para o bem ou mal, e é isso

que me assustava. Talvez ele estivesse confuso sobre como ele estava se

sentindo. Talvez uma vez que dissesse a ele o meu apelido, ele iria

embora e nunca ouviria sobre ele de novo. Eu não poderia lidar com

o pensamento de nunca mais vê-lo novamente.

Tenho certeza, — ele assentiu.

Respirando fundo, engoli.

Ok, então, você pode me chamar de Bella.

Seu sorriso cresceu antes dele se inclinar e me beijar novamente.

Seus olhos brilharam maliciosamente, como se tivéssemos apenas

quebrado as regras. De certa forma, acho que nós fizemos.

Bella, — meu nome rolava de sua língua.

É perfeito para você.

Obrigada, — sussurrei.

Não, obrigado você, — disse ele, tocando uma mecha do meu

cabelo.

Adormeci em seus braços, e acordei com ele do outro lado do meu

quarto, se vestindo. Se inclinando ao meu lado, sorri à sua bunda

enquanto ele deslizava as calças. Virando-se, ele sorriu quando ele me

pegou olhando.

É estranho não querer que você vá? — perguntei.

Vindo para a cama, ele se arrastou em cima de mim e enterrou

seu rosto no lado do meu pescoço, respirando em mim.

Aproximadamente tão estranho quanto querer ficar.

Então fique.

Ele se inclinou e sorriu para mim.

Alguém tem que trabalhar no clube. Porque você não vem

comigo?

O que iria dizer a todos quando nos vir juntos?

Quer dizer, o que você diria a sua amiga quando ela nos vir

juntos?

Sim. Quer dizer, não tenho certeza se ela aceitaria bem o

nosso acordo.

Ele riu, fazendo com que o brilho excitado em seus olhos

estalasse antes de seu rosto ficar sério.

Se ela perguntar, diga a ela que sou seu.

Depois de uma noite no clube, e um monte de olhares estúpidos

dos funcionários do Aro's, voltei para o apartamento de Edward com

ele e passei a noite. Eu acordei com ele me observando dormir.

É estranho quando você faz isso, — disse em meu

travesseiro, me afastei.

O quê? — ele perguntou.

Quando você me vê dormir. E se babar durante o sono, ou

algo igualmente nojento?

Ele riu, e estava feliz que ele estava se abrindo e rindo mais.

Que estava me acostumando com isso.

Não babando, felizmente, mas não posso ajudá-la. Invejo a

paz que você ganha quando você dorme. — seus olhos sorridentes

ficaram tristes.

Girando em seus braços, coloquei a mão em seu rosto.

Você não dorme pacificamente?

Não, — disse ele.

Por quê? — estava hesitante em perguntar, mas as coisas

entre Edward e eu estavam mudando e queria saber mais sobre

ele.

Meus demônios assombram meu sono. Eles fazem com que

seja impossível saber o que é a paz.

Olhei para ele, sentindo meu coração puxar pela dor óbvia de

Edward.

Eu gostaria de poder tirar a sua dor, — disse, com

sinceridade.

Me inclinei e o beijei. Ele me beijou de volta, perdendo os dedos

no meu cabelo. Quando ele quebrou o beijo, olhou para mim em

confusão.

Eu não acho que nunca vai embora, mas você está me

mudando, Bella.

Isso é uma coisa ruim? — corri meus dedos pelos seus cabelos

e o puxei para perto de mim.

Eu não sei. É irritante, — ele disse contra meus lábios.

Ajudaria se te disser que você está me mudando, também?

meus lábios se moviam ao longo de sua mandíbula e ele gemeu

profundamente em sua garganta, estabelecendo o seu peso sobre mim.

Vamos passar o resto do dia na cama. — sua respiração era

quente contra meu mamilo, o fazendo endurecer instantaneamente.

Suspirei e arqueei as minhas costas, permitindo que os seus

dentes se fechassem ao redor do meu mamilo e o sugasse em sua boca.

Engoli em seco, me empurrando mais perto de seu calor. Suas mãos

circularam minhas costelas me abraçando.

Eu estou bem com isso. Quem disse que domingos não podem

ser pecaminosos?

Ele riu contra a minha pele febril e agarrei sua cabeça,

levantando-a.

Qual é a graça, Sr. Cullen?

Ele se libertou e passou a trabalhar no meu outro mamilo. Eu

estava perdendo a noção da realidade, até que ele falou de novo.

Hoje é segunda-feira, não domingo, querida.

Segunda-feira! Entrei em pânico e empurrei Edward. Levou um

minuto para perceber o que estava fazendo e ele se sentou confuso.

Saltei da cama com um lençol em volta do meu peito.

O que você pensa que está fazendo? — ele rosnou. Atacando o

lençol, ele o arrancou até que já não estava coberta.

Edward! — gritava e me esquivei de suas mãos enquanto

ele tentava me puxar para trás na cama.

Eu não posso acreditar que hoje é segunda-feira. Segunda-

feira!

O que é tão importante sobre a segunda-feira?

Ele se sentou na ponta da cama, nu como ele poderia estar, e

olhou fixamente para mim. Eu escorreguei na minha calcinha de renda

e encontrei seu olhar selvagem através do cabelo despenteado pelo sexo.

Era para levar meus formulários da faculdade hoje. Eu não

posso acreditar que esqueci. — me repreendo. — Se não

entrega-los até as quatro, não serei capaz de conseguir ajuda

financeira. Eu preciso voltar para o condomínio. Você pode ligar para o

Sr. Martin para mim?

Eu estava no processo de puxar a minha camisa quando ele riu

de mim novamente.

O que exatamente sobre o meu pânico é engraçado para você,

Edward? — perguntei, frustrada porque a minha cabeça estava

presa dentro da minha camisa e não queria sair.

Eu tenho um computador aqui, querida. Você pode usá-lo.

Agora, venha aqui e me deixe ajudá-la, — ele riu.

Consegui diminuir os meus movimentos e passar por cima da

cama. Ele moveu a minha camisa ao redor e minha cabeça saiu pelo

buraco certo.

Você faz?

Ele sorriu e alisou meu cabelo bagunçado.

Eu faço.

Eu tomei uma respiração profunda e calmante.

Bem, nesse caso, poderia... — olhei para ele da cabeça aos pés e me

estabeleci em sua masculinidade.

O quê? O que você poderia fazer para mim agora?

Qualquer coisa que você quiser, — ronrono, montando seu

colo e passando os braços em volta do seu pescoço.

Uma hora depois, Edward me deixa em seu escritório para usar

o seu computador. Eu fui quase engolida pela grande cadeira de couro

preta enquanto estava sentada atrás de sua mesa. Corri minhas

mãos sobre a madeira lisa.

Bem, posso ver porque você gosta de sentar atrás desta

mesa o tempo todo.

Ele sorriu e olhou para mim.

Por que isso?

Eu me sinto tão poderosa sentada aqui.

Fácil. Não fique muito confortável.

Eu ri e liguei o monitor e uma pequena caixa de sua senha

apareceu.

Eu preciso da sua senha.

Aqui, deixe-me. — ele se moveu em torno de sua mesa, se

inclinando sobre mim.

Não confia em mim com seus planos malignos secretos? —

brinquei.

Não leve para o lado pessoal, baby. Eu não confio em ninguém.

Ái. — sabia que ele não estava brincando e não estava

preparada para o quanto iria doer ouvi-lo admitir que ele não confiava

em mim.

Me afastei do teclado e esperei até que o ouvi digitando. Só que

o som nunca veio.

Em vez disso, senti seus dedos ao longo do lado do meu

pescoço e ele afastou meu cabelo e seus lábios se moviam sobre a

minha pele.

Swan, — ele sussurrou contra a minha pele.

O quê? — perguntei, chocada. Eu não entendia por que ele

estava sussurrando meu sobrenome no meu ouvido.

Minha senha é Swan.

Eu me acalmei quando percebi o que ele estava falando.

Swan.

Sim.

Isso é estranho.

O que é estranho?

Sua senha é meu sobrenome.

Eu senti Edward congelar no segundo que as palavras saíram da

minha boca. Segurando minha respiração, percebi o que tinha

feito. Me virando para olhar para ele, vi sua expressão se transformar

em horror.

Ele se afastou de mim lentamente, como se fosse uma cobra

pronta para atacá-lo. Nenhum de nós disse nada. Nenhum de nós se

moveu.

Edward, sinto muito...

Um escudo de gelo caiu sobre seu rosto e de repente ele mudou

de direção. Me puxando para cima da cadeira, ele me arrastou pelo

escritório.

Não diga mais nada, — ele disse venenosamente.

Estávamos fora de seu escritório e atravessando a porta de seu

apartamento em segundos. Eu arranquei meu braço para longe dele e

esfreguei no ponto sensível onde seus dedos tinham estado.

Seus olhos seguiram os meus nesse instante e pararam na

vermelhidão do meu braço.

Você me machucou, — disse em choque.

Sinto muito, — disse ele, antes de puxar seus cabelos em

irritação. — Quer dizer, não me arrependo. Eu não sei quem sou

mais. Tudo o que sei é que você precisa pegar suas coisas e sair.

Meu coração caiu. Ele não podia estar falando sério. Não depois

da maneira como as coisas aconteceram entre nós.

Edward, apenas ouça...

Não, preciso ficar sozinho. Por favor, Bella. Basta sair.

E assim, o som do meu nome daqueles lábios, já não me trouxe

prazer. Eu balancei a cabeça, juntei minhas coisas e sai sem sequer

mesmo um olhar em sua direção.

O simples som dela fechando suavemente a porta do apartamento

bateu no meu peito e bateu o ar dos meus pulmões.

Bella Swan. Isabella Swan. Ela não tinha dito o primeiro nome

dela, mas eu sabia. Eu não sei como sabia, só sabia. Encostado à

parede, engoli em seco e tentei assumir o controle do meu cérebro

antes de tudo de ruim vir correndo.

Memórias de uma noite de muitos anos atrás desabaram, me

enviando instantaneamente ao inferno. Cada pesadelo que tive nos

últimos 12 anos exibiam ela – ela e seus jovens olhos assombrados. Não

podia ser a mesma garota. Não havia nenhuma maneira disso poder

estar acontecendo comigo.

Eu fui até a porta, pronto para abri-la e impedi-la, mas não

poderia me obrigar a fazer isso. Não havia força suficiente no meu corpo

para sequer abrir a porra de uma porta.

Fugindo, me movi através do meu apartamento como um louco.

Estourando no meu quarto, parei quando estava na frente do

meu cofre. Digitando a combinação, o puxei aberto.

Na pequena caixa mantive pequenos itens pessoais, estava

guardada lá esperando por mim. Abrindo a tampa, alcancei dentro e

tirei o medalhão. A corrente partida ainda estava ligada.

Abrindo, meus olhos se moviam sobre a imagem do primeiro

bebê, tentando ver se ele tinha uma semelhança com Seth, mas uma vez

que meus olhos pousaram sobre a imagem da menina... sabia. Na

verdade, quantas vezes olhava para a foto dela ao longo dos anos,

não podia acreditar que não tinha notado antes.

O cabelo mogno, os olhos chocolates e o sorriso em seu rosto doce –

eles eram todos uma correspondência exata. Me sentei na cama,

segurando o medalhão na minha mão e fechei os olhos.

Enquanto Tania tinha seguido em frente com sua vida, procurei

e encontrei os seus nomes. Isso era doente, mas precisava saber.

Sentado aqui agora, gostaria de nunca ter feito isso.

Que tipo de tarado tinha me tornado? O tipo que se apaixonou

pela filha das pessoas que tinha ajudado a assassinar.

Eu poderia negar tudo o que queria. Eu poderia empurrar os

sentimentos para longe até que não poderia empurrar mais, mas

tinha que chegar a um acordo. Eu tinha me apaixonado por Bella. Ela

era tudo para mim, foi a partir do primeiro momento que pus os

olhos nela.

"Você pode me chamar de Bella."

Suas palavras nadaram em minha mente, uma e outra vez.

"Esse é o meu sobrenome."

Swan.

Um nome que conhecia bem. Um nome que me

assombrou durante os últimos 12 anos da minha vida. E continuaria a

me assombrar até o dia em que morrer.

Que tipo de piada cruel era essa? Carma estava rasgando minha

bunda de novo. O momento exato em que sabia que estava

apaixonado pela primeira vez na minha vida, foi o momento exato em

que descobri que ela nunca poderia ser minha. Nunca.

Uma semana. Isso é quanto tempo se passou desde que

percebi que estava apaixonado. Eu não tinha visto seu rosto, ouvido

sua voz... nada.

Era a coisa certa a fazer. Então bloqueei o mundo para fora e

deixei o clube funcionar sozinho enquanto fiquei bêbado e habitei na

minha auto aversão. Eu não respondi a porta. Eu não respondi todas as

chamadas, e nem sequer pensei em olhar para as minhas

mensagens de texto.

Tania ligou e bateu na minha porta constantemente, mas não

estava pronto para ver seu rosto. Eu não estava pronto para descobrir

se ela sabia ou não que tinha fodido e dominado uma menina que

eu devia o mundo.

Eu era a razão pela qual seus pais tinham ido embora. Eu não

puxei o gatilho, mas poderia muito bem ter feito.

Finalmente, depois de uma semana de reclusão, fui para o

meu escritório. Em poucos minutos, Tania estava estourando através das

portas, as garras para fora, e espumando pela boca.

Que porra é essa, Edward? — fogo sai de seus olhos. — Você

só se tranca em seu apartamento por uma semana? Foda-se o clube?

Foda-se eu? Eu quero que você saiba que ralei esta semana para

segurar tudo para você.

Suas palavras me penetraram e não pude me controlar.

Batendo as mãos na mesa, estava.

Eu ralei para você por anos, — gritei. — Cobri sua bunda

um milhão de vezes, incluindo o tempo que você matou duas pessoas.

Não se atreva a vir em meu escritório com a sua merda ou juro por

Deus...

Ela ficou ali olhando para mim, seu rosto suavizando.

Eu sinto muito. Você está certo.

Eu queria continuar a gritar com ela. Eu queria gritar e jogar

coisas, mas não podia. A verdade era que não confiava em Tania

desde a noite que assisti o assassinato de dois inocentes.

Eu sentei no meu apartamento pela semana pensando sobre toda

a merda que queria dizer a ela quando a vi novamente, mas agora

nada disso me faria sentir bem o suficiente. Em vez disso, olhei para

ela, querendo que ela me contasse tudo o que sabia.

Você sabia? — perguntei, minha voz firme e dura como aço.

Eu sabia o quê? — perguntou ela.

Não jogue fodidos jogos comigo, Tania. — minha voz ecoou

pelas paredes de meu escritório. — Você. Sabia?

Levou um momento, enquanto ela acompanhava meu

pensamento, e em seguida, o seu rosto limpou de toda a confusão.

Atordoada surpresa tomou o seu lugar, e eu sabia. Eu sabia a minha

resposta.

E você me deixou transar com ela? Você sabia quem ela era e

você me deixou negociar de qualquer jeito?

Como você descobriu o nome dela? Ela te contou?

Que diabos importa como sei o nome dela? Porra, sei o

nome dela. — ela recuou um passo e foi sua vez de ler a resposta no

meu rosto.

Você perguntou a ela? — ela não conseguia controlar seu

choque e em algum lugar embaixo era um pouco de raiva.

Você nunca perguntou um nome.

Ela é diferente, — rosnei e suspirei, correndo os dedos pelo

meu cabelo. — Bem, ela estava fodidamente diferente. Você deveria ter

me dito, Tania. Você sabe muito fodidamente bem, você deveria ter me

dito.

Você é o único que foi e pegou uma consciência em mim. Você

é o único que foi cavando por seus nomes. Eu nunca te pedi para me

dizer os seus nomes... nunca. Isso é culpa sua. Você deveria ter deixado

bem suficiente por si só. Você deveria ter...

Eu a cortei.

Há quanto tempo você sabe? Desde a delegacia? Quando você

descobriu quem ela era? Foi antes ou depois que peguei ela?

O rosto dela ficou duro, as narinas dilatadas, tornando seu rosto

bonito parecer feio.

Eu sabia quem era ela no minuto em que ela entrou no clube,

antes mesmo que a contratei. Achei que não faria mal se você

gastasse algum dinheiro com ela – lhe mostrasse um bom tempo. Nós

lhe devíamos muito.

Suas palavras foram como um soco no meu estômago. Eu não

podia acreditar que a mulher que estava na minha frente era alguém

que associava com alguém que tinha tomado sob a minha asa.

Ela era uma fantasia da garota que conheci em um orfanato. Aquela

menina tinha desaparecido, e em seu lugar estava um monstro. Alguém

que não tinha certeza de que poderia estar mais por perto.

Queria te dizer a verdade, Edward? Será que ela sabe? — ela

estava apenas preocupada com ela mesma.

Não.

Alívio inundou seu rosto, e ela teve a audácia de sorrir.

Bom. Você sempre tem as minhas costas.

Saia, — minhas palavras eram tranquilas, mas letais.

Edward, isso não é nada. Nós vamos passar por isso, como

sempre fizemos antes.

Eu disse, saia.

Ela andou para trás, para a porta, como se estivesse esperando

por mim dizer a ela para ficar, e então se virou e saiu.

O que diabos está errado com você, Bella? Você está como Noite

dos Mortos Vivos por aí. — disse Alice, lambendo o iogurte congelado de

banana de sua colher.

Fiquei olhando para o meu copo e cavei minha colher para ele

uma e outra vez, transformando meu iogurte em mingau, mas nunca

comendo nada.

Eu estou cansada.

Cansada era um eufemismo. Desde o momento em que Edward

me pediu para deixar o seu apartamento, estava uma pilha de

nervos. Não havia como dizer quando seria chutada para o meio-fio,

mas mais do que tudo, sentia falta dele. Se pudesse voltar atrás e

mudar o momento em que as coisas mudaram entre nós, nunca

teria deixado sua cama.

Eu poderia ter ficado Jasmine sempre. Eu estava disposta a fazer

isso por ele. Eu não ligo para o que isso dizia sobre mim. A partir do

segundo que deixei o clube, sabia que estava apaixonada por

ele.

Depois de tentar ter um dia seminormal no shopping com Alice,

eu liguei para o Sr. Martin e tive ele me pegando e me levando de volta

para o meu apartamento. Vendo que se ele ainda respondeu meus

telefonemas, as coisas podem não ter sido tão ruins, certo? Se

Edward tivesse realmente acabado comigo, o motorista ainda estaria

me levando por aí?

Eu andei abatida em torno do condomínio na semana passada,

comendo porcarias demais, e esperando o som do meu telefone a tocar

ou a porta do elevador apitar. E ainda, não havia nada.

Falei ao telefone com Seth algumas vezes, e ele me fez sentir

melhor. Fiquei contente de saber que ele estava tendo um divertimento

e fazendo amigos no programa. Pelo menos ele estava feliz. Eu só não

tinha certeza se sua felicidade permaneceria uma vez Edward me

largou como um péssimo hábito.

Fui aprovada para a ajuda financeira e me inscrevi para algumas

aulas on-line, o que era um bom passo na direção certa, mas

precisava começar a procurar emprego novamente.

Eu continuei a procurar em lugares a uma curta distância,

enquanto esperava ouvir de volta de um deles. Se tivesse um

emprego, talvez toda esta situação não seria tão ruim.

Não importa quantas vezes disse a mim mesma isso, sabia

que era uma mentira. Trabalho ou sem trabalho, ainda iria perder

Edward. Isso ia doer muito quando as coisas acabassem oficialmente

entre nós dois.

Eu estava saindo de uma joalheria na esquina do meu

apartamento, quando vi o Sr. Martin sentado no carro do outro lado da

rua, esperando. Olhando para os dois lados, corri em toda a rua e

estava a poucos metros de distância do carro, quando vi Edward

vindo de um grande edifício sem identificação.

Ele estava vestindo um terno preto, encaixado à perfeição, e um

par de óculos escuros aviador. Ele parecia tão sexy. Eu quase caí de

joelhos e implorei a ele para não me deixar. Fechei os olhos e pensei

sobre o jeito que ele me tocou, - as coisas que ele fez para o meu corpo.

Quando abri os olhos novamente, ele estava de pé congelado ao

lado do carro, com seus óculos fora e sua mão segurando a alça. Ele

estava olhando para mim, uma expressão irritada no rosto.

Eu levantei minha mão e enviei a ele um sorriso estranho. Foi

uma coisa estúpida de se fazer, mas estava tão feliz de vê-lo, não

queria esconder isso. Eu estava cansada de esconder a maneira que

me sentia.

Ele continuou a olhar por mais algum tempo, até que ele deslizou

seus óculos de volta no lugar, e desapareceu dentro no carro.

Eu fiquei ali em choque quando o carro se afastou do meio-fio e

desapareceu no tráfego.

Meu coração doía. Isso foi demais. Eu mal contive as lágrimas na

caminhada de volta para o condomínio, quebrando assim que sai do

elevador.

Passei a noite sozinha, comi sorvete e assisti a filmes antigos.

Houve um breve debate sobre se devia ou não chamar Alice, mas

não tinha vontade de explicar o condomínio ou qualquer outra coisa.

Era melhor se ela ficasse no escuro sobre a minha vida, especialmente

porque se trata de seu chefe.

Fiquei olhando para o meu celular, desejando que ele me

mandasse uma mensagem ou ligasse, mas não havia nada. Adormeci

no sofá com o meu telefone na minha mão, uma vazia caixa de sorvete

em cima da mesa, os olhos inchados, e a TV ligada.

"'O som de tiros me acorda e sento na cama. Era um som horrível.

Doeu meus ouvidos e faz uma estranha dor retorcida no meu estômago.

Agarrei meus lençóis com as palmas das mãos suadas e foi quando

ouvi os passos firmes sobre a madeira fora do meu quarto. Quem quer

que fosse, eles estavam correndo. Os sons deles correndo pelas escadas

e pela porta dos fundos, ecoou no meu quarto.

Seth chorou alto de seu berço e encheu o silêncio mortal da noite.

Eu estava com muito medo de me levantar, mas uma vez que os seus

gritos ficaram mais altos, fui na ponta dos pés para a porta do quarto.

Ao abrir a porta devagar para não ranger, tentei ouvir quaisquer sons

estranhos.

A área fora do meu quarto estava escura como breu. Em passos

silenciosos, corri pelo corredor até o quarto de Seth, mas meus olhos

olharam para o quarto dos meus pais e congelei. Terror foi um soco no

meu peito, quando deitado no chão, na luz que irradiava de seu banheiro,

estava meu pai. Ele estava em uma poça de sangue, e seus olhos

estavam bem abertos, olhando para mim. Ele não estava se movendo, ele

não estava respirando.

Em estado de choque, me afastei do quarto de Seth e me

encaminhei para o meu pai. Foi então que vi o corpo da minha mãe.

Engoli em seco quando vi o assassino ainda de pé em cima dela.

Meus olhos caíram para o corpo sem vida de minha mãe e fiz

um movimento involuntário em direção a ela, mas seu assassino se

levantou e congelei, não dando mais um passo.

A respiração do intruso tornou-se mais alta, e me pareceu parar

completamente. Os olhos do estranho conectaram com os meus. O tempo

parou enquanto olhávamos um para o outro. Medo estava atado em sua

expressão e isso me confundiu.

O som áspero de sua respiração ofegante encheu a sala. Parecia

que ele estava debatendo a sua próxima jogada. Seus olhos se moveram

para a porta atrás de mim. A mudança em seus pés, a luz pegou alguma

coisa na sua mão. Era o medalhão de minha mãe, que tinha fotos minhas

e de Seth dentro. Não valia muito, o que tornou estranho que o cara

estava fazendo isso, mas então olhei ao redor da sala e vi que a sua

TV estava faltando.

O assassino deixou minha mãe, com o colar dela na mão, e correu

em minha direção. Eu parei de respirar e caí de joelhos. Apenas quando

ele chegou perto de mim e tinha certeza que ele ia me matar também,

ele passou por mim e desceu as escadas. A porta dos fundos bateu. E

então, mesmo que eu pudesse ouvir Seth chorando, estava um estranho

silêncio."'

beijos e até amanha com o último capítulo.