Ahh! Último capítulo!
Quero agradecer a todos que estão acompanhando a fic!
Ela esta batendo todos os recordes das fics do meu perfil!
O número de leitores é impressionante!
Agradecimentos mais que especial a;
CHEIVA, BARBARA, ANA CAROL, NERI DE PAULA, SHIRLEY, CRISTINA, KJESSICA,
ESTHER, BETH, MONARA, CAIO, PATYLAYNE, NINA342, RAFFA, GRAZI, JADE, PATRICIA,
LAILLA, SAMARA, PAULA, LOLLA, LUD E ANONIMAS.
OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E A FORMA CARINHOSA QUE SEMPRE ME TRATAM.
ESPERO NUNCA DECEPCIONA-LAS.
Beijo Grande
"""""""""""""
"'O assassino deixou minha mãe, com o colar dela na mão, e correu
em minha direção. Eu parei de respirar e caí de joelhos. Apenas quando
ele chegou perto de mim e tinha certeza que ele ia me matar também,
ele passou por mim e desceu as escadas. A porta dos fundos bateu. E
então, mesmo que pudesse ouvir Seth chorando, estava um estranho
silêncio."'
Acordei na minha cama, vestida com o pijama e um cobertor
envolto em cima de mim. O sol das janelas me cegou quando abri
meus olhos.
Um som de dentro do condomínio me assustou e estendi a
mão para a minha mesa de cabeceira. Ainda em uma névoa induzida
pelo sono, abri a gaveta e peguei a arma que Edward me comprou.
Caminhando em direção ao barulho com os pés quietos,
levantei a arma, pronta para atirar. Apontando para o canto da cozinha,
eu respirei fundo e tentei meus nervos de aço.
Quando pisei ao virar da esquina, fiquei cara a peito com
um homem grande. Sem pensar, puxei o gatilho.
Nada aconteceu.
Olhei para cima e Edward estava de pé diante de mim, olhando
para baixo com olhos selvagens. Ele estendeu a mão e tomou a arma de
mim.
— Puta merda. Você poderia ter me matado, Bella. — ele colocou a
arma no balcão ao lado de nós. — Graças a Deus você tinha a trava de
segurança ativada. Falando nisso, você tem que se certificar de a trava
estar desativada antes de usá-la.
Ele se virou e se afastou de mim, e voltou para o fogão onde ele
estava cozinhando. Eu não sei como perdi o cheiro de bacon
flutuando ao redor.
— Você está aqui, — disse o óbvio.
— Sim, estou, — ele sorriu para mim, como se não tivesse
tentado matá-lo. — Um 'bom dia' seria bom.
Eu ainda estava em choque pelo fato de que quase queimei um
buraco no peito dele.
— Bom dia, — disse lentamente.
— Vamos sentar e comer um café da manhã, — ele disse,
colocando um prato em cima do balcão cheio de bacon e ovos.
— Você me fez café da manhã?
— Era o mínimo que podia fazer.
Eu tinha um milhão de perguntas que queria fazer, mas
não queria azarar o momento. Em vez disso, me sentei no banco na
frente do meu prato e comecei a pegar no bacon.
— Coma. Temos muito que conversar sobre isso, — disse ele,
pegando um grande pedaço de bacon e mastigando com um sorriso no
rosto.
Eu não podia esperar.
— Sinto muito, Edward. Eu não sabia. Isso apenas saiu, —
disse.
— Eu não vim aqui para falar sobre isso.
— Oh. — talvez tivesse saltado a arma, pensando que ele
estava realmente de volta.
— Eu vim aqui hoje na esperança de que você me dissesse o seu
nome inteiro.
— Não, — disse com firmeza. — Eu não quero que você me
empurre para longe. Vou continuar a sua Jasmine.
Ali estava dizendo. Eu mostrei o meu desespero e enquanto
deveria ter estado completamente envergonhada por isso, não
estava.
— Então você está dormindo perfeitamente bem com um homem
que te chama pelo nome de outra mulher para sempre?
— Bem, talvez não para sempre, mas... — parei. — O que você
quer dizer com para sempre?
Edward nunca disse a palavra para sempre. Eu realmente
duvidava que ele mesmo pensasse sobre a seguinte semana, quando se
tratava de suas meninas.
— Quero dizer, fiquei uma semana sem você, e não tenho
certeza se alguma vez quero ficar longe tanto tempo novamente. —
ele se moveu ao redor do balcão e ficou ao meu lado.
— Você está dizendo o que acho que você está dizendo, Sr.
Cullen? — perguntei brincando.
Ele olhou para mim com uma expressão suave, antes de
pressionar seus lábios nos meus.
— Me diga o seu nome, — ele disse contra meus lábios.
Me afastando, deixei meus olhos devorarem seu rosto. Se
fosse, possivelmente, vai ser a última vez que o verei, queria absorver
tudo.
— Isabella. Meu nome é Isabella Swan.
Ele fechou os olhos e engoliu em seco antes de me puxar para
mais perto.
— Um nome bonito para uma garota linda.
— Você acha que sou bonita? — perguntei enquanto
bato meus cílios para ele.
— Você sabe que acho, espertinha. E o que o torna ainda
melhor, você é toda minha.
— Mais uma vez, você está dizendo que acho que você está
dizendo, Sr. Cullen?
— Eu não sei, senhorita Isabella Swan. O que é que você acha
que estou dizendo?
Foi bom ouvi-lo dizer meu nome. Depois de ser chamada de
Jasmine por tanto tempo, foi bom finalmente ser reconhecida como
mesma.
— Me parece que você está dizendo que você está preparado para
jogar fora o seu pequeno livro preto.
Ele jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada antes de se
inclinar e me beijar suavemente. Eu perdi os meus dedos no cabelo
macio que tocava as costas de seu pescoço e ele encheu suas mãos com
meus quadris. Afastando-se, ele sorriu para mim antes de beijar a
ponta do meu nariz docemente.
— O livro preto? Eu não possuo tal coisa, — ele sorriu.
Era oficial. Eu era o filho da puta mais estúpido vivo. Eu deveria
ter ficado longe dela. Eu deveria ter ficado fora de sua vida e cuidar dela
de longe. Era o mínimo que poderia fazer por ela. Mas depois que a vi
minha determinação desmoronou.
Ela estava ali, do outro lado da rua, olhando para mim com
aquele maldito sorriso que eu tanto amava. Eu queria ir com ela. Eu
queria levá-la em meus braços, coloca-la no banco de trás, e passar o
resto do dia na cama com ela. Mas não o fiz. Eu soprei ela, entrei no
carro e fui embora.
Eu estava em meu escritório pelo resto do dia e parte da noite,
fazendo de tudo, mas me algemando para ficar lá. Eu não tinha visto
Tania durante todo o dia, mesmo que sabia que ela estava lá embaixo
quando o clube abriu para a noite. Ela sabia que era melhor ficar longe
de mim.
Era meia-noite quando quebrei. Agarrando minha jaqueta,
deixei meu escritório, marchei pelas escadas e através do clube
ocupado, e fui direto para Isabella. Eu lidaria com as consequências
mais tarde, se houvesse alguma.
Depois de pensar sobre isso a noite toda, decidi que poderia
ficar com ela. Ela nunca precisa saber nada sobre mim e Tania. Eu
poderia fazê-la feliz – dar a ela de volta a vida que nós tínhamos levado
para longe dela. Eu daria qualquer coisa que ela quisesse.
Quando cheguei ao condomínio, ela estava dormindo docemente
no sofá, segurando o telefone. Me sentei ao lado dela. Empurrando o
cabelo do seu rosto, a assisti dormir um pouco, antes de levá-la para
a cama. Passei o resto da noite olhando para o horizonte de Nova York e
fazendo planos.
— Vamos a algum lugar, — disse.
Ela estava deitada ao meu lado nua, sua pele ruborizada com a
minha.
— Onde?
— Algum lugar tropical. Estou falando praias de areia branca,
palmeiras e saborosos drinques com guarda-chuvas neles. Eu quero vê-
la em um biquíni com um chapéu flexível grande.
Ela considerou minha oferta e ficou séria.
— Há um problema, porém.
— Oh sim? E qual é?
— Eu não faço flexível, — disse ela, agarrando o meu pau.
Nós despencamos a rir e beijei seu nariz.
— Você está certa. Muito pobre escolha de palavras.
— Mas você definitivamente me terá em praias de areia branca.
Quando partimos?
Dois dias depois, estávamos em um avião deixando Nova York. O
voo para Barbados não foi terrível, pelo menos para mim não foi. Eu
nunca tinha visto Isabella bêbada, mas ela bebeu como um peixe no
avião. Ela esperou até que fosse hora de embarcar para me deixar saber
que ela nunca tinha voado antes.
No momento em que pousamos, ainda não tinha a circulação
total em meus dedos, e ela estava se enrolando e se inclinando contra
mim. Foi adorável vê-la tão despreocupada e risonha. Fazer o nosso
caminho para fora, a deixei usar o meu corpo como parede.
Um carro nos pegou no aeroporto e nos levou para o nosso
destino. Era um hotel de cinco estrelas com todas as comodidades, e
tivemos uma das grandes suítes na cobertura.
A viagem de elevador até o quarto foi a viagem mais longa da
história dos passeios de elevador. A única coisa me impedindo de
transar com Isabella ali mesmo, foi o casal de idosos que sorriu
educadamente para nós do outro lado.
— Vocês dois estão em lua de mel? — perguntou a senhora.
Isabella sorriu bêbada para mim, esperando para ver como iria
reagir. Um milhão de respostas espertinhas vieram à minha mente, mas
em vez disso, sorri para Isabella e fingi um pouco enquanto que um
felizes para sempre existia entre nós.
— Sim, — sussurrei, sem tirar os olhos de cima dela. — Ela é
definitivamente a única.
— Que doce, — disse a senhora.
O elevador apitou e as portas se abriram para deixar o casal sair,
em seu andar. Alcançando através do elevador, apertei o botão para
o andar superior rapidamente antes que alguém pudesse chegar lá. Eu
definitivamente não estava no clima para mais companhia.
— Já estava na hora, — Isabella riu, me empurrando contra a
parede.
Ela se esfregou contra mim, movendo os seus lábios sobre os
meus. Eu sorri e agarrei a bunda dela, levantando-a até que ela
pudesse envolver as pernas ao redor da minha cintura.
— Nossa lua de mel, hein? — ela provocou. — Edward Cullen
casado. Isso é engraçado.
— Mais cinco minutos. — mordisquei o seu queixo.
— Mais cinco minutos? — ela perguntou confusa.
— Sim. — olhei para cima quando a luz vermelha se acendeu no
nosso andar e as portas se abriram.
— Agora são quatro, e então você pode colocar essa boca linda e
inteligente para ser melhor aproveitada.
— Edward, — ela me empurrou de brincadeira no peito e
deu uma risadinha.
Eu não a coloquei no chão quando saí do elevador, nem prestei
atenção no casal que quase pulou para fora do caminho tentando
entrar no elevador atrás de nós.
— Desculpe-nos, — Isabella disse enquanto empurrava o
cartão chave na porta.
A noite foi um borrão de loucura, fora de controle, sexo selvagem.
Tudo foi colocado em uso, as nossas mãos, bocas, línguas e cada parte
do corpo possíveis. Nós inventamos novas posições e aproveitamos das
antigas. Eu não lhe dei tempo para recuperar o fôlego e, em troca, ela
não me mostrou qualquer misericórdia. Isso foi fodidamente
maravilhoso.
Quando nós dois estávamos exaustos e não conseguíamos manter
os olhos abertos por mais tempo, a gente dormiu na enorme cama king-
size. Antes de deixar meus olhos se fecharem, percebi que dormir
com Isabella em meus braços era algo que nunca quis desistir. Ela
nunca poderia descobrir o meu segredo. Eu não deixaria isso acontecer.
— Você pode esfregar um pouco disso em mim? — perguntou
Isabella, segurando uma garrafa de protetor solar.
— Como se você tivesse que me pedir para esfregar seu corpo, —
eu provoquei. Pegando a garrafa, apertei uma quantidade generosa
na palma da minha mão e esfreguei em sua pele macia.
Nós estávamos pensando em passar um tempo na praia, pois
Isabella nunca tinha ido a uma antes. E a última coisa que qualquer
um de nós queria, era arruinar as nossas miniférias com uma
queimadura solar.
Ela parecia incrível em um biquíni verde e amarelo. Suas pernas
longas e bem torneadas esticadas enquanto ela deitou de bruços, com
os braços debaixo do seu rosto. Corri meus dedos por todo o arco em
suas costas, se misturando no protetor solar.
— Isto é o paraíso, — ela suspirou, fechando os olhos e
respirando profundamente.
Me inclinando sobre ela, dei um beijo suave na sua bochecha.
— O lugar perfeito para o meu anjo, — sussurrei em seu
ouvido.
Um sorriso surgiu em seus lábios cheios e tive que controlar a
vontade de beijá-la novamente e novamente. O calor do sol, misturado
com o calor que estava sentindo só de olhar para ela, era demais.
— Então, tenho curiosidade sobre algo, — ela disse, mantendo
os olhos fechados.
— O quê?
— O que era todo o negócio com o nome Jasmine? Onde é que ela
se encaixa?
A pergunta temida. Eu não gostava de revisitar minha infância
muito, e odiava falar sobre isso. Mas para Isabella, faria isso.
— Eu não tive uma infância normal, fui criado em vários lares
adotivos. Coisas ruins aconteceram ao meu redor e para mim, que
não queria pensar. Quando queria fugir, assistia desenhos
animados. Sonhava que um dia iria achar uma lâmpada mágica, mudaria de vida
e encontraria minha Princesa Jasmine.
Ela abriu os olhos e olhou para mim.
Eu odiava o olhar que ela estava me dando - pena.
— Por favor, não me olhe assim. Passar por tempos difíceis faz você quem você é.
Enfim, chamava todas as meninas no meu livro com nomes de
personagens de desenhos animados.
— As meninas eram a sua fuga, — ela disse.
Ela me compreendeu como nenhuma outra. Ela só fez meu
coração inchar mais por ela.
Eu deixei meus dedos perderem tempo com sua coluna, enquanto
eu desviei o olhar e expliquei.
— Sim, mas reservei o meu personagem favorito, Princesa
Jasmine, para a mulher mais especial de todas. Quando você entrou no
meu clube na primeira noite, sabia que você era a minha Jasmine.
Eu podia sentir seus olhos em mim, mas ela não falou
imediatamente.
— Isso faz de você meu Principe? Posso te chamar de Aladdin?
Um sorriso ergueu minhas bochechas até que machucasse. Ela
era definitivamente a única. Não apertando botões ou fazendo
perguntas que me deixavam desconfortável. Ela me deixou chegar perto
do meu jeito, no meu próprio tempo. Além disso, ela sabia tudo sobre
Aladdin, o meu personagem de desenho animado favorito.
Fui recebido com seu sorriso doce quando finalmente olhei
para o rosto dela. Ela realmente era a mulher mais incrível. Me
inclinando para mais perto, a beijei debaixo da orelha e inalei seu
perfume doce, misturado com o protetor solar com aroma de coco. Ela
estremeceu e isso me deu a satisfação que queria.
— Você pode me chamar de qualquer coisa que você quiser. Eu
serei seu Principe durante toda a noite, baby.
— E continue indo, e indo, e indo...
Eu deitei em cima dela e fiz cócegas em seus lados. Rindo, falei
no ouvido dela.
— Principe errado, sua moça atrevida.
Ela se contorcia debaixo de mim e já podia me sentir ficando
duro. Me inclinando para trás, contei até dez. Se isso demorasse,
andaria em torno em um permanente estado de excitação.
— Eu estou indo para um mergulho, — disse, me levantando
da cadeira.
— Eu vou estar aqui, — disse ela com um pequeno aceno.
A água fria do oceano esfriou a minha carne queimou enquanto
eu mergulhei de cabeça e nadei contra as ondas. Me virando, olhei
de volta para a praia. A areia branca e os guarda-sóis azuis se
estendiam até onde a vista alcançava. Era o paraíso, e estava feliz
por ser capaz de compartilhá-lo com a mulher que capturou meu
coração.
Mais tarde, saímos da praia para ir atrás de algumas bebidas em
um bar que não estava longe de onde havíamos estado. Isabella
caminhava com suas sandálias na mão, vestindo uma canga branca
drapeado em seu ombro. Seu cabelo estava desgrenhado e
cheio de longos cachos soltos a partir da secagem da água do
oceano . Ela era mais que linda.
Como prometido, pedi duas bebidas de frutas com guarda-
chuvas e sentamos no bar.
— O que você gostaria de fazer agora? — perguntei, tomando
um gole da minha bebida.
— Eu não me importo. Este é o paraíso. Estou feliz apenas
sentada aqui, — ela sorriu.
— Gosto de fazer você feliz.
Eu estava virando um filho da puta piegas, mas não poderia
me ajudar. É o que ela fazia para mim.
— Bem, você é muito bom nisso.
Me inclinando, a beijei. O sabor de sua bebida de morango
rolou na minha língua. Ela era deliciosa.
No dia seguinte, saímos de nosso hotel para uma casa de praia
que aluguei para o resto da semana. Eu estava pensando seriamente
em comprar um imóvel enquanto estávamos lá, mas não queria
gastar algum do meu tempo com Isabella fazendo nada relacionado com
negócios.
A casa era toda branca, com asssoalho maciço e janelas até o teto em
todos os quatro cantos. Havia pontos de vista da praia e palmeiras em
todas as direções. Eu olhei através de uma das janelas após meu
banho, vendo Isabella em pé no convés superior com vista para o
oceano. Seu cabelo estava puxado para cima em um nó, mas uma
mecha flutuou perdida varrendo seu rosto.
Vi quando ela fechou os olhos e deixou que o movimento da brisa
atravessasse suas bochechas. Ela era o conteúdo, e soube naquele
momento que passaria o resto da minha vida tendo certeza que ela
sempre pareceria assim. Não havia nenhuma dúvida sobre isso,
estava apaixonado por ela.
A mulher bonita que estava olhando era minha, e queria
que ela soubesse disso. Eu precisava que ela soubesse que isso não era
mais um acordo de negócios para mim. Era mais e ela era mais. Ela era
tudo que sempre quis e tudo que poderia precisar. Ela era o meu
felizes para sempre.
Para um homem que não entendia as emoções tão bem, os
sentimentos que sentia por Isabella eram inegáveis. Ela foi a única, e
isso me assustou e me excitava ao mesmo tempo.
Saindo para o convés, fui atrás dela e puxei o seu corpo para o
meu. Descansando meu queixo no ombro dela, olhei em frente de
nós.
— Obrigada, Edward, — ela sussurrou.
— Pelo quê?
— Por isto. Por tudo. — ela se inclinou para trás em mim e
encostou a cabeça no meu ombro. — Eu só queria que você soubesse
que você me fez mais feliz do que já estive. Eu não me importo se
isso dura mais uma semana ou mais um dia, você é uma das melhores
coisas que já me aconteceu.
Suas palavras atingiram meu coração como um raio e a girei
em meus braços e a beijei. O som das ondas se mudaram à nossa volta
e ela gemeu docemente em minha boca.
Me afastando, pressionei minha testa na dela e fechei os olhos
para apreciar o momento.
— Eu te amo, Isabella.
As palavras do meu coração explodiram e caíram de meus lábios.
Eu não tinha vontade de levá-las de volta. De qualquer coisa, queria
escrevê-las no céu para o mundo ver. Ela precisava saber porque era a
verdade, e como sempre ouvi dizer que seria, a verdade tinha
definitivamente me libertado quando se tratava dela.
'Eu te amo, Isabella.'
Eu olhei para ele, suas palavras me encheram com tanta alegria,
eu tinha certeza que meu coração ia explodir. Ele olhou para mim com
uma cara séria, o cabelo se movendo com a brisa do mar. Seus
olhos verdes se destacavam contra a casa branca e o sol se pondo no
fundo.
— Então, deveria te agradecer, — continuou ele, sorrindo para
mim. — Eu nunca pensei que me sentiria assim com ninguém. Por
anos estive emocionalmente paralisado, mas você virou contra mim
os meus medos e fez deles uma coisa bela.
Eu mal podia acreditar que Edward Cullen estava dizendo essas
palavras bonitas. Estendendo a mão, capturei o seu rosto na palma
da minha mão e corri o meu polegar sobre a sua barba por fazer.
— Eu também te amo.
Sua expressão mudou para uma de descrença, como se alguém
nunca pudesse amá-lo. Em seguida, ele se inclinou e pressionou seus
lábios nos meus. Foi um beijo cheio de promessas de um futuro – um
para sempre.
Naquela noite, nós fizemos amor.
— Não haverá porra nenhuma hoje à noite, — ele sussurrou, me
abaixando para a cama. — Eu quero fazer algo que nunca fiz. Quero
fazer amor com você. — ele me beijou com ternura.
— Este é Edward Cullen fazendo suave e romântico?
Separando as minhas pernas, seus lábios fizeram um caminho
pelo meu estômago.
— Isso é exatamente o que estou fazendo.
Foi lento e suave, e bonito.
— Eu estou tão apaixonado por você, — ele sussurrou,
mergulhando em mim profundamente. Nossos corpos lentamente
balançaram um contra o outro.
Seus ombros largos bloqueavam a luz fraca, enquanto segurava
seu corpo em cima de mim. Apertei a parte de trás da minha cabeça no
travesseiro, ofegante e levantando meus quadris. Me inclinando, o
beijei lentamente, sua língua se movendo contra a minha antes que ele
suavemente chupasse meu lábio inferior.
Passando minhas mãos por suas costas, escorreguei sob o
lençol enrolado em torno de nós, e cravei minhas unhas em sua bunda
redonda.
— Eu não me canso de você, Isabella. Eu nunca me canso de
você, — ele sussurrou contra meus lábios antes de colocar sua testa na
minha e respirar com dificuldade.
Depois, adormeci envolvida em seus braços. Eu nunca me
senti tão alta na vida, e estava esperando que nunca teria que
voltar para baixo.
— Eu tenho marcas bronzeadas, — disse, tirando minha roupa
de banho e me preparando para entrar no chuveiro.
— Linhas bronzeadas são sexy.
Me virei para ver Edward relaxar na cama, com os braços
dobrados atrás da cabeça.
— Você acha que tudo é sexy.
— Tudo o que tem a ver com você.
A semana passada tinha sido o céu. Deitada na praia, bebendo
margaritas, e fazendo sexo na jacuzzi.
Edward me fez sentir como uma rainha - uma deusa do sexo
adorada que ele não conseguia ter o suficiente. Era como se ele tivesse
feito uma completa meia-volta.
Ele sussurrou palavras de amor e carinho, me mostrando o
quanto ele se sentia com tudo o que ele fazia. Ele me tocou sempre que
podia e me deu beijos com paixão constantemente. Era a perfeição, e
estava começando a pensar que a minha vida estava finalmente se
encaixando.
Depois do banho, me vesti e Edward me levou para jantar em
um pequeno restaurante confortável na praia. Comemos frutos do mar
e bebemos demais.
Depois, tirei minhas sandálias e caminhamos na praia de
mãos dadas. Ele parecia incrível em um par de calças cáqui arregaçada
e uma camisa branca com o botão solto. Seu cabelo em uma bagunça
sexy levado pelo vento e sempre que ele sorria, sabia que suas
covinhas eram a coisa mais linda que já vi.
— Dança comigo, — disse ele, me puxando em seus braços e me
mergulhando. Eu ri e deixei minhas sandálias caírem no chão.
— Não há nenhuma música.
— Vamos fazer a nossa própria música.
Ele segurou minha mão e minha cintura, cantarolando baixinho
no meu ouvido. Nós dançamos sob as estrelas, as ondas no fundo se
mantendo com a sua melodia.
— Você é tão romântico.
— Não sou, — ele sorriu.
— Então do que você chama isso? — perguntei.
— Eu chamo isso de uma desculpa para sentir seu corpo contra o
meu.
Eu ri.
— Claro que é.
E então ele empurrou sua dureza contra a minha coxa, e não
pude deixar de rir mais.
— Fique quieto, Pepe Le Pew(aquele gamba safadinho) — brinquei.
Desta vez, ele foi o único a rir. Ele me abraçou apertado.
— Eu não posso me ajudar. Você é uma carne enlatada para
mim, e sou o repolho para você, — ele disse em seu melhor sotaque
francês.
Eu não queria que a nossa estadia chegasse ao fim, mas,
infelizmente, a realidade era uma puta má e Edward tinha que voltar
para o seu clube. Após arrumar as coisas, tinha duas malas extras,
cheia de coisas que Edward tinha comprado para mim, em Barbados.
A viagem de avião de volta foi muito mais suave do que a de
vinda, mas Edward fez a viagem mais fácil, segurando a minha mão e
sussurrando palavras de conforto em meu cabelo.
Foi um voo atrasado. Havia apenas alguns de nós no avião, por
isso, quando Edward nos cobriu com um cobertor e senti sua mão
deslizar entre as minhas coxas, só briguei um pouco.
Seus dedos trabalharam sua magia e antes que percebesse
estava ofegante e gemendo baixinho em seu ombro. Quando descemos
do avião, já estava ansiosa para a nossa próxima viagem.
— Fique. Durma. Eu vou fazer uma aparição no andar de baixo e
eu voltarei logo.
Ele se afastou de mim, puxando o lençol e beijando qualquer
pedaço de pele nua que pudesse encontrar.
— Volte depressa.
Trinta minutos se passaram e percebi que poderia muito
bem me levantar e tomar um banho. Entrei no enorme chuveiro de
Edward, estava sob os vários chuveiros e deixando a água
fumegante derramar sobre mim.
Quando saí, a toalha de luxo em volta do meu corpo tinha sido
aquecida por um aquecedor de toalhas.
Voltando para o quarto de Edward, tirei meu roupão e me vesti
com um par de cuecas e uma de suas camisetas. Eu tinha minhas
próprias roupas, mas preferia vestir as suas.
Passei os próximos 20 minutos sendo intrometida. Havia fotos
para olhar e colônias na sua cômoda para cheirar. Ele era tão
organizado, que era bonito.
— Você está bisbilhotando? — me virei para ver Tania que estava
em pé na porta do quarto de Edward.
Corei, torcendo minhas mãos na minha frente e sorri para ela. Ela
não sorriu de volta e havia algo muito estranho sobre seu
comportamento.
— Talvez só um pouco. — tentei um outro pequeno sorriso,
mas ela não estava pegando isso.
— Edward não gosta de suas meninas sendo intrometidas,
Jasmine.
Seu tom de voz me paralisou. Não porque estava com raiva, mas
porque havia outra coisa misturada nisso. Ela parecia... com ciúmes.
— Ele não me chama mais disso. Ele sabe o meu nome.
Ela assentiu com condescendência.
— Ah, certo. Você acha que a torna especial, Isabella? Acha que
Edward vai se casar com você agora e vocês vão cavalgar ao pôr-do-
sol juntos?
Meus ombros se enrijeceram.
— Eu não sei o que esperar, mas sei que Edward está
mudando... e ele gosta.
Ela zombou, seu rosto torcendo com raiva.
— Você está brincando comigo? Homens não mudam,
especialmente homens como Edward.
Eu me senti mal por Tania. Ela estava apaixonada por Edward e
ele estava apaixonado por outra pessoa. Eu não sabia como ela se
sentia, mas era fácil tentar entender quando pensava em Edward
estar com outra pessoa.
— Me desculpe se isso te machuca, Tania. Eu sei que não pode ser
fácil de ver Edward comigo, mas...
Ela deu uma gargalhada tão alta que me fez pular.
— Uau, você realmente é uma porra louca. — seus olhos se
estreitaram e ela olhou para mim como se estivesse esperando por mim
para pegar fogo sob seu olhar.
— Você não tem ideia do que você está falando e você não tem
ideia de quem Edward realmente é, ou o que ele fez no passado.
Eu balancei minha cabeça.
— Eu não me importo com o que ele fez no passado. O que
está feito está feito, e tenho certeza que
existem coisas que ele lamenta. Mas isso não muda o que sinto por ele
agora. Eu o amo e faria qualquer coisa por ele.
Ela me olhou muito e bem.
— Então, você está apaixonada por ele. Você faria qualquer coisa
por ele. Isso inclui manter seus segredos?
— Sim.
— Aposto que se você soubesse você iria odiá-lo. Você desejaria
que nunca o tivesse conhecido. Você pode até querer vê-lo morto.
Eu fiz uma careta, sem entender o que ela estava tentando me
dizer.
— O que você está falando?
— Todo mundo tem esqueletos, Isabella. Alguns piores que
outros. Você apenas tem que saber onde procurar.
Ela veio na minha direção e senti uma onda de medo. Mas ela
passou por mim e me virei, não confiando minhas costas para ela.
Puxando na parede uma imagem da ponte de Brooklyn, ela revelou um
cofre escondido secretamente por trás dele.
Ela não fez nenhum movimento para abri-lo quando ela se virou e
caminhou de volta para a porta para sair da sala. Eu não sabia o que
ela esperava que fizesse, sem a combinação.
E então ela começou a falar os números.
— 021201. Se você quiser saber mais sobre Edward, as coisas
que você tem o direito de saber, em seguida, abra o cofre.
Ela não esperou por responder enquanto saía do quarto.
Eu me virei para olhar para o cofre e me senti nervosa. Minhas mãos
começaram a suar e meu coração estava acelerado.
Esfreguei minhas mãos em minha calça enquanto tentava
dizer a mim mesma que não havia nada no cofre que precisava
saber. Mas enquanto eu mesma dizia isso, estava repetindo o
número que Tania disse de volta na minha cabeça uma e outra vez.
021201, 021201, 021201.
Eu poderia ter deixado isso para lá e dizer a Edward tudo que
Tania disse quando ele voltasse. Eu poderia ter perguntado a ele o que
estava no cofre, mas tinha a sensação de que ele não queria me
dizer. Eu também tive a sensação de que tudo o que estava no cofre
estaria muito longe em um dia se perguntasse sobre isso.
Respirando fundo, dei um passo lento para a parede, e depois
outro até que estava perto o suficiente para introduzir o código.
Quando cheguei para os botões, meus dedos tremiam. Eu ignorei o
tremor e coloquei meu dedo sobre o primeiro número.
O cofre fez um som que soou mais alto do que realmente era, e se
abriu. Minha cabeça virou em direção à porta, mas permanecia vazia.
Meu coração acelerado batia em meus ouvidos enquanto abria a
porta pesada.
Não havia nada fora do comum à primeira vista, e dei um
suspiro de alívio. Eu não sabia o que esperava encontrar, mas
estava feliz que não era qualquer parte de um corpo. Mexi nos papeis,
pareciam velhos recortes de jornal e algumas pilhas de dinheiro.
Então, senti uma arma pequena. Isso me assustou no começo
e puxei minha mão para trás como se fosse uma cobra venenosa. Eu
me repreendi por agir como um idiota com medo, e mudei meus dedos
sobre a arma. Ela não parecia perigosa, mas isso não importava. Ela era
velha - não como algo que imaginei Edward usando, mas
percebi que tinha valor sentimental.
Ao lado da arma estava uma caixa preta de tamanho médio. Tirei
do cofre, e abri a tampa. Havia fotos de Edward e Tania quando eram
mais jovens, uma caixa de fósforos velha, e pequenas bugigangas que
eu tenho certeza que significavam alguma coisa para Edward, mas
não se destacavam para mim.
Mexendo através das imagens, sorri para cada uma. Meus
olhos pousaram sobre o próximo item e toda a felicidade foi sugada
para fora de mim. Levantando-o, olhei para o medalhão na palma da
minha mão. Parecia apenas como... mas isso era impossível. O
medalhão da minha mãe foi roubado naquela noite.
A corrente estava quebrada e deslizou através do pequeno fecho
do medalhão, fazendo um pequeno barulho tinindo quando bateu no
chão. Pressionando no lado do medalhão, ele se abriu e meu coração se
quebrou em um milhão de pedaços. Meus olhos pararam na pequena
foto da criança que sabia que era Seth antes de focar na minha foto.
Eu tinha nove anos na foto e era a pessoa mais feliz do mundo.
Minhas lágrimas turvaram a imagem, fazendo parecer como se
medalhão como estivesse flutuando em minha palma. Eu estava tendo
um pesadelo. De jeito nenhum que isso aconteceu. Eu ainda estava
dormindo e precisava acordar.
Fechei os olhos e tentei imaginar o menino daquela noite - o jeito
que ele estava, o modo como ele segurava os ombros em linha reta, e
sua caminhada... tudo parecia tão familiar para mim agora.
Fechando o medalhão, o agarrei com força no meu punho, a trava
do lado cavando em minha palma. E então me lembrei da arma.
Eu senti que não podia respirar enquanto a realização do que
aquela arma era, no que ela foi usada, veio até mim. A verdade estava
me sufocando e não podia fazer nada para detê-la.
Os recortes de jornais cobriram a arma, e estendi a mão para
eles. Uma lágrima caiu pelo meu rosto enquanto passei, através
deles, lendo história após história sobre a morte de meus pais. A data
me chamou a atenção, 12 fev 2001... o código seguro 021201 de
Edward era a data que meus pais foram mortos.
— O que você está fazendo? — Edward perguntou atrás de
mim. Me virei para ele com lágrimas enchendo os olhos irritados.
— O que é isso Edward?
A cor sumiu de seu rosto. Eu vi como tristeza e arrependimento
preencheram suas características e sabia – só sabia.
Edward era um assassino.
— Será que você teve férias agradáveis? — Tania zombou
atrás de mim.
Eu estava olhando para o meu clube. O lugar que pensei que
era uma vez a única coisa que poderia amar... até Isabella. Eu
estava apaixonado por uma mulher que confiara em mim quando ela
não tinha direito.
Eu não estava com vontade de brigar com Tania.
— Nós tivemos.
Seu silêncio atordoado se seguiu. Ela esperava que fosse duro
e áspero com ela, mas não estava jogando todos os jogos com ela
esta noite.
— Nós? Agora vocês são um casal?
Suspirei e deixei minha cabeça cair, apertando a ponta do meu
nariz entre dois dedos. Obviamente, ela estava com vontade de
empurrar meus botões.
Me virando, peguei minha bebida do canto da mesa e
joguei para trás o resto. O vidro fez um som profundo quando o
coloquei de volta para baixo. Eu tinha perdido a conta de quantas
bebidas que tive desde que deixei Isabella dormindo, mas o ligeiro
zumbido foi entorpecendo a culpa constante que sentia desde que
descobri quem ela era.
— Sim, Tania, nós somos um casal. Eu disse que ela era diferente.
Eu estou apaixonado por ela. Eu nunca estive apaixonado por alguém
do jeito que a amo.
— Você está apaixonado por ela. Você está louco Edward? Nós
matamos...
Eu cortei.
— Nós? Nós não matamos ninguém. Você fez.
Isso era algo que assombrava minha mente por anos.
Flashback on
— Vem merda aí, Edward, — Tania sussurrou enquanto ela
desapareceu sobre o lado da cerca.
Ela era mais rápido do que eu , agora que ela era mais velha, mas
ainda desajeitada, foi por isso que nunca a deixava fazer trabalhos
sozinha. Ela não estava pronta, mesmo que pensasse que estava.
Subi na cerca e cai aos meus pés ao lado dela.
— Você está ficando lento, — ela sorriu para mim.
— Foda-se, — disse, me levantando e tirando a poeira dos
joelhos de minhas calças.
— Vamos fazer essa merda logo. Eu disse a Anthony que estaria
de volta em duas horas.
Nós atravessamos o quintal tão bem cuidado em direção à casa
que Tania tinha posto olhos pelo ano passado. Ela disse que era a casa
dos seus sonhos. Ela queria um lar e uma família como a do seu interior.
Todos nós tivemos os nossos sonhos e imaginamos o tipo de vida
que teríamos se não tivéssemos sido dados, então entendi a sua
obsessão com a casa. Mesmo que disse a ela, uma e outra vez, que
pegava as casas, sabia que seu aniversário estava chegando. Então,
como um idiota, prometi a ela que faria a casa que ela queria.
— Ok, você tem certeza que as pessoas estão fora da cidade? —
perguntei.
— Sim. Agora pare de se preocupar. Vamos entrar e sair antes que
você perceba.
Eu confiei em Tania com a minha vida. Eu não tinha nenhuma razão
para acreditar que ela iria mentir para mim sobre qualquer coisa.
— Tudo bem, mas ainda continua sem luzes. Os vizinhos em torno
de bairros como este, cuidam das costas uns dos outros. Vamos entrar,
fazer a merda, e dar o fora.
— Eu não sou uma idiota, Edward. Eu fiz isso mais do que você.
Usei um cartão de crédito roubado na porta de trás, dobrado
enquanto o apertei na fechadura. Puxando a maçaneta, a porta se
abriu.
— Como um profissional, — Tania sussurrou com um sorriso.
Ela bateu o ombro no meu de brincadeira. Esse era o problema. Ela
brincava muito em situações graves, como a que estávamos.
Dei a ela um olhar mal, dizendo a ela para calar a boca, e depois
nos movemos furtivamente pela casa. Tania estava nos meus calcanhares
enquanto nos movemos através do lugar, à procura de objetos de valor. O
piso inferior estava impecável e não encontramos muita coisa.
— Vamos lá, — Tania sussurrou, tomando as escadas para o
segundo andar. Segui atrás dela e no quarto principal.
— Prêmio, — Tania sussurrou, puxando meu braço. — Me ajude com
a TV.
Balançando a cabeça, me movi para a parede com a TV e ambos
a levantamos da base e para o chão. Foi nesse momento, a porta do
banheiro se abriu e um homem em um par de calças de pijama de seda
saiu. Ele estava bocejando com os olhos fechados e coçando a cabeça.
Uma vez que seus olhos se abriram, eles pararam em nós. Tania e
congelamos na luz vinda do banheiro.
— O que você está fazendo na minha casa?
Ele se mexeu para o lado da cama em direção ao telefone. Foi
então que vi uma senhora dormindo do outro lado.
Eu levantei minhas mãos.
— Não há necessidade para isso. Nós vamos sair.
Me mexi para a porta esperando que Tania viria a seguir. Nenhum
de nós tinha de ser preso.
Eu estava em pé na porta, quando olhei para trás. Tania não
estava lá. Em vez disso, ela estava de pé na frente do homem e ela
estava segurando uma arma para ele.
— O que você está fazendo? — disse, fazendo meu caminho de
volta para ela. — Não, esta não é a forma como isso está acabando.
Nós invadimos casas para sobreviver, mas carregar uma arma ao
redor e puxá-la sobre as pessoas não estava bem comigo.
— Ele vai chamar a polícia, Edward, — ela disse em um tom
abafado.
— Porra, agora ele sabe o seu nome. Sinto muito. Merda, sinto
muito.
Seus olhos estavam selvagens. Ela estava pirando.
— Tania, me dê a arma. Vamos dar o fora daqui, e ninguém sabe de
nada. Vamos embora. — disse calmamente enquanto estendi a
mão para a arma.
Sua mão tremia, o que significava que seu dedo no gatilho tremia
também.
E então tudo se moveu em câmera lenta. O marido ficou lá com as
mãos para cima, o medo em seus olhos, enquanto a mulher começou a se
mexer. E então ela se sentou na cama e gritou.
Os tiros soaram, me ensurdeceram enquanto observava o
homem cair no chão. O sangue escorria de seu pescoço e ele engasgou
enquanto tentava respirar. Me mudei rapidamente para Tania, mas já era
tarde demais. A esposa estava correndo em direção à porta e Tania estava
atirando uma e outra vez.
Tudo ficou em silêncio, exceto pelos sons do marido, tendo o seu
último suspiro, e a mulher começando a engasgar e ofegar pela vida. E,
em seguida, os gritos de um bebê no quarto ao lado.
Tania largou a arma e saiu correndo, como se eu não estivesse
mesmo no quarto com ela. Seus passos fortes na escada de madeira
ecoaram por toda a casa. Eu fiquei ali em choque, certo de que estava
sonhando, mas a mulher começou a gemer. Eu deveria ter corrido, mas
não o fiz. Em vez disso, caí de joelhos ao lado da mulher morrendo no
chão e agarrei a mão dela.
— Eu sinto muito, — sussurrei para ela. — Eu sinto muito.
Seus olhos arregalados focaram em mim quando seu corpo
começou a tremer. O sangue espirrou de sua boca e pousou em seus
lábios. Ela estava tentando dizer algo, mas não conseguia entender.
Me inclinando para mais perto dela, virei minha cabeça para que ela
pudesse falar no meu ouvido.
— Por favor, — ela lutou para dizer.
E então a senti tremer nos meus dedos enquanto ela colocava
algo duro e frio na palma da minha mão.
Ela fechou a mão em torno do objeto e implorou com os olhos. Eu
não sabia o que ela estava me pedindo, mas não podia ajudá-la.
Eu deveria ter chamado a polícia ou a ambulância, mas não
estava pensando direito e estava com medo. Eu nunca tinha visto
alguém morrer antes e meu estômago estava torcendo com medo. Tudo
que fiz foi me inclinar sobre ela e ver enquanto uma pequena lágrima caiu
de seus olhos e ela tomou seu último suspiro.
Abri minha mão e olhei para o medalhão na palma da minha mão.
O que ela estava tentando me dizer?
E então um som à minha esquerda me fez pular e olhei para
cima para ver uma jovem menina que na porta olhando de volta para
mim. Ela não tinha mais do que dez anos. Seus pés minúsculos
apareciam debaixo de sua camisola, enquanto seus olhos cheios de medo
viram a cena ao seu redor.
A mulher, obviamente, queria que eu tivesse o medalhão. Eu não
sabia mais o que fazer, então estalei a corrente do seu pescoço. Fiquei
segurando o medalhão na minha mão. Meus olhos se chocaram mais
uma vez com os da menina, e então fugi, correndo por ela e descendo
as escadas. Uma vez que me levantei por cima da cerca, vomitei
todo o chão, antes de correr para a escuridão.
Tanto quanto queria me entregar, isso significava levar Tania,
também, e isso era algo que não estava disposto a fazer. Ela era a
única família que tinha - a minha irmãzinha. O que ela tinha feito era
errado, mas não podia deixá-la ir para a cadeia. Eu não podia.
Naquela noite, mudei. Deitei na cama e bloqueei todas as
lembranças da noite, cortando minhas emoções completamente, de modo
que não sentia a culpa ou a dor me dilacerando.
Estourando aberto o medalhão que a mulher tinha me dado, vi
duas fotos no interior. Uma da menina, e outra do bebê que ouvi gritar.
Eu tinha testemunhado duas pessoas morrerem - pais. Eu tinha deixado
dois filhos, órfãos. Eu tinha os condenado a uma vida como a minha. Era
algo que nunca ia superar pelo resto da minha vida... nunca.
Flashback off
— Que diabos você está falando, Edward? Nós dois estávamos
lá.
Suas palavras me puxaram de minhas memórias.
— Você está certa. Eu nunca deveria ter deixado você... — não
terminei.
— Você está pensando em me delatar? O mínimo que você pode
fazer é me dizer antes de você fazer.
Meu olhar estalou em sua direção.
— Você me conhece melhor do que isso. Eu não sou a porra de um rato.
Eu nunca faria isso com você e nunca faria isso com Isabella. Ela
nunca pode descobrir o que aconteceu naquela noite.
— Oh, a cadela fodida, Edward. Eu sou a única que você deve
ser leal. Eu, não ela.
— Eu disse que não ia contar a ela. Eu não posso perdê-la, e se
ela descobrir, ela vai me deixar. Eu preciso dela, Tania. Ela é tudo para
mim.
O rosto de Tania desmoronou e ela recuou um passo.
— Mas pensei...
Mesmo através da minha neblina bêbada, não perco a total
devastação no seu rosto. Eu suspeitava dos sentimentos de Tania por
mim um par de semanas atrás, mas hoje à noite isso se confirmou. Foi
como um soco no estômago. Ela estava apaixonada por mim.
Como poderia não ter visto todos esses anos? Ela era como
uma irmã para mim, por isso nunca me ocorreu que seus sentimentos
fossem mais profundos do que os meus. Ela me assistiu foder qualquer
uma e todas, e nunca pestanejou. Mas as coisas com Isabella eram
diferentes, e agora todas as questões de Tania ao longo das últimas
semanas fizeram sentido.
— Tania... — levantei minhas mãos no ar com um sentimento
indefeso. Como é que ia dizer a ela que não sinto o mesmo por
ela?
Lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela as enxugou com raiva e,
em seguida, colocou os braços ao redor de sua cintura. Eu não tinha
visto esse lado dela em um tempo muito longo, e me lembrei da
menina que ela costumava ser. Ela era vulnerável e estava assistindo
em câmera lenta enquanto estava quebrando seu coração.
Por mais que as coisas tinham mudado entre mim e Tania nas
últimas semanas, uma parte de mim se agarrou à velha ela. Eu não
podia simplesmente me afastar de sua dor. Segurando meus braços em
direção a ela, esperei, contando que ela aceitasse o meu conforto.
Dentro de um segundo, ela estava do outro lado da sala e jogando os
braços em volta da minha cintura.
Suas lágrimas molharam a frente da minha roupa, mas não
me importei. Ela precisava de conforto. Culpa engrossava nas minhas
entranhas quando percebi que as coisas estavam indo ser diferentes a
partir desse ponto. No momento em que parecia que estava marcando o
fim da nossa amizade.
— Eu te amo, Edward. Eu estive com você desde o início.
Ninguém mais.
— Shhh, — sussurrei, alisando a lateral de sua cabeça.
— Ela nunca vai ser boa o suficiente para você. Ela nunca vai
conhecer você como . Eu aceito você por quem voc que você fez.
Ela diria a mesma coisa se ela descobrisse sobre o seu, o nosso,
passado?
— Tania... — comecei a explicar a ela, mas ela me cortou.
— Me diga que não me ama, Edward. Me diga que você nunca
me amou. — ela implorou, olhando para mim com os olhos cheios de
lágrimas.
— Me desculpe, mas não me sinto da mesma maneira. Você
sempre foi como uma irmã para mim.
— Isso não é verdade. — ela balançou a cabeça furiosamente. —
Me beije.
Antes que pudesse impedi-la, seus dedos estavam segurando
meu casaco e ela estava me puxando para a frente. Ela me pegou de
surpresa e foi capaz de pressionar seus lábios contra os meus.
Desespero era um gosto amargo. Senti sua língua movimentando
ao longo dos meus lábios e passei meus dedos ao redor de seus
cotovelos, e tentei afastá-la de mim.
— Eu adoro quando você está duro, — ela resmungou. — Eu sei
como você gosta de transar. Foda-me, Edward. Foda-me duro. — ela
mordeu o lábio, liberando os seus braços e começou a atacar os botões
em sua camisa.
— Pare com isso, Tania. — empurrei e ela caiu para trás alguns
passos.
Ela piscou para mim e depois me olhou.
— Ela vai quebrar seu coração. Ela não é como nós. Ela nunca
vai ser como nós. Você e somos a mesma coisa. Nós não temos
felizes para sempre.
— Talvez não vá ter um final feliz, mas mesmo depois de toda a
merda que fiz, você e não somos nada parecidos.
Ela sorriu, fixando sua camisa, e se virou. Sem outra palavra, ela
saiu do escritório, batendo a porta atrás dela. Se fosse esperto,
teria a seguido para me certificar de que ela deixou o clube, mas não
fui inteligente.
— O que é isso, Edward? Me diga o que é. — Bella gritou comigo.
As lágrimas corriam pelo seu rosto, levando pedaços do meu
coração com elas.
O inevitável aconteceu e agora ia perder tudo o que amava.
— Isabella, querida. Eu posso explicar. Apenas me deixe ex...
— Não se atreva a me chamar de querida. Me diga o que é. Eu só
quero ouvir você dizer as palavras. Eu preciso saber que isso é real.
— Isabella, por favor...
— Pare! Basta dizer as palavras.
Ela estava quebrando na minha frente – crepitando de dentro
para fora, e não havia nada que pudesse fazer para detê-la.
Respirando profundamente, fechei os olhos e me preparei para o fim
de tudo.
— É o medalhão de sua mãe.
As palavras cortavam em minha garganta como grandes cacos de
vidro. Eu praticamente podia provar o sangue na parte de trás da
minha boca.
— E como é que você conseguiu isso?
Seus ombros estavam rígidos e a mão segurando o medalhão
estava tremendo tanto que pensei que ele poderia cair.
— Por favor, baby. Me deixe explicar.
Eu só precisava dela para ouvir apenas alguns minutos. Eu
queria que ela soubesse a verdade. Ela precisava saber que enquanto
eu estava lá, não puxei o gatilho. Eu tecnicamente não matei seus
pais.
— Não me chame de baby! Eu não sou a porra do seu baby! —
vacilei com suas palavras.
— Foi você. Você era o menino debruçado sobre minha mãe, não
foi?
Ela não estava fazendo as perguntas certas. Eu precisava que ela
me perguntasse se tinha matado eles.
— Sim, era , — as lágrimas vieram espontaneamente aos meus
olhos. — Mas juro, Isabella. Eu juro que não matei seus pais.
— Então quem foi?
O nome pousou na ponta da minha língua esperando para se
lançar para o ar em torno de mim, e em vez de segurá-lo de volta, como
eu sempre fiz, o deixei saltar.
— Tania.
Ela passou as mãos pelo rosto, antes de puxar o cabelo dela.
— Eu não posso... — ela fechou os olhos e balançou a cabeça. — Isso não
está acontecendo.
— Eu estava lá, Isabella, mas não os matei. Eu preciso de você
para me ouvir, preciso saber que você entende.
— Você acha que isso o torna melhor que você apenas estava ali,
Edward? Você nunca deveria ter estado na minha casa. Você pode
não ter puxado o gatilho, mas você tirou tudo com apenas sua
presença.
—Isab... — dei um passo mais perto dela, mas ela se afastou.
— Não. Não se atreva. Você não me toque. Eu não quero olhar
para você, você me deixa doente.
— Me desculpe, devia ter te contado.
— Espere... — ela ergueu o olhar acusador, realmente olhando
para mim pela primeira vez. — Há quanto tempo você sabe sobre mim?
Desde o início, Edward? É por isso que você fez tudo isso? Este foi um
fodido jogo doente pra você?
— Não, não consegui descobrir até...
— Sua senha, — ela interrompeu. — É por isso que você surtou
quando disse que era meu sobrenome.
— Eu juro que iria deixá-la sozinha. Eu ia. Mas te amei,
Isabella. Ainda te amo. Eu preciso de você. — lágrimas escorriam pelo
meu rosto, pela primeira vez desde que era um garotinho.
— Você me fodeu esse tempo todo... sabendo quem matou meus
pais?
Eu queria dizer a ela tantas coisas, mas nada que pudesse
dizer ia fazer bem a ela. Eu sabia que ia perder-la e ao vê-la olhando
para mim com os olhos cheios de ódio, entendi que ela não era mais
minha. Eu não tinha o direito de tentar dissuadi-la de me deixar.
— Eu preciso sair daqui. Eu preciso ficar longe de você.
E então ela começou a andar para trás, para sair da sala. Pânico
rasgou através de mim. Não porque tinha medo que ela estava indo
para a polícia, mas porque sabia que uma vez que ela saísse,
nunca mais a veria.
Estendendo a mão, a puxei para mim, quando ela se
aproximou, e ela atacou. Batendo no meu rosto e no meu peito, ela
gritou. Eu a abracei forte para proteger ela e a mim.
— Por favor, não faça isso. Acabei de encontrar você. Eu não
posso perder você agora. — o caroço no meu peito se moveu em minha
garganta e ameaçou me sufocar.
— Eu nunca fui sua, Edward. O minuto que você entrou na
minha casa há doze anos, queria que você morresse.
— Não diga isso. Você me ama, Isabella. Eu sei que sim.
Ela não estava me ouvindo, enquanto continuava a se agitar
para se livrar de mim. Finalmente, com uma explosão de força que
não sabia que ela tinha, ela chutou o meu pé e canela, antes de me
afastar com um grunhido.
Eu bati na parede e perdi meu equilíbrio. Ela correu. Eu estava
apenas chegando na sala de estar enquanto ela abriu a porta da frente
e correu escada abaixo. Eu a persegui, descendo as escadas o mais
rápido que pude, mas quando ela bateu no chão cheio de dançarinos,
ela desapareceu na multidão.
Eu procurei por ela como um homem enlouquecido. Empurrando
através dos dançarinos e derrubando bebidas. As pessoas olhavam para
mim como se estivesse louco, e talvez estivesse. Corri para a porta,
com certeza a interceptei, mas ela estava longe de ser encontrada.
Deixando o clube, estava no asfalto molhado e me deixei
verificar a área. O amor da minha vida estava lá fora em algum lugar,
sozinha nas ruas. Se algo acontecesse com ela, nunca me perdoaria.
Voltando, corri de volta para cima para o meu apartamento
para pegar as chaves. Ela teria que ir para casa ou encontrar um lugar
para ficar. Eu a encontraria e me certificaria de que ela estava a salvo.
Não importa onde ela estava, a encontraria e melhoraria isso.
— Você tem certeza que está tudo bem se ficar aqui por um
tempo? — perguntei, assoando o nariz em um lenço de papel que
estava começando a ficar ruim. — Eu não quero ser um incômodo.
— Menina, por favor. Você é bem-vinda para ficar aqui, — disse
Alice, me entregando um novo lenço.
— Eu realmente gostaria que você me dissesse o que diabos está
acontecendo.
Ela parecia realmente preocupada, mas não estava pronta
para falar. Para não mencionar que ainda não sabia o que fazer. Eu
não sei se deveria chamar a polícia, ou o quê. Eu só precisava de um
lugar para me esconder até que tivesse a minha cabeça no lugar.
Eu tinha uma semana antes de Seth voltar para casa, e não havia
nenhuma maneira no mundo que ia voltar a esse condomínio. Eu
não ia deixar que o homem que matou meus pais cuidasse de mim.
— Eu não posso, — disse através das minhas lágrimas. — Eu
gostaria de poder, mas simplesmente não consigo.
Ela estendeu a mão e afagou o cabelo do lado da minha cabeça.
— Quando você estiver pronta para conversar, estou aqui.
Alice tentou cancelar o encontro que ela estava falando pelas
duas últimas semanas, mas me recusei a deixá-la fazer isso. Eu
estava uma bagunça emocional e queria passar a noite sozinha. Eu
estava mais do que feliz em assistir Alice sair pela porta uma hora mais
tarde.
Eu me deitei no sofá e chorei durante a maior parte da noite. Em
algum momento, caí em um sono profundo. Memórias da noite que
eu tinha guardado a sete chaves foram liberadas e eu não tinha
escolha, a não ser reviver tudo de novo. Exceto que o meu pesadelo foi
diferente desta vez. Desta vez, eu era a vítima.
""Os sons de tiros soaram e os gritos de Seth quebraram meu
coração tudo de novo. E ai estava o rosto do intruso – os olhos gelados de
Edward cortaram através de mim, me deixando a sensação de frio e
medo.
Ele se afastou do corpo sem vida de minha mãe e fez o seu
caminho em direção a mim.
— Você é a próxima, sua putinha, — ele rosnou na minha cara.
Seus dedos cravaram em meus braços, me prendendo na porta do
quarto dos meus pais, e, em seguida, ele se inclinou e me beijou.""
Eu estava jogada no sofá quando ouvi um barulho estranho.
Meus olhos se abriram, os meus sentidos em alerta, e me sentei na
escuridão da sala. Engoli em seco quando uma sombra se deslocou
contra a parede em frente a mim.
Quando o rosto já não estava protegido pelas sombras da noite,
eu não estava inundada com qualquer tipo de alívio. Ela parou na
minha frente, uma arma em sua mão, e não houve tremor quando ela
deu um passo para a frente e apontou para mim.
— O que você está fazendo aqui, Tania? — perguntei,
levantando do sofá e orando para que meus joelhos me sustentassem.
— Não banque a estúpida, Isabella, você sabe por que estou aqui,
— ela sussurrou.
A luz da lua que espreitava através das cortinas refletia contra o
metal em sua mão, e vi seus olhos mudarem para a arma brevemente
antes de virar os olhos cheios de ódio em mim.
— Irônico, não é? — ela perguntou.
— O quê? — tentei manter o tremor da minha voz.
— Que vou te matar com a arma que matou seus pais. Eu sei
que você não quer ouvir isso, — ela deu de ombros. — Mas foi uma
maldita corrida como nenhuma outra.
Meu estômago embrulhou, mas não lhe dei a satisfação de
reagir às suas palavras.
— Você está mentindo. A arma está no cofre de Edward.
Ela zombou.
— Eu peguei, sua pequena idiota. Depois que você saiu correndo
e Edward a seguiu, não foi difícil de pegar.
— Por que está fazendo isso?
— Porque você é uma cadela que pegou algo que não te pertence.
Edward sempre foi meu. Eu deveria ter sido a única que ele se
apaixonaria. Somos o mesmo, ele e eu .
— Você está errada, — disse calmamente. — Ele não é um
assassino.
— Mesmo depois de tudo o que ele te disse, você ainda está
apaixonada por ele, não é?
Eu sabia que responder a ela só ia irritá-la ainda mais, mas se
ia morrer, precisava dizer isso em voz alta.
— Sim. Eu ainda o amo.
Fechei os olhos e imaginei o rosto de Edward - seu sorriso. Ele
era uma pessoa tão amorosa - quebrado, mas amoroso. De repente, tive
uma iluminação, o que era estranho, considerando que havia uma arma
apontada para mim.
A clareza da situação me atingiu. Vendo como doente e torcida
Tania realmente era, não havia maneira de Edward ser nada parecido
com ela. Claro, ele não tinha nada que estar na minha casa na noite do
assassinato do meu pai, mas Edward nunca poderia matar alguém -
não podia.
— Você o perdoaria?
— Eu não tenho tanta certeza que não há algo a perdoar. Ele não
puxou o gatilho, você fez. Ele estava no lugar errado na hora errada.
— Você é uma cadela estúpida. Eu vou estar fazendo um favor ao
mundo, te tirando daqui, — disse ela, nivelando a arma para a minha
cara.
Meu coração estava batendo tão forte, ele estava começando a
doer.
— Se amar significa ser estúpida, então sim, acho que sou
uma cadela estúpida.
— Bem, o mundo está prestes a ter uma cadela estúpida a menos.
Ele é meu, e não compartilho.
— Eu não vou contar a ninguém, Tania.
— E deveria acreditar em você, por quê?
— Porquê, se estivesse indo para te entregar, teria ido
direto para a delegacia depois que deixei Edward.
— Talvez você não vá dizer, mas não vou correr riscos.
— Edward não vai querer você só porque estou morta. E
quando ele descobrir que você é a pessoa que... — não conseguia
encontrar as palavras para passarem pelos meus lábios.
— Matou você? Puxou o gatilho? Terminou a sua miserável vida?
Não se preocupe, Edward vai perceber que fiz isso por ele. Eu sou
a única que está com ele ao longo dos anos. Eu assisti de lado enquanto
ele fodeu tudo com uma buceta, mas nunca tive que me preocupar
porque Edward não se apaixonava. Pelo menos ele não fez, até você.
— Eu vou embora. — agarrei um último fio de esperança. — Eu
vou para longe daqui e então você pode ter Edward só para você. Ele
não tem que saber e ele não vai ficar chateado se ainda estiver viva.
Ela olhou como se ela estivesse realmente pensando sobre isso, e
por um momento, senti algum tipo de esperança.
— Nah, matar você soa melhor. Edward não vai só te deixar ir.
Ele vai te procurar até encontrá-la. Sinto muito, Jasmine, mas este é o
único caminho.
— Não, não é,Tania. — a voz de Edward soou ao nosso lado.
Eu quase gritei de alívio ao ouvir o som de sua voz e Tania virou,
apenas tão surpresa quanto .
Ele estava alto na porta. A escuridão da noite cobria metade de
seu rosto. Ele entrou na sala, tornando isso menor. Eu queria correr
para ele. Eu queria abraçá-lo em meus braços e dizer a ele que o
perdoei. Se ia morrer, ele precisava saber que ele poderia continuar
com o meu perdão.
— O que você está fazendo aqui? — Tania assobiou. — Você tinha
que vir em seu socorro, não é?
— Eu não vou deixar você matá-la, — a voz profunda de
Edward me trouxe um pingo de alívio.
— Bem, desde que sou a única com uma arma aqui, parece
que você está em uma fodida escolha.
— Não faça isso. Mesmo que Isabella não estivesse em cena, você
e nunca teríamos acontecido. Você estava diferente depois de matar
os pais dela e nunca olhei para você mesmo.
Eu escutei Edward tentar acalmar Tania, ao mesmo tempo
tentando pensar em um plano. Ele não ia ser capaz de distraí-la para
sempre. Cheguei de volta para a mesa ao lado do sofá, meus dedos mal
tocando a borda da bolsa que trouxe comigo.
Eu respirei um suspiro de alívio quando meus dedos roçaram o
metal frio escondido debaixo da minha carteira. Passando os dedos em
torno dela, me levantei e segurei a arma nas minhas costas.
— Depois de tudo que passamos, não posso acreditar que você
está dizendo isso para mim, — Tania fungou. Levantando a arma
novamente, ela começou a chorar silenciosamente. Só que desta vez, a
arma não estava apontada para mim, estava apontada para Edward.
— Eu acho que isso não vai acabar em favor de ninguém, porque
se não posso ter você, ela também não pode. — congelei, suas
palavras destruindo todo o meu mundo. O temido som de um tiro
encheu o apartamento, ecoando nas paredes e batendo no meu peito.
— Não! — gritei.
Edward caiu de costas contra a parede. Seus olhos presos nos
meus em angústia, quando ele começou a deslizar para baixo para o
chão. Seu corpo ficou mole, quando ele caiu no tapete e os olhos
fechados.
Tania se virou para mim, lágrimas encheram o rímel preto
escorrendo pelo rosto. Ela levantou a arma para mim novamente.
— Você fez isso, sua vadia. Me fez matá-lo.
Meu aperto aumentou em torno da arma na minha mão enquanto
meu polegar passou por cima da trava, desbloqueando ela. — Você
estava errada sobre uma coisa, Tania. Você não é a única...
Seus olhos se encheram de confusão e, em seguida, entraram em
pânico quando puxei a arma nas minhas costas e disparou uma vez.
Os olhos de Tania ficaram em branco enquanto ela piscou e
cambaleou para trás. Ela olhou para baixo e tocou o peito, o sangue
manchando as pontas de seus dedos. Ela caiu no chão com um baque
pesado e a arma caiu de sua mão deslizando no chão.
Eu atravesso a sala em direção a Edward, e caí de joelhos ao
seu lado. Pegando meu celular do bolso, disquei 911 e gritei no
telefone que precisava de ajuda.
Eu não ouvi o atendente, em vez disso, puxei a cabeça de
Edward no meu colo e apertei minha bochecha à dele.
— Edward, — soluçava, sacudindo-o. — Não se atreva a
morrer. Você não pode me deixar, você não pode. Acabamos de
encontrar um ao outro, lembra? Por favor, preciso de você.— chorei
em seu pescoço.
Ele não se moveu. Segurei-o perto e esperei até que ouvi as
sirenes de longe. Eu fiquei ali, segurando-o em meus braços, pedindo a
ele para não ir, enquanto a polícia irrompeu pela porta.
Tudo aconteceu em um borrão e senti que não era mais uma
parte do meu corpo enquanto os assisti cobrir o corpo de Tania.
Quando finalmente me levaram a abrir mão de Edward, fui puxada
para o sofá e questionada. Acenei minhas respostas e chorei.
— Então ela puxou a arma para você? — o policial perguntou. —
Você pode me dizer o que aconteceu, então?
Eu estava falando, mas não soou como . Expliquei a eles tudo o
que aconteceu, e como Tania tinha sido a pessoa que matou meus pais
12 anos antes. Eu não contei a eles sobre Edward, não queria seu
nome ligado ao seu assassinato. Ele estava lá, mas sabia no meu
coração que ele era tão vítima quanto eles foram.
Eu estava lá fora, em pé na calçada, quando eles trouxeram o
corpo sem vida de Tania para baixo e empurraram ela passando por
mim. Eu passei meus braços firmemente em torno de mim e chorei
quando Edward seguiu.
— Eu quero ir com ele. — disse ao paramédico, enquanto eles
colocaram Edward na ambulância.
O paramédico me olhou engraçado, mas acenou com a cabeça e
me ajudou a entrar na parte de trás. Outro paramédico entrou atrás de
mim e fechou as portas.
Eu não sabia se eles estavam com medo do meu estado de choque
ou quê, mas eles não protestaram quando rastejei na maca com
Edward e passei meus braços em torno dele. Ele ainda estava quente,
e seu pulso era lento, mas pelo menos ele ainda estava lá.
"Algumas pessoas entram em nossas vidas e vão
rapidamente. Alguns ficam por um tempo, deixam pegadas em nossos
corações, e nós somos sempre, sempre os mesmos". Flavia Weedn
Eu fiquei ali olhando para a lápide perfeitamente esculpida. Eu
não tinha vindo para esse túmulo desde o dia em que colocaram o
caixão no chão. Eu não tinha sido corajosa o suficiente e a culpa só
piorava. A culpa por amar o homem que alterou a minha vida de forma
tão completa, de muitas formas.
Eu gostaria de pensar que meus pais teriam perdoado Edward
também. Ele era tão jovem na noite em que foram assassinados -
apenas dezessete anos. E embora ele tivesse arrombado nossa casa, ele
nunca esperava que alguém seria morto. Tania era a assassina, e agora
ela estava morta, também.
Me ajoelhando, coloquei uma rosa branca sobre o túmulo e corri
os dedos sobre a gravura áspera.
— Bella? — Seth sussurrou, chegando para ficar ao meu lado. Ele
me deu um pequeno sorriso e então envolveu o braço em volta dos
meus ombros.
Limpei a lágrima que deslizou pelo meu rosto.
— Ei, garoto.
— Você está bem?
— Yeah. Apenas triste.
Eu não tinha dito a Seth sobre o papel de Edward no
assassinato do nossos pais. Eu não sabia se ele entenderia por que
tinha perdoado tão facilmente. Tudo o que ele sabia era que a pessoa
responsável pela morte de nossos pais foi finalmente encontrada e esse
era nosso encerramento.
— Eu acho que é normal ficar triste, contanto que você sabe que é
bom ser feliz também.
Eu sorri para ele.
— Quando você se tornou tão esperto, garoto?
— Tive a ajuda da minha irmã mais velha.
— Hey, e quanto a mim?
Seth fingiu estar irritado enquanto uma grande mão bagunçou
seu cabelo, antes de puxá-lo para um enforcamento de brincadeira.
— Edward, — ele gemeu. — Você bagunçou o meu cabelo.
A profunda risada de Edward era como uma carícia suave em
volta de mim. Movendo o meu braço sob o dele, o passei na sua
cintura e o puxei para perto. Ele me deu um aperto suave e voltamos
para dar a Seth um pouco de privacidade com os nossos pais.
Eu vi quando ele colocou uma rosa branca para baixo ao lado da
minha e sussurrou algo, antes de se levantar e colocar as mãos nos
bolsos. Não houve lágrimas quando ele olhou para mim, mas seus olhos
brilhavam.
— Eu vou esperar com o Sr. Martin, — Seth disse e então correu
em direção ao carro.
— Você está bem? — perguntou Edward no meu cabelo, dando
um beijo suave nos fios.
— É sempre difícil visitá-los, mas precisava fazer isso por Seth.
— Você igualmente precisava disso.
— Obrigado por ter vindo, — disse, olhando para ele.
— Te devo isso, Isabella. — ele ficou em silêncio por um segundo.
— Eu já estive aqui antes.
Eu me afastei.
— Você esteve? Quando?
— Cerca de um ano depois de ter acontecido. Eu precisava pedir
desculpas por levá-los para longe de você e Seth. Eu os visitava uma vez
por semana, até que Tania descobriu e me apavorei.
Eu não quero falar sobre Tania, ou qualquer coisa a ver com ela,
por isso não respondi. Estávamos juntos. Nós dois estávamos vivos.
Isso era tudo o que importava.
Edward se afastou e deu um passo para a frente, de joelhos
para que ele pudesse colocar sua rosa ao lado da de Seth e da minha.
— Sinto muito, Sr.º e Sr.ª Swan. Eu pretendo cuidar de Isabella
e Seth para o resto da minha vida.
Sua declaração trouxe lágrimas aos meus olhos. Peguei a mão
dele quando ele se levantou e a estendeu para mim. Me puxando em
seus braços, coloquei minha cabeça em seu peito, me sentindo
embalada pelo som de seus batimentos cardíacos.
Movi meus dedos ao longo dos botões de sua camisa, até que
encontrei a sua pele nua, e depois a cicatriz do ferimento de bala. Eu
fechei os olhos e tentei esquecer o que senti ao quase perdê-lo, me
concentrando no fato de que ele ainda estava aqui comigo.
— Nós vamos nos atrasar, — ele sussurrou.
Eu balancei a cabeça, deixando que ele me levasse até o Sr.
Martin e Seth.
— Jonathon Hale, — o reitor chamou ao microfone.
Quanto mais se aproximava o nome Swan, mais nervosa e
ficava.
Olhando para as bancadas, sorri para Edward, Seth e Alice -
piscando nosso cumprimento secreto. Eu tinha feito isso. Eu tinha ido
para a escola e terminei os dois primeiros anos técnicos. Depois
disso, estaria mudando para a Universidade de Cornell para o meu
mestrado.
— Isabella Swan.
Me movi para o palco. Quando peguei o meu diploma e apertei
a mão do reitor, podia ouvir o elogio de Edward acima do aplauso.
Após a cerimônia, a multidão estava se dissipando e fizemos o
nosso caminho para o carro.
— Estou tão orgulhoso de você, Bella. — Seth jogou o braço em
volta do meu ombro.
Ele era mais alto que eu agora, tinha acontecido durante o último
ano. Ele foi se revelando como um bom garoto, e foi bem na escola. Já
para não falar de sua arte, que já estava sendo vendida em algumas
galerias selecionadas na cidade de New York. Seth era incrível - forte
para uma idade tão jovem, e não pude deixar de sentir orgulho sobre
desempenhar um papel importante no crescimento dele.
— Sim. Precisamos comemorar, — disse Edward.
— Eu não sei. Eu meio que quero ir para casa, estourar um pouco
de pipoca e assistir a um filme, — respondi.
Todos nós caminhamos para o carro conversando, e quando
comecei a entrar, Edward me puxou para o lado.
Eu puxei o meu vestido preto e sorri para ele. Seus olhos
me devorando e a lembrança de todas as vezes que ele me amava
voltaram correndo.
— Você está linda, — disse ele, correndo um dedo pelo meu braço
nu.
— Obrigada.
— Estou tão orgulhoso de você, Isabella, — ele sorriu.
— Bem, obrigada, senhor. Me faz feliz agradá-lo, — disse,
enquanto , brincando flerto.
— É mesmo? — ele flertou de volta.
— Sim.
— Então, você faria qualquer coisa para me fazer feliz?
Eu amei como ele estava sendo brincalhão. Isso nunca foi chato
com Edward. Ele me manteve na ponta dos pés e fez de cada dia uma
aventura.
— Absolutamente.
— Então nesse caso, tenho uma nova proposta para você. —
seu sorriso era tão grande, suas covinhas adoráveis fizeram uma
aparição.
Eu não poderia me ajudar, ri.
— Ah, é mesmo? Que tipo de proposta?
Ele se moveu, seu aroma único cercando em torno de mim. Me
puxando para mais perto, ele segurou meu rosto com as mãos e me
olhou nos olhos.
— Edward Cullen é meu nome. Poderia ter qualquer mulher que quero,
mas escolhi você. Aqui esta a minha oferta,
**Aceita passar o resto de sua vida comigo, sendo minha esposa?**
O Fodido Fim!
E ai? Gostaram?
Quem leu o livro vai ver que enfeitei um pouco o final.
Adorei dividir essa estória com vcs.
beijos e até
