Severus sentou-se na cama ao lado dela depois que foram deixados a sós. Pan o encarava com um leve misto de confusão e agressividade no olhar, o que Severus rapidamente dissipou com um beijo na testa.
-Você não pode fazer isso. –ela disse vencida, agarrando um travesseiro- Não pode simplesmente virar as costas pra mim e depois vir me ganhar com um beijo na testa.
-Não é minha intenção "ganhar" você. Você é minha e sempre vai ser.
-Você não está exatamente interessado nisso.
-Não seja tola, Pamela. –ele tentou argumentar.
-Eu não sou tola! Nem perto de tola, se você quer saber!
-É um modo de falar...
-Que você tem repetido muito isso ultimamente, Severus!
Ele parou e a observou por um instante. Não podia trata-la como uma menina se a queria de volta como uma mulher, por mais que ainda não pudesse vê-la como tal.
-Você é uma tola quando duvida do meu amor. –ele disse.- Com você eu sou uma pessoa diferente. Um novo homem, e... eu só tenho feito as coisas da maneira errada. Mas minha intenção não é te ferir. Eu sempre farei tudo para proteger você, Pan. Querendo ou não, essa é a minha função.
-Não vejo sentido nisso. Se você é meu guardião porque evita estar do meu lado?
-Quando eu fiz isso?
Ela não tentou responder.
-Você sempre foi a que fugiu de mim. Sempre foi quem se isolou e evitou minhas cartas. Entenda meu amor... Eu sempre vou amar você e sempre farei o possível pra estar do seu lado, enquanto você quiser. Passando por cima do que eu tiver que passar.
-É um sacrifício tão grande ficar comigo?
-Não... nem perto disso. Não há nada melhor do que ter você. Mas ter você implica em muitas coisas que eu não sei se já é hora de... –ele desistiu de falar.
-Você e eu não temos obrigatoriamente que fazer esse tipo de coisas que você e Rosmerta andam fazendo.
-De onde você tirou isso?
-Eu vi, Sev. Não adianta negar.
-Então foi isso que...?
-Não faça essa cara horrorizada e não venha se culpar. –ela disse encarando as próprias mãos- Eu passei dos limites, eu perdi o controle e eu não tinha nada que me importar com quem você dorme... Mas esse é o tipo de coisa que dói demais.
-Pequena... –e a abraçou, mesmo com o travesseiro entre eles- Meu amor, eu não queria que você passasse por isso, eu não...
-Você é um homem, Severus. Você tem suas necessidades e eu entendo que você queria me guardar disso... Mas talvez nessa relação que nós temos você deva deixar de me proteger tanto e começar a me ver como o outro lado do casal. Deixe-me decidir o que está bom ou não pra mim.
-Eu tenho medo que você se magoe.
-Eu me magoo mais sem você comigo. Eu me sinto só e desprotegida. Sinto-me pouco importante.
-Não diga isso!
-Mas é assim, Sev! É exatamente assim que eu me sinto... Eu sou estranha e diferente demais... Eu nunca vou conseguir ter uma vida normal.
-Mas você podia tentar... há outras pessoas que podem te...
-Eu não quero outra pessoa, homem! Será que você não vê?! É você, Severus. É você e sempre será você. Eu sei como se estivesse gravado nos meus ossos... Eu sei que é você.
Severus não conteve aquela sensação de euforia e contentamento que explodiu em seu peito. Era tudo o que ele queria escutar, era tudo perfeito e o tipo de coisa verdadeira que só podia envolver Pan. Suas lágrimas o traíram e ele deixou-se observar o rosto mais perfeito do mundo enquanto linhas traçavam seu rosto e gotejavam no travesseiro. Pan, um pouco insegura, aproximou seu rosto do dele e o beijou no canto da boca, esperando uma reação. De repente, o corpo dele a pressionava na cama, enquanto sua boca a afogava num beijo profundo e revelador. E aquilo parecia não ter fim. Os beijos se repetiam sem espaço para palavras e quando Pan se viu lutando contra os incontáveis botões da roupa dele, se deu conta do que ele quis dizer com o momento certo. Aquele não era o momento certo para uma entrega tão completa, por isso ela recuou.
-Sev, alguém pode nos ver.
-Você tem razão. Eu não contive meus ímpetos. Desculpe-me.
-Não se desculpe. Então, o que nós fazemos agora?
-Agora?
-Sim. O que estamos fazendo?
-Nós dois? Estamos começando nossa vida juntos, como um casal.
-Então agora é definitivo? Sem medo ou sem incertezas?
-Tudo o que eu mais quero é ter você como minha mulher.
Pan despertou lentamente na manhã seguinte. Antes que Madame Pomfrey pudesse ver, ela recompôs-se e foi para sua torre. Tomou um banho, comeu mais um enorme pedaço de chocolate e saiu. Encontrou Lupin descendo para tomar café.
-Você devia estar descansando. -ele disse quando a abraçou no meio do corredor.
-Não aguentei ficar parada.
-O que aconteceu lá realmente? Você quer conversar?
Pan contou apenas partes do acontecido, não se aprofundou em detalhes, mas não deixou de citar as coisas que os dementadores tinham forçado em sua mente. Não disse por que foi pega.
-Eu não imaginava que você tivesse ido parar em Azkaban quando eles foram presos. Eu não podia imaginar...
-Pois é.
-Que horror! -ele parecia estar indignado, mas resumiu sua indignação a isso.
-E agora eu tenho uma dúvida muito urgente. Com licença.
Pan procurou Harry no Grande Salão. Curiosamente ele não pareceu feliz em vê-la e apenas a encarou duramente.
-Harry, eu preciso conversar com você.
-Eu também preciso conversar com você.
Eles saíram para os gramados e caminharam em silencio até uma arvore na beira do lago. Pan sentou-se primeiro, e fez sinal para que Harry sentasse também.
-Você soube do que aconteceu comigo ontem? -ela perguntou
-Não. -ele disse parecendo sincero.
-Os dementadores me atacaram ontem. O professor Snape chegou bem a tempo de impedi-los de... bom...
-Mesmo? -ele pareceu preocupado.
-Sim. -ela confirmou- Harry ontem eu revivi um momento muito ruim da minha vida, de um tempo que eu sequer me lembrava...
Uma expressão de compreensão passou pelo rosto de Harry.
-Eu só queria saber o que você vê quando os dementadores se aproximam de você. -ela disse.
Harry encarou a superfície do lago.
-Eu ouço a morte dos meus pais. -ele disse depois de algum tempo- E o que você vê? Seu pai entregando o meu? Você estava presente? Quando você estava planejando me contar que é filha de Sirius Black?
Pan o encarou por um segundo.
-Você não sabia?
-Eu...
-Harry, ele não é bem meu pai... Eu fui criada por minha avó, ele simplesmente...
-Eu merecia saber! Você nos enganou a todos!
-Eu não enganei ninguém! Todo mundo aqui sabia disso, e eu presumi que você soubesse. Rony Weasley certamente lhe diria isso. Pensei que você fosse mais livre de preconceitos.
-Ele era meu padrinho...
-Harry, ninguém mais do que eu quer por as mãos em Black e lança-lo de novo em Azkaban... -Pan duvidou de si mesma ao dizer isso- Eu não tenho culpa de ser filha deles.
-Eu sei.
-Como você ficou sabendo?
-Malfoy deixou escapar quando Hermione o ameaçou quando soube que Bicuço seria sacrificado.
-Eu sinceramente não vou compreender você se você decidir se afastar de mim, mas eu vou respeitar sua decisão. Eu não quero ser um incomodo pra você. Mas eu sempre vou sentir que nós estamos ligados e eu sempre estarei do seu lado pro que você precisar.
-Eu não pretendo me afastar de você. É estranho, mas é como se você fosse família agora. Você é filha do traidor dos meus pais, mas eu confio em você.
-Eu sou praticamente uma Dumbledore, Harry.
-Eu sei. Eu só tenho sentido tanta frustração e tanta raiva...
-Eu entendo. Eu estou aqui se você precisar.
O sábado chegou ensolarado e tenso com a chegada da final de Quadribol. Pan, que passara a semana inteira seguindo Harry de aula em aula, para garantir que ele não fosse inutilizado por nenhum aluno malfeitor da Sonserina, estava mais nervosa do que os jogadores. Era como se aquela fosse a sua final de quadribol, e não a de Harry.
-O que você tem, porque não está comendo?!- Pan perguntou ao encontrar Harry, Rony e Hermione na mesa da Grifinória- Você dormiu bem, está descansado? A Firebolt está inteira?
-Preciso falar com você. -disse Harry se erguendo e puxando Pan para um corredor vazio.
-O que foi?
-Desde o começo do ano eu tenho visto um Sinistro e hoje, de madrugada, eu vi ele de novo. Sempre que eu vejo esse bicho coisas ruins me acontecem.
Pan se concentrou em relembrar o que diabos era um sinistro. Parecia coisa de Trelawney.
-Harry... como é esse Sinistro? -perguntou ela tentando se lembrar.
-Como todo Sinistro. Um cachorro preto e grande, e...
-Oh! Você viu um cachorro preto e grande por aqui? -o estômago dela despencou.
-Eu vi desde sempre, até na rua dos Alfeneiros... Neste dia eu quase fui atropelado pelo Nôitibus...
-Harry, me ouça, o Nôitibus quase me atropelou dezenas de vezes. Ernesto está enxergando cada vez pior. Eu já vi esse cachorro preto, e eu acho que ele não é um Sinistro. Fique tranqüilo.
-Você viu?
-Vi.
Harry balançou a cabeça.
-Você está dizendo isso pra me acalmar. Eu só quero que você não me deixe morrer hoje, caso eu caia de novo da vassoura.- e voltou para a mesa.
O Jogo foi tenso. Pan estava no camarote dos Professores ao lado de Minerva. Severus e ela estavam de verdade muito juntos ultimamente, mas as boas relações não se aplicavam ao Quadribol. Principalmente quando o jogo estava desleal. Malfoy chegou ao cúmulo de segurar a Firebolt de Harry quando ele avistou o pomo, e Pan o xingou durante uns cinco minutos sem parar.
-Devíamos ser imparciais. -Severus comentou ao lado dela.
-Devíamos ensinar nossos alunos a não trapacear. -devolveu Pan furiosa.
-Eu não sou o pai deles... –Severus começou a argumentar, mas foi interrompido pelos berros do narrador.
-Ele pegooooooooooooooooooooooooo ooooooou! -berrou Lino Jordan- Grifinória veeeeeeeeeeence o Jooooooooooooooooogo!
-Ganhamos a Taça! -Exclamou Minerva emocionada, e abraçou Pan.- Ganhamos!
Depois disso o dia ferveu numa intensa comemoração. Pan só voltou para sua torre no meio da madrugada, e jogou-se na cama ainda vestida e dormiu. Despertou no dia seguinte com dor de cabeça, mas mesmo assim, desceu para tomar café. Sua habitual cadeira entre Snape e Lupin estava vazia, esperando-a. Severus não puxou muito assunto, mas quando Lupin decidiu comentar o jogo, ele resolveu que seria melhor voltar para as masmorras para evitar a humilhação.
Pan começou a comer suas torradas bem devagar e quando o correio coruja chegou ela recebeu um bilhete de Hagrid. Nele havia a data para o julgamento do recurso de Bicuço, que seria no dia seis. Além disso havia uma outra informação que fez Pan se engasgar.
-Mas que p**** é essa? -ela exclamou entre seu acesso de tosse- Como assim o carrasco vem para o julgamento do recurso? É quase como se dissesse que o réu foi condenado!
-Do que se trata? –Lupin perguntou.
-O julgamento do Hipogrifo de Hagrid.
-Esse sempre foi um caso perdido. Eu queria me desculpar pelo que aconteceu na enfermaria naquele dia.
-Está tudo bem. Severus e eu conversamos, estamos bem agora. Seria bom também que vocês evitassem discussões sem sentido.
Lupin não gostou muito da noticia de que sua afilhada afinal estava firme e forte com Severus.
-Pan, você tem certeza?
-Tenho. –ela disse com firmeza- Eu o amo.
-Mesmo?
-Sim.
-Além de tudo?
-Que tudo? Remus, Severus sempre esteve comigo, ele sempre foi uma das pessoas que eu mais amei minha vida toda, e eu sei que também sou muito importante pra ele.
-Droga! -ele murmurou chateado- Droga, Pan!
-Remus...
-Ele não te merece! Se ele fizer alguma coisa que te magoe de novo... ou que te ponha em perigo, eu juro que... -Lupin ameaçou dando um murro na mesa, fazendo as xícaras pularem.
-Lupin, você está particularmente explosivo ultimamente.
-Desculpe... Mas é muito difícil ser impotente nesse aspecto.
-Não se preocupe comigo. Eu preciso apenas que você esteja lá pra secar minhas lágrimas se necessário, não quero preocupar você com nada...
-É impossível, meu anjo. Eu sempre tentarei ao máximo estar com você e protege-la dessas situações do mundo.
-Eu agradeço, mas mesmo assim... talvez seja melhor que eu acumule minhas experiências, sejam boas ou ruins.
Pan passou a maior parte daquele dia com Hagrid, que de verdade estava necessitando apoio emocional. Os alunos estavam ocupados estudando para seus exames, por isso tudo parecia muito calmo. Aquela noite, Pan e Severus jantaram juntos, em Hogsmead.
O dia seguinte foi bastante cheio. Eram os testes de DCAT inclusive os de Harry, Rony e Mione. Pan desejou boa sorte a eles quando passou pela mesa da Grifinória e foi se sentar junto de Severo na mesa de Funcionários. Harry e Rony estavam tensos, mas Hermione estava quase explodindo. Pan ficou preocupada com ela, mas Minerva garantiu que estava tudo bem.
Depois do café Pan recomeçou sua ronda diária habitual, vasculhando todas as passagens e cômodos afastados do castelo. Almoçou com seus queridos elfos. Durante a tarde observou o teste de DCAT de Harry e foi para a cabana de Hagrid muito mais do que orgulhosa. Quando descia pelas escadas que levavam a cabana do amigo encontrou um desafeto seu.
-McNair. -sibilou em desagrado.
-Ora vejam só... Se não é aquela coisinha petulante que se metia nos meus assuntos...
-Eu não me metia nos seus assuntos... Eu tenho de verdade algum asco pelo que podem representar esses "seus assuntos". Eu apenas tentava solucionar os crimes antes que você saísse por ai executando criaturas mágicas inocentes.
Pan recordou-se de suas aulas de Direito Mágico Ministerial, quando ela tinha que agir como advogada e detetive e solucionar ou reafirmar crimes antes de seu julgamento final. Sua especialidade eram as Penas de Morte. McNair, o carrasco que ganhava por execução, não ficava muito feliz quando Pan inocentava uma de suas futuras vitimas.
-Mas hoje você não poderá fazer muita coisa... Esse hipogrifo é meu.
-Bom, você tem razão. O Ministro está trilhando um caminho bem indigno se seguir atuando de acordo com as necessidades de pessoas como Lucius Malfoy.
-Como disse? -Fudge perguntou surgindo de trás de uma coluna.
-O que o senhor ouviu, Ministro. Eu não retiro nenhuma palavra.
E desceu para a cabana de Hagrid, mas antes que realmente pudesse chegar até lá, foi interceptada por uma coruja que ela já conhecia.
-Hope... -sibilou abrindo a carta
"Pamela
Eu estou em Hogsmeade, preciso urgentemente de você aqui.
Venha ao 'Três Vassouras' agora.
É sobre seu pai.
Hope."
Sem pensar duas vezes, Pan correu para o Três Vassouras. Diante da porta hesitou por um instante, preparando-se para o pior e entrou. Hope bebericava uma Água de Gilly e olhava atentamente para a porta. Pan foi até ela.
-Devíamos procurar um lugar menos movimentado... -disse Pan sentando-se ao lado de Hope
-Não. Ninguém vai desconfiar de nós duas aqui.
-Então? O que você descobriu?
-Pan eu tenho certeza absoluta que Sirius Black é inocente. Absoluta. -enfatizou Hope.
-C-c-como assim?
-Eu sei como tudo aconteceu. Eu usei Leigiminência em cinco trouxas que testemunharam o assassinato de Pettigrew. Não foi fácil porque eu tive que desfazer complicados feitiços de alteração da memória e filtrar as imagens que obtive de todos eles. Desde aquele dia em que você encontrou o cachorro na caverna eu tenho me empenhado nisso. Os trouxas foram dados como mortos pelas autoridades, mas eles já estão de volta a suas respectivas casas de repouso e sanatórios, já que depois dos feitiços da memória eles ficaram meio... psicologicamente instáveis.
-E ai? O que você viu?
-Pettigrew matou todo mundo e eu acho que ele aparatou depois por que eu não o vi depois que a fumaça tapou tudo. Um dos trouxas caiu e só via Sirius ameaçando Pettigrew, e por ser trouxa não entendia que a varinha as costas dele era uma arma. No exato momento que Sirius lançou um Feitiço Estuporante, que é vermelho, em Petter, Petter lançou uma Maldição da Morte de um jeito que só Voldemort sabia fazer. Era tanta Magia Negra potencializada que o raio do feitiço tinha cerca de seis metros. Verde. Enorme. Parecia que Sirius realmente tinha matado Pettigrew, porque ele ia mesmo fazer isso, mas não fez.
Pan abaixou a cabeça sentindo o peso das palavras de Hope sem realmente poder assimilar tudo. Sirius não era o "notório assassino em massa" que o Ministério bradava aos quatro ventos. Era um homem injustiçado. E Ninna também.
-O mais difícil de tudo é que seu pai sequer era um traidor.
-Como assim? Ele era o Fiel do Segredo dos Potter...
-Eu acho que o Fiel do Segredo era Pettigrew.
Agora Pan não sabia mais o que dizer e muito menos como agir. Afundou o rosto nas mãos e simplesmente chorou. Hope, preocupada, passou o braço em torno da amiga e afagou seus cabelos.
-Querida... Não fique assim, você precisa ser forte agora... Seu pai é inocente!
-Você imagina o quanto ele deve ter sofrido passando 12 anos sendo inocente em Azkaban?! E minha pobre mãe...? Meu Deus...
-Eu sei que dói em você, Pan, mas tente se acalmar e ouvir todo o resto... Nós precisamos agir, você vai ter tempo para se desesperar depois.
-Continue! -Pan secou as lágrimas e ergueu a cabeça curiosa- Conte-me tudo.
-Na conversa entre Black e Pettigrew havia algumas dicas de como a coisa se desenrolou. Eu tenho decoradas as frases que os dois disseram e eu me lembro bem da cara dissimulada de Petter fingindo que estava indignado com a morte de Lílian e James Potter.
Hope parou e tomou outro gole de sua bebida.
- Petter dizia que Sirius havia traído os Potter, mas Sirius disse com clareza que quem era o fiel do segredo era Petter. No meio da confusão, a mulher trouxa de quem eu extrai essa lembrança não estava muito confiante de que Petter estivesse falando sério. Ela o achou muito teatral, muito fingido. Black sim estava possesso e estava ali para vingar a morte de James. Mas no momento em que Sirius lançou o Feitiço Estuporante e todas aquelas pessoas morreram em volta dela, ela mudou de opinião e no seu depoimento ela disse que o viu matar o homenzinho gordinho que apontava uma vareta pro outro homem, bonitão, de preto, descabelado.
-Hope, isso não prova muita coisa...
-Pan, abra sua mente!
-O que o Ministério ganharia enviando meus pais a Azkaban por nada? Não vamos esquecer que Ninna é praticamente filha de Dumbledore!
-Pamela, raciocine! Nada prova que o Ministério sabe que Sirius é inocente! Naquela época o numero de prisões de Comensais era tão imenso que eles investigaram muito pouco antes de enviar metade do pessoal da Sonserina pra Azkaban! Eles se fixaram em evidencias, e eu garanto que as evidencias realmente são muito comprometedoras. Pra copletar, Sirius Black não ajudou nada invadindo Hogwarts pra fazer sabe-se Merlin o que? Para matar Harry Potter é que não era! De acordo com tudo o que eu extraí daqueles trouxas e montando o quebra cabeças do jeito que ele devia ter sido montado anos atrás, eu concluo que Sirius foi preso por um crime que ele não cometeu. Como vamos saber a verdade verdadeira disso tudo é outra história. Precisamos encontrar Sirius logo.
-Mas, Hope, você fala como se isso fosse fácil... Se encontrar Sirius fosse assim tão simples você não acha que ele já teria sido pego?
-Temos a caverna. Sabemos onde ele esteve. Ele pode continuar lá, por algum motivo...
-Eu pedi que ele fosse embora...
-Ele pode não ter ido. Vamos, Pan! Animo!
As duas aparataram para a floresta. Pan muito mais do que nervosa, estava em pânico. Ela não sossegaria enquanto não estivesse com o pai. Precisava ouvir como tudo aconteceu. Hope havia conseguido uma façanha incrível, extremamente importante pra comunidade bruxa.
-Com seu relato nós podemos soltar a minha mãe! -dizia Pan enquanto as duas caminhavam na floresta.
-Não, Pan, nós não podemos.
Ela estacou no meio das arvores.
-Por quê?
-Não há provas...
-Mas as lembranças dos trouxas...
-Eles não vão aceitar lembranças modificadas como prova de nada. Aquelas memórias já foram alteradas, não há mais o que ser feito.
-Mas... de que vale então?
-De que vale? Pan, você imagina quanto vale a liberdade para uma pessoa que não vê a luz do sol há anos? Vale pra que você possa ajudá-los. Fiz isso pra que você pudesse ter certeza de que seus pais são inocentes e que assim faça de tudo pra cuidar deles. Você sabe a verdade, e tenha certeza de que isso a essa altura do campeonato é muito importante, sobretudo para seu pai. Imagine como alguém que passou os últimos 12 anos em Azkaban sendo sugado pelos monstros mais horrendos do mundo vai se sentir quando a filha amada dele lhe disser que sabe que ele é inocente?
-Você tem razão... Isso é muito mais do que ele espera.
-E quanto a sua mãe... Você decide o que vai fazer.
-Preciso ajudá-la. Preciso muito ajudá-la! Não é exatamente impossível contrabandear alguém para fora de Azkaban usando o método correto...
-Tudo em seu devido tempo, moça.
Chegando à caverna as duas constataram que ele havia estado ali havia poucos dias. Havia uma fogueira apagada de cerca de dois ou três dias atrás, e ratos em um estado recente de decomposição. A capa negra que Pan deixou para ele havia sumido.
-Parece que ele foi embora.
-Eu disse pra ele ir. Eu disse ao cachorro.
-E agora? Eu não sei o que fazer. Você é a auror, como se rastreia um bruxo?
-Quantas vezes eu tentei rastreá-lo! -Pan exclamou desalentada- Ele é esperto demais, Hope.
-Tente de novo. Suas intenções mudaram completamente agora, pode ser que surta algum efeito.
Pan sacou a varinha e executou os feitiços de rastreamento em volta da caverna. Para seu espanto uma fina linha dourada surgiu indicando o Norte.
-Norte?
-Hogwarts. -ela concluiu- Ele foi pra Hogwarts.
-Acho improvável. -Hope disse- Fazer o que em Hogwarts? Matar o Harry?
-Por que ele foi pra lá das outras vezes? Deve ser o mesmo motivo!
-Não. Eu acho que ele está procurando outro lugar pra se esconder.
Pan pensou por um segundo.
-Um lugar nos rumos de Hogwarts?
-É... sei lá! Eu acho que ele pode querer ficar mais próximo de você!
-Siiiiiiiiiiiiiiiriuuuuuuuuuu uuuuuus! -berrou Pan chamando pelo pai no meio da floresta- Sou eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee eu! Paaaaaaaaaaaaaaaaaan!
-Inútil, Pamela. -desdenhou Hope- Vamos seguir a trilha.
Depois de horas de caminhada Pan decidiu que Black estava mesmo em Hogwarts.
-Hope, estamos no meio da Floresta Proibida!
-A Floresta Proibida é enorme e eu sinceramente não agüento dar mais nenhum passo. Malditos saltos...
-O que será que ele foi fazer em Hogwarts? Que interesse é esse? Por que ele entrou na Torre armado se ele não é culpado?
-Poxa, Pan! Que droga, você ainda vai tentar achar que o cara é culpado?!
- Eu só quero entender!
-Porque ele daria uma FIREBOLT pro Harry se quisesse matá-lo? Uma FIREBOLT sem nenhuma magiazinha que pudesse matar o garoto...
-Eu preciso achar um sentido nisso tudo! É um instinto natural!
-Desculpe, mas é que... Estou cansada demais...
-Vamos voltar. -Pan decidiu- Vamos aparatar.
-Não, Pan... eu quero ir pra casa. Você devia voltar pra Hogwarts. Converse com Dumbledore, ele saberá como ajudar.
-Você realmente acha seguro fazer isso?
-Eu acho que se Albus Dumbledore não puder ajudar a gente com isso, ninguém pode.
Notas da Autora:
Pearll: Essa sua sobrinha cada vez mais cabeça dura hein... E agora além de alcoólatra e corna, ainda é do tipo corna compreensiva. Haha A culpa sempre é sua pq você não era facio mossa. Esses dois velhinhos sofreram nas suas mãos semi-sonserinas.
Daniela Snape: Capitulo saindo quentinho do forno! \o/
Uhura: Eu estava bem mimimi ao escrever esse capitulo, então acho que ele cumpriu sua função mimimizadora. Esse Snape sedutivo atacando as mulheres da vida... digo, as garçonetes de bares... Vamos ver se ele consegue resolver a situação atual e conserta a merda que fez né...
Então gente bonita... brigadão por ler, mas já sabe né... deixem rewiew ou eu vou torcer pra que na sorveteria perto da sua casa não tenha cobertura. U_u haha!
