Capítulo Trigésimo Primeiro
Sob os caprichos e orientações de Hope, Pan decidiu mudar um pouco o guarda-roupa. Primeiro porque agora era uma mulher casada, e um casamento significa uma imensa mudança, em todos os aspectos, na vida de uma pessoa. Ela sempre queria parecer mais profissional, mais adulta, mais respeitável... Tentaria manter uma aparência diferente da que tinha quando era apenas uma menina brincando nos corredores de Hogwarts. Para tanto, Hope havia desenvolvido roupas que não ofereciam resistência para a aparatação e que, por causa da aparência que tinham, ficavam mais apropriadas pro trabalho de auror. Hope era meio neurótica em relação ao fato de que um auror vestido como bruxo não poderia, numa situação de emergência, infiltrar-se no mundo trouxa sem ser notado a distância. Pan não entendia como aquilo poderia aplicar-se a Hogwarts, mas concordava que o novo uniforme era muito mais interessante do que o antigo. Embora ela duvidasse que a maioria dos colegas fosse aderir aquilo.
Era uma roupa quase trouxa, simples, meio masculina. Resumia-se a um terno preto, risca de giz, que tinha uma blusa branca e fina por dentro. Quando se vestiu a primeira vez, no meio do verão, a roupa parecia perfeita. Mas agora, com uma chuva torrencial caindo em Hogwarts, ela duvidava que conseguisse manter-se usando apenas aquilo. Rendida, foi em busca do seu antigo traje num dos baús. Sempre gostou de pensar que aquela roupa era uma forma de intimidação por si só. Nenhum bruxo que visse alguém vestido daquele modo em toda Grã-Bretanha, ousaria fazer algo diferente do que é permitido pelas leis.
Pronta para entrar numa lareira diretamente para as masmorras, ela olhou em volta, para sua casa mais uma vez e sentindo que de fato não queria sair dali, jogou pó de flú nas chamas e partiu. Severus estava no depósito de materiais raros, fazendo uma espécie de inventário quando ouviu a voz dela chamando seu nome. Rapidamente foi até ela, recebe-la com um beijo.
-Curiosamente, uma noite sem você na cama é uma noite insone. –ele disse.
-Eu imaginei que uma noite comigo na cama, fosse uma noite insone.
-De diferentes formas. –e a beijou de novo.
-Greer está trazendo minhas malas, o que devo fazer com elas?
-Minerva e Dumbledore me pediram pra que pelo menos por enquanto, ocupemos nossos respectivos locais de trabalho. Mesmo eles, ainda que dormindo juntos sempre que podem, tem seus escritórios em andares diferentes. Há uma regra estupida sobre isso no Grande Conselho de Magia.
-Bom... –ela suspirou um pouco desapontada- Minha Torre é sua torre, e sua masmorra é minha masmorra.
Ela então foi em busca dos avós, e os encontrou ainda adormecidos no quarto de Dumbledore. Ele com um braço em volta de Minerva, que repousava a cabeça com longos fios cinza chumbo e brancos no peito dele. Pareciam quentinhos, acomodados, plenamente confortáveis. As cobertas cobriam Albus até o meio do peito, mas ele cuidava para que Minerva estivesse aquecida até os ombros.
-Pan, minha querida? –ele despertou, falando baixinho.
-Olá... –ela curvou-se sobre ele e beijou sua testa.
-Você está chorando?
-Não... –ela secou os olhos- Não é nada... é só que... Vocês são tão lindos juntos. Eu quero isso pra mim.
-Mas você já tem isso.
-Não, eu me refiro... a envelhecer assim. Com alguém.
-Envelhecer. –ele sorriu.- Você pode envelhecer, é tudo uma questão de escolha.
-Sim, certo? –e afastou-se, antes de despertar Minerva também- Bom, eu já cheguei. Estarei na minha torre me instalando.
-Vemos você no café da manhã. –ele prometeu.
Ela então se retirou. Sempre se enchia de ternura ao presenciar cenas como aquelas. Um beijo, um abraço, mesmo apenas um simples segurar de mãos... Albus e Minerva eram tão apegados tão amorosos que ela só podia atribuir isso ao tempo que eles passavam juntos. Era impossível para ambos viver sem o outro. Ela ainda não sentia aquilo, não tão definitivamente, em relação à Severus e tinha medo que o tempo iria tirar isso dela, e não fomentar.
Durante o jantar, Dumbledore contou aos alunos sobre o Torneio Tribruxo. Respirando em alivio, Pan lembrou-se que Harry não poderia, nem que quisesse, competir. Houve uma onda de protestos, mas nada muito grave. Pan sorriu para Mione, Rony, Harry e Gina na mesa da Grifinória, e deu um leve e tímido aceno para Cedrico, cujo pai tivera a chance de apreciar seu corpo essa manhã. Quando o jantar estava prestes a acabar, um barulho estrondoso encheu o ar. O vento úmido que vinha do hall de entrada penetrou o Grande Salão e mancando mais que o habitual, Moody entrou no salão. Dumbledore fez um leve sinal de cabeça para Pan, que foi recebê-lo. Enquanto Pan caminhava em direção a ele, atravessando o salão, Filch informava sua chegada, como se ninguém tivesse notado aquilo.
-Professor! -ela exclamou quando o interceptou na porta, segurando seu ombro com carinho- Vamos para a mesa! O jantar já está no final, mas eu falo com os Elfos...
O olhar de estranheza dele em direção a ela foi um pouco inquietante. Era como se de algum modo ele não a reconhecesse.
-Moody?
-Sim?
-Está tudo bem? –ela franziu o cenho, tentando invadir sua mente e falhando, já que a fênix lhe impedia de fazer isso e ele era um oclumente praticamente perfeito.
-Você casou-se com Snape. –ele resmungou- Eu não esperava por isso.
-Você está, então, desapontado? –ela abriu um grande sorriso, agora identificando ali algo do seu professor. -Ora, vamos, seu velho turrão! -ela brincou, conduzindo-o pelo Salão em meio a um silêncio de morte- Não é como se isso fosse a coisa mais hedionda do mundo para que você esteja agindo assim!
-Pode não ser a mais hedionda, mas é facilmente pertencente ao TOP 5.
Ela não respondeu, e quando o deixou em seu lugar, ele segurou sua mão por um instante e disse apenas:
-Desculpe-me. Estou cansado.
-Eu imagino.
Quando o Jantar terminou, Severus acompanhou Pan até a torre dela. No caminho, de braços dados e dedos entrelaçados, ele lhe fazia algumas perguntas.
-Eu sei que Moody me odeia, e até posso entender isso, mas ele agiu de forma estranha em relação a mim hoje.
-De que forma?
-Ele agiu como se... –Severus hesitou.
-Como?
-Esqueça. –suspirou, parando diante na subida da torre, e segurando-a pela cintura- É o mesmo Moody de sempre, buscando algo com o que obcecar-se e vendo risco onde não existe.
-Vigilancia constante. –Pan sorriu, beijando-o- Bom, você vai subir comigo ou...?
-Não, amor, não hoje. Eu tenho algumas coisas a fazer na Sonserina.
-Do tipo?
-Certificar-me que eles tenham entendido que não importa o que queiram fazer, o Torneio não é para menores de idade. –ele a beijou longamente- Eu vejo você pela manhã.
Como sempre, para Pan, o dia começava antes do amanhecer. Ela examinou todas as salas e verificou as entradas, coisas de praxe, corriqueiras. E sem sentido, já que aparentemente nada ameaçava Hogwarts. E se as ameaças seriam no estilo Sirius Black, esse ano seria extremamente seguro, se esquecermos as provas do Torneio, Karkaroff e dezenas de meninas e meninos estrangeiros fazendo os ânimos do castelo frenéticos. Encontrou Moody indo para o Grande Salão.
-Olá, como passou a noite, professor? -ela cumprimentou alegremente
-Normal. –ele procurou qualquer lugar para onde olhar, menos para ela.
-O que está acontecendo, Moody? Eu pensei que fossemos amigos, e...? Eu fiz algo errado? Quero dizer, algo que ofenda ou afete você?
-O que? Eu? Não, menina, eu não estou. Só estou meio...
-Você não quer me contar o que aconteceu ontem? Porque o Ministério foi ate sua casa e houve todo aquele alvoroço?
-Não quero falar disso. -e saiu, irritado como se ela tivesse proferido uma dezena de xingamentos contra ele.
-Pamela, você está procurando chifres em cabeça de Trestrálio.
-Mas, Dumbie, ele está esquisito...
-É Alastor Moody, é lógico que ele é esquisito! -Dumbledore brincou- Ele deve estar desconfiado como sempre, até que ele se sinta confortável em Hogwarts será assim.
-Isso é mau.
-É natural.
Pan deixou o escritório de Dumbledore bastante chateada. Aquele homem estava precisando de ajuda, Pan sabia. Moody não era daquele jeito, não com quem ele conhecia, mas não pode preocupar-se com aquilo naquele momento, já que havia uma aglomeração de pessoas na passagem do Salão Principal, ela pode ouvir a voz rosnada de Moody e a voz de Minerva meio histérica.
-Por Gaia! -ela pensou em mil coisas ruins até se deparar com Draco Malfoy no chão, o rosto vermelho os olhos arregalados de medo.
O assunto era algo relacionado ao diretor da Sonserina, e ela congelou. Só o que faltava agora era esse Moody estranho falar alguma coisa sobre o passado de Severus.
-Deve ser o professor Snape, não é? Outro velho amigo! Ando precisado dar uma palavrinha com ele...
-A respeito de quê, Professor? -a voz de Pan ressoou no seu soprano pelas paredes.
-Este garoto aqui ia atacar Potter pelas costas...
-E ele transformou o senhor Malfoy em doninha. -acrescentou Minerva com o rosto contorcido em desaprovação.
Pan tentou mas não pode conter o riso. Malfoy abaixou a cabeça ainda mais envergonhado. Harry, Rony e Hermione pareciam ainda mais satisfeitos.
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-Sim, o senhor devia levá-lo para o seu diretor. -Pan disse depois de conter o riso mal e porcamente- Nas masmorras. Agora. –acrescentou- Vamos, pessoal! Circulando, todo mundo em suas salas...
Quando a aglomeração se dissipou, Pan encarou Minerva e desatou a rir abertamente. A avó encarava a moça com uma imensa desaprovação, mas aos poucos abriu um sorrisinho.
-Bom, alguém tem que ensinar boas maneiras ao Sr. Malfoy. –Minerva murmurou- Mas não desse modo.
-Ah, vovó! Eu duvido que Malfoy fará alguma estupidez com Moody por perto. Embora esse método não seja exatamente próprio dele, foi bem eficaz.
Mas as atitudes estilo Olho-Tonto Moody estavam longe de acabar. Na Quinta-Feira Pan praticamente entrou em choque.
-O que foi que ele fez, Mione?
-Ele usou as Maldições Imperdoáveis na aula. Claro, de forma educativa, mas o Neville... bom, o Neville ficou meio esquisito. E ainda teve o Harry.
-Harry?
-Avada Kedavra.
-Ahh... Bom, eu acho que não tem problema, Mione, não mesmo. Não se preocupe com os métodos de Moody, ele é meio doido, mas é um auror que faz como que eu me sinta honrada de pertencer à mesma classe que ele.
-Mas, Neville...
-Mione, Neville é mais forte do que parece ser, querida.
-Ok. -Mione deu de ombros tentando parecer indiferente- Eu preciso ir pra outra aula.
E Mione saiu não parecendo exatamente confortável com aquilo, mas escolhendo não dizer mais nada. Pan respirou fundo. Definitivamente precisaria conversar com Moody sobre seus métodos. Uma coisa era transformar Draco Malfoy num animal, outra era executar imperdoáveis em sala de Aula para alunos do quarto ano. Ela estremecia de pensar em como seriam as aulas do sétimo ano por exemplo.
Curiosamente ela se sentia cansada na primeira semana de aulas. Talvez fosse o mau tempo e a chuva incessante... Talvez fosse pelo esforço de transfigurar quase 10.000 litros de água do lago em vapor, pra que ele não atingisse a cabana de Hagrid... Estava mais cheio do que em qualquer outro ano, e a chuva parecia que não ia cessar.
Havia uma distância enorme se formando entre Severus e ela. Durante essas férias os dois estiveram juntos todo o tempo, habituaram-se a estar juntos e em Hogwarts as coisas eram diferentes. Era difícil para um casal recém casado, mas ele tentava compensar das formas que podia, e ela também tentava passar como ele o máximo de tempo. Ambos estavam muito atarefados, e tensos em relação as delegações que viriam.
Severus e Moody tiveram problemas nos seus tempos de Comensal, e a chegada eminente de Karkaroff era no mínimo uma forma confusa e injusta de forçar-lhe seu passado. Hope já havia garantido que estaria em Hogwarts este ano e que ajudaria Pan com as possíveis desavenças que pudessem surgir. Ela estava na Equipe de organização do Tribruxo. Claro que Hope não sabia dos planos de Dumbledore para Severus, mas como ela confiava cegamente no julgamento do diretor, acreditava na inocência de Snape assim como confiava em Alastor Moody para professor de DCAT.
-Acho que nós temos que tomar muito cuidado. -Pan dizia enquanto abotoava a camisa branca do marido aquela manhã.
-Por quê? -ele perguntou sem entender.
-Moody. Ele está esquisito.
-Oh, você acha que o Moody está esquisito? -comentou ele sarcástico com uma risadinha enviesada.
-Sev, eu estou preocupada com os métodos dele e... -ela repousou as mãos nos ombros dele- Acho que ele pode fazer algo contra você.
-Por que ele faria? -Severo riu com descrença- Pamela, minha querida, Dumbledore está do meu lado.
-Do nosso lado.
-Nosso lado. -ele se corrigiu- E com isso, meu amor, nem que Moody queira fazer algo contra mim, o que eu acho improvável, já que eu não estou dando motivos para tanto... Estaremos seguros por Dumbledore...
-Sev... -ela o olhou cheia de medo- Eu não sei, meu amor...
-Vamos ficar espertos, ok?
-Ok.
Ele a beijou na testa e a envolveu em seus braços protetoramente.
-Agora eu preciso mesmo ir. -ele disse- Ou irei me atrasar para a aula com o Sétimo ano da Lufa-Lufa, com o seu queridinho Diggory.
Alguns dias se passaram ainda mais tensos do que o habitual. Ela não conseguia relaxar com a constante vigilância de Moody nos seus passos.
-O que diabos está acontecendo, Professor?
-Não pensei que você fosse ter gosto por Comensais da Morte. -ele disse maldoso- Deve ser a parte Black do seu sangue agindo sobre a parte Dumbledore.
Ela sacou a varinha e se assustou ao perceber que Moody não o tinha feito, que tinha se atrapalhado e a varinha dele estava meio presa por um velcro ao cinto. Ela esperou que ele fosse desarmá-la antes mesmo dela ter conseguido empunhar a varinha com dignidade.
-Moody?
-Que foi? Não vai me atacar? -ele perguntou rabugento- Ora, criança, eu já estou farto dessa sua vigilância!
-Eu também! -ela disse empertigando-se toda- Pare de zombar do meu casamento!
-Meu casamento! -ele a imitou infantilmente- Eu conheço o velho Snape desde antes de você pensar em nascer!
-Eu não tenho dúvidas a respeito da sua velhice, Professor.
E deixou-o olhando para as paredes, ou através delas. Pensou instintivamente em ver Severus, e por isso, desceu até as masmorras. Cruzou com Draco Malfoy nas escadas.
-Onze da noite, o que você faz sozinho pelos corredores a essa hora, Malfoy?
-Cumprindo a detenção que o Professor Snape me passou. Estava com o Filch, pode ir lá, pedir pra ele confirmar.
-Não, não é necessário. A propósito, houve alguma mudança na senha da Sonserina ou continua a mesma?
-Não mudou, não. Continua "sangue ruim".
-Bela senha. -desdenhou Pan- Agora vá. Não é seguro ficar nos corredores sozinho a essa hora.
-E o que você faz aqui? -Draco se deu conta de que ela estava nas masmorras também.
-Não é bem da sua conta o que eu faço aqui...
-Hum... bem que o meu pai disse... -ele sorriu desdenhosamente, seu rosto pálido aberto numa expressão de satisfação maligna- Você e o Prof. Snape estão...
-Ah, sim. Pensei que não fosse mais novidade pra ninguém. -o estômago dela se revirou- Vá, Malfoy, antes que eu lhe dê outra detenção...
-Pode deixar, Sra. Black Snape. -e rindo maliciosamente ele seguiu por um corredor.
Pan continuou andando, até que foi interpelada por Juno, voando pelos corredores das masmorras. A coruja pousou em seu ombro e esticou a perna, dando bicadinhas em seu rosto. Pan, com um terrível solavanco no estômago, pegou a carta e leu.
Filha,
Recebi uma carta do Harry que me deixou muito apreensivo.
A cicatriz dele andou doendo, espero que ele tenha lhe contado.
Por favor, fique de olho em tudo, eu confio o Harry a você.
Dumbledore andou identificando os sinais e acredito que você já esteja ciente de tudo.
Precisamos estar unidos, por isso eu gostaria de ver Harry.
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Estou com muitas saudades suas, querida.
Eu sei que a vi poucos dias atrás, mas tudo o que eu queria era
poder tê-las comigo, como uma família, Harry, você e Ninna.
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Cuidado, muito cuidado com Severus Snape.
Eu sei que você o ama e ele é seu marido, mas não confie nele jamais.
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Amo você,
Papai.
Com a mente naquela ultima advertência do pai, Pan deteve-se diante da porta dos aposentos do marido e hesitou. O que faria Sirius dizer aquilo, sendo que ele até parecia estar encarando o casamento da filha de forma amistosa, ou o máximo que se pode dizer sobre não atacar? O que havia mudado? Hope saberia disso, Hope seria capaz de explicar, mas aquilo precisava esperar pela chegada dela. Até onde Pan sabia, Hope estava em Beauxbatons. Pan contou a Severus sobre a cicatriz de Harry, e ele apenas disse que ela deveria estar atenta. Ele também se sentiu confortável para dizer-lhe sobre sua Marca Negra.
-Tem ardido.
-Desde quando? –ela perguntou passando o dedo sobre a cicatriz, preocupada.
-Desde que seu pai fugiu daqui. Ou melhor, desde que Pettigrew escapou.
-E porque você nunca me disse nada?
-Por que eu não julguei exatamente importante. Mas vem piorando e eu acho que esse é um sinal.
-Um sinal de que Voldemort...?
-Sim, algo nesse sentido.
Eles encararam-se em silencio.
-O que você acha que devemos fazer, Sev?
-Eu não sei. –ele respondeu olhando para a lareira pensativamente- Mas eu acho que se você considera isso pertinente, devemos conversar seriamente com Dumbledore.
