Capítulo Trigésimo Segundo
-Devemos alertar a comunidade mágica do eminente retorno de Tom Riddle como Voldemort.
Era o que Dumbledore havia dito desde o inicio e era o que ele repetia agora. Pan e Severus olharam um para o outro duvidando um pouco de que aquela fosse a melhor saída.
-E o que devemos fazer sobre o garoto? –Severus perguntou- Ele está sentindo os efeitos.
-Harry estará bem. –Albus garantiu- Pelo menos por enquanto.
E perambulou pela sala, um pouco menos mágica e imensamente mais vazia sem Fawkes empoleirado ao lado da escrivaninha.
-Eu posso ver novamente sua marca? –perguntou, girando sobre os calcanhares e olhando para Severus, que puxou a manga da camisa para expor o antebraço.
Albus não encostou nele, apenas observou a tatuagem de maneira minuciosa.
-Há uma pequena inflamação aqui. –ele apontou, ainda sem tocar, diretamente para o olho direito da caveira- Suponho que tenha doído hoje?
-Sim. –Severus respondeu, sem entender bem onde Albus queria chegar com aquilo.
-E quando doeu, o que você sentiu? Refiro-me à característica da dor. Se ele estava convocando vocês, se era um aviso...?
-Não era uma convocação, definitivamente. Ou se era, ele não tem forças para fazer isso do modo apropriado. Parecia mais com um aviso, e como cada vez mais tem ardido com mais intensidade pode significar que ele esteja ficando cada vez mais forte.
-O que você acha? –Dumbledore olhou para a neta e pareceu esperar um posicionamento de auror naquele instante.
-Eu acho que esse é um excelente momento para você dizer o que deseja de nós. Claramente. –e ela pode soar apenas como a esposa de Severus naquele instante, vendo que seu querido marido estava sendo fisgado lentamente para dentro de uma trama tão perigosa a intrincada que as chances de ele sair daquilo morto ultrapassavam e muito as chances de dar tudo certo no final.
Dumbledore pareceu aturdido por um instante, encarando os olhos azuis da neta, tão iguais aos seus, que ele não podia duvidar que Ninna fosse de fato sua filha.
-Pra começar, seria bom se nós pudéssemos ter certeza de quais são as intenções de Pettigrew e Voldemort agora. O que eles pretendem, o que eles tem em mente.
-Não é óbvio?
-Não, não de fato. –Severus murmurou- O Lorde das Trevas não está em sua força total, o que é bom pro nosso lado. Eu tenho certeza de que ele está buscando um modo de retornar em toda sua glória.
-Que modo seria esse? O que ele poderia fazer? Isso é o que eu espero de vocês agora. As respostas à esses questionamentos.
-E como deveríamos, supostamente, descobrir isso?
-Ora, minha querida... –ele acenou com a varinha em direção a uma parede, onde uma porta surgiu espremendo-se entre as colunas- Se eu bem me lembro, nós três sempre fomos verdadeiros ratos de biblioteca quando éramos estudantes. O que temos a fazer agora... –e a porta se abriu, revelando um longo corredor de estantes empoeiradas, mal iluminadas por lampiões a óleo- ...é um pouco de dever de casa.
Era o terceiro ou quarto dia, Pan não podia ter certeza, em que ela e Dumbledore pesquisavam nos inúmeros exemplares de magia negra da biblioteca secreta de Dumbledore, e realizavam uma grande lista com feitiços e poções que poderiam, de alguma forma, devolver ainda que parcialmente, os poderes de Voldemort. Severus, atarefado com as aulas, não podia lidar com mais aquela incumbência e se resumia a analisar a lista no final do dia. O progresso que parecia ser imenso, era na verdade mais um gerador de questionamentos do que de respostas. Mas eles pelo menos já podiam ter certa noção do que seria preciso para que Tom Riddle realmente pudesse retornar. Afortunadamente, todo e qualquer feitiço que fosse realizado precisaria de muita preparação, e eram combinados com poções extremamente complexas cujos ingredientes, grande parte das vezes, estava extinto ou aparecia apenas em uma determinada época.
-Oh... –Albus gemeu, fechando um dos livros parecendo assustado. Olhou para Pan, que ainda estava concentrada escrevendo uma lista de ingredientes. Ele estremeceu.- Pan, querida...
-O que? –ela mal ergueu os olhos em sua direção, mas ele permaneceu calado, olhando para a pagina do livro que parecia ser hipnótica de tão aturdido ele estava- Dumbie? –ela o olhou com maior interesse, devido ao silencio prolongado dele.
Dumbledore a encarou. Os olhos azuis e brilhantes permeados de pânico, que ele tentava disfarçar com um ar pensativo. Ela viu quando uma lágrima perolada se formar no canto do olho dele, que ele logo afastou piscando os olhos rapidamente.
-Dumbie? –ela ofegou- Por Merlin, você está me assustando...
-Seu teste de gravidez? Você fez?
-Eu ainda não... –ela começou balançando a cabeça, mas se deteve confusa pelo rumo daquilo. -Porque?
-Você não pode estar grávida. Não pode Pan, me jure que não fará isso...
-Eu não...? –ela não entendia, estava aturdida, confusa, e assustada- Dumbie, o que é isso? Porque isso agora?
Ele ficou de pé respirando fundo e foi até ela. Entregou-lhe o livro que estava lendo, marcado numa página onde o desenho de uma fênix, com asas batendo suavemente sobre um unicórnio no centro da página denunciava que aquilo era sobre a raça dela.
"O sangue de uma fênix, ainda mais poderoso que suas lágrimas, se combinadas com sacrifício, tem poderes repositores de magia. A poção feita com o sacrifício e sangue de um Ser Mais Puro, ou seja, um híbrido de um bruxo e uma criatura mágica, apresentou resultados ainda mais satisfatórios, ocasionando até mesmo um incremento nos poderes do bruxo em questão. Acredito que isso se deva ao sangue combinado e já previamente estabilizado, o que não apenas intensificou os efeitos, como também foi capaz de elaborar mais algumas características que devem ser melhor estudadas."
E a isso se seguiam instruções detalhadas de como proceder, como realizar o sacrifício, como cozinhar a poção, como administrá-la...
-Sigmund Barts... –ela sibilou apavorada.
Sigmund Barts era o bruxo das trevas mais poderoso do século XVIII. Ele desenvolveu técnicas e maldições que quase culminaram na extinção de raças mágicas inteiras. Nunca houve menos unicórnios, Elves, elfos domésticos, duendes e harpias no mundo como na época em que ele estava desenvolvendo seus experimentos. Levou anos para que Holf Hufflepuff, descendente de Helga Hufflepuff, e um dos diretores de Hogwarts, pudesse vencê-lo. Era um combate de mentes constantemente travado entre eles. Sigmund desenvolvia uma nova maldição, Holf encontrava uma contra-maldição. Foi assim por mais de meio século.
-Você acha que...? Que Voldemort sabe dessa maldição? Que ele está esperando que meu bebê nasça e...?
-Eu acho. –e agora Dumbledore estava realmente apavorado- Pan, por Merlin...
-É um risco que não precisamos correr. -ela murmurou tentando parecer calma, pensando em formas de prevenir um bebe- Se eu não estiver grávida, eu me assegurarei de nunca ficar até que tudo isso tenha ficado pra trás. Eu não posso colocar uma criança no mundo com um risco como este pairando sobre ela...
-É mais do que isso. –ele a encarou parecendo não acreditar que ela estivesse tendo uma visão tão pessoal da coisa- Se essa criança nascer, ela pode possibilitar que um horror inimaginável ressurja no mundo.
-Sim, eu entendi... Oh! –ela sentiu o estômago afundar, olhando para o avô como se não pudesse acreditar o que aquilo queria dizer- Não! –berrou, ficando de pé, deixando o livro e os pergaminhos que tinha no colo caírem sobre o tapete- De modo algum! Não! Eu não vou impedir meu filho de nascer, não! Muito me admira que você esteja sugerindo isso!
E sua ira era tão intensa, que sua pele recobriu-se de fogo, cujas labaredas dirigiam-se perigosamente em direção a Dumbledore, que cuidadosamente recuou para longe dela segurando a varinha.
-Pan, se acalme...
-Não! –ela gritava agora- Como você pode considerar isso, como você... justamente você? Você cujo filho morreu tão pequeno e inocente? Você que lutou até o fim por dar uma chance a ele? Como você pode sugerir que eu mate meu filho? –ela alisou o ventre, que sequer podia ter certeza que continha mesmo uma criança esperando por nascer.
-Eu sei que será cruel o que eu direi...
-É cruel o bastante que você esteja considerando isso, Albus Dumbledore!
-Não é a mesma coisa. –ele tentou dizer- Brian, ele... –e deteve-se, olhando para a neta e constatando que ela tinha as lembranças de Fawkes sobre aquela época, e que ela sabia tudo detalhadamente, e que certamente sabia como ele se culpou por não conseguir salvar o filho. Então concluiu que aquele era um caso exatamente igual. Porque ele privaria Pan e Severus de tentar proteger e salvar seu filho quando tudo o que ele mais quis quando esteve em posição semelhante era ter tido uma chance melhor?- Me perdoe, meu amor... –e avançou alguns passos, guardando a varinha nas vestes e ignorando o fogo- Me perdoe, foi um pensamento tão sujo e vil que eu me envergonho dele. Perdoe-me... –e abraçou Pan, o fogo chamuscando sua barba e cabelos, mas não produzindo maiores danos do que isso.
Pan não retribuiu o gesto, as lagrimas de raiva escorrendo por seu rosto deixavam claro que aquela mágoa já estava plantada. Ela sequer conseguia seguir escutando a voz de Dumbledore suplicando seu perdão. Seus braços pendiam de cada lado do corpo, e ela conteve o fogo bem devagar. Quando encarou Albus nos olhos, ele soube. Pan estava grávida, ele sabia disso em seus ossos, ainda que ela não tivesse se dado conta disso, ou não estivesse pronta para ter certeza daquilo. E ela era agora uma besta selvagem, pronta para defender sua cria, que poderia ser hipotética em sua mente, mas que já era tão amada e desejada que poderia já estar ali, chutando em seu ventre. E ele era a ameaça, e ela já não confiava nele. Albus sentiu o desespero apoderar-se de seus sentidos, mas lutou para não externa-los. Quando a soltou, Pan apenas girou nos calcanhares e pulou da janela da Diretoria transformando-se em fênix e voando para a floresta.
Perdido, Albus não sabia o que fazer, como proceder, se deveria encontrar Severus primeiro, se poderia fazer com que ela repensasse e se acalmasse... Ele caminhou a esmo no escritório, não podendo antecipar nada que ela faria. Sabia que ela estaria na floresta por um tempo, mas seus conhecimentos acabavam ai. Se ao menos Fawkes estivesse ali...
Procurou Minerva, que estava dando aula numa turma de terceiro ano da Lufa-Lufa. Ela viu o horror no rosto dele antes de ouvir a primeira palavra. Sabia que aquilo poderia se relacionar apenas a uma dessas três coisas, considerando que não se relacionava a ela: Pan, suas filhas ou Harry.
-Querido? –ela arriscou após fechar a porta do escritório, e imperturbar o ambiente.
-Eu fiz algo terrível.
-Oh, Albus... –ela segurou suas mãos.
-Min, eu sinto que acabo de perder Pan para sempre. Principalmente se ela estiver esperando um filho.
-Você está falando sério? –ela estranhou, mas as lagrimas escorrendo pelo rosto dele não deixavam espaço para duvidas- Albus, meu amor... Sente-se aqui.
-Não! Não, Min, eu ameacei o filho dela! Eu sugeri que... –e a vergonha era tão intensa que ele não sabia como dizer em palavras.
-Me explique desde o inicio e eu verei o que posso fazer.
Quando terminou de falar, Minerva apenas podia encará-lo com uma sobrancelha erguida em interno julgamento. Ele segurava a mão dela, para sentir o apoio vindo de algum lugar, mas ela não podia retribuir, e ele lentamente se dava conta daquilo.
-Eu vou lhe dizer o que acho. –Minerva murmurou, desviando os olhos dele e fitando o dia chuvoso através de sua janela- Você não pode agir como se as pessoas fossem peões em seu tabuleiro de xadrez. –e recolheu sua mão o mais gentilmente que pode- Eu talvez não seja a pessoa mais indicada para que você recorra nesse momento. Não quando você me conta algo que sim, está relacionado com Brian. Eu lembro como se fosse hoje... você nos deixou sozinhas, você basicamente virou as costas a mim horas depois da morte do nosso filho. Tudo isso porque não podia se perdoar por ter falhado, não podia aceitar perde-lo. Você esteve nesse local onde tudo o que há é desespero e dor... E sugere que Pan... nossa Pan, uma fênix cujo marido é um bruxo talvez tão bom quanto você, mate o próprio filho, ainda no ventre, para que um bruxo subjugado há anos, que pode sequer saber sobre essa maldição que poderia devolver seus poderes, não tenha chances de voltar? É assim tão pessoal pra você? O seu sucesso deve vir antes de qualquer coisa, inclusive da vida do seu bisneto?
-O bem maior...
-Pro inferno o bem maior. –ela disse agora indignada, e não apenas entristecida pelas implicações do acontecido- Pro inferno! –e ficou de pé, dirigindo-se à porta do escritório.
-Aonde você vai?
-Em busca de Pan. –e vestiu uma longa capa de viagem, impermeabilizando-a e trocando o chapéu pontudo por uma grande echarpe em torno da cabeça- Não por você, mas sim porque eu não consigo aguentar que ela esteja encarando algo assim sozinha.
Minerva saiu do castelo sentindo o vento gelado e úmido açoitar suas vestes. Não chovia agora, mas as nuvens denunciavam que uma tempestade poderia cair a qualquer instante. Sacou a varinha, murmurou um feitiço, mas não pode rastrear a neta. Ela poderia estar em qualquer lugar na floresta, e Minerva sabia que não conseguiria procurar por muito tempo, mas sentia que precisava tentar. Pan poderia estar ou não esperando um bebê, aquilo poderia ser ou não catastrófico, mas ninguém tem o direito de interferir nisso de forma profiláctica.
-Aborto profilático. –murmurou em desaprovação, torcendo o nariz- Aborto profilático pelo bem maior. Albus deve estar perdendo a cabeça. Quando Severus souber disso...
-Professora McGonagall? –Hagrid chamou, vinha saindo com Canino da floresta segurando um par de gansos abatidos pelas patas- O que a senhora faz por aqui?
-Estou procurando Pan.
-Pan está no lago. –ele respondeu- Ela estava sobrevoando o lago quando quase acertei ela com uma flecha, confundindo com um ganso selvagem.
-Ótimo, obrigada. –e rumou para a orla do lago, com Hagrid seguindo seus passos.
-Espere, o que esta havendo? É alguma emergência? Ela parecia irritada, tinha um rastro de fogo imenso...
-Está tudo bem, Hagrid. –Minerva garantiu- Ela pode apenas estar irritada pela quase flechada que levou, mas fique tranquilo. Eu vou em busca dela.
E quando por fim livrou-se do meio gigante, pode seguir buscando. As gotas de chuva do tamanho de um sicle começaram a cair, tornando tudo muito mais frio e complicado. Minerva andava com um pouco de dificuldades, os sapatos afundando na areia da beira do lago, não podia ver Pan em lugar nenhum. Chamou por ela, gritando seu nome o mais forte que pode, mas não obteve resposta. Olhava em volta, a chuva se intensificando, mas nada acontecia. Chamou novamente, tentando não pensar em Brian, Albus, aqueles terríveis anos...
-Oh, Pan... –arfou quando pode vê-la vindo de longe, um borrão vermelho fogo cortando a superfície do lago.
Ela voltou a sua forma humana, nua e pálida naquele clima gelado, com os cabelos envoltos em chamas chicoteando ao redor de sua cabeça, e veio caminhando em direção a avó. Seu queixo tremia, na tentativa de não chorar, a chuva se mesclando com as lagrimas e a areia pesada dificultando seus passos. Quando alcançou a avó, agarrando-se a ela com toda a força que tinha, perdeu as forças nos joelhos e ambas deslizaram pro chão, tão abraçadas que poderiam fundir-se em uma. A chuva agora era forte e os raios começavam a cruzar o céu seguidos de violentos trovões.
-Você não vai perder seu filho. –Minerva garantiu- Você não vai. Nem que eu dê minha vida por isso, nem que eu tenha que lutar com quem quer que seja, seu filho jamais será ameaçado novamente.
-Vovó... –ela soluçava, seu choro de puro desespero nublando seus sentidos.
-Você jamais estará no mesmo lugar em que eu estive uma vez. Não, meu amor, eu juro a você... Se você estiver esperando um bebê, tenha certeza de que ele será a criatura mais protegida do mundo.
-O Albus, ele...
-Eu sei. –Minerva interrompeu, profundamente irritada, dando-se conta de que aquela dor e desalento eram em grande parte ocasionadas pela decepção de descobrir aquele lado controverso do avô- Ele sequer sabia o que estava dizendo, Pan. Ele não deve ter pensado.
-Eu não posso confiar nele. –ela cobriu o rosto com as mãos- Não posso, vovó... Eu não encontro lugar no meu coração para justificar o que ele quis dizer... o que ele sugeriu.
-Eu também não. –Minerva garantiu, tentando ocultá-la com a capa impermeável- Mas nós vamos superar isso, nós vamos deixar isso pra trás de alguma forma.
-Eu não sei se eu posso.
-Não agora, mas nós vamos contornar tudo isso quando o tempo acalmar essa mágoa. Ele sabe o quão errado está. Ele está visivelmente arrependido e desesperado por acreditar que a perdeu para sempre. Mas é bom que esteja assim. É bom que ele saiba que deve tomar cuidado com o custo daquilo que ele considera ser o certo, ser pro melhor.
Elas ficaram no meio da tempestade por um longo momento, a chuva açoitando tudo a sua volta. Quando se sentiu mais reconfortada, Pan encarou a avó que começava a tremer de frio.
-Vamos entrar. Eu vou nos aparatar para o seu escritório.
-Sim, eu vou acabar pegando uma pneumonia... –Minerva abriu um sorriso de lábios azulados e deixou que Pan a transportasse para a sala com lareira, onde ela logo encontrou uma manta para esconder sua nudez.
Depois de algum tempo, agora bem arroupadas, aquecidas e tomando uma xícara de chocolate quente diante da lareira, todo o desalento de antes começava a desaparecer. Minerva repousou os pés na mesinha de centro, com Pan deitada no sofá com a cabeça repousando em seu colo e um sono começando a chegar conforme a noite caia.
-Você tem medo de saber, não é?
-Sim. –Pan entendeu que Minerva se referia à confirmação da gravidez- Caso contrário eu já teria dado um jeito de descobrir.
-E como Severus se sente sobre isso?
-Severus merece uma família, e sabe disso. Uma real família. Ele quer, sempre que tocamos no assunto eu vejo o quanto ele quer.
-É claro que sim, amor... É claro que ele quer isso e muito mais. Mas você não acha que já é hora de descobrir isso? Com certeza?
Pan sentou-se no sofá, olhando para a avó com um pouco de receio. Murmurou um feitiço e logo um envelope de papel pardo se materializou em sua mão.
-Você...? –Minerva não acreditou no que viu- Você fez um teste e... –examinou o lacre do envelope- Não viu o resultado?
-Eu tinha medo de saber, eu já disse.
-Há quanto tempo você tem isso em mãos?
-Uma semana, talvez.
E cuidadosamente abriu o lacre, puxando o resultado de dentro o resultado. Escrito em letras vermelhas no centro do papel, mesclado a dezenas de outros termos médicos, estava a resposta pra semanas de incerteza. Pan olhou para Minerva e disse apenas:
-Você promete que vai me ajudar a criá-lo?
Notas da Autora:
Liv Stoker : Voltei! \o/ O próximo capítulo é pra Intrinseco, prometo! Vc vai ver como vai juntar certinho aqui e tals! Obrigada por seguir lendo!
Daniela Snape: hey moça! Aqui vai mais pra vc!
Sra. McGonagall Urquart: Nem só de momentos ADMM fofinhos se faz uma fic, me perdoe pelo q fiz nesse capitulo! Suahsuihasihaisa Super obrigada! Quem diva aqui é Pan, eu só transcrevo suas aventuras! sauihsuia
