Capítulo Trigésimo Terceiro

Severus parecia ainda mais pálido que o habitual olhando para Pan que contava a novidade com um sorriso imenso no rosto. Ele também parecia não estar preparado para saber. Passado o choque inicial, e os breves momentos de pânico, tudo o que restava agora era uma alegria tão suprema que Pan sequer podia lembrar-se do ocorrido com Dumbledore mais cedo.

Eles estavam no meio de um corredor, alunos transitando de um lado pro outro saindo de suas ultimas aulas e indo pras respectivas salas comunais, trocar-se para jantar... A chuva lavava as paredes do castelo e Pan podia apenas sorrir tão amplamente quanto parecia ser possível. Severus agora enfrentava o momento de pânico que vinha com a certeza, Pan já havia encarado aquilo meia hora antes, e sabia bem o que ele deveria estar sentindo.

-Pamela... –ele murmurou, parecendo desolado, completamente alheio a tudo o que estava em volta, os alunos diminuindo o passo para observar o odiado professor com cara de tolo olhando para a mulher que sorria amplamente em expectativa.

Ele então se deu conta, absorvendo a doçura da descoberta e deixando que aquilo inundasse suas feições. O sorriso que ele abriu foi tão grande e tão verdadeiro, que nem mesmo quem o odiasse de verdade permaneceria imune diante daquilo. Ele venceu a pouca distancia que havia entre ele e a mulher e abraçou com força, retirando-a do chão por alguns centímetros. Agora o fluxo de alunos tinha parado, já que todos estavam estáticos olhando o casal, alguns com um sorriso bobo na cara que não sabiam como tinha ido parar ali, outros com uma expressão de total estranheza à cena. Quando Pan o beijou aquilo pareceu ser demais para todos, e recuperados do choque de ver Snape sorrindo, agora duplamente chocados e incomodados por vê-lo sendo beijado, retomaram seus caminhos.

-Pan, os estudantes... –ele murmurou quando separou seus lábios.

-Oh, desculpe. –ela olhou em volta- Eu não pude resistir.

Ele balançou a cabeça, buscando aclarar a mente, e ainda sorrindo encaixou o rosto no pescoço dela. Sentia-se tão completamente satisfeito que poderia chorar, de fato sentia as lágrimas formando-se no canto dos olhos, mas conseguiu afastá-las. Sabia que choraria em algum momento, quando ela não pudesse ver. Aquele seria um momento seu encarando suas inseguranças, que já não representavam mais nada. Seu filho estava a caminho!

-Eu não tenho palavras pra dizer o quanto eu amo você nesse momento. –ele disse- O quanto eu amo e quero nosso bebê.

-Eu sei. –ela segurou seu rosto, beijando seus lábios rapidamente- Eu sinto o mesmo, eu tive tanto medo de ter certeza, mas agora que tenho eu me sinto tola por não ter aberto aquele envelope antes.

-Eu me sinto estranho por dizer isso, mas eu queria poder gritar pra todos que nós vamos ter um bebê.

-Eu me sinto do mesmo modo. –ela disse- Agora vamos, acho que é hora do show acabar. –eles olharam em volta, alguns alunos observavam os dois parecendo um pouco ultrajados pela demonstração publica de extremo afeto.

-Dumbledore está me esperando. –ele disse, indicando o corredor com um gesto.

-Deixe ele esperando. –ela o segurou pela mão e o puxou em direção à sua torre- Eu preciso justamente conversar com você sobre Albus.

-O que foi dessa vez? – Severus sabia que quando Pan se referia ao avô como "Albus" alguma coisa estava errada.

Ela o olhou com um leve desconforto, imaginando que faria muito mais mal do que bem se contasse exatamente o que havia acontecido mais cedo. Aquilo estragaria tão completamente o momento que ela decidiu deixar para depois.

-Eu e Albus trabalhamos muito hoje, e sinceramente eu não quero mais fuçar nenhum daqueles livros terríveis.

-Você não deve fazer nada que não queira. –ele murmurou, ludibriado entrando atrás dela na escadaria que levava à torre- Deixe que nós cuidaremos disso.

-Por isso mesmo eu não quero que nenhum de nós tenha esse momento destruído por nada que Albus tenha a dizer. Então vamos apenas deitar aqui e fazer planos, como todo casal comum que descobre que um herdeiro está a caminho.

-Sim senhora...

Dumbledore estava diante da porta do escritório de Minerva, já tinha batido duas vezes, mas ela não respondia. Pensou que apenas abrir a porta e forçar sua entrada seria descortês, e ela estava solenemente ignorando-o com certa razão. Mas ele já não podia mais aguentar, estava com os nervos à flor da pele desde que se deu conta de como seus valores eram distorcidos quando aquilo lhe era conveniente. Sentia-se mau, sujo e completamente cruel. Queria poder ver Pan, estar com ela por tempo o suficiente pra que ela entendesse que ele estaria do seu lado. Independente do que estava por vir.

-Minerva? –ele chamou sentindo-se frustrado, batendo na porta com sua cadencia característica.

-Sim?

Ela estava parada atrás dele, vinda não se sabia de onde.

-Você não apareceu para jantar, Pan também não, eu estava enlouquecendo de...

-Shh. –ela o silenciou com um gesto irritado- Fui ver Papoula e conseguir uma poção para resfriado, eu me molhei mais que o recomendável hoje.

-Você está bem?

-Sim. –e abriu a porta, tratando-o com indiferença e sentindo-se profundamente chateada pela situação.

-Querida... –ele segurou seu ombro- Eu sei que...

-Albus. –Minerva o interrompeu- Ela está grávida.

Eles olharam diretamente pro rosto um do outro e tentaram decifrar as emoções presentes ali. Dumbledore não sabia como se sentir, mas tinha certeza de que agora seria muito mais difícil que ela o perdoasse, se ela o via como ameaça. Ela parecia estar esquecendo que ele não seria capaz de ferir alguém, muito menos um bebê do seu sangue, que ele já imaginava com ternura. Se ela ao menos pudesse ler seus pensamentos... Ele sentiu o choro de frustração vir com força e explodir em forma de soluço. Ele afundou o rosto nas mãos e encostou-se na parede.

-Você realmente considera isso um risco assim tão grande? –ela perguntou.

-Não maior do que qualquer outra coisa que Voldemort pudesse tentar. Mas é apavorante que esteja relacionado com nossa menina. É apavorante de tantos modos que eu...

Minerva segurou seu braço. Ela sabia que dentro dele a guerra entre convicções e culpas era feroz. Ele tentava pensar e considerar sempre o panorama maior, ignorando o lado pessoal até mesmo num caso como aquele. Ela podia sentir que Dumbledore estava disposto a assumir o peso e a responsabilidade pelo mundo, e ele era capaz disso, mas ainda assim era algo cruel demais para alguém lidar constantemente, mesmo ele. E de uma coisa ela sabia com certeza. Ele sempre precisaria dela.

-Perdoe-me. –Albus murmurou- Perdoe-me por ter me portado como o pior homem do mundo.

Minerva não disse nada, apenas entrelaçou seus dedos aos dele e esperou que ele parasse de chorar. Uma vez recomposto, olhos secos com um pequeno e alvo lenço de linho, ele a seguiu pra dentro do escritório. Ela colocou uma chaleira no fogo, e separou alguns biscoitos numa bandeja. Aquilo era mais por ela do que por ele, já que ela não tinha jantado e se sentia faminta.

-Ela está feliz?

Eles se olharam e por fim, Minerva sorriu.

-Radiante.

-E Severus?

-Eu não sei, ainda não o vi.

-Você acha que eu devo conversar com ele sobre o que aconteceu mais cedo?

-Não. Deixe que Pan decida se ele deve saber ou não.

-O que você acha que ela vai fazer?

-Bom, você está aqui e inteiro não é? –ela brincou- Ela não dirá nada. Ela não deve querer problemas agora que há tantas coisas com o que lidar.

A chaleira começou a apitar, denunciando a água fervente em seu interior. Albus serviu o chá, e lhe entregou uma xícara. Beberam o chá lentamente, em silencio, observando as chamas.

-Perdoe-me. –ele murmurou.

-Porque?

-Por tê-la deixado. Eu acho que jamais direi o bastante o quanto eu lamento por ter feito aquilo. Brian, eu...

Ela não respondeu, apenas voltou a olhar o fogo e perdeu-se em lembranças daqueles anos. Não tinha uma resposta pra ele. Não sabia se o perdoava ou não. Sabia apenas que nunca pode superar aquilo, mesmo tendo encontrado a felicidade ao lado dele após ter colocado uma pedra sobre o assunto. Ela não pensava naquilo para não reviver toda a dor e revolta, e agora apenas não podia agir como se estivesse bem.

-Minerva.

-Não. Eu não perdoo. Eu estou feliz em jamais precisar falar sobre isso de novo, feliz por não precisar reviver aquilo e serei eternamente grata se você pudesse, por favor, entender que para certos tipos de coisa não existe perdão. Assim você talvez perceba e aprenda que atitudes como as que você escolheu tomar hoje podem ter consequências que durem para sempre. Não me admiraria que Pan jamais tivesse confiança de permitir que o filho dela se aproxime de você. Eu me surpreenderia se ela ficasse confortável com isso. E é sua culpa e apenas sua.

E ficando de pé, recolheu-se sem dizer mais nada. Odiando a si mesmo, Albus voltou para os seus aposentos e fez algo que não era comum de sua parte.

-Whisky de Fogo? –ele reconheceu a voz de Eric antes que pudesse assimilar que se tratava de Fawkes e que ele enganou Pearll por toda a vida. Estava tão triste que se esqueceu de sentir raiva.

-Esse é facilmente um dos piores dias da minha vida. Então não me julgue. –ele serviu a primeira dose e forçou garganta abaixo.

Com uma terrível careta, sentindo o corpo inteiro esquentar, ele deixou a garrafa de lado. Eric se aproximou segurando duas pequenas taças e uma garrafa de hidromel.

-Isso é mais nosso estilo.

-Sim. –Albus concordou, tomando água direto da varinha.

-Pan ama você.

-Ama? Ainda amará?

-Sim. Se seu medo é que Voldemort ponha as mãos nessa criança ou algo do tipo... isso não vai acontecer.

-Como você sabe?

-Você não vai permitir.

-Não, eu não vou.

-E não é por medo do que isso possa representar, que isso possa possibilitar o famigerado retorno... É seu bisneto.

-Sim.

-E você daria sua vida pela segurança dele. Você pode ainda não saber, mas você daria.

-Porque você fez isso comigo?

A mudança brusca de assunto parecia estar sendo esperada por Eric, que pousou uma mão no ombro de Albus e disse apenas:

-Porque assim como você, eu também sou humano e sou capaz de fazer as piores escolhas possíveis achando que estou agindo bem. Se você não é capaz de me perdoar por toda a história com Pearll, você jamais vai perdoar a si mesmo por ter esses pensamentos, por acreditar que todo sacrifício justifica o bem maior.

Albus respirou fundo, sentindo-se exausto.

-Alegre-se homem! Há uma nova vida a caminho e nada é tão ruim que não se possa contornar!

-Você contornou Pearll?

-Eu estou esperando por ela, eu sei que ela vai me entender e vai me perdoar. Não há contornos com Pearll, apenas eu esperando pelo tempo dela, como sempre foi desde o dia em que ela nasceu.

-Você sabe que poderia ter conversado comigo antes, não é? Ainda mais depois de Pan e tudo o que veio em seguida...

-Eu não sabia se seria correspondido. Eu não imaginava que fosse possível, eu estive por tanto tempo vivendo de uma forma distinta e apenas quando eu pude ver Pan feliz e completa... Eu comecei a considerar assumir de vez minha forma humana e ser Eric por Pearll em tempo integral.

-Quando você queimou Pan, você estava abrindo mão da imortalidade.

-Foi por ela. –ele tomou um pequeno gole de hidromel- Eu imaginava um mundo sem ela, e eu não queria viver num mundo sem ela. Eu ainda sou imortal, mas se eu abraçar cada vez mais minha vida como humano, isso vai se dissipar.

-Ela já perdoou você?

-Ela está no processo. –e ele sorriu, transformando seu rosto solene numa obra de artes de completa alegria- Pan é de fato uma aliada poderosa, ela tem sido uma grande advogada de defesa.

Eles ficaram em silencio. Albus caminhou até uma poltrona e se sentou, olhando pela janela aberta por onde uma brisa úmida entrava. Olhou para Eric, com os longos cabelos ruivos da cor de fogo ondulando e as pontas do cachecol cinza chumbo se mesclando com os cabelos. Ele e Pan poderiam ser irmãos.

-Você me perdoa?

-Obviamente. –Albus disse- Nunca mais minta de novo, mas eu obviamente o perdoo e compreendo. Eu lhe ofereceria seu antigo quarto... –indicou o poleiro de ouro que ainda estava ao lado da escrivaninha- ...mas você deve se entender com Pearll primeiro.

-Quando eu me entender com Pearll, e não terei uso para o meu antigo quarto. –ele riu.

-É da minha menina, que você está falando! –ele indignou-se, vendo o sorriso provocativo de Eric e acabou sorrindo de volta.

-Eu nunca deixarei você, Albus. Eu de fato nunca deixei. –e todo o ar de informalidade se dissipou, sendo substituído por uma aura mística envolvendo-os- Sempre estarei aos seus serviços, sempre estarei do seu lado, porque eu amo você com cada um desses detalhes controversos que você tem. Eu sou seu pai, seu guardião, seu filho e você mesmo caso necessário. Então não adianta. Eu estarei aqui.

Albus finalmente tinha algo pelo que sorrir naquele dia infernal. Aquilo aqueceu seu coração e a lágrima que escorreu pelo seu rosto para depositar-se na barba era de alegria e gratidão.

-Deite-se aqui... –e Eric colocou uma almofada debaixo da cabeça dele, e estendeu uma manta sobre seu corpo no sofá diante da lareira- Descanse. –e Albus segurou sua mão sem encontrar nada para dizer- Você vai ficar bem, elas vão se acalmar. E você será bisavô. –Albus sorriu, abobalhado com a ideia, lembrando-se de quando Ninna entrou naquele mesmo escritório anunciando que Pan estava a caminho.

-Obrigado, filho. –e fechou os olhos calmamente.

Eric certificou-se de que Albus estivesse adormecido antes de sair em busca de Pan. Ele temia encontra-la em situação constrangedora, já que ela e Severus quase não podiam tirar as mãos um do outro e ele desconfiava que aquela era a forma que eles tinham de celebrar as novidades, já que não havia forma melhor de celebrar o amor do que fazendo amor. Mas ele tinha que arriscar.

Por sorte, Pan estava sentada no tapete super felpudo de cor lilás de sua salinha particular, com Severus numa poltrona diante da lareira bebericando um copo de whisky de fogo. Ela olhava um grande álbum de fotos, que Eric conhecia de outros tempos, e tinha alguns pergaminhos espalhados ao seu redor. Juno, sua coruja negra de olhos âmbar, estava no encosto da poltrona em que Severus se sentava, apenas esperando.

-Então agora temos certeza que estes dois estão se tornando três? –ele murmurou, aparecendo ao lado da janela.

-Eric! –Pan ficou de pé e foi abraça-lo -O que você está fazendo aqui?

-Eu precisava vê-los! Não é todos os dias que alguém descobre que vai ser... O que eu serei desse bebê? –perguntou um pouco confuso.

-Você é como se fosse meu pai em relação à fênix, digamos que seria o avô de algum modo?

-Sim, isso vai funcionar bem. Ninguém jamais teve um avô assim tão bonito e jovem quanto eu antes... –quando ele a soltou, foi até Severus cumprimenta-lo com um aperto de mãos.

Severus o observava com uma leve estranheza. Sim, conhecia Eric, mas ainda não conseguia assimilar completamente que Eric e Fawkes eram a mesma criatura.

-Eu quero lhes dizer que tem todo meu apoio, diante do que pode ou não surgir em relação a essa criança. É um Ser Mais Puro que está pra nascer, e ele vai precisar de toda proteção do mundo.

-Eu não acredito que haja um risco assim tão grande, é apenas um bebê.

-Filho de uma fênix, eu já vi isso acontecer antes com meu próprio filho, então confiem em mim quando digo que toda proteção do mundo é o que vocês vão precisar. Perdoem Albus pelo que houve antes, eu lhes peço apenas isso...

-O que houve? –Severus olhou de Eric para Pan, tão místicos, ruivos e bonitos que ele se sentia diminuído a basicamente nada entre eles.

Pan respirou fundo. Severus ainda não sabia de nada, ela planejava que permanecesse daquela forma.

-Não é importante, Sev.

O olhar dele deixava claro que ele exigia saber. Pan e Eric olharam um para o outro e chegaram num consentimento mudo de que o melhor era expor a situação, e que tudo se resolvesse de vez.

-Oh. –ele murmurou, quando Pan terminou de contar tudo. Eric estava servindo mais whisky para Severus, enquanto dividia uma taça de hidromel com Pan- E vocês acham que ele estava falando serio?

-Ele estava. –Eric disse- Apenas porque não pensou bem a respeito, mas tenham certeza de que ele não tem realmente isso em mente. Ele ama essa criança e faria de tudo para protege-la.

-Obviamente, ou do contrário meu bebê traria Voldemort de volta.

-Você fala como se não conhecesse seu avô. –Severus disse- Claro, eu entendo a postura dele e até mesmo respeito seus ideais. Mas não apoio, e eu o mataria com minhas próprias mãos se ele tentasse algo estupido. Seria mais simples que nosso bebê pudesse esperar mais um par de anos pra nascer? Obviamente que sim, mas ele já esta a caminho, e o que para Albus parecia ser uma solução pratica, pra nós é algo abominável. Nós merecemos a chance de lutar pela proteção dele, que talvez nem esteja em tanto risco assim. Mas devemos considerar que se falharmos nisso, Albus teria razão, e o Lorde das Trevas ressurgiria ainda mais poderoso do que jamais esteve.

-Então você concorda com ele? –Pan parecia chocada.

-Não, é nosso filho Pan, facilmente a pequena coisa que eu mais amo e já amei em toda a vida, eu obviamente sequer cogitaria a ideia de perdê-lo, de impedi-lo de nascer. Mas se você pensar pelo ponto de vista do seu avô, isso seria o lógico.

-Esse bebê tem todas as chances do mundo de se tornar um ser incrível. –Eric murmurou- Albus apenas sentiu o medo e não considerou isso. Não considerou o quão poderosos nós somos. Tudo vai ficar bem, e você precisa dar-lhe uma chance de se redimir.

-Eu preciso? –ela estranhou- Meu instinto não permite, me desculpem, mas isso eu não posso fazer.

-E então como vai ser? Você vai evitar Albus para sempre, mesmo sabendo que ele jamais faria nada contra você e seu bebê?

-Eu não sei. Mas eu não quero me arriscar, quando não sei até que ponto ele está disposto a ir pra impedir o retorno de Voldemort. Mas se ele foi capaz de sugerir um aborto, o nível de crueldade aqui é bem visível.

Eric e Severus entreolharam-se e não disseram mais nada. Pan voltou para o meio do tapete e seguiu escrevendo as cartas para Hope, Pearll e Sirius, contando a novidade. De uma coisa ela tinha certeza: ela podia chegar a compreender Albus em algum momento, mas ela jamais esqueceria a decepção que sentiu quando se deu conta do que ele esperava q ela fizesse, e sendo assim ela sabia que todos precisavam começar a se preparar. Os sacrifícios que ele exigiria estavam apenas começando.