Capítulo Trigésimo Sétimo
Pearll chegou a Hogwarts no inicio da sexta feira. Tinha recebido uma coruja de Pan, pedindo que viesse urgentemente. Sabia que não poderia evitar ver Eric, que tinha reatado os bons termos com Dumbledore. Estivera tanto tempo na Mongólia cuidando de um grupo de Trasgos que agora, vendo-se diante daquelas grandes portas, ela sentia-se de volta ao lar. Minerva surgiu ao lado dela, vinda de lugar nenhum, transformada em gato. Voltou a forma humana ao lado da filha, e ficou junto dela em silencio olhando para as portas de entrada.
-Oh, relaxe. Eric não está aqui. –disse quando o silencio se alongou demasiado e percebeu que as incertezas de Pearll eram relacionadas àquilo.
-Como você pode saber?
-Seu pai teria dito.
-E vocês agora voltaram a se falar?
-Nunca deixamos de nos falar. –Minerva disse olhando-a com estranheza- Mas seu pai... –suspirou para clarear os pensamentos- Seu pai algumas vezes precisa de algum tipo de punição, para que ele perceba que nem todo mundo, na verdade ninguém, vai entender tudo o que ele queira fazer. Ele tem que conter mais esses instintos envolvendo o "bem maior".
-E então você deixa de dormir com ele. –ela sorriu um pouco maldosa.
-Então eu mostro a ele meu intenso desagrado, sim. –ela consertou a frase da filha que havia soado mais lasciva do que o recomendado- P, vamos entrar. Está frio.
Elas entraram no castelo e logo puderam ver Pan revisando o teto do salão principal. O feitiço que imitava o clima exterior estava desativado, e ela observava como estariam as longas vigas de onde penderiam alguns lustres para o grande Baile de Inverno. Sorriu abertamente quando viu Pearll e veio até ela abraça-la.
-Deuses, eu sinto tanto sua falta... –Pearll comentou- E você esta ganhando peso, devia parar de comer tanta besteira. Daqui a pouco vão começar a dizer que você está grávida! –brincou.
-Fico feliz que você tenha vindo. –a outra suspirou não podendo conter o aperto no peito que sentia sempre que realizava o quanto sentia falta de Pearll, mesclado com a felicidade de estar ali e vê-la.
-Você quer me adiantar o tema dessa reunião secreta super importante?
Pan olhou para Minerva e imaginou se não seria melhor manter aquilo para si mesma até a hora em que se reuniria com todos.
-Hoje, na minha casa. Nós debateremos tudo e eu irei expor todo o panorama. Não é seguro conversarmos aqui. Mas está tudo sob controle.
-É sobre... –e Pearll baixou a voz, resumindo-a a um sussurro- Ninna?
-O que mais poderia ser? –Minerva comentou, afastando-se. Não parecia animada. Em verdade, estava contrafeita, e nem Pearll nem Pan puderam entender isso.
Aquela tarde Pan foi para sua casa, no penhasco galês. Severus, Albus e Minerva viriam quando as aulas terminassem, mas ela tinha muito o que preparar. Havia fixado um grande mapa de Azkaban na parede da biblioteca, tinha organizado os turnos que Hope preparara para os aurores que patrulhariam a prisão, tinha inclusive as poções que usaria.
Hope estava no Ministério aquela semana, mas chegou antes do sol se por trazendo Sirius, que depois de muita luta e insistência, aceitara ficar na casa de caça que os pais de Hope tinham. Pan tinha começado a notar que o interesse de Hope por Sirius estava se tornando mais intenso do que o que se recomendava, e que Sirius a olhava sempre com um sorriso no rosto. Não sabia o que sentir sobre isso, mas achava que se Ninna realmente estava insana, não seria uma coisa ruim que seu pai refizesse a vida com uma garota maravilhosa como aquela. Mas se Ninna estivesse bem, seria um problema.
-Espero que você não esteja pensando em fazer isso logo. –Hope murmurou, sentando-se no sofá ao lado de Sirius, que olhava a sua volta com estranheza.
Pearll estava presente também, mas estava mais interessada em entender o mapa das barreiras de Azkaban do que em reparar no cunhado. Ainda mais quando pensava se estava bonita o bastante, já que Eric apareceria certamente essa noite.
-Bom, eu não vou poder esperar muito. –Pan murmurou- O bebe cresce muito rápido dentro de mim. Não sei até quando transformações como esta sejam seguras.
-Você pretende invadir Azkaban? –Sirius murmurou- Dessa forma? Com essa barriga?
-Na verdade você vai. –ela disse misteriosamente, colocando um alfinete vermelho onde ficava a cela de Ninna.
-Você não pode apenas...
-Não comecem a protestar. Eu venho pensando nisso há meses. –ela suspirou cansada, ouvindo o barulho de três aparatações encherem o ar do lado de fora. Olhou pela janela e viu seus avós e Severus chegando- Ótimo, agora apenas Eric precisa chegar.
-Mas eu já estou aqui. –ele disse.
Havia surgido de lugar nenhum. Estava sentado na poltrona de Severus, pernas cruzadas, os cabelos longos soltos e a barba bem aparada. Usava uma veste bonita, cor de musgo e estava, como sempre, feito de serenidade. Pearll tinha recuado até a janela, estarrecida pelo susto.
-Há quanto tempo você está ai? –perguntou apavorada.
-Alguns minutos. Eu estava apenas estudando a situação e vendo se vocês não me notariam aqui, depois de tudo.
-Você estava invisível! –Sirius berrou- Sem uma capa!
-Sim. Bem... eu sou uma fênix. Vem com certos atributos, Pan sabe bem.
Ela deu de ombros e virou-se para a janela. Pearll parecia ter tomado um par de socos no estomago, mas logo encontrou as pernas e foi sentar-se ao lado de Sirius. Ela não olhava para Eric e sabia que seria difícil estar ali na presença dele, mas não imaginava que seria tanto. Eles conversariam essa noite. Eles precisavam. Quando arriscou uma olhada na direção dele, ele apensas sorriu com o canto da boca e piscou charmosamente um dos olhos. Ela se enfureceu, mas não disse nada.
-Prontos para acabar com o mistério? –Pan perguntou quando viu o trio entrar na biblioteca.
-Não há tanto mistério. –Minerva comentou- Você está ai, planejando invadir Azkaban pra resgatar Ninna, e não me deu detalhes nem referencias pra que, caso isso precise ser adiado, eu não sofra tanto. Mas eu lhe digo de antemão... Eu não aprovo isso.
-Você sequer sabe do que se trata! –Pan protestou.
-Sim, eu sei. Você está gravida. Veja só essa barriga... E você está pretendendo meter-se em Azkaban de forma ilegal! E tirar de lá um prisioneiro!
-Você pode, pelo menos, ouvir o que eu tenho a dizer?
-Severus, você não pode... –Minerva virou-se para começar a protestar com Severus, mas ele apenas deu de ombros.
-Eu quero saber o que ela preparou. Se for muito arriscado eu serei o primeiro a protestar.
Pan abriu um sorriso pra ele, que foi cumprimenta-la com um beijo na testa. Ela indicou lugares nos sofás para que todos sentassem. Eric, respeitosamente, saiu da poltrona do dono da casa e foi sentar-se junto de Minerva, que parecia tensa e prestes a chorar. Albus estava ao lado dela, e segurava sua mão, mas ela não parecia bem.
Hope e Sirius, sentados lado a lado eram os mais tranquilos, talvez por já terem alguma ideia do plano. Pearll não estava de fato prestado atenção, porque ela imaginava que independente do que a sobrinha planejasse, ela era quem devia resgatar Ninna, ela montaria um plano e agiria antes que Pan se arriscasse. Pra completar, Eric estava na mesma sala que ela. E ela só conseguia sentir-se atraída e aterrorizada por tantos sentimentos conflitantes.
-Muito bem. –Pan começou- Eu sei que todos sabem que minha mãe tem que ser libertada. E eu venho pensando nesse plano há algum tempo, mas sem muita chance de aperfeiçoá-lo devido às circunstancias. Esses dias eu percebi que quanto mais adiarmos, pior será. Se não for agora, enquanto eu ainda tenho condições, teria que esperar o bebê nascer.
-Não protesto quanto a isso. –Minerva comentou- Eu sei que é Ninna, sei que ela não merece ficar presa naquele lugar... Mas eu já imagino o que você precise fazer.
-Eu não farei muita coisa. Eric vai me ajudar, certo?
-Certo. Embora eu ainda não saiba o que você quer de mim.
-Eu preciso que você a transporte para fora de Azkaban. Meu rastro seria perceptível, eu ainda deixo fogo pra todo lado mesmo em aparatações. Você consegue se mover como se nada tivesse acontecido.
-Sim, mas eu não consigo aparatar em Azkaban. Ou você não acha que eu já tenha tentado?
-Eu sei, eu também tentei. –ela murmurou- Precisaríamos fazer isso de um modo que cada um de nós esteja protegido por um excelente álibi. Retirá-la de lá não será tão problemático quanto encobrir nossos rastros. Por isso eu preciso que vocês entendam que mesmo que pareça complexo... tudo vai dar certo. O Ministério me enviou uma notificação para que eu compareça a Convenção de Aurores no dia marcado para o resgate. Seria neste sábado.
-Amanhã? –todos perguntaram ao mesmo tempo.
-Sim.
-E você nos convoca hoje? –Pearll berrou.
-Eu precisava de um álibi e ele se mostrou perfeito.
-Como perfeito? Como você estará em dois lugares ao mesmo tempo?
-Eu irei para Azkaban sob a forma do meu pai. –ela ergueu um vidrinho de poção, certamente polissuco- Eric me acompanhará até lá invisível, de barco e ficará responsável por trazer a mamãe até aqui, após eu retirá-la da cela.
-Mas se você estiver lá... –Hope murmurava...
-Você estará na convenção de aurores, usando polissuco, como se fosse eu.
-Mas eu também preciso ir. –ela disse.
-Eu também. –Pearll ajuntou- Eu também fui convocada.
-Só há um modo. -disse Minerva pensativa e nervosa.
-Que modo?
-Eu, Albus ou Severus.
-Severus, eu acho que você vai se sair melhor no Ministério. –Albus disse- E eu certamente terei que estar em algum lugar á vista... Talvez madame Máxime e um jogo de xadrez, algo assim. E você também Minerva, eles desconfiariam de você... –mas Minerva não estava bem. Ela olhava para Pan com pânico e sua mão apertava a de Albus.
-Vovó?
-Eu ainda não sei. –ela murmurou com a voz falha- Não sei se dará certo.
-Confie. –Pan ajoelhou-se diante dela- Dará certo. Eu tenho toda a parte de Azkaban completamente esquematizada. Hope me ajudou em grande parte.
-Isso sim. Eu só não sabia que você planejava fazer as coisas desse modo.
-Eu estou aqui, Minerva. –Eric disse, lembrando-a do obvio- Eu não vou deixar nada acontecer a Pan, e trarei Ninna pra você.
Minerva coçou os olhos e assentiu com a cabeça.
-O que você acha disso, Albus? –perguntou, quando Pan ficou de pé e voltou pra junto do mapa de Azkaban.
-Eu acho que Pan tem tudo sob controle.
-Severus?
-Me parece bem até agora. –ele comentou- O que o senhor meu sogro pensa sobre o assunto?
Sirius foi pego de surpresa. Ele ainda estava tentando entender como Pan entraria sem ser notada e como faria o que pretendia. Não era algo exatamente simples entrar em Azkaban. Sair era muito mais difícil. Ele estava refletindo sobre esses pontos quando a voz de Snape o atingiu.
-Como você pretende entrar?
-Eu sou uma auror. Eu sei entrar em Azkaban. E eu sei sair sem precisar disparar nenhum alarme magico.
-Mas Ninna...
-Há algo que vocês não sabem.
-Pan... –Hope ergueu uma mão, para restringir a amiga- Não.
-Hope, nós precisamos confiar neles.
-Confiar sobre o que? –Pearll perguntou desconfortável.
-Há algo na magia de Azkaban que os aurores aprendem quando estão prestes a se formar.
-Pelos deuses... –Hope ficou de pé, estava incomodada, não achava certo abrir segredos como aqueles e temia que aquele segredo estivesse envolvido no Voto Perpétuo que os aurores faziam quando a formatura chegava- Alguém impeça! Sirius!
-Ok! –Pan se conteve, mas todos pareceram assustados- Hope, eu não acho que isso faça parte do Voto Perpétuo!
-Mas e se fizer?
-Não conte. –Dumbledore se adiantou- Não conte, você sabe das consequências.
-Pan, nem brinque com isso. –Sirius murmurou- O que quer que seja, guarde.
-Oh... –Pearll concluiu- Oh, isso é genial! É sobre o filtro, certo?
-Certo. Como você sabe disso?
-Porque eu também precisei me formar auror, esqueceu? Meu trabalho é uma especialidade que vem após a formação como auror, e eu ainda tenho que levar criaturas a Azkaban.
Mas nenhuma delas disse mais nada a respeito. Mas a verdade era que Azkaban possuía um filtro que separava os presos por gravidade dos crimes. Havia os Assassinos em Série, em Massa, Necromantes, Canibais... e os níveis iam se amenizando até que eles chegavam em faltas muito leves e, por fim, inocentes. Ele era usado para definir as penas, a quantidade de dementadores protegendo cada ala, e media como a pessoa que fora presa estava reagindo, se arrependendo e mudando até o ponto em que a falta seria cumprida. Mas em casos de julgamento ou onde a pessoa era considerada culpada, os presos ficavam enclausurados, e o filtro não agia sobre eles.
Pan precisaria mudar sua mãe de lugar, e como ela seria inocente, ela sairia de Azkaban sem que nenhum alarme magico soasse. No caso de Sirius, isso foi o que intrigou a comunidade dos aurores. Não foi tanto ele conseguir sair, mas sim enganar o filtro. Esse segredo era mantido nesses termos, do Voto Perpétuo, porque uma vez que forças malignas soubessem do filtro, elas poderiam muito bem criar uma forma de driblá-lo.
Mais calma, Hope voltou a sentar-se ao lado de Sirius, que passou o braço por suas costas. Pan percebeu o carinho presente na interação, mas não disse nada.
Ao anoitecer do dia seguinte, Pan vestia-se para sair de casa. Minerva veio até seu quarto e lhe trouxe um presente.
-Isso é pra você. –ela lhe entregou um vidrinho muito pequeno, com uma dose de um liquido dourado translucido- Albus me deu de aniversário, uns dez anos atrás.
-Isso é...? –Pan arregalou os olhos- Felix Felicis?
-Exatamente. Eu preciso que você beba.
-Não... Vovó, isso é valioso demais!
-Você é valiosa demais, eu não posso suportar que você se arrisque assim. E a ocasião é perfeita para o uso. Por favor, beba. Por Ninna, para que tudo dê certo.
Minerva lutava para parecer calma, mas seu desespero era bem obvio. Pan estava impressionada com aquele pequeno frasco em suas mãos, mas resolveu fazer o que Minerva pedia. Bebeu o conteúdo de um só gole, e sentiu um calor espalhar-se por seu corpo. O bebê moveu-se em seu ventre, a noite pareceu ficar mais enluarada e o sapato que apertava um pouco seu dedo mindinho cedeu. Minerva sorriu abertamente e abraçou.
-Siga o plano.
-Você está confiante agora? –Pan perguntou, colocando os cabelos de Sirius na Polissuco.
-Agora eu estou.
Pan bebeu a polissuco e agradeceu já estar vestida com um par de calças de moletom e um dos casacos cheios de botões de Severo, a coisa que ela menos queria era precisar ver o pai nu. Percebendo que a transformação tinha acabado, ela separou uma dose de segurança e colocou no bolso do casaco. No andai inferior, Eric a esperava. Pearll estava ao lado dele, eles pareciam ter tido uma boa conversa. Pan logo exigiria os detalhes, mas agora tinha que concentrar-se.
Severus a olhava com estranheza, e ela preferiu não beijá-lo antes de sair, já que seria uma cena estranha que ninguém jamais esqueceria. Mesmo assim, ele não pode se conter e veio abraça-la
-Vamos? –Eric perguntou.
-Sim. –Pan com a voz de Sirius respondeu, largando o marido.
Ela notou que Pearll e Eric despediram-se com um beijo. Sorrindo abobalhada, ela saiu com ele para a noite gelada. Eric os aparatou para a praia. O barco com motor estava ali. Eric a ajudou a sentar-se no barco, deu a partida no motor e o silenciou, para que ele não soasse mais alto do que um sussurro.
Quando puderam distinguir a ilha a sua frente eles pararam o barco e se entreolharam. Eric parecia tenso, mais pensativo do que preocupado.
-E agora?
-Haverá a primeira barreira em algum lugar por aqui. –ela sacou a varinha e murmurou um feitiço.
A frente deles, cerca de cem metros de distancia, uma linha azul surgiu, expandindo-se para mostrar onde estava a barreira.
-Você vai desativá-la?
-Não. Essa é a barreira que mantém animais fora dos limites. –disse conferindo num pequeno bloco de anotações- Podemos passar tranquilamente.
Eles então seguiram, o barco agora se movendo mais devagar. A segunda barreira era climática, e servia para manter Azkaban numa temperatura amena, mesmo no inverno. Alguns prisioneiros morriam congelados em tempos passados. A terceira, precisou ser desativada.
-Essa detecta disfarces. –ela explicou- Eu não poderia desativá-la, mas preciso cortá-la.
-Cortá-la?
-Sim, veja bem. –sacou a varinha e identificou onde estava a barreira. Um brilho rosado surgiu no ar a sua frente, expandindo-se até ter uns quatro metros de altura por uns dez de largura.
As barreiras tinham forma de domo, e as diferenças eram a ordem em que estariam ativas naquele dia, ou mesmo quais feitiços. Eles mudavam sempre, e com isso apenas quem soubesse a ordem das barreiras e qual o feitiço que as enganaria, poderia entrar despreocupadamente. Mesmo os aurores, em suas trocas de turno, passavam por aquilo. Pan tinha o bônus de Hope ter conseguido roubar o plano de Trevis Godswill, responsável pela segurança externa de Azkaban.
-Não seria melhor desativá-la? –Eric perguntou- Eu posso ajudar, apenas me diga que feitiço é esse.
-Não. Se a desativarmos, um alarme soaria. As defesas nunca se desativam completamente, elas apenas mudam de feitiço gerador. –explicou.
Com isso, desenhou um grande circulo com a ponta da varinha riscando a superfície do feitiço. Parecia um diamante cortando vidro. No centro daquilo, o brilho rosado não existia. Pan mergulhou através dele para a água gelada do mar. Eric atravessou com o barco sem problemas, e a retirou da água. Nenhuma das outras barreiras foi problema, e eles logo puderam chegar á praia.
-Pan... eu poderia muito bem entrar lá como Sirius, e você tiraria sua mãe daqui.
-Eu me sinto sortuda hoje.
-Se alguma coisa acontecer...
-Eric. –ela o interrompeu- Você não conseguiria entrar. Você não conseguiria sequer pisar na areia da praia.
-Porque?
- Partir daqui apenas aurores podem passar.
-E se você não sair?
-Eu? –ela riu- Mas eu sou inocente!
