Capítulo Quadragésimo Sexto
-Harry? –Pan resolveu procura-lo na sala comunal para combinarem um dia para ver Sirius.
-Que? -ele perguntou friamente, fechando a cara quando a viu.
-Algo errado? –ela murmurou estranhando sua reação.
-Oh sim. Há muitas coisas erradas acontecendo aqui.
-Harry... –Hermione murmurou- Se vocês vão falar sobre aquilo, é melhor irem para um lugar mais vazio.
-Aquilo? -Pan franziu a testa.
Harry apenas ficou de pé e saiu pelo buraco do retrato. Ele estava furioso com Pan, e ela tinha que descobrir os motivos daquilo. Ele rumou para a torre dela, e mesmo com o lugar sendo usado como quartel general do Torneio Tribruxo, eles puderam conversar nas escadas, que Pan isolou acusticamente por precaução.
-Agora você pode me dizer por que está me tratando assim?
-Como você pode se casar com um Comensal da Morte, Pamela? -ele exigiu furioso.
-Ex-Comensal. –ela murmurou fracamente quando se deu conta do que ele havia dito. Ela sentiu-se tola, devia esperar aquele tipo de atitude já que Harry vira a verdade na penseira- Ex.
-Será mesmo? Por que até agora eu ainda não sei quem colocou o meu nome no Cálice! E seria bem a cara dele fazer isso!
-Seria a cara dele? –ela indignou-se- Você por acaso sabe quantas vezes aquele homem arriscou o próprio pescoço por você?
-Por mim? –ele riu incrédulo- Pan, eu sei o que vi.
-Então você está desconfiando do que Dumbledore diz, certo? Porque se ele acha que Severus merece toda confiança, e eu atesto isso com toda certeza, quem você pensa que é para duvidar?
-Ele trabalhava para a criatura que tenta me matar desde que nasci!
-As coisas não são assim.
-E como elas são? –ele berrou- Como, me explique?! Ele sempre foi sórdido comigo, sempre é cruel com as pessoas, e me admira que você concorde com tudo isso!
Quanto a isso Pan não tinha forma alguma de defendê-lo. Ela sabia que era verdade.
-Sirius disse tantas vezes... ele disse uma vez após a outra que Snape é perigoso, que devíamos tomar cuidado. E você sabe do passado dele, e ainda assim... Você teve um filho com ele! Com um monstro!
-Cale-se. –ela estava sentada num dos degraus, e apenas ouvia as acusações do garoto, mas então decidiu se pronunciar- Você duvida que as pessoas possam mudar? Que elas tenham motivos para isso ou que em algum momento uma luz surja e faça tudo entrar em foco... em nova perspectiva? Você duvida disso?
-Eu acho que se eu confiar em Snape, eu teria que confiar também em Lucius Malfoy, por exemplo, e eu ainda me lembro muito bem do que ele fez a Gina.
-Pois bem. Continue assim, James Potter. Julgue as pessoas cada vez mais sem saber a verdade sobre elas.
-Não chame meu pai de preconceituoso!
-Eu espero que você ainda descubra quem foi de verdade esse seu herói.
E deixou o garoto sozinho na escadaria e saiu para o corredor. Conforme os dias passavam, Harry se distanciava mais. Mione e Ronald viviam enfiados com ele dentro de salas de aula vazias, ajudando-o a treinar. Pearll tinha desaparecido novamente. Estava a trabalho, como Eric informou. Sirius estava sozinho na caverna, parecia abatido sempre que Pan o via, e seguia perguntando quando ela levaria Harry até ali e ela imaginava que seria algo bom de se fazer, embora duvidasse bastante que Harry ainda falaria com ela um dia. Minerva estava diferente, e após Pearll expor suas desconfianças sobre Ninna, ela precisou de um tempo sozinha para refletir. E quando ela e a neta conversaram, parecia que o mundo dela estava desabando quando precisou admitir que Ninna sempre fora fascinada pelo obscuro, desde muito nova.
Nas masmorras, Pan revisava o mapa do labirinto que Hope lhe dera, imaginando Harry perdido dentro daqueles corredores de hera. Ficava nervosa só de pensar, mesmo sem falar com o garoto, ela se importava profundamente com ele. Meredith estava bastante crescidinha, já tendo descoberto as mãos para agarrar coisas e vivia com elas na boca. Severus voltava de um turno de aulas bastante estressado. Sentou-se em sua poltrona com cara de poucos amigos e praguejou quando jogou uma pilha de pergaminhos sobre a mesa.
-Grifinória e Sonserina? –Pan perguntou, apenas erguendo os olhos do mapa.
-Quarto ano, turno duplo.
-Há algo que eu possa fazer para melhorar sua vida?
-Certamente. –ele murmurou, percebendo as implicações na voz dela- Embora eu ache inapropriado Meredith estar presente.
Pan ergueu-se de seu lugar e colocou Meredith diante da tela colorida, com bichinhos que brincavam e corriam numa colina ensolarada. Aquilo prendia muito sua atenção, e ela emitia sons como se estivesse tentando falar com os animaizinhos.
-Ela já não está presente. –comentou Pan, aproximando-se dele na poltrona e ajoelhando-se a sua frente.
-Oh Pan... –ele murmurou longamente num gemido quando ela desabotoou seu cinto olhando-o com um sorriso torto- Você não tem que... OH!
E se calou, ocupado demais sendo sugado para encontrar algo pra dizer. Com o ultimo resquício de sanidade que tinha, ele trancou a porta com um feitiço e envolveu Meredith numa bolha isolada de sons. Ele olhava para o que Pan fazia, os lábios rosados em volta dele fazendo-o enrijecer em sua boca, os cabelos caindo pelo lado do rosto e uma das mãos desabotoando a blusa... Ele não resistiu, e logo pegou a mulher para jogá-la no sofá, erguendo sua saia e arrastando a roupa intima delas pernas. Pan apenas murmurou um feitiço, que os despiu completamente. Sobre ela, beijando-a intensamente, ele não podia lembrar-se de ter estado cansado ou estressado antes. Apertou seus seios com as mãos ansiosas, acariciou suas intimidades e quando ela pediu, ele a penetrou.
Após o nascimento de Meredith, Pan e Severus voltaram a ter uma vida sexual tão agitada quanto a que tinham durante as primeiras semanas de casamento. Ela logo estava empenhada em descobrir novas coisas para fazer, ele não se importava mais em ser sempre muito gentil, já que ela parecia aproveitar muito mais quando havia mais voracidade envolvida. Quando o orgasmo vinha, era para os dois ao mesmo tempo.
-Hum... –ela gemeu em seu ouvido após recuperar o fôlego- Melhor assim?
-Eu não tenho palavras. –ele acomodou-se sobre o peito dela, convocando um cobertor do quarto e colocando-o sobre eles- Acho que perdemos o jantar. –ele comentou- E Meri dormiu.
-Eu arranhei você... –ela murmurou vendo as marcas deixadas por suas unhas nos braços dele.
-Você faz isso quando gemer não é o bastante pra expressar o quanto eu destruo seu autocontrole. –ele riu, mordiscando a pele de seu pescoço.
Ela o beijou por um longo momento. Sabia que ele estava cansado e tenso, mas sempre se esforçava para fazer a vida dele mais fácil. E não era nenhum sacrifício fazer isso. Agora as masmorras viviam invisíveis para Moody, e eles usavam muito isso.
-Eu amo você. –ela murmurou com a voz distante e arrastada, percebendo que ele começava a ficar sonolento- Não importa o que aconteça, eu sempre amarei você.
Ele ainda sorriu antes de adormecer. Pan o deixou bem acomodado no sofá e murmurou um feitiço para vesti-lo. Verificou Meredith, que estava alimentada e adormecida e chamou Bronn para vigiá-la.
-Eu estarei na Torre do Torneio. –disse calçando as botas- Nós temos que finalizar o labirinto ainda hoje.
-A menina Snape está alimentada?
-Sim, ela dormirá longamente agora. E o Professor Snape também.
-Ele não saiu para jantar. –Bronn comentou.
-Bom... Ele não precisou.
E deixou a masmorra. Subiu rapidamente até a Torre e encontrou Hope curvada sobre os mapas, assim como ela estava pouco mais de uma hora antes. Ela apenas ergueu um pouco a cabeça e olhou para a amiga.
-Levei Harry Potter para ver seu pai hoje. –disse após ter certeza de que Pan vinha sozinha.
-Como?
-Dumbledore disse que vocês estão brigados.
-Sim, bem... –Pan respirou fundo.
-Harry precisava ver Sirius. Ele apareceu na minha casa ontem e quase matou minha mãe de susto. É um cachorro bem grande aquele.
-E como foi a visita?
-Não demorou muito, mas serviu para o garoto se acalmar. Eu não sei sobre o que conversaram, mas seu pai me disse depois que Harry descobriu que o Professor Snape foi um Comensal da Morte.
-Oh. –Pan sentou-se em seu lugar, na grande mesa redonda onde aconteciam as reuniões- Eu sabia que esse seria o tema central dessa conversa.
-Você não pode culpar o garoto por estar desconfiado, e sabe disso.
-Eu sei. –Pan disse encerrando o assunto- E meu pai, como está?
-Preocupado, pelo pouco que pude ver. Mas está bem.
Pan pensou em perguntar sobre a frequência com que eles se viam, mas percebeu que seria tolice sua. Hope praticamente se mudara para a casa dos pais, que era bem próxima de onde Sirius ficava escondido. Sabia que não era bom que ela estivesse sozinha no Beco Diagonal, já que seu estado de melancolia estava bem acentuado, e mesmo próxima Sirius ela continuava do mesmo modo, embora seu semblante se amenizasse quando falava dele.
-Eu não tenho visto seu pai, se quer saber. –murmurou- Mas ele aparece quando precisa de algo, como eu lhe disse pra fazer.
-Vocês conversaram sobre... vocês?
-Sim. –ela respondeu com um fio de voz, olhando para os mapas e não para a amiga.
-E então? –Pan parecia mais animada do que ela.
-Nada. Não há nada para dizer. Apenas que a vida poderia ser mais justa.
Então Moody chegou, e elas interromperam o assunto. Ele largou-se sobre uma cadeira com um longo gemido e observou o trabalho delas.
-Acabei de voltar do labirinto. –murmurou- A Taça já está no local determinado.
-Eu pensei que eu fosse levar a Taça. Você precisou andar muito dentro das sebes com essa perna de pau para conseguir. Eu poderia tê-lo feito voando.
-Precisamos conhecer melhor esses caminhos caso algum dos campeões precise de ajuda.
-Pearll enviou a esfinge essa manhã. –Hope comentou.
-Eu vi. –Pan comentou- Eu a coloquei no lugar. Criatura fastidiosa esta.
-E o dementador? –Moody perguntou.
-Eu não lidarei com aquelas criaturas. –Hope cuspiu- E nem quero algo assim no labirinto. É verdadeiramente perigoso, e a moça Delacour já demonstrou que não lida bem em casos de apelo emocional.
-Moody, onde está o mapa do Harry? –Pan planejava entregar o mapa ao garoto antes dele entrar no labirinto, mesmo que aquilo fosse considerada a pior das trapaças.
-Muito bem guardado, eu garanto.
-Eu adoraria ter como acompanhar a localização dos Campeões dentro do labirinto. Se você pudesse entrega-lo pra mim...
Hope franziu a testa e encarou Pan com desconfiança.
-Você pretende entrega-lo a Harry?
-Não. –ela disse, mas aquilo não convenceu ninguém.
-Sim, você entregará a Harry.
-Me tranquilizaria um pouco mais saber que ele pelo menos sabe pra onde esta indo.
-Peça uma poção calmante ao seu marido. -Moody disse com desdém- Eu não vou entregar o Mapa.
-Além disso, com esse mapa... –Hope indicou seu esquema complexo de passagens, barreiras e corredores mutáveis que apenas ela entendia- Nós poderemos saber onde cada um deles vai estar. É mais do que o bastante.
-Desculpe, Hope, se eu não entendo basicamente nada do que você fez ai. Esse senhor tem algo que me pertence e eu quero de volta.
-Você está sendo muito impertinente. –Moody murmurou.
-Eu? -Pan alarmou-se.
-Sim. -ele confirmou- Sempre se metendo onde não devia e falando pra todo mundo que eu estou esquisito, diferente... O que você quer? Que eu perca o meu emprego?- e soltou uma risada fria.
-Claro que não, mas você tem agido de maneira estranha! O Mapa, por exemplo, é um artefato de origem duvidosa. Estava em poder de Potter e você simplesmente fez vista grossa. Não foi isso que você me ensinou durante aqueles anos na Academia de Aurores.
-O que você queria? Que eu o enviasse pra Azkaban por isso?
-Eu já fui a dona desse mapa e acho que ele deveria voltar para minhas mãos.
-Bem... eu pretendo usá-lo amanhã. –e o retirou de dentro das vestes- Hope tem seu esquema ininteligível, você pode voar, e eu usarei esse mapa. Agora, se você puder... -e ela tirou o pergaminho da mão dele sem a menor cerimônia e colocou dentro das vestes onde ele não ousaria pegar.
-O mapa está de novo nas mãos da dona. –ela disse com um sorriso desdenhoso.
-Devolva, McGonagall...
-Não. E muito me admira, para começo de conversa, que você tenha deixado que eu o tirasse de suas mãos. E com tudo isso, você não quer que eu ache você estranho.
E dando-lhe as costas, deixou a sala. Moody a seguiu após Hope lhe entregar as ultimas especificações do labirinto, mal podendo conter o riso.
Quando Pamela deixou o castelo para entrar no labirinto ela não imaginava o quanto estaria perdendo com aquilo. O riso de Hope quando ela deixou a Torre, as pragas enfurecidas de Moody seguindo-a e reclamando a perca do Mapa, os gramados obscurecidos no caminho até o campo de quadribol, a leveza em seu corpo por ter estado, até tão pouco tempo atrás, unida a Severus no mais completo significado da palavra... Tudo isso lhe causou sensações diversas e novas que ela não tinha tempo de decifrar, mas a cada passo ela sabia que o negrume daquele gramado se acentuaria. Uma noite escura e gélida, como nenhuma outra naquele lugar. Pan olhou em volta, e Moody também parecia notar que havia algo errado.
-Moody, podemos começar. -Pan disse ajustando as luvas e sacando a varinha do bolso depois de certificar-se que eles estavam sozinhos.
-Me devolva o Mapa. -ele disse.
-Pare com isso, você pode ver através desses arbustos.
-Você não está entendendo, moça. Eu preciso do mapa.
-Moody, não temos tempo pra isso. -e ela entrou no labirinto após acender a ponta da varinha.
Começaria pelo final. Assim que tirou o mapa do bolso, teve tempo apenas de protegê-lo de ser tomado de suas mãos quando sentiu a mão de Moody segurar-lhe pelo ombro.
-O que foi?
Ele estava pálido e havia algo ainda mais estranho no seu rosto. Parecia tão limpo, sem cicatrizes e marcas. Devia ser o escuro que o deixava mais macilento. Ele abriu a garrafinha que tirou do bolso e sorveu um enorme gole. Imediatamente um cheiro forte de algo que Pan conhecia bem encheu o ar.
-Ararambóia cozida?
-O que?
-Isso que você está bebendo contém Ararambóia cozida. -não era uma pergunta- O que é isso?
-Uma bebida energética. -Moody respondeu- Impressionante... Ararambóia cozida. Soa bem Snape.
-Ontem havia um caldeirão disso na masmorra. Aula com Poção Polissuco da turma de N.I.E.M.
Ele empalideceu ainda mais.
-Sagaz. -disse simplesmente
-Ok, vamos ao trabalho, Moody. Eu estou louca pra voltar ao castelo.
E entrou ainda mais nos corredores, até onde conhecia das passagens. Ela havia sobrevoado o labirinto algumas vezes pra conseguir imaginar onde colocaria as barreiras que estava preparando. Ao topar com um arbusto andante bloqueando sua passagem, precisou convocar Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas para lhe indicar o caminho. Podia transformar-se e sobrevoar o local, mas isso implicava em estar despida quando voltasse, e Severus estava enlouquecendo de ciúmes por aquilo ser tão recorrente.
No lugar onde estava indicado o campo de Quadribol, havia o emaranhado de pequenas passagens, algumas que levavam ao centro do labirinto, outras que acabavam em lugar nenhum... Moody não estava no mapa, o que para Pan era bem estranho. Teria ele um modo de ocultar-se do artefato? Foi quando ela decidiu voltar ao inicio do labirinto, por onde vagava Bartolomeu Crouch. Pan sentiu o estomago despencar e encarou o pontinho com o nome do homem, que ela tanto tinha procurado antes, mover-se entre as sebes.
Ela caminhava rápido, a varinha erguida, os olhos espreitando o Mapa do Maroto de tempos em tempos a medida que ela desfazia o emaranhado de curvas e reviravoltas que havia trilhado no interior do labirinto. Ele veio em sua direção, seguindo pelas passagens como se soubesse tudo sobre caminho que trilhava.
-Sr. Crouch?! -Pan chamou baixinho, virando a curva que a colocaria diante do homem- Moody?!
-Moça. Não devia ser assim.
Pan recuou dois passos alarmada.
-Alastor... O que está havendo aqui?
-O Mapa, agora.
-Crouch? Senhor Crouch... é você? -ela olhava do mapa para Moody sem acreditar.
-O MAPA! -berrou ele. -AGORA! -ele continuou gritando.
Ela apontou a varinha para Moody, entrando em modo de defesa. Se aquele homem fosse de fato Alastor Moody, ela não teria tido tempo. Ela sabia que as coisas ali estavam muito fora do normal.
-Expeliarmus! -bradou o homem, mas precisava muito mais empenho que aquilo para conseguir desarmá-la.
Logo a luta se deu inicio, e conforme Pan atacava, o homem se defendia. Ele revidava sempre de forma muito agressiva, e quanto ela tentava apenas nocauteá-lo para extrair um depoimento depois, ele pretendia mata-la.
As sebes em volta deles estavam destruídas pela quantidade de golpes desviados. Quando ela pode ver bem o rosto do homem sentiu o estômago afundar.
-Crouch Jr? -gemeu apavorada- Você estava morto...
Ele tocou o rosto meio assustado e sentiu a pele e o nariz. Enfiando a mão nas vestes, puxou a garrafinha.
-Polissuco...- Pan disse ligando os pontos.
-Certo. -e antes que ele pudesse levar a boca, ela lançou um feitiço na garrafa e o conteúdo se despejou no chão- Vadia!
E a atingiu com um feitiço atordoante e ela voou pelo impacto até a sebe que marcava o final de uma passagem sem saída. Ajoelhando-se, ele tentou beber alguma coisa da garrafa, mas não havia mais nada.
-Eu devia te torturar! -ele disse ficando de pé- Devia te punir por isso. Mas não há tempo.
E Pan estava atordoada demais, pelo efeito do feitiço, para esconder o temor que sentia ao ouvir aquilo. Todo o seu tronco doía, como se tivesse quebrado algumas costelas. A varinha estava longe de sua mão, e ela teria que se virar com os feitios que a fênix lhe proporcionava. Mas ela não teve tempo, e após assegurar-se de ter o mapa em mãos ele apenas apontou a varinha para o peito dela bradou:
-Avada Kedavra!
E a explosão em fogo transformou a noite em dia naquele castelo.
