YO MINNA QUE EU AMO! 3. Ressurgi das cinzas o/
Muito obrigada a todos que favoritaram e comentaram! SEUS LINDOS E LINDAS 3.
Conversamos mais nas notas finais.
Perdão pela demora em continuar a fic, me desculpem!
Espero que gostem!
Boa leitura!
Capítulo 48 - O jutsu proibido 1ª parte: Miya, a esperança do clã Haruno
Já fazia um mês que minha irmã estava no hospital sem poder receber visitantes e continuávamos tentando de todas as formas trazer o meu irmão de volta a consciência, mas nada parecia funcionar. Nada de relevante aconteceu nesse mês. O Gaara estava ocupado com os assuntos da vila, mas sempre o via à noite, a Temari saiu em uma missão longa com seu time, o Kankuro estava ajudando nos assuntos da vila o seu irmão, eu não entendia muito bem o que aquilo queria dizer, mas ninguém dava nenhuma pista sobre qual era o assunto. A Akane, vivia no hospital assumindo os casos dos meus irmãos, e o Daiki tinha ido para a vila da Folha, voltaria daqui à alguns dias.
Hoje, finalmente, seria o dia que poderia visitar minha irmã pela primeira vez e não conseguia conter o nervosismo. Minhas mãos suavam e eu sentia um certo enjoo. Esperava que tudo desse certo, estava a frente da porta do quarto do hospital e ainda não tinha coragem de abri-la.
_"Sakura?"_ouvi a voz da Akane soar confusa, a olhei sem graça e voltei minha atenção para a porta branca.
_"Porque esta aqui fora?"_ela questionou sem entender, fechei brevemente os olhos. Eu não sabia exatamente como seria a reação da minha irmã e aquilo estava me aterrorizando. Ignorei a Akane e bati calmamente na porta, não me sentia a vontade de entrar sem permissão. Ouvi uma voz murmurar um entre, meu coração acelerou fortemente.
_"Miya?"_sussurrei debilmente, sentindo meus olhos lacrimejarem ao olhar para aquele olhos verdes que me olhavam com atenção e surpresa.
_"S-akura?"_ela retrucou pasma. Sorri sem graça e assenti, sentindo algumas lágrimas escorrerem dos meus olhos. Eu estava tão aliviada de vê-la bem e no fundo do meu ser tinha um pouco de medo da sua reação quando me visse.
_"Oh, meu bebê!"_ela exclamou alto, descendo da maca e me puxando para um abraço forte. Senti o carinho que emanava dela, fazendo meus músculos relaxarem instantaneamente, comecei a chorar baixinho.
_"Não chora"_ela pediu agoniada, acariciando minhas costas, acabei rindo devagar e timidamente.
_"Desculpa"_retruquei culpada, sabendo que aquele pedido ia além do meu estado..ia para a época em que aquele massacre aconteceu, ela nos separou e olhou firmemente nos meus olhos, com o cenho franzido. Olhei-a sem entender.
_"Você não tem nada para se desculpar"_ela disse firme, desviei o olhar, posso dizer que me sentia bem ouvindo-a dizer isso, mas mesmo assim não acreditava nisso.
Ela voltou para a maca, fiquei observando seus passos vacilantes. Mordi meu lábio inferior, sabia que ela ainda não estava cem por cento recuperada.
_"Você está bem?"_perguntei preocupada, ela me presenteou com um sorriso cansado.
_"Sim, na medida do possível"_ela respondeu gentilmente, assenti com a cabeça e me aproximei, sentando na cadeira próxima da onde ela estava deitada. Eu tinha tantas perguntas para fazer para ela..mas eu sabia. Aquele não era – ainda – o momento certo para isso. E eu queria vê-la bem, não preocupada.
_"Você acha que vai demorar para ter alta?"_iniciei uma conversa, para não ficarmos em silêncio.
_"Provavelmente"_ela retrucou, fechando os olhos. Mordi meu lábio inferior que tremulou temerosamente. Será que ela não queria a minha companhia?
_"Ano, acho melhor voltar outra hora"_falei sem graça, ela entrecerrou o olhar.
_"Tudo bem, volte quando quiser"_ela disse tranquilamente, senti o peso abandonar meus ombros e sorri feliz. Fui em direção a porta, quando coloquei a mao na maçaneta ouvi sua voz baixa.
_"Sakura?"_ela falou acanhada, olhei-a por cima do ombro e a vi brincando com os dedos da mão. Quis voltar até ela e abraçá-la e consolá-la, mas não sabia se ela aprovaria tal ação. Que droga. Eu queria tanto conhecê-la melhor. Ela parecia uma estranha para mim, e eu tinha medo de empurrá-la até algum limite que ela não gostaria que eu ultrapassasse.
_"Sim"_resolvi responder suavemente, ela apertou os dedos das mãos, segurei duramente a maçaneta para não correr para seus braços.
_"Aishiteru"_ela disse amorosamente, senti meu olhar embaçar, mas travei o maxilar para não chorar.
_"Eu também,Miya"_respondi emocionada e sai do quarto. Eu me senti tão mal por – de alguma forma – fazer parte da estória que fez meu clã ser massacrado. Eu não merecia nenhuma das pessoas que tinha na minha vida.
Andei calmamente, e fui ver meu irmão. Entrei no seu quarto e fiquei olhando para seu corpo forte, que parecia tão frágil naquela maca. Aproximei-me calmamente, e segurei sua mão. Ele estava tão frio e pálido que fazia meu coração doer. Eu não podia perdê-lo.
_"Ohayou. Fui visitar nossa irmã hoje. Ela é tão linda e parece tão sofrida..eu queria que você estivesse aqui para me ajudar..eu não sei o que fazer"_admiti para ele que se manteve imóvel e não esboçou nenhuma reação. Apertei sua mão, querendo que ele reagisse, mas não aconteceu nada, fazendo meu coração apertar.
_"Eu não posso te perder..por favor, volte para nós"_supliquei agoniada, beijando sua testa e acariciando sua mão. Ele continuou inerte e eu me senti quebrar.
POV MIYA
Estava saindo em missão com o Satoru-kun, era tudo tão calmo na vila da areia que eu tinha medo do que poderia acontecer. O Satoru costumava dizer que eu era pessimista. Mas não era só isso, eu sentia que tinha algo errado. Despedi-me dos meus pais e do meu irmão, achando estranho não ver minha pequena e adorava irmãzinha em nenhum lugar.
_"Relaxe, por favor. Ela deve estar por ai com minha irmã"_ele disse pacientemente, suspirei alto, sentindo meu coração acelerado, sem saber o motivo.
_"Vou tentar"_retruquei emburrada, o fazendo gargalhar. Saímos da minha casa, fechei a porta e quando olhei para frente, congelei.
_"Não"_sussurrei medrosamente.
_"Miya?"_ele me chamou sem entender, senti meus olhos se encherem de lágrimas. Aquilo não podia estar acontecendo,não com a minha irmãzinha. Ele pareceu seguir meu olhar e ofegou alto.
_"Eu não acredito"_ele murmurou com tanto terror quanto o que eu sentia.
Foi ali que soube que tudo iria desmoronar. Eu não aguentaria isso. Fiquei olhando o ruivo que olhava timidamente para minha irmã ejurei para mim que eu daria um jeito. O demônio de Suna abrigado naquele garotinho não destruiria minha família.Eu não iria deixar isso acontecer. Perdi-me em lembranças.
x
Eu tinha três anos, ainda não tinha nenhum irmãozinho.ObaasanEmi costumava me colocar para dormir quando meus pais não estavam. Ela contava estórias que eu adorava.Adorava por não entender o significado daquilo.
_"Ano, obaasan, me conta de novo a profecia"_pedi manhosamente, ela sorriu para mim.
_"Por que tem tanto interesse nisso querida?"_ela perguntou tranquila, colocando minha franja para trás para conseguir olhar nos meus dois olhos.
_"Por que eu sinto no meu coraçãozinho que eu preciso saber, obaasan"_falei baixo, como se contasse um segredo. Por um minuto ela ficou séria, mas logo fechou os olhos e sorriu.
"_Quando o tempo chegar, a flor desabrochará. De alegria encherá o coração de cada um que com que ela estará.Mas, a pequena flor murchará, com muita dor lutará. O pequeno demônio vai conquistar, e, com isso a destruição do clã chegará. Muita luta vai passar. A pequena flor, a esperança e a doçura com destinos entrelaçados vão estar. A esperança será forte e com garra lutará. Fará o que estiver ao seu alcance para todos quanto conseguir salvar. Uma decisão terá que tomar, não serão todos que poderá salvar. No futuro, um sacrifício a doçura precisará realizar. Novamente a dor a todos se apresentará. A pequena flor, durante a vida a dor vai amargar. Até o dia que seu verdadeiro amor reencontrar. Para viver tal amor, o passado precisará exterminar. A esperança ajudará a pequena flor a dizimar o que precisar. Depois de muitos anos, a luz junto com a generosidade brilhará, fazendo tudo voltar ao seu lugar. A tristeza findará e o clã destruído renascerá"_ela contou calmamente, meu coração batia apressado enquanto eu decorava cada palavra sussurrada.
_"Sabe o que Miya significa obaasan?"_perguntei sonolenta, senti ela beijar minha testa enquanto eu fechava meu olhos pesados pelo sono.
_"O que querida?"_ela perguntou risonha.
_"Esperança"_falei antes de adormecer.
X
Voltei a realidade quando o Satoru apertou meu braço, o olhei com temor e vi o pavor no seu olho exposto.
_"Você sabe o que isso significa"_ele falou fraco.
_"Hai"_respondi sem vontade.A doçura, a pequena flor e a esperança.A profecia do clã quebrado. Eu não podia amargar mais a dor que já me consumia. Eu faria qualquer coisa para diminuir a contagem dos mortos, mas eu tinha em mente que eu teria:"Uma decisão terá que tomar, não serão todos que poderá salvar". E aquilo me apavorava, eu não conseguiria escolher quem salvar mesmo se eu pudesse. Que merda.
X
Nos anos seguintes, tudo que eu fazia era treinar, treinar e treinar mais. Quase não me alimentava direito e tudo que minha mente pensava era que eu precisava descobrir um jutsu que eu pudesse usar quando aquele dia terrível chegasse. Estava exausta. Meu gavião, descansava na minha perna, me olhando atentamente e a Maya estava atormentando meus pensamentos. Eu precisava pensar. Suspirei alto e me deitei no meio do ginásio de treinamento. Suspirei baixo, sentia meu chakra oscilar, mas me pus em pé. Eu não tinha tempo para descansar. Ativei novamente a rosa e senti o segundo chakra correr nas minhas veias lentamente. Olhei para frente com o cenho franzido, do que eu precisava? Eu necessitava de algo que me fizesse ter um escape no dia do massacre.
_"Eu tenho uma ideia, mestre, mas é arriscada"_meu gavião disse friamente, o olhei de soslaio. "Não sei se ele é tão confiável assim"a Maya gritou para mim. "Eu te entendo. Mas ele parece a única opção no momentoe sempre nos ajudou" retruquei impaciente, ela suspirou forte, fazendo minha cabeça doer. "EU SEI!" ela falou alto, fazendo com que eu rosnasse um "Não grite". Depois de um minuto em silêncio ela voltou a se pronunciar "Esse 'pode ser arriscado' me deixa com medo. E você sabe que eu não sou do tipo que sente medo" ela respondeu e eu concordei mentalmente. Sabia que ele era até certo ponto confiável, mas sabia que ele assim como os outros da sua espécie odiavam ser subjugados pelo clã Haruno e dai vinha à desconfiança. Mas se fosse resolver, eu estava disposta a qualquer coisa.
_"Pode falar"_sentenciei calmamente, com a Maya descordando totalmente da decisão.
_"Existe um lugar que alguns animais se encaminham quando são liberados do pacto com seu dono Haruno"_ele disse mordaz, senti minha pele arrepiar. "Não dê ouvidos a ele, Miya, por favor" a Maya suplicou na minha mente. "Eu preciso. Faço qualquer coisa pela minha família" retruquei ácida. "Eu também amo eles, mas isso não esta certo, tem alguma coisa errada, eu sinto isso e sei que você também sente", ela me respondeu amargamente. Ignorei-a.
_"Continue"_disse a ele, e vi seu olhar brilhar perigosamente.
_"Você sabe que o pacto só é quebrado com a morte do animal, não sabe?"_ele questionou mordaz, meu olhar tremulou e eu olhei para o teto do ginásio. "Isso está ficando cada vez pior, dê um jeito nele Miya" ela me pediu mas mais uma vez só ignorei-a.
_"Sim, fale logo antes que eu perca a paciência"_respondi cruel, fazendo ela rir e ele pigarrear.
_"É um genjutsu, Rosa-do-deserto Shin, tenho certeza que já ouviu falar"_ele retrucou mortalmente. Fiquei estática. Como eu não tinha pensado nisso? "Isso é muito arriscado, todos podem morrer desse jeito" ela me avisou, fingi que não a ouvi e comecei a fazer os selos de mãos. Eu conhecia aquele jutsu e eu daria um jeito para que ele funcionasse. Eu sabia que juntando chakra eu conseguiria levar mais gente comigo, e era exatamente o que eu faria.
Uma semana depois, já conseguia realizar o jutsu, mas ele me consumia a cada segundo que eu o fazia. Foi quando eu tomei uma decisão. Criei três pontos entre meu pescoço e nuca, onde meu cabelo cobria a pele, e comecei a armazenar chakra.
Eu sabia que fazer aquilo me mudaria. Eu nunca mais seria igual ao que eu era antes de fazer isso, mas..eu deixei. Deixei minha alma se corromper. Deixei aquele lugar tirar o melhor de mim. Deixei aquilo me estraçalhar por dentro. Porque valeria a pena.Se eu salvasse minha família, qualquer coisa valeria a pena.Mesmo que eu perdesse grande parte dos meus anos e da minha alma.
X
O dia chegou e eu me apavorei. Eu tentei odiar aquele garoto, mas era impossível. Eu sentia por ele um instinto fraternal muito forte, como se ele fosse um dos meus irmãos. Meu olhar tremulou devido às lágrimas. Sabia que somente os próximos a mim eu conseguiria salvar e eu tentei a todo custo ficar perto dos meus pais, mas eles foram para a primeira linha de batalha, senti meu estomago embrulhar quando vi o sangue deles jorrar.Estava na hora. Mandei um clone segurar a Sakura, porque sabia que não daria tempo até chegar nela. Comecei a liberar o chakra acumulado, chamei os mais próximos e fiz o jutsu. Senti como se um raio me partisse ao meio. Gritei com toda a minha força. E fiz um jutsu para induzir o sono neles. Cansada, desmaiei.
Muito tempo depois, acordei me sentindo fraca, com o que restava das minhas forças, desfiz o jutsu em cada um, sem desfazer o do sono. Vi eles sumirem um a um e sorri cansada e feliz.Sejam felizes meus amores. Sentia-me em pedaços e sabia que nunca mais colaria todas as partes desfragmentadas da minha mente, alma e corpo. Perdi meus sentidos novamente.
X
_"Miya"_ouvi uma voz que eu conhecia sussurrar emocionada e encostar seus dedos na minha testa. Forcei minha visão.Já não era mais a Miya, mas conhecia aquela pessoa em qualquer lugar.
_"S-aku-ra?"_perguntei titubeante, ela começou a chorar, eu sabia que metade era a Saya ali.
_"Hai..KAI!"_ela respondeu eu me senti voltando a realidade. "Bom não podemos dizer que não tem suas vantagens sermos iguais", falei debochada, ela só assentiu.
X
_"Miya?"_ouvi um murmúrio e olhei surpresa em sua direção.
_"S-akura?"_retruquei sem reação. Fiquei aliviada, se fosse o Aiko, veria a diferença. Queria poder dizer que a Miya que ela se referia não poderia tão cedo respondê-la. Não. Não a Miya. Mas isso não significava que eu não conhecesse aquela criança e a amasse tão intensamente quanto a Miya.
Yo! Então, gostaram?
Meus anjos, eu sei que devo explicações para vocês, então vamos lá. Primeiro eu quero pedir desculpa a todos que gostam de TD por demorar tanto para atualizar. Segundo por favor sejam compreensivos.
Vamos ao que interessa. Eu fiquei muito tempo sem postar TD, mesmo que a fic seja meu bbzinho. Porque estava sem inspiração. Não sabia como continuar a história e, sinceramente, esse capítulo era para ser mais a frente na fic. Mas já não dava para demorar e acabei adiantando, já que era a única coisa que tinha em mente. É claro que não foi só para trabalhar e voltava somente as 22h em diante por causa da aula. E finais de semana só queria dormir. Perdi minha gata (animal de estimação), ela tinha treze anos, e isso me deixa com vontade de chorar a cada vez que eu falo. Acabei algumas amizades, porque sinceramente era necessário, mas me quebrou. Então, como vocês podem ver tudo acumulou, foi um ano terrível para mim. Me sinto muito depressiva ainda.
Voltando a fic, estou receosa com esse capítulo, não acho que ele ficou tão bom quanto vocês mereciam, mas não podia deixar vocês na mão. Deixei meu coração fluir novamente, já que é um novo ano e eu cruzo os dedos para que sejam infinitamente melhor.
Sei que ficou chatinho, mas é um capítulo muito importante, acho que o mais importante da fanfic inteira (por enquanto), ele tem tanto spoiler dentro dele que até fico com medo, hahahaha.
Muito obrigado a todos que não desistiram de TD e aos novos leitores.
Se estiverem interessados, deem uma passadinha nas minhas outras fics, olhar não cai pedaço né? :B :D
Obrigada pela atenção.
No próximo capítulo teremos o que vai acontecer com o Aiko-kun, e como eu disse para alguns: épico e trágico. Pelo menos na minha opinião.
Se cuidem! E eu espero não demorar isso. Meu note pifou (leia-se estragou, que bosta, #sorry). Estava estudando e trabalhando, saia as 7h de casa
muito, só não vou prometer nada.
Desculpa qualquer erro/qualquer coisa.
Beijinhos e até o próximo :* 3
