Capítulo VII

A reunião

Harry lambeu o pescoço de Draco enquanto ele gemia e lhe sujeitava com força dos ombros. Harry afundou-se pouco a pouco nas emoções do momento e caiu de joelhos em frente ao corpo vibrante de Draco. Esfregou o rosto sobre a teia das calças e a mão do loiro chegou a seu cabelo para enredar-se nele e lhe dar um apertão violento. Harry libertou a pênis de Draco da roupa e meteu na boca sem pensá-lo.

O pênis de Draco estava quente e sentia-se sedosa entrando e saindo de sua boca. Harry queria reduzir ao loiro a um manojo de gemidos e arquejos, mas Draco estava controlado e desejando marcar seu próprio ritmo. Harry notou quando suas mãos lhe apertaram os ombros. Deixou escapar o pênis e levantou a mirada. Quando seus olhos se encontraram, Draco engoliu saliva. Harry lambeu lentamente todo o longo do pênis. A cara de Draco contraiu-se, depois fechou os olhos e tomou o rosto de Harry para foder sua boca com uma intensidade irrefreável.

Harry engolia-se os reflexos nauseosos; em realidade estava desfrutando muito dessa paixão abrasadora que Draco lhe estava mostrando. Podia imaginar com as mãos sujeitas a cabeceira de sua cama e uma linda mordaça tentando libertar-se, lutando com toda sua força para o fazer, enquanto Harry lhe fodia furioso, estrelando uma e outra vez as mãos sobre a pálida pele das nádegas de Draco. Essas imagens em sua cabeça conseguiram que perdesse o controle. Se masturbou furioso e correu-se em segundos. Enquanto, Draco estava-lhe enchendo a boca de sêmen quente e deixando escapar um grito que se colou pela cada rincão da adega.

Uns minutos depois, Draco se recompôs a roupa e limpou-se a golpe de varinha. Harry suspirou cansado e algo sonolento. Tinham sido em uns dias bastante pesados lendo tudo o que Snape lhe tinha enviado, ainda que lamentava não lhe ter nenhuma notícia positiva. Harry tinha-lhe entregado a Draco um pergaminho com o que creu importante antes de se lançar um sobre outro.

—Em duas semanas convocarei uma reunião com a Ordem. Poderia informar ao professor? —Draco rodou os olhos.

—Reduzi-me a ser uma coruja elegante entre você e Snape, verdade? —Harry sabia que era uma das ironias de Draco, mas ainda assim lhe doía um pouco que se considerasse dessa maneira, fosse em broma ou não.

—Sabe que não. Posso-te dizer todos meus planos se quer.

—Não quero, Potter. Em algumas ocasiões o saber é poder, mas nesta situação o saber é motivo de tortura. Só quero conhecer o indispensável. Se até ver-nos aqui é perigoso…

—Sabe que também é parte da Ordem, verdade?

—A verdade é que não, Potter. Sou seu agente secreto. Só você e Severus sabem que trabalho para a Ordem. Se vocês morressem amanhã meu trato se iria à merda.

—Me assegurarei de que isso não passe, Draco. —Malfoy não disse nada, só desparecia deixando só a Harry, quem pensava se isso de enredar-se com o loiro estava sendo uma boa ideia.

-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\\-\-\-\-\

Neville não tinha nem ideia de como é que Hannah tinha terminado por lhe convencer para que visitasse o mundo muggle com ela. Tinham-se encontrado de novo no Beco Diagonal, Neville estava-se desculpando pela interrupção de Luna e, de repente, essa conversa levou a que Hannah lhe convidava a sua casa.

Neville estava nervoso. A casa de Hannah estava incrivelmente tranquila. Parecia que estavam sozinhos.

—Que é isso? —Neville assinalou uma caixa que estava no meio do que parecia uma sala de estar. O aparelho tinha um vidro no centro e se lhe antojava muito estranho.

—Chama-se televisão, Neville. É um grande invento muggle. Quer algo de tomar? —Neville estava deslumbrado com tudo. Sentou-se na orla de um dos sofás e espero a Hannah.

—Nunca tinha estado no mundo muggle? —Neville negou bebendo um pouco do tarro que Hannah lhe tinha dado. — Verdadeiro, é um sangue puro. Imagino que tudo isto se te faz tão raro como a mim se me fez o castelo a primeira vez que o vi. —Neville assentiu, com a cabeça um pouco voando.

—Como diz que se chama isto? —Hannah sorriu.

—Cerveja, mas não tem nada que ver com a cerveja de amanteigada. Está bem?

Hannah acercou-lhe demasiado. Neville quis jogar seu corpo para trás, mas o repousa braços impediu-lhe chegar bem longe. Uma das mãos de Hannah serpenteou sobre seu peito. Neville fechou os olhos abrumado, sentiu o fôlego fresco de Hannah sobre a bochecha e depois um suave beijo nos lábios.

—Hannah… —Neville abriu os olhos e olhou à garota, que ainda estava bem perto dele.

—Só se deixe levar um pouco, quer?

Hannah tomou-lhe as mãos e colocou-lhe na cintura. Neville a beijou. Era seu primeiro beijo. Foi suave e torpe ao princípio, mas quando Hannah o aprofundou, Neville não pôde evitar a corresponder. Moveu timidamente as mãos pelas costas da garota. Hannah lhe beijava o rosto e acariciava lhe o peito. Neville sentia que se lhe estava esquentando o corpo inteiro. Era uma sensação nova, algo que desconhecia por completo.

Hannah apartou-se para tirar-se a blusa e soltar-se o cabelo, que caiu sobre seus ombros como uma cascata. Neville engoliu saliva; só podia a olhar fixamente. Hannah tirou-se o sutiã deixando livres seus peitos. Neville sentia que um suor frio se lhe acumulava no corpo. Tinha dezessete anos e era a primeira vez que olhava a uma mulher nua. Hannah acercou lhe e subiu-se ao colo para lhe beijar profundamente. Neville tentou deixar-se levar pelas caricias ansiosas de Hannah, quem incitou-lhe para que se despisse.

Hannah convocou sua varinha e murmurou um feitiço que Neville não conhecia. Depois, com as mãos apoiadas sobre seus ombros, foi baixando lentamente sobre o pênis de Neville. Ela gemia enquanto ele se sentia ultrapassado pela estreiteza e a umidade que envolviam seu membro. Hannah balançava-se suavemente sobre seu colo. Neville, por instinto, moveu-se fazendo-o tudo mais satisfatório. Girou seus corpos para deixar a Hannah sobre o sofá. Fechou os olhos ao sentir-se dono do controle. Os gemidos ascendiam-lhe e lhe demandavam mais. Neville a investiu pressionado pela necessidade de encontrar a libertação. Hannah se aferrou a ele gemendo mais forte e se estremecendo. Neville seguiu lhe uns segundos depois.

Rodou sobre o sofá comissionado, abrumado e com a cabeça dando-lhe voltas. Já não era virgem. Tinha tido sexo com Hannah Abbott.

—Está bem? —Hannah abraçou-lhe e Neville correspondeu-lhe por mero instinto.

—Sim… Eu nunca… É a primeira vez. —A garota deu-lhe um beijo para calar-lhe.

—Tem sido maravilhoso. —Neville não disse nada. Ele não tinha saído de sua casa esperando isso, nem sequer o imaginava e certamente não tinha sido mau, mas também não tão espetacular como Seamus a tinha descrito ao início do sexto curso. Não é que esperasse fogos artificiais nem gritos desaforados. Só imaginava algo mais… explosivo? Apaixonado?... Diferente.

Após essa tarde, Neville visitou constantemente a Hannah por demanda dela e porque o mesmo Neville queria explorar e descobrir coisas novas. O sexo ocupava grande parte de suas tardes. Hannah estava satisfeita, mas Neville seguia esperando esse momento dourado. Uma das coisas que lhe encantava de passar as tardes com Hannah era que não tinha que ver a sua avó nem a escutar todo o dia se queixando de seu inútil passatempo pelas plantas.

—Quero que saiamos. Acho que gostará de conhecer algo mais que minha casa e minha habitação. —Hannah saiu da cama para entrar à ducha. Neville esticou-se preguiçoso. Estava algo emocionado por sua excursão no mundo muggle.

-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Harry precisava uma taça. Estava aborrecido, mas sobretudo sentia-se frustrado. O tempo escapava-lhe pouco a pouco e ainda não tinham nenhuma verdadeira pista que os levasse ao feitiço de Dumbledore. Essa noite tinha decidido sair para despejar a mente. Apanhou uma varinha de reposto que tinha trazido consigo do futuro; se era atacado poderia contestar sem ser descoberto. Seus tios estavam bastante mais tranquilos e tentavam não se meter com ele, coisa que Harry agradecia, mas estava seguro de que se se tivessem portado pesados com ele os teria enfeitiçado e deixado encerrados na armazém embaixo das escadas.

Chegou a um lugar tranquilo pensando em jantar algo e talvez beber um par de cervejas. Entre a multidão atingiu a ver a uma garota que lhe pareceu conhecida. Harry era mau para recordar os nomes das pessoas, mas nunca esquecia um rosto. Seguiu com a mirada à garota até que a viu se sentar junto a um garoto que Harry conhecia muito bem. Mas que coisa fazia Neville Longbottom no mundo muggle e com uma garota? Via-se bastante relaxado. Tinha uma planta de gardênia a um lado enquanto bebia uma cerveja. Harry terminou de jantar e dirigiu-se para eles disposto a satisfazer sua curiosidade.

—Neville, que faz aqui? —Longbottom pôs-se de pé torpemente. Estava corado; parecia que Harry o tivesse pego cometendo um delito.

—Eu… Bom… Hannah me convidou a…

—Olá, Harry. Recorda-me? —Hannah sorriu a Harry e tendeu-lhe a mão. — Hannah Abbott, de Hufflepuff. —Harry recordava-a pouco. Provavelmente lutou com o Exercito de Dumbledore na guerra e depois? Bom, teve dois caminhos, o de Harry e o de Neville, e pela forma em que a garota olhava a Neville era singelo imaginar qual tinha sido sua decisão.

—Sim, claro. Neville, posso falar contigo um segundo? —Neville engoliu saliva, pôs-se de pé e seguiu a Harry para um lugar apartado. Harry, discretamente, uso um feitiço de privacidade para que ninguém lhes interrompesse nem pudesse lhes escutar. — De modo que Hannah… —Harry sorriu quando viu que o coro de Neville se intensificava.

—Não sei. É raro. Hannah é rara. Somos nos noivos nem nada pelo estilo, só… —Harry soltou uma gargalhada. A vida era irônica. Neville tinha com Hannah algo muito parecido ao que Harry tinha com Draco.

—Se faz-lhes sentir-se bem e os dois são felizes com esse acordo, perfeito. Joga os sinos ao vento e desfruta. Sabe que as coisas se podem pôr muito rudes de uma hora para outra. —Harry olhou às pessoas no lugar; ninguém parecia suspeito e nem pareciam lhes pôr atenção. — Quero-te falar disso, das coisas que estão a ponto de suceder. —O semblante de Neville mudou, suas facções endureceram-se e o sorriso inocente desapareceu. Harry lamentou ver isso. Era como lhe arrebatar a felicidade a alguém e a mudar por ódio, por escuridão.

—Vai atacar-lhe? —Harry negou.

—Ainda não é o momento. Têm que suceder primeiro outras coisas importantes, mas dentro de uma semana vou ter uma reunião com alguns amigos. —Harry deu-lhe uma nota com instruções—. Me encantaria que se unisse a nós. Neville, não será singelo e talvez não esteja de acordo comigo, mas é importante. —Neville apertou o papel com o punho e olhou para o solo.

—Por que eu, Harry? Não sou um bom mago, não sou inteligente, nem poderoso, nem também não tenho gente que me siga. Não sou ninguém, Harry.

—Se eu morresse, Neville, você que faria? —Neville olhou-o aos olhos e vacilou um pouco dantes de falar.

—Seguiria lutando. —Harry sorriu-lhe.

—Isso é o que quero de ti. Quero que seja um guerreiro sem importar se eu estou aqui ou não. Muitas pessoas que hoje creem cegamente em mim se perderiam se eu morresse. E isso seria terrível porque as guerras não se ganham só com um líder, se ganham com a convicção firme e verdadeira de fazer o correto. Preciso que esteja ali para recordar-lhes sempre que eu não sou o ideal, que o ideal existe com ou sem mim.

A casa dos Black seguia desenhada nas lembranças de Harry. Parecia que o lugar inteiro se lhe tinha gravado permanentemente na mente. Harry olhou as imundas paredes com grande nostalgia; ainda carregava com a morte de Sirius em seus ombros. Com os anos tinha tentado convencer-se de que ele não tinha sido o causante mas, pese a todo seu monologo interno, Harry sabia que seu imprudência tinha provocado essa morte. Ainda que também admitia que essa imprudência tinha sido alimentada por Dumbledore, que queria que permanecesse sozinho. Se Sirius tivesse estado vivo quando tudo passou jamais teria permitido que Harry seguisse cegamente a Dumbledore.

Kreacher olhava-o com o mesmo receio de sempre, no entanto estava encadeado à casa e a seu dono. Claro que Harry sabia que esse elfo resmungão e sinistro era também sumamente fiel e tinha sofrido pela morte da única pessoa que em realidade tinha querido. No futuro, Kreacher tinha morrido em uma das batalhas a mãos de seus homens. E tinha morrido livre, como Dobby.

—As coisas estão dispostas, amo. —Harry assentiu e sorriu quando o elfo se marchou murmurando as mesmas belezas que lhe costumava dizer quando o via.

Segundos depois, Severus Snape apareceu-se na sala que Harry tinha disposto para a reunião. Durante esses dias, Harry tinha estado reflexionando. Sua última conversa com Draco tinha-lhe deixado inquieto. O loiro tinha razão; o conhecimento, na situação na que se encontravam, era motivo de tortura. Tinha que ser cuidadoso sobre a quem lhe dava a informação completa. Obviamente, com Severus não tinha alternativa, Ele tinha que o saber tudo; era a carta mais forte de Harry.

—Temerária esta reunião, não crê, Potter? Tive que fazer bastantes esforços para vir e falar com você e sua linda corte de Gryffindors.

—Lamento tê-lo incomodado. —Snape levantou uma sobrancelha e Harry engoliu-se seu sorriso. Snape era divertido apesar de que não era sua intenção. — Citei-o um pouco antes para falar de Dumbledore. —Severus sentou-se em um cadeirão alisando-se a roupa.

—Sinto dizer-lhe que também não tenho a resposta. No entanto, creio estar cerca de descobri-la. Dumbledore não pôde ter limpado todas suas impressões. —Harry suspirou frustrado. Sabia que não seria singelo, mas tinha a esperança de que com a ajuda de Snape todo fosse mais singelo. Claro que o professor tinha que pôr seu interesse em várias coisas ao mesmo tempo, sobretudo em se manter com vida sendo o homem mais próximo a Voldemort.

—Neville vai-se unir a nós. —O semblante frio e distante de Snape vacilou um pouco, mal foram décimas de segundo, mas Harry atingiu ao perceber.

—Não vejo o motivo para que me informe.

Harry ia dizer algo quando foi interrompido por mais dois aparecimentos: Remus e Tonks. Remus abraçou-o sem pensá-lo e Harry sentiu-se ultrapassado pela emoção. Eram anos sem vê-lo. Nem sequer teve tempo de despedir-se dele na batalha final. Só tinha visto seu corpo já sem vida. Obrigou-se a não chorar nem se mostrar mais nostálgico que de costume. Se tinha sucesso nesta nova oportunidade talvez poderia corrigir outros erros, como a morte de Remus e Tonks.

Um a um foram chegando os outros membros da Ordem e Ron e Hermione, que tinham sido levados por Arthur Weasley por rogo de Harry. Muitos pareciam estar na contramão de ter a dois garotos nessa reunião, mas para Harry era indispensável que estivessem empapados de todo o assunto antes de que a guerra contra Voldemort começasse realmente.

Estava a ponto de iniciar a reunião quando sentiu um novo aparecimento. Neville se materializou em frente a eles para surpresa de muitos, incluindo o próprio Severus. Neville olhou à sala e quando seus olhos ligaram com os de Snape não dissimulou sua surpresa nem, sobretudo, seu enojo. Neville deu-se meia volta e saiu pela primeira porta que viu.

—Neville, espera. —Harry saiu correndo depois dele e o atingiu em um dos corredores. Neville estava pálido e parecia que em qualquer momento explodiria. — Ey, está bem?

—Por que está aqui? Ele matou a Dumbledore e você o traz aqui! Que classe de loucura é esta? —De novo estava no meio da dúvida de se dizer-lhe a verdade.

—Severus Snape é muito importante para a Ordem. É um espião. —Neville enfrentou a Harry pondo-se em frente a ele. Pela primeira vez desde seu regresso, Harry notou ao Neville aguerrido que sempre lhe enfrentava.

—É um assassino. Um comensal. Não posso me sentar placidamente ao lado de uns desses… Todos deveriam estar mortos —Harry sentiu um suor frio na nuca. Neville tinha-o dito como uma sentença, como se estivesse convencido de querer acabar com os comensais por sua própria mão.

—Confia em mim, Neville? —Viu-o duvidar, mas após uns segundos assentiu. — Então crê-me quando te digo que Severus Snape é importante para mim e que ele não é como todos os comensais. Também perdeu a uma pessoa que amava durante a guerra, também quer que as coisas mudem e é um homem digno de toda minha confiança. Talvez hoje seus atos não falam por ele mesmo, mas amanhã reconhecerá que suas ações iam para além do que todos críamos.

—Espero que não se equivoque com ele, Harry. Para valer espero que você não termine também com um Avada Kedavra te golpeando o peito.

Regressaram ao salão e Harry se aclarou a garganta para começar a explicar-lhes seu plano para sair da casa de seus tios. Não distava muito do plano original. Pensou na mesma poção polissuco e os sete Potter, mas desta vez seria mais cuidadoso: todos teriam que usar uma coruja para despistar aos comensais e teria um plano de reserva e outros membros da Ordem para cuidar sua fuga. Após revisar o plano, Harry despediu à maioria dos membros. Só pediu que ficassem a Remus, Severus, Neville, Ron e Hermione. Eles seriam os únicos que saberiam seus planos completos.

—Pedi-lhes que ficassem porque tenho que lhes falar de algo mais. O que faltou na primeira guerra. —Remus e Neville ficaram de repente sumamente atentos. — Antes de morrer, Dumbledore falou-me de certos objetos: os horcruxe.

—Horcruxe? —perguntou Neville enquanto os olhos de Remus resplandeciam de entendimento.

—São objetos —ou pessoas, pensou Harry com mal-estar — nos que se guarda um pedaço de alma mediante um feitiço. —Neville engasgou. — Voldemort conseguiu conhecer o feitiço e a forma de fazer suas horcruxe. Ocultou sete pedaços de sua alma e por isso não morreu a última vez. —O silêncio foi quase sepulcral. Ron estava pálido apesar de que ele já sabia essa parte. Hermione olhava-lhe com intensidade. — Dois deles já têm sido destruídos: um sem querer e o outro pelo mesmo Dumbledore. Foram o diário de Tom Riddle em segundo curso com a presa do brasílico e o anel de Marvolo Gaunt que Dumbledore destruiu dantes de morrer. Ficam cinco para destruir.

—E para saber quais são e os localizar, verdadeiro, Harry? —perguntou-lhe Hermione com suspeita.

—De fato, creio saber quais são os cinco horcruxes que faltam. —Seis, se aclarou em seus pensamentos. Ainda não estava preparado para dizer que ele também era um horcruxe.

—Harry, por que não nos disse? —lhe repreendia Hermione.

—Porque acabo de descobrir, Hermione. —Esperava que a mentira lhe saísse natural e pareceu ser assim para os Gryffindor. Snape limitou-se a olhar-lhe sem engolir-se nenhuma de suas palavras. — Quando saia de casa dos Dursley começaremos com o plano para destruir esses objetos. Vou precisar sua ajuda e seu apoio para chegar a eles.

-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Essa noite, Severus regressou a sua casa; não estava de humor para ver a Voldemort e, como comensal de confiança, tinha alguns privilégios. Estava bastante surpreendido de como Potter tinha manipulado a esses tontos Gryffindor. Nem sequer tinham chispado. Notava-se que o seguiriam até o fim do mundo. Com razão Dumbledore pôde manipular a todo mundo.

Suspirou cansado, tirou-se a túnica e serviu-se um whisky. Tivesse querido falar com Neville, mas não fazia sentido; não podia lhe dizer a verdade. As coisas entre eles estavam mau e assim seguiriam pelo menos até que pudesse o fazer. Só esperava que quando Neville o soubesse não fosse demasiado tarde.

Sem vontades, começou a ler uns velhos pergaminhos. Algo neles lhe chamava a atenção. De repente, seus olhos descobriram algo…

—Filho de puta. Bastardo manipulador…

Nota tradutor:

Mais um capitulo no ar, espero que vocês gostem docapitulo!

Vejo vocês nos próximos capítulos

Ate breve

Fui…