Capítulo VIII
"Isso quer dizer que estamos fodidos". Severus tentava lidar com seu próprio enojo e ademais tinha que suportar a moléstia de Potter. Essa ia ser uma noite muito pesada.
Snape suspirou antes de responder-lhe. "Sabíamos que era uma possibilidade".
"Para você não só era uma possibilidade. Sabia que sucederia, por isso me esteve advertindo". Severus rodou os olhos.
"Não sou um fodido adivinho, senhor Potter". Estava demasiado enojado como para seguir se contendo. "Eu não sabia que isto sucederia. Só suspeitava que Dumbledore faria TODO o possível para regressar se essa era sua verdadeira intenção".
"Então já não há nada que possamos fazer para evitar seu regresso?".
"Lamento dizer-lhe que não. Dumbledore buscou a consciência este feitiço de origens desconhecidos. Ele tinha razão: o amor é poderoso e levou-nos selar seu feitiço de regresso. No momento em que você lhe deu a poção na gruta se completou a primeira parte: 'O discípulo que lhe leva ao sacrifício'. Depois, quando regressaram ao colégio, sua insistência por me ver… Ele queria que eu lhe matasse. Ninguém mais que eu. 'O discípulo que lhe leva à tumba'. Uso-nos aos dois para que seu feitiço começasse com o pé direito". Não o tinha visto vir. Esse feitiço era uma tolice e não tinha quase nada dele nos textos, mas Dumbledore se tinha valido dessa miserável possibilidade para assegurar sua volta. "Potter, isso pode ser um revés para você, mas também é a mais perfeita das oportunidades para reescrever sua história. Em seu tempo aceitou unir-se a Dumbledore e tem comprovado as funestas consequências. Agora pode lutar ao lado de seus amigos e conseguir lhe derrocar. Só tem que enfocar-se, não perder a pista. Claro que dantes deve nos libertar de outra peste".
"É difícil lutar e não conseguir nada, professor…". Severus fechou os olhos. Podia sentir a frustração de Harry através do pergaminho.
"É pior dar-se por vencido. Os golpes do destino não devem derrubar a fé em um futuro melhor". Potter não lhe respondeu de imediato e Severus temeu que o homem estivesse sumido em uma tristeza demasiado profunda após essa notícia.
"Na próxima semana marcho-me desta casa e começamos com a guerra. Primeiro terminarei com esse pequeno detalhe, depois construiremos um futuro melhor". Severus suspirou.
"Se farão as coisas como as pediu, Potter; os sete Harry junto com as corujas. Espero que tenha sucesso".
"Uma coisa mais, professor. Isso é tudo? Sinto que há uma parte que não me disse". Severus olhou a torre de pergaminhos sobre sua mesa e depois seguiu escrevendo.
"O feitiço tem outra parte, mas não a pude encontrar. Tenho buscado por todos lados e ainda não há nada". Esperava, ainda que não desejava, que isso terminasse de desmoralizar a Potter mas a resposta que recebeu lhe estranhou bastante.
"Terá tempo, professor. Teremos a oportunidade de descobri-lo tudo, lhe asseguro".
Severus deu por terminada a conversa, enrolou o pergaminho e deixou-se cair sobre sua cama.
—Quando tudo isto termine vou precisar umas férias e uma boa massagem. Bom, mais de um. Isso é seguro.
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Após ter visto marchar a seus tios, Harry caminhou por sua casa. Parecia maior e menos atemorizante do que recordava. Nesse lugar não tinha nem uma só lembrança feliz: nem sua chuva de cartas, nem a chegada de Dobby… Tudo o que tinha nessa casa era a dor de não ter chegado a ser feliz como menino, nem como adolescente e muito menos como adulto. Tinha que terminar com Voldemort o quanto antes para depois iniciar a guerra para valer e deter a Dumbledore.
Sentiu a magia despregando-se e depois os aparecimentos em frente à porta principal. Abriu e viu ao sorridente grupo.
—Estão prontos? —perguntou-lhes com uma cara séria que distava muito da que tinham seus amigos.
—Mais que isso, Potter —lhe respondeu Olho Tonto enquanto entrava à casa seguido dos demais.
—É bom escutá-lo. —Olho Tonto sacou o frasco com a poção. — Isto tem que sair bem. Agradeço-lhes muito que estejam aqui. Vocês sabem o perigoso que pode ser…
—É bom fazê-lo agora e não quando chegue a batalha com Voldy. —Fred sorriu olhando a seu irmão. Harry engoliu saliva; não sabia se poderia evitar sua morte ou a de Olho Tonto.
—Não se distraiam, garotos. É importante que todos estejamos enfocados. —Harry estranhava ao Neville estratégia. O Neville de sua época seguro teria traçado um plano melhor que esse, ou pelo menos um contingente por se algo saía muito mau. Hermione olhou. Harry sabia o que estava fazendo: analisava-lhe. Era a primeira vez que se viam desde sua reunião na casa de Sirius. — Passa algo, Hermione? —Ela negou. — Bem, então é momento de começar. Quero que tenham muito cuidado e que sujeitem as corujas.
—Vamos, vamos, Potter. Que é momento de fazer. —Olho Tonto passou-lhes o frasco com a poção e pouco a pouco começaram a mudar em frente a seus olhos. Recolheram a roupa que Harry lhes tinha preparada.
—Cuidem qualquer movimento. Tenham cuidado e não esperem aos demais. —Era estranho ver-se a si mesmo com a careta de desgosto que Hermione punha a cada vez que escutava algo que considerava equivocado.
—Harry… —Hermione acercou-se a ele para lhe falar com discrição. — Como se te ocorre dizer isso? Está sendo muito frio. —Palmeou suas costas.
—Estou sendo prático. Temos que nos cuidar. Isto será muito perigoso e não quero que lhe passe nada a ninguém, por isso temos que estar enfocados no que faremos. —Harry afastou-se dela e olhou Hagrid com a jaula de Hedwig. Observou à ave com ternura. Esse animal tinha-lhe sido completamente fiel e essa noite seria fatal para ela. — Vamos todos. —disse, ainda olhando a Hedwig.
Viu a George subir à vassoura. Depois a Fleur com Bill, Ron, Hermione e por último Mundungus. Harry deteve a Olho Tonto dantes de que subisse a seu vassoura. Tinha que lhe dizer.
—Snape… Será uma emboscada, mas ele está de nosso lado. Tenha cuidado.
Não esperou a resposta de Olho Tonto senão que se subiu à motocicleta com Hagrid e então tudo começou de novo.
Avançaram um pouco antes de que fossem atingidos pela emboscada de Snape. Hagrid tinha ordens, mas Harry não estava muito conforme com elas. Os feitiços voaram, mas a grande diferença era que Harry não se tocava o coração para responder. Ao bloquear um dos feitiços, a jaula de Hedwig se tambaleó em frente a seus olhos. Harry tentou resgatá-la, mas Hagrid deteve-lhe com verdadeiro problema.
—Que fazes? Não pode te mover, Harry. Estamos no ar.
—Tenho que tomar a jaula. —Apareceu um comensal mais. Hagrid virou o guiador da motocicleta e Harry viu a jaula escorregar. — Não… Accio Firebolt. —Saiu voando esperando atingir a jaula enquanto seguia lançando feitiços.
—Harry! —O gritou de Hagrid não lhe deteve.
—Vamos, vamos, vamos. —O vento golpeava lhe a cara e quase não podia distinguir a jaula. Começou a sortear feitiços até que um quase lhe cola de cheio. — Merda. —Voou um pouco mais com o coração na garganta e murmurou alohomora apontando à jaula de Hedwig. Esperava que tivesse funcionado, mas não a viu voar de novo. Sentiu que a raiva se lhe golpeava no peito; de novo não tinha podido a salvar.
Seguiu seu vôo à Toca lançando feitiços e destruindo tudo a seu passo, incluindo a patética tentativa de Voldemort de se acercar a ele.
Chegou à Toca quase ao mesmo tempo que Hagrid. Depois foram chegando o resto um a um. George de novo tinha perdido a orelha e Olho Tonto estava morrido. Harry só queria gritar. Estava desesperado. Nada lhe estava saindo bem; todo era uma sucessão dos mesmos eventos funestos. Quando ninguém o olhava decidiu sair ao jardim e gritar com todas suas forças. Estava asco porque não queria reviver todo isso, não queria passar outra vez pela morte e a desgraça. Ademais Dumbledore regressaria sem importar o que fizesse. Queria sair correndo de ali para buscar ele mesmo a cada maldito horcrux e assim terminar com Voldemort. Depois esperaria a que Dumbledore acordasse e o mataria com suas próprias mãos.
De repente algo que se lhe acercou voando rapidamente. Levantou a mirada e abriu os olhos… Era Hedwig.
—Olá, bonita. —Acariciou-a e começou a chorar. Depois riu histérico. Não podia achar que fosse ela. Já estava. Que Hedwig estivesse viva era a primeira prova de que o futuro estava mudando. — Sobreviveu. Fez. —Riu e chorou ao mesmo tempo. — Posso fazê-lo. —Olhou ao céu enquanto tentava acalmar-se. — Vamos salvá-lo, vamos fazê-lo.
Deixou que Hedwig voasse livremente e se esfregou o rosto. Essa noite tivesse-se voltado louco de não ter sido pela coruja. Precisava que algo assim lhe sucedesse. Era só uma pequena luz que dizia que as coisas podiam se solucionar. Regressou à casa e viu o mal-estar em todo mundo menos no próprio George.
—Ey, Harry. Une à festa. —Riu. Sempre tinha sido muito afeto ao sentido do humor dos gêmeos. Estranhava lhe verdadeiramente. Acercou-se a George e sentou-se na mesa de centro.
—Obrigado por fazê-lo. Obrigado por arriscar sua vida por mim. —George sorriu.
—Foi Snape. —Harry sentiu-se mau pelo professor. Todos nessa sala o pensavam um traidor e ninguém opinava que a orelha de George não se comparava a sua vida. Severus tinha que tido que escolher e o tinha feito bem. — Pôde ter apontado melhor, verdadeiro, Harry? —Olhou a George, quem parecia ter entendido. Entre todas as pessoas, George Weasley entendia o que estava sucedendo.
—Acho que todos devemos descansar um pouco —sugeriu Remus enquanto a senhora Weasley seguia ao cuidado de George.
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Harry esperou ao casamento de Billy, tinha que o fazer, mas em sua cabeça ainda tinha demasiadas coisas. A cada vez que via voar a Hedwig se lhe enchia o coração de uma esperança que lhe fazia sonhar, mas, ao mesmo tempo, não lhe permitia; os sonhos em ocasiões eram demasiado altos para atingi-los. O resto de coisas estavam como as recordava, com a grande diferença de suas decisões. Não queria sair correndo sem Hermione nem Rum, sabia que não o conseguiria só, e em sua cabeça buíam todas as possíveis estratégias para que todo saísse o melhor possível.
—Se segue pensando vai terminar fundindo-te o cérebro. —Harry olhou a Ginny e sorriu. Estava tão linda como a recordava. — Sei que tem muitas coisas na cabeça, mas um pouco de diversão não te fará dano.
—Obrigado, Ginny. Esta noite vou tentá-lo. —Ginny caminhou para ele e lhe deu um beijo na bochecha.
—Entendi por que não podemos estar juntos. Em realidade é singelo: levamo-nos bem como amigos, mas não há nada mais que isso, verdadeiro?
—Não sou um bom companheiro para ninguém. —Ginny encolheu-se de ombros.
—Não sei. Talvez ainda não tem encontrado à pessoa indicada. Eu pelo menos sei que após isto quero um romance épico com algum fornido jogador de Quidditch. —Sem poder evitá-lo, Harry soltou uma gargalhada. Seu humor tinha melhorado muito e sabia que era pela combinação de coisas como Hedwig e em seus bons dias de verão com Draco. — Minha mamãe não quer que regresse ao colégio —continuou Ginny.
—E você quer regressar? —A garota vacilou. — Lhe fará falta a Neville. Durante estes meses vai precisar todo o apoio possível.
—O AD? —Harry negou.
—Mais que isso. A esperança de ser nós mesmo. —Ginny estranhou-se. Era um novo conceito; afastar-se de Dumbledore e dele mesmo.
—Acho que posso regressar e jogar-lhe a Neville uma mão. —Deu-lhe um beijo mais e saiu para o jardim. Harry não sabia se estava fazendo bem as coisas, mas precisava se assegurar de que quando Dumbledore se levantasse eles soubessem eleger entre o correto e o fácil.
Essa noite a casa dos Weasley estava resplandecente. O casamento tinha sido maravilhosa e todo mundo estava feliz. Menos ele, que se encontrava expectante. Após escutar algo sobre as relíquias da morte se pôs de pé para buscar a Remus Lupin, quem falava animadamente com os gêmeos. Harry chamou sua atenção e caminharam o mais longe possível da carpa.
—Não vamos regressar ao colégio. —Remus assentiu. — Temos que ir por o primeiro objeto.
—Já sabe onde está?
—Sim. O medalhão tem Dolores Umbridge. —A cara de Remus era de surpresa absoluta. — Hoje vamo-nos daqui. Estaremos na casa de Padfot e pensaremos em algo para entrar ao Ministério e roubar esse medalhão. —Se umedeceu os lábios tentando não dizer mais.
—Será perigoso. —Harry olhou para a escuridão do jardim. Os comensais estavam por chegar.
—Não se preocupe, terá coisas mais perigosas.
Essa foi uma broma que Remus não pareceu tomar muito bem, mas não teve tempo para seguir conversando. O vento rodeou o lugar e depois apareceu o patronus avisando da chegada dos comensais. Harry correu para Ron e depois foi por Hermione.
—Tem chegado o momento, vamos! —puxou aos dois e no meio da comoção apareceram-se em Londres. — Temos que ir a casa de Sirius. —Hermione deteve-lhe. Harry girou-se para lançar lhe uma má mirada; a Hermione encantava lhe perguntar os motivos de tudo e ele não tinha tempo para isso. — Hermione…
—Primeiro temos que nos mudar de roupa. —Hermione olhou-o de acima a abaixo.
—Sinto muito, vamos. —Uma vez mudados, Ron acercou-se a Harry, quem olhava os comboios chegar à estação.
—Harry, está bem? Desde que chegamos a casa está assim. Parece acelerado, querendo que tudo seja já. Pode que você esteja conforme com tudo isto, mas a Hermione e a mim nos está custando um pouco. Ela tem tido que deixar a seus pais e fazer que se esquecessem dela; apagou lhe a cada pequena lembrança. E eu acabo de lhe dar o último abraço a meus pais porque não sei se vamos regressar. Acha que possa baixar um pouco a intensidade? Estou duvidando de sua sensatez. Agora mesmo te olho e acho que quer te lançar já contra Voldemort.
Harry olhou a Ron e começou a sentir-se bastante envergonhado. Seu amigo tinha toda a razão do mundo. Em seu afã de luta estava-se esquecendo de todas as coisas que tinha por trás deles: o sofrimento de Hermione e a incerteza de Ron. Tinha algo de razão na ideia de Ron; Harry queria destruir todos os horcruxe e acabar com Voldemort o quanto antes. Mas nem sequer tinha a espada de Gryffindor, nem também não um dos pressas do basilicão. Estava perdendo o andar. Snape já lhe tinha advertido e era o primeiro que fazia.
—Sinto muito, Ron. Só… —Ron lhe palmeou com força nas costas.
—Ey, não há problema, colega. Só vamos mais devagar. —Hermione atingiu-lhes com o semblante cansado e uma mirada de preocupação. Harry estava caminhando por terreno resvaladiço; passar tanto tempo com Hermione podia levar a que ela descobrisse a verdade.
—Mione —fazia anos que não dizia esse nome. —, eu sinto. —Hermione olhou-lhe estranhada, mas depois abraçou-lhe. — Vamos fazer isto os três juntos, como deve ser, como sempre será. —Harry cumpriria ao pé da letra. Não podia deixar que sua oportunidade se desaproveitara.
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Neville deteve-se na entrada do colégio. O ar que se respirava em Hogwarts era muito diferente nesse ano com os comensais implantados no lugar. Os principais eram os irmãos Carrow, que esse curso se tinham unido à tabela de maestros.
Os estudantes foram formados por Casa muito próximo do colégio. Neville olhou pela primeira vez a Severus Snape como novo diretor. Tinha o mesmo semblante sério de sempre, mas Neville recordava o ter visto sorrir bastante quando lhe dava classes. Ainda não podia entender os motivos de Harry para seguir crendo nele.
Três dias antes de seu regresso ao colégio, Hedwig tinha aparecido em sua casa com uma carta de Harry. Neville recordava muito bem a pequena missiva que não deixava lugar a especulações.
"Confia em Severus Snape passe o que passe. Já não somos o AD, nem são meu exército privado. Vocês são a esperança da guerra.
Draco Malfoy está de nosso lado. Protege-o e confia nele. Os Slytherin são amigos sinceros e aliados necessários".
Seus olhos desviaram-se para as filas de Slytherin onde Draco Malfoy estava olhando para a frente. Seu semblante era muito diferente ao habitual. Pela primeira vez via-o com a máscara um pouco desquebrada; também lhe doía ver o colégio nas garras desses comensais. Ainda que o de Malfoy ia um pouco para além; seus pais eram comensais e isso fazia dele um perigo para Neville.
Casa por Casa, entraram ao castelo. Gryffindor foi a última e em todo momento esteve resguardada por atenta olhada da professora McGonagall. Escutou o azedo discurso de Snape e depois jantaram em absoluto silêncio. Mais tarde foram levados a seus dormitórios e Neville esperou a que se estabelecesse o toque de recolher para sair da torre. Aproveitava qualquer lugar escuro para esconder-se e notou com prazer que tinha a proteção dos fantasmas e de Peeves quem, ao o ver, só lhe sorriu e lhe piscou antes de desaparecer e fazer ruído na outra ponta do corredor que dava à Sala Precisa para que Amycus Carrow o seguisse. Neville abriu a porta da sala e apanhou uma das moedas do AD para acioná-la. Esperava que o resto ainda as tivessem e que entendessem que tinham que se ver ali.
Uns minutos depois a sala abriu-se e Neville encontrou-se com a cara sonhadora de Luna, quem correu para ele e se abraçou a seu pescoço.
—Pensei que não chegaria ninguém. —Luna não lhe soltou do pescoço e alargou seu sorriso.
—Não se preocupe. Se não é esta noite será a que segue. Têm medo, mas a escuridão só se pode dissipar com a luz e eles o vão descobrir.
Neville sorriu abraçando por fim a Luna quem, da nada, lhe beijou. Ele lhe respondeu quase por inércia e sem sentir que estivesse traindo a Hannah. Em realidade eles não tinham uma relação. Tinham estado juntos durante o verão, mas em nenhum de seus encontros tinham falado de exclusividade. Neville ainda estava algo comovido com sua recém adquirida sexualidade e seguia buscando os fogos artificiais que, definitivamente, também não tinha encontrado com Luna e esse supressivo beijo.
—Vá, imaginei que estas reuniões seriam para discutir que fazer com os comensais que nos rodeiam. Nunca pensei que aos Gryffindor lhe fosse isso de ver e compartilhar. —Neville nem sequer tinha-se dado conta de que a porta se tinha aberto, mas a voz de Draco Malfoy era inconfundível. — Potter devia de ver teu potencial de galã, Longbottom. —Luna afastou-se de Neville lentamente enquanto ainda lhe sorria.
—Harry mencionou que tinha que confiar em ti, mas não disse nada de te aguentar de modo que ainda posso te calar de um punho. —Draco sorriu-lhe petulante.
—Oh, vamos, tigre. Guarda sua energia para os que para valer são o problema. —Draco tinha recebido a mesma nota que Neville em uns dias atrás. Estava acompanhada de uma estranha moeda e de uma promessa: Potter afirmava-lhe que se veriam mais adiante. — Já estamos todos? Parece que não é tão popu….
A porta abriu-se uma vez mais e Dean, Seamus, Cho e Ginny entraram à Sala. Um a um foram chegando também os mais jovens, com cara de medo e de estranheza por ver a Malfoy ao lado de Neville. Neville calculava que ao todo eram uns quinze, todos dispostos a lhe escutar.
—Que faz ele aqui? —Dean olhava com receio a Malfoy.
—Está de nosso lado. —Teve um apito de desaprovação geral. — Harry tem-lhe confiança e isso basta. —Draco levantou uma sobrancelha. De modo que Potter confiava nele. Bom, após ter tido a pênis do eleito na garganta era o mínimo que esperava. — Não podemos nos olhar com receio. Fora deste lugar está o inimigo e nós temos que estar unidos. Harry, Ron e Hermione encontram-se em uma missão muito importante. A guerra está começando e devemos manter a seu lado. O colégio está tomado, mas nós podemos manter a fé dos alunos. Temos que seguir crendo no correto.
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—Estão na Sala. —Severus olhou impassível ao fantasma.
—Eu sei, Barão. É importante que estejam aí. É o melhor que podem fazer. —O fantasma rodeou a Severus.
—Longbottom está os instruindo para algo. —Severus levantou uma sobrancelha. — Mas isso já o sabia... Severus Snape, tem debilidade pelos heróis trágicos. —Severus deixou que seus olhos vagassem aproveitando a grande vista que tinha desde a torre de Astronomia.
—E espero salvar a estes dois. —O Barão soltou uma gargalhada e desapareceu da torre. — Neville, espero ter-te ensinado o suficiente porque nada do que vem será singelo.
Nota tradutor:
Awwwwwwwwwwwwwwww
Severus se preocupando por Neville isso sim eu gosto, mas enfim
Vejo vocês nos próximos capítulos!
Ate breve
Fui…
