Capítulo XI
Harry olhou a porta da câmera dos Lestrange. O plano tinha sido o mesmo só que a ajuda do duende não tinha sido necessária; Harry conhecia Gringotts como a palma de sua mão. Dumbledore, em sua época, tinha decidido que o banco tinha que extremar sua segurança e Harry se tinha encarregado pessoalmente disso chegando a conhecer a cada segredo do edifício. Quando a abóbada se abriu, viu a taça no mesmo lugar que a recordava, como se estivesse se debochando dele.
—Está ali —assinalou Harry. Ron quis caminhar para ela, mas no processo tropeçou com outro objeto que estava no solo e este começou a se multiplicar indiscriminadamente.
—Mas que merda… —Hermione chocou contra outra vasilha, que também começou a se multiplicar.
—Tentem não tocar nada!
Harry lançou-se a por a taça quando a câmera inteira começou a se encher de réplicas de objetos. Quando a atingiu, o resto das coisas começou a arder e a se multiplicar com celeridade. Harry sentiu-se superado, mas obrigou-se a seguir até que sentiu a mão de Ron lhe dando um puxão para acima. Sentia suas bochechas ardendo e respirava com dificuldade, mas não tinha perdido a taça, que lhe queimava na pele da mão. Saíram apressadamente da abóbada tentando afastar dos objetos para que não pudessem seguir se multiplicando.
—A espada!
Harry pediu-a com desespero. Ron buscou em sua cintura e depois olhou a Hermione, que também não a tinha. Harry olhou pelo solo e viu uns diminutos pés. Engoliu saliva ao notar a ponta da espada sobre o chão. Levantou o rosto e encontrou-se com o duende Griphook.
—Sinto muito, mago. Tem honra e é diferente aos demais, mas a espada é nossa. —Harry ia tomar sua varinha quando os alarmes começaram a soar. Griphook aproveitou isso para desaparecer por entre as câmeras se levando a espada com ele.
—Pequeno filho de puta. Vamos, temos que sair daqui.
Correram buscando uma saída até que Hermione olhou ao imenso dragão encadeado lançando fogo para os duendes que queriam lhes deter. Hermione assinalou lhe o dragão e Ron engoliu saliva enquanto Harry buscava uma forma de chegar ao lombo do animal. Finalmente, subiram a uma plataforma. Harry foi o primeiro em saltar sobre ele, depois o fez Hermione e por último Ron, que tinha os olhos fechados. Harry libertou ao dragão e este saiu voando enquanto queimava tudo a seu redor.
O ar frio começou a aliviar um pouco a pele queimada de Harry. O voo no dragão era impressionante. Fechou os olhos e deixou-se envolver pela tranquilidade de mexer-se no ar sendo levado pelo enorme dragão. Mais cedo do que desejava, a brisa da água chegou a sua pele. Tinham que baixar, Harry o sabia, ainda que ele desejava ficar em cima desse dragão por bem mais tempo; a serenidade do voo fazia-lhe sentir-se feliz.
—Harry, temos que baixar. —lhe disse Hermione enquanto olhava para a água baixo eles.
Hermione saltou e Ron seguiu-a, mas Harry tomou-se um momento mais para dar a volta com o dragão até que teve que se soltar. Mas não deixou de olhar à majestosa criatura que voava em círculos em cima deles. Tinha estado anos encerrado sem ver a luz e sem poder voar, mas justo nesse momento estendia suas asas e voava a cada vez mais alto. Harry permaneceu nas geladas águas observando ao dragão. Só nadou para a orla quando sentiu que já não podia mais.
—Temos perdido a espada. —Ron estava furioso. Hermione secou sua roupa com um passe de varinha e depois seguiu com a de Harry.
—Maldito duende. —disse Harry. Hermione deu-lhe uma mirada reprobatória.
—Tens pensando que a espada realmente pode ser sua? —perguntou Hermione. Ron preferiu guardar silêncio; tal e como estavam as coisas ultimamente entre Hermione e Harry era o melhor.
—Porra, Hermione, isso não importa agora. O que importa é que o maldito duende nos roubou a espada e agora temos que ir ao colégio para destruir este horcruxe e também os outros. —Harry ia caminhar longe deles, mas Hermione o deteve.
—Como sabe que temos que regressar? Esse é o plano mais idiota que tenho escutado. Não poderemos calcar Hogsmeade sem que nos peguem, nos estaria levando a uma armadilha segura. A não ser que saiba algo que nós não. —Harry levantou a sobrancelha direita e olhou fixamente a seus amigos.
—Não sei nada mais. Unicamente penso que ele só tem conhecido um lar: Hogwarts. Quase estou seguro de que escondeu o outro horcruxe no castelo, além de Nagini, que sempre está com ele. Não é muito difícil imaginar que temos que nos arriscar. Ademais, sem a espada precisamos uma presa do brasílico para destruir a taça.
Harry afastou-se tentado encontrar um lugar para pôr a campana e poder descansar um pouco antes de aparecer-se em Hogsmeade.
Hermione tinha cara de desconcerto. Durante esses meses tinha estado estudando o comportamento de Harry. Em um princípio achou que todas suas mudanças se deviam à guerra, à escuridão que lhes envolvia e a ter consigo esse horcruxe. Mas não, tinha algo mais. Harry estava sumido em uma escuridão que nada tinha que ver com sua situação.
Ron quase podia escutar ao cérebro de Hermione trabalhando a mil por hora, estudando a Harry para tentar descobrir que lhe tinha tão raivoso e se movendo mecanicamente. Ron também o tinha pensando, mas não desde o ponto de vista analítico e mágico que sempre usava Mione para quase tudo. Ron sabia que seu amigo estava carregando muitas coisas sobre os ombros: salvar ao mundo não era qualquer coisa, ter a um louco por trás de sua cabeça, pensar nas pessoas que seguro morreriam por sua culpa… Harry tinha razões para mudar, para não ser o que era antes. Claro que ele não descartava que algo mais andasse mau com Harry. No entanto, cria mais em que a pressão estava fazendo das suas. Só quando terminasse a guerra poderiam começar a identificar com exatidão que tão mau estava Harry. Ron mesmo sentia-se bastante pesar, mas a cada vez via mais próximo o final da guerra.
-n-e-v-i-l-l-e-s-n-a-p-e-
Neville saiu do oco da parede e entrou à Sala Precisa. Após que o professor Snape lhe salvasse, teve que se esconder ali. Essa noite descobriu que lhe chamava o quadro de uma menina. Entrou nele e descobriu uma passagem. Apesar de que Snape lhe tinha dito que o seguisse, sentia verdadeiro temor. Chegou a um lugar que conhecia pouco: a Cabeça de Javali, o pub de Aberforth Dumbledore, quem de imediato apresentou-se para dar-lhe de comer. Escutou dos lábios do Aberforth uma história que não conhecia, a história de Ariana. Neville começou a sentir uma grande admiração por esse homem que caladamente se tinha unido à batalha apesar de não crer em seu irmão. Aberforth fazia-o pelo ideal de igualdade entre os magos e os muggles.
—Um mago, não pode pisotear a outros só por ser um mago…
Aberforth tinha-lhe dito uma de tantas tardes enquanto preparava a comida. Neville começou a sentir-se identificado com esse homem que não tinha sido um grande mago e ao que o destino lhe impunha viver baixo a sombra de um irmão como Albus Dumbledore. No entanto a Aberforth jamais se importou com a glória e ainda menos a glória de seu irmão. Ele só tinha a sua irmã e, quando a perdeu, o perdeu tudo.
Pouco a pouco a Sala Precisa encheu-se de camas dando albergue a todas as pessoas que precisava um refúgio após que os comensais do castelo lhes ameaçassem. Neville viu-se acompanhado pelos membros da Ordem, por muitos de seus amigos e por Ginny, que tinha cumprido sua promessa de regressar e que sem Neville ali se tinha convertido na cabeça da revolução. Aberforth comprometeu-se com eles lhes dando de comer e fazendo um pouco mais amigável seu encerro.
Neville estava seguro de que a guerra estava a ponto de chegar a seu fim. Não sabia por que, mas tinha algo que lhe dizia. Essa noite, quando todos estavam já dormindo, Ginny se lhe acercou; a irmã pequena de Ron era temível quando se tratava de ser líder de algo.
—Também o sente? —Neville assentiu. — Não sei que passa. Ontem tinha muito movimento no castelo e Snape tem dias sem aparecer. —A menção do professor fez que o coração de Neville se encolhesse. Precisava pedir-lhe uma desculpa por ter sido tão idiota.
—Gostaria de saber onde demônios está Harry e daí é deles. —Ginny falava pouco de Ron, mas Neville estava seguro de que estava preocupada.
Durante esses meses tinha-se dito de tudo. As piores notícias eram as que anunciavam a morte de Harry ou sua captura. Mas até essa noite Neville estava seguro de que Harry, Ron e Hermione seguiam vivos. De não ser assim, Voldemort já teria mostrado suas cabeças. E até que isso não ocorresse Neville manteria a fé em seus amigos.
Quando a porta da sala se abriu, Neville apanhou a varinha, mas ao notar a loira cabeleira sorriu e se levantou da cama para caminhar para Draco.
—Bonito hotel de luxo, Neville. —Não se tinham visto desde que Neville se tinha refugiado na Sala Precisa.
—Como está? —Neville tivesse-lhe abraçado, mas preferiu conter-se; Draco não era desse tipo de pessoas.
—Moído. Bobo esta a cada vez mais louco. —Ginny saudou a Draco para sua surpresa e depois marchou-se a dormir. — Não sei que lhe passa, mas parece que as coisas não vão bem. Severus diz que Harry está tendo sucesso e que cedo o veremos.
—Disse-lhe você? —Draco olhou-o estranhado. — Ao professor Snape, enviaste-o você para que me ajudasse? —Draco soltou um longo suspiro e assentiu. Depois cruzou a sala até a cama de Neville e se deitou nela.
—Que queria que fizesse? Não podia te deixar com esse louco e menos após o que lhe disse. Por Salazar, vocês os Gryffindor não têm regulador na boca, verdade? Surpreende-me que não te enfeitiçasse em frente a todos.
—O professor disse-te o que queria me fazer? —Draco olhou a cicatriz na bochecha de Neville e assentiu. — Acho que estava mais louco do que pensávamos.
—Severus disse-lhe que alguém tinha ido até o salão e o tinha enfeitiçado. Amycus não o questionou. As vantagens de ser o comensal consentido de Bobo.
—Quando tudo isso termine lhe deverei uma extensa desculpa ao professor Snape.
Draco ressoprou e acomodou-se melhor na cama de Neville. Tinha dias sem descansar bem. Nem sequer em sua casa e entre as cobertas de sua cama tinha podido fazê-lo. Parecia que toda a podridão dos comensais se impregnava na cada rincão da mansão. A cama de Neville era cálida, tinha um bom aroma e era bastante reconfortante. Se lhe antojava fechar os olhos e deixar-se levar por esse sentimento de proteção. Fodidos Gryffindor, exsudavam heroísmo até dormidos. Como Harry. Claro que com Potter não só era heroísmo, também era sensualidade e um incrível magnetismo, sobretudo quando começou a ser a coruja entre Potter e Severus. Esse toque escuro que tinha Harry era algo que Draco encontrava muito atraente. Admitia que lhe dava curiosidade saber que sucederia entre eles após a guerra. Draco estava seguro de que não se esconderia mais. Após que tudo isto terminasse e Bobo descansasse no poço mais asqueroso do inferno, ele lhe gritaria ao mundo que lhe encantavam as pênis duros e grandes, de preferência na boca ou no cu. Mas, Potter? Que passaria com o grande herói Gryffindor?
—Em que pensa? —perguntou Neville. Draco respondeu-lhe sem olhar-lhe.
—Mais bem em quem. Pensava em Potter.
—Ginny e eu também estávamos pensando nele. Nos três de fato. —Neville notou o descontentamento de Draco.
—Claro, a comadrejilla é sua noiva, tem que pensar nele. —Neville esfregou-se o rosto. Porra, estava demasiado cansado. Deixou-se cair ao lado de Draco.
—Não são namorados. Terminaram antes de que começasse a guerra. Ginny e eu só estávamos dizendo que as coisas parecem diferentes, como se se aproximasse algo muito grande. —Draco sorriu. Parecia que tinha mais oportunidades com Potter das que imaginava.
—E Lovegood? Por que não está aqui te esquentando a cama? —Neville fez todo o possível por não se desagradar e respondeu a Draco com voz tranquila.
—Desapareceu nas férias e não regressou. Suponho que seu pai não a deixou voltar ao castelo. —Draco levantou um pouco a cabeça para ver a todos na sala completamente dormidos.
—Neville… —Draco girou-se para ver a reação de Longbottom. — Não é virgem, verdadeiro? —Neville ficou tranquilo por um momento e depois negou. — Com quem…?
—Em sério, Draco? Que caralho tem que ver isso agora? Estamos no meio de uma guerra, podemos morrer em qualquer momento e tu queres saber…
—Vamos, Gryffindor saturo! Você o disse, podemos morrer manhã. Anda, me diga quem te tiro o defeito. —Neville suspirou derrotado.
—Hannah Abbott. —Draco assobiou surpreendido.
—Como esteve? —Neville engasgou. Isso estava para além de sua moralidade de cavaleiro. Não podia falar disso com Draco, mas ao mesmo tempo sabia que o loiro não se ia conformar com o silêncio e menos ainda quando o olhava com esses olhos cinzas fincadas nos seus.
—Satisfatório. —respondeu honestamente. Draco incorporou-se um pouco para fincar-lhe ainda mais sua cinza olhada.
—Satisfatório? —Draco negou. — Mas que idiotize maior —lhe espetou com desagrado. — O sexo pode ser apaixonado, quente, sensual, furioso, rude, sujo, avassalador, gloriosamente emotivo ou, em seu defeito, mau, terrível, fastidioso, patético ou ridículo. Mas nunca satisfatório. Isso é inaceitável para a entrega mais sublime entre dois seres. —Neville levantou uma sobrancelha. — Que? Não o digo no sentido romântico, tonto. Digo-o porque está tocando o corpo de outra pessoa, levando-a um estado de prazer tal que se pode abandonar. E isso deve ser recíproco. Sabe que pode ser satisfatório?
—Que? —As palavras de Draco estavam perfurando sua mente.
—Uma palha. Essas são satisfatórias. Sua mão, seu pênis, sua mente. Satisfatório. —Neville olhou-se nervosamente as mãos sem dizer nada. — Uma palha com sua mão e uma palha com a mão de alguém mais. Nota a diferença?
Neville assentiu pensando em se o que tinha sentido com Hannah ia para além de uma palha. Temia a resposta. Porque não tinha uma razão para sentir o sexo com alguém como uma palha, ou sim? Tivesse gostado de outro lugar, provavelmente em sua casa, em um lugar tranquilo para pensar, e não no meio de uma guerra.
—Obrigado por manifestar-me a diferença. —Neville esperava que Draco saísse da sala mas não o fez, nem sequer de sua cama. — Não pensa ir às masmorras? —Draco suspirou e olhou ao redor da sala.
—Esta fodida sala não tem lugar para mim? A verdade é que estou demasiado cansado como para andar caminhando por aí de modo que, se me permite… —Draco se acomodou na cama deixando um miserável lugar para Neville. — Pode dormir no chão se prefere-lo.
—Vá! Quanta amabilidade, Draco. —O loiro encolheu-se de ombros.
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Severus evitou a toda costa que sua mente se revelasse ante Voldemort; tinha-a blindado à perfeição. Mais ainda essa noite, quando as coisas estavam pior que nunca na mansão Malfoy. Voldemort tentava manter sua máscara de todo-poderoso, mas as coisas estavam-lhe indo de controle. Por culpa de Lucius, Harry tinha destruído o diário. Ademais Dumbledore tinha destruído o anel de Marvolo Gaunt, o medalhão também estava destruído e a taça tinha sido roubada por Potter. Voldemort estava perdido e isso lhe tinha atemorizado.
Harry, ademais, estava sendo implacável. Sua idade, sua verdadeira idade, permitia-lhe sê-lo assim na cada confronto. Voldemort já tinha perdido a vários homens. Essa noite Voldemort queria um plano para terminar com Harry Potter de uma boa vez, mas era algo impossível, nem sequer ele mesmo sabia exatamente onde estavam Harry, Weasley e a senhorita Granger. A Voldemort estavam-lhe indo as peças. Nem sequer Hogwarts, com seus comensais governando o lugar, era seu. Neville e a senhorita Weasley tinham sido uma terrível dor de cabeça para Voldemort.
Sem querer, a mirada de Severus foi-se para Amycus Carrow. Esse homem cairia em suas mãos. Doentes como ele não deveriam ter a possibilidade de caminhar, nem sequer de respirar o doente ar de Azkaban, e não só pelo que tinha tentado lhe fazer a Neville senão também por suas ideia perversas, por sua forma de olhar à cada garoto do colégio e por ser retorcido e violento. Severus tinha convivido com a violência e odiava-a, mais ainda quando essa violência tinha como objetivo dominar sem sentido algum, só pelo prazer de aplastar a outra pessoa.
Quando a reunião com Voldemort terminou, Severus caminhou lentamente para o quarto que tinha atribuída dentro da mansão Malfoy. Encerrou-se e colocou um feitiço de privacidade indetectável. Fechou os olhos libertando sua mente e tentando diminuir a terrível dor de cabeça que sentia. Estava cansado. Só queria poder dormir sem ter que se cuidar nem limitar sua mente até em sonhos. Severus não era homem de lamentações; tinha aprendido de maus modos que se lamentar não servia para nada mais que para se sentir miserável e auto se limitar as possibilidades de sair adiante, de romper as barreiras. Mas se fazia balanço de sua vida, dava-se conta de que sempre tinha estado encadeado a algo que lhe lastimava e que não lhe deixava respirar livremente: ser comensal, a morte de Lily, Dumbledore, Harry… Inclusive o próprio Neville. Severus sempre se mantinha encadeado a uma responsabilidade e queria que isso terminasse, queria poder respirar ar puro e ser livre, talvez sentir, talvez ser ele mesmo sem estar atado a um fantasma ou ao filho desse fantasma.
Abriu os olhos, tirou-se a túnica e arrojou-a bem longe. Estava a ponto de entrar à ducha quando, por mera curiosidade, revisou o pergaminho enfeitiçado de Harry. As palavras eram claras e estavam escritas com a terrível letra de Harry.
"Terá visita, professor".
A dor de cabeça de Severus subiu a níveis insuspeitos. Precisava urgentemente terminar com esses laços fantasmais e, sobretudo, precisava um descanso.
-z-z-z-z-zz—z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z
Harry olhou o retrato de Ariana Dumbledore e sorriu ao ver a figura que se acercava junto à garota. Após tantos meses por fim poderia ver a um rosto que lhe fazia se sentir seguro. Era uma tolice, mas era a mais sincera das verdades. O oco da parede mostrou a um Neville Longbottom com golpes no rosto, um profundo corte na bochecha, talvez mais alto e delgado… Mas isso não era o importante para Harry. O importante era ver de uma peça e senti-lo mais forte que nunca. Era tonto, Harry sabia, mas ver a Neville assim lhe fazia se sentir forte e inclusive protegido. Estava frente um futuro líder capaz de chegar a ser o que Harry não foi.
Deram-se um forte abraço. Harry se aferrou a ele com força e Neville esteve mais que feliz de lhe ver.
—Chegou o momento. Hoje acabaremos com ele. —lhe disse ao ouvido. — Sua varinha poderá terminar com ela. —Neville assentiu imperceptivelmente e afastou-se de Harry para saudar a Ron e Hermione.
—Estamos todos prontos. De alguma forma esperávamo-los. Vamos. —Neville assinalou lhe o oco da parede. Ron e Hermione entraram. Dantes de seguir lhe, Harry deteve a Neville.
—Acabar com ele só será o princípio de algo maior e terrível. —Neville olhou a Harry e engoliu saliva ao notar seu semblante. — Há algo pior que nos espreita e que ninguém crerá até que o veja.
—Harry… Não sei a que…
—É Dumbledore…
Nota tradutor:
Hummmmmmmmmmm
Chegou o momento da grande batalha e da verdade que esta por vir
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
