Capítulo XV

Emboscada, gardênias e morte

Harry saiu correndo. Toda a estrutura da guarida se estava cambaleando pelos feitiços. A ideia de Dumbledore era enterrá-los vivos ou fazê-los sair como ratas. Apanhou primeiro da mão a Ron e Hermione e depois a Neville e Draco. Só tinha um lugar que recordava o suficientemente seguro como para fugir de Dumbledore.

Caíram sobre areia fria. Harry tinha-os levado a Marrocos. Era uma zona de magos sem lei; a maioria das pessoas que estavam ali eram criminosas, magos ou muggles, que tentavam refazer seus nomes e suas vidas. Esse lugar podia-lhes servir de refúgio durante alguns dias.

Caminharam seguindo a Harry, que esperava encontrar uma pensão discreta. Quando se decidiu por um, se registrou dando vários galeões a conta. Quase podia notar a careta de Draco; o lugar era imundo e Harry sabia, mas era o único ao que podiam aceder sem se pôr em perigo.

—Como se inteiraram de onde estávamos? —Harry só podia imaginar uma forma, mas não queria lhe dizer a Neville. No entanto o entendimento chegou em seguida ao cérebro de seu amigo.

—Só sabiam onde estávamos o professor Snape e Abe. —Neville engoliu-se o nodo de sua garganta. — Acha que tenha sido capaz de assassinar a seu próprio irmão? —Harry sabia a resposta, mas limitou-se a olhar a Neville sem dizer nada. — Não pode ser…

Neville fechou os olhos e foi reconfortado por Hermione e Ron. Harry lamentava a morte de Aberfoth Dumbledore, mas, se era honesto, preferia a Abe que a Severus.

—É tarde. Devemos dormir um pouco e pensar na melhor forma de mover-nos. Agora já não poderemos nos ficar muito tempo em nenhum lugar.

Harry repartiu as chaves da cada habitação. Tinha pensado em compartilhar habitação com Draco, mas sabia que sua presunção era absurda e o preferia assim.

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Neville deu-se a volta na cama; não podia dormir. Tinha dois eventos na cabeça: a recente morte de Abeforth e o sucedido no bar. Sua mente ainda tentava o processar. Um de seus mentores estava morrido e em sua vida tinha passado algo que não podia explicar. O beijo com esse garoto tinha gostado, mas também de seus beijos com Hannah tinham sido agradáveis. Claro que o garoto do bar tinha sido muito direto, ou algo assim... Neville suspirou frustrado, saiu da cama e caminhou sem rumo pelos corredores da pensão. Deteve-se justo em frente a uma porta que dava ao jardim. Saiu e sentou-se a pensar. Essa noite tinha tido uma pequena revelação, sua semi ereção dizia-lhe, mas não sabia como se sentir ao respeito. Que passava com ele? De repente começavam-lhe a gostar os homens? Até esse momento tinha estado com mulheres e isso queria dizer algo, não?

—Sente-te melhor? —Neville se sobressaltou quando escutou a Draco. — Lamento o de Abe. Era um bom tipo, algo louco, mas bom. Pelo menos não quis dominar ao mundo como o pirado de seu irmão.

—Abe teve uma boa vida ainda que jamais se perdoou o de sua irmã. Acho que por isso nunca se casou nem teve a ninguém em sua vida. —Olhou a Draco de relance sem saber muito bem se lhe perguntar ou não. Ainda que sabia que antes devia começar com uma desculpa. — Draco… Sobre faz um momento, no bar… Sinto muito, sobre reagi.

—Sabe que não tem por que fazer um drama disto. Há muitas pessoas às que não lhes limita o sexo de seus possíveis casais e que só se fixam nas pessoas. —Neville assentiu, mas desde o fundo de sua mente sabia que tinha algo novo, muito acordado e com vontade de sair a flutue.

—Como o descobriu você? —Draco riu zombador.

—Vendo-lhe a pênis de Blaise, uma de melhore-las que tenho tido o prazer de ver. —Neville não pôde evitar se rir. — Não te vou servir de muito. Se para valer quer saber o que te passa espera um tempo. Talvez em um dia descubra que uma garota é a pessoa de sua vida, ou pode que seja um garoto, eu que sei... Não faça uma tormenta, Neville. Que goste os pênis não é do fim do mundo. Digo, pode tomar de exemplo a Potter, todo um leão saturo que é bastante ambíguo quanto a seu sexualidade. Vamos, regressa à cama e descansa. Nestes dias passassem cedo.

Neville caminhou com Draco para as habitações. Tinha suspeitado que Draco e Harry tinham uma relação que ia um pouco para além da que há entre dois amigos e essa noite o tinha confirmado. Fazendo um novo exame de consciência a verdade é que não sabia como se sentir ao respeito.

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Pela primeira vez em muito tempo Severus Snape sentia-se encurralado. Tinha presenciado a morte de Aberfoth Dumbledore a mãos de seu irmão, quem tinha levantado a varinha sem nenhum remordimento. Ver essa ação tão vil tinha feito que aumentasse sua ira na contramão do homem que em algum momento tinha considerado um modelo a seguir. Nos dias posteriores ao bombardeio Severus tinha-se mostrado mais cauteloso; qualquer erro podia significar a morte ou algo pior. Severus só sabia que esse Albus Dumbledore já não era humano. Estava convencido de que estar morto durante um ano tinha tido suas consequências.

Seus pensamentos detiveram-se quando escutou uns suaves golpes em sua porta. Imediatamente bloqueou a mente e mudou qualquer estado que pudesse lhe delatar. Ao abrir a porta encontrou-se com os olhos azuis de Dumbledore. Pela primeira vez notou que eram mais brilhantes que antes. Harry tinha-lhe dito que durante os primeiros anos Dumbledore tinha tido uma grande vitalidade, talvez por causa do feitiço que tinha formulado.

—Severus, espero não te interromper. —O professor Snape convidou-lhe a passar. — Sinto a hora, mas há novos relatórios sobre os garotos. —Dumbledore apareceu um pergaminho. — Acho que te interessará saber que se estão dedicando a assaltar a muggles, não sei com que fins. —Mas Severus sim que o sabia. Já tinham a primeira gema e estavam por conseguir a segunda. — Graças à diligência de um dos aurores temos descoberto que estão no Egito. —Severus olhou a Dumbledore buscando algum indicio de mentira, por segurança tinham lembrado não dizer o lugar em que se encontravam, mas parecia que Dumbledore tinha dado com eles uma vez mais.

—Quer que vá em sua busca, professor? —Dumbledore negou.

—Fred e George Weasley estão nisso. —Severus evitou reagir; Dumbledore tinha três meses envenenando a alma dos Weasley. Dizia-lhes constantemente que Harry tinha sido o culpado de tanta destruição no castelo, o responsável por morte de Percy e quem tinha lavado o cérebro a Ron para que se lhe unisse. Severus não estava seguro, mas achava que tinha um trato entre os Weasley e Dumbledore. Se eles lhe entregavam a cabeça de Harry ele respeitaria a vida de Ron. — Tenho dado ordens precisas de captura sobre Ron Weasley e a senhorita Granger. —Severus deteve sua ira por um momento.

—O senhor Weasley e a senhorita Granger? Que passa com o senhor Longbottom? —Dumbledore suspirou profundamente.

—Não acho que seja boa ideia o ter como prisioneiro, Severus. O senhor Longbottom tem estado demasiado tempo exposto à má influência de Harry. Devemos cortar de raiz qualquer tipo de conexão com esse mundo escuro, não cries? —Severus assentiu. — Marcho-me, tenho uma reunião com Remus para falar sobre seu futuro como Chefe de Aurores. —Severus deu-lhe uma longa mirada ao mapa que Dumbledore tinha na mão.

Assim que o velho saiu decidiu que o melhor seria se aparecer e se assegurar de que saíssem vivos de onde estavam. Sem mais, uso a imagem mental que tinha sacado do mapa e se apareceu no lugar indicado. Antes de abrir os olhos soube-o: tinha ido diretamente para uma emboscada. Atirou-se ao solo para esquivar um feitiço e girou-se para evitar um mais. Dumbledore apareceu-se uns segundos depois, apontando-lhe com a varinha. Um feitiço colou-lhe na capa, que começou a incinerar-se. Severus desfez-se dela e correu para resguardar-se dos ataques. Eram demasiados e estava seguro que não poderia se desaparecer. Dumbledore devia de ter tudo bem pensando.

Olhou uns pilares ao fundo e correu para proteger-se neles. Estava arquejando, pela primeira vez perdia a compostura que sempre lhe tinha caracterizado. Mas não era para menos, estava esperando escuridão em Dumbledore, mas nunca se imaginou que essa escuridão seria parte da mais absoluta das crueldades. Albus estava envenenando pouco a pouco a todo mundo mágico; Severus podia vê-lo, apalpá-lo. Harry tinha sido antes um modelo, a única esperança, e com uma mentira Dumbledore tinha destruído essa imagem. Até os Weasley, que tinham sido seus protetores, duvidavam da saúde mental de Potter. Severus tinha pensando em Remus como uma possibilidade de apoio, mas Lupin estava tão afetado que não podia mais que seguir cegamente a Dumbledore. Era o clássico problema dos Gryffindor, nunca pensavam em que tinha por trás de uma cara amável e boa. As primeiras aparências não são as que contam. Remus Lupin, ademais, tinha a necessidade de salvaguardar a seu próprio filho. E, por suposto, também queria a ajuda que Albus Dumbledore oferecia a Harry. Para ele era algo bem como um exorcismo: capturavam a Potter, Dumbledore fazia um feitiço e eliminava a parte da alma de Voldemort. Singelo, só que a finalidade desse feitiço não seria salvar a Harry, o mais provável era que fosse o meio de Dumbledore para lhe fritar o cérebro.

—Severus, seria pertinente que te entregasse às autoridades. —A penumbra dos pilares lhe camuflava. — Não imagino por que o fez, mas te asseguro que é pela razão equivocada. Harry precisa ajuda e eu posso lhe dar.

—Snape, é melhor que se entregue. Ninguém quer te fazer dano. —Fred Weasley. Sua voz era muito diferente a alegre-a que conhecia.

Claro que não queriam lhe fazer dano. Com ele vivo poderiam chegar a Harry e os demais mais facilmente. Dumbledore podia pensar que tinha caído em um truque muito tonto, mas a verdade era que Severus estava farto de ser espião; seu estomago não podia suportar mais tolices. Voldemort sempre foi um filho de puta e nunca o negou, mas Dumbledore era mil vezes pior, se cria o messias disposto a salvar ao mundo de todas as ameaças que pudessem existir. O mau disfarçado de bondade. Isso era demasiado até para Severus Snape.

Sabia que estava rodeado e que não podia desparecer-se. O único que carregava consigo era sua varinha e o pergaminho que Potter lhe tinha dado. Só existia uma opção, que sabia que era demasiado arriscada, mas também a única possibilidade de sair com vida. Rabiscou sua localização no pergaminho esperando que Harry ou algum outro pudesse o ler e o entender. De fato esperava mais da senhorita Granger que do próprio Potter. Só tinha duas formas de sair dessa emboscada, uma era morto e a outra era sendo resgatado por alguém. Como? Isso já era conto de Potter.

Severus saiu lentamente de por trás do pilar e os feitiços detiveram-se. Olhou fixamente a Dumbledore e começou a contar mentalmente. Se alguém não o resgatava em cinco segundo ele sabia muito bem como se livrar de ser interrogado. Dumbledore não disse nada, só lhe deu a ordem a George para que se acercasse a Severus, quem respirou fundo antes de apanhar com força sua varinha. Tinha chegado o momento…

Uma densa camada negra instalou-se do nada no meio deles. Severus não o podia crer. Ficou imóvel até que sentiu que o abraçavam por detrás com força e depois fechou os olhos ao notar que era levado a outro lugar, longe de sua localização atual. Quando abriu os olhos se encontrou em uma imunda pensão. Girou-se e viu a Draco. Tinha-lhe salvado a vida. O aluno tinha superado ao maestro.

—Como o conseguiu? —não pôde deixar de perguntar.

—Não sabia que existia o pergaminho, mas quando escreveste identifique sua letra. Apareci-me a vários metros do que me escreveu e depois usei a nuvem negra para me mover mais rápido. Sabe? Seus feitiços para proteger a zona eram demasiado débeis. Talvez têm mais de um espião. —Ginny Weasley, a doninha, tinha que ser ela. Não tinha podido lhe levar a contrária a sua família, mas era evidente que ainda apoiava a Potter. — Que demônios… —Draco lhe olhava o braço. Severus, de repente, sentiu-se débil. — Está ferido. —Severus girou-se para olhar-se o braço, que tinha um grande corte. Quis dar um passo, mas o esforço era demasiado. — Não. —Draco sustentou-o entre seus braços. — Neville! —foi o último que escutou antes de se desvanecer.

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Severus podia perceber um suave cheiro das gardênias. Recordava-as de sua infância, de justo dantes de conhecer a Lily Evans. Por aquele então Severus jogava só em um jardim repleto delas. Tinha tentando levar uma a casa, mas seu pai não era uma pessoa que desfrutasse muito do entretido, mas inútil passatempo de cuidar uma flor, e menos uma que exigia de Severus um esforço tão dedicado. Cedo tinha eliminado a ideia da gardênia, mas a cada vez que podia ia ao jardim para jogar entre elas e impregnar-se de seu cheiro tão característico. Em realidade quiçá foi esse sua primeira aproximação ao mundo mágico; Severus pensava que essas plantas tinham a particularidade de levar a um estado de tranquilidade absoluta. Naquele jardim sentia-se livre, dono de si mesmo, capaz do conseguir tudo. Poder perceber esse aroma só podia significar que estava morto; não podia imaginar que nessa imunda pensão onde perdeu o conhecimento tivesse gardênias. E se o infra mundo tinha cheiro a gardênias, então podia acostumar-se.

—Professor? —escutou uma voz ao longe. — Senhor. —Severus quis abrir os olhos, mas ainda se sentia esgotado. — Está a salvo, senhor. —Quando sentiu uma reconfortante caricia sobre a mão abriu os olhos e se encontrou com Neville Longbottom.

—Onde estou? —Neville começou a esfregar lhe lentamente o braço.

—Está em casa, em minha casa. —Severus olhou a seu ao redor. Definitivamente já não estavam nesse asquerosa pensão.

—Como...

—Minha avó tem decidido proteger-nos. Não se preocupe, professor, Albus não poderá nos encontrar em um bom tempo. Harry esteve aqui quase todo o dia de ontem, mas o mandámos a dormir; não é são que esteja acordado o tempo todo. —Severus engasgou e Neville lhe levitou um copo com água. — Perdeu muito sangue e quase vai-nos, mas minha avó fez um milagre.

—As gemas… —Neville riu.

—Vá que são comprometidos. —disse, seguramente se referindo a ele e a Harry. — Seguimos a pista de uma. Talvez dentro de dois ou mais três dias tracemos um plano para ir a por ela. E antes de que diga qualquer coisa, você tem que descansar de modo que se me permite…

Severus quis negar-se, mas, de repente, Neville já estava usando um de seus estúpidos arbustos para o mandar a dormir de novo.

Neville olhou atenciosamente ao homem que jazia em sua cama. Era uma sensação nova, a sensação de ser útil e saber que podia proteger às pessoas às que queria. Talvez estava pondo a sua avó em perigo, mas era um perigo que tinham que correr.

Algo lhe fez levantar a vista para uma das janelas e viu a Draco caminhando pelo jardim e atrás de Harry lhe seguindo. Não sabia ler os lábios, mas, por sua postura, Neville deduziu que não era um mau tema. De repente viu-os afastar-se um pouco da luz e a Harry lançar para os lábios de Draco, quem correspondeu-lhe com paixão. Neville sentiu-se incomodo e sujo, era como estar violando a intimidem de ambos. No entanto, não sabia por que estava sentindo essa outra pulsada de moléstia. Draco é seu amigo, repetiu-se uma vez mais em sua cabeça. Negou e continuou com sua leitura. Não gostava da ideia de ter que reafirmar o status que Draco tinha em sua vida.

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—Acha que para valer seja a gema? —perguntou Draco.

Harry revisou o diário uma vez mais. Um avião tinha explodido ao sair do aeroporto em Paris. Não tinha sobreviventes e só se tinham salvado alguns pertences. Harry suspeitava desses pertences.

—Temos que o tentar tudo, Draco. —Harry acercou-lhe mais. — Essas gemas são a solução a todos meus problemas.

—Nossos, Potter. Odeio quando tenta o fazer todo pessoal. —Harry arqueou uma sobrancelha. — Não é tão importante, Potter. —Draco sorriu com verdadeiro deixo de arrogância.

—Não? —Harry o puxou para a parte posterior de uma árvore e sem pensá-lo beijou a Draco, quem correspondeu-lhe. — Gostaria transar agora.

Draco não respondeu às palavras; preferia ao Potter que atuava. Ademais, a conversa fazia-o todo mais pessoal e Draco não queria isso, o seu não era esse tipo de relação. E Potter também não estava pronto para isso.

—Nunca pensei que seria tão guaro —disse por cumprir.

—Não o sou, só que não limito meu pensamento como o faz o resto do mundo. Eu sei o que quero.

Draco se relambeu os lábios, mas deteve-se em seco. Não estavam em sua casa e a avó de Neville estava fazendo demasiado por eles como para que terminasse lhes vendo assim.

—Temos que parar. Não quero o fazer aqui. —Harry respirou fundo e tranquilizou-se. — Como vai ao professor? —Harry sorriu um pouco.

—Vejo-o cansado. Acho que ser contra espião estava o matando. A partir de agora teremos que estar mais unidos se queremos que ter sucesso.

—Então, Severus fica? —Harry assentiu e Draco permitiu-se sentir-se feliz pela notícia.

—Só se ele quer ficar. —aclarou Harry.

Harry queria que o professor lhe ajudasse com tudo o que tivesse que ver com a planejarão. Severus Snape tinha sido uma mente mestre desde sempre e pelo regular tinha sucesso. De modo que estavam depois de uma nova gema e desta vez seria mais singelo com Severus em pessoa dentro desse grupo tão disparo. Com sua ajuda nada podia se pôr pior, pensou Harry.

—Harry!

O grito de Hermione fez-lhes correr para a casa. A rádio estava ligado. A voz que se ouvia era a de Remus e ao que parece estava por dar uma notícia de soma importância.

—Esta tarde lamentamos informar-lhes de que o desaparecimento de Severus Snape, herói de guerra, tem chegado a seu fim. —Remus guardou silêncio um momento. — O corpo do professor tem sido encontrado sem vida. Podemos afirmar sem temor a equivocar-nos que Harry Potter e Neville Longbottom têm sido os culpados deste atroz crime.

Para Harry, a lógica do mundo se cambaleou. Remus, o único dos amigos de seu pai que seguia vivo, o cria um assassino.

Nota tradutor:

Porra, não gostei de ouvir isso da boca de Remus... é impossível pensar em Harry como um assassino!

Bem então vejo vocês nos próximos capítulos!

Ate breve

Fui…