Capítulo XVI

Em campo aberto

Harry deu-se uma volta completa na cama. Estava desesperado; podia sentir todo seu corpo arder. Fechou os olhos e tentou respirar com mais tranquilidade, mas era-lhe impossível, sua mente não descansava. Tinham lembrado permanecer em uns dias ocultos em casa de Augusta Longbottom para despistar a Dumbledore e acalmar as coisas no mundo mágico. Os primeiros três dias tinham sido suportáveis, no entanto, quando nas semanas começaram a avançar, a frustração começou a se acumular. Harry precisava seguir com seus planos, precisava deter a Dumbledore e sua rede de mentiras. Neville tinha-o convencido de esperar em uma semana mais, três ao todo. Harry tinha estado a ponto de negar-se, mas Neville utilizou uma carta que lhe foi impossível salvar: Severus Snape. Neville pediu-lhe em uma semana mais para a completa recuperação do professor e Harry não teve mais remédio que dizer que sim.

Grunhiu com força, sentou-se na cama e esfregou-se o rosto. Enquanto olhava a escuridão de sua habitação distraiu-lhe uma pequena luz no corredor. Escutou uns pés deslizar-se suavemente sobre o solo e depois uma porta que se fechava. Saiu da cama, abriu ligeiramente a porta de seu quarto e viu acendida a luz do banheiro do final do corredor. Uns segundos depois Draco saiu com o rosto molhado, a calça de seda de seu pijama colando-lhe ao corpo e o torso nu. A frustração de Harry tornou-se em uma luxuria que lhe queimava as veias e sentiu o calor chegar até seu membro. Deixou que Draco regressasse a sua habitação e esperou um pouco mais. Uns segundos depois Harry avariou o feitiço de privacidade de Draco, abriu a porta do dormitório e viu-o na cama com a varinha na mão.

Olharam-se por uns segundos. Harry sabia que Draco podia lhe dizer que não em qualquer momento, mas não essa noite. Subiu-se à cama enquanto despia-se com pressa; queria sentir a pele de Draco sobre a sua. O beijou sem pudor, com as vontades de que esses beijos sujos acalmassem a besta que tinha dentro dele. As mãos suaves de Draco ancoraram-se em suas costas e Harry gemeu ao sentir sua dura ereção esfregando-se lentamente com o interior de sua coxa. Praticamente arrancou-lhe a calça do pijama e afundou-se entre suas pernas para provar seu sabor. A esbranquiçada pele estava malhada por um rosa que lhe revelava a Harry o nível de excitação que o loiro sentia. Apartou-se dele bruscamente para colocar as pernas do loiro sobre seus ombros, murmurou um feitiço e sorriu ao escutar o gemido precisado de Draco.

O pênis de Harry escorregou suavemente no apertado cu de Draco. Fechou os olhos e suspirou quando se sentiu completamente dentro. As longas pernas de Draco eram perfeitas e duras; apesar do que podia-se pensar tinham um grande tom muscular. Harry mordeu ligeiramente a pele a seu alcance e dobrou a Draco quase ao meio para poder beija-lo enquanto começava a mover-se. Esse ritmo suave e cadencioso não durou muito, Harry queria encher a Draco dele, queria libertar todos seus sentimentos. Lhe fodeu mais duro. Harry sentia seus quadris golpeando-o uma e outra vez, suas bolas rebotando frenéticas sobre as nádegas do loiro, que a sua vez se acariciava rudemente. Harry foi o primeiro em correr-se enquanto mordia com força o lábio inferior de Draco, quem gemeu e acariciou-se um pouco mais antes de derramar sobre o peito de Harry.

Harry caiu na cama tentando recuperar a respiração. Lhe zumbavam os ouvidos e notava o ritmo frenético de seu coração após o orgasmo. Draco parecia mais sereno que nunca e tinha essa expressão de felicidade que Harry conhecia tão bem, era a sensação de se sentir satisfeito. Os minutos passaram e para Harry a situação começou a ser incomoda. Draco estava em sua cama e seguramente queria dormir de modo que Harry levantou-se e pôs-se a roupa. Draco olhava-o em silêncio. Harry não sabia como interpretar essas coisas, esses silêncios, essas miradas e toda a situação após ter algum tipo de intimidem com Draco. Preferiu sair da habitação sem dizer nada mais.

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Neville tomou o último engoliu de seu chá. O sangue ardia-lhe. Como era possível que inventassem tantas tolices no Profeta? De repente tinha deixado de ser um herói para ser um pobre imbecil que tinha seguido ao grande mago escuro Harry Potter. Ao final do dia, Neville era o borbulhador de Harry e isso não era o único que lhe indignava. Também falavam dele como um podre perturbado que tinha tentado encontrar consolo na atitude negativa de Harry: a falta de pais, de uma figura de autoridade, de regras… Eram uns idiotas, todos. Neville só tinha tido disciplina e castigos, o que nunca tinha tido era amor. Amor era o que tinha que buscar em outro lado. E isso era algo que, evidentemente, Harry não lhe podia dar.

—Têm declarado que ler O Profeta te faz mais tonto à cada segundo. —Neville olhou a Draco acima do jornal. — Deixa isso, vai terminar mais idiota que a doninha. —Neville dobrou o panfleto e serviu-lhe uma caneca de chá a Draco.

—Não me posso crer tudo o que dizem. —Draco sentou-se a seu lado.

—Pagam-lhes por inventar coisas. Devemos ser a comidinha de todo mundo mágico após que descobriram nosso terrível crime.

Neville negou. Pelo menos tinham ao professor Snape são e salvo em casa; isso lhe tranquilizava. Durante essas semanas a cada noite tinha entrado a sua habitação para saber como se encontrava.

—Se sobrevivemos a isto vou destruir esse lugar a golpe de varinha. —afirmo Neville seriamente. Draco riu. — Não te estou mentindo. É um ninho de víboras. —Draco levantou sua sobrancelha direita. — Vale, você me entende. —Neville negou. O silêncio entre eles se fez tranquilo. Neville desfrutava disso, no entanto, tinha algo que lhe estava dando voltas na cabeça desde fazia dias. — Draco… Harry e você… —A mirada de Draco lhe desalentou um pouco. — Sinto muito, sei que não é de minha incumbência.

—Corta. Só me surpreendeu que me perguntasse tão a queima-roupa. E também que te tivesse dado conta.

—Vi-os quando recém chegamos. Harry te beijou e não parecia um evento isolado. —Draco assentiu.

—Fodemos de vez em quando. É difícil não o fazer quando tem tantas tensões em cima. Sou como um artigo de luxo para as palhas de Potter e ele me satisfaz bastante bem. Acho que é um trato equitativo. —Neville surpreendeu-se um pouco pelo tom de Draco. — Que?

—Nada, só que não pensei que você tivesse essas ideias. Não sei te imaginava com um casal estável.

—Sim, claro. Eu quero um casal estável, mas no meio de uma guerra é impossível e, ademais, não pretenderá que Harry Potter seja meu companheiro. Não esse Harry Potter que conhecemos. Nosso grande líder não serve para isso, está demasiado machucado.

Neville sentiu-se terrível ao escutar isso porque em grande parte era verdade. Olhou a Draco e algo dentro dele se removeu. Tinha estado pensando no sucedido nesse bar e nas palavras de Malfoy e conforme passavam nos dias o evento voltava-se menos traumático. Após tudo tinha desfrutado do beijo, ainda que chegar até esse pensamento lhe tinha custado. E não podia deixar de se perguntar se teria outras coisas que também poderiam lhe gostar.

Lá fora do salão, Harry empunhava suas mãos. Já o sabia, era lógico, mas não deixava de doer escutar as palavras de Draco. Harry fazia-se outras perguntas muito diferentes às que Neville tinham em sua cabeça. Perguntava-se o momento no que tinha começado a sentir inveja por essa relação que pareciam ter Draco e Neville.

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Severus olhou o rosto envelhecido, as facções duras e a amargura e notou certa reticencia em Augusta Longbottom. Estava claro que estavam abusando da amabilidade dessa mulher ainda que nesse momento Severus se perguntava se dita amabilidade para valer existia. Augusta tendeu-lhe um prato de comida, que se via bastante apetitosa.

—Disse-lhe a meu neto que era melhor uma sopa de nabos. —Severus levantou uma sobrancelha. Definitivamente uma sopa de nabos não tinha comparação com esse cordeiro que, além de luzir bem, sabia de maravilha. — Mas fez questão de algo mais nutritivo. A sopa de nabos tivesse-lhe ajudado a recuperar o sangue que perdeu. Chegou feito um guinado. —Severus preferiu guardar silêncio; não tinha nada bom que dizer. — Neville cuidou-lhe e foi muito dedicado com você. Surpreendeu-me. Antes a só menção de seu nome fazia-lhe tremer e agora até cozinha para você. —Severus mastigou com calma um pedaço de cordeiro. A conversa estava começando a incomodar lhe. — Você confiou nele e isso foi mais do que eu fiz em todos estes anos. —A confissão tomou a Severus por surpresa.

—Não a compreendo. —Augusta Longbottom suspirou.

—Quando Frank e Alice ficaram… como ficaram, foi um golpe muito duro. Frank era brilhante, o filho perfeito que se tinha casado com a garota perfeita, e o ver assim me partiu o coração. Fui muito dura com Neville. Queria ver nele a meu filho, mas Neville não é Frank. Ele precisava apoio e carinho e eu não lhe dei nada disso. Foi você quem lhe deu fortaleza a Neville, justo o que precisava. Você, que não é mais que um professor solitário e amargurado, lhe deu a meu neto a maior felicidade do mundo, a de se saber útil, forte, único. E agora eu nem sequer sei como lhe dizer que lhe quero, não pelo que é agora, senão por tudo o que tem sido sempre: um menino doce, compassivo, bom, forte, leal, responsável e o melhor neto que pudesse ter imaginado.

Severus olhou à mulher. Não sabia que lhe dizer, mas estava claro que tinha que fazer um esforço.

—Acho que no fundo o senhor Longbottom sabe que você lhe tem um carinho desinteressado. —disse finalmente Snape. Augusta negou.

—Não o creio, e também não são suficientes as palavras. Muito obrigado, professor. Neville escolheu um bom mentor, apesar do aspecto francamente melhorável.

—Obrigado…, suponho.

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Ron avançou entre a multidão do aeroporto com Hermione tomada do braço. Os dois tinham o aspecto de uns afáveis idosos que não podiam lhe fazer dano a ninguém. Tinham-se inteirado de que os restos da explosão se guardavam no aeroporto de modo que a gema devia de seguir em ali. Avançaram para os banhos mais afastados. No mesmo corredor encontraram uma grande porta que dizia ARMAZÉN, mas o letreiro parecia demasiado novo. Ron girou-se lentamente. Estava embaixo de algo que Harry e Hermione lhe tinham explicado que se chamava câmera de segurança. Com um feitiço, Ron fundiu-a. Depois observou ao guarda que resguardava a porta. Hermione acercou-se a eles simulando querer entrar ao banheiro, mas os guardas lhe negaram amavelmente a entrada. Era o turno de Ron.

—Sinto muito senhora, mas este não é o banheiro. —O oficial quis sujeitar-lhe a mão, mas Hermione apartou-se. — A acompanharei ao bañ…

—Oh, sinto muito. É minha mulher. —Ron acercou-se e tomou a Hermione dos ombros. — Quanto sinto muito. Não ouve muito bem. —Ron fez o amago de dar-se a volta, mas em vez disso os dois sacaram suas varinhas. — Desmaius. —Os guardas caíram ao solo. — Vamos. —Ron os levitou ao banheiro, meteram-nos ao primeiro cubículo, os desvestiram e puseram-se suas roupas.

—Está seguro de que pode com isto? —Ron assentiu colocando-se o cinto. — Só vimos a por…

—A gema, já o sei. Escutei-os a Harry e a ti. Há câmeras e gente. Temos que nos misturar, encontrar o lugar onde está a gema, a apanhar e depois aparecer no ponto de encontro onde nos estão esperando os demais. É singelo. Ainda que não entendo porque estes muggles usam tantas coisas.

—Por segurança. —Ron rodou os olhos. — Vale, não tente o entender. Vamos a por a ditosa gema.

Saíram do banheiro e cruzaram a porta do armazém. O que tinha não era propriamente um armazém e estava cheio de pessoas trabalhando com os desfeitos do avião. Tudo parecia indicar que estavam classificando os pertences dos passageiros. Avançaram buscando atenciosamente o lugar que servia de resguardo para os pertences já classificados. Hermione se percebeu de que uma das mulheres que estava ali trabalhando se pôs de pé levando com ela uma bandeja. A empregada caminhou para umas escadas que tinha em um lateral e que levavam até a pequena porta do que parecia um sótão. Entrou e segundos depois baixou com a bandeja vazia. Hermione e Ron esperaram uns segundos dantes de subir as escadas. A porta dizia Só pessoal autorizado. Hermione sentiu-se descoberta quando outro dos guardas se lhes acercou.

—Que fazem vocês aqui? —Hermione congelou-se enquanto o guarda olhava-os intensamente.

—Mudança de turno —falou Ron firme olhando ao guarda. O homem duvidou uns segundos e depois sorriu.

—Sinto muito, é que com isto do acidente a cada vez nos mandam mais gente e em ocasiões não recordo quando chegam os novos. Passem e, faz favor, diga-lhes aos outros que registrem sua saída no escritório; estamo-nos voltando loucos. —Abriram a porta e ali estavam, as coisas que tinham sobrevivido ao acidente, todas ordenadas. De imediato viram a gema de cor verde. Não podia ser outra, mas deviam terminar de confirmar. Hermione viu brilhar a Pedra da Ressurreição.

—Vemo-nos. Espero que não se aborreçam neste lugar nunca passa nada. —Os dois guardas que iam saindo riram. Ron fez um amago, mas Hermione não podia apartar sua mirada da gema.

Quando a porta por fim se fechou, Hermione foi a por a joia, mas se deteve quando estava pela tomar. Ron viu seu indecisão e negou.

—Que passa? Ainda acha que não devemos nos unir a Harry? —perguntou Ron. Hermione negou.

—Isto tem alarmes. Se levanto a joia virá todo mundo a por nós.

—Somos magos, que mais dá? Podemos desaparecermos. —Hermione ainda duvidava.

—Se Dumbledore inteira-se de que nos levámos outra joia vai estar por trás de nós. E podemos evitá-lo. —Ron gemeu frustrado.

—Como? —seguiu perguntando. Hermione pensou-lhe um momento.

—A luz. No que ligam a planta teremos tempo suficiente para apanhar a gema. Pode fazê-lo você? —Ron levantou uma sobrancelha; não sabia ao que se referia Hermione. — Vou fazer que se vá a luz. Você só toma a gema cinco segundos após que se apague.

Hermione levantou a varinha, murmurou um feitiço e tudo se escureceu. Ron apanhou a gema de imediato e depois sentiu a Hermione tomando da mão. Desapareceram sem deixar rastro.

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Severus estava algo impaciente, mas não o demonstrava. Tinham lembrado que só iria pela gema um grupo enquanto os outros esperavam em um ponto de encontro para depois regressar todos à casa de Augusta, que por verdadeiro tinha feito questão de os acompanhar. Em um princípio Severus tinha-se negado, mas entendia que a mulher queria se assegurar de que tudo saía bem para seu neto. Olhou a Harry, que estava tão preocupado como ele. Draco, Neville e Augusta guardavam silêncio, tinham o rosto sério e também estavam expectantes. Uns minutos mais e ele mesmo iria a por Weasley e a senhorita Granger.

Severus removeu-se um pouco quando sentiu a força de algo se aparecendo. Quase sorriu o ver a Ron e Hermione com aspecto triunfante. Tinham-no conseguido. Neville foi o primeiro em felicitar lhes e depois Draco, fazendo gala de seu humor. Não deixava lugar a dúvidas, tanto Weasley como Draco eram inimigos apesar de ter uma causa comum.

De repente, Severus sentiu que o ar ficava quieto. Notava eletricidade, algo, uma tensão. Tentou-o e não pôde se desaparecer. As nuvens tornaram-se cinzas. Potter já tinha a varinha na mão quando o primeiro feitiço golpeou bem perto dos pés de Ron Weasley. Tentaram resguardar-se, mas era muito complicado já que estavam em campo aberto. Severus vislumbrou a George Weasley, que parecia estar comandando ao grupo de aurores que lhes atacavam. Harry chegou para Draco e levou-o por trás de uns matagais bastante proeminentes. Neville e sua avó correram para o lado contrário para refugiar-se em uma pequena barranca. Os feitiços voavam. Era óbvio que não se importavam se lhes levavam vivos ou mortos. Ron e Hermione, ainda com a joia, corriam para resguardar-se ao lado de Severus, quem a sua vez tentava criar uma distração. Não podiam se desaparecer, mas ele tinha um translador que os podia levar a lugar seguro.

—Ainda têm a joia? —Hermione mostrou-lhe. — Não importa o que passe, não permitam que lhe tirem. —Severus estava tentado a dar-lhes o translador e sacar-lhes dali, mas sabia que eles não sobreviveriam sem proteção.

—Como nos encontraram?

Ron tentou levantar a varinha, mas foi-lhe impossível fazê-lo quando viu a seu irmão. Já tinham perdido a Percy, se morria outro de seus irmãos isso terminaria com sua mãe. Podia imaginá-la, mortificada pensando em que um de seus filhos seguia a um mago escuro. Como lhe dizer a verdade? Isso só a poria mais em risco e era algo que Ron não queria para sua família. Hermione tinha deixado atrás a seus pais, Harry e Neville praticamente eram órfãos… Nenhum dos que estavam ali tinham a ninguém que lhes estivesse esperando em casa. Talvez para eles era mais fácil levantar a varinha e derrubar a um oponente, mas para Ron…

—Devem ter ido a por a joia por ordenes de Dumbledore e quando os viram a vocês os seguiram. Os aurores têm métodos para seguir os desaparecimentos. —Severus viu um feitiço colando diretamente na barranca de Neville e depois uma resposta. Isso era um auror menos. — Temos que tentar nos reunir todos. Vamos sair daqui.

Severus animou-lhes a correr para onde estavam Neville e sua avó. Uma vez ali tentaram chegar aos matagais em que estavam Malfoy e Potter, mas um feitiço o incendiou. Draco e Harry saíram correndo para eles. De repente encontraram-se rodeados. George Weasley levantou a varinha apontando a Neville. Brilhou um flash verde que não impactou no peito de Neville; Augusta Longbottom tinha-se interposto. Tudo pareceu se congelar, mas Harry não permitiu que se desperdiçassem esses segundos de desorientação. Apanhou o translador dentre as mãos de Severus, girou a Neville e acercou-os a todos para o tocar e imediatamente depois o ativar. Severus olhava os rictos de dor no rosto de Neville, as lágrimas cristalinas que banhavam lentamente suas bochechas. O tempo parecia estar congelado e ninguém podia dizer nada que pudesse aliviar sua pena.

Harry olhou para o chão de madeira e fechou os olhos para concentrar-se no único pensamento em sua cabeça: Estavam seguros em casa, na casa de Augusta Longbottom, a qual jazia morta no meio do campo aberto de Ben Lawers.

Nota tradutor:

Mais que monte de assassinos são esses... se bem que Augusta foi a única precipitada em sair de casa para entrar em algo que não lhe dizia respeito...

Mas enfim vejo vocês nos reviews

Ate breve

Fui…