Capítulo XX
Habitação dupla
Draco retorcia-se de prazer. Escondeu o rosto na almofada para tentar calar o gemido gutural que pugnava por sair de sua garganta, mas foi impossível. O maldito de Potter estava a tomar-se seu tempo pela primeira vez em… sempre. Potter estava a tomar-se o tempo para excitar-lhe, para estimular-lhe completamente o corpo.
—Porra. —gemeu lastimoso.
—Ainda não. —A voz de Potter soava-lhe húmida e amortecida porque tinha os lábios colados a seu cu. Draco sentiu de novo a pecaminosa língua enredar-se em seu buraco e entrar nele apesar da resistência que ainda existia. — Quero-me comer seu cu por outra meia hora. —Potter sugou e, sem poder evitá-lo, Draco gemeu como uma cadela no cio. — É tão estreito… —Sua língua se colou de novo. — Tão delicioso… —Uma sucção mais. — E completamente meu. E desejoso de ser enchido. —Potter deu-lhe três tapas e Draco elevou o quadril oferecendo-se como uma puta barata. Bom, talvez sim era um pouco puta, mas barata… jamais. — Fica-te assim, faz favor.
Draco tremeu ao escutar a agora grave e sedosa voz de Potter. De repente sentiu uns dedos lubricados entrando lentamente em seu cu e saindo com a mesma lentidão, abrindo-lhe a cada vez mais. Draco salivava pelas vontades de ser fodido. Potter procurou de imediato umas almofadas e colocou-lhes baixo a cintura para ajudar-lhe a manter a postura. As mãos de Potter estavam quentes e apanhavam com força as nádegas de Draco, amassando sua carne, separando-as… Draco em seguida sentiu a dura verga de Harry deslizar-se por sua raja. Esfregava-se tão suave que era como uma maldita caricia. Draco sacudiu o quadril e Harry grunhiu.
—Harry… —suplicou Draco. Potter assobiou.
—Seu cu está tão úmido —sibilou Potter fincando a cabeça de sua pênis. — Bate do precisado que está. —Um tapa. — Quer meu verga? Quer que foda seu doce cu até encher de meu leite? —Draco assentiu frenético. — Diz…
—Foda-me. Enche-me, Harry. —Potter o investiu de um só movimento e ambos gemeram. — Sim!
—É tão perfeito. Todo um encanto.
Potter o fodeu como sempre, com vontades de lhe marcar e de encher dele. No entanto desta vez tinha algo muito novo porque Potter lhe estava beijando a cada parte que atingia da pele e lhe dizia palavras sujas salpicadas com outras doces. Draco sentia-as estranhas, mas agradavam-lhe porque Potter utilizava-as para excitar-lhe. Era parte de um todo que Harry não lhe tinha querido mostrar até essa noite: que não só era um possesso fodendo senão que também era um bruto selvagem que o queria voltar louco de paixão.
Harry elevou-lhe para colar as costas de Draco a seu peito e assim beijar-lhe o pescoço e lhe morder ligeiramente o lóbulo da orelha. Harry acariciou-o até que Draco se correu a grandes chorros banhando as cobertas. Quando sentiu o leite quente de Potter em seu cu e depois se derramar pouco a pouco por sua coxa, Draco voltou a gemer. Harry seguiu-se movendo lentamente e beijando-lhe devagar até que tiveram que se separar.
—A cama está úmida. —Draco deixou cair a cabeça sobre o ombro de Potter, quem seguia beijando-lhe o ombro.
—Deliciosa umidade, a sua. —O loiro soltou uma gargalhada.
—Vá que é poético, Potter. —Harry sorriu. Draco pôde-o sentir sobre sua pele.
—Só gosto de ressaltar o óbvio. —Sem necessidade de varinha, Potter limpou o desastre de Draco e caíram na cama esgotados, mas sem desfazer o abraço. — Amanhã temos que ir a por a gema. —Draco suspirou pesadamente. — Não quer ir?
—Não é isso, só que quero que tudo isso acabe. —Harry ajustou os braços ao redor da cintura de Draco.
—Cedo. Só faltam duas gemas e poderemos regressar à tumba. —Draco só esperava que tudo fosse tão fácil como Potter o imaginava.
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Neville bebeu-se o café negro, sem açúcar e muito carregado. Tinha dias sem dormir bem. As últimas três noites tinha tido sonhos bastante perturbadores. Neles se encontrava em um quarto escuro e caminhava até encontrar com uma figura negra que lhe atraía sobremaneira. A sensação era mais forte que ele, tanto que as vontades de lhe tocar eram assustadoras. Finalmente Neville abraçava à figura por detrás, timidamente tocava seu peito plano e afundava o rosto no cabelo do homem. Depois baixava as mãos até que as palmas descobriam uma proeminente ereção que provocava que se lhe fizesse a boca água. Justo nesse momento, uma voz sedosa dizia seu nome. Neville acordava de imediato porque reconhecia essa voz, porque essa maldita voz era como nenhuma outra e só podia pertencer a uma pessoa.
Longbottom tentava racionalizar seu sonho. Para começar achava que nunca seria tão… ativo nessas circunstâncias, mas que se o pensava um pouco tinha lógica. Ele queria descobrir o corpo masculino, isso era bastante óbvio, por isso em seu sonho ele tocava, provava e queria mais. Por que ele dentre todos os homens? Bom, Draco tinha razão, tinha pouco de onde escolher e, se era honesto, o professor Snape tinha bastante atraente, sombrio, mas atrativo ao final de contas.
No entanto Neville não estava muito seguro de como dissimular seu gosto pelo professor, sobretudo quando estavam as vinte e quatro horas do dia juntos. Lhe urgia que todo isso terminasse para poder sair da casa e conhecer mais homens. Não queria faltar ao respeito ao professor pensando nessas coisas. Até verdadeiro ponto sentia-se sujo e desagradecido porque o professor Snape estava a portar-se com ele como um verdadeiro amigo. Neville sentia que estava a trair essa amizade e que transgredia o sentimento de afinidade que sentiam.
—Bom dia, Longbottom. —Neville quase cuspiu o café quando escutou a sedosa voz de seu professor.
—Severus. —Neville assegurou-se de não ronronar o nome. Tinha três dias chamando-lhe assim e não estava seguro de se já lhe saía natural. Odiava sentir-se atraído por esse homem. Não é que lhe desagradara o homem em si, mas era seu amigo, dos poucos amigos que Neville tinha e pelos que daria a vida.
—Desvelado? —Neville assentiu olhando dissimuladamente ao homem sentado a seu lado. — Imagino. Parece que o senhor Potter e Draco tiveram uma noite agitada. —Neville evitou fechar os olhos e evocar aqueles gemidos porque esses sons tinham-lhe dado uma noite bastante movida a ele também. Só que não pensava precisamente em Draco e Harry. — Espero que recordem que temos que nos ir a Moscovo.
—Não devem de demorar.
Ron e Hermione chegaram para aliviar um pouco a tensão de Neville.
—Merda. Como podem o fazer? —disse Ron assim que sentou-se e serviu-se o café da manhã. — Imagino que os escutaram. Quem não? Acho que até Alby fazer. —Hermione negou.
—É assunto seu, Ron. —Ao ruivo subiram-se lhe as cores ao rosto.
—Em isso apoio ao senhor Weasley. Pelo menos um feitiço para insonorizar a habitação, por dignidade humana e como favor para todos os seres humanos que habitamos esta casa.
Draco e Harry apareceram uns segundos depois. O loiro tinha um sorriso bastante malicioso e Harry via-se muito relaxado. Isso era algo que todos notavam, que desde seu confronto com Albus, Harry parecia estar mais relaxado. Ainda não era o Harry que Ron e Hermione reconheciam como seu amigo, mas também não era o homem monstruoso que se tinha mostrado ante eles ultimamente.
—Posso ver os ciúmes refletidas em seus olhos —disse Draco zombador. — Vamos, colem-se um pó e deixem de olhar-nos assim. —Draco riu quando Weasley se pôs mais vermelho que seu cabelo.
Tomaram o café da manha todos juntos e pouco depois se prepararam para sua viagem a Moscovo. Harry apareceu-os a todos no meio do nada em um lugar muito próximo à cidade. Ali misturaram-se entre os muggles. Viajaram em casais pelas ruas até chegar a uma pensão discreta. A cada casal pagou por uma habitação e instalaram-se ali sem levantar suspeitas. Para martírio de Neville, nessa missão teria que compartilhar quarto com Severus Snape.
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—Potter… —grunhiu Draco. E pela primeira vez nesses dias não teve nada que ver com a excitação. — Diga-me que já tem um maldito plano porque temos horas aqui e ainda não diz nem uma só palavra. —Draco golpeou a Harry nas costas. — Deixa de olhar por essa porqueira Potter e faz-me caso! —Harry olhou a Draco pela primeira vez desde que tinham chegado a uma colina desde a que podiam vigiar o hospital psiquiátrico.
—Não é tão singelo, encanto. —Draco rodou os olhos quando escutou o mote.
—Disse que não me chamasse assim quando não estivéssemos em uma cama e com seu pênis em meu cu. —Harry sorriu. — Não faça essas caras, Potter. —Harry regressou aos binoculares.
—Draco —sibilou o nome. —, não é tão singelo. Este é um hospital habitado e os doentes que estão ingressados podem resultar feridos ou alguns inclusive ser perigosos. Temos que ser mais cuidadosos, não podemos entrar com uma simples poção polissuco e esperar que nada saia mau. Não quero riscos. —Draco rodou os olhos. — Só tenho que olhar uns minutos mais e depois ir-nos-emos.
—Isso espero, Potter, porque se me congela o cu. —Harry assobiou.
—Não se preocupe, também me posso encarregar disso. —Draco voltou golpear a Potter. No entanto, não podia negar que o sentido do humor azedo e cínico de Potter lhe era bastante agradável.
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Draco se desenredou dos braços de Potter. Tinha os músculos agradavelmente agarrotados e sentia-se deliciosamente quente, sobretudo o cu. Potter tinha cumprido com sua palavra e tinha-lhe aquecido, não só fodendo como um deus grego senão também lhe dando um massagem relaxante e bastante excitante. Potter estava placidamente dormindo e não tinha coração para o acordar, menos ainda quando queria um café e Potter lhe tinha ensinado a usar a ditosa máquina do corredor.
Draco saiu do quarto e caminhou pelo corredor da pensão. Encontrou a Neville apoiado na máquina bebendo café distraidamente.
—Outra vez pensando, Neville? Está-te fazendo costume e esses não é bom; os lindos gatinhos de Gryffindor não pensam, só atuam.
—Tenho dias sonhando com Severus Snape e nenhum de meus sonhos tem sido nem lindo nem santo. —Draco quase atira o café. — Diga algo, faz favor. —Draco engasgou.
—Vá, isto é novo. Muito mas muito novo. Previsível, mas novo ainda para um garoto sobrexcitado como você. —Neville teve a bem corar e Draco riu divertido.
—Não sei que fazer, Draco. Faz em uns dias morria por ti e te beijei e agora de repente estou a desejar… —Neville levantou o rosto para olhar a Draco mas antes se encontrou com uma mirada verde e penetrante na que não tinha mais que decepção. — Harry…
Draco girou-se de imediato e os olhos de Potter centraram-se nele, penetrantes, quase calcinados.
—É verdadeiro?
A pergunta foi seca. Harry estava a usar de novo esse tom carente de emoções e bem longe do humano. Draco engoliu saliva. Neville quis falar, mas o loiro deteve-o ao assentir com a cabeça. Esperavam alguma reação, algum tipo de violência, mas nada disso passou. Em mudança, Harry deu-se meia volta e marchou-se.
Draco sentiu um vazio imenso. Era como se o laço que existia entre eles se tivesse volatilizado. De um AVC tinha acabado com tudo. A confortável mão de Neville caiu amável sobre seu ombro. Draco permanecia imóvel e sem saber que fazer. Potter tinha desaparecido adiante de seus olhos.
—Temos que o ir procurar —disse Draco ainda em estado catatónico. Queria pensar que estava sobre atuando, mas ele sabia que com Potter era tudo ou nada e que a decepção que tinha em seus olhos era algo com o que não podia lidar. Tinha medo de ter perdido não só a Potter e o que tinha com ele.
—Chamarei ao professor; ele poder-nos-á ajudar —acrescentou Neville. Draco girou-se lentamente para ele.
—Seu amorzinho não vai poder nos salvar. —Neville olhou-o duramente e Draco deteve-se. — Sinto muito. Eu… —Neville negou.
—Chamarei aos demais. Acho que você deveria te ficar aqui. —Draco contraiu o rosto. — Digo-o por se regressa. —Draco baixou o rosto e assentiu.
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Severus era um homem de costumes e com os anos tinha-se voltado a cada vez mais do tipo de pessoas que frequentam um lugar antepondo o fato de que fosse um bom lugar, que o tratassem bem e que o que servissem fosse bom. Assim foi como deu com Potter essa noite. Recordava à perfeição ter lido o nome desse bar russo. Por que o recordava? Bom, entre outras coisas porque as lembranças de Harry eram tão perturbadores que era impossível os esquecer. O bar era um lugar tranquilo com as mesas dispostas ao redor da barra. O curioso do lugar era a decoração. Tinha cavalos de feira rodeando o lugar e a barra estava alumiada só a média luz.
Severus viu a Potter sentado em um dos balcões. Obviamente tinha-se esquecido de que era um homem de trinta e tantos anos no corpo de um garoto de dezessete, e alguém no bar também tinha passado por alto seu aspecto porque Potter estava a beber tranquilamente o que parecia ser uma vodka seco.
—Os muggles em algum momento respeitarão suas próprias leis? —perguntou quando se sentou a seu lado e pediu o mesmo que tomava Potter.
—Só quando se trata de seus bens. Acho que interessa-lhes muito salvaguardar o que conseguem. Fora disso sempre encontram a forma de burlar as leis. Os muggles são experientes nisso. —Harry terminou-se sua copa e pediu uma mais. — Dirá como me encontrou?
—Um feitiço de sinalização. Não ia deixar que se fosse de novo sem nos convidar à diversão. —Harry sorriu amargamente. — Está zeloso, Potter? —Harry não disse nada, só bebeu um pouco mais. — Assumirei que sim e também assumirei que Draco lhe interessa mais que qualquer outra pessoa com a que tenha estado.
—Você se apaixonou de minha mãe? —Severus assentiu. — Após ela se apaixonou de novo? —Severus bebeu e evitou fazer qualquer careta de dor. O que Potter bebia não era vodka, era cicuta.
—A guerra não me deixou muito tempo para analisar o que senti depois por meus amantes, mas lhe posso dizer que sua mãe foi meu primeiro grande amor, o único importante e ao que sempre recordarei. No entanto não lhe guardei luto todos estes anos se é o que quer saber. Dirá o motivo de seus questionamentos?
—Em minha época Draco tinha um filho… Scorpius ou algo assim. Neville, o Neville de minha época, cuidava-o e protegia-o. Só falei com ele uma vez e posso recordar à perfeição todo o carinho com o que falava do garoto. Não posso deixar de pensar que talvez em meu tempo Neville e Draco eram… algo. Quiçá esse filho era de ambos.
—E? —Severus olhou a Harry. — Você mudou isso e agora não importa. Seu tempo, essa época da que fala, já não existe, senhor Potter. Quando você veio aqui destruiu essa linha de tempo. Seu mundo nunca existirá, não poderá formar porque você tem mudado o contínuo espaço-tempo. O Neville que você recorda não existe, o Draco que pôde ter tido algo que ele também não e nesta linha de tempo você pode ser o pai desse garoto. —Por uns segundos só teve silêncio e Potter seguiu meditabundo. — Não estará decepcionado pelo do beijo, verdade? Acho que o que lhe passa vai para além disso. Você pensa que não é digno de Draco e se sente decepcionado por suas tentativas para ser alguém novo.
—Sigo sem entender como me pode ler tão bem. —Severus baixou a mirada concentrando em sua copa.
—A escuridão não se lê, se vive… —Severus terminou com seu copo. — Draco decidiu-se por você. Aceita-o com tudo e seus manias e inseguranças. E ele o faz feliz. Não perca esta oportunidade, Potter, porque após que tudo isso termine não terá nada e este será seu triunfo. —Harry fechou os olhos. Severus notava o debate, a dor. — A Draco não se importa o que você foi, só importa o que é agora e quer lhe ver regressar
Um par de copos mais e os dois marcharam-se e procuraram um lugar discreto para desaparecer.
Já na pensão, Harry entrou ao quarto que compartilhava com Draco e o encontrou sentado na cama. Tinha mau semblante e notava-se gratamente surpreendido ao ver-lhe, mas seu porte altivo fez-se presente. Ainda que Harry sabia que no fundo Draco se morria por correr a lhe abraçar.
—Temos que falar, Potter. O que escutou não é o que cries.
Harry deu três passos e lhe beijou profundamente até que o sentiu desfazer entre seus braços. Regressaram à cama e Draco se aconchegoou junto a ele. Harry abraçou-lhe com firmeza.
—Sei que não significo nada para ti, mas me dói pensar que com ele teria uma vida mais singela, talvez mais feliz. —Draco colocou o rosto no peito de Harry.
—Lástima que não queira comprar essa vida…
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Neville apareceu-se na habitação uns segundos após a chegada de Severus, quem se compadeceu um pouco da mirada preocupada do garoto.
—O senhor Potter deve estar reconciliando-se com Draco justo nestes momentos. —Neville pareceu descansar. Sem notar onde o fazia, se deixou cair na cama ao lado de Severus.
—Procuramo-lo por todos lados. Como deu com ele? —Severus fez uma careta de indiferença.
—Coisas de velho professor. —Neville riu entre dentes. — Como está? —Severus tomou-lhe da mão e não se surpreendeu quando Neville lhe apertou os dedos.
—Mais tranquilo, ainda que tenho que falar com Harry. Devo explicar-lhe como sucederam as coisas, lhe dizer que Draco só é um bom amigo, que se cai de bom e que me confundi por um segundo, mas que não tem nada de que se preocupar e menos ainda que lhe reclamar a Draco. —Neville incorporou-se para ficar sentado ao lado de Severus. — Harry é feliz com Draco e vice-versa. Vale a pena que sigam juntos.
—Se serve-te de consolo, Potter sabe. Disse lhe antes de vir aqui. —Neville olhou-o agradecido.
—Protege-me até nisso —disse Neville olhando aos olhos. Severus riu-se.
—Só te protejo de sua própria estupidez. —Ambos se riram, ainda olhando aos olhos. Ainda que os risos cedo morreram e só ficaram as miradas fixas. Neville engasgou e, nervoso, levantou-se imediatamente da cama.
—Vá que tarde é. Temos que dormir… —Se tirou o abrigo e o suéter. — Amanhã tenho que falar com Po… com Harry e…
Sentiu a mão de Severus sobre seu ombro e girou-se lentamente. Na cara do professor tinha estranheza, mas Neville também notava a cercania e toda a tensão que seu corpo tinha construído ao redor de Severus. Torpe, lançou-se a beija-lo. Foi curto e demasiado rápido. Em seguida Neville sentiu-se envergonhado. Ia separar-se dele quando sentiu as longas mãos de Severus lhe atraindo e então Neville se esqueceu de toda a timidez e o temor. Rodeou com os braços a cintura de Severus e lhe beijou profundamente deixando que toda a tensão se fosse diluindo no desejo. Caíram na cama lutando no beijo, saboreando-se nele. A mão direita de Neville afundou-se no negro cabelo de Severus enquanto as mãos do professor encontravam seu caminho baixo a camisa de Neville. Essa noite ainda não terminava para eles.
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Millicent apareceu-se na casa de segurança com o semblante cansado e Theo de imediato soube que algo não tinha saído bem. Ginny acercou-se a sua amiga e fez a pergunta muda.
—Quando cheguei tinha muitos rastros de magia e chamei à guarda mais próxima. Era Luna. Chegou quase de imediato e as duas entramos à casa mas já era tarde. Não tinha ninguém… —Millicent engoliu saliva tentando não chorar. — Tinham-lhe levado… —Ginny abraçou-a sem podê-lo crer ainda.
Nota tradutor:
Mas então o que será que esta acontecendo?
Vejo vocês no próximo capitulo
Ate breve
Fui…
