Capítulo XXII
Auschwitz
Harry apareceu-se junto com os demais na casa dos Longbottom. Esperava receber nesse mesmo momento a notícia da morte de Neville; tinha-o visto tão mau quando se marcharam que só lhe dava um par de horas. Encontrou o silêncio da casa reconfortante enquanto em seu interior combatia-se a pior das batalhas. Uma parte de sua ser queria render-se, mas outra se levantava fera e clamava vingança. Talvez era isso o que lhe mantinha sereno no pior momento de sua vida. Subiu as escadas lentamente. Tinha que falar com Severus ainda que sabia o que ele diria de seu plano. Entrou à habitação sem tocar e quando viu a cama abriu a boca sem poder o evitar. Ao que parece Neville estava bastante bem, o suficiente como para estar em cima de Severus beijando-lhe como se não tivesse manhã.
—Harry. —disse o professor separando dos lábios de Neville.
—Que…? Não! —Harry quase pôde jurar que Neville tinha soltado um gemido zeloso.
—Não, idiota. Harry está na porta. —Neville separou-se lentamente de Severus.
—Sinto muito, francamente pensei… Bom, evidentemente isto foi o último que pensei. —disse Harry.
—Salvei-me, ressurgi dentre as cinzas e sinto-me melhor que nunca. —Harry assentiu ao mesmo tempo que entrava na habitação. — Onde está Draco? Preciso falar com ele.
—Draco não está. —Harry baixou o rosto por um segundo e depois olhou ao casal refletindo na cara toda a dor que estava a sentir, mas também todo o fogo da ira que o estava a consumir e que não terminaria até que conseguisse seu objetivo de levar ao inferno a Albus Dumbledore. — Dumbledore levou-lhe. —Neville pôs-se de pé de imediato e Severus seguiu lhe quase em seguida.
—Como…?
—Seus pais… Draco quis ir-se com ele por seus pais. Ameaçou-o e levou-lho. —Neville podia ver a ira desenhada nos olhos verdes.
—Que faremos? —Severus não queria o admitir, mas Harry lhe dava medo. Tinha algo escuro que parecia se apoderar de Potter, algo que surgia dele, que tinha estado guardado enquanto Draco tinha estado com ele, mas que, ao faltar Draco, não só tinha saído de seu jaula senão que se tinha feito mais forte que nunca.
—Vamos sequestrar a Remus Lupin. —respondeu-lhe Harry. Severus engasgou.
—Para que queremos a Lupin? Devemos procurar um plano para resgatar a Draco, não para nos vingar levando a seu número um.
—Não é vingança e também não podemos ir a por Draco; ele jamais deixaria a seus pais. Precisamos acabar com Albus e a única forma é obtendo a última gema. Lupin pode ajudar-nos…
—Como, Harry? De que serviria ter ao professor Lupin conosco? —Neville estava igual de horrorizado que Severus ao notar o frio que estava a ser Harry. Talvez não com suas palavras, mas sim com seus gestos, com seu corpo e sobretudo seus olhos.
—Albus encarregou-nos uma missão. Queria ter uma gema em especial, recordo-o à perfeição. Era uma zafira azul com umas inscrições gravadas, mas o que mais chamava a atenção era o leão talhado a pressão. Era uma peça formosa e Albus conservava-a como algo sumamente valioso. Durante anos portou-a no pescoço. Antes pensava que era por vaidade, mas agora sei que o fazia para não a perder de vista de novo. Depois, quando seu estado começou a se agravar, a encerrou com chave uma das mesas de noite que guardavam sua cama. Agora que nós temos as demais gemas Albus deves estar desesperado por ter sua zafira e estou seguro de que Lupin tem a missão do procurar e lhe levar. Onde esteja Remus Lupin, estará a pista para a última gema.
Neville olhou a Severus tentando encontrar a verdade. Não podia esperar crer em Harry quando uma escuridão o envolvia visivelmente e sua cabeça não tinha mais que pensamentos analíticos. Era assim de meticuloso por algo que ainda não lhes dizia e Neville estava quase seguro de que Severus também o notava. Mas Neville ia deixar-se guiar pelo que Severus dissesse, não porque fosse o mais prudente senão porque Severus era a única pessoa que podia entender bem a Harry.
—Bem… —Neville não podia deixar de se sentir um pouco descolocado porque Severus não opusesse nenhuma objeção às palavras de Harry. — Como pensa o trazer?
—Sem a ajuda de vocês. —Harry foi claro olhando a Severus. — Acompanharão Ginny, Millicent e Theo. Colocarei um feitiço para rastrear a Remus e depois iremos a por ele.
—Assim de simples? Não acha que Lupin oporá resistência? —raciocinou Severus.
—Não me importo. E só para que o saibam, não tenho vindo a lhe pedir sua autorização, isto farei sem discussões. Só lhe queria avisar.
—Harry… —Neville tentou-o mas Harry já tinha saído da habitação.
Severus enfrentou-se à fria realidade: Potter estava a ponto de trazer consigo a um dos melhores amigos de seu pai. Em outros tempos isso tivesse sido um motivo de tranquilidade, mas nesse instante Severus só podia pensar em que essa missão seria cruel e violenta, porque Harry pegaria a Lupin e traria consigo sem lhe importar o como, sem garantir que não fariam dano. Por fim Severus via ao interior desse imenso abismo que era Harry Potter e lhe aterrorizava ver o dano das batalhas, porque no interior desse Potter só ficavam profundas cicatrizes.
Neville olhou a Severus e não soube se se sentir zeloso ou não. Essa cercania e essas similitudes entre Harry e Severus faziam-lhe pensar demasiado. No entanto, um único pensamento era o que golpeava nas paredes de seu crâneo com intensidade: onde estava Draco? Apesar dos ciúmes, das dúvidas e do temor pelo que se avizinhava, Neville ainda pensava em Draco e no que seu amigo tinha na cabeça quando decidiu se ir com o velhote. Mas Neville sabia perfeitamente no que Draco estava a pensar: em sua família. Era tão fácil adivinhar a eleição… Era fácil porque Neville tivesse feito o mesmo.
-s-s-s-s-s-s-s-s
Remus se reacomodou o abrigo; o frio de Cracovia estava-se-lhe calando até os ossos. Ainda não entendia a insistência de Dumbledore para que fizesse essa viagem e conseguisse a ditosa gema. Zafiras tinha por centos pelo mundo e Remus não podia compreender que essa joia que estavam a procurar tivesse mais valor que qualquer outra. No entanto, Dumbledore tinha parecido muito seguro ao confirmar lhe que essa gema podia pôr fim à guerra. E isso era algo que Remus desejava tanto… Queria terminar com o pesadelo e se ir a casa com seu filho sem ter que recordar todos os horrores que tinha vivido.
Deteve-se em uma das ruas procurando a direção para a que devia caminhar. O ar saía-lhe pelo nariz em forma de um vapor esbranquiçado; era evidente que a temperatura estava a descer. Aspirou profundamente e de repente sua pele arrepiou-se. E não tinha nada que ver com o frio. Tinha percebido o particular aroma de dois homens lobo. Olhou para todos lados e se deu conta de que estava por anoitecer e que se encontrava cerca de um bosque que bem podia ser a guarida perfeita para esses homens lobo. Dissimuladamente encaminhou seus passos a cada vez mais rápido para o lugar onde recordava que estava a civilização, no entanto o aroma era a cada vez mais penetrante. Decidiu que era momento de correr com todas suas forças porque, evidentemente, esses dois lobos lhe perseguiam e seguramente estavam famintos. Correu até refugiar-se em um estreito beco que esperava tivesse saída. Correu, correu tanto e tão forte que quase teve que parar em seco dantes de chocar contra uma pessoa.
—Harry… —Observou a varinha de Harry levantando-se e girou-se parar ver aos lobos entrando ao beco e caminhando lentamente para ele. Não lhe podia crer, não de Harry. — Isso é…
—Uma armadilha? Sim, é. —O último que Remus viu foi a luz sair da varinha de Harry.
Harry olhou o corpo inerte de Remus e depois levantou a vista para encontrar a Ginny e Nott recuperando sua forma natural. Tinham-se transformado em lobos graças a um velho feitiço de transformação que Harry conhecia demasiado bem, pois o tinha utilizado constantemente contra os rebeldes em seu tempo.
—Estará bem? —perguntou-lhe Ginny olhando ao professor.
—Sim, estará. —Após todo Harry o precisava bem para poder sacar dele o que queria.
-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-
Abriu os olhos lentamente tentando localizar no tempo e o espaço. Recordava aos lobos, recordava ter visto a Harry e depois ser capturado. Fechou um momento os olhos para depois tentar enfocar a mirada, mas só pôde distinguir escuridão. Era um quarto neutro sem calefação no que, apesar de estar completamente fechado, o frio se colava por todos lados. Isso lhe dizia que ainda estavam em Cracovia porque esse frio era algo não podia esquecer. Olhou ao redor procurando uma forma de sair. Precisava regressar com Dumbledore e contar-lhe o que tinha passado.
—Não. Nem tente. —A voz de Harry distraiu-lhe completamente de seu plano de fuga. — As sensatas com a que está sujeito à cadeira bloqueiam sua magia. Não pode convocar sua varinha nem fazer magia não verbal. Antes era muito divertido usar esse encantamento. —Harry saiu de algum ponto entre as sombras e olhou a Remus. — Sabe? Eu a inventei. Em minha época dava-me muito por inventar coisas, a maioria para torturar à gente.
—Época? Que época? Tem perdido a razão, Harry. —Remus olhou a Harry com decepção e Potter quase queria rir. —Me solte. —A voz de Remus era conciliadora. — Ainda podemos nos salvar, Harry. Esta guerra pode terminar aqui e agora. Só tem que me soltar, iremos com Albus e ele abougará por ti… —Harry não pôde reter seu riso mais tempo.
—Oh, pobre Remus Lupin… Tão cerca de Albus e tão longe da verdade.
Harry não tinha tempo para a explicação longa e menos ainda para preparar a Remus, precisava que o homem lobo soubesse a verdade de imediato e a única forma de que isso sucedesse era lhe mostrar as imagens que só Severus tinha tido o estômago de aguentar sem soltar uma palavra. Colocou-lhe a mão direita sobre a cabeça e libertou sua magia para que entrasse na mente de Remus e lhe mostrasse suas lembranças tão cruas como o tinham sido na realidade que tinha sido sua vida.
Remus pôde ver as mortes, pôde sentir a dor de Harry e seu desespero esmagadora, pôde sentir sua alma queimando-se por dentro e morrendo. Até que Neville, esse Neville que em seu tempo tinha sido um inimigo, lhe mostrou a única oportunidade que tinha para mudar as coisas. Harry soltou-lhe quando viu uma solitária lágrima derramar pela bochecha de seu antigo professor.
—Harry…
—Não, não preciso sua comiseração. Ao princípio não te procurei a ti porque sei que não tivesse entendido como o fizeram eles. Precisava pessoas que pudessem guardar o segredo e mover entre as sombras para mim. Precisava-os mais a eles que a ti. Mas agora… Agora você é importante. Diga-me, que te mandou a procurar?
Remus engoliu saliva. Precisava com urgência um copo com água, pois a garganta tinha-lhe fechado após ter visto aquilo, após se dar conta do equivocado que estava.
—Uma gema. Uma zafira azul… Disse que fosse a um lugar onde os muggles tivessem sofrido muito, um lugar onde tivesse existido o terror, a dor, o sofrimento e a morte…
—Auschwitz… —Sussurrou quase para si mesmo. — Devia supor. Sou um imbecil.
—Harry… Tens que me deixar ir contigo…
—Para que, Remus? Para lutar comigo ou contra mim? —Remus baixou o rosto. — Diga-me se confia em mim o suficiente como para lutar lado a lado a meu lado nesta batalha. —Remus não disse nada mais. — Foi um grande amigo de meu pai e agradeço-te o que me ensinou. Regressa a sua casa e protege a seu filho. Isso é o melhor que pode fazer.
-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-
Albus Dumbledore apareceu junto ao nutrido grupo de agentes que formavam sua comitiva. Tinha que encontrar cedo a última das gemas. Conquanto era verdadeiro que Potter tinha as demais, o feitiço não tinha nenhum efeito senão não se completava com a cada uma das joias. Por isso era tão importante conseguir essa gema e guardar no lugar mais seguro que existisse.
—Queridos agentes, estamos a ponto de enfrentar-nos a um verdadeiro perigo. Não sê se o senhor Potter nos acompanhe esta noite, mas, passe o que passe, preciso que a cada um de vocês se assegure de conseguir a gema. É vital. —Albus fez a pantomima de parecer completamente consternado para seguir falando. — Remus Lupin é agora um deles. Mas não tem sido sua culpa. Evidentemente tem a desgraça de ter caído vítima de uma das mais terríveis maldições imperdoáveis e, muito a nosso pesar, lançar-nos-á maldições a matar, de modo que temos que nos cuidar dele.
Remus Lupin tinha que morrer essa noite, Albus não podia se arriscar a que lhe pudesse contar algo a alguém. Porque Albus estava seguro de que Harry não tinha matado a Remus. Harry devia de ter-lhe contado a verdade, ter-lhe mostrado, e essa verdade jamais devia sair à luz.
Albus caminhou pela cada ruína, pela cada miserável corredor, pela cada construção banhada de sangue, acima de todo o sofrimento, justo o que fazia viver a essas gemas. Umas horas depois sentiu-o, era a brisa forte e fresca da força pura da magia que residia em Harry. Albus deixou-se levar por essa pura magia que mais de uma vez quis entender, mas que não pôde, porque Harry era demasiado poderoso, mas, mais que nada, era demasiado complexo. Apareceu-se em frente a ele e notou com agrado como Harry nem sequer se imutava. Podia sentir o ódio e o vibrante rancor percorrendo a cada célula do corpo de Harry.
—Olá, querido rapaz. —Harry quase resplandecia.
—Trouxe-o contigo. Por que? —Albus apanhou sua varinha preparado para o primeiro golpe que cedo ia chegar. Harry nunca tinha aprendido a ser precavido nem a pensar dantes de atuar.
—Está mais seguro comigo que no castelo. Remus devia dizer-te mais do oportuno. Lástima. Nunca foi um grande discípulo. Jamais igualou a Severus. Mas tenho todas minhas esperanças postas em seu filho. Sabe o maravilhoso que será o envenenar em seu contra, lhe dizer que você matou a seu pai? Imagino que esta é nossa última batalha, verdadeiro? Deixe tudo por ele. Tem renunciado a procurar a última gema por salvá-lo. —Albus tossiu. — Mas não servirá de nada. Draco não te quer. Draco não era para ti. —Harry apanhou com mais força sua varinha. — Viajei a sua dimensão… —Harry mostrou-se impassível, mas a só possibilidade de que isso fosse verdade fazia que se lhe pusessem os cabelos de ponta. — Teve um filho… —O suor de Harry saiu frio ante a só menção do filho de Draco. Era como se Dumbledore tivesse olhado através dele e de seus temores mais profundos. — Sabe que Neville o amava? Sabe que eles planearam ter esse filho? Sabe que se amavam? Sabe, sabe tão bem porque você não é digno de uma pessoa como Draco, não é digno para ninguém…
Uma explosão distraiu a tensão. Um edifício inteiro desapareceu e Albus por fim deu-se conta de que Harry não estava só. Quis desaparecer, mas foi-lhe impossível, um dragão feito de puro fogo rodeou-lhes. Depois teve uma explosão mais e o perigo esteve em cima de Albus.
—Crucio! —gritou Harry golpeando o peito de Albus com a maldição fazendo que se retorcesse de dor e gemesse como um animal a ponto de morrer.
A terra tremia, o ar cheirava a morte de novo e a vingança estava a lhe arrastar lentamente, pé a pé, com passo firme e inexorável. Harry parou a maldição. Albus, com os olhos injetados em sangue, usou sua magia para levantar-se.
—Não o entende, não posso deixar de existir. Se deixo de existir você morrerá. Morreremos os dois. Completar-se-á um paradoxo do universo alterno e você terminará vagando em outra realidade! Une-te a mim, regressa comigo e teremos tudo.
—Crucio! —O terror de Harry foi expulso quase completamente ao mesmo tempo que a maldição golpeava diretamente no corpo de Albus, que se retorcia de dor.
—Harry! —Draco atravessou o círculo de fogo. Via-se são, talvez falta de sonho mas sem arranhão algum. Abraçou-lhe com desespero. — Estou bem, estou bem… Harry…
Começou a açoitar lhes uma tormenta. Caíam raios a seu ao redor. A chuva foi diminuindo o fogo, mas a sensação de terror já se tinha apoderado de tudo. Neville chegou com a última joia na mão. Draco olhou a Harry quase chorando.
—Não tens que o fazer. Podemos encontrar outra forma. —Harry negou olhando o corpo de Albus, ainda se retorcendo de dor. — Harry… Não… —Harry se separou de Draco e recolheu o maldito que era o corpo de Albus, que já começava a se recuperar. — Harry….
Draco quis correr para eles, mas Harry fez que sua magia soltasse sua energia conseguindo fazer voar a Draco e a Neville para atrás enquanto ele terminava por desaparecer.
—NÃO! —gritou Draco ao ar.
—Draco… Que passa? —Neville tentou acalmar lhe.
—Não o entende… Vai morrer, vai desaparecer…. —Neville negou sem entender. Severus chegou até eles após que detonasse uma nova explosão. — Albus disse-lhe a Harry algo sobre umas dimensões alternas e sobre desaparecer. Disse-lhe que se o destruía Harry ficaria varado em outra dimensão. Isso é possível, Severus?
—Não… Não sê… —Severus olhou o desespero de Draco e em seu temor a dizer que não apareceu a resposta. — A verdade é que não o sei… Eu… Talvez seja uma das possibilidades. O mundo de Harry terminará de destruir-se quando Dumbledore morra… Esse mundo e todo o que tem que ver com ele não terá existido jamais.
-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z
Harry destroçou a porta da tumba e arrojou nela a Albus Dumbledore. Depois, deixou-se cair a seu lado.
—Accio —A varinha de Albus chegou a suas mãos e rompeu-a em três partes fazendo gemer a Albus de dor. — Agora sim…
A tormenta estava desatada, o céu era vermelho e os raios golpeavam a cada vez mais violentos. A água entrava na tumba e molhava o corpo de Albus. Uma a uma, Harry foi colocando as gemas ao redor da tumba. Olhou a Albus, que se arrastava para ele. Harry apanhou com força a última gema sentindo a magia de Draco chegar. Com a varinha colocou uma barreira invisível que impediu que o loiro baixasse. Ignorou os gritos desgarradores, as maldições e juramentos de que se ia arrepender. Olhou a Draco aos olhos e colocou a última gema.
Uma luz verde abriu a terra e uma fantasmal figura apareceu apanhando o corpo de Albus e arrastando-o com ele. Mais luzes verdes banharam o lugar. O corpo de Harry começou a doer conforme Albus desaparecia arrastado para o inferno. Sentia que o coração lhe brincava no peito e que o pulso se lhe acelerava. Sentia-se desvanecer e faltava-lhe o ar. Cedo, a barreira que tinha entre Draco e a tumba desapareceu; Harry já não era tão poderoso como para a sustentar por mais tempo.
—Merda. —Draco correu até ele lhe sustentando a cabeça. — Respira, caralho. —Golpeou-lhe o peito enquanto começava a chorar ao sentir que a magia de Harry se diluía. — Respira, respira… Respira! —gritou frenético.
Harry fechou os olhos pouco a pouco. Ao longe escutava a voz de Neville e a de Severus. Sentiu os lábios de Draco sobre os seus. Agora tudo estava feito, não tinha nada que demonstrar, nada que cumprir… Só devia… descansar…
Nota tradutor:
Penúltimo capitulo foda e louco!
Vejo vocês no epilogo
Ate breve
Fui…
