Capítulo XXIV

Prata, ouro e verde

Dezanove anos depois…

Neville suspirou cansado. Odiava esse evento. Ano após ano era o mesmo. Talvez o mais honesto fosse seu discurso, porque suas palavras não aliviavam mas pelo menos a cada ano conseguia que aquelas terríveis mortes não se esquecessem e que pesassem na consciência de todos aqueles que não deixaram o poder de lado.

—Seu turno. —Severus lhe palmeou a perna e Neville apanhou lhe a mão e o puxou para ele beijando-lhe sem pudor algum enquanto lhe manejava apaixonado ficando ambos arquejantes e desejosos de não estar em frente a milhares de magos.

—Sabe que quero? —perguntou-lhe Neville. Severus o puxou da solapa e o beijou de novo.

—Quer foder como coelhos até que vejamos o amanhecer, verdadeiro? —Neville assentiu. — Leão previsível. —sorriu Severus. — Anda já.

Neville suspirou e subiu ao estrado olhando a todos os magos presentes e às autoridades. Quando viu o lugar vazio de Draco, engoliu saliva e evitou fechar os olhos para não recordar. Essa história sempre lhe tinha doído demasiado.

O sol alumiava a tumba. Apesar do frio tinha um vislumbre de calor que cobria a erva.

—Muitas pessoas têm-lhe medo à morte. —Neville olhou para um ponto no infinito. Pela primeira vez em um desses eventos deixava que sua mente vagasse para um lugar que pelo regular evitava. — A erva que cresce aqui, as paredes do castelo, a vida da cada um dos que participamos nas batalhas… todas estão banhadas de sangue, dor e lágrimas. Aqui, sendo quase uns meninos, aprendemos que a gente morre todos os dias. Irmãos, amigos, pais, filhos… deixaram seu sangue e sua dor neste lugar. Hoje já não importa o bando porque também aprendemos que nas guerras não há bons e maus, luz e escuridão… Ordem ou comensais… Nas guerras há morte e a dor por essas mortes não se apaga. Se diluem um pouco, aprende-se a viver com ter matado e ter visto morrer… A cada ano recordamos neste dia e eu quero pensar que o recordamos para nunca mais o repetir, para que nesses dias não voltem e nada nos separe como pessoas. Desde aqui posso ver as diferenças marcadas de indiferença… Desde aqui posso ver a tolerância emascarando a aceitação… Desde aqui posso sentir o medo ao que se desconhece… Desde aqui posso lhes dizer que terá pessoas que nunca perdoarão. Enquanto isso não mude, ano após ano teremos que nos reunir aqui a celebrar a vida, a aprender a perdoar, a recordar que aqui todos perdemos. A aceitar que nossa dor nos faz iguais.

Severus olhou a todos se pôr de pé e aplaudir as palavras de Neville. Sabia que não todos o faziam por respeito, sabia que por trás da admiração por um dos heróis também existia o interesse. Isso repugnava a Neville um pouco mais que a Severus, quem estava acostumado a essa classe de pessoas e a lhes sacar proveito. Por isso Neville estava por ser o próximo Ministro de Magia.

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Neville tropeçou com seu cadeirão favorito. Apartou-o e seguiu procurando uma boa superfície para prensar a Severus nela enquanto o despia sem descolar de seus lábios. A túnica do diretor de Hogwarts caiu sem graça sobre a sala da casa que compartilhava com Neville, quem estava a cada vez mais desejoso de tocar pele. Ajoelhou-se e gemeu de prazer quando teve a pênis do professor na boca. Severus soltou um gemido profundo capaz de aquecer a qualquer um. Neville dedicou-se a mamar-se lentamente. Tinha vontade de deixar a Severus ao borde e sabia que isso passava quando lhe fazia esse tipo de mamadas compostas por sucções rápidas e momentos lentos criados só para desfrutar da dureza sobre sua língua.

—Foder… —Era tão subtil e sedoso… O sinal de que Severus estava chegado ao momento justo no que podia pedir discretamente ser fodido contra a parede até que seus corpos tremessem de prazer. Sentiu a forte mão de Severus sobre seu ombro e incorporou-se de imediato. Girou-lhe violentamente e desfez-se da estorvosa roupa para apanhar a cintura de Severus e aliena-lo à perfeição para penetrar-lhe.

—Ah… —exalou feliz. Beijou a bochecha de Severus quando o professor jogou sua cabeça para trás para apoiar sobre seu ombro.

Começou suave, só se deixando envolver por essa estreiteza. No entanto Severus sempre tinha sido uma fonte de paixão para Neville. Era magnifico ver como Severus se desprendia de suas capas para deixar ver o homem apaixonado que era, um homem capaz de gemer como o estava a fazer nesse momento. Severus podia arrastar para um redemoinho cheio de prazer. Muito a seu pesar, Neville aumentou o ritmo aprisionando mais a Severus contra a parede. A figura esbelta de Snape se perlava de suor e o ar vibrava com seus gemidos.

Neville acariciou a pesada e gotejante pênis de Severus tentando coordenar suas investidas com as caricias, mas era quase impossível porque o prazer ultrapassava lhe. Severus correu-se, derramando na mão de Neville, quem deu lhe um embate mais e deixou-se consumir pelo orgasmo. Quando o prazer se foi desvanecendo beijo os ombros de seu companheiro. Estiveram uns segundos tranquilos, só se desfrutando, até que Severus se girou e abraçou a Neville para beijar-lhe.

—Olá, estranho. —disse Severus enquanto olhava-o aos olhos. Neville riu.

—Olá… —respondeu Neville.

Severus ia retomar o beijo quando algo soou.

—Que demônios é isso? —Neville olhou por todos lados e Severus franziu o cenho. — É essa porqueira sua, esse artefato muggle do inferno… —Longbottom se separou de Severus e procurou o móvel em sua carteira.

—Ey… —saudou ao contestar o telefonema.

—Como esteve tudo?

—Como sempre, você sabe, aborrecido. Afortunado você que sempre encontra uma forma para não estar neste dia cerca de casa. Como vai tudo por lá?

—Bem. Tudo está muito tranquilo, o lugar é tranquilo, a gente é tranquila... Aqui parece que não passa nunca nada, o qual é bom para meus destroçados nervos. —Neville riu, mas de repente o móvel abandonou suas mãos e caiu nas de Severus.

—Dá-me gosto que o passe bem. Agora, se nos permite, temos muito que fazer.

Severus pendurou e Neville sorriu. Definitivamente essa tarde foderiam como coelhos.

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Harry riu e fechou o móvel. A praia via-se tranquila e o mar completamente turquesa.

Ainda recordava o que passou. Sua mente encarregava-se de estrutura-lo sempre como um sonho. Seu passado, ou o mundo do que tinha vindo, para ele era um sonho. Recordava-a como um borrão, como algo que tinha que estar nele sem estar do tudo. Para Harry a realidade era a que tinha em frente a ele: uma relação com Draco, a adoção, um filho, ser herói, mas sem aparecer em público… Era uma boa vida, uma vida tranquila. Primeiro tinha feito tudo por todos e durante esses últimos anos tinha estado fazendo tudo por ele e por Draco. De modo que era feliz, apesar das mortes e de todo o que tinha sucedido. E sabia que seus amigos também o eram.

Severus e Neville era um casal incrivelmente sólido que fodia como animais à menor oportunidade. Ron e Hermione também eram felizes com seus respectivos casais; apesar de tê-lo tentado mais de uma vez o seu nunca funcionou. Remus tinha decidido retirar-se de tudo para criar a seu filho e Teddy tinha resultado um esplêndido rapaz apesar de ter tido momentos muito difíceis sendo o que era e tendo o pai que tinha.

Às vezes ainda acordava com pesadelos, com o terrível pranto de um menino. A cada vez que isso passava se levantava da cama para ir a habitação de seu filho ao ver dormir placidamente e se recordar que essa realidade nunca chegaria a seu filho, nem aos filhos de Ron nem de Hermione. Ver a seu filho dormindo sem nada mais em que pesar que em sua próxima ida a Hogwarts lhe confirmava que tudo tinha valido a pena.

—Sabe que nosso filho pre-adolescente está na praia com seus amigos? —Harry riu ao sentir os braços de Draco rodeando seu torso. — Não deveria aproveitar e foder-me…? Digo, há tempo e encanta-me este terraço para foder. —Harry lhe beijou as mãos e girou-se. — Oh, está nostálgico. Falou com Neville ou encontraste uma dessas fotos horrendas das férias passadas?

—De fato estava a pensar nas mil e umas formas de te foder nesse catre. —Harry assinalou-o. Draco riu puxando para o catre.

Por fim Harry tinha isso pelo que tinha lutado: paz e tranquilidade. Sua vida tinha estado marcada pelo ter que e justo nesse momento estava a trabalhar no vou ter porque quero ter. As profecias que cumprir se tinham terminado e descansar disso para ele significava poder viver e ser feliz. E casualmente essa felicidade estava banhada de prata, ouro e verde.

Nota tradutor:

Enfim chegou o fim gostei muito de traduzir essa fic... muito divertido por sinal

Espero que vocês tenha gostado mais do que eu...

Espero vocês nos reviews

Então ate breve!

Fui…