Voltar a ser um bebê não era uma coisa boa quando se tem a mente de uma adolescente inquieta. Riri queria voltar a andar, a falar, a usar o banheiro, por que ter que fazer na frauda para a moça que cuidava dela - Riri ainda recusava a chama-la de kaa-san, mesmo que estivesse aos poucos aquecendo para ela – era simplesmente constrangedor demais.
Depois de sua descoberta e seu choro no dia do seu nascimento, quando ela acordou estava em um berço com um homem - que ela descobriu mais tarde ser seu pai – de curto cabelo espetado loiro e com estreitos olhos violetas olhando para ela com algo parecido com fascínio brilhando em seus olhos.
Demorou mais ou menos três meses para Riri aceitar sua nova vida. Nesse tempo ela descobriu que tinha nascido dez de fevereiro, exatamente oito meses antes do ataque da Kyuubi, oito meses antes do nascimento do personagem principal. Agora faltava apenas um mês, já estávamos em setembro, casa vez mais perto.
E como nem no anime e nem no manga não existia nenhum clã Waru, Riri só podia deduzir que seus "pais" morreram no ataque. Essa confirmação trazia uma dor inexplicável á ela. Sabendo dessa morte eminente, no dia primeiro de setembro Wiri resolveu pelo menos chama-los de kaa-san e otou-san antes de suas mortes prematura, ela se lembra como se fosse ontem.
Flashback:
Waru Yuno estava de frente para sua filha tentando faze-la falar, enquanto Riri só piscava seus grandes olhos violetas para ela. "Vamos meu amor, diga para a mamãe, vamos, kaa-chan. Diga, diga."
"Pare com isso Yuno-chan, ela tem apenas sete meses, não consegui ainda. E se conseguisse, é claro que seria tou-chan né Riri-hime?" Waru Tsuzuki disse enquanto fazia cosquinhas eu sua filha.
Riri riu gostosamente no tratamento, mesmo que sua mente estava repreendendo-se por agir como um bebê, e resolveu tentar, só para impressioná-los, e por que tou-san disse que ela não conseguiria. "ka-cha, to-cha ? " Conseguiu por para fora, enrolando a língua.
Yuno estava praticamente brilhando, como se tivesse acabado de ganhar seu dia, e Tsuzuki não era diferente. E Riri vendo isso não pôde deixar de pensar que valeu a pena todo o esforço para cuspir essas palavras.
"Ela me ama mais Tsuzuki-kun, eu disse que ela falaria meu nome primeiro." Riri riu, enquanto olhava para o marido agora lamentando por não ser amado suficientemente por sua hime ou algo assim, mas ele logo saiu dessa.
"Maravilhoso que ela conseguiu, nossa pequena prodígio." Tsuzuki disse com orgulho brilhando em seus olhos.
Riri estava perplexa. Prodígio? O que?
Fim de flashback.
É, depois daquele dia Riri aprendeu a medir muito bem o que fala e como agi, para não chamar atenção para si mesma pôr agir fora do normal para um bebê.
Mas agora ela estava preocupada com outras coisas, em pouco tempo seria o começo de tudo, e mesmo que Riri tinha o conhecimento de tudo que pode vir a acontecer, ela tinha que pensar com cuidado o que queria fazer, as consequências das ações que ela fazer, esse é um mundo onde matar e morrer era uma coisa que acontecia todo dia, era normal.
Tudo bem que ela gostasse de anime e tudo, mas Riri nunca teve esse desejo, que nem essas heroínas de fanfic que vão e salva o mundo, de entrar em um desses mundos.
Riri não quer se meter, só que assistir e ver os acontecimentos se desenrolando diante de seus olhos. Assistir seu anime favorito em 3D, e talvez mudar coisas básicas, que não ia afetar muito o futuro.
Seria melhor de ela nem entrasse na academia, para não fazer parte dos rookie 9. Pronto, estava decidido, como no mangá/anime, Waru Riri nunca existiria.
E depois de todo esse pensamento, sua mente de bebê finalmente se cansou e Riri adormeceu.
–-
Era hoje, dez de dezembro, essa noite. Riri estava inquieta, olhando com olhos arregalados de medo para seus pais, uma sensação de pavor crescente, agora tudo parecia real, essa tarde Riri se deu conta que o casal em frente a ela, fazendo palhaçada para ela, mesmo depois de ter tido uma missão e eles deviam estar cansados, o casal que ela tinha inesperadamente começado a amar, o casal que ela nunca mais ia ver, iria morrer, para nunca mais voltar.
E de repente começou, uma pressão tão violenta, um chakra cheio do mais profundo ódio. Riri começou a chorar sem nem perceber, era demais, era esmagador.
Ela meio registou sua mãe a pegando e seu pai saindo rapidamente da casa, seus rostos cravados com medo. Era agora, aqui se inicia o começo do anime/mangá.
Lá fora todos estavam apavorados, Kyuube no Yoko estava destruindo tudo em seu caminho, onde passava deixava um rastro de destruição e morte. Riri foi entregue as pessoas que já foram evacuados, um menino estava a segurado, tinha cabelo castanho amarrado em um rabo de cavalo e uma cicatriz no nariz, Umino Iruka, sua mente informou utilmente.
Mas Riri não conseguia se acalmar totalmente, o choro tinha parado, mas sua mente estava correndo em mil quilômetros, não parava, e aquele chakra pesado não conseguia sair de seu corpo, essa sensação horrível que lhe dava, estava sufocando.
E então todo o chakra se foi, junto com a energia de quatro outras pessoas, Namikaze Minato e Uzumaki Kushina acabaram de ir, e seu filho foi condenado e exposto a civis e ninjas agora temerosos com o poder de Kyuubi no Kitsune, e isso restaria para Naruto aguentar. Riri sabia disso. Mas no momento, ela não conseguia se importar o suficiente. E as outras energias veio de pessoas que Riri já estava acostumada a sentir por perto, Waru Yuno e Waru Tsuzuki se foram.
Riri estava sentindo raiva, daquele monstro que matou seus pais, de si mesmo por não poder impedir, mesmo que ela era apenas um bebê, ela sabia de tudo que tinha por vir, sabia da morte deles, e ela aceitou como se não fosse nada. Agora sim, agora ela via a importância que eles tiveram na sua vida, Riri devia ter valorizado mais.
Com essa dor, Riri entendeu que ela não podia deixar acontecer isso com os outros, essa dor que ela estava sentindo era insuportável, a dor da perda, ela não queria que ninguém sentisse isso.
Bem, lá se vai o plano de não existir, ela estava completamente satisfeita em ser uma civil normal e comum, ESTAVA, agora Riri queria ser mais. Mais forte, mais inteligente, e talvez tentar ajudar Naruto a melhorar esse mundo, não tomando o lugar dele como o garoto da profecia, que irá trazer paz ao mundo, mas como um assistente, o herói não tem que fazer tudo sozinho afinal.
