Já foi passado cinco anos dês daquela noite, Riri estava vivendo no orfanato dês daquele dia fatídico.
Não tinha nada de errado com o orfanato, a matrona Yukino-san era um mulher com seus primeiros sinais de velhice, mas ainda era entusiasmada e empolgada, nunca deixando faltar nada para os órfãos. Mas ai estava o problema, órfã, não importa o quanto o orfanato era bom, ele ainda era isso, um orfanato.
Nesses cinco anos, Riri tinha deixado o seu cabelo preto crescer até a cintura prendendo-o com uma trança apertada. Ela tentou pegar de volta um pouco de sua "independência" perdida e fazer amizade com as crianças órfãs, para não ficar muito sozinha.
Riri estava sentada no segundo andar esperando seu melhor amigo, Iroichi-kun, voltar.
Nesse momento uma criança nos seus seis anos veio correndo na escada. "Riri-hime, chegou uma criança nova, ele tem a sua idade, vamos conhecer ele, vamos, vamos!"
Riri já totalmente acostumada com a hiperatividade de seu melhor amigo, só assentiu que foi suficiente.
Iroichi não perdeu tempo em pegando a mão de Riri e descer as escadas com uma alta velocidade que teria enviado Riri cambaleando se não fosse pelo seus treinamento secreto não - tão - secreto - assim.
Lá em baixo, em frente a matrona estava um menino que fez o coração de Riri parar por um segundo e seu corpo congelar imperceptivelmente antes de relaxar novamente.
Parado perto da porta estava um garoto que tem uma juba de cabelos loiro brilhante – mesmo que Riri amasse a cor de seu cabelo, ela ainda sentiu uma pontinha de inveja por a cor brilhante do cabelo do menino. – e grandes olhos azuis que pareciam refletir o céu em uma manhã sem nuvens. Uzumaki Naruto estava no mesmo orfanato que ela, e ele era simplesmente adorável.
Isso não era com ela tinha planejado, Riri só tinha que conhecer ele na academia, não agora. Mas quando Naruto virou para ela, parecendo um patinha que se perdeu da galinha mãe, parecendo tão esperançoso - como se tivesse com medo dela -, os olhos pareciam aumentar. Ela não podia resistir a isso.
Riri soltou a mão de Ichirou e foi ate o menino, dando uma breve saudação. "Ohayou, sou Waru Riri."
Os olhos de Naruto se arregalaram ainda mais. As crianças geralmente não falavam com ele, seus pais não deixavam. Nervosamente, ele voltou com um pequeno arco. "U-Uzumaki Na-Naruto."
Riri ofereceu um pequeno sorriso que ela esperava ser reconfortante. Ele voltou com uma leve inclinação nos lábios, como se estivesse perdendo a hesitação.
A matrona observava com um pequeno sorriso as crianças interagindo. Hokage-sama tinha pedido para ela não ouvir o que os aldeões falavam do garoto, ela ia dar um voto de confiança.
Iroichi finalmente cansou de ficar parado e fez sua presença conhecida. "Vamos brincar, esta todo mundo lá fora, vamos jogar ninja, sou Iroichi, sem sobrenome, Riri-hime é minha melhor amiga, não tente rouba-la okay?" Ele disse tudo em um só folego, tentou parecer intimidador, mas com suas bochechas rosadas por falta de ar parecia mais um gato com raiva.
Naruto estava extasiado, essas crianças estavam o chamando para brincar, e ninguém ainda o tinha olhado com nojo ou repulsa para eles ele era só uma criança. Abrindo um grande sorriso, ele acenou alegremente.
Riri se sentiu feliz por ver um sorriso tão parecido com o que ele exibia no anime.
Eles estavam prontos para ir quando a matrona se manifestou. "Primeiro, vamos ao mercado comigo Riri-chan?" Disse estendendo a mão para Riri.
Confusa ela só aceitou a mão estendida. "Mais tarde eu volto." Disse dando uma onda adeus para os meninos, ignorando o rosto decepcionado de Iroichi.
Quando já estavam a caminho do mercado, Yukino-san finalmente falou o verdadeiro motivo por trazê-la junto. "Tente fazer Naruto-kun se sentir a vontade Riri-chan, ele teve um infância difícil, vou confiar em você, já que você é muito madura para sua idade."
"Vou fazer o que puder Yukino-san." E ia mesmo, Naruto já sofreu e ia sofrer o suficiente. Mas não era ele abusado no orfanato ou algo assim? Riri duvidava que a matrona faria algo assim, principalmente depois desse pedido.
"Ele irá ficar no mesmo quarto que você." Quando Riri foi responder ela viu algo que fez sua boca fechar rapidamente.
Um pouco a frente delas estava Uchiha Itachi e Uchiha Sasuke. Isso trouxe o tema que ela tinha botado no fundo de sua mente, o massacre Uchiha. Riri não poderia evitar isso, era apenas uma criança. Uma criança fraca. Fraca! Esse pensamento a levou a ranger os dentes. De novo ela era fraca demais para fazer qualquer coisa, Itachi teria que de novo levar uma vida horrível e abandonar seu amado irmão. Quando ela estava ali, praticamente com todo o futuro enfurnado em sua cabeça.
Riri balançou a cabeça para tirar esses pensamentos, ela tinha que treinar mais, mais sério, talvez ela pudesse invadir a biblioteca e pegar livros de academia para se adiantar. Enquanto ela bolava seu plano de ação, Riri não percebeu a cabeça de Sasuke virando em sua direção com a borca aberta ligeiramente e depois virando rapidamente, uma coloração vermelha em seu rosto.
Riri estava em seu quarto - seu e de Naruto agora. -, Naruto já estava dormindo de barriga para cima. Mas tinha algo no ar essa noite, uma tensão, como se algo fosse acontecer. Quando Riri estava prestes a dormir, ela sentiu aquela mesma energia pesado, mas em pequenas quantidades. Riri abriu os olhos e viu Naruto derramando um chakra vermelho, ela pulou da cama, medo brotando dentro dela. "Naruto acorda, Naruto!"
Naruto abriu os olhos, mas não era um azul que ela estava acostumada, eram vermelhos como sangue. Ela soltou um grito aterrorizado quando a energia ficou mais forte, intenção de matar. Sua mente a lembrou. Mas Riri não conseguia compreender direito seus próprios pensamentos, ela estava sufocando na pressão. Naruto empurrou Riri com as mãos, o chakra vermelho queimando sua carne quando entrou em contato com a barriga de Riri. Ela caiu no chão, batendo as costas no chão. Tudo o que ela viu foi os AMBU's pulando no quarto e prendendo Naruto ao colchão agora destruído, a matrona entrando e a puxando longe de tudo aquilo.
Riri viu os olhos de Naruto voltando ao azul lentamente, então tudo ficou escuro.
