Nota:
Blah blah blah...
CDZ não é meu. … é do tio Kuku, ou Massami Kuramada para os menos íntimos.
Os direitos autorais ESTAVAM sob minha posse. Até que o ignorante do Thor esquecer a porta aberta e os lobos do Fenhir destruírem os papeis... T-T é a vida... eu ainda mato ele!
Capitulo 01 – Parte 2 – Memórias:
Hoje vejo por minha janela a neve branquinha lá fora sendo colorida pelo entardecer. Ver a imagem do final do dia trás a minha memória um dia semelhante, que tinha um agravante, era inicio de nevasca. Continuo a pensar nesses devaneios de como eram nossas vidas... Nada poderá voltar a ser como antes, nada fará aquela felicidade voltar, nada o trará puro e inocente de volta para mim... Porque o tempo não retorna do seu curso. Porém, nada me impede de prosseguir na minha viajem no tempo da minha mente.
Os dias estavam se passando de forma estranha, bem fora do natural. Em ainda pleno outono tínhamos dias frios e chuvosos, se não havia chuva, estava nublado com um céu acinzentado. E como a tendência sempre foi a piorar, não tinha dado outra: de frio o tempo passou a congelante, de chuvoso passou a ter risco de nevasca, mas até então só nevava sem parar.
Num dia tão horrendo quanto aquele nossa 'maravilhosa' princesa decide sem mais nem menos que MEU lindo e meigo anjo iria junto de Shido e Bado fazer reconhecimento territorial, como se não houvesse guardas competentes o bastante parra fazer isso ou que os gêmeos incestuosos não tivessem capacidade para a 'missão'.
Dessa forma meu doce Mime é enviado para ficar de 'babá' daqueles dois lunáticos tarados, ao invés de me fazer companhia ao lado da lareira quentinha, ambos enroladinhos num cobertor grosso, dividindo o conforto de nossos corpos, conversando animadamente sobre qualquer coisa a toa e tomando chocolate quente. Enfim... Curtindo um ao outro, aproveitando o findar de nossa infância e verdadeira entrada na adolescência, como qualquer pessoa normal. Aproveitando a tarde para o que eu chamava de namorar, mesmo que secretamente.
Passei o dia tentando relaxar, na vã esperança de que retornaria em breve e pularia de repente em meus braços desculpando-se da demora, entretanto as horas corriam e nada de aparecer. Esforçava-me para não pensar em besteiras como os pervertidos que o acompanhavam retirando sua inocência ou eles o maltratando ou... Não podia imaginar sem estar completamente aflito e mais preocupado com seu bem estar.
Um vento forte soprava lá fora, uma nevasca estava próxima de acontecer, não pude deixar de temer por você e nem de acreditar que provavelmente estaria morrendo de frio, chegando até a tremer. A minha volta todos estavam em seus afazeres normais, me ignoravam por completo, e me questiono se não preferia que fosse assim mesmo. Acho que não me agradaria dar um passo inquieto e receber uma enxurrada de perguntas como "Você está bem?" "Quer um chazinho para se acalmar?" "O que aconteceu para que esteja assim?" e coisas do gênero, como se já não fosse obvio que não estou legal e só quero que meu amado volte logo são e salvo.
Retirei pensamentos inúteis da cabeça e fui pegar um chá calmante, não iria me fazer ficar como gostaria, com tudo, ao menos aliviaria um pouco. Então quando estou retornando para a biblioteca encontro os guerreiros das estrelas Zeta andando calmamente pelo corredor, aparentemente tinham acabado de chegar.
-Shido, Bado. Onde está o Mime?
-Não está com você? Nós nos separamos há um tempo.
-Pensamos que ele havia voltado para o palácio.
-Bom... Deixa para lá. Ele deve estar bem afinal.
Eles responderam a minha pergunta e voltaram a andar como se nada houvesse acontecido. Naquele momento tive tanto ódio dos dois que poderia tê-los matado se meu desespero não fosse maior. Ele sumiu! Ninguém sabia onde ele se encontrava... Ninguém o viu desde que saiu para cumprir as ordens da 'soberana'... Medo, aflição, agonia e desespero se misturavam dentro de mim enquanto o procurava por todos os cantos do palácio, até os mais remotos. Tudo só piorava, pois cada para local que eu fosse não conseguia encontrá-lo.
Tomado pela desesperança, vejo-me sem alternativas, você não estava no palácio, tinha essa certeza, pego minha mochila, coloco tudo que pudesse precisar lá dentro e saio o mais rápido que podia rumo à floresta e redondezas. Meu medo de perdê-lo para sempre movia meu corpo adiante cada vez mais rápido, cada segundo a mais sem você parecia tirar de mim um pedaço do meu corpo, como se eu me ferisse cada vez mais fisicamente.
Não sei se cheguei a me forçar ao máximo, mas sabia que o salvaria mesmo que isso custasse a minha vida. O tempo estava terrível, o vento forte e cortante e o frio capaz de congelar não me eram importantes, eu não ligava para o que acontecia com meu corpo, porque minha mente estava fixa em onde poderia achá-lo. Não sentia dor, não sentia frio, não sentia o vento cortando minha pele, só sentia meu coração se rachando em vários pedacinhos.
Estava quase parando de procurá-lo por ter realmente começado uma nevasca e minhas esperanças já terem quase se esvaído por completo quando vejo algo avermelhado no meio daquela paisagem branca e sem vida. Encaminho-me até lá devagar por estar contra o vento e já estar muito cansando, agarrando-me ao meu último fiapo de esperança.
-MIIIIIMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Grito seu nome ao estar bem mais próximo do 'algo avermelhado'. Por sorte, graças a Odin, ouço em resposta repetidos "Aqui! Aqui!". Continuei a andar e pude ver que o que tinha me guiado até perto de onde você estava era um cachecol que ficara preso num galho das inúmeras arvores dali.
Assusto-me ao vê-lo caído no chão de barriga para baixo com um grande tronco de árvore prendendo um de seus pés, só então reparo alguns rasgos em suas roupas. O tornozelo quebrado não era seu único ferimento, tinha certeza, mas por hora me concentrei em soltá-lo.
O troco era bem mais pesado do que parecia, tive que fazer muito esforço para retirá-lo de cima de você. Ouvia seus gemidos doloridos toda vez que puxava um pouco. Finalmente consegui. O peguei no colo e rumei a uma caverna que havia visto no caminho. Não tinha condições de voltarmos ao palácio no meio de uma nevasca que só piorava, seria suicídio.
Acomodados na caverna, faço uma fogueira e me aproximo mais para cuidar de seus ferimentos. Levanto um pouco para verificar se seu tornozelo estava quebrado ou torcido ou se, com sorte, era só uma dor muscular acompanhada de inchaço. Infelizmente meu primeiro julgamento estava certo.
Acaricio seu rosto e arrasto a mochila para o meu lado, retiro de dentro dela a caixa de primeiros socorros, limpo a ferida com um pano e molhado com água oxigenada, aproveito para desinfetar também e em seguida imobilizo o local com talas, ataduras e esparadrapo.
-Mi... Onde mais você se machucou?
Pergunto preocupado. Fitando seus olhos para não haver riscos de que mentisse para mim. Mexo no seu cabelo, fazendo um delicado e cuidadoso cafuné, apenas para tranqüilizá-lo e permitir-me sentir a maciez dos fios loiros alaranjados, enquanto esperei sua resposta. Entretanto notei que você estava se derretendo todo, parecia um pequeno gatinho manhoso. A muito custo resisti a seus desejos e paro bruscamente fazendo com que soltasse um resmungo e me olhasse ligeiramente irritado e contrariado, assim o repreendo com meu olhar.
-Eu só estou com alguns arranhões bobos. Não precisa se preocupar, Albe. Nem está ardendo... O meu cosmos vai resolver isso.
-Tá bom então... Eu estava muito preocupado com você, sabia?
Vejo-o corar quando o abraço, o colocando sobre mim com carinho, para deixá-lo mais confortável e para que eu pudesse estar realmente bem juntinho dele e admiti então em voz baixa que ele era a pessoa mais especial para mim. Recomeço a carícia que há segundos atrás eu fazia e tinha sido obrigado a parar. Meu coração estava feliz de tê-lo em meus braços novamente, seria melhor se não fosse a meio de uma situação tão ruim, mas ainda assim sentia-me bem, até porque eu estava com a sensação de dever cumprido por tê-lo salvo.
-Albe... Você me ama?
Espantei-me com a pergunta. Desde nosso primeiro beijo estivemos normais um com o outro, com tudo, desde que me salvou de cair do penhasco estivemos cada vez mais próximos, tanto que eu secretamente nos denominava de namorados, mesmo que antes os outros já brincassem dizendo que éramos. De qualquer forma nunca tínhamos falado sobre isso antes... Apenas ficávamos quando dava vontade.
Olhei aquela bela face curiosa e que por alguma razão aparentava esperança e ansiedade, ao menos aos meus olhos. Engulo em seco e reúno coragem admirando aquele cálido anjo tão inocente e tão sensível. Seria pecado amar e desejar tanto assim um anjo perdido na Terra? Afastei da minha mente todos aqueles pensamentos desconexos e desnecessários e declaro antes de ter tempo de arrepender-me desse possível erro.
-Sim. Eu o amo... Amo mais que a mim mesmo, amo mais que qualquer outra coisa... Você é meu doce anjo, sem você eu não vivo. Não suportaria ficar sem vê-lo, sem ouvir sua voz, observar que a cada dia suas melodias são mais belas e incríveis... Amo-te com todas as minhas forças e de todo o meu ser.
Sem que eu pudesse ter percebido disse tudo que sentia, sendo que poderia ter dado um simples e claro "sim, eu te amo" ou uma declaração de amor e devoção mais suave, nítida, carinhosa, mais romântica e não melosa. Ainda tinha a minha possível rejeição, só que alguém realmente pensa nesses momentos?
Foi sua vez de ficar assustado, com toda certeza não esperava que eu dissesse algo tão profundo, e até meio exagerado, mesmo que verdadeiro, assim e nem com tanta facilidade. As únicas palavras que me dá de volta são subentendidas no beijo caloroso a mim dado.
Sugava meus lábios, massageava cada cantinho da minha boca, vez ou outra mordiscando meu lábio inferior ou o superior e brincava com minha língua, ora a deixando tocar na sua, ora a afastando ou mordendo. Dessa vez eu não estava no comando, não tinha o controle, e devo confessar que foi uma experiência estonteante ser dominado. Adorei ficar como seu brinquedo, você fazendo o que queria e quando queria comigo.
Acabamos adormecidos com tantos beijos sucessivos. Provavelmente foi uma das minhas melhores noites, considerando que atualmente apesar dos boatos a meu respeito, permaneço virgem. Dormi maravilhosamente bem e ao despertar no dia seguinte tive o prazer de vislumbrá-lo adormecido com poucos raios de sol sob seu rosto. Não era a mais um anjo, era um deus e o principal: era o meu deus, só meu. O deus dono e responsável pelo meu coração. O coração de aparência de gelo, mas que internamente era quente e apaixonado.
Não demorou muito para que ele acordasse e me sorrisse dando um sonolento "bom dia" junto de um delicioso beijo. Ele jamais soube o quanto eu apreciava esses gestos meigos de sua parte e o como desejo ter tudo de volta, mesmo que tivesse que sacrificar minha própria vida para receber uns estantinhos a mais... Eu morreria feliz. Se bem que, naquela hora eu fitava seus olhos, seus lábios, seus cabelos esvoaçarem-se com o vento que neles batia e o conjunto de tudo, gravando para sempre no meu coração.
-Mi... Como você foi parar lá preso no meio da neve? Aqueles dois lhe fizeram algo?
-Não, não! A culpa não é deles... É minha mesmo. Nós dividimos o local em três partes, cada um ficaria com um lado e depois nos encontraríamos no palácio. Quando eu estava terminando escorreguei e sai rolando... Só depois que acordei vi aquele tronco na minha na minha perna e senti aquela dor aguda... Eu me descuidei e fiquei daquele jeito. Não os culpe... Por favor.
Ficamos conversando mais até o vento enfraquecer e podermos voltar para casa, claro que eu carregando nossas coisas e o trazendo no colo o caminho inteiro. Antes de atravessarmos os portões ele me puxa para outro beijo, este também sob o seu comando foi completamente diferente do outro de "boa noite", não foi urgente e quente como se nossas vidas estivessem na boca um do outro, o que de certa forma é verdade, foi mais carinhoso, meigo e inocente, bem calmo e sem pressa alguma, 'apenas' um contato para expressarmos o amor que sentíamos e um selo de confirmação.
-Albe... Eu te amo... Muito mesmo. Nunca se esqueça disso, ta?
Foi o que disse em voz baixa, inteiramente corado, ao encerrar o beijo. A partir daquele instante éramos oficialmente comprometidos. Eu com ele e ele comigo. Éramos consagradamente namorados. Era finalmente meu e eu ainda não creio que nos dias atuais essa felicidade tenha escapado por entre os meus dedos.
Posso afirmar com convicção que os beijos e o excesso de carinho me deixaram mal acostumado. Foi difícil voltar ao normal... Mais que doloroso foi entender que não ganharia mais seus afagos. Por essas e outras razões que reviver esse passado, ainda a pouco adormecido, é tão doce e amargo. Trás de volta a vida tudo aquilo que já se foi... Abre as feridas que já tinham cicatrizado e ameniza a dor da minha alma.
Estou nesse momento andando nos corredores quase desérticos de Valhala, como sempre, sozinho e pensativo. Se em meu interior choro lágrimas sangrentas de uma dor horrível e praticamente impossível de se sobreviver, por fora eu inibo as poucas pessoas que me lançam olhares. Todos me desejam, gostariam de ter meu corpo, mas se apavoram com o que podem encontrar no relacionamento. Há quem ache meu sorriso sarcástico algo irresistível, com tudo, o normal é temê-lo. Essa solidão não me dói, o que me dói é não tê-lo. Um dia irei superar... Ao menos é o que espero.
O sol lá fora começa a aparecer, com seus raios perfurando as pálidas nuvens que bloqueavam seu caminho. Na falta do que fazer e na ausência de vontade de afundar-me nos meus queridos e preciosos livros, desço as escadarias passo a passo como se nada pudesse me abalar e temendo em minha mente encontra-lo a passar pelos corredores. Dirijo-me até um banco afastado, retiro a neve dali vendo como logo esta derreteria não deixando rastros, concentro-me na bela paisagem a minha volta. Logo a primavera chegaria e o cenário branco sumiria dando espaço para pequenas flores brotarem em volta.
Abaixo-me um pouco e toco com as pontas dos dedos as pétalas alvas de uma pequenina flor adiantada que não se importava com a temperatura ainda baixa. Isso desperta em minha mente lembranças de um ocorrido também de quando éramos unidos e inseparáveis. Da época que eu tinha certeza de que me amava como sempre te amei. Mesmo que agora queria esquecer...
Nunca entendi ao certo como foi que conseguiu pegar um resfriado em pena primavera se no inverno inteiro passou bem alegre, feliz e saltitante, mais que energético e cheio de vida e saúde. Unicamente fiquei sabendo que estava doente por não vê-lo o dia inteiro e em busca de uma explicação fui ao seu quarto, o encontrando mais branco que o normal, o nariz avermelhado, enfiado na cama com vários cobertores e espirrando. Não precisava ser o gênio de Asgard como eu para se tocar de que ele estava mal.
Entrei no recinto e fechei a porta atrás de mim com cuidado para não fazer barulho, já tinha reparado que estava adormecido em sua cama. Ponho a mão na sua testa afetuosamente para checar se estaria com febre ou não, felizmente ainda não estava, mas por via das dúvidas saio e vou pegar o que realmente importa: toalhinhas, um jarro com água, um copo, remédios e termômetro. Obviamente fui trazendo um pouco de cada vez, aproveitei para trazer lenços de papel e uma bandeja com um almoço variado e nutritivo para ele, já que eu já tinha almoçado.
Esperei pacientemente até que despertasse, o que parecia que seria nunca. Cansado de tanto aguardar, beijei seu rosto e fiquei acariciando o mesmo ou lhe fazendo um cafuné tentando despertá-lo. Como nada fez efeito passei a chacoalhá-lo até que acordasse.
-Ai ai ai! Albe! O que é que você tá fazendo?
Perguntou-me sonolento esfregando os olhos e espirrando em seguida. Acabei tendo que conter o riso. Estava mesmo engraçado vê-lo todo confuso sobre o que acontecia a sua volta. Só a situação não era boa... Temia que piorasse de sua 'inofensiva' gripe.
-Apenas te acordei para que se alimentasse.
Sorrio divertido e deposito a bandeja em seu colo quando se senta, com o máximo de cuidado, e ele logo fez uma cara de desagrado ao ver a quantidade de comida e algumas coisas que, por assim dizer, 'não eram de seu interesse', fora também os xaropes e comprimidos.
-Você não quer que eu coma tudo isso, né?
Ele se arriscou a comentar quase que como uma suplica para mim, tentando mesmo fazer-me mudar de idéia. Às vezes tento entender como que um ser tão manhoso assim pode se tornar um guerreiro deus, ainda mais capturar meu coração de uma forma tão definitiva, fazendo-me amá-lo mais do que a mim mesmo.
-Tudo não, mas a maior parte, sim. Anda, nem tem tanto assim. Come e pára de reclamar.
Acabei cedendo à parte de seu desejo, não havia como resistir. Vi seu beicinho irritado e contrariado com suma adoração. Era impossível não achá-lo atraente. Adorava seu sorriso e a expressão angelical que fazia ao tocar. Obviamente acabo hoje sentindo falta dele tocando aquela harpa, criando belas melodias, ficando, de tão envolvido, com a face serena e calma.
Ficamos longos minutos em silêncio e eles se assemelhavam há horas, ou talvez dias... Eu o fitando, assistindo-o devorar os alimentos que eu havia trazido, como se fosse algo realmente muitíssimo interessante, e ele comendo, vez ou outra me dirigindo o olhar, voltando àqueles lindos rubis a mim, e rindo toda vez que eu possivelmente fazia uma cara muito de bobo apaixonado. Eu sabia que fazia caras assim, por mais ridículo que fosse, era inevitável.
-O que tanto olha, 'Doutor'?
Sim. Eu estranhei muito a forma como se dirigiu a mim e não podia negar: ele passava tempo demais comigo para ter pego parte do MEU sarcasmo. Afinal... Não me recordo dele ter feito brincadeiras desse tipo anteriormente, mas só de ver seu sorriso cristalino, senti meu coração se aquecer e não pude evitar acariciar sua face e lhe dar um suave beijo em sua testa antes de vocalizar o que sentia, e que infelizmente ainda sinto, de mais sincero, o que creio que jamais sentirei por outro alguém.
-Eu te amo, só isso.
Ele cora, ficando ainda mais belo e adorável que normalmente, como se fosse mesmo possível... Era magnífico e estonteante poder passar aquelas pequenas e curtas horas ao lado de meu amado, cuidando dele, sendo necessário para sua melhora, por mais mimado que ele fosse, e por minha culpa, claro, era umas das melhores sensações que tive o prazer de conhecer.
Logicamente não desgrudei dele o dia inteiro, fazendo de tudo para que melhorasse logo, o paparicando o tempo todo e usando de todo meu autocontrole para não lhe roubar beijos extremamente molhados e 'sufocantes', cheios de significados. Os dias que se sucederam foram quase uma repetição deste mesmo, quase iguais, devo acrescentar, isso até que meu anjo da música ficasse completamente recuperado de sua enfermidade e pudesse voltar para a nossa antiga vida normal juntos.
O cantinho da autora:
Pan: Sabe Beri... São coisas assim que me dão idéias de fanart...
Alberich: ((interrompe)) não ouse!
Pan: Mas... Ia ficar tão bonito! E... EU PRECISO TREINAR HOMEM! ((rios de lagrimas nos olhos))
Mime: ((abraça ela)) Albe! Você nem sabe o que ela ia desenhar!
Alberich: E pretendo continuar sem saber.
Mime: Vamos dar uma chance... ((carinha meiga e fofa))
Alberich: Isso é trapaça! E você sabe como ela adora me ridicularizar!
Mime: Bom... Só ouvir não vai nos matar. E também... É graças a ela que estamos juntos.
Pan: ((já tinha parado de chorar, agora só ouvia atentamente))
Alberich: Ou seja... Estamos em divida com ela...
Mime: É mais ou menos isso, eu acho...
Alberich: Ok ok... Vai logo, Pan.
Pan: Mê... O que você acha de uma fanart do alberich de medico cuidando de você?
Mime: Eu... er... acho uma boa idéia ((muito corado))
Alberich: É... eu esperava coisa pior.
Pan: Não se preocupe! Eu SEMPRE posso piorar! ((sorrisinho sarcástico mor)) Ainda pretendo fazer o casamento de vocês. ((risada diabólica enquanto sai andando))
Alberich: E você ainda diz que ela é uma criança normal e meiga.
