Depois de uma noite inteira estudando para a prova de Slughorn, Dominique foi junto com os outros alunos do quinto ano para a sala de poções, pareciam todos preocupados, pois toda hora esfregavam as mãos, apesar do frio do final de outono. Além disso, os exames de poções eram um dos mais difíceis de Hogwarts, só os alunos que tinham bastante facilidade ou capacidade de decorar as poções tiravam boas notas.
Entretanto, Dominique saiu da prova achando que tinha ido bem, para a surpresa de Lucy, que achou que foi muito mal. Elas se despediram, pois a menina cumpriria detenção com o namorado secreto. Um pouco antes do termino do exame, Dominique ficou pensando nos minutos que havia conseguido passar ao lado de Andrew, e de todas as frases bonitas que ele falava para ela e decidiu retribuir de maneira inovadora.
- Srta. Weasley, pode entrar – disse o professor Slughorn quando o último aluno que fazia prova saiu, Andrew já estava lá dentro – Quero que vocês guardem os ingredientes que os alunos utilizaram hoje para fazer as provas. Não é muito trabalhoso, mas sugiro que comecem logo. As varinhas por favor.
- Professor, minha varinha ficou no meu dormitório, não achei que precisaria dela para a prova de poções – disse Dominique depois que Andrew entregou a dele.
- Pois bem. – disse o senhor – volto daqui a uma hora para ver o progresso.
- Se quisermos aproveitar esse momento, acho melhor começarmos a arrumar logo – disse McCoy após a saída do professor.
- Não se preocupe, dou um jeito – falou a loira. Ela sacou a varinha de dentro de suas vestes e a chacoalhou no ar, e os ingredientes começaram a voltar para seus potes, e esses voltaram para a prateleira.
- Está aprendendo comigo – disse Andrew limpando com um pano o que estava derrubado pelas bancadas. Em quinze minutos, tudo estava terminado, então Dominique contou a o rapaz o que sua mãe havia lhe escrito.
- Gene incontrolável? – disse ele se aproximando da menina – ou alguma desculpa para você não ter que admitir que não me resiste.
- Acho que você está no lado errado da moeda McCoy – falou a Weasley – Você é que não me resiste.
- Quer apostar? – sorriu o menino maliciosamente. Ele começou a beijar o pescoço da menina, e foi subindo os beijos até a boca dela, mas antes de unir seus lábios, passou as costas da mão na macia bochecha da loira. Entretanto, ela não se rendeu, e antes que ele a beijasse, ela disse:
- Vai precisar melhorar muito se quiser ganhar de mim.
Dominique foi conduzindo o menino até uma bancada, onde o fez deitar, assim subiu em cima dele segurou seus braços e pernas. Ela foi se inclinado de modo a deixar seus lábios a menos de cinco centímetros dos do garoto.
- Quando eu entro numa aposta, é para ganhar – riu Dominique. Ela nunca havia visto Andrew naquele estado, seu pulso estava tão acelerado que ela sentia os batimentos cardíacos só por segurá-los, ele olhava fixo para os olhos da loira com uma respiração ofegante, aquela sensação de estar tão perto dela, mas não poder beijá-la o torturava. Vendo que o namorado já estava bastante derrotado, ela saiu de cima dele, desceu da bancada e se afastou – Acho que seu pai não te preparou para esse tipo de tortura.
Andrew não resistiu a adrenalina e o impulso tomou conta do rapaz calculista e ele avançou na menina como se ela fosse a essência que o mantinha vivo. Ele a botou contra a parede de pedra da sala e a beijou-a até perder o folego. Suas mãos desceram das costas da menina para as nádegas, ela passava a mão pelo peito atlético do rapaz, mas quando ela passou as mãos por debaixo da camisa, em suas costas, ela interrompeu o beijo.
- O que é isso nas suas costas? – perguntou Dominique estragando o clima.
- Ah, são cicatrizes. – disse ele meio desconfortável – Quando eu era criança, adorava subir em árvores, mas teve um dia que caí, e minhas costas foram arrastando nos galhos.
O menino enxugou a testa, que estava cheia de gotículas de suor, Dominique riu da cena, perguntou se o que ela havia feito tinha sido demais para ele. Antes da resposta de Andrew, eles ouviram passos no corredor e correram para cantos opostos da sala e fingiram estarem terminando de limpar as bancadas.
- Muito bem vocês dois, vejo que a sala está bem organizada – parabenizou-os Slughorn – Sr. McCoy, nunca pensei que essa tarefa que dei iria ser cansativa, vá tomar uma ducha, ou pegará um resfriado com esse frio.
Dominique riu por dentro, ela viu o namorado sair com cara fechada, mas sabia que por dentro ele estava em ecstasy. O professor também a liberou, e ela foi encontrar com Lucy.
